19 abr 2016

NÃO SE DISCUTE

No Comments Cidadania, Comportamento, Democracia, Relacionamento Interpessoal, Relações Humanas, Sociedade e Política

Ensina a sabedoria popular que “política, futebol e religião não se discutem”. Você concorda?

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Sinceramente, considero o ditado de que "política, futebol e religião não se discutem" batido, surrado e mentiroso. Somos adultos, certo?!? Mais do que nunca, deveríamos nos unir para conversar sobre estas três dimensões que se tornaram o palco dos grandes problemas do mundo. Basta um pequeno olhar à nossa volta: impeachment, retorno da CPMF para cobrir gastos do governo, alta do dólar, transferências milionárias de jogadores entre times, presença do Papa em Cuba, guerras em nome da paz…

Claro, que no passado tal afirmação trazia consigo o medo de que a paixão – ou talvez o fanatismo – por time A ou B, religião C ou D, partido X ou Y, não nos permitisse o diálogo. Mas é preciso reinventar o dito com tolerância, abertura, aceitação ao outro e autoconhecimento.

Muitas pessoas se inflamam tanto ao defender suas ideias, colocam tanta paixão em seus discursos que há a impressão de que querem brigar. Alguns querem, de fato, convencer de que sua opinião é a mais acertada e deixam os ânimos se acirrar. Entrar em uma discussão com uma atitude mental de "eu ganho", "você perde", "eu tenho razão", "você está errado", "eu falo" e "você fica calado", claramente, não ajuda a desenvolver boas relações. Será que você quando se vê contrariado em seu ponto de vista, sente-se rejeitado e age dessa forma?

Devemos aprender a lidar com a diversidade, dispostos a recuar quando temos nossas convicções feridas e tentar olhar de outra perspectiva. No caso do futebol, parece ser mais fácil. Brinca-se muito, um desqualifica o time do outro para na semana seguinte ser a vez do colega cujo time ganhou a partida brincar com a ineficiência do time do amigo. Dificilmente, vemos um caso de amizade que se desfaz porque as pessoas torcem por times diferentes, embora ainda existam casos extremos em que torcidas matem umas às outras nos estádios.

Já sobre a política, estamos nos tornando um povo mais antenado e consciente, que vem adquirindo uma visão mais macro de mundo. Saímos do silêncio da ditadura, passamos por uma fase de transição e com o amadurecimento da democracia conquistamos um nível de politização importante que nos faz cidadãos mais atuantes e preocupados com os problemas do país. Mas, eis aí um perigo: se não avançarmos no entendimento sobre as questões que envolvem as políticas públicas, suas reformas e consequências, estaríamos mesmo discutindo ideias ou apenas pessoas? Reclamar de um congresso oportunista não altera nossa posição de responsáveis pelo o que elegemos.

Agora se futebol e política parecem complicados pra você, religião está numa categoria ainda mais delicada. O tabu é tamanho que a ausência de debate se observa numa espécie de proteção ao crente: questioná-lo corresponde a um gesto de ofensa. Pautada por questões não mensuráveis, a escolha da religião dá-se pela fé e por uma convicção que fala diretamente à alma e às crenças aprendidas e aceitas. Mas isso não a torna intocável, afinal não é preciso concordar com uma opinião diferente da sua nem é preciso abrir mão de suas convicções para conviver.

Por isso, acredito que chegou a hora de substituirmos o velho ditado pelas lições de economia e administração sobre Ponto de Equilíbrio e encontrarmos tais pontos comuns para o verdadeiro exercício de civilidade, generosidade e aceitação.

07 set 2015

PRECISAMOS ELIMINAR O MEDO

No Comments Abertura de Empresa, Ambiente Legal, Dados sobre Empreendedorismo, Economia, Empreendedorismo, Legalização de Empresa, MEI - Empreendedor Individual, Mercado, Pequena Empresa, Simples, Sociedade e Política

Em conversa exclusiva com a Endeavor, Guilherme Afif mostra sua visão sobre empreendedorismo e sobre as políticas públicas de incentivo ao crescimento das empresas.

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Oferecer melhores condições de desenvolvimento às empresas que têm mantido o crescimento positivo do emprego nos últimos anos é fundamental. Elas precisam crescer sem medo – e é nisso que acredita o Ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif. Não é por menos: no Brasil, menos de 1% das empresas conseguem crescer mais do que 20% ao ano, e são responsáveis por gerar mais de 60% dos novos postos de trabalho. Destas, 90% são pequenas e médias empresas.

Mesmo para elas, no entanto, o desafio ainda é imenso, embora o governo tenha dado passos importantes na criação de política públicas que incentivem um ambiente de negócios mais favorável no país. O Simples Nacional, por exemplo, já mostra resultados expressivos. Mas quais devem ser os próximos passos? Perguntamos a opinião de Afif nesta conversa exclusiva com a Endeavor.

Endeavor: Ministro, qual a sua visão sobre o empreendedorismo no Brasil? Quais são nossos maiores desafios para multiplicar o número e o impacto dos nossos empreendedores?

Guilherme Afif: No Brasil, o empreendedorismo assumiu uma importância enorme para a sociedade. O número de pessoas que pretendem empreender é o dobro daquelas que preferem ser empregados.

TRÊS EM CADA DEZ BRASILEIROS ADULTOS POSSUEM UMA EMPRESA OU ESTÃO ABRINDO UMA.

Isso tudo levou o país ao topo do ranking do empreendedorismo e aumentou muito a responsabilidade de aprimorar as políticas públicas de apoio e incentivo.

Esse panorama positivo possui relação direta com um ambiente de negócios mais adequado ao pequeno negócio, construído ao longo das últimas décadas, a partir da visão de que ele deve ter ônus burocrático e tributário menor: é o tratamento diferenciado e favorecido que está na Constituição e que foi concretizado por inúmeros instrumentos importantes no dia a dia da micro e pequena empresa, especialmente o Simples Nacional.

Hoje, são mais de 10 milhões de empresas no Simples Nacional e os pequenos negócios são responsáveis pela criação da maioria dos empregos brasileiros nos últimos anos. Sem contar que já respondem por 27% do PIB.

O desafio que se coloca é aprimorar ainda mais esse conjunto de políticas públicas que está na Lei Geral das MPEs, focando em instrumentos importantes que vêm sendo pouco explorados, como é o caso do acesso ao crédito, que precisa avançar.

Em julho, você esteve na Câmara dos Deputados para debater o projeto Crescer sem Medo. Você pode falar um pouco mais sobre ele?

O projeto busca eliminar o medo dos pequenos negócios de crescer. A proposta é criar rampas suaves para o aumento da tributação no Simples Nacional. Busca, ainda, a redução do número de tabelas e faixas, com a eliminação dos degraus nas mudanças de faixa, que caem das atuais 20 para 7. O projeto prevê também a criação de regime de transição para empresas com faturamento anual até R$ 7,2 milhões nos setores de comércio e serviços, e até R$ 14,4 milhões na indústria, visando a diminuir o abismo tributário para os pequenos negócios que deixam o Simples.

De acordo com o IBPT, 63% das empresas deixam de pagar seus impostos após 1 ano de seu desenquadramento do Simples Nacional. Como podemos permitir um “pouso suave” dos empreendedores que saem do Simples?

O estudo da Fundação Getúlio Vargas que fundamentou a elaboração do Projeto Crescer Sem Medo deixou clara essa realidade. As empresas do comércio que saem do Simples têm 54% de aumento na carga tributária. Na indústria esse aumento é de 40% e, no setor de serviços, de 35%. O efeito desse aumento cavalar nas cargas tributária e burocrática –  muito maior fora do Simples, que tenho chamado de “morte súbita” – é afastado pelo projeto, com a criação de faixas de saída com carga tributária de transição para o regime do Lucro Presumido. Substituímos degraus dentro do Simples e a muralha na saída dele por uma rampa suave de crescimento da tributação.

Aumentar o teto do Simples não é apenas uma forma de adiar o problema que os empreendedores poderão viver? Não seria melhor propor uma reforma tributária completa?

É um equívoco concluir que o projeto cuida de aumentar o teto do Simples. Ele fundamentalmente cria um regime de transição que aproxima a carga tributária da faixa final desse regime do patamar do regime do Lucro Presumido. Ou seja, não adia o problema e não mantém a morte súbita da empresa ao sair do Simples. Cria alternativa que assegura crescimento da carga compatível com o aumento da receita e incentiva a empresa a crescer, a não ter medo de quebrar. É a reforma tributária para os pequenos.

Menos de 1% das empresas brasileiras consegue crescer acima de 20% ao ano por 3 anos seguidos, mas são responsáveis pela criação de mais de 60% dos novos empregos, de acordo com o IBGE. Mais da metade dessas “scale ups” são pequenas empresas, com até 50 funcionários. O que mais pode ser feito pelo governo para facilitar a vida dos empreendedores que estão entregando resultado e gerando valor para o país?

O universo das MPEs é formado, predominantemente, pelos muito pequenos, muitíssimos pequenos. No Simples, por exemplo, 62% das empresas possuem receita de até R$ 180 mil anuais e 84,7% têm receita de até R$ 540 mil anuais. Para essa esmagadora maioria, o custo burocrático do sistema tributário é muitas vezes tão ou mais nefasto do que o próprio custo tributário, o que explica o sucesso do Simples Nacional e a necessidade de sua expansão.

Apesar disso, as empresas de elevado impacto também merecem atenção do projeto Crescer Sem Medo pela sua importância. Há proposta para remover barreiras para investimentos, por meio da dispensa da necessidade de utilização de sociedade por ações e garantia de permanência no Simples Nacional. Esse debate está aberto no Congresso Nacional e é importante contar com a participação da sociedade para avançar no apoio a esses empreendimentos.

No projeto também está prevista a criação da Empresa Simples de Crédito (ESC). Um dos grandes fatores de concentração de renda no Brasil é o sistema de crédito, pois capta de todos para emprestar apenas para alguns. A ESC poderá realizar operações de empréstimo, financiamento e desconto de títulos de crédito somente para pessoas jurídicas no âmbito local e não poderá captar recursos. Esse mecanismo pretende multiplicar a oferta e facilitar o acesso ao crédito para os pequenos negócios, podendo significar apoio significativo para os empreendimentos inovadores.

Num momento de aumento de impostos e aperto nas contas públicas, é possível acreditar que o Crescer Sem Medo é uma prioridade para o Governo como um todo? E para o Congresso?

Tenho dito frequentemente que o óbvio cria facilmente o consenso. É claro que o ajuste também se faz pelo lado do desenvolvimento econômico. Dotar a esmagadora maioria das empresas – as que têm mantido o crescimento positivo do emprego nos últimos anos e, ao mesmo tempo, são a mais importante alternativa ao emprego – de melhores condições de desenvolvimento, de crescer sem medo, é fundamental. Isso foi plenamente incorporado pela Câmara dos Deputados, que aprovou por unanimidade o relatório da comissão especial sobre o projeto no último dia 1º de julho. Tenho certeza de que não será diferente no plenário da Câmara e no Senado. A Frente Parlamentar da MPE é uma das maiores e mais ativas do Congresso e tem o projeto como pauta prioritária. É necessário, todavia, manter forte a mobilização da sociedade perante os parlamentares para aprovação do projeto.

Você já foi empreendedor e ainda convive com muitos empreendedores em seus círculos pessoais. Agora é o Ministro responsável por melhorar o dia-a-dia de mais de 90% dos donos de empresas do Brasil. Qual é o legado que você quer deixar?

Há 31 anos foi aprovado o primeiro Estatuto da Microempresa e, há 19 anos, a primeira Lei do Simples. Para chegar ao estatuto, meu trabalho começou em 1979 e foi concluído após os dois primeiros congressos nacionais das MPEs – o último foi dentro do Congresso Nacional. A primeira Lei do Simples, que resultou da inclusão do art. 179, de minha autoria, na Constituição, assegurando tratamento diferenciado e favorecido às MPEs, foi objeto de intensa articulação junto aos Poderes da República e de grande campanha institucional do SEBRAE na mídia pela facilitação da vida do pequeno negócio. Deu tão certo que começou como projeto de lei apresentado no Senado e foi concluída após a apresentação de medida provisória transformada em lei pelo Congresso Nacional.

Após tanto tempo de amadurecimento da política pública de tratamento favorecido e diferenciado para as MPEs, vimos avanços importantes: a inclusão do tema na Constituição (art. 179); a criação do Simples Federal, do Simples Nacional, do MEI e da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República; e uma verdadeira e nova revolução em 2014, com a edição da Lei Complementar 147.

Essa revolução engloba mais de 80 inovações, como a universalização do Simples Nacional, os instrumentos de garantia de tratamento favorecido e diferenciado, a facilitação para obtenção de licenciamento de atividade, a dispensa de certidão negativa de débitos em atos da vida empresarial, a ampliação da fiscalização orientadora, as inovações na recuperação judicial e na falência, entre outras.

Acabar com a discriminação injusta de alguns setores para usufruir do Simples foi uma luta de 18 anos, pois ela já existia na primeira Lei do Simples. Com a universalização, mais de 500 mil empresas foram beneficiadas e mais de 140 atividades puderam, a partir de 2015, optar pelo regime simplificado.

A IMPORTÂNCIA DESSE PASSO É GIGANTESCA PARA AUMENTAR O POTENCIAL DE GERAÇÃO DE TRABALHO E RENDA NA SOCIEDADE E INCENTIVAR O EMPREENDEDORISMO E A FORMALIZAÇÃO DOS NEGÓCIOS.

O sucesso dessa experiência importante com o Simples permitiu a sua transposição para outros campos de ação, marcando o início do Programa Bem Mais Simples Brasil, que está sendo desenvolvido com projetos importantes para a sociedade.

Há legados importantes que serão deixados. É o caso da implantação nacional do processo integrado de abertura, alteração e baixa de empresas, que reduzirá drasticamente as dificuldades para a formalização de negócios.

Em que pesem essas e outras ações, eu gostaria de ser lembrado como o ministro que colocou os pequenos negócios na agenda nacional, vinculando efetivamente todos os poderes e governos, a fim de pensarem primeiro nas pequenas empresas ao criarem novas obrigações e ao atuarem para o desenvolvimento econômico local e nacional, respeitando a necessidade do devido tratamento diferenciado e favorecido. É um caminho que ainda está sendo trilhado, mas com passos evolutivos firmes e fortes de concretização.

Por último, queríamos que você completasse a seguinte frase: “Empreender é…”

Empreender é assumir riscos. Além do empreendedor econômico, há também os empreendedores sociais e cívicos. Todos têm um traço comum: a coragem de assumir riscos. Sem essa coragem não há empreendedor.

*Foto: Renata Castello Branco
Fonte: Endeavor 

31 jul 2015

ASSÉDIO SEXUAL NO TRABALHO

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Abusar da hierarquia da empresa para tirar vantagens sexuais é assédio sexual, e isso é crime. A primeira dica é romper o silêncio e denunciar o ato, saiba como!

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O assédio do chefe começa, na maioria das vezes, como uma brincadeira inocente. A prática vai se intensificando e, quando você percebe, já está de mãos atadas. Muitas mulheres sofrem em situações como essa no dia a dia e o pior: caladas e com medo de perder o emprego. Abusar da hierarquia da empresa para tirar vantagens sexuais é assédio sexual, e isso é crime.

Num caso relatado no site do Tribunal Superior do Trabalho (TST), um supermercado localizado na cidade gaúcha de Viamão teve de pagar R$ 10 mil a uma balconista assediada por um dos donos da empresa durante o trabalho. No último exame do caso, a Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a recurso da empresa, que pretendia ser absolvida da condenação. Segundo a empregada, o patrão a teria assediado passando a mão em seus seios e fazendo comentários libidinosos sobre eles.

Em outro caso, este publicado no dia 15 de novembro de 2013, um mero galanteio, a paquera e olhares de admiração não apresentam assédio sexual segundo a 6ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região. O colegiado analisou um pedido de indenização por danos morais de uma mulher que alegou ter sofrido por seu chefe "atos tendentes a obter favores sexuais contra a sua vontade".

A juíza relatora disse não ter visto provas de assédio sexual ou moral, pois em ambos os casos não houve pressão reiterada. Segundo a juíza, não houve assédio moral pela ausência de perseguição constante ou "terror psicológico capaz de incutir no empregado uma sensação de descrédito em si próprio". 

O que, então, caracteriza o assédio sexual?

 

Numa pesquisa realizada com 478 pessoas e divulgada em 2012 pelo site Trabalhando.com, 40% já sofreu algum tipo de assédio sexual no ambiente de trabalho, sendo 32% mulheres e 8% homens. Embora existam casos inversos em que o homem se vê assediado por uma mulher, essa não é a regra e sim a exceção. O assédio sexual é crime com legislação específica e penalidades previstas. (Veja a cartilha desenvolvida pelo Ministério do Trabalho e Emprego)

O assédio acontece quando o homem, principalmente em condição hierárquica superior, não tolera ser rejeitado e passa a insistir e pressionar para conseguir o que quer e isso pode ser expresso de várias formas. No ambiente de trabalho, atitudes como piadinhas, fotos de mulheres nuas, brincadeiras consideradas de macho ou comentários constrangedores sobre a figura feminina podem e devem ser evitados.

É o constrangimento caracteriza o assédio. Uma cantada, até mesmo um convite para sair, pode ser feito no ambiente profissional, mas é preciso que isso não ameace o posto de trabalho de nenhum dos lados e muito menos seja feito sob ameaça. Ao que se arriscou fazer o convite é preciso também saber ouvir não. 

Outro fator relevante é entender que assédio sexual é o praticado apenas por chefes em relação ao subordinado. Pessoas do mesmo cargo que tentam insistentemente uma abordagem sexual e outros atos de constrangimento são considerados assédio moral. Gritar ou expor ao ridículo em alguma situação são outros exemplos do que configura crime.

Segundo a professora Adriana C. Calvo, mestranda da PUC/SP, há dois tipos de assédio sexual. A chantagem é o tipo criminal previsto pela Lei nº 10.224/2001. O outro é a intimidação, a intenção de restringir, sem motivo, a atuação de alguém ou criar uma circunstância ofensiva ou abusiva no trabalho. As mulheres ainda são as maiores vítimas do que a legislação denomina assédio sexual.

A Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher (Convenção de Belém do Pará, 1995 – CEDAW) classifica o assédio sexual no trabalho "como uma das formas de violência contra a mulher". As informações são da cartilha atualizada e elaborada pela Subcomissão de Gênero com participação da Comissão de Ética do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Se você sente que passa por algo parecido, não se cale. Preparamos algumas dicas sobre atitudes que você pode tomar já:

  • Dizer não ao assediador, com a maior clareza
  • Contar aos colegas de trabalho o que está se passando e reunir todas as provas possíveis
  • Contar para a chefia hierarquicamente superior ao assediador, se houver
  • Denunciar ao Sindicato da categoria
  • Em casos extremos, procurar uma delegacia mais perto e a apresentar queixa.

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28 jul 2015

RIO 2016: QUAL O PROPÓSITO DISSO TUDO?

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Legado ou aprendizado? Como podemos aprender com as Olimpíadas?

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Como ex-atleta de natação que gravava as competições para ficar horas analisando a técnica dos grandes nadadores, pensando em como eu poderia melhorar, fico ansioso só de imaginar a grande migração de pessoas para um único lugar e todos envolvidos no espírito olímpico: Citius, Altius, Fortius (mais rápido, mais alto e mais forte). Competir com honra, respeito e determinação. Foi esse espírito e pensamento que me tornou um apaixonado pelo desenvolvimento humano. O esporte é um palco em que podemos aprender muito e levar isso para nossa vida. 

Os Jogos Olímpicos, se não for o maior, com certeza é um dos maiores eventos do mundo e faltam menos de 400 dias para a abertura oficial. Serão mais de 10 mil atletas de 205 países, que disputarão 306 medalhas durante 17 dias, sendo 136 provas femininas, 161 masculinas e 9 mistas. As competições serão disputadas em 33 locais de provas, a organização contará com 45 mil voluntários, 85 mil funcionários terceirizados e 8 mil funcionários, ou seja, não só os atletas se preparam, a cidade sede e toda nação brasileira também, e é esse tema que vamos explorar.

Em relação aos gastos, uma das principais preocupações dos brasileiros, segundo o portal Rio 2016 foram investidos R$ 7.4 bilhões até agora. Desse valor são provenientes: 40% de patrocinadores locais, 25% contribuição do COI, 16% da venda de ingressos, 12% de patrocinadores internacionais e 7% de licenciamentos e receitas diversas. Esse valor foi e será investido em despesas operacionais do evento (credenciamento, alimentação, seleção e treinamento, despesas médicas), tecnologia (resultados oficiais através de sistemas e softwares, 7 mil pontos Wi-Fi, infraestrutura para transmissão, telecomunicações, servidores, segurança dos sistemas, telões), competições e cerimônias (1 milhão de equipamentos esportivos, 832 eventos olímpicos e paraolímpicos, 4 grandes cerimônias), acomodações (34 mil quartos), transportes (deslocamentos com 5 mil veículos, 2 mil ônibus, 4500 motoristas, 26 milhões de km rodados).

Mas e o legado urbanístico de desenvolvimento para a cidade? Isso foi e continua sendo muito falado e explorado por políticos e cartolas do esporte. Recentemente Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, disse que o Rio deixará Barcelona no chinelo. A cidade é referência no assunto de legado esportivo em Jogos Olímpicos. Mais de duas décadas após a Olimpíada de Barcelona, hoje a cidade é irreconhecível para aqueles que a conheciam antes. A principal modificação foi na área portuária, antes praticamente esquecida e hoje é o metro quadrado mais disputado da cidade. Os quatro núcleos que concentraram as instalações esportivas dos Jogos foram conectados por quase 50 Km de novas vias que durante os Jogos facilitaram a circulação das pessoas e após aliviou o tráfego. Barcelona se tornou pólo de negócios, um dos destinos mais cobiçados por turistas (o número de visitantes mais que dobrou na década seguinte), o aeroporto se modernizou e cresceu, além de outros benefícios difíceis de serem mensurados como influência, diversidade e charme.

Londres em 2012 também teve um legado importante. A área industrial foi revitalizada começando pela descontaminação do solo, um trabalho de quatro anos a um custo de R$ 230 milhões, que levou a limpeza de 2 milhões de toneladas de solo descontaminado dos resíduos tóxicos. Um detalhe interessante: algumas instalações esportivas de Londres foram feitas para serem totalmente transportadas para outros lugares, não se tornando um elefante branco na cidade e tendo seu valor justificado pelo uso completo da estrutura. O que não aconteceu com algumas instalações de Barcelona, por exemplo o parque aquático e o estádio, que estão obsoletos e mal cuidados. Em parte, pela crise econômica, e o que os espanhóis juram que será revertido assim que a situação melhorar.

E o que o coaching tem a ver com tudo isso? Vivemos em um mundo sistêmico onde o bater das asas de uma borboleta aqui pode causar um furacão no Japão (efeito borboleta). Mas parando para pensar no que isso reflete em nós. Quantas vezes aguardamos um evento, um fato, uma situação que venha mudar nossas vidas? Dizemos coisas como: quando eu tiver um cargo de liderança, quando eu casar, quando eu tiver um salário melhor, quando eu me mudar para tal lugar. E às vezes quando essas coisas chegam não temos o ímpeto ou a força necessária para implementar a mudança real.

Será que o Rio conseguirá melhorar o trânsito? Revitalizar áreas degradadas? Limpar a Baía de Guanabara? Analisando esse processo pela perspectiva do coaching podemos perceber que falta muito planejamento, cumprimento dos prazos estabelecidos (ou falta de coerência ao se os estabelecer), não há um objetivo claro e bem definido (apenas dizer que haverá um legado é pouco específico, que tipo de legado queremos deixar?). Talvez vale a reflexão: qual o propósito disso tudo?

*Alexandre Nakandakari – É sócio da Questão de Coaching, com formação em Educação Física com especialização em Treinamento Desportivo, Practitioner PNL e analista de Assessment DISC. 

 
 
 
 
25 mai 2015

COMEÇOU: PRÊMIO PREFEITO EMPREENDEDOR

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Iniciativa reconhece projetos de estímulo ao desenvolvimento das pequenas empresas

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Até 31 de julho, os gestores municipais podem se inscrever na 9ª edição do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor, que reconhece ações de estímulos ao desenvolvimento econômico e social por meio do incentivo aos negócios de pequeno porte. Realizada a cada dois anos, a premiação é concedida aos prefeitos de todo o Brasil e São Paulo de destaca pelo grande número de prefeitos que são reconhecidos com o selo em todas as edições. Mogi das Cruzes teve vaga garantida na últimas edições!

O prêmio tem o objetivo de incluir o empreendedorismo na agenda do desenvolvimento municipal assim como acontece com saúde e educação, que já integram os planos de governos. A premiação seleciona o melhor projeto e também as ações de destaque em categorias temáticas: Implementação e Institucionalização da Lei Geral, Compras Governamentais de Pequenos Negócios, Desburocratização e Formalização, Pequenos Negócios no Campo, Inovação e Sustentabilidade, e duas novas categorias: Municípios Integrantes do G100 e Inclusão Produtiva com Segurança Sanitária.

O prêmio representa uma importante parte da missão do SEBRAE-SP de disseminar boas práticas em políticas públicas que gerem o desenvolvimento sustentável.

"Queremos que essas iniciativas de sucesso se multipliquem pelos municípios. Para isso, é necessário que as prefeituras realmente apoiem o empreendedorismo e os pequenos negócios, simplificando procedimentos de registro e licenciamento, abrindo o mercado das compras públicas aos pequenos negócios, levando benefícios e garantindo o tratamento diferenciado ao setor" afirma o presidente do Sebrae-SP, Paulo Skaf.

Os projetos podem ter como foco empresas formais ou em processo de formalização, individuais ou organizadas em consórcios e associações, de qualquer setor e localizadas em áreas urbanas e rurais. Cada município pode inscrever até dois projetos desde que em categorias diferentes. Concorrem nacionalmente somente as propostas vencedoras nas respectivas categorias da etapa estadual.

"Queremos despertar nas lideranças locais o poder de transformação social e de desenvolvimento local que as micro e pequenas empresas possuem, uma vez que o setor é responsável por 99% das empresas abertas no país e importantíssimo gerador de emprego e renda" afirma Bruno Caetano, diretor-superintendente do Sebrae-SP.

Na última edição, 335 projetos inscritos de 265 prefeituras foram escritos em São Paulo. Os prefeitos que tiverem dúvidas sobre as inscrições podem contatar o escritório regional do Sebrae-SP mais próximo de sua cidade. Conheça as histórias vencedoras da última edição em http://sebr.ae/SP/livroppe

Mais informações em: http://prefeitoempreendedor.sebraesp.com.br/

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