05 dez 2013

O MUNDO PRECISA DE VERDADE

No Comments Capital Humano, Coaching, Comportamento, Comportamento Empreendedor, Cotidiano, Gestão de Pessoas, Liderança, Marketing Pessoal, Relacionamento Interpessoal, Relações Humanas, Valores

Dá pra viver sem mentir? Será que quando dizemos aquelas meias verdades, omitimos ou amenizamos para não desagradar o outro não estamos mentindo para nós mesmos?

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Nesta semana, tive acesso a uma entrevista do Roberto Shinyashiki na revista Isto É que me fez refletir bastante e que me deixou cheia de vontade de compartilhar com vocês aqui no Lounge Empreendedor. Assim como ele, ando bem cansada dos jogos de aparência que tomaram conta das corporações e das famílias. Parece que as pessoas estão vivendo um teatro constante: são todos felizes, repletos de amigos, motivados, corretos, embora muitas vezes pequem na competência e sintam uma vida completamente vazia. 

Farto de semideuses, Roberto Shinyashiki em seu livro “Heróis de Verdade” faz soar seu alerta por uma mudança de atitude. “O mundo precisa de pessoas mais simples e verdadeiras.”

lounge-empreendedor-herois-de-verdadeNem todo mundo poderá ser diretor de multinacional, comprar carro importado ou viajar de primeira classe, mas você, empreendedor que batalha todos os dias, também pode ser uma pessoa de sucesso. Você é o herói que realiza seus projetos de vida, gera emprego, paga seus impostos, corre para dar conta da vida no trabalho e em casa e faz isso tudo não para impressionar os outros, mas para simplesmente ser feliz.

Viver um mundo de aparências e fantasia é o caminho mais curto para a depressão. E ela pode chegar mais rápido do que você imagina… Dentre todos os “faz-de-conta”, o mundo corporativo parece ser o pior e é inserido nesse contexto que passamos a maior parte do nosso tempo. Normalmente, a pessoa contratada é aquela que faz um bom marketing pessoal. Valoriza-se mais a auto-estima do que a competência. Quer ver uma pergunta clássica que faz parte de todo processo seletivo? “Qual é seu defeito?”

Oras, você acha mesmo que alguém vai dizer que fala errado, é desorganizado ou esquecido? Jamais! A resposta clássica é aquela que o futuro chefe espera ouvir: “Eu mergulho de cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar.”

Fingir, então, é palavra de ordem para uma boa seleção. Da mesma forma, na maioria das vezes, (e repito: na maioria das vezes, existem exceções!) são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder. Segundo Shinyashiki, o vice-presidente de uma das maiores empresas certa vez lhe disse: “Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir.” Uau! Isso realmente me assusta. Esse é o mundo para o qual preparamos nossos filhos…

De verdade, acredito que o melhor caminho é dar caráter a prepará-los a mentir. Quando vejo alguns pais dos amigos dos meus filhos preocupados com o futuro dos meninos (e meninas) enchendo suas agendas com aulas de inglês, informática, espanhol ou seja lá o que for, me pergunto onde estarão os valores reais. Tem criança com nove ou dez anos com agenda mais tumultuada que a minha! A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Não roube esse direito dos seus filhos. Uma vida empreendedora plena e feliz não se constrói com base em mentiras.

Para quebrar a tirania do poder a todo custo, eduque seus filhos (e aproveite para se reeducar também) para fugir de três fraquezas do ego: a primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Essa mistura é perigosa para quem espera ter uma vida real.

Lembre-se que felicidade é um estado de espírito e não uma meta com objetivos iguais a todo mundo. A jornada de um empreendedor é repleta de desafios, caberá a você enfrentá-los da melhor maneira. Não precisamos ser super-heróis nem fracassados. Nem deuses, nem diabos. Talvez a felicidade esteja em ser humano: acertar, errar, rir, chorar e vencer um dia de cada vez.

15 out 2013

BULLYING E NEGÓCIOS

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Você sabia que no ambiente de trabalho, a prática do bullying é maior entre as mulheres? 

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Muito tem se falado em bullying atualmente e também de suas consequências. Tema recorrente em salas de aula e nas escolas, o bullying é um termo de origem inglesa utilizado para definir tiranização e ameaça. Ou seja, é uma afirmação de poder através de agressão, feito de forma intencional e repetitiva, causando dor e angústia à vítima, que normalmente acaba tendo sua autoestima rebaixada e sentindo-se cada vez mais fragilizada para reagir aos ataques.

Esta não é uma prática recorrente somente entre crianças, adolescentes e jovens. O bullying está inserido em diversos aspectos da vida das pessoas, inclusive dentro do âmbito profissional.

Uma pesquisa realizada pela empresa norte-americana Workplace Bullying Institute aponta que a prática do bullying tem crescido entre as mulheres no ambiente de trabalho. Segundo este mesmo estudo, são 50,2% das mulheres contra 44,7% dos homens que realizam este tipo de agressão.

O bullying feminino, no entanto, é realizado de forma mais sutil, através de fofocas, maledicências, exclusão ou apelidos maldosos, isto porque as mulheres não foram educadas culturalmente para entrar em conflito aberto com os outros, mas sim para reprimir sua raiva ou no máximo expressá-la de forma sutil, indireta e dissimulada, deixando assim grande parte do comportamento agressivo feminino encoberto e na clandestinidade.

Outro fator a ser considerado é o fato de que as mulheres são educadas para cultivar a imagem de que são perfeitas o tempo todo, algo física e emocionalmente impossível. Dificilmente uma mulher assume que já praticou bullying de forma aberta, isto porque elas temem ser vistas como erradas, de caráter duvidoso ou como pessoas más. Existe o mito de que a mulher deve preservar uma imagem doce e de acolhimento, e, assim, não pode expressar raiva de forma direta, pois isto é considerado errado e imoral.

Rachel Simmons, em seu livro Garota fora do jogo (Editora Rocco) acredita que não devemos tomar isto como uma generalização excessiva porque existem homens que também se comportam de maneira semelhante, mas parece que as mulheres são menos inclinadas à agressão física e acabam empregando formas sutis, indiretas e relacionais de agressão, ou seja, utilizam seus relacionamentos e influência como uma arma para conseguirem o que desejam, atacando pessoas mais vulneráveis e que dificilmente revidarão a agressão.

Em relação à vítima de bullying, os efeitos psicológicos são devastadores, pois este tipo de comportamento afeta diretamente a autoestima e confiança em si mesma e em outras mulheres.

É um erro ignorar o bullying feminino, acreditando que a pessoa está levando as coisas muito a sério e que isto é apenas uma brincadeira, uma fase, ou que a outra pessoa está com inveja e que “mulher é assim mesmo”.

O bullying é uma agressão social e psicológica que merece conscientização coletiva, pois este tipo de comportamento é uma forma de ataque mais sofisticado e merece a mesma atenção que agressões convencionais.

CLIQUE AQUI PARA SABER OS EFEITOS PSICOLÓGICOS DO BULLYING FEMININO

* Gisele Meter é empresária e diretora executiva de Recursos Humanos, atua com gestão estratégica de pessoas, psicóloga, escreve sobre comportamento organizacional e liderança feminina. Palestrante e coach de mulheres.

30 jul 2013

QUEM NÃO QUER UM DESEMPENHO EXTRAORDINÁRIO?

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O papel do empreendedor também é ser um formador de líderes. Não esqueça de cuidar das pessoas.

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Ninguém cresce sozinho. Encontrar e desenvolver pessoas capazes de fazer sua visão se tornar realidade é um dos fatores críticos para o sucesso de qualquer empreendedor. E, quanto mais cedo ele entender que, formados dentro de casa ou recrutados no mercado, a responsabilidade pelo desenvolvimento contínuo das pessoas é dele, melhor.

Desenvolver as pessoas que, depois, vão liderar o desenvolvimento de outras pessoas, à medida que a empresa cresça, é provavelmente o melhor investimento de tempo que o empreendedor pode fazer. É um investimento que se paga em resultados, em inovação e motivação.

Naturalmente, uma parte importante do aprendizado organizacional acontece fora das fronteiras da empresa, no mercado, na escola. Mas isso não gera alto desempenho. Gera no máximo acúmulo de potencial. Alto desempenho é gerado por meio de quatro ferramentas:

  1. Contratos. Tudo em uma empresa é baseado em contratos, em diferentes dimensões. Missão, visão, valores, metas coletivas e individuais, projetos, processos… Todos são diferentes formas de contratos. Quanto mais específicos e mais sincronizados entre si os contratos forem, mais rápido as pessoas se desenvolverão. E mais focadas trabalharão.
  2. Feedback. Quando aspectos relevantes do contratado não estão sendo entregues, é hora de reorientação. Esta tem como principal objetivo gerar aprendizagem. E resgatar o foco.
  3. Reconhecimento. Quando que o desempenho está dentro ou acima do contratado, isto deve ser afirmado de forma explícita. Para aumentar a vontade de aprender. E reforçar o esforço.
  4. Desafios. Quando existe espaço óbvio para desempenho acima do inicialmente contratado, o contrato pode e deve ser expandido. Isso acelera a aprendizagem. E surpreende o mercado.

Essas quatro ferramentas, quando bem calibradas, norteiam o desempenho das pessoas. E, o que é mais importante, tornam as pessoas proprietárias e protagonistas do seu próprio resultado, uma vez que elas sabem especificamente onde tem de agir para se desenvolver.

Esta calibragem é difícil de fazer. Mas, no seu ponto ideal, ela maximiza o foco das pessoas na entrega do resultado, o aprendizado e a motivação das pessoas em entregar e aprender.

Além disso, descobertas recentes da psicologia provam que as pessoas se sentem motivadas ao máximo a partir da combinação positiva de três vetores:

  • lounge-empreendedor-quem-não-quer-um-desempenho-extraordinárioAutonomia. Quando percebem que têm espaço para contribuir ao máximo e se arriscar pela empresa. Traz como retorno responsabilidade e “cabeça de dono”.
  • Maestria. Quando percebem que têm espaço para desenvolver suas competências sem limites, até o ponto em que um músico ou um atleta profissional o fariam. Traz como retorno níveis inéditos de produtividade e inovação.
  • Propósito. Quando percebem que existe sinergia em alinhar seus interesses aos da empresa. Gera como retorno satisfação, lealdade e garra.

Quando o líder acerta a mão e usa as ferramentas para amplificar os graus de motivação e alinhamento com seus liderados, cada movimento seu o leva mais perto do alvo. Cada volta eleva a velocidade. Cada vitória aumenta o prazer de pertencer a uma grande equipe.

E, quando, além disso, ele consegue tornar seus liderados conscientes do valor deste processo e capazes de reproduzi-lo com o andar de baixo, aí então o céu é o limite.

Daniel Castello é consultor em estratégia e gestão de pessoas

 

08 jun 2013

AUTONOMIA TAMBÉM É ESTRATÉGIA

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Não importa quem você é, a posição que ocupa ou o local onde trabalha; provavelmente tenha que se reportar a alguém. Mas o que fazer se você não for ouvido por muito tempo?
 

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Pois é… Se inevitavelmente, estamos sujeitos a nos reportar a alguém, mas se não temos oportunidades de fazer contribuições, com o tempo perdemos o interesse pelo trabalho. E neste caso, não é apenas o funcionário quem perde, mas também a organização. A empresa perde o que poderia ter ganho com a inteligência, a motivação e o pensamento inovador daquela pessoa que simplesmente resolveu partir. Será que vocês conhecem casos assim? Ou será que eles só acontecem na Argentina ou na França? …rs… 

Muitos líderes têm medo de dar autonomia por confundi-la com o poder. E muitos funcionários tem medo de assumi-la por medo de mais trabalho. A verdade é que autonomia faz bem para as duas pontas da gestão empresarial.

lounge-empreendedor-autonomia-tambem-eh-estrategiaSó a American Airlines economizou mais de US$ 2 milhões de gastos com combustíveis deixando que seus pilotos determinassem os modos mais rápidos e baratos de voar entre dois pontos. Na verdade, a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (NASA) estima que o setor de aviação, como um todo, poderia economizar bilhões se a mesma autonomia fosse estendida a todos os pilotos de todas as companhias aéreas.

É claro, que não estamos falando de vôos internacionais quando pensamos na papelaria, na churrascaria ou na oficina mecânica que fica no final da rua das nossas casas. O problema é que quase todas as empresas herdaram a antiga hierarquia, na qual posição se iguala a responsabilidade e isso não funciona mais no mundo de hoje. As boas ideias podem estar em qualquer lugar, em qualquer pessoa!

O aspecto mais excitante do movimento de autonomia é que ele dá aos funcionários a confiança necessária para fazer algo que altere as circunstâncias em que se encontram. Em vez de se sentirem miseráveis ou insatisfeitos no trabalho, eles transformam a mesma quantidade de trabalho em algo com significado e geração de valor pessoal.

Autonomia significa que as pessoas terão a liberdade de tomar decisões que beneficiarão toda a empresa e os clientes. Também significa, é claro, que as questões de responsabilidade e autoridade superior devem ser discutidas e buscadas um consenso.

Na verdade, autonomia é como uma estrada de mão-dupla. Os funcionários com autonomia se movem sem que esperem que o “chefe” lhes diga quais são as tarefas. O líder, por sua vez, está sempre por perto para dar as coordenadas estratégicas e deixar que a equipe segura quanto aos rumos que estão sendo tomados.

Quantas vezes, cheguei em empresas sem rumo cujos funcionários mal sabiam a quem se reportar. Como elas podem esperar resultados positivos? Impossível!

Para criar uma efetiva cultura de autonomia na sua empresa, alguns pontos são essenciais:

  • analise os aspectos que passam pelos comportamentos gerenciais (inclusive os seus, senhor super poderoso empreendedor);
  • faça um mapeamento das habilidades gerenciais;
  • verifique cultura da empresa;
  • pondere a capacidade que as pessoas têm de compartilhar informações;
  • de que forma ocorrem as interações;
  • qual o grau de diversidade;
  • qual é a sua estrutura;
  • considere a capacidade que as pessoas têm de trabalhar em equipe;
  • lounge-empreendedor-autonomia-tambem-eh-estrategiarealize uma descrição do trabalho, e;
  • a intensidade das parcerias estabelecida.

Essa pequena lista já dará bastante trabalho para que você prepare sua empresa e para que os funcionários façam aquilo que acreditam e sabem ser correto gerando melhor qualidade, serviço e produtividade. Lembre-se que sempre há espaço para melhorias e a motivação para isso deve ser contínua.

28 mai 2013

CUIDE DA SUA REDE DE RELACIONAMENTO

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Quanto do seu tempo você usa para fazer novos contatos e fortalecer relacionamentos? Saiba como investir nessa atitude pode ajudar a resolver os seus problemas e o que o Iluminismo tem a ensinar sobre isso.

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O Iluminismo foi um movimento global, filosófico, político, social, econômico e cultural, que defendia o uso da razão como o melhor caminho para se alcançar a liberdade, a autonomia e a emancipação. O centro das ideias dos pensadores iluministas era Paris. Este movimento surgiu como reação ao absolutismo europeu, que tinha como características as estruturas feudais, a influência cultural da Igreja Católica, o monopólio comercial e a censura das “ideias perigosas”. O nome Iluminismo fazia alusão ao período vivido até então, desde a Idade Média, período das trevas, na qual o poder e o controle da Igreja regravam a cultura e a sociedade.

Muito bem, o que este breve preâmbulo tem a ver com o tema central deste texto? O movimento iluminista surgiu nos bares e cafés parisienses, onde os intelectuais se encontravam para debater ideias, angústias e inquietudes da época. Nestes momentos de “hora-bar”, brotavam as novas ideias em meio aos diálogos de vários pensadores. Esses encontros eram regulares e aconteciam em horários e locais distintos, não somente em bares. Passaram-se mais de 300 anos, as épocas são outras, mas as angústias e inquietudes dos homens de negócios apenas mudaram de nome: mercados, concorrência, carreira, lideranças, ameaças, oportunidades etc.

Hoje, atribuo a mais de 60% dos meus problemas a qualidade de inéditos. Eu nunca havia enfrentado nada igual na minha vida e não há literatura sobre a sua resolução. A melhor forma que tenho encontrado para solucioná-los é recorrer à minha rede de relacionamentos, que venho construindo ao longo da minha carreira e que se potencializou muito com advento das redes sociais. Recorrentemente, questiono os meus alunos sobre os meios que eles utilizam para se atualizar e a resposta da grande maioria é a internet, as revistas e a televisão. Em raríssimos casos, citam os bons contatos. Na lista interminável de meios que uso para me manter atualizado, disparado e a minha principal fonte tem sido a “hora-bar”, que acontece durante almoços, cafés, eventos, seminários, aulas, telefonemas, às vezes também nos bares. Aprendi com o Iluminismo que boas conversas e discussões podem gerar grandes ideias e fortalecer relacionamentos com pessoas interessantes.

No mundo competitivo e complexo dos negócios, o mais importante é o que você sabe versus quem você conhece. O extenuante dia-a-dia não pode se apoderar das nossas carreiras e negócios, temos que nos disciplinar para fazer de forma sistemática a construção de uma boa rede de relacionamentos, que requer um grande esforço, pois na rede ora você é ponta ora você é centro, ou seja, ora você ajuda ora você é ajudado, e é muito comum as pessoas recorrerem aos outros somente no momento da dor.

Você construirá uma potente rede se for um grande acolhedor de solicitações alheias. Gosto muito de recitar uma frase do Carlos Drummond de Andrade que diz: “Entre a raiz e o fruto há o tempo”. Hoje, as redes sociais nos permitem manter sempre os bons relacionamentos, azeitados com atitudes muitos simples, como dar um “curtir” em um comentário relevante, mandar uma mensagem de aniversário dependendo do grau de intimidade no inbox e não no timeline, compartilhar um feito de destaque, etc. Esses pequenos gestos que demandam poucos minutos do seu valioso tempo estão no que considero momentos de “hora bar” e ajudam a construir uma importante rede de relacionamentos, ativo indispensável para qualquer empreendedor e carreirista no dinâmico e caótico mundo dos negócios.

Romeo Deon Busarello é diretor de marketing e ambientes digitais da Tecnisa e professor dos cursos de MBA e pós-graduação da ESPM e do Insper.

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