30 abr 2010

CONSÓRCIO DE TODOS NÓS!

1 Comment Protagonismo

Diante das transformações que agitam as relações de competitividade global, não só as empresas, mas também os municípios se veem impulsionados a vivenciar situações novas e inusitadas. Um novo modelo de economia traz aos municípios a responsabilidade por modernizar-se para atrair mais possibilidades de investimentos e também soluções que permitam conciliar a proposta de crescimento econômico com desenvolvimento regional.
Consórcios intermunicipais ou qualquer forma de gestão compartilhada, têm sido uma alternativa para atender essa nova demanda, promovendo desenvolvimento humano, incentivando a atividade econômica, gerando empregos ou fomentando o empreendedorismo em esferas que transcendem os limites (dos próprios) territoriais, que acabam sendo pequenos demais para controlar e dirigir todos os interesses econômicos, sociais e as identidades culturais de uma região.
Em áreas específicas como infra-estrutura, meio-ambiente ou saúde, os problemas entre as cidades estão de tal forma entrelaçados que os governos municipais precisam encontrar instrumentos operacionais que lhes permitam um maior rendimento de seus próprios esforços sem dispersão de recursos, sejam eles humanos, materiais ou até mesmo naturais.
Quantas vezes já ouvimos que precisamos resolver a questão dos resíduos sólidos? Ou que precisamos cuidar das vias de acesso? Ou que não possuímos mais espaço para a expansão industrial?
Essas são questões para as quais não adianta “brigar” sozinho… Assim como em nossas casas ou em nossas empresas, quando um vizinho tem um problema, os impactos certamente poderão interferir em “nosso próprio quintal”. Então, ao invés de disputar soluções, que tal buscar um caminho que seja menos oneroso e mais eficiente para todos?
Vivenciamos na última quinta-feira um momento histórico no Alto Tietê: a Consolidação do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê.
Um momento que não pode ser apenas uma fotografia, mas um belo filme em ação, cujo roteiro será definido a partir de um adequado processo de planejamento que conte com escolhas estratégicas que, de forma integrada, facilitem a definição de prioridades, metas e propósitos de longo prazo que atendam toda a região numa agenda política que pense o desenvolvimento de forma sustentável.
E vale lembrar que planejamento não é só reflexão, mas também formulação de planos, programas e ações que possam efetivamente articular as várias organizações da sociedade: ong’s, governos, empresas e cidadãos.
Todos somos protagonistas desse filme! Cada um de nós, com direitos e deveres, podemos contribuir olhando para os aspectos simples de nosso bairro, cidade, comunidade e agindo naquilo que está ao nosso alcance. Afinal, quem não participa deixa aos outros a decisão de seu futuro.
O consórcio é dos municípios, mas a responsabilidade é de todos nós!
ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião – Mogi News
01 de maio de 2010
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29 jan 2010

VOLTA ÀS AULAS: PASSADO OU FUTURO?!?

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Tema recorrente em qualquer mesa em que haja mais de uma mãe ou pai presentes, a volta às aulas é alívio e preocupação. Não apenas pelas despesas com material, uniforme ou matrícula, mas principalmente pela qualidade do ensino oferecido.
Uma pesquisa divulgada pela UNESCO derrubou um antigo mito que eu mesma sempre ouvia nas minhas aulas de Pedagogia: dois terços dos problemas de rendimento escolar são provenientes da forma de ensinar, e não das condições econômicas do país, dos problemas emocionais do estudante ou da falta de estrutura familiar, como se acreditava até então. O fato é que o mundo tem mudado em uma velocidade muito mais rápida do que as escolas.
Alunos vivem imersos em um mundo marcado pela tecnologia e pelo excesso de informação. Precisam dominar habilidades muito além dos conhecimentos tradicionais e transformar sua curiosidade em protagonismo. Mais do que decorar fatos históricos da 1ª Guerra Mundial é preciso que entendam as implicações dos fatos no mundo em que vivem, que aprendam a resolver problemas, interpretar textos e imagens.
Para isso, as escolas precisam oferecer temas transversais que formem cidadãos aptos a fazer as perguntas certas e não apenas que saibam procurar as respostas prontas que satisfaçam o professor na prova, os pais em casa ou o ENEM para passar no vestibular. Isso não tem nada a ver com Educação!
Na sociedade do conhecimento, a Internet derruba as paredes da sala de aula e permite ao aluno-protagonista contestar as informações transmitidas pelo professor, que deixa de ser o dono da verdade e passa a ter um papel de conselheiro e facilitador do processo de conhecer!
São, por isso, ainda mais importantes do que no passado, quando tinham como papel a pura e simples entrega de informação para o aluno. Para mim, professores são os arquitetos do futuro, estimulando os alunos a trabalhar sozinhos, descobrir o conhecimento e resolver problemas! Mas precisam ser capacitados para essa nova forma de educar.
É preciso, portanto, re-imaginar a educação desde o fundamental até a formação de professores buscando a excelência, a erradicação da exclusão social, a transformação das vidas e do futuro de nossas crianças. Dotar as gerações atuais e futuras com as competências necessárias para competir em um mundo mais digital e mais colaborativo é fundamental para o nosso futuro.Um processo de educação mais empreendedora pode estimular o crescimento econômico de nosso país e o desenvolvimento de um conceito muito mais abrangente de cidadania em que os jovens saibam questionar o mundo, sintam-se confortáveis para quebrar paradigmas e entendam que o melhor caminho é não ter nenhum caminho pronto, mas sim conhecimentos e atitudes que lhe permitam construir suas próprias estradas!


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião – Mogi News
30 de janeiro de 2010
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14 jun 2009

A RESPONSABILIDADE TAMBÉM É SUA!

No Comments Cidadania, Cooperação, Democracia, Desenvolvimento Sustentável, Políticas de Desenvolvimento, Protagonismo, Responsabilidade Pessoal, Sociedade e Política

No artigo dessa semana, não pude deixar de refletir sobre a participação popular nos processos de desenvolvimento local.

 

No SEBRAE-SP realizamos inúmeros eventos com foco no engajamento e envolvimento das lideranças em nossos projetos e nas inumeras possibilidade de construção conjunta, mas muitas vezes nos sentimos frustrados pelo baixo número de adesões.

Essa semana, vivemos uma rica experiência com apresentação dos indicadores socioeconômicos da região no nosso escritório. Sala cheia… Lideranças presentes… Novas propostas… Novos olhares para aquilo que sempre olhamos…

Esse é o caminho! Afinal, não podemos esperar que os outros tomem, sozinhos, decisões de afetarão as nossas vidas… É preciso assumir nosso papel de forma voluntária, com o desejo efetivo de contribuir com a região em que vivemos. Isso é cidadania! É ser protagonista da principal história que temos a viver: a nossa!

A RESPONSABILIDADE TAMBÉM É SUA

Acredito que em um futuro não muito remoto as pessoas serão o fator determinante aos processos de desenvolvimento estruturado e sustentável das regiões.

Pessoas como eu ou você, que com conhecimentos e experiências próprias auxiliarão a construção de novos modelos de gestão e de organização social. Precisaremos deixar de lado modelos antigos e ousar vivenciar o novo, assumindo um papel que nos inspire a construir essa nova realidade e construa uma efetiva rede de cooperação constituída por pessoas e organizações interessadas em contribuir para o desenvolvimento.

O medo do desconhecido pode fazer com que muitas pessoas deixem de participar ativamente, agindo como coadjuvantes que se acomodam frente a decisões de terceiros que impactam diretamente suas próprias vidas.

Há casos ainda mais graves: aqueles que se limitam a considerar apenas o seu diminuto espaço individual, ilhando-se em suas próprias fronteiras. Com isso, desperdiçam infinitas oportunidades de contribuição, concepção e implementação de mudanças.

Vivemos um momento importante no Alto Tietê: início de mandatos das administrações municipais, a concepção do consórcio intermunicipal, o desejo de consolidar a agência de desenvolvimento regional…

Fica evidente que novos modelos estão surgindo, com novos padrões organizacionais e novas formas de regulação das relações, criando um campo favorável ao cultivo de uma cultura colaborativa.

Será um caminho repleto de desafios… Enfrentaremos nosso próprio despreparo, a imaturidade e as diferenças presentes na governança, a dificuldade em identificar as necessidades regionais que possam despertar nossas reais vocações, a transição do paradigma da competição para a cooperação até a percepção da interdependência.

Mas não podemos desistir, devemos tratar as diferenças com maturidade. Esse é o caminho que nos colocará definitivamente no século XXI e permitirá que nossa região seja reconhecida com o destaque que merece.

É preciso participar! Cada um de nós deve ter a disposição para ser guiado pela generosidade, pela gentileza e pelo respeito ao outro entendendo que o crescimento de nossa região dependerá do esforço voluntário e integrado de lideranças empresariais e políticas, associações, sindicatos, universidades e toda a sociedade civil.

Afinal quem faz o desenvolvimento regional são as pessoas que assumem seu papel de sujeitos da própria história.

 

ANA MARIA MAGNI COELHO
Junho/2009
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