05 jul 2012

EMPRESA DE PROPÓSITO

1 Comment Estratégia, Gestão de Pessoas, Liderança, Propósito
“Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.”
— Confúcio —
Nunca houve tanto investimento, expectativa e possibilidades em torno Brasil. Nos últimos anos, ganhamos atenção, admiração e confiança. Mas será que as empresas estão aproveitando esse momento? Conseguiremos não desperdiçar a conjuntura num momento em que os especialistas costumam chamar de “janela de oportunidades”?
Tudo dependerá da forma como os líderes empresariais conduzirem suas empresas e equipes. O sucesso de uma empresa é decorrente do engajamento de seus funcionários e da clareza de propósito de sua liderança. Pode-se argumentar que funcionários desejam apenas seus empregos e que clientes esperam apenas bons acordos comerciais, mas a verdade não é essa.
Cada vez mais, as pessoas querem sentir que suas vidas vão além de um contracheque polpudo ou um cupom de desconto. Elas querem viver e experimentar seus próprios valores em busca de algo maior. Muitas empresas já se deram conta desse fenômeno e deixaram de vender apenas as características e funcionalidades de seus produtos, para vender o propósito de existirem: “bem viver bem”, “prazer em servir”, “dedicação total a você” ou “vem ser feliz”.

Porém, se isso já percebido para os clientes, o mesmo ainda não acontece com os colaboradores. Ao olharmos “da porta para dentro”, percebemos que muito se fala a respeito de transparência, respeito, clareza e empatia, mas pouco se faz.
Muito se discute sobre a nova geração e sua falta de fidelidade, mas nada se faz com a falta de conexão entre os valores do negócio e os valores individuais desse novo colaborador. As pessoas estão em busca de algo que as inspire, conecte e impulsione para além das metas e resultados. Isso é conseqüência, o que vale é o propósito.
Times que possuem uma clara visão, que se conectam com seus valores, geram energia, paixão e comprometimento. E isso se reflete no desempenho da própria empresa, no nível de satisfação dos clientes e no reconhecimento de novas oportunidades.
Para ser competitivo torna-se essencial e decisivo contar e valorizar as pessoas certas nos lugares certos. É preciso preparar as lideranças para que envolvam suas equipes na criação de um legado. Cada pequena empresa deve ter uma missão; cada área – no caso de empresas maiores, deve ter um propósito. Não basta envolvimento; liderança é também viver e disseminar valores que vão além de números, planos, qualidade e gestão de resultados.
Tudo tem a ver com pessoas! É preciso olhar para si mesmo, sair das “cascas protetoras” e reconhecer o imenso poder que as pessoas têm para influenciar positivamente uma situação e aproveitar a conjuntura.
O resultado dessa transformação no modelo de gestão virá no aumenta da rentabilidade, da produtividade, na diminuição do absenteísmo e da entropia, na maior retenção de talentos e em índices melhores de lealdade e satisfação dos clientes – sejam eles internos ou externos.
O desafio não é mais construir (apenas) uma estratégia de gestão de pessoas alinhada os objetivos do negócio, mas sim construir uma estratégia capaz de transformar as práticas que não geram valor e ainda, contemplar na esfera corporativa a diversidade, pluralidade e complexidade do mundo.
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Te espero por lá…
05 mai 2012

RAZÃO DE EXISTIR

2 Comments Estratégia, Propósito
“Um negócio que só cria dinheiro é um negócio pobre”
— Henry Ford —

Ganhar dinheiro não deveria ser o principal motivo para alguém iniciar uma empresa. Calma! Não estou defendendo que empreendedores não devam pensar no lucro de seus negócios, mas sim que identifiquem um propósito que diga qual é a diferença que sua empresa fará para o mundo.
Ter um propósito (ou uma clara proposta de valor, como alguns preferem) é a razão de ser de seu negócio e o que lhe dará a direção para tudo o que fizer, propor e oferecer ao mercado. Vai além do “simples” objetivo de fazer dinheiro. E garanto: no final das contas, pode resultar em ganhos que ultrapassam tudo o que um empreendedor possa capitalizar se quiser oferecer apenas mais do mesmo daquilo que o mercado que já conhece.
Um modelo de negócios que se proponha em gerar valor para o mundo aumenta o seu próprio valor no mercado. Pense em quantas empresas você conhece que fortaleceram suas marcas a partir da realização de objetivos ambiciosos que atendiam não apenas o desejo de enriquecer seus líderes, mas em oferecer valor ao cliente.
Uma grande rede de supermercados que se posiciona com a missão de aumentar o poder de compra do consumidor – e não apenas vender mercadorias. Uma marca de cosméticos que prefere oferecer bem estar a produtos. Uma companhia área que assume o propósito de dar a todo mundo a oportunidade de viajar. Não há como negar que há algo diferente no jeito de empreender.
Empresas que identificam sua própria razão de existir geram uma vantagem em relação à concorrência. Claro que tal vantagem só se materializa se o seu propósito se traduzir em produtos e serviços que preencham uma necessidade do mercado. Quando a demanda estiver alinhada com o valor oferecido pelo negócio não é raro que clientes se transformem em fãs da sua marca e que os próprios colaboradores atuem como pregadores da proposta oferecida pelo negócio.
Ter clareza sobre sua própria missão amplia a possibilidade de redução do lucro em curto prazo em prol da ampliação do próprio mercado. E ouso dizer que você pode fazer o mesmo pela sua própria vida.
Da mesma forma que planejamos uma pequena empresa à luz daquilo que ela possa oferecer ao mercado, você pode planejar a sua carreira (e a sua vida) à luz dos valores que tem para si e para o mundo.
Quando conseguimos determinar a forma que pretendemos influenciar – e ser influenciados – pelas pessoas a nossa volta é bem mais fácil perseguir nosso propósito obstinadamente. Ainda que as escolhas sejam difíceis ou os alvos pareçam sonhos idealizados, entendemos que as dificuldades podem ser caminhos abertos às oportunidades e que o ganho maior virá do valor que oferecemos ao mercado – seja através de uma nova proposta de negócio ou com o seu próprio talento pessoal. Tenho certeza que ao encontrar sua própria razão de existir, ganhar dinheiro será uma consequência.
#SimplesAssim.
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24 ago 2009

REALIZAR SONHOS

No Comments Atendimento ao Cliente, Comportamento do Consumidor, Empreendedorismo, Gestão, Inteligência Competetitiva, Marketing, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Proposta de Valor, Relacionamento, Vendas

Muitas vezes, falamos que ser empreendedor é ter a capacidade de realizar sonhos e se esses sonhos envolvem a geração de um novo negócio, o desafio está na criação de uma nova pergunta: que sonhos você tem oferecido ao seu cliente?

Uma empresa normalmente começa pelo sonho de seus acionistas. Sonhar com um produto diferenciado, atendimento impecável, custos competitivos, velocidade de resposta e vantagens competitivas notáveis faz parte do dia a dia da maioria dos negócios; mas o grande diferencial da atualidade está na capacidade de entender o que o seu cliente vem sonhando.

Para isso é preciso ter o cliente como centro do seu planejamento estratégico, como a efetiva razão de ser do seu negócio. E clientes podem ser as pessoas físicas, as organizações públicas ou privadas ou as instituições sem fins lucrativos que estejam dispostas a se relacionar com você e compartilhar seus próprios sonhos com os da sua empresa.

Em um plano de negócios, buscamos identificar o tamanho e potencial dessa clientela, onde ela está localizada, seus hábitos de consumo e a importância que conferem àquilo que pretendemos oferecer.
Mas existem coisas que vão além! O seu posicionamento no mercado fará com que o consumidor entenda o lugar efetivo da sua empresa, afinal ele não é apenas o sonho que você oferece realizar, mas sim como o cliente percebe e situa a sua proposta frente à proposta dos seus concorrentes?

O que é bom para o cliente hoje, amanhã pode não ter a mesma importância. As pessoas estão cada vez mais exigentes, diferentes e extravagantes. A falta de tempo, o excesso de pressão e de tarefas, a grande oferta de alternativas e o excesso de produtos disponíveis traz confusão às mentes do consumidor e oportunidades para empresas que souberem identificar o que, em alguns casos, nem o próprio cliente ainda sabe que deseja.

Impossível?!? Certamente não, isso é apenas uma equação da própria complexidade humana. Complexidade que merece uma abordagem focada na EXPERIÊNCIA DO CLIENTE, nas emoções. É necessário entender as razões, os valores, as expectativas, o momento que traz um cliente a se relacionar com você. Talvez seja no entendimento do momento que você consiga oferecer a melhor solução para o seu cliente.

Que tal deixar o seu negócio realizar sonhos que vão além dos seus?

Para isso, entenda que o seu negócio começa e termina com o seu cliente; lembre-se que clientes não são iguais e mudam ao longo do tempo; mantenha seus clientes atuais dedicando mais tempo a conhecê-los; e entenda o valor que cada cliente possui pra você

O resto certamente virá com o sucesso de uma gestão dedicada e integrada entre você e a razão de sua empresa existir.

 
Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 22 de agosto de 2009
18 ago 2009

COLOQUE PAIXÃO NA SUA EMPRESA!

3 Comments Ambiente de Trabalho, Capital Humano, Carreira, Clima Organizacional, Empatia, Gestão de Pessoas, Inteligência Emocional, Liderança, Proposta de Valor, Trabalho em Equipe, Viva Positivamente

Ter paixão por algo é ter um gosto e uma conexão muito forte com o objeto apaixonado. Paixão é convicção, é uma energia altamente concentrada. Sem paixão não existe força suficiente para grandes movimentos nem na vida pessoal nem na vida profissional.

Quando trabalhamos com paixão, trabalhamos com dedicação, com mais qualidade, com mais amor. E isso torna o resultado desse trabalho grandioso. A paixão nos faz ir além do que geralmente vamos ou do que pensamos que podemos ir.

Imagine, então, uma empresa em que a totalidade dos seus funcionários trabalha com paixão e dedicação. Imagine os resultados que ela alcançará!

Recentemente, li um livro de Ulrich, Zenger e Smallwood, “Liderança Orientada para o Resultado” em que os autores salientam que “o capital humano é um dos poucos ativos capazes de aumentar de valor. A maioria dos ativos (prédios, fábricas, equipamentos ou máquinas, por exemplo), começa a depreciar no momento da aquisição. Ao contrário, o valor do capital humano, recurso impregnado nas mentes e corações das pessoas, pode e deve crescer, como condição essencial para a prosperidade da empresa".

Se concordarem que sem paixão, as empresas normalmente terão resultados medíocres, a grande questão é como podemos criar uma empresa ''apaixonada''? Como fazer nossos colaboradores se apaixonarem pela causa do nosso negócio?

Jack Welch costuma dizer que profissionais motivados e bem recompensados fazem a diferença dentro de uma corporação de sucesso e que a seleção de grandes profissionais para a sua companhia vem antes, em importância, do que o planejamento estratégico. O segredo, segundo ele, é saber recompensar tanto a alma quanto o coração do funcionário.

As pessoas precisam vislumbrar um projeto de vida dentro da empresa. Só assim, poderemos trazer todos para a busca de um objetivo comum, para a defesa da causa da organização.

Simples, mas nada fácil. Mirar na causa certa é a primeira questão. O que o leva ao sucesso não é fazer certas as coisas e sim fazer as coisas certas. Sutil, não? Comece descobrindo quais são as COISAS CERTAS para sua empresa e sua equipe.

Em seguida, olhe-se no espelho: você está apaixonado pela causa do seu negócio? Se esse sentimento não for intenso dentro do seu coração será difícil despertar a paixão no seu time. Ao sentir o seu coração vibrando, coloque sua paixão pra fora. Transfira-a. Comemore pequenos feitos, corrija os desvios necessários. O andamento dos pequenos sucessos e a forma como trabalhamos os pequenos fracassos, antecipam o resultado da grande vitória.

Volte-se então para sua equipe… Como são as pessoas que você escolheu? São fundamentalmente baseadas em conhecimentos e habilidade? Cuidado! Conhecimentos as pessoas aprendem… Como são as suas atitudes? Atitude perante a vida e perante o negócio é vital. Não resignar-se, ter o talento de agir, reagir e, principalmente a capacidade de ser uma pessoa apaixonada, isso já nasce na seleção da sua equipe. E é o principal capital a ser avaliado.

Colaboradores mais apaixonados são mais lucrativos, mais focados nos clientes, mais seguros e mais resistentes às propostas de sair da empresa. O que mais as empresas podem querer?

 
Ana Maria Magni Coelho
Artigo publicado na revista Arena Empresarial
Edição 02 – março/2009
29 jul 2009

EM ÉPOCA DE CRISE, MOSTRE A SUA CARA!

No Comments Administração e Gestão, Criatividade, Economia, Estratégia, Inovação, Inteligência Competetitiva, Marketing, Mercado, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Proposta de Valor, Vendas

Essa semana, iniciarei no blog a publicação dos meus artigos já editados aqui na região… Como o blog nasceu depois da minha contribuição como articulista por aqui, tenho vários textos em arquivo que ainda não compartilhei com vocês…

Então vamos lá… Esse texto foi publicado em novembro de 2008:

Antes de iniciar o artigo dessa semana, preciso esclarecer que não sou corinthiana, mas como boa são-paulina que sabe o que é vencer e reconhece no adversário suas características fundamentais, tenho que valorizar a “sacada” genial da área de marketing do timão ao lançar uma camisa que literalmente tem a cara do torcedor e do time que fez a equipe com garra voltar à primeira divisão do campeonato brasileiro.

Mas você que lê esse artigo agora, deve estar se perguntando: “onde a Ana quer chegar?”. Eu explico.

A história é bem simples. Enquanto muito se fala em crise, os pequenos negócios precisam buscar alternativas para não se paralisar. Ainda não é possível saber com qual dimensão a turbulência econômica mundial chegará aos pequenos negócios no Brasil, mas com certeza já percebemos que não ficarão imunes a ela.

Como os fundamentos econômicos do país se fortaleceram nos últimos anos, espera-se que os efeitos não sejam demasiados fortes, mas não há garantias sobre isso.

Por isso, vender deve ser a prioridade número 1 dos empresários!

Seja criativo em todas as formas de atrair clientes e de influenciar as suas decisões de compra. Tenha a sua própria “sacada” genial!

Valorizar a equipe e o cliente não só fideliza, mas também traz maior identificação do público com a sua empresa e pode gerar bons resultados futuros. Afinal, aposto que todos já ouviram que é sempre mais vantajoso manter o cliente e o seu atual time trabalhando do que conquistar novas pessoas.

É preciso, ainda, inovar! Encontrar formas inovadoras traz um diferencial para o seu negócio num cenário tão adverso como o atual, e isso pode estar em atitudes simples que não envolvem grandes investimentos financeiros, mas que com criatividade causarão um impacto extremamente positivo, cabendo perfeitamente no orçamento do seu negócio.

Tenha produtos diferentes, difíceis de serem copiados pela concorrência; estimule a presença do cliente na sua empresa e atenda bem, porque certamente se o cliente não for bem tratado, não irá voltar e irá reclamar do “técnico” para o resto da torcida.

Além disso, mantenha seu time treinado, motive seus funcionários para que saibam o quanto é importante tratar bem um cliente. Busque incentivar a sua equipe através de bonificações diferenciadas de acordo com o resultado que tiverem. Se todos virem que irão lucrar com o bom desempenho do estabelecimento, ficará mais fácil obter resultados positivos.

Rixas futebolísticas à parte, vale notar o exemplo alvi-negro quando o assunto é cativar o público. Coloque o seu time em campo e boa sorte!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no DAT em 29 de novembro de 2008
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