14 ago 2015

DICA DE LEITURA: BRANDING PARA EMPREENDEDORES

No Comments Administração e Gestão, Empreendedorismo, Inteligência Competetitiva, Marketing, Mercado, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Proposta de Valor

Conheça algumas ferramentas práticas para criar sua marca e potencializar o sucesso do seu negócio    

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Sempre digo que empreender não é panacéia, mas sim uma atividade complicada e de alto risco. No Brasil, estes riscos são ainda maiores. Por aqui, é fácil se perder nos processos burocráticos necessários para abrir e manter um negócio e deixar de lado um aspecto essencial para a conquista de clientes e consumidores: a criação da marca.

Uma marca forte ajuda o empreendedor a se fazer presente no mercado, a mostrar que ele oferece algo único e valioso, e a criar um vínculo duradouro com seus consumidores. É uma das tarefas mais estratégicas que um empresário deve fazer. No entanto, não é uma tarefa simples. Ela demanda cuidado e foco.

lounge-empreendedor-branding-para-empreendedoresAlguns empreendedores conseguem criar suas marcas de maneira intuitiva, mas a grande maioria precisa de algumas orientações para que consiga extrair todo o potencial de seus negócios na criação da marca. O livro “Branding para Empreendedores” lançado recentemente pela editora M. Books é um pequeno manual para você errar menos quando o assunto é criar, posicionar e estabelecer uma identidade de marca que potencialize seus resultados.

Em meio a teorias essenciais, exemplos e práticas sobre o branding formam um passo a passo essencial e descomplicado – incluindo alguns templates (modelos/quadros que devem ser preenchidos conforme cada caso) – para que você possa ter uma base sólida para construir (ou reposicionar) sua marca no mercado e crescer.

O autor Marcos Bedendo enfatiza a importância das marcas no contexto mercadológico e como elas são estratégicas para o sucesso – tanto no momento inicial de pensar e estruturar um novo empreendimento como em um reposicionamento.

Vale destacar que em momento algum o livro substitui a necessidade de um profissional de marketing, mas sim abrir seus olhos para investir nessa área e construir, reavaliar ou mesmo acompanhar o processo de desenvolvimento do produto, da comunicação e todos os pontos de contato que a empresa terá com o consumidor.

Trouxemos para o Lounge Empreendedor algumas dicas que estão contidas com maior profundidade no livro:

  1. Acredite no seu potencial. Muitas vezes, depois que o negócio começa a sair do papel, ficamos presos aos problemas e dificuldades operacionais e esquecemos da ideia original que nos fez empreender. Isso é muito perigoso e leva ao desenvolvimento de marcas sem paixão, que pouco excitam os consumidores. Se quiser ter sucesso, acredite no seu potencial e crie maneiras de deixar isso claro para os consumidores.
  2. Seja ousado ao escolher o diferencial do seu negócio. Todo novo negócio deve conquistar consumidores que hoje estão sendo servidos por outros concorrentes. Por isso, é necessário mostrar claramente porque o seu negócio é diferente dos outros, e porque os consumidores devem trocar a opção atual por você. Escolha um benefício que mostre claramente o quanto melhor o seu negócio é e faça disso o seu diferencial – a razão pela qual as pessoas irão comprar de você, e não de seus concorrentes. E seja ousado! A ousadia é uma prerrogativa que as marcas novas podem usar melhor do que as já estabelecidas.
  3. Comunique o que a marca é para os seus colaboradores. Não basta apenas o empreendedor saber o que quer para sua marca. É preciso que ele consiga transmitir o que a marca é para os seus colaboradores, para que eles também possam se tornar porta-vozes. Criar marcas é um esforço conjunto de todos dentro de uma empresa, especialmente aquelas que estão iniciando. E se seus colaboradores não estiverem ao seu lado nesta empreitada, eles estarão contra você.
  4. Não perca chance de divulgar sua marca. Qualquer momento de contato entre a sua marca e potenciais consumidores deve ser aproveitado para passar a imagem da marca, e o diferencial de negócios. Como empreendimentos novos possuem normalmente verbas muito restritas, cada momento deve ser aproveitado ao máximo para criar um encantamento do consumidor ou cliente. Isso vale para materiais de comunicação, como sites de internet, páginas em redes sociais, panfletos e anúncios, mas também vale para as instalações físicas, que devem transparecer a identidade da marca, e também para os colaboradores, que devem ter atitudes e discursos alinhados com os objetivos da marca.
  5. Tenha perseverança: Criar marcas é uma atividade de longo prazo. As coisas não acontecem da noite para o dia. Há de se escolher um caminho, acreditar nele e investir tempo e recursos para persegui-lo. Fuja de atalhos que parecem ser caminhos fáceis para a construção de marcas – eles não existem. Não caia na tentação de embarcar na “nova onda do momento”, abandonando sua estratégia inicial. A marca demora para romper a barreira do desconhecimento, necessita de investimentos constantes e de consistência de ações e comunicação. Não se desespere e mantenha-se perseverante.

Seguir estas dicas, ou quaisquer outras, não significa que você terá automaticamente sucesso na criação da sua marca. A adoção de uma marca pelos consumidores sempre tem algo de incontrolável. Mas quanto mais você estudar o seu próprio negócio, maior a possibilidade de você conseguir mostrar para as pessoas o que a sua marca significa. Por isso o livro vai valer à pena.

A linguagem é bem fácil e fluída, quando vê você já devorou o livro todo. Para o empreendedor que está começando, para startups, estudantes ou profissionais de marketing que desejam ter um primeiro contato com o Branding numa linguagem simples e didática, o livro é um bom começo para um longo trabalho que não pode ser interrompido.

Afinal, marca é um ativo estratégico vital para qualquer empresa e fundamental para ajudar empreendedores na difícil missão de gerar empregos e crescimento para o nosso país.

SOBRE O AUTOR DO LIVRO:

MARCOS BEDENDO é um especialista em marcas, tanto do ponto de vista acadêmico como profissional. Por mais de dez anos foi gestor de marcas e marketing em empresas como Whirlpool, Unilever e Bauducco. Possui mestrado em Estratégias de Marketing pela FGV-EAESP, onde estudou a maneira como os discursos de marcas são construídos. É professor de marketing e branding, lecionando em instituições como ESPM, Insper, FIA e FAAP. Realiza também cursos livres na Casa do Saber e possui o blog 'Branding, consumo e negócios' na Exame.com. É sócio-consultor da Brandwagon, consultoria especializada em branding e inovação. 

29 mar 2015

VEM DE BIKE

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Sebrae-SP oferece dicas de adequação dos estabelecimentos aos adeptos do uso de bicicletas. 

 

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Como vocês sabem, fiz parte do Sebrae por muitos anos e confesso que me apaixonei pela nova proposta da instituição: um livreto com dicas para empreendedores que desejam adaptar sua empresa para receber os usuários de bicicleta, bem como uma lista de 30 oportunidades de negócios mapeadas de acordo com as necessidades do público que usa a bicicleta como meio de transporte nas grandes cidades. Trata-se do "Ciclo Oportunidades – Pedale e lucre mais com a mobilidade urbana".

"A mobilidade urbana não é uma tendência, é uma realidade. Ao invés  de ser visto como um obstáculo à geração de negócios, esse novo contexto pode ser entendido como uma oportunidade para as empresas criarem diferenciais competitivos", explica Rodrigo Hisgail de Almeida, consultor do Sebrae-SP.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria, Comércio, Importação e Exportação de Bicicletas (Abradibi), o Brasil é o terceiro maior produtor de bicicletas, com 4 milhões de unidades ao ano, e o quinto maior mercado consumidor do mundo, com uma frota estimada em 80 milhões de unidades.

Para atrair quem anda de bicicleta para trabalhar ou por esporte é necessário fazer ajustes para tornar a empresa um local "bike-friendly" (amigo do ciclista). Quem usa este meio de transporte pode frequentar um estabelecimento porque soube que será bem tratado e não terá preocupação ao levar sua bicicleta.

Algumas dicas práticas e baratas tornam a empresa convidativa aos ciclistas, como:

  • sinalize que o local oferece facilidade a este público por meio de recursos visuais como placas ou selos;
  • ofereça espaço para que o cliente guarde a bicicleta com segurança;
  • faça parceria com estacionamentos próximos caso não possua espaço suficiente para criar um bicicletário, e;
  • tenha equipamentos disponíveis para empréstimo, como cadeados ou correntes.

As 30 oportunidades de negócios listadas no livreto estão associadas à mobilidade urbana. Para quem pensa em montar uma empresa voltada ao público ciclista, estão sugestões como: venda de bicicletas, produção de peças e acessórios, moda bike fashion, restaurantes, hotéis, empréstimo de bicicletas, oficinas de reparos, café bike, entre outros.

Tornar a experiência de consumo mais cômoda é uma estratégia eficiente. O cliente ciclista vai se sentir mais acolhido, vai gastar ali e voltar novamente. Além disso, cada vez mais o público se preocupa não só em comprar, mas também em conhecer de quem está comprando, e está dando preferência a empresas que tenham ações de sustentabilidade.

O material está disponível para download gratuito. Basta clicar na imagem abaixo:

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22 mar 2014

FAZER O BEM E OLHAR A QUEM!

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Repensar o modelo de financiamento de novas empresas e seu papel social é sempre um desafio delicioso. Topam vir comigo? 

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Depois de uma manhã de pura inspiração no 8º Congresso GIFE – Por um investimento social transformador a convite da Sam Shiraishi, aceitei o convite à reflexão e trouxe algumas delas para o nosso papo por aqui. Seriam as empresas mocinhas ou bandidas no processo de criação de uma nova sociedade? Quais as características de empresas numa sociedade sustentável? Como o investimento social pode apoiar o desenvolvimento de empresas com novos valores? De que forma os negócios de impacto se relacionam e complementam as ações de investimento social? 

Uau… Quantas perguntas… Quanta reflexão!

A amplitude do atual contexto econômico e político, a organização da sociedade civil e a capacidade da geração de valor pelas empresas trazem para as perspectivas de responsabilidade social empresarial e de investimento social privado o desafio de romper com o isolamento e pensar em novas estratégias que fortaleçam a competitividade empresarial, a atuação social, e por que não, a contribuição às políticas públicas.

Se antes entendia-se que com o pagamento de impostos, salários de funcionários em dia e campanhas de doações uma vez ao ano a empresa cumpria seu papel social, atualmente esperamos que uma boa gestão contemple a análise dos impactos de suas atividades e a forma pró-ativa de suas ações na reversão e na prevenção desses impactos. Quando uma empresa produz bens e serviços de forma socialmente responsável, diz-se que ela possui mecanismos de gestão de responsabilidade social empresarial. Já quando decide investir em ações sociais de outras empresas, ou em organizações não governamentais, seus esforços são focalizados por meio de investimento social privado. Melhor? Pior? Filantropia?

A filantropia empresarial é uma atividade pontual que não visa a sustentabilidade dos negócios. Ela normalmente está ligada ao desejo do empreendedor em atuar sobre alguma “mazela social”, sendo que a responsabilidade da empresa se encerra no ato de doar e não há grande preocupação sobre os impactos e a aplicação de seus recursos privados para ações de interesse público.

“O investimento social não deve ser compreendido como um campo isolado, como um setor fechado em si mesmo, mas como um conjunto diverso de estratégias que estão ligadas a outros setores e organizações, público e privados. Nesse contexto, ganham relevância e sentido as conexões em rede, capazes de potencializar, qualificar e avaliar o próprio investimento social” (Beatriz Gerdau, Presidente do Conselho GIFE).

Por isso, costumo dizer que é o jeito que as empresa tem de fazer o bem, mas de olhar muito bem a quem. Com a intenção de afirmar sua singularidade e se dissociar de práticas exclusivamente assistencialistas, o investimento social deve acontecer de forma planejada, monitorada e sistemática, com a promessa de gerar impactos efetivos e de longo prazo na sociedade.

E IMPACTO talvez seja a nova palavra de ordem no universo empreendedor! Desde que as startups tomaram conta de parte do cenário de abertura de novos negócios, negócios de impacto têm sido financiados por fundos de investimento, que criaram uma nova lógica de retorno financeiro: retornos não tão pequeno e em prazo não tão longos quanto os dos negócios tradicionais. Será que esse mecanismo de investimento funcionaria também para investimentos em negócios sociais?

Empreendimentos que aportem ganhos sociais merecem o reconhecimento dos agentes financeiros. Princípios como inovação, novos modelos e soluções que beneficiem a população de baixa renda não podem caminhar sozinhos. Se o setor é novo, ele precisa ser estruturado sobre novos paradigmas.

Essa foi a discussão do painel “Quando negócios de impacto e o investimento social se complementam?” que contou com a mediação de Vivianne Naigeborin, assessora estratégica da Potencia Ventures e a participação de Anna Penido, diretora do Instituto Inspirare, Valdemar de Oliveira Neto, o Maneto da Fundação Avina, e Claudio Sassaki, empreendedor responsável pela startup Geekie.

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Se ainda não temos uma ampla regulação sobre os investimentos sociais ou sobre empresas filantrópicas – aquelas que abordam questões globais como pobreza ou fome como suas estratégias centrais – podemos lamentar ou aproveitar. Afinal, onde não há regras, não existem também limites e podemos, então, criar a nossa própria forma de estreitar os laços entre os negócios de alto impacto e o investimento social.

O empreendedor Claudio Sassaki que atuou por dez anos no mercado financeiro decidiu deixar o cargo de vice-presidente em um banco de investimento em 2011 para fundar a Geekie, uma startup que atua com tecnologia de ensino adaptativa e que recentemente foi adotada como plataforma oficial de apoio para estudantes que fazem ENEM. Ele escalou o negócio com recursos próprios e hoje, a Geekie recebe investimentos do Fundo Virtuose e da Fundação Lemann para que exercesse seu papel social: dar acesso gratuito e adequado ao perfil de cada tipo de aluno do ensino público. Seria sua startup uma empresa social? Não! Sassaki tem uma empresa privada de interesse social e é assim que a vida é! Híbrida. Complexa. Complementar.

Ao empreendedor, cabe o desafio de desenvolver o produto ou serviço, errar e corrigir antes que o dinheiro acabe! Em qualquer startup é assim!

Às empresas financiadoras, compete fazer boas escolhas que gerem impacto, escala e que possam, ao mesmo tempo, influenciar políticas públicas e incrementar mecanismos de mercado orquestrando um novo ecossistema de negócios onde será preciso saber se os recursos que estão sendo gastos trazem ou não um retorno efetivo para a sociedade.

08 out 2013

VAI QUE DÁ

No Comments Administração e Gestão, Comportamento Empreendedor, Economia Digital, Empreendedorismo, Internet, Liderança, Modelo de Negócio, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Novos Mercados, Proposta de Valor, Startup, Tecnologia

Inspire-se nas histórias de sete jovens que lutam para transformar suas startups em negócios rentáveis e com alto impacto.

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A série de webdumentários VAI QUE DÁ – A cara das startups brasileiras traça um retrato do empreendedorismo no Brasil a partir da vida de sete jovens à frente de startups de tecnologia promissoras, e oferece uma luz sobre temas essenciais para quem está empreendendo ou pretende se lançar nessa jornada. Em cada episódio, o espectador se surpreende com uma história diferente, contada pelo próprio personagem, e recebe a visão de especialistas, que comentam e trazem alternativas aos desafios vividos por esses empreendedores. 

 

Quer saber quem são os empreendedores envolvidos no projeto?

Kekanto

 
Stanford. MIT. Harvard. Quem escuta Fernando contando sua trajetória é remetido instintivamente a imagem de um alto executivo de uma multinacional. De fato, ele trilhou por algum tempo este caminho. Mas se deparou com uma bifurcação e decidiu seguir pela trilha menos convencional. Começou o Kekanto com apenas uma vaga ideia do que seria o produto. Lançou rápido, completamente inacabado. E nos feedbacks que recebeu dos usuários tudo começou a ficar mais claro e o produto foi ganhando corpo. Mais gente começou a gostar do que via. Hoje são milhões de usuários em 15 países que utilizam o Kekanto para encontrar os melhores estabelecimentos da cidade, da melhor fatia de bolo à roda de samba mais animada.Quem pensa que este é o final de uma história de sucesso está muito enganado. O serviço do Kekanto é 100% gratuito para o usuário e como monetizá-lo é um plano em desenvolvimento. Onde eles querem chegar? Assista ao vídeo Vai que dá!

 

Ledface

 
Quando surgiu a web 2.0, os olhos de Horácio brilharam e um futuro promissor começou a se desenhar em sua cabeça. Construiria um produto incrível, impecável, colocaria esse produto no mercado e seria um grande sucesso. Seria um empreendedor, destes que dão entrevistas e fazem palestras. Seria, mas não foi. Horácio fracassou. Passado o tombo, levantou mais forte. Assimilou os erros e começou do zero uma nova empreitada, ainda mais desafiadora que a primeira. Hoje, à frente da Ledface, acredita que pode fazer pela humanidade o que nenhum outro software até hoje conseguiu fazer: responder, a partir da inteligência coletiva e da colaboração entre as pessoas, questões íntimas, pessoais e subjetivas, que assolam diariamente a todos nós. Coisas que o Google não pode responder, do tipo, "meu filho mais novo está com ciúme do mais velho, o que faço"? Ou, talvez, "tenho medo do meu negócio fracassar, o que fazer?"

 

Minha Vida

 
Daniel era estagiário em uma multinacional quando um amigo ligou para ele dizendo ‘’há uma revolução acontecendo, você não quer pegar carona no rabo desse cometa?’’. A revolução era a web 2.0, a bolha da internet havia acabado de estourar e a resposta de Daniel foi rápida: Sim. Alguns anos depois, tendo ajudado a construir um bem sucedido negócio de venda de automóveis pela internet, num exame corriqueiro Daniel foi diagnosticado com um doença crônica rara e, angustiado, foi procurar mais informações (na internet, claro). Nada descobriu, nenhuma linha sobre a doença. Ele nem desconfiava que, ao não encontrar respostas para suas perguntas, ele encontraria o propósito de vida que procurava. Naquele instante surgia, pelo menos em sua cabeça, o Minha Vida, atualmente o maior portal de Saúde e Bem-Estar do Brasil.

 

QMágico

 
Thiago dorme no alojamento do ITA, Claudia dorme num quarto bagunçado dentro da empresa. Ambos acordam todos os dias do mesmo sonho: transformar a educação brasileira introduzindo o uso de novas tecnologias em sala de aula. E, acordados, trabalham madrugadas para fazer do QMágico um grande negócio. Num país que possui 40 milhões de alunos no ensino fundamental e médio, mas ocupa o 54º lugar na principal avaliação da educação no mundo, o desafio de construir uma nova maneira de ensinar é imenso. Como se não bastasse, ao QMágico se aplicam as mesmas leis de mercado que valem para todos: empresa boa é aquela que tem caixa, que dá lucro. Como "monetizar" o produto? Como e para quem vender? Qual o melhor modelo de negócio?

 

Solidarium

 
Tiago caminha entre barracas de artesanato na praça central de Curitiba. Cumprimenta artesãos, olha seus trabalhos, pergunta quanto custam. Eles não sabem, mas Tiago está ali a trabalho também. Com eles, os artesãos, e por eles. Dois milhões de artesãos brasileiros vivem abaixo da linha de pobreza. Produzindo por amor ou por necessidade, invariavelmente se deparam com o desafio de vender. Para Tiago, este dado foi como um chamado. Achou, por alguma razão, que isto era problema dele. Formou uma rede de artesãos e abriu uma loja em shopping para vender seus produtos. Quase faliu. Fechou contrato com Walmart, colocou produtos de artesanato no supermercado. Os produtos ficaram caros, a margem para os artesãos baixa. Quase deu certo, mas não era por aí. Agora, à frente da Solidarium online, tenta uma vez mais acertar o caminho para fazer com que a arte brasileira alce voos impensáveis e, de quebra, milhões de pessoas possam ter uma vida mais digna. Conheça!

 

We Do Logos

 
Que empresa não precisa de uma logomarca, de um folder, de um site? Essa é praticamente uma necessidade básica do negócio, certo? Ainda assim, há até pouco tempo era muito difícil encontrar um serviço de qualidade que coubesse no bolso da maioria dos micro e pequenos empreendedores brasileiros .Gustavo tinha uma agência de comunicação convencional, mas não conseguia atender seus amigos. Eles falavam que ele era caro; ele tinha as contas para pagar, nada podia fazer. Não se continuasse pensando da mesma forma que todas as milhares de agências espalhadas pelo mundo. Preocupado, voltou a estudar, e o mundo do crowdsourcing apareceu diante dos seus olhos. Quantos profissionais de comunicação se formam por ano? Quantos conseguem trabalho? Voltou para a sua agência e, dali mesmo, começou a construir o We do Logos, hoje a maior rede de designers freelancers do Brasil. 

 

Como você deve ter percebido todas essas pessoas construiram seus sonhos pensando não só no bem pessoal, mas também no coletivo. Criar soluções inovadoras e novos negócios, para eles, é uma ferramenta que ajuda a realizar suas ambições e objetivos de vida. Para eles, empreender não é apenas um caminho natural. É o único caminho!

VAI QUE DÁ é um convite para mergulhar num novo Brasil e sair com esperança de que, com empreendedores como estes, estamos dia após dia construindo um país melhor. Parabéns, mais uma vez, a ENDEAVOR BRASIL por apoiar e disseminar iniciativas assim! 

23 set 2013

MODELO DE NEGÓCIOS

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Você sabia que pode testar sua idéia de negócios num formato simples, intuitivo e consistente antes de lançar-se no mercado? É isso o que propõe o Canvas.

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Não é raro ouvir falar em plano de negócio quando o assunto é iniciar um negócio. O plano de negócios costuma funcionar muito bem para empreendedores tradicionais que costumam ter maiores detalhes que apoiem sua decisão no início da operação de suas empresas.

Imagine um negócio tradicional como uma papelaria. Apesar da gestão e da experiência do empreendedor serem cruciais para que ele dê certo, seu modelo de negócio é relativamente simples: custos com aquisição de produtos, pessoal e marketing. O cliente consome o produto e o pagamento vem de cada venda realizada.

Mas nem todas as empresas seguem esse padrão.

O modelo de negócios, por definição, deveria ser desenvolvido antes mesmo da construção de um plano de negócios. Na verdade, muitos autores questionam se um bom plano de negócios pode ser desenvolvido sem um bom modelo de negócios previamente estabelecido. Para te ajudar nesta conclusão, vamos compreender o que é um modelo de negócios.

modelo de negócios define a natureza de atuação comercial que uma empresa irá executar, como ela irá vender seus produtos e serviços, define o valor que uma organização oferta aos seus consumidores com o objetivo de gerar lucro e sustentabilidade à empresa. Em outras palavras, é a fórmula que transforma time, produto e gestão em receita, lucros e retorno para os acionistas. É preciso validar o modelo porque dificilmente uma empresa conhece com precisão o problema e a solução a serem tratados e qual caminho precisa trilhar num ambiente de extrema incerteza.

O desenvolvimento de um modelo de negócios começa de forma mais abstrata que o plano de negócios – um documento geralmente mais formal, com suas ideias já prontas. O modelo de negócios permite a você brincar com as diferentes possibilidades antes da formalização de sua empresa, sendo um processo às vezes demorado, baseado em tentativa e erro.

A dica é pensar em todas as possíveis abrangências do mercado, tentar antecipar problemas e identificar como sua empresa vai conseguir superá-los. O segredo é vencer o desafio de manter a papelaria sempre cheia, com produtos inovadores e diferenciando-se da concorrência. Para ser escalável, entre várias opções, ela pode criar um atendimento para lista de materiais de escolas ou mesmo virar uma franquia. Nestes negócios, os modelos costumam ser intuitivos, mas você pode testá-los com seus amigos, com seu network e empresas que tem uma proposta parecida com a sua. Desta forma, você terá muitas informações importantes que irão lhe auxiliar na hora de criar um modelo de negócios de sucesso. Capriche nesta etapa de desenvolvimento e colha os frutos no futuro.

Confesso que de tudo aquilo que já vi e li sobre o assunto, o livro Business Model Generation do Alex Osterwalder, traz a melhor definição para o que são modelos de negócios, que diz: “O modelo de negócios é a forma como uma organização cria, entrega e captura valor”, sem contar que sua proposta visual para estruturação das ideias também é de fácil entendimento e utilização. 

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O Business Model Canvas é um framework super visual, amigável e que sintetiza todos os pontos importantes na hora de elaborar, visualizar e compreender um modelo de negócios. É composto por 9 blocos, que se conectam de forma lógica, e que ajudam a contar uma história ao invés de simplesmente descrever o negócio, como habitualmente o plano de negócios faz.

O Canvas é uma ferramenta muito interessante para testar, de forma rápida e leve, se sua ideia tem potencial para se transformar em um negócio. E a melhor forma de aprender a utilizá-lo é praticando. Você encontra facilmente na internet modelos de empresas e pode tentar, como exercício, encaixar o modelo de uma dessas empresas em um Canvas impresso ou desenhado no papel e depois procurar por suas próprias respostas.

Para preenchê-lo, sugiro que imprima um modelo em branco no tamanho A3 (ou maior) e preencha com adesivos removíveis (tipo Post-it) que tornam dinâmica sua análise e composição, mas antes você precisa entender como desenvolvê-lo.

Comece a partir do pressuposto de que toda empresa nasce por uma única razão: o cliente. É por ele que você deve começar. Se você tem uma ideia e quer avaliar o potencial dela para virar um negócio, o primeiro passo é entender quem são os seus clientes, e qual problema você espera resolver para eles. Não crie uma empresa para atender a sua necessidade. Essa é a sua primeira certeza!

Para os próximos dias, vou preparar um post detalhando as nove áreas do Canvas, mas se você já vai começar a trabalhar, pode dar uma olhada na apresentação que eu fiz para a equipe de mentores do Desafio Inova do Centro Paula Souza em São Paulo. Espero que ajude!

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