15 mai 2014

BRANDING: DO QUE É FEITA UMA GRANDE MARCA

No Comments Administração e Gestão, Comunicação, Empreendedorismo, Marketing, Mercado, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Planejamento

Ter uma visão muito clara do negócio é o primeiro passo para formar uma estratégia de branding

lounge-empreendedor-branding

“De dentro de uma empresa, existem dois olhares tradicionais para o negócio: olhar só para fora – o consumidor, o trade – ou para dentro dela – a produção, a distribuição, o outro não existe etc. De qualquer forma, a empresa é sempre a referência. O branding propõe: saia dela. Busque uma perspectiva que permita que ela seja vista dentro do contexto dela, para perceber coisas que não percebia antes.” É nisto que aposta o publicitário e consultor Ricardo Guimarães, da Thymus Branding.

Ainda sob o seu ponto de vista, se existe uma única razão para o investimento em marca, esta é a redução no custo de crescimento: de capital, recrutamento, expansão, gestão de vendas… Para ele, a marca deve ser vista como ativo estratégico. Um nome, ao qual as pessoas relacionam competências, atitudes e valores, que por sua vez alimentam a expectativa de entregas futuras e aumentam o valor de mercado. “Gerenciar marca é gerenciar experiências e expectativas, utilizando a percepção de valor como indicador de sucesso”, define o consultor.

Neste trecho extraído do segundo curso a distância da Endeavor Brasil, “Marketing para empreendedores: ferramentas e estratégias”, o publicitário João Farkas, da Aximaz Branding, avalia que o primeiro passo para trabalhar uma estratégia de branding é ter uma visão muito clara do seu negócio. E é justamente sobre isso que tenho trabalhado com meus alunos nas aulas de Marketing de Serviços na Universidade Braz Cubas.

Devemos sempre considerar algumas reflexões clássicas para qualquer abordagem de branding: o que é a empresa, para quem é, qual é a sua oferta, o que promete, como essas necessidades estão sendo atendidas pelo mercado, entre outras. Desse ponto de partida, começa a experiência do branding, que passa por construir uma personalidade, a partir dela compor um discurso e, a partir do discurso, as práticas de comunicação e a posição da marca.

Neste processo, alerta Farkas, é preciso ter o cuidado de não comprar um modelo que não te serve, muito externo ou artificial para o seu negócio. “Se é verdade que, de alguma forma, é preciso estruturar o conhecimento e o pensamento de marketing de um negócio, tome cuidado para não criar um modelo que os engesse ou prenda”, diz ele. E reforça: “Sabemos que empreender é ter a tenacidade de se recuperar e se reinventar toda vez que você fracassa”, lembrando que qualquer empresa errou muito para chegar ao sucesso.

Outro aspecto fundamental, tanto para Farkas como para Guimarães, é estar pronto para rever a estratégia sempre que a realidade te mostrar que não era isso. Nesta linha, Ricardo Guimarães defende um trabalho de branding que denomina “evolucionista”: “Muda o cenário, você tem que mudar; se não fizer, você dança. Essa é a grande novidade do século 21: as coisas mudam para evoluir”.

08 abr 2014

10 DICAS PARA INVESTIR EM FRANQUIA

No Comments Abertura de Empresa, Administração e Gestão, Empreendedorismo, Mercado, Modelo de Negócio, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Oportunidade de Negócio, Planejamento

Mesmo sendo um empreendimento aparentemente mais seguro, uma franquia não deve ser escolhida por impulso.
 

lounge-empreendedor-10-dicas-para-investir-em-fraquias

Muitos brasileiros sonham em comprar uma franquia e passam anos economizando dinheiro para investir em um novo negócio. Pensando nisso, o auditor Renato Maggier listou algumas dicas para os futuros empreendedores que compartilhamos no Lounge Empreendedor para quem está em dúvidas sobre os rumos a seguir: 

1. Pesquise, pesquise e se tiver dúvida, pesquise ainda mais

Além de saber se o dinheiro disponível é suficiente pra comprar uma franquia, um futuro franqueado precisa aprender tudo sobre o franqueador que pretende iniciar uma parceria de longo prazo. Esta relação é quase como um casamento, portanto, não tenha pressa no período do namoro. Itens como: taxa de retorno, tipo de apoio que o franqueador oferece, taxa de morbidade da franquia (quantas lojas da marca fecharam), são alguns exemplos de informações imprescindíveis antes de tomar a decisão. Outra pesquisa importante é entrar em contato com franqueados mais antigos pra perguntar se estão satisfeitos com a franquia.

2. Dê preferência para um negócio que você goste

Quando trabalhamos no que gostamos nosso resultado é melhor e nos sentimos mais felizes. Atualmente existem inúmeras opções de franquia nos mais diversos setores, portanto, é possível escolher algo que dê prazer e dinheiro.

3. Decida ser um franqueado “barriga no balcão”

Empreender é uma atividade de risco, por isso, todo o cuidado e acompanhamento são bem-vindos. Há um ditado antigo que diz que o porco engorda mais no alcance dos olhos do dono. A sabedoria popular neste caso não falhou. É isso mesmo! Não creio em sucesso de um negócio em seu início, sem monitoramento sistemático e muito próximo do dono.

4. Aprimore sua liderança

Liderar é a arte de conduzir pessoas a trabalharem em equipe, gerando os resultados desejados pelo líder. Diante disso, é fundamental ao futuro empreendedor saber lidar bem, conversar, motivar e inspirar. Isto é um comportamento, portanto, é possível desenvolver esta competência através de treinamentos, leituras e coaching. Recomendo fortemente que, enquanto o processo de tomada de decisão se desenrola, o empreendedor dedique tempo e energia aprendendo a liderar.

5. Aprenda sobre o negócio

Se o potencial franqueado tivesse experiência no negócio, certamente ele não estaria disposto a pagar taxa de franquia a ninguém. Podemos concluir que o potencial franqueado precisa ser ensinável e estar disposto a aprender tudo o que puder a respeito do negócio, marketing, produtos e tudo mais que for necessário para o bom desenvolvimento do negócio com saúde.

6. Defina um pró-labore

Na análise da viabilidade financeira do negócio deve-se considerar um pró-labore que seja suficiente para cobrir os gastos do sócio que vai conduzir o negócio. É muito sacrificante trabalhar sem ganhar e muitos empresários só tiram pró-labore se sobrar. Este é um dos fatores mais desmotivantes que existe.

7. Invista tempo na seleção da equipe

Mão de obra qualificada tem sido uma das maiores dificuldades em quase todas empresas que conheço. Contratar mal significa perder dinheiro, haja vista que geralmente os funcionários que trabalham em uma franquia precisam de uma forte carga de treinamento. Contratar mal, treinar e ter que demitir no curto prazo é perda de tempo e dinheiro.

8. Aprenda a vender

Não existe negócio que não dependa de vendas e vender é um processo que envolve técnica, experiência, monitoramento e conhecimento dos produtos. Ninguém perde em aprender a vender. Este é um conhecimento que vale a pena não somente pra tocar uma franquia, como também pra qualquer atividade de desenvolvimento de negócios.

9. Avalie-se em relação aos pontos fortes e fracos

Desenvolver um negócio demanda conhecimentos e habilidade em diversas áreas, como por exemplo, comercial, operações, finanças, gestão de custos, entre outras. Certamente o empreendedor não domina e não tem habilidades em todas elas. É de fundamental importância saber quais são estas áreas, a fim de abrandar tal deficiência, com treinamentos ou, até mesmo, pedindo ajuda ou contratando alguém que desenvolva bem essa atividade.

10. Desenvolva comportamentos empreendedores

Comportamento Empreendedor é um conjunto de atitudes, que se bem desenvolvidas no empresário, aumentará significativamente os resultados na operação dos negócios.  A ONU preconiza que as características destes comportamentos são: busca de oportunidade e iniciativa;, correr riscos calculados, exigência de qualidade e eficiência, persistência, comprometimento, busca de informações, estabelecimento de metas, planejamento e monitoramento sistemáticos, persuasão e rede de contatos e independência e autoconfiança.

***********************

Sobre Renato Maggieri

Formado em Ciências Contábeis, pela Universidade Mackenzie e com dois títulos de MBA – em Gestão Empresarial, pela FGV, e em Executive Seminars, pelo Rockford College, EUA – Renato Maggieri teve uma carreira consolidada como auditor e executivo financeiro de empresas de grande porte, mercado onde atuou por mais de 18 anos e também como professor universitário na área de Custos, Administração Financeira e Auditora. Levou seu expertise para corporações de diferentes segmentos, onde atuou como consultor nas áreas de Estratégias Empresariais, Reorganização Financeira, Valuation e Startup. Apaixonado por empreendedorismo, decidiu aplicar seus conhecimentos em comportamento voltados para resultados em benefício dos empreendedores, ajudando-os a potencializarem seus lucros. Em quatro anos, já atendeu aproximadamente 100 empresas deste perfil dentro um programa nacional de empreendedorismo, dando a oportunidade a cada vez mais empresários de criarem e manterem um negócio de sucesso. 

31 mar 2014

CHEGOU A HORA DE CRESCER

No Comments Administração e Gestão, Competitividade, Empreendedorismo, Mercado, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Planejamento, Tomada de Decisão

Descubra se você e a sua empresa estão prontos para crescer e como caminhar rumo ao topo com sabedoria

lounge-empreendedor-chegou-a-hora-de-crescer

O sonho de todo empreendedor é ver sua empresa crescer. Não existe alguém que invista nessa empreitada pensando em falência (embora isso, às vezes, aconteça e não seja o fim da linha!). O sucesso, muitas vezes creditado à sorte, é na verdade uma equação que envolve uma soma sem limites de oportunidade + dedicação + conhecimento + inovação.

O resultado: CRESCIMENTO.

Nesse momento, alguns empreendedores se assustam! Afinal, crescer significa estar novamente em solo desconhecido e propenso a cometer novos erros. Mas qual é o problema? Você vai querer virar caranguejo, andar para os lados e não crescer para se manterem a salvo?

Depois de um determinado momento toda empresa precisa crescer para continuar sendo lucrativa e competitiva no seu mercado. Para quem ainda tem dúvidas se chegou a hora, que tal refletir sobre alguns aspectos:

  1. Você não consegue mais administrar o negócio sozinho: Tudo ia bem, até que de repente, você tem a sensação de que precisa de ajuda para gerenciar as pessoas, os processos, as vendas, a matéria-prima… O desafio aqui é abrir mão do controle total da empresa para adotar uma gestão profissional e bem estruturada, tarefa nem sempre fácil, especialmente para quem tem perfil centralizador.
  2. Você contratou especialistas em diferentes áreas: Que bom sinal! Admitir pessoas especializadas em áreas na qual você não tem conhecimento ajuda a empresa a se desenvolver de forma profissional e sustentada e é um excelente sinal de crescimento.
  3. O negócio alcançou estabilidade: Se a empresa passou por desafios como conquistar clientes, conseguir relevância no mercado e, por isso, conseguiu estabilidade, é hora de estruturá-la para dar o próximo salto e crescer, para não correr o risco de estagnar. Afinal, quem fica parado é poste!
  4. Você precisa de indicadores mais elaborados para acompanhar os resultados: Quando acompanhar os resultados e os investimentos feitos no negócio se torna mais difícil é sinal de que a empresa está crescendo e precisa de cuidados para fazer isso de forma sustentável.
  5. Você precisa criar uma cultura corporativa: Se o número de funcionários aumentou, você precisará acompanhar o desempenho de cada um de perto. O segredo aqui é estabelecer regras e normas que ajudem a criar um padrão de qualidade que não mude com a sua ausência.
  6. Seu negócio tem sucesso e você não quer perder espaço para a concorrência: Os clientes são fiéis e exigem profissionalização. Você precisará ter ganho de escala para que o negócio consiga oferecer produtos e serviços de qualidade a preços competitivos
  7. Sua empresa tem um futuro promissor: O melhor indicador de que uma empresa está pronta para crescer é ter um diferencial competitivo e ser reconhecida pelos clientes por essa percepção. Se muita gente diz que seu futuro é promissor, acredite! (Esposa, marido e mãe não vale, ok?)
  8. O segmento no qual você atua está crescendo: Quando a situação favorece só um negócio, pode ser que não exista sustentabilidade para sua empresa crescer e você pode sentir um medo um pouco maior. Investir no crescimento é mais seguro quando o setor no qual você atua está em expansão. Siga em frente!
  9. Você consegue expandir sem perder a qualidade: A evolução da empresa não pode se tornar um problema que influencie na qualidade ou preço do produto ou serviço.  Pense em questões práticas como a necessidade de ter mais espaço, mais equipamentos ou aumentar a produção se a sua empresa crescer.
  10. Você está preparado para lidar com os custos da expansão: Aumentar o tamanho de uma empresa significa que os custos também podem crescer.  Ter controle do fluxo de caixa e dos custos é, por isso, essencial.

Imperativo ao bom empreendedor é não esperar que o crescimento bata à porta para começar a se estruturar. Quem desacelera o crescimento para “arrumar a casa”, acaba dando oportunidade para o fortalecimento de concorrentes, afinal, a parcela de consumidores que não será atendida por você poderá ser atendida por eles.

A pergunta de milhão é: como conduzir o processo de crescimento? O que considerar? Um bom exercício para encontrar a resposta é construir um objetivo de longo prazo. Aonde sua empresa quer chegar daqui há cinco, dez anos? Depois, observe quais são os “gargalos” da estrutura atual do seu negócio que a impediriam de alcançar seu objetivo. Estes gargalos são algumas “pistas” do que precisa ser aprimorado para acelerar o crescimento. Talvez seja necessário estabelecer novos processos e, dessa forma, implantar um novo software de gestão. Tudo isso deve ser levantado previamente para estabelecer prioridades e entender qual a real necessidade de investimentos financeiros.

Crescer por crescer nunca é uma boa solução, mas se você acredita no seu negócio e ele já se provou, meu conselho é: NÃO PERCA TEMPO!

11 mar 2014

PLANEJAMENTO É FUNDAMENTAL

No Comments Abertura de Empresa, Administração e Gestão, Comportamento Empreendedor, Empreendedorismo, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Planejamento

A percepção de que o planejamento engessa, que é chato ou que impede que as surpresas positivas aconteçam é ingênua e pode impedir boas oportunidades.

lounge-empreendedor-planejamento-eh-fundamental

Questionar a importância do planejamento ainda é um comportamento muito comum ao empreendedor brasileiro. Muitos pensam que ter os principais detalhes dos procedimentos organizacionais ou os planos de gestão "na cabeça" já basta. Possivelmente, esses empreendedores realmente estejam com toda a estratégia do negócio pensada e esquematizada, porém, sem a transcrever para o papel, sentirão dificuldade em concretizá-la e mais: dificultarão que outros compartilhem das ideias e que sua equipe contribua com o crescimento do negócio.

Uma das principais ferramentas da gestão eficiente é um bom e claro planejamento. Se você não é adepto do plano de negócios, pode encontrar inúmeras outras formas de fazer com que suas estratégias deixem de ser meras ideias. Planejar nada mais é do que: organizar, dirigir, controlar e medir resultados. Transformando essas ações em hábito, o empreendedor conseguirá realizar uma análise mais profunda do mercado e do próprio negócio.

O planejamento permite que o gestor realize as análises interna (da empresa) e externa (do mercado) com maior eficiência, de forma que possa se antecipar aos fatos prejudiciais ou identificar oportunidades de alavancar a empresa. Outro ponto importante é que o planejamento não é algo estático, devendo ser monitorado e alterado sempre que necessário para garantir a sobrevivência às oscilações do mercado. Costumo dizer que devemos escrever as nossas metas à canetas e o planejamento à lápis para que possamos alterá-lo sempre que novas variáveis forem consideradas.

Mesmo com tantas vantagens, não é raro ouvir que planejar é pura perda de tempo ou que planjer "dá trabalho" demais se tudo vai mudar. Alguns empreendedores evitam planejar pois acreditam que planos roubam a espontaneidade da vida e ingenuamente pensam que é melhor “deixar a vida levar”. Realmente, um plano de negócios é algo trabalhoso, porém, todo o esforço será recompensado e, muitas vezes, com aumento do faturamento e dos lucros. Portanto, planejar vale a pena em todos os sentidos, inclusive no aspecto financeiro.

Para exercitar o hábito do planejamento, comece fazendo algumas reflexões sobre seu negócio, do tipo: "Qual a razão de ser da minha empresa? Como quero que minha marca seja vista daqui a cinco anos?". Estas duas questões já vão levar você a respostas bem importantes, que servirão como um importante norte para a elaboração da sua visão e dos passos que pretende trilhar com a sua empresa.

Caso nunca tenha pensado em coisas assim, PARE TUDO AGORA! Você pode estar perdendo boas oportunidades no mercado. Afinal, se uma empresa existe, exerce papel fundamental na vida do empreendedor e na de seus funcionários, assim como na economia da cidade e região em que está inserida. Você é o responsável pelo destino que irá seguir e saber direcionar seu futuro é fundamental. Não tenha medo desse desafio.

27 nov 2013

IMPULSIONE SEU MODELO DE NEGÓCIOS

2 Comments Administração e Gestão, Comportamento Empreendedor, Economia, Empreendedorismo, Estratégia, Mercado, Modelo de Negócio, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Planejamento, Planejamento Estratégico

As 7 perguntas que todo empreendedor precisa se fazer sobre seu modelo de negócios atual.

lounge-empreendedor-impulsione-seu-modelo-de-negócios

Há pouco tempo, em um evento da HSM, estive frente a frente com Alex Ostervalder, o criador do Business Model Generation. Foi uma ótima experiência! O Alex se mostrou uma pessoa acessível, engraçada, e profundamente inteligente. Inclusive, não perdi a oportunidade de “tietar” com uma foto ao lado dele.

O Workshop, de 3 ou 4 horas, teve ótimos momentos. Mas, para mim, o mais importante foi quando fomos apresentados às 7 provocações que, segundo Alex, todos nós deveríamos fazer aos modelos atuais de nossos negócios.

Com o fim do ano se aproximando, é um ótimo momento para refletir sobre nossa forma de estar no mundo e de ganhar dinheiro, trazendo novos desafios ao planejamento de 2014. E as 7 provocações podem nos ajudar com bons direcionamentos.

Então, aí vão elas:

  1. Se um cliente te contrata é porque algo, que ele poderia fazer de outra forma, ele obtém de você. Trata-se de uma escolha que pode ser desfeita a qualquer momento. Então, a provocação é: “Quão fácil é para o seu cliente desescolhê-lo?” Ou seja, o que sua empresa faz que torna difícil, improvável ou até mesmo impossível que ele substitua o seu serviço? Ou, ainda, de que forma você prende (lock in) o seu cliente?
  2. Vender é um processo custoso. Principalmente quando a conjuntura é desafiadora e o comprador está tenso. No entanto, crescer de forma sustentável requer faturamento recorrente. Ou seja, é interessante que cada venda gere receita pelo maior tempo possível. A provocação é: “Quanto de seu faturamento vem de vendas recorrentes?” Quando 2014 começar, quanto de faturamento você já tem garantido? Quanto vai depender de novas vendas? Há um equilíbrio satisfatório?
  3. Um dos maiores obstáculos para o crescimento acelerado é o consumo de caixa que ele exige. Isto acontece porque geralmente é preciso criar alguma capacidade antes de fazer a venda e a entrega. Dessa forma, gastamos antes de receber. Mas é interessante entender que a dinâmica não está condicionada desta forma. A provocação é: “Como você pode vender recebendo antes de gastar?” O que você pode mudar em sua forma de operar que permita sua empresa crescer sem consumir caixa?
  4. Normalmente nossa estrutura de custos é semelhante à de nossos concorrentes. Isto significa que nosso preço e margem também são semelhantes, ou, no mínimo, proporcionais. A provocação é: “Como você pode aumentar a sua margem por meio de mudanças em sua estrutura de custos?” O que você pode mudar na estrutura da sua operação para que ela seja otimizada e gere diferencial diante do mercado?
  5. Qual é o segredo do Facebook? O segredo dessa rede social é que diariamente milhões de pessoas “trabalham” de graça para torná-la interessante, divertida, vibrante! Entre elas, você e eu! Mark agradece… A provocação é: “Alguém trabalha de graça para sua empresa?” O que você pode mudar em seu modelo de negócio para que seus clientes e parceiros também contribuam, de forma pró-ativa e voluntária, para aumentar sua margem?
  6. Esta provocação é um pouco óbvia. Em uma sociedade de serviços, a margem e a produtividade dependem da escala de operação. A provocação é: “Seu negócio é, de fato, escalável?” Sua margem cresce de acordo com o tamanho ou sua estrutura de custos insiste em acompanhar este crescimento e, muitas vezes, até superá-lo? O que você deve eliminar de funcionalidade para se tornar mais escalável?
  7. Todo mundo está vendo o que você faz. Quanto maior e mais relevante você for, mais os seus concorrentes podem monitorá-lo e copiá-lo. Nada do que você faz é exclusivo por muito tempo. A provocação é: “Como você se protege da concorrência?” O que você faz que é realmente difícil de ser copiado? Como usa a complexidade a seu favor? O que faz para não perder pessoas de sua equipe com conhecimentos vitais diante da concorrência?

São boas provocações, não é? Espero que sejam úteis em seu Planejamento Estratégico para 2014. Afinal, o ano não vai ser moleza!

Daniel Castello é consultor e Palestrante em Estratégia, Gestão da Execução e Gestão de Pessoas.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...