01 dez 2013

O GENE DA FELICIDADE

No Comments Coaching, Comportamento, Cotidiano, Empreendedorismo, Equilíbrio, Motivação, Qualidade de Vida, Relações Humanas, Saúde

Pode parecer piada, mas a sua saúde pode ser proporcional aos seus objetivos de vida

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Nossos genes podem ter um senso moral mais elevado que nossas mentes, de acordo com estudos feitos sobre os efeitos genéticos da felicidade.

Eles podem, ao que parece, nos brindar com a atividade do gene saudável quando estamos altruístas e, castigar-nos, levando as doses a níveis microscópicos quando colocamos nossas próprias necessidades em primeiro lugar.

Para chegar a essa conclusão um pouco inquietante, pesquisadores da University of North Carolina e University of California, em Los Angeles, selecionaram 80 voluntários saudáveis para preencherem um teste online, que perguntou o motivo deles estarem satisfeitos em suas vidas.

Em seguida, os pesquisadores tiraram um pouco de sangue e analisaram as células brancas do sangue.

Os cientistas, há muito tempo, supunham que o humor afetava a saúde. Mas os mecanismos celulares subjacentes eram obscuros até que eles começaram a procurar perfis de expressão genética dentro das células brancas do sangue.

A expressão genética é o processo pelo qual os genes complexos dirigem a proteína. Estas proteínas das células brancas do sangue controlam a maior parta da resposta imunitária do corpo.

Os estudiosos descobriram que as diferentes formas de felicidade foram associadas com diferentes perfis de expressão genética.

O segredo para a felicidade e vida saudável pode estar na genética.

Especificamente, os voluntários cuja felicidade, de acordo com os questionários, foram particularmente hedonistas, para usar o termo científico, tinham perfis surpreendentes, com níveis relativamente altos de marcadores biológicos conhecidos por promover o aumento da inflamação por todo o corpo.

Eles também tinham níveis relativamente baixos de outros marcadores que aumentam a produção de anticorpos, para melhor combater infecções.

Os voluntários, cuja felicidade era mais propícia, com base em um sentido de propósito mais elevado de altruísmo – uma pequena minoria do grupo – teve perfil que apresentou os maiores níveis de expressão genética da produção de anticorpos e menores níveis de expressão pró-inflamatória.

O que está descoberta indica, diz Steven W. Cole, professor de medicina na UCLA e escritor, é que nossos genes podem fazer toda a diferença entre um propósito de vida e uma vida rasa, mesmo quando nossa mente consciente não pode.

É claro que os genes não podem realmente perceber ou julgar nosso comportamento, então a mudança do gene é muito provavelmente impulsionada por uma estratégia evolutiva de trabalhar para o bem comum.

A nível individual, essa constatação pode chocar alguns alguns com a intimidação, especialmente para as pessoas que o bem material realmente os faça felizes.

O altruismo pode ser o segredo da saúde e longevidade.

Mas como Cole aponta, diferentes tipos de felicidade podem coexistir, cada voluntário no estudo de elementos exibidos tanto no hedonismo e bem-estar. Alguns simplesmente tinham mais de um elemento do que o outro.

E, acrescenta ainda que o objetivo é um conceito elástico, não necessariamente exigindo a renúncia, mas apenas que você tenha um objetivo maior na vida do que sua gratificação imediata.

Ser um pai, participando nas artes criativas, ou mesmo fazendo um exercício para que você possa viver para ver os seus netos, pode aumentar seus níveis de saúde.

Pode até ser que isso permita que seus genes respondam mais favoravelmente a forma como você está conduzindo a sua vida.

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Este artigo foi adaptado do original, “Looking to Genes for the Secret to Happiness”, do Well e escrito por André Bartholomeu Fernandes

13 set 2013

COMO MELHORAR O AMBIENTE DE TRABALHO NA SUA EMPRESA?

1 Comment Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Clima Organizacional, Comportamento, Cooperação, Gestão de Pessoas, Liderança, Motivação, Trabalho em Equipe

O bem-estar no ambiente de trabalho reflete diretamente no humor e na saúde de qualquer funcionário. A importância de trabalhar em um ambiente saudável é primordial para a saúde.

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O que pode ser feito para melhorar o rendimento para a empresa e ao mesmo tempo a satisfação do funcionário?

A maioria das pessoas passa a maior parte do dia no local de trabalho, é fundamental ter uma harmonia entre os empregados e, entre eles e o local onde trabalha, e de certa forma, há decisões simples que podem favorecer essa relação.

Ideias criativas são sempre bem-vindas

Ter ideias empreendedoras que agregem valores é essencial. Por exemplo, a preocupação com a saúde dos funcionários só vai trazer resultados positivos, desde a prevenção de doenças até o investimento emocional em atividades físicas. Há empresas que lançam programas de maratonas e geram entre os empregados motivação para começar a correr e alcançar uma meta e até prêmios oferecidos pela empresa.

Alimentação saudável

O horário do almoço pode ser utilizado também como ensinamento e explicação de como se alimentar melhor. Convidar uma nutricionista para dar uma pequena palestra sobre alimentos ajuda a esclarecer dúvidas corriqueiras, mas que fazem diferença na hora de fazer o prato. No caso da empresa dispor do restaurante para os empregados, é interessante ter um cardápio balanceado e pequenos lanches, com chás, frutas durante o dia para não haver longos intervalos entre as principais refeições.

Saúde em dia

Um bom plano de saúde oferecido pela empresa aos funcionários também gera mais segurança e fidelidade. É um investimento que previne gastos com tratamentos, por exemplo. É melhor ter funcionários saudáveis e tê-los sempre presentes do que ter funcionários faltosos por questão de doença que poderia ter sido prevenida. Há empresas que optam pelo plano de saúde empresarial.

Para profissionais que trabalham muitas horas em frente ao computador, é interessante ter a hora do relaxamento, com exercícios físicos para evitar doenças nas articulações, algumas firmas até possuem salas especiais, com música para meditação, para realizar esses procedimentos e relaxar a tensão dos funcionários. Uma fisioterapeuta pode ser convidada para dar explicações e dicas para serem feitas diariamente nos intervalos a fim de prevenir lesões por repetições.

Funcionários talentosos

Valorizar outros talentos dos funcionários também traz motivação. Você pode ter na sua empresa um músico, um pintor ou um poeta, a realização de eventos que mostrem esses outros talentos resulta em uma grande interação no trabalho e diversão ao mesmo tempo, prêmios também podem ser oferecidos para motivar a participação.

Espante a depressão

A mente deve estar também funcionando bem, a vida corrida e atribulada causada por inúmeras responsabilidades e tarefas podem gerar além de outras doenças, a depressão. É recomendável uma sala para conversa e bate-papo durante intervalos do trabalho, momentos de descontração entre os empregados. Sair um pouco do escritório, da sala fechada com arcondicionado e respirar um pouco de ar puro ou fazer pequenas caminhadas após o almoço pode resultar em horas de trabalho mais produtivas, do que um funcionário que não se levanta da cadeira e sempre se sente exausto e esgotado.

Medidas simples mas que trazem resultados enormes para a empresa e para o ambiente laborial. Nunca é tarde para iniciar essas pequena mudanças.

Texto Enviado por Guilherme da Luz, editor responsável pelo site Plano de Saúde

15 ago 2013

EMPRESÁRIO OU EMPREENDEDOR?

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Livre ou eficiente? Espontâneo ou correto? Conheça as diferenças entre dois perfis de pessoas, a partir de uma metáfora de Rubem Alves, e saiba em qual você se reconhece.

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Um tema bastante discutido em fóruns de liderança e gestão de pessoas é a diferença de perfis de funcionários. Existem vários tipos de funcionários, claro, mas gostaria de me ater aqui a dois tipos particulares.

Um deles é aquele que é eficiente, disciplinado, obediente, educado, inteligente e correto. Costuma ser bastante valorizado, pois é fácil de lidar. Basta você dar uma ordem e ele a executa com esmero, qualidade, boa vontade e disposição. Todos querem ter esse tipo de funcionário na equipe. Não dá trabalho, tem boa compreensão e aceita com facilidade os contextos complexos e limitados nos quais estão inseridos, principalmente dentro das grandes organizações.

O segundo tipo de funcionário, por outro lado, não é eficiente, mas sim eficaz. Ele questiona se deve executar bem uma coisa ou se deve fazer a coisa certa. Tampouco é disciplinado ou passível de obedecer a regras quando não concorda com elas ou não as compreende. Mais do que inteligente, ele é esperto. Sabe lidar com situações que exigem mais do que conhecimentos específicos. Nem sempre são educados e corretos, acabando por tomar decisões diferentes dos demais quando avalia bem os prós e contras de cada alternativa.

O célebre educador Rubem Alves usa uma analogia que vou tomar emprestado para explicar essas diferenças: eucaliptos e jequitibás. Eucaliptos são árvores fáceis de plantar, cultivadas para fins específicos, sempre organizadas em linha e de forma planejada. Seu ciclo de vida é curto, pois têm fins puramente comerciais, crescem depressa e não há nada que os diferencie entre si – ao contrário, quanto mais padronizados, melhor o trato. A maior parte das pessoas procura ser um funcionário exemplar, seguindo padrões estabelecidos, e cujo bom desempenho é plenamente reconhecido e valorizado. Elas se assemelham aos eucaliptos.

Há árvores, no entanto, que são diferentes das outras, têm personalidade, não são facilmente substituídas como os eucaliptos, nascem de forma espontânea e precisam de liberdade. O jequitibá é um exemplo de árvore exuberante, uma das maiores da flora brasileira, e, de tão monumental e admirada, empresta seu nome a ruas, parques e cidades. Seu ciclo de vida é longo, mas está se tornando cada vez mais rara, pois florestas estão sendo derrubadas para dar lugar aos previsíveis e doutrinados eucaliptos.

Jequitibás, justamente por serem raros e únicos, são considerados maus funcionários, de acordo com os padrões institucionais. Seu ritmo nem sempre é o mesmo da empresa. Eles não têm paciência para cumprir horários, preencher relatórios, inserir-se num contexto político-institucional ou submeter-se a normas e regras pré-estabelecidas.

Dificilmente um eucalipto se tornará um jequitibá, talvez apenas no caso daqueles que se acham eucaliptos devido à influência do ambiente em que estão inseridos. Mas um jequitibá não morre eucalipto. Seu senso de inconformismo, sua rebeldia natural à rotina e ao lugar-comum, seu espírito de liberdade e a coragem que lhe é peculiar e natural, o força a descobrir quem ele de fato é.

Além disso, ser o dono do próprio negócio também não significa necessariamente ser jequitibá. Nem todo empresário é empreendedor. O mundo está cheio de eucaliptos que têm o próprio negócio. O empreendedor a que me refiro como jequitibá é o empreendedor de alto impacto, aquele que não se contenta em ter um negócio, mas um negócio que tenha alto potencial de crescimento. E você, é do tipo eucalipto ou jequitibá?

Marcos Hashimoto é doutor em Administração pela EAESP-FGV, professor e coordenador do Centro de Empreendedorismo da FAAP e pesquisador do Mestrado Profissional da Faccamp.

01 ago 2013

EMPREENDER É UMA ESCALADA

No Comments Abertura de Empresa, Comportamento Empreendedor, Empreendedorismo, Estratégia, Motivação, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Planejamento

Não existem escaladas bem sucedidas sem um mínimo de planejamento e considerável risco. Por isso, não suba sozinho!

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*Texto de Marcos Hashimoto no Canal do Empreendedor

Daqui de Bariloche, Argentina, uma das principais referências para práticas de esportes de inverno na America do Sul, escrevo para a minha coluna no Canal do Empreendedor inspirado pela neve, chocolate quente, roupas quentes e, claro, mais brasileiros do que argentinos. Embora a maioria dos esportistas venha a Bariloche para esquiar, hoje encontrei alguns argentinos que também vem no verão para praticar alpinismo e desta conversa tiro algumas lições sobre empreendedorismo que compartilho com meus leitores.

Qualquer um que vai começar a escalar não vai direto para a montanha mais escarpada, pelo contrário, deve começar com atividades pequenas para depois se aventurar em desafios em que o grau de complexidade e dificuldade vai aumentando aos poucos. O empreendedor pode até vislumbrar um futuro em que se estará à frente de um grande negócio, mas seus primeiros passos são com um pequeno negócio tradicional, diretamente proporcional à sua atual capacidade, competência e recursos financeiros, mesmo que nem seja um negócio ainda, mas um projeto, como por exemplo, realizar um evento, montar uma exposição, organizar um mutirão para limpar a praça, são coisas pequenas que já vão testando o empreendedor e suas competências básicas de organização, administração de espaços, liderança, organização do tempo, gestão de recursos limitados, foco em resultados, superação de desafios e dificuldades e comunicação interpessoal.

Outra lição importante é: Não suba sozinho. Por mais que você se sinta preparado e seja autosuficiente. Os riscos são altíssimos e não dá para encará-los sozinho. Um sócio vai ajudá-lo naquilo que você não é muito bom. Vocês vão poder dividir decisões, discutir, debater e até brigar para saber que rumo tomar. Mesmo as brigas e pontos de vista diferentes são necessários para dar mais segurança a uma decisão em que todas possibilidades foram checadas. Um alpinista sempre precisa de alguém com quem contar, um apoio, um suporte de confiança, nem que seja só para emprestar o ombro para chorar se tudo der errado.

Não existem escaladas bem sucedidas sem um mínimo de planejamento. Montar uma boa base no pé da montanha, prever todas as circunstâncias possíveis para ir preparado, checar os equipamentos antes de sair, traçar a rota com antecedência, montar a equipe, verificar as condições climáticas, quanto mais informações houver, melhor será o controle sobre as incertezas, assim como a preparação antes de montar um negócio próprio.

Saber administrar muito bem os parcos recursos é outra habilidade importante. Você pode ter todo o dinheiro do mundo, mas na caminhada, vai estar a pé, com o que puder carregar apenas e com um recurso valiosíssimo, que é o ar, mais rarefeito na medida em que sobe a montanha. O empreendedor precisa saber tirar o máximo do mínimo. Para isso, precisa saber improvisar, saber restringir as despesas ao mínimo necessário e ter muita paciência para ir avançando aos poucos, um passo de cada vez, dentro do que é possível fazer com o que se tem nas mãos.

Por melhor que seja o planejamento, em alguns momentos, o risco pode ser tão alto que não compensa os ganhos. São famosas as histórias de alpinistas que, há poucos metros de atingir o cume, são obrigados a desistir por causa do mal tempo. O empreendedor precisa saber quando desistir, compreender que continuar tentando o que não está se mostrando viável pode ser prejudicial para ele e para se negócio. E a coisa nem precisa ser tão radical assim. Muitas vezes, é preciso compreender que um caminho pode estar dando indicações de que não vai levá-lo ao topo, seja pelo clima ou por obstáculos não previstos e a partir daí ter a coragem de voltar alguns bons metros para recomeçar novamente por outro caminho. Às vezes é preciso reconhecer que uma estratégia não deu certo e até mesmo abrir mão de um investimento feito em um mercado ou produto para tentar outra coisa diferente.

26 jul 2013

A JORNADA ÉPICA DE UM EMPREENDEDOR

No Comments Confiança, Empreendedorismo, Liderança, Motivação, Planejamento, Sonhos

O que a intuição e o enfrentamento de verdades consolidadas têm a ensinar sobre empreendedorismo?

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Atravessar o oceano em cima de nove toras de pau-de-balsa. Quem nunca teve sensação parecida, nem ao menos em sonho, provavelmente é porque não assumiu grandes riscos na vida. Para aqueles que reconhecem a aflição, mas também não acreditam na viabilidade da empreitada, fiquem sabendo que ela já contou com apoio econômico e um realizador inabalável, em tempos nem tão remotos assim.

Era uma manhã de abril, de 1947, quando o antropólogo norueguês Thor Heyerdahl se lançou em alto-mar em uma espécie de jangada, com a proposta de percorrer o trajeto de 7 mil quilômetros entre Callao, na costa peruana, e Raroia, no arquipélago Tuamotu, próximo ao Tahiti. Se a façanha ainda parece razoável, imagine enfrentá-la acompanhado de (apenas!) cinco companheiros, todos inexperientes em navegação, sem saber nadar e com pânico de águas profundas.

O que levaria, você pode se perguntar, um simples pesquisador a realizar tal empreendimento? Mais do que a curiosidade por novas paisagens e a vontade de conquistar outros povos, responsáveis pelas grandes navegações dos idos séculos 15 e 16, o que embalava a aventura de Heyerdahl era a intuição.

lounge-empreendedor-A-Expedição-Kon-TikiSegundo relatos do próprio antropólogo, reunidos no livro “A Expedição Kon-Tiki”, a descoberta de achados arqueológicos da cultura inca em uma expedição à Ilha de Páscoa, em 1937, o levaram a acreditar que os povos pré-históricos da América do Sul teriam colonizado as ilhas polinésias a bordo de embarcações primitivas, levados somente pelas correntes marítimas e força do vento.

Dez anos mais tarde, Heyerdahl dedicou-se à construção de uma réplica das balsas que teriam servido para a travessia, usando materiais originais e mantendo o estilo de construção indígena, e batizou-a Kon-Tiki, nome do deus inca do sol, que conforme narra a lenda foi expulso do Peru e se refugiou nas ilhas do Pacífico. Acreditava, assim, estar preparado embarcar em sua aventura e confrontar a teoria de que os colonizadores originais seriam procedentes da Ásia.

Como se pode imaginar, o sucesso dessa jornada épica, que encontrou riscos frequentes de tempestades e tubarões ao longo dos 101 dias que levou para cruzar o oceano, está ligado a questões que vão além da sobrevivência de um visionário ou da comprovação de sua controversa tese sobre as relações entre América e Polinésia – que, por sinal, continuou a ser rejeitada pela comunidade científica.

A expedição Kon-Tiki fascinou o mundo pela bravura de um homem que acreditou em suas ideias, desafiou verdades consolidadas e assumiu riscos impressionantes para perseguir seu sonho. “Ele foi impulsionado por uma fé inabalável, muito mais do que pela aventura”, declarou a neta do explorador, Josian Heyerdahl, em entrevista a um jornal australiano, acrescentando ainda sua impressão de que a maioria das pessoas busca segurança, em vez de se preocupar em deixar algum tipo de legado, como fez seu avô, falecido em 2002, aos 87 anos.

Porém, antes de defender o estereótipo romântico do grande aventureiro, ela destacou que, embora arriscadas e intuitivas, as ideias de Thor Heyerdahl eram baseadas em pesquisas e evidências científicas, e que “qualquer um que faça algo realmente grande assim precisa fazer certos sacrifícios no percurso”O mais recente filme sobre a aventura, lançado em abril deste ano, traz esse viés da história: Heyerdahl era tão determinado a provar sua teoria, que foi capaz de colocar a própria vida em risco, embora tivesse esposa e dois filhos.

Finda a sua maior aventura, o expedicionário seguiu investigando em outros lugares a influência das viagens oceânicas nos padrões de migração das culturas antigas, mas seu legado ensina acima de tudo que, independente da rota, as maiores conquistas costumam ser resultantes de uma intuição inabalável e do questionamento de verdades consolidadas.

Por Carolina Pezzoni, portal Endeavor Brasil

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