08 abr 2014

10 DICAS PARA INVESTIR EM FRANQUIA

No Comments Abertura de Empresa, Administração e Gestão, Empreendedorismo, Mercado, Modelo de Negócio, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Oportunidade de Negócio, Planejamento

Mesmo sendo um empreendimento aparentemente mais seguro, uma franquia não deve ser escolhida por impulso.
 

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Muitos brasileiros sonham em comprar uma franquia e passam anos economizando dinheiro para investir em um novo negócio. Pensando nisso, o auditor Renato Maggier listou algumas dicas para os futuros empreendedores que compartilhamos no Lounge Empreendedor para quem está em dúvidas sobre os rumos a seguir: 

1. Pesquise, pesquise e se tiver dúvida, pesquise ainda mais

Além de saber se o dinheiro disponível é suficiente pra comprar uma franquia, um futuro franqueado precisa aprender tudo sobre o franqueador que pretende iniciar uma parceria de longo prazo. Esta relação é quase como um casamento, portanto, não tenha pressa no período do namoro. Itens como: taxa de retorno, tipo de apoio que o franqueador oferece, taxa de morbidade da franquia (quantas lojas da marca fecharam), são alguns exemplos de informações imprescindíveis antes de tomar a decisão. Outra pesquisa importante é entrar em contato com franqueados mais antigos pra perguntar se estão satisfeitos com a franquia.

2. Dê preferência para um negócio que você goste

Quando trabalhamos no que gostamos nosso resultado é melhor e nos sentimos mais felizes. Atualmente existem inúmeras opções de franquia nos mais diversos setores, portanto, é possível escolher algo que dê prazer e dinheiro.

3. Decida ser um franqueado “barriga no balcão”

Empreender é uma atividade de risco, por isso, todo o cuidado e acompanhamento são bem-vindos. Há um ditado antigo que diz que o porco engorda mais no alcance dos olhos do dono. A sabedoria popular neste caso não falhou. É isso mesmo! Não creio em sucesso de um negócio em seu início, sem monitoramento sistemático e muito próximo do dono.

4. Aprimore sua liderança

Liderar é a arte de conduzir pessoas a trabalharem em equipe, gerando os resultados desejados pelo líder. Diante disso, é fundamental ao futuro empreendedor saber lidar bem, conversar, motivar e inspirar. Isto é um comportamento, portanto, é possível desenvolver esta competência através de treinamentos, leituras e coaching. Recomendo fortemente que, enquanto o processo de tomada de decisão se desenrola, o empreendedor dedique tempo e energia aprendendo a liderar.

5. Aprenda sobre o negócio

Se o potencial franqueado tivesse experiência no negócio, certamente ele não estaria disposto a pagar taxa de franquia a ninguém. Podemos concluir que o potencial franqueado precisa ser ensinável e estar disposto a aprender tudo o que puder a respeito do negócio, marketing, produtos e tudo mais que for necessário para o bom desenvolvimento do negócio com saúde.

6. Defina um pró-labore

Na análise da viabilidade financeira do negócio deve-se considerar um pró-labore que seja suficiente para cobrir os gastos do sócio que vai conduzir o negócio. É muito sacrificante trabalhar sem ganhar e muitos empresários só tiram pró-labore se sobrar. Este é um dos fatores mais desmotivantes que existe.

7. Invista tempo na seleção da equipe

Mão de obra qualificada tem sido uma das maiores dificuldades em quase todas empresas que conheço. Contratar mal significa perder dinheiro, haja vista que geralmente os funcionários que trabalham em uma franquia precisam de uma forte carga de treinamento. Contratar mal, treinar e ter que demitir no curto prazo é perda de tempo e dinheiro.

8. Aprenda a vender

Não existe negócio que não dependa de vendas e vender é um processo que envolve técnica, experiência, monitoramento e conhecimento dos produtos. Ninguém perde em aprender a vender. Este é um conhecimento que vale a pena não somente pra tocar uma franquia, como também pra qualquer atividade de desenvolvimento de negócios.

9. Avalie-se em relação aos pontos fortes e fracos

Desenvolver um negócio demanda conhecimentos e habilidade em diversas áreas, como por exemplo, comercial, operações, finanças, gestão de custos, entre outras. Certamente o empreendedor não domina e não tem habilidades em todas elas. É de fundamental importância saber quais são estas áreas, a fim de abrandar tal deficiência, com treinamentos ou, até mesmo, pedindo ajuda ou contratando alguém que desenvolva bem essa atividade.

10. Desenvolva comportamentos empreendedores

Comportamento Empreendedor é um conjunto de atitudes, que se bem desenvolvidas no empresário, aumentará significativamente os resultados na operação dos negócios.  A ONU preconiza que as características destes comportamentos são: busca de oportunidade e iniciativa;, correr riscos calculados, exigência de qualidade e eficiência, persistência, comprometimento, busca de informações, estabelecimento de metas, planejamento e monitoramento sistemáticos, persuasão e rede de contatos e independência e autoconfiança.

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Sobre Renato Maggieri

Formado em Ciências Contábeis, pela Universidade Mackenzie e com dois títulos de MBA – em Gestão Empresarial, pela FGV, e em Executive Seminars, pelo Rockford College, EUA – Renato Maggieri teve uma carreira consolidada como auditor e executivo financeiro de empresas de grande porte, mercado onde atuou por mais de 18 anos e também como professor universitário na área de Custos, Administração Financeira e Auditora. Levou seu expertise para corporações de diferentes segmentos, onde atuou como consultor nas áreas de Estratégias Empresariais, Reorganização Financeira, Valuation e Startup. Apaixonado por empreendedorismo, decidiu aplicar seus conhecimentos em comportamento voltados para resultados em benefício dos empreendedores, ajudando-os a potencializarem seus lucros. Em quatro anos, já atendeu aproximadamente 100 empresas deste perfil dentro um programa nacional de empreendedorismo, dando a oportunidade a cada vez mais empresários de criarem e manterem um negócio de sucesso. 

22 mar 2014

FAZER O BEM E OLHAR A QUEM!

No Comments Ações Sociais, Economia, Modelo de Negócio, Proposta de Valor, Protagonismo, Responsabilidade Social Empresarial, Startup, Transformação, Viva Positivamente

Repensar o modelo de financiamento de novas empresas e seu papel social é sempre um desafio delicioso. Topam vir comigo? 

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Depois de uma manhã de pura inspiração no 8º Congresso GIFE – Por um investimento social transformador a convite da Sam Shiraishi, aceitei o convite à reflexão e trouxe algumas delas para o nosso papo por aqui. Seriam as empresas mocinhas ou bandidas no processo de criação de uma nova sociedade? Quais as características de empresas numa sociedade sustentável? Como o investimento social pode apoiar o desenvolvimento de empresas com novos valores? De que forma os negócios de impacto se relacionam e complementam as ações de investimento social? 

Uau… Quantas perguntas… Quanta reflexão!

A amplitude do atual contexto econômico e político, a organização da sociedade civil e a capacidade da geração de valor pelas empresas trazem para as perspectivas de responsabilidade social empresarial e de investimento social privado o desafio de romper com o isolamento e pensar em novas estratégias que fortaleçam a competitividade empresarial, a atuação social, e por que não, a contribuição às políticas públicas.

Se antes entendia-se que com o pagamento de impostos, salários de funcionários em dia e campanhas de doações uma vez ao ano a empresa cumpria seu papel social, atualmente esperamos que uma boa gestão contemple a análise dos impactos de suas atividades e a forma pró-ativa de suas ações na reversão e na prevenção desses impactos. Quando uma empresa produz bens e serviços de forma socialmente responsável, diz-se que ela possui mecanismos de gestão de responsabilidade social empresarial. Já quando decide investir em ações sociais de outras empresas, ou em organizações não governamentais, seus esforços são focalizados por meio de investimento social privado. Melhor? Pior? Filantropia?

A filantropia empresarial é uma atividade pontual que não visa a sustentabilidade dos negócios. Ela normalmente está ligada ao desejo do empreendedor em atuar sobre alguma “mazela social”, sendo que a responsabilidade da empresa se encerra no ato de doar e não há grande preocupação sobre os impactos e a aplicação de seus recursos privados para ações de interesse público.

“O investimento social não deve ser compreendido como um campo isolado, como um setor fechado em si mesmo, mas como um conjunto diverso de estratégias que estão ligadas a outros setores e organizações, público e privados. Nesse contexto, ganham relevância e sentido as conexões em rede, capazes de potencializar, qualificar e avaliar o próprio investimento social” (Beatriz Gerdau, Presidente do Conselho GIFE).

Por isso, costumo dizer que é o jeito que as empresa tem de fazer o bem, mas de olhar muito bem a quem. Com a intenção de afirmar sua singularidade e se dissociar de práticas exclusivamente assistencialistas, o investimento social deve acontecer de forma planejada, monitorada e sistemática, com a promessa de gerar impactos efetivos e de longo prazo na sociedade.

E IMPACTO talvez seja a nova palavra de ordem no universo empreendedor! Desde que as startups tomaram conta de parte do cenário de abertura de novos negócios, negócios de impacto têm sido financiados por fundos de investimento, que criaram uma nova lógica de retorno financeiro: retornos não tão pequeno e em prazo não tão longos quanto os dos negócios tradicionais. Será que esse mecanismo de investimento funcionaria também para investimentos em negócios sociais?

Empreendimentos que aportem ganhos sociais merecem o reconhecimento dos agentes financeiros. Princípios como inovação, novos modelos e soluções que beneficiem a população de baixa renda não podem caminhar sozinhos. Se o setor é novo, ele precisa ser estruturado sobre novos paradigmas.

Essa foi a discussão do painel “Quando negócios de impacto e o investimento social se complementam?” que contou com a mediação de Vivianne Naigeborin, assessora estratégica da Potencia Ventures e a participação de Anna Penido, diretora do Instituto Inspirare, Valdemar de Oliveira Neto, o Maneto da Fundação Avina, e Claudio Sassaki, empreendedor responsável pela startup Geekie.

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Se ainda não temos uma ampla regulação sobre os investimentos sociais ou sobre empresas filantrópicas – aquelas que abordam questões globais como pobreza ou fome como suas estratégias centrais – podemos lamentar ou aproveitar. Afinal, onde não há regras, não existem também limites e podemos, então, criar a nossa própria forma de estreitar os laços entre os negócios de alto impacto e o investimento social.

O empreendedor Claudio Sassaki que atuou por dez anos no mercado financeiro decidiu deixar o cargo de vice-presidente em um banco de investimento em 2011 para fundar a Geekie, uma startup que atua com tecnologia de ensino adaptativa e que recentemente foi adotada como plataforma oficial de apoio para estudantes que fazem ENEM. Ele escalou o negócio com recursos próprios e hoje, a Geekie recebe investimentos do Fundo Virtuose e da Fundação Lemann para que exercesse seu papel social: dar acesso gratuito e adequado ao perfil de cada tipo de aluno do ensino público. Seria sua startup uma empresa social? Não! Sassaki tem uma empresa privada de interesse social e é assim que a vida é! Híbrida. Complexa. Complementar.

Ao empreendedor, cabe o desafio de desenvolver o produto ou serviço, errar e corrigir antes que o dinheiro acabe! Em qualquer startup é assim!

Às empresas financiadoras, compete fazer boas escolhas que gerem impacto, escala e que possam, ao mesmo tempo, influenciar políticas públicas e incrementar mecanismos de mercado orquestrando um novo ecossistema de negócios onde será preciso saber se os recursos que estão sendo gastos trazem ou não um retorno efetivo para a sociedade.

01 mar 2014

O SAMBA DA ECONOMIA

No Comments Carnaval, Criatividade, Cultura, Economia Criativa, Empreendedorismo, Inovação, Mercado, Modelo de Negócio

Carnaval não é apenas festa ou descanso. O período gera emprego e renda para diferentes regiões do Brasil e a cadeia produtiva envolve diferentes setores da economia.

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Além dos feriados e datas comemorativas que tradicionalmente movimentam a economia, como o Natal ou Dia das Mães, o Carnaval esquenta cada vez mais o ritmo de atividades das pequenas empresas brasileiras.

O momento valoriza a singularidade, o simbólico e aquilo que é mais intangível: a criatividade. Incomodo-me quando ouço afirmações que tratam do carnaval como apenas a economia do jogo do bicho, da lavagem de dinheiro ou do tráfico de drogas. Carnaval é bem mais do que isso! Cidades criativas, indústrias criativas, economia criativa. Você já ouviu falar sobre coisas assim? Não há empresa, nos dias de hoje, que não coloque a criatividade entre os seus fatores de competitividade.

Entre modismo, ingenuidade ou ações reais, o que vale é perceber o impacto da inovação nos vários segmentos da economia. Os desafios da construção de novos modelos de negócios e de uma sociedade mais sustentável trazem para a economia criativa uma nova frente de empreendedorismo e oportunidades.

Fatores competitivos intrínsecos, como redução no custo ou avanços específicos na tecnologia da informação, somente podem ser superados pela inteligência de novos processos e novas tecnologias. Este é o caminho a ser trilhado tanto por países desenvolvidos, quanto por países em desenvolvimento.

O Carnaval paulistano, por exemplo, gera mais de 4,3 mil empregos diretos e indiretos e movimenta aproximadamente R$ 90 milhões ao ano, segundo o Censo do Samba. Símbolo do carnaval brasileiro, o tradicional desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro movimentou, em 2010, cerca de R$ 1,2 bilhão e gerou mais de duzentos mil empregos. Quem assiste ao espetáculo de quatro dias muitas vezes não supõe que a sua realização envolve desde o trabalho de soldadores no barracão das agremiações ao de executivos da indústria fonográfica, passando por bordadeiras, motoristas de ônibus e pilotos de companhias aéreas, técnicos vindos de Parintins (AM) e especialistas na fabricação de instrumentos musicais, entre muitos outros.

Apenas a produção de bordados para fantasias rendeu ao município de Barra Mansa, a cem quilômetros da capital fluminense, R$ 53,4 milhões em 2006, o equivalente a aproximadamente 4,5% do PIB local. Os números (que constam do estudo “Cadeia Produtiva da Economia do Carnaval”) revelam a necessidade de encarar o carnaval não somente dos pontos de vista histórico e antropológico, mas também sob o enfoque dos negócios.

O modelo é o mesmo: as escolas escolhem o enredo, definem o samba, desenham carros alegóricos e fantasias e, em menos de um ano, colocam tudo isso na avenida com a emoção e o comprometimento de toda a comunidade. Se as chuvas ou o fogo destroem tudo, não há porque desanimar. Existe uma causa que norteia as decisões do grupo e faz com que todos arregacem as mangas para recomeçar.

Quem tem mais sucesso? Aquele que conseguir ser mais criativo.

Intuitivamente, o Carnaval leva empreendedores a desenvolver sua capacidade não só de criar o novo, mas de reinventar, diluir paradigmas tradicionais, unir pontos aparentemente desconexos e, com isso, equacionar soluções para novos e velhos problemas.

A "concorrência" entre vários atores criativos, em vez de saturar o mercado, atrai e estimula a atuação de empresas, poder público e sociedade. Juntos, todos torcem pelo sucesso da maior festa onde contextos culturais, econômicos e sociais diferentes se misturam e tornam-se um.

Entre o universo simbólico do Carnaval e o mundo concreto da economia, a criatividade é o catalisador do valor capaz de gerar desenvolvimento. Fortalecer espaços de economia criativa é uma oportunidade de resgatar o cidadão e o consumidor através daquilo que os faz comum e que emana de suas próprias raízes. 

27 nov 2013

IMPULSIONE SEU MODELO DE NEGÓCIOS

2 Comments Administração e Gestão, Comportamento Empreendedor, Economia, Empreendedorismo, Estratégia, Mercado, Modelo de Negócio, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Planejamento, Planejamento Estratégico

As 7 perguntas que todo empreendedor precisa se fazer sobre seu modelo de negócios atual.

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Há pouco tempo, em um evento da HSM, estive frente a frente com Alex Ostervalder, o criador do Business Model Generation. Foi uma ótima experiência! O Alex se mostrou uma pessoa acessível, engraçada, e profundamente inteligente. Inclusive, não perdi a oportunidade de “tietar” com uma foto ao lado dele.

O Workshop, de 3 ou 4 horas, teve ótimos momentos. Mas, para mim, o mais importante foi quando fomos apresentados às 7 provocações que, segundo Alex, todos nós deveríamos fazer aos modelos atuais de nossos negócios.

Com o fim do ano se aproximando, é um ótimo momento para refletir sobre nossa forma de estar no mundo e de ganhar dinheiro, trazendo novos desafios ao planejamento de 2014. E as 7 provocações podem nos ajudar com bons direcionamentos.

Então, aí vão elas:

  1. Se um cliente te contrata é porque algo, que ele poderia fazer de outra forma, ele obtém de você. Trata-se de uma escolha que pode ser desfeita a qualquer momento. Então, a provocação é: “Quão fácil é para o seu cliente desescolhê-lo?” Ou seja, o que sua empresa faz que torna difícil, improvável ou até mesmo impossível que ele substitua o seu serviço? Ou, ainda, de que forma você prende (lock in) o seu cliente?
  2. Vender é um processo custoso. Principalmente quando a conjuntura é desafiadora e o comprador está tenso. No entanto, crescer de forma sustentável requer faturamento recorrente. Ou seja, é interessante que cada venda gere receita pelo maior tempo possível. A provocação é: “Quanto de seu faturamento vem de vendas recorrentes?” Quando 2014 começar, quanto de faturamento você já tem garantido? Quanto vai depender de novas vendas? Há um equilíbrio satisfatório?
  3. Um dos maiores obstáculos para o crescimento acelerado é o consumo de caixa que ele exige. Isto acontece porque geralmente é preciso criar alguma capacidade antes de fazer a venda e a entrega. Dessa forma, gastamos antes de receber. Mas é interessante entender que a dinâmica não está condicionada desta forma. A provocação é: “Como você pode vender recebendo antes de gastar?” O que você pode mudar em sua forma de operar que permita sua empresa crescer sem consumir caixa?
  4. Normalmente nossa estrutura de custos é semelhante à de nossos concorrentes. Isto significa que nosso preço e margem também são semelhantes, ou, no mínimo, proporcionais. A provocação é: “Como você pode aumentar a sua margem por meio de mudanças em sua estrutura de custos?” O que você pode mudar na estrutura da sua operação para que ela seja otimizada e gere diferencial diante do mercado?
  5. Qual é o segredo do Facebook? O segredo dessa rede social é que diariamente milhões de pessoas “trabalham” de graça para torná-la interessante, divertida, vibrante! Entre elas, você e eu! Mark agradece… A provocação é: “Alguém trabalha de graça para sua empresa?” O que você pode mudar em seu modelo de negócio para que seus clientes e parceiros também contribuam, de forma pró-ativa e voluntária, para aumentar sua margem?
  6. Esta provocação é um pouco óbvia. Em uma sociedade de serviços, a margem e a produtividade dependem da escala de operação. A provocação é: “Seu negócio é, de fato, escalável?” Sua margem cresce de acordo com o tamanho ou sua estrutura de custos insiste em acompanhar este crescimento e, muitas vezes, até superá-lo? O que você deve eliminar de funcionalidade para se tornar mais escalável?
  7. Todo mundo está vendo o que você faz. Quanto maior e mais relevante você for, mais os seus concorrentes podem monitorá-lo e copiá-lo. Nada do que você faz é exclusivo por muito tempo. A provocação é: “Como você se protege da concorrência?” O que você faz que é realmente difícil de ser copiado? Como usa a complexidade a seu favor? O que faz para não perder pessoas de sua equipe com conhecimentos vitais diante da concorrência?

São boas provocações, não é? Espero que sejam úteis em seu Planejamento Estratégico para 2014. Afinal, o ano não vai ser moleza!

Daniel Castello é consultor e Palestrante em Estratégia, Gestão da Execução e Gestão de Pessoas.

08 out 2013

VAI QUE DÁ

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Inspire-se nas histórias de sete jovens que lutam para transformar suas startups em negócios rentáveis e com alto impacto.

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A série de webdumentários VAI QUE DÁ – A cara das startups brasileiras traça um retrato do empreendedorismo no Brasil a partir da vida de sete jovens à frente de startups de tecnologia promissoras, e oferece uma luz sobre temas essenciais para quem está empreendendo ou pretende se lançar nessa jornada. Em cada episódio, o espectador se surpreende com uma história diferente, contada pelo próprio personagem, e recebe a visão de especialistas, que comentam e trazem alternativas aos desafios vividos por esses empreendedores. 

 

Quer saber quem são os empreendedores envolvidos no projeto?

Kekanto

 
Stanford. MIT. Harvard. Quem escuta Fernando contando sua trajetória é remetido instintivamente a imagem de um alto executivo de uma multinacional. De fato, ele trilhou por algum tempo este caminho. Mas se deparou com uma bifurcação e decidiu seguir pela trilha menos convencional. Começou o Kekanto com apenas uma vaga ideia do que seria o produto. Lançou rápido, completamente inacabado. E nos feedbacks que recebeu dos usuários tudo começou a ficar mais claro e o produto foi ganhando corpo. Mais gente começou a gostar do que via. Hoje são milhões de usuários em 15 países que utilizam o Kekanto para encontrar os melhores estabelecimentos da cidade, da melhor fatia de bolo à roda de samba mais animada.Quem pensa que este é o final de uma história de sucesso está muito enganado. O serviço do Kekanto é 100% gratuito para o usuário e como monetizá-lo é um plano em desenvolvimento. Onde eles querem chegar? Assista ao vídeo Vai que dá!

 

Ledface

 
Quando surgiu a web 2.0, os olhos de Horácio brilharam e um futuro promissor começou a se desenhar em sua cabeça. Construiria um produto incrível, impecável, colocaria esse produto no mercado e seria um grande sucesso. Seria um empreendedor, destes que dão entrevistas e fazem palestras. Seria, mas não foi. Horácio fracassou. Passado o tombo, levantou mais forte. Assimilou os erros e começou do zero uma nova empreitada, ainda mais desafiadora que a primeira. Hoje, à frente da Ledface, acredita que pode fazer pela humanidade o que nenhum outro software até hoje conseguiu fazer: responder, a partir da inteligência coletiva e da colaboração entre as pessoas, questões íntimas, pessoais e subjetivas, que assolam diariamente a todos nós. Coisas que o Google não pode responder, do tipo, "meu filho mais novo está com ciúme do mais velho, o que faço"? Ou, talvez, "tenho medo do meu negócio fracassar, o que fazer?"

 

Minha Vida

 
Daniel era estagiário em uma multinacional quando um amigo ligou para ele dizendo ‘’há uma revolução acontecendo, você não quer pegar carona no rabo desse cometa?’’. A revolução era a web 2.0, a bolha da internet havia acabado de estourar e a resposta de Daniel foi rápida: Sim. Alguns anos depois, tendo ajudado a construir um bem sucedido negócio de venda de automóveis pela internet, num exame corriqueiro Daniel foi diagnosticado com um doença crônica rara e, angustiado, foi procurar mais informações (na internet, claro). Nada descobriu, nenhuma linha sobre a doença. Ele nem desconfiava que, ao não encontrar respostas para suas perguntas, ele encontraria o propósito de vida que procurava. Naquele instante surgia, pelo menos em sua cabeça, o Minha Vida, atualmente o maior portal de Saúde e Bem-Estar do Brasil.

 

QMágico

 
Thiago dorme no alojamento do ITA, Claudia dorme num quarto bagunçado dentro da empresa. Ambos acordam todos os dias do mesmo sonho: transformar a educação brasileira introduzindo o uso de novas tecnologias em sala de aula. E, acordados, trabalham madrugadas para fazer do QMágico um grande negócio. Num país que possui 40 milhões de alunos no ensino fundamental e médio, mas ocupa o 54º lugar na principal avaliação da educação no mundo, o desafio de construir uma nova maneira de ensinar é imenso. Como se não bastasse, ao QMágico se aplicam as mesmas leis de mercado que valem para todos: empresa boa é aquela que tem caixa, que dá lucro. Como "monetizar" o produto? Como e para quem vender? Qual o melhor modelo de negócio?

 

Solidarium

 
Tiago caminha entre barracas de artesanato na praça central de Curitiba. Cumprimenta artesãos, olha seus trabalhos, pergunta quanto custam. Eles não sabem, mas Tiago está ali a trabalho também. Com eles, os artesãos, e por eles. Dois milhões de artesãos brasileiros vivem abaixo da linha de pobreza. Produzindo por amor ou por necessidade, invariavelmente se deparam com o desafio de vender. Para Tiago, este dado foi como um chamado. Achou, por alguma razão, que isto era problema dele. Formou uma rede de artesãos e abriu uma loja em shopping para vender seus produtos. Quase faliu. Fechou contrato com Walmart, colocou produtos de artesanato no supermercado. Os produtos ficaram caros, a margem para os artesãos baixa. Quase deu certo, mas não era por aí. Agora, à frente da Solidarium online, tenta uma vez mais acertar o caminho para fazer com que a arte brasileira alce voos impensáveis e, de quebra, milhões de pessoas possam ter uma vida mais digna. Conheça!

 

We Do Logos

 
Que empresa não precisa de uma logomarca, de um folder, de um site? Essa é praticamente uma necessidade básica do negócio, certo? Ainda assim, há até pouco tempo era muito difícil encontrar um serviço de qualidade que coubesse no bolso da maioria dos micro e pequenos empreendedores brasileiros .Gustavo tinha uma agência de comunicação convencional, mas não conseguia atender seus amigos. Eles falavam que ele era caro; ele tinha as contas para pagar, nada podia fazer. Não se continuasse pensando da mesma forma que todas as milhares de agências espalhadas pelo mundo. Preocupado, voltou a estudar, e o mundo do crowdsourcing apareceu diante dos seus olhos. Quantos profissionais de comunicação se formam por ano? Quantos conseguem trabalho? Voltou para a sua agência e, dali mesmo, começou a construir o We do Logos, hoje a maior rede de designers freelancers do Brasil. 

 

Como você deve ter percebido todas essas pessoas construiram seus sonhos pensando não só no bem pessoal, mas também no coletivo. Criar soluções inovadoras e novos negócios, para eles, é uma ferramenta que ajuda a realizar suas ambições e objetivos de vida. Para eles, empreender não é apenas um caminho natural. É o único caminho!

VAI QUE DÁ é um convite para mergulhar num novo Brasil e sair com esperança de que, com empreendedores como estes, estamos dia após dia construindo um país melhor. Parabéns, mais uma vez, a ENDEAVOR BRASIL por apoiar e disseminar iniciativas assim! 

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