24 jun 2015

FRANQUIA OU NEGÓCIO PRÓPRIO?

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Entenda as principais diferenças entre uma franquia ou marca própria e escolha aquela que mais se encaixa no seu perfil.

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Muitas pessoas querem ser donas do próprio negócio. Não ter que encarar um chefe chato, colegas que querem lhe derrubar ou mesmo ter que enfrentar o transporte abarrotado na hora de ir para o trabalho e voltar para o lar são algumas questões que fazem as pessoas pensarem em trabalhar por conta própria e serem seus próprios chefes.

Mas, afinal quais são os principais caminhos para realizar esse sonho? Se você é um empreendedor e tem ideias criativas pense em uma startup isso lhe trará bons frutos. Tecnologia está em alta. Criação de aplicativos, jogos, prestação de serviços, são inúmeros modelos e ideias para se inspirar e criar.

Agora se você quer algo que já tenha nome no mercado, uma franquia seria perfeita, pois você teria uma relativa certeza de que o modelo, algumas vezes bem conhecido, terá lucro. Você pode optar por franquias de marketing digital, alimentícia, estética, vestuário, saúde… São são vários modelos para escolher, de acordo com suas preferências e condições.

As diferenças entre as duas são grandes. Começando pelo investimento que será desprendido. Cada uma tem sua peculiaridade, vamos conhecer?

Negócio próprio

Quando o negócio é próprio você tem a possibilidade de continuar sendo assalariado e no seu tempo livre ir acertando a ideia, fazendo com que a sua empresa ganhe corpo até que seu negócio saia do papel e se torne conhecido. Para isso, além de investir tempo e dinheiro é necessário um pouco de publicidade.

Não basta só sua família conhecer seu produto, é necessário que o mundo também o conheça. Por isso quando pensar em criar algo, não pense só em ganhar dinheiro. Claro que isso é importante, pois você precisa viver.

Contudo pense em algo que leve alguma utilidade para as pessoas, que faça por elas aquilo que elas próprias não conseguem produzir ou fazer. Melhor ainda, se ninguém mais além de você puder lhes entregar esse valor. Você pode pegar como exemplo alguns empreendedores que tiveram uma ideia interessante. Veja o caso do Encontre um Nerd e do Legenda Sonora que na Campus Party de 2015 tiveram a oportunidade de contar a sua história pelo canal da Pequenas Empresas, Grandes Negócios.

O Encontre um Nerd é uma empresa de prestação de serviços que você contrata um especialista em computador para fazer desde o mais básico até o serviço mais complicado, seja na detecção e eliminação de vírus, seja para fazer o programa funcionar no seu micro.

Já o Legenda Sonora ele cria uma descrição para o que está acontecendo no vídeo. Imagine um deficiente visual que não pode perceber o que está acontecendo no vídeo, essa empresa descreve cada ação como por exemplo, imagine um filme mudo onde o Chaplin está na linha de produção e começa a acontecer várias coisas. Você está lá, vendo… percebendo cada nuance.

Quem não tem essa possibilidade pode escutar o que está acontecendo e imaginar. Essas são duas empresas que pensando no bem maior estão lucrando e ajudando os outros.

Franquias

Já com as franquias, o processo é um pouco diferente. Aqui você precisa decidir o que vai querer trabalhar. Seja no ramo alimentício, seja no ramo dos pets ou seja lá qual for sua opção, cada franquia tem um esquema. Por isso é necessário pesquisar, decidir e colocar a mão na massa, pois mesmo sendo uma marca consolidada no mercado, nada garante que você terá sucesso se não trabalhar duro para que isso aconteça.

Franquia não é sinônimo de sucesso e sim de trabalho tanto para você quando para o franqueador, pois a marca é dele e você precisa fazer com que ela seja ainda bem vista pelo consumidor.

Escolher não é fácil, porém ao se pesquisar você precisa ir até outros franqueados e perguntar sobre o negócio, esgote todas suas dúvidas, algumas franquias possuem consultores para lhe auxiliar quando necessário. 

Só não desista de empreender se você acredita realmente que esse é o seu caminho! 

10 jun 2015

TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE FOOD TRUCKS

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Um modelo inovador de venda de alimentos está se fortalecendo: o Food Truck. Você sabe como aproveitar?

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Vendedor de comida de rua é uma das profissões mais populares em países em desenvolvimento, segundo a descrição da autora Bianca Chaer no livro “Comida de Rua, o melhor da baixa gastronomia paulistana.

A atividade é fonte de renda de muitas famílias e os trabalhadores deste ramo já representam cerca de 2% da população.

Embora seja atividade antiga, os modelos de venda de comida de rua começaram a inovar a partir da primeira década do século 21, com a modalidade de comércio em Food Truck.

Modalidade de negócio já bastante difundida no exterior, o food truck vem ganhando espaço no Brasil. A febre começou em São Paulo, chegou ao Rio de Janeiro e agora se espalha por outras cidades do país. Para orientar os empreendedores que já investem ou querem apostar nesse segmento, o Sebrae lançou um estudo dedicado ao tema que pode ser baixado no site da instituição. A publicação aborda a história dos food trucks, o modelo de negócio, a regulamentação do segmento e a relação entre ambulantes e restaurantes.

A publicação também chama a atenção para a necessidade de planejar a sustentabilidade do negócio e apresenta algumas soluções para apoiar os empreendedores, como as oficinas, cursos e palestras. O material foi lançado no evento Brasil Mais Simples 2015 em Brasília, que contemplou um painel para discutir os desafios da regulamentação e do funcionamento de empresas sem estabelecimento, como é o caso dos food trucks. 

O Brasil Mais Simples 2015 é promovido pelo Sebrae em parceria com a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, e contou com a participação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Corpo de Bombeiros, Organização dos Empresários de Food Truck e Secretaria de Desenvolvimento de Belo Horizonte (MG).

Até o momento, apenas os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba têm legislação específica sobre esse assunto. As cidades de Brasília, Porto Alegre e Belo Horizonte já trabalham na aprovação de normas, mas ainda não regulamentaram esse tipo de comércio.

Como a onda está pegando em todo o país, vale a pena ficar atento caso você deseje investir nesse modelo de negócio. O investimento pode variar entre 50 a 70 mil reais ou a montantes mais altos, ao redor de 200 mil reais, dependendo da tecnologia utilizada, adequações de suspensão e freios para tolerar o peso da cozinha e os equipamentos instalados. 

27 mar 2015

STARTUP CULTURE

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O portal Startup Culture irá mapear os ecossistemas de startups no Brasil

 

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Na próxima terça-feira (31), será lançado um portal voltado para empreendedores, com um evento gratuito e aberto ao público com interesse em empreendedorismo, startups e tecnologia.

O Startup Culture vai mapear o ecossistema de todo o Brasil e reunir notícias, vagas de emprego, conteúdos sobre empreendedorismo e muito mais, em parceria com a Eventbrite Brasiltrampos.co e o Coworking Plug N'Work.

Como irá funcionar

O portal terá um mapa de todos os players do ecossistema de startups que estão espalhados pelo Brasil (veja o infográfico no final desse nosso papo). Serão formados núcleos com o objetivo de fomentar cada região do país que tiver alguma iniciativa empreendedora. Os integrantes desses núcleos serão os responsáveis por alimentar todas as informações relevantes para as startups e empreendedores para que todos do núcleo se beneficiem e a região se desenvolva como um polo inovador.

A concentração das vagas em startups em um único local, mostradas em uma grande lista e dentro dos núcleos, serão publicadas por meio do portal trampos.co, com a intenção de facilitar e agilizar o recrutamento.

Além disso, o Startup Culture será também um hub dos eventos de tecnologia e empreendedorismo que farão parte desse ecossistema. Os usuários da rede poderão publicar e criar seus eventos, em parceria com a plataforma online para gerenciamento de eventos Eventbrite Brasil, representada no país pela startup argentina Eventioz.

Com a união dessas duas plataformas, os empreendedores terão em mãos o mapa do seu público de interesse e uma forma simples, eficaz e de confiança para realizar seus eventos, aumentando as chances de melhorar o networking e aproximação dos players.

Segundo o gerente de marketing da Eventbrite Brasil, Hugo Bernardo, as startups cadastradas no ecossistema terão infinitas possibilidades e oportunidades com as duas plataformas unidas. "A Eventbrite oferece uma solução simples e gratuita para os empreendedores brasileiros organizarem meetups ou eventos corporativos que ajudam no seu crescimento. Além disso, nossa parceria com o Startup Culture oferece aos associados vantagens especiais na organização de eventos maiores e mais complexos."

Para o idealizador do Startup Culture, Fabio El Beck, com esse portal, os empreendedores terão diversos benefícios. "O portal irá concentrar eventos, vagas de emprego, conteúdo e tudo o que o empreendedor precisa, sendo assim um grande facilitador para se desenvolver polos inovadores em qualquer lugar do Brasil."

Se você se interessou e quer estar presente, faça sua inscrição aqui.

Local: Plug N'Work – Avenida Nova Independência, 1061 – Itaim Bibi

Horário: 19h

Entrada: Gratuita

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02 mai 2014

LOGÍSTICA: SIMPLIFIQUE E TENHA MELHORES RESULTADOS

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Nem sempre aumentar a complexidade logística é a solução para vender mais – descubra por que.

 

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Outro dia fui requisitado por um empreendedor, que trouxe a seguinte questão: Qual estrutura interna (pessoas e sistemas) eu preciso ter para administrar o crescimento da minha malha logística?

O crescimento de vendas projetado para o futuro o levava a antever a necessidade de um aumento no número de fábricas e centros de distribuição (CDs) para bem servir, economicamente, os seus pontos de venda (PDVs). A consequência desta premissa seria a criação de uma operação muito mais complexa do que a atual.

Achei que valia a pena questionar o pressuposto que o levava a crer que seria necessário aumentar muito a complexidade do negócio para dar sustentação ao crescimento de vendas projetado. Foi o que fizemos.

Para maximizar os resultados, precisamos maximizar a receita e minimizar os custos totais. Os custos logísticos podem ser classificados em:

  1. Produtos, armazenagem e transporte;
  2. Capital;
  3. Coordenação do processo, desde a fabricação até a disponibilização no ponto de venda;
  4. Variações entre o previsto e o real, gerados pela complexidade e sua gestão.

Importante que, apesar de serem linhas de custos diferentes, no final do dia o desafio é minimizar a soma deles.

Muitas vezes, na tentativa de minimizar os dois primeiros itens de custo acima, podemos criar operações tão complexas, em que os custos de coordenação do processo (normalmente fixos) e especialmente os custos das variações entre o previsto e o real, podem colocar o negócio em risco. Quem não ouviu falar de empresas que ficaram meses sem poder faturar plenamente por conta da implantação mal sucedida de um sistema, que tinha como objetivo permitir melhor gestão sobre a complexidade gerada por mais fábricas e CDs? A pergunta que fica é: onde estava previsto o custo desta perda de resultados na implantação?

Os americanos usam o acrônimo KISS!, cujas letras significam:
Keep It Simple, Stupid!
Mais ou menos o seguinte: mantenha as coisas simples, estúpido!

Nenhum de nós é estúpido, mas vale o alerta: não façamos a estupidez de complicar aquilo que pode ser simples. E, quando for absolutamente necessário complicar, vamos fazer as projeções e as contas direitinho, levando em conta que a vida poderá ser muito diferente daquilo que planejamos. E pode custar caro.

A recomendação para o empreendedor?  Que reduzisse para apenas um o número de fábricas e CDs, e que focasse naquilo que produzia os resultados: o ponto de venda. Na teoria, poderia até ficar mais caro. Mas, na prática, como sabemos, a teoria é outra…


Paulo Lalli atua como coach executivo.
Foi VP de operações e logística na 
Natura 
e diretor da unidade de negócios da 
Havaianas.

11 abr 2014

FAÇA VOCÊ MESMO

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Cinco razões para acreditar que o movimento “faça você mesmo” é o refinamento e evolução da gambiarra.

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"Quem nunca?" Quase sempre que escuto alguém fazer essa pergunta eu a completo mentalmente com uma das minhas experiências de adolescência: quem nunca fez uma gambiarra? Não me refiro à gambiarra elétrica especificamente, mas aos meus arroubos de MacGyver, quando por necessidade ou por puro tédio me lançava em uma façanha criativa para salvar o planeta do caos. Quem nunca usou um livro para apoiar a cama, consertou chinelo com tachinha ou fez um churrasco na churrasqueira de latão de óleo?

Mas o que tudo isso tem a ver com a volta do “faça você mesmo”? Estamos vivendo um dos momentos mais significativos da economia criativa e o mercado tem percebido de forma cada vez mais clara as possibilidades advindas da cultura do “faça você mesmo”. Vejamos então cinco razões para acreditarmos que a gambiarra está em voga, de cara nova e que tem valor de mercado:

  1. O consumidor assumiu de vez o seu lado de prosumer, uma combinação das palavras, em inglês, producer e consumer, o que significa que o cliente declara-se totalmente à vontade para ter uma participação ativa na produção daquilo que consome. De kits para fazer refrigerante em casa até a montagem do próprio celular, o mercado oferece todos os insumos para os nossos momentos Gepetto. E cobra bem caro por isso!
  2. As impressoras 3D estão mais baratas e dessa forma vem impulsionando os setores de design, moda, modelagem e educação. De certa maneira, já podemos dizer que descobrimos um jeito para imprimir nossos pensamentos e desejos. Em uma jogada de marketing campeã, uma famosa marca de chocolates e doces oferecerá aos seus consumidores a possibilidade de imprimir a sua própria barra de chocolate e doces. Já imaginaram? Eu já!
  3. Hackear nunca esteve em situação tão favorável. Diferentemente dos crackers, que tem motivações nada generosas, os hackers são arquétipos da engenhosidade. Eventos conhecidos como Hackathons reúnem profissionais que se propõe a solucionar enigmas e bugs, em um ritmo parecido ao de uma maratona. A promoção de tais encontros tornou-se corriqueira na rotina de muitas empresas, que contam com o talento de seus usuários para refinar seus produtos de uma forma ágil e barata.
  4. A popularização dos dispositivos móveis e o aumento do índice de penetração da banda larga nos tornam testemunhas do crescimento exponencial da produção de conteúdo midiático. Somos todos criadores, consumidores e reprodutores de conteúdo. Recentemente a Vimeo lançou um fundo especial, bem apreciável, para incentivar a produção de conteúdo independente por jovens artistas. De verdade, só espero que o vencedor não seja um viral de gatinhos cantores.
  5. O mercado de trabalho clama por histórias de protagonismo. O pensamento do ‘cresça e apareça’ desbotou, e agora a prática é: apareça e cresça. Quanto mais proativo você for, maior a chance de sucesso.

Assim como a gambiarra, o novo comportamento de botar a mão na massa pode ser apenas temporário. No entanto, é sem dúvida uma cultura que tem a cara da inovação e que promete mexer com os nossos hábitos de consumo e produção.

E aí, o que você vai criar hoje?

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Giselle Santos é formada em Marketing, pós-graduanda em Gestão Estratégica de Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual. Atua como Coordenadora Acadêmica na Cultura Inglesa RJ/DF/GO/RS e é membro do Painel de Especialistas em Inovação do Horizon Report K12 2014.

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