05 jul 2011

UMA BOA CHANCE PARA AGRICULTURA FAMILIAR

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Associações e cooperativas da agricultura familiar de todo País já podem procurar uma Superintendência Regional da Companhia Nacional de Abastecimento (Sureg/Conab) de seu estado para entregar proposta de participação no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) colocou à disposição das organizações da agricultura familiar, em 2011, mais de R$ 34 milhões. A liberação do recurso foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última terça-feira (28).
Este recurso permite que várias organizações adquiram a produção dos agricultores familiares, o que certamente contribui para a ampliação de mercado e aumento da renda. O objetivo é que as cooperativas e associações formem seus próprios estoques para comercialização em condições mais favoráveis, seja pelo beneficiamento e agregação de valor ao produto, ou por sua oferta em momentos mais oportunos, em que o preço de mercado esteja mais atrativo para a cooperativa/associação.
O acesso ao recurso se dará por meio da modalidade de Apoio à Formação de Estoques pela Agricultura Familiar (CPR/Estoque), executada pelo MDA, em parceria com a Conab. Em 2010, o MDA disponibilizou cerca de R$ 57 milhões e foram beneficiados cerca de 11 mil agricultores familiares. Nada mal, certo?!?
A meta agora é atender mais de dez mil agricultores familiares. Esta modalidade permite que cada cooperativa e associação da agricultura familiar acesse, anualmente, recursos até o limite de R$ 1,5 milhão. O limite por agricultor familiar associado é de até R$ 8 mil por ano.
As cooperativas e associações que se interessarem, devem encaminhar a proposta de participação para a Sureg no estado em que estão sediadas. Veja aqui o e-mail e telefone da Superintendência Regional do seu Estado.
 

Alimentação Escolar

 
O Apoio à Formação de Estoques dialoga diretamente com a lei nº 11.947/09, que regulamenta o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). As cooperativas e associações, ao formarem seus estoques, conseguem atender com segurança e regularidade a entrega dos produtos diretamente às escolas das redes públicas de ensino municipal e estadual.
Ao acessar o recurso, as organizações podem estocar e beneficiar os produtos para vendê-los para o Pnae. À medida que o produto é entregue às escolas ocorre a garantia do pagamento permitindo que a cooperativa e associação realize, após 12 meses, a quitação do recurso financiado junto ao MDA. O agricultor familiar pode acessar os dois programas, pois são direcionados para mercados distintos.
Na sexta-feira (1º), o PAA completou oito anos de existência. Uma das principais ações de apoio à produção e de melhoria da segurança alimentar, o programa já movimentou mais de R$ 3,5 bilhões na aquisição de 3,1 milhões de toneladas de alimentos de cerca de 160 mil agricultores por ano. Os produtos abastecem anualmente 25 mil entidades. Para 2011, o orçamento do programa é de R$ 640 milhões.
Criado em 2003, o programa tem como objetivo garantir o acesso a alimentos em quantidade e regularidade necessárias às populações em situação de insegurança alimentar e nutricional. Visa também contribuir para formação de estoques estratégicos e permitir aos agricultores familiares que armazenem seus produtos para que sejam comercializados a preços mais justos, além de promover a inclusão social no campo. É executado pelo MDA e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
 

Mogi das Cruzes

 
Em 2010, a merenda escolar de Mogi das Cruzes foi considerada pela ONG Ação Fome Zero como a melhor do Estado de São Paulo. A cerimônia de premiação foi realizada em Brasília sob o comando do, então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos pontos principais que resultaram na premiação da cidade foi a inclusão de produtos agrícolas cultivados na cidade na alimentação das crianças. Produtos como caqui, cogumelos, alface e outras hortaliças foram inseridos no cardápio, proporcionando um ganho significativo na qualidade da alimentação oferecida aos alunos, além de criar um novo canal de escoamento da produção agrícola local, melhorando a geração de renda no campo. Por dia, são preparadas 90 mil refeições nas escolas e creches municipais e conveniadas, sem contar lanches e cafés da manhã e da tarde. Esse é um exemplo!

 

Fonte: SECOM
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19 abr 2011

VANTAGENS DO BRASIL

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Em vários encontros com empresários de pequenas empresas, ouço que o Brasil é "a bola da vez" na economia mundial. Copa do Mundo, Olimpíadas, BRIC, sistema financeiro mais estável… Sim, chegou a nossa hora.

 

O Congresso Abvcap 2011, realizado em São Paulo pela Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital reafirmou esse momento extremamente favorável no mercado global e ótimas oportunidades de investimento para fundos estrangeiros. É chegado o momento do "País do Futuro" receber investimentos de longo prazo que garantam nossa sustentabilidade economica a longo prazo.

“Com inflação estável há muitos anos, boa reserva de exportação e dívida externa sob controle, os fundos de investimento encontram aqui uma ótima oportunidade para aportes de longo prazo”, afirmou Sidney Chameh, presidente da Abvcap.

Não apenas os grandes centros das capitais brasileiras tem sido o foco dos executivos, mas também, temos observado que as cidades do interior tem despertado a atenção de profissionais que querem mostrar o seu trabalho em operações das empresas que estão em crescimento e conseqüentemente podem construir uma carreira com foco na gestão dos processos corporativos. Evidentemente o salário nestes centros é menor, por outro lado, o custo de vida é menor que os grandes centros econômicos, todavia a qualidade de vida é superior

Entre os setores mais cobiçados estão o de infraestrutura, que deve crescer muito com as obras necessárias para os eventos esportivos (Copa de 2014 e Olimpíada de 2016); o de energia e combustíveis, cuja exploração do pré-sal deve alçar o país da 17º para a 8ª colocação entre os grandes produtores de petróleo; e o de construção civil, no qual o déficit brasileiro é de aproximadamente 8 milhões de moradias.

Todas estas oportunidades estão bem claras para quem detém o dinheiro. Uma pesquisa realizada pela Deloitte, com diversos fundos de investimentos, apurou que 100% dos entrevistados acreditam que os investimentos externos no Brasil serão mantidos ou crescerão nos próximos anos. Nenhum deles acredita em queda.

Mas será que esse maior interesse pelo Brasil deve tornar o país um investimento mais caro? Fernando Borges, diretor do fundo Carlyle South America, acredita que o mercado brasileiro está mais caro em relação aos preços de 5 anos atrás, no entanto, ainda está mais barato que investir na China e na Índia.

O crescimento do PIB brasileiro também conta a favor dos investidores. Antes de o Brasil começar a trajetória de crescimento, a única forma de os fundos ganharem dinheiro era comprar empresas por um preço muito barato e vendê-la por um valor mais alto. “Hoje esse tipo de barganha não existe mais, em compensação, com o crescimento local fica mais fácil aumentar o faturamento e o Ebtida de uma empresa adquirida para ganhar um retorno”, afirma Borges, do Carlyle.

A concorrência entre fundos também é pequena em relação a outros países. Enquanto nos Estados Unidos os fundos realizam verdadeiros leilões para investir numa empresa, o cenário brasileiro é muito diferente. “Está muito longe disso. Cada private equity encontra seu nicho e não concorre com os demais. Na China ou na Índia isso não existe mais”, diz Patrice Etlin, sócio da Advent International.

Se o Brasil oferece uma boa oportunidade e os fundos estão interessados em colocar dinheiro aqui, o que falta para que essas cifras cresçam? “Temos que dar tempo ao tempo. É um processo natural e que não tem volta. Estamos no caminho certo”, afirma Ricardo de Carvalho, consultor da Deloitte.

(Por Silvia Balieiro – Epoca Negócios)

 

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