30 jul 2015

COISA DE GENTE GRANDE

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Que os desenhos marcam nossa infância não é novidade, até porque você já foi criança e deve ter boas lembranças dos seus prediletos. Mas o que podemos aprender com eles também como adultos?

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Sempre gostei de desenhos animados, assisto mesmo depois de adulta e não posso culpar meus filhos por essa minha preferência. Na verdade, com lições de vida cada vez mais complexas, muitas dessas super produções têm nos dado boas reflexões e um universo de coisas a filosofar.

Desde a infância, os desenhos nutrem nossa curiosidade pelo sentido das coisas. Quem não bombardeou seus pais com perguntas do tipo “por que o céu é azul?”, “para que servem os mosquitos?”, “onde as estrelas se escondem?”. No entanto, com o tempo, esse olhar sobre o mundo, se volta mais para dentro de nós e queremos entender a razão pela qual estamos aqui e, sobretudo, de que forma podemos nos tornar realizados. Só que como diria, Flash, um dos super heróis mais poderosos dos desenhos animados:

“a vida não nos dá um propósito, nós damos um propósito para a vida”.

 

Em outras palavras, buscamos significados! Basta refletirmos sobre os rituais de passagem, sobre os pontos de nossa trajetória em que ganhamos experiência e aprendizado para novos ciclos, novas buscas. Cada um deles tem um significado e revelam encontros com novas competências, habilidades ou atitudes previamente desconhecidas.

Grande parte das pessoas que procuram meus serviços de coaching quer descobrir esse significado, esse propósito capaz de torná-las mais felizes em suas carreiras ou em suas empresas. Pois, hoje, eu vou lhes dizer algo que pode, em um primeiro momento, soar um tanto chocante, vindo de mim: “Não esperem um propósito para viver!”

A busca interminável por um propósito que caia em suas mãos, escrito em letras douradas e trabalhadas num papiro precioso não pode ser motivo para a procrastinação. Mova-se. Conecte-se às pessoas. Tenha novas experiências. Inspire-se. É exatamente a sua inspiração que irá ajudá-lo a encontrar o significado que tanto procura.

Faça uma lista das coisas que você faz para se divertir ou que você realmente gosta, aquelas que você faria simplesmente pelo prazer que lhe trazem. Depois disso, identifique quem são as pessoas que você admira e por que. Escreva quantos nomes você puder pensar. Quando estiver pronto, olhe a lista e perceba que o que você aprecia nos outros, também está em você. Somos atraídos por qualidades que também possuímos, porque de alguma forma elas falam conosco. Apenas nas leis da física os opostos se atraem. Pense nisso e então, adote estas características que você admira nos outros como forma de você se mostrar para o mundo.

Se ficar se perguntado qual é o seu propósito não tem ajudado muito a encontrar o seu caminho, é hora de fazer algo diferente. Como já dizia Einstein, é loucura continuar fazendo a mesma coisa e esperar resultados diferentes. Mantenha-se consciente sobre a forma como você age em cada momento e saiba que, muitas vezes, é caminhando que se encontra o caminho.

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10 jul 2015

HOMEM FORMIGA

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Calma! Isso não é mais uma crítica ao Universo Marvel nos cinemas, mas um texto sobre o que não deveríamos copiar das pequeninas formigas! 

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Os seres humanos compartilham de uma insanidade coletiva presente em todas as culturas ao redor do planeta: uma obsessão irracional e contraprodutiva sobre o que os outros pensam de nós – um anseio social por aprovação e admiração associado a um medo paralisante de ser desaprovado. Por mais que saibamos que não podemos agradar a todos, nos sentimos mal com a rejeição – seja na paquera, no trabalho, na relação pessoal ou familiar. O que está por trás desse sentimento? Você já avaliou o que sente e como reage nesses momentos?

Precisamos retroceder alguns mil anos, em um tempo onde nossos ancestrais viviam em pequenas tribos, para entendermos essa necessidade social.

Uma tribo significava comida e proteção numa época em que nenhuma dessas coisas era fácil de conseguir. Assim¸ quase nada no mundo era tão importante quanto ser aceito, especialmente por aqueles em posição de autoridade. Adequar-se àqueles que estavam ao seu lado e agradar àqueles que estavam acima dele significava a permanência na tribo.

De lá pra cá, a civilização mudou dramaticamente, mas nossa biologia evolucionária parece não ter seguido o mesmo ritmo. É incrível a quantidade de humanos modernos que encontro por aí repletos de características infelizes num estilo tribal de sobrevivência social que parece não fazer o menor sentido. Há uma frase alcunhada a Will Smith que talvez resuma bem o que quero dizer: 

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Quando não são aceitas, algumas pessoas sentem-se imaturas e inseguras para seguir seus planos; outras abrem mão da tentativa de influenciar o outro e provocar qualquer mudança, e ainda existem aqueles que usam sua energia para conquistar a aceitação sem medir esforços e extrapolando seus próprios limites. O furacão de medo que sentimos com a reprovação social é o que faz você se sentir esquisito a respeito da ideia de ir ao cinema ou a um restaurante sozinho; é o que faz você desistir da carreira que ama em favor de uma carreira mais lucrativa e de que você apenas gosta (ou até mesmo, detesta!); é o que faz você se casar precocemente com alguém que você não está amando.

Com tantos pensamentos e energia dedicados às necessidades de aceitação, negligenciamos o que deveria estar no centro de tudo – nossa voz e desejos mais autênticos. Quem não aceita que uma pessoa possa não gostar dela demonstra uma necessidade de controlar quase tudo, inclusive a opinião dos outros, perde a espontaneidade e pode viver à sombra de ações apenas copiadas dos outros. Se a ideia era agradar, nem isso acontece.

Para contornar essa situação, o mais adequado é analisar as relações em que você se envolve, entender de que forma pode fazer o seu melhor e caso faça algo que desagrade a outra pessoa, avaliar se poderia agir diferente. Tenha em mente que você deve fazer a sua parte e somente isso. O outro tem a responsabilidade de igual obrigação de fazer a parte dele. Faça a sua. De resto, não há nada a se fazer. Pense sobre igualdade de reciprocidade. Não dê migalhas, mas também não as aceite de ninguém. Só as formigas vivem assim!

02 jul 2015

RENOVE SUAS BATERIAS

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Sabe aquele momento em que você sente a motivação ir embora? Qual é sua reação? 

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Quando você sente que algo não está exatamente do jeito que você planejou ou quando sente toda sua energia indo embora, você é do tipo que muda o foco para outro projeto, ou tenta se manter ligado ao anterior? Não importa a causa da desmotivação, os efeitos colaterais são tangíveis: menor produtividade, humor deprimido e frustração geral são apenas alguns exemplos.

Acredite ou não, você não é a primeira pessoa que tem lutado com problemas de motivação. E felizmente para você, muitos têm escrito sobre isso. Eu mesma me inclino sobre conselhos de várias pessoas para me inspirar nesses momentos e quase todos falam sobre manter o pensamento positivo e recuperar o foco. Pode parecer senso comum e até soar um pouco brega, mas a mensagem subjacente é grande: não importa o quanto se ganha ou o quanto se perde, você sempre pode voltar e alcançar seu objetivo.

Quando tudo parece falhar e uma muralha parece se erguer pelo caminho, é hora de desligar o computador, esquecer o celular e fazer uma pausa criativa. Às vezes, sua mente precisa descansar e relaxar para que você possa voltar com a sensação renovada e enfrentar suas tarefas.

Não se trata apenas de estar empolgado, mas de saber como manter-se motivado até o final de cada dia e de gostar das situações que vive. Você já deve ter ouvido a frase: “Mais importante do que fazer aquilo que se gosta é gostar daquilo que se faz”. Nós passamos a maior parte do tempo trabalhando, e é muito justo que tenhamos prazer naquilo que estamos fazendo, certo?

Acontece que boa parte das pessoas precisa trabalhar para pagar as contas e ter uma vida que funcione, e acaba caindo na armadilha de que precisa fazer qualquer coisa para isso. Se você está vivendo esse dilema, recomendo que procure urgentemente alguma coisa que você goste de fazer, mesmo que seja em sua atual ocupação, e coloque todo seu foco nisso. Martin Luther King Jr. dizia que se você é um varredor de ruas, deve querer ser o melhor varredor de ruas do mundo.

Esse entendimento ajuda a manter nossa energia elevada e amplia o significado daquilo que fazemos bem como nossa autonomia e autoconfiança, fatores essenciais à motivação. Mas isso não significa que você sempre poderá fazer o que quiser, mas sim que pode escolher como fazer as coisas. Afinal, sempre poderemos usar nossa liberdade para criar as coisas de maneira diferente. Fugir do convencional e dos padrões ajuda a nos tornarmos mais criativos e felizes.

Por fim, não se esqueça de sua saúde física: já tentou fazer alguma coisa com excelência e entusiasmo depois de uma noite de insônia? É terrível. Você não consegue fazer nada, e por mais que você goste daquilo que faz, não tem jeito; vai ficar devendo, e pior, achando que não gosta mais do que está fazendo. Durma bem, coma alimentos leves e verá sua energia aumentar, e com ela sua motivação.

19 jun 2015

LICENÇA PARA MATAR

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Nossos problemas não são credencias para atirar crueldades por aí… Você se sente mal e por isso, acredita que pode fazer o mal também? 

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Não. Você não tem licença pra machucar. Não importa se o seu dia foi difícil, se riscaram seu carro, se você discutiu com alguém, se a comida no restaurante estava péssima. Não importa também se você levou uma fechada no trânsito e muito menos se (apenas) pegou muito trânsito (Afinal, se você mora no Rio ou em São Paulo, isso não é privilégio de ninguém!). Não interessa ainda se suas contas entraram no vermelho, se você está gripado, se seus planos deverão ser refeitos. Seus traumas de vida não justificam ataques gratuitos às pessoas. Menos ainda àquelas que te querem bem.

Todos nós temos momentos complicados e enfrentamos oscilações de humor, mas rompantes de grosseria e mudanças drásticas de atitudes só pioram as coisas e impedem os outros de saberem como agir, como agradar, como chegar perto, como compreender nossos sentimentos. Não há dúvidas de que é emocionalmente desgastante lidar com quem sempre acha um jeito de se sentir ofendido, que não dá a mínima para o quanto ofende ou que não percebe que muitas das reações das quais é alvo estão diretamente ligadas às suas próprias ações.

O mais triste é que, quase sempre, a fantasia de se achar no direito de humilhar é voltada justamente contra as pessoas que mais querem seu bem e felicidade. São familiares, amigos, parceiros dispostos a suportar situações desagradáveis porque, por amor e carinho, focam no que a pessoa tem de melhor. Sim! As pessoas podem te amar com todos seus defeitos e qualidades e não adianta, de repente, de novo, mais uma vez, tornar-se a surpresa obscura de seus dias com palavras agressivas para depois pedir desculpas. Uma hora colocar panos quentes na ferida aberta deixa de funcionar. Essa história de bate e assopra, um dia, pode cansar!

Certa vez, li uma crônica jornalista Martha Medeiros que resume bem o que estou lhes dizendo. Ela dizia: “Não canse quem te quer bem. Se não consegue resistir a dar uma chateada, seja mala com pessoas que não te conhecem. Só esses poderão se afastar, cortar o assunto, te dar um chega pra lá. Quem te quer bem vai te ouvir até o fim e ainda vai fazer de conta que está se divertindo. Coitado. Prive-o desse infortúnio. Ele não tem culpa de gostar de você!”

Por isso, trate bem a quem te quer bem, antes que seja tarde. Tratar bem de verdade, é bom lembrar, nada tem a ver com coisas materiais. Mas com gestos, tantas vezes simples. É um carinho na mão durante o café da manhã preparado com o que o outro mais gosta. Uma mensagem de boa sorte no primeiro dia no emprego novo. É um bilhete na mesa do colega de trabalho. É respeitar. É não constranger. É conversar pra compreender. É, principalmente, dar valor e preservar. É olhar com honestidade para suas próprias limitações e não permitir que elas levem pra longe de você pessoas e relações que são preciosidades. Não fuja de si mesmo e deixe claro, enquanto pode, quem é mesmo importante na sua vida fazendo cada minuto valer à pena. Afinal, não sabemos por quanto tempo eles ainda estarão por lá!​

04 abr 2015

MINHA PÁSCOA, MINHA VIDA

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Como dizia Heráclito: ” nada é permanente, salvo a mudança” – o que a Páscoa tão bem celebra.

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Sinceramente, não lembro onde li isso pela primeira vez, mas dizem que um sábio disse (e eu menos sábia, concordo!): “O mundo não é como você o vê. É apenas a sua mente que vê assim. Portanto, sua vida pode ser o inferno ou o paraíso, a liberdade ou a prisão. A compreensão disto fará toda a diferença”.

São nossas crenças e valores que dão as versões daquilo que nos acontece. Tudo é perspectiva. Repare em quantas situações você já passou que aos olhos de quem estava por perto eram mais ou menos graves. Uma situação financeira preocupante pode, por exemplo, ser vista como uma mera contingência, pois um novo emprego está a caminho. Uma separação dolorida pode ser vista como a liberdade esperada. Uma queda no faturamento pode ser vista como culpa do governo.

O segredo para entender e contornar seja qual for a crise está em enxergar a situação e tomar as devidas providências.

Muita gente prefere não encarar a realidade e se ancorar em desculpas que aliviarão a pressão no presente, mas que criarão dificuldades ainda maiores no futuro. Saia da defensiva, encare a realidade, mude.

Que tal aproveitar o final de semana da Páscoa para refletir sobre sua vida? O que precisa morrer em você para que possa nascer uma pessoa nova? O que dentro de você precisa morrer para que venha o renascimento?

Para os cristãos é a partir da morte que abrimos espaço para um novo encontro e que nos preparamos para a ressurreição. Aproveite a Páscoa para ter uma conversa bem séria consigo mesmo, assumindo um novo compromisso e tomando atitude para que renasça em você uma pessoa nova!

Não é por acaso que senti a necessidade de compartilhar isto tudo com vocês justamente no dia de hoje, uma data que celebra exatamente a simbologia da ressurreição, do morrer para renascer e, acima de tudo, do início de um novo ciclo tão celebrado no zodíaco – sobre o simbolismo astrológico da Páscoa existe um post bem legal no site Papo Cabeça.  Dos começos e recomeços. Das novas etapas. Das transformações. 

Somos nós que escolhemos quem somos, o que devemos fazer, como devemos reagir e qual é a nossa missão ou objetivo. Esta comunicação intrapessoal governa nossas vidas e afeta nosso bem-estar geral. Preste muita atenção em quais são as mensagens que você ecoa e que efeito elas têm em sua vida e então, abandone aquelas que não fazem mais sentido.

Quando você começar a contar para si mesmo uma história diferente, essas ideias influenciarão a maneira como você encara sua vida. Afinal, mudar não é algo que nos separa, que nos estilhaça ou que nos faz perder a noção das coisas. A mudança está ligada ao desenvolvimento, ao crescimento, à criação. Lembra-se do transmutar da lagarta em borboleta? É a vida em pleno desabrochar.

Você não pode limitar sua vida às situações confortáveis ou às pessoas que não elevem seus padrões. Não se apequene. Você é melhor do que imagina. Lembre-se que tudo é uma questão de perspectiva

Decida especificamente o que você precisa mudar, amplie sua motivação associando dor (ou sensações ruins) ao que não consegue mudar e imenso prazer a sua nova condição. Capacite-se, reforce a transformação e condicione-se ao novo. Suprimir um velho hábito, implementar um novo ou reforçar uma nova aprendizagem deve ser um processo consciente e deliberado em que você olhe ao seu redor e analise o quanto ainda vale a pena comprometer seu futuro carregando o que limita o seu crescimento no presente. 

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