05 jun 2017

CAMINHO PARA O TOPO

No Comments Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Carreira, Coaching, Competências, Comportamento, Gestão de Pessoas, Liderança, Mercado de Trabalho, Relações de Trabalho, Sucesso

Em um ambiente de tantas mudanças, pensar em quais serão as habilidades dos executivos do futuro parece um desafio. Mas, deixar de pensar pode deixá-lo ainda mais distante de uma carreira de sucesso. 

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Pode parecer um exercício inútil fazer planos de carreira em meio à incerteza da economia, quando tudo parece pouco sólido. Mas um profissional não deve descuidar de suas ambições futuras por causa do cenário atual.

Todo mundo deve fazer como as empresas, que usam sua visão de longo prazo como um caminho a ser seguido e fazem ajustes durante o percurso. Para quem projeta ascensão profissional, isso significa olhar quais serão as competências mais importantes para alcançar o topo e desenvolvê-las com o tempo.

Um estudo da CTPartners, empresa de recrutamento executivo, feito com companhias de 24 países, inclusive o Brasil, mostra quais serão as habilidades mais importantes dos líderes em 2020. Trata-se de um prazo bom, não muito distante e improvável, nem tão próximo a ponto de ser inviá­vel. VOCÊ  S/A ouviu sete executivos brasileiros que ocupam hoje os principais cargos de suas empresas, e são eles que contam o que fazer para chegar lá.

Uma coisa é certa: o desafio é grande e é preciso estar em constante aprimoramento. O que antes levava 20 anos para mudar agora leva dois. “Os executivos fazem parte desse cenário e precisam evoluir com ele”, diz Sergio Rial, presidente do conselho do Santander, de São Paulo.

O principal desafio do profissional brasileiro é se inserir mais nos negócios globais. “O executivo nacional precisa se esforçar para atingir esse padrão internacional”, diz Magui Castro, sócia da CTPartners, de São Paulo.

Se você quer seguir rumo ao topo, fique esperto e desenvolva as seguintes competências nos próximos anos: 

se quer ser presidente, seja um bom ouvinte:  O presidente do futuro é um excelente comunicador e ouvinte. Sua liderança será baseada em conhecimento, intuição e conselhos de colegas. O resultado será um líder que transmite propósito e humildade. 

TRÊS COISAS QUE VOCÊ VAI PRECISAR FAZER:

1. Ser um cidadão global, transitar entre diversas culturas e cenários econômicos e adaptar-se a eles, calculando riscos, abraçando mudanças e questionando os modelos de negócios atuais.

2. Agir como um embaixador da companhia, sendo acessível e visível aos funcionários e personificando os valores e as qualidades da empresa e de seus produtos para os clientes.

3. Saber atrair, engajar e inspirar profissionais jovens. 

O PRIMEIRO PASSO PARA CHEGAR LÁ: Aprender a ter paciência e humildade para escutar todos os lados, mesmo que discorde deles. 


se quer ser presidente do conselho, esteja pronto a influenciar as pessoas: Essa função será a reponsável por garantir a diversidade de ideias e a transparência nas contas da empresa. Não será mais um cargo para executivos aposentados, né? 

TRÊS COISAS QUE VOCÊ VAI PRECISAR FAZER:

1. Estar conectado. Ele precisará saber o que de mais novo tem sido feito no mundo e os efeitos para a indústria em que atua.

2. Respeitar e incentivar o debate de ideias diferentes.

3. Ser transparente, ético e não ter nada a esconder. 

O PRIMEIRO PASSO PARA CHEGAR LÁ: Ter uma conduta perfeita. O presidente do conselho reflete o que é a companhia.


se quer uma diretoria de marketing, desenvolva a vidência:  Sim! Seja um vidente de vendas. A função de um diretor de marketing não estará mais restrita a fazer um produto atraente e a pensar em oferta e procura. Ele será o responsável também por usar dados dos consumidores e da marca para prever o que o cliente vai desejar amanhã.

TRÊS COISAS QUE VOCÊ VAI PRECISAR FAZER:

1. Identificar e atrair consumidores com experiências personalizadas usando informações coletadas dos clientes e dos canais digitais.

2. Entender e usar o big data para transformar os dados em vantagem competitiva, trabalhando cada vez mais próximo da área de tecnologia da informação.

3. Desenvolver uma narrativa autêntica para a empresa em que trabalha.

O PRIMEIRO PASSO PARA CHEGAR LÁ: O pessoal do marketing vai precisar entender e lidar com números e saber quais realmente importam.


se sua área é pessoas, desenvolva seu olhar estratégico:  O diretor de recursos humanos será o responsável por aconselhar não só o presidente, mas também todo o nível executivo sobre como atingir os objetivos da companhia usando o recurso mais poderoso: as pessoas.

TRÊS COISAS QUE VOCÊ VAI PRECISAR FAZER:

1. Aprender a utilizar análises e dados para criar recomendações estratégicas de seleção e gestão de talento voltadas para o alto desempenho.

2. Ter uma perspectiva global e multicultural para entender, atrair, cultivar e inspirar funcionários no mundo todo.

3. Construir um ambiente interno no qual possam ser identificados os mesmos valores, mas que também valorize as diferenças. 

O PRIMEIRO PASSO PARA CHEGAR LÁ: Aprenda a gostar de números. (e digo isso por mim!) O RH precisará ter boa capacidade analítica porque vai ter uma infinidade de dados para cruzar, de modo a extrair o melhor das pessoas.


se você é da área de ti, prepare-se para gerar vantagens:  O diretor de TI será o responsável por criar, por meio de base de dados, uma vantagem competitiva para a empresa. Também terá a missão de defender, antecipar, prevenir e responder ataques virtuais sofisticados e de alto risco para o negócio. 

TRÊS COISAS QUE VOCÊ VAI PRECISAR FAZER:

1. Liderar a compilação e a análise de informações, separando as que realmente interessam para cada área, conforme demandado.

2. Conhecer quais são os riscos operacionais dos sistemas e proteger os dados e a propriedade intelectual da companhia.

3. Entrar mais no negócio para entender quais são as demandas e entregar soluções personalizadas e direcionadas para cada área. 

O PRIMEIRO PASSO PARA CHEGAR LÁ: Conversar com outras áreas. O pessoal de tecnologia é, normalmente, mais fechado e focado. Mas eles só vão conseguir achar as soluções que as áreas precisam se souberem qual é o problema, certo? 


se pretende ser um diretor jurídico, esteja pronto para jogar em todas posições:  Esse executivo deve se preparar para defender os interesses da empresa e a gerenciar riscos entendeendo as regras do setor e dos países em que a empresa atua para conduzir a companhia dentro da lei.

TRÊS COISAS QUE VOCÊ VAI PRECISAR FAZER:

1. Traduzir o universo jurídico a favor do negócio, explicando cenários complexos e dando opções claras aos líderes.

2. Gerenciar não só o risco legal mas também a reputação da empresa, aproximando-se da mídia, do governo e dos acionistas.

3. Dirigir e criar novos processos, estruturas e sistemas para diminuir custos com despesas legais. 

O PRIMEIRO PASSO PARA CHEGAR LÁ: Entender os detalhes da indústria em que atua. Conhecendo todos os trâmites que estão envolvidos no negócio, o diretor jurídico conseguirá encontrar os caminhos mais rápidos dentro do emaranhado jurídico. 


agora, se você é o cara dos números, prepare-se para ser o escudo do presidente, da diretoria e do conselho.  O principal papel do diretor financeiro é ser o responsável pelas estratégias e práticas que aumentam o desempenho da empresa. Cuida de identificar e gerenciar riscos, de reduzir custos e zela pelos assuntos de governança.

TRÊS COISAS QUE VOCÊ VAI PRECISAR FAZER:

1. Liderar e gerenciar o time de finanças, contratando, escolhendo e preparando sucessores e mantendo o alto desempenho.

2. Conquistar a confiança de investidores, demonstrando integridade pessoal, agindo de maneira transparente e determinando padrões éticos altos.

3. Participar do crescimento da empresa, tanto nos resultados orgânicos como por meio de fusões e aquisições.

O PRIMEIRO PASSO PARA CHEGAR LÁ: Envolver-se no negócio. Arrume um tempo e vá conversar com vendas, marketing, pessoas e jurídico. Largue um pouco a calculadora e envolva-se com a empresa. 

E aí? Você está pronto para seguir seu caminho rumo ao topo? 

 

22 abr 2016

ESTIMULE O PENSAMENTO INOVADOR

No Comments Administração e Gestão, Comportamento, Empreendedorismo, Gestão de Pessoas, Inovação, Mercado

Incentivar a capacidade criativa pode contribuir para o desenvolvimento da sua empresa. Veja 5 dias de como fazer isso no seu dia-a-dia

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Implantar inovações a partir da criatividade dos integrantes da equipe e de seus colaboradores pode contribuir notoriamente para o sucesso no ambiente corporativo.

Nos dias atuais, permitir que os funcionários proponham novas ideias e estratégias é importante para o desenvolvimento de uma companhia. Para isso, a capacidade de inovar precisa ser estimulada frequentemente pelo líder. Ideias criativas podem ser utilizadas em diversas áreas, por exemplo, em um projeto de redução de custos ou na simplificação de processos burocráticos.

Pensando nisso, conheça 5 estratégias que podem ser aplicadas para estimular a capacidade criativa em uma empresa:

1- incentivar o compartilhamento de ideias.

Durante as reuniões, tente abrir espaço e dar oportunidades para que os funcionários compartilhem ideias e exponham a opinião deles, combinando diferentes pontos de vista. Quanto mais aberta for a conversa, maiores serão as chances de inovar a empresa.

2- estar disposto a ouvir seus funcionários.

É primordial saber ouvir diferentes opiniões e incentivar a equipe a enxergar certos assuntos com outras perspectivas. Se os funcionários estão sempre concordando entre si, isso pode não ser um bom sinal: um time que nunca pensa de forma diferente e tem medo de expor novas ideias pode dificultar a sua modernização.

3- promover debates entre os integrantes da equipe.

É importante estimular frequentemente o debate de ideias, sempre de uma forma justa e respeitosa. Essas discussões são positivas e contribuem para o desenvolvimento da companhia.

4- não julgar ideias antes de testá-las.

Antes de supor um possível resultado de uma sugestão proposta por um funcionário, é interessante testá-la primeiro. Isso pode servir como uma prova de confiança na equipe, incentivando-a a manter o pensamento inovador sempre ativo.

5- considerar a opinião dos consumidores.

O ponto de vista dos clientes também é importante, já que eles podem dar sugestões construtivas e propor mudanças benéficas para os produtos ou serviços oferecidos. O sucesso de uma empresa depende muito da satisfação dos consumidores.

Aplicar os métodos descritos e fazer com que o processo de inovação e criatividade seja incorporado à rotina da empresa pode ser um bom começo para estimular o pensamento inovador. Afinal, quanto maior a colaboração dos envolvidos, maior a probabilidade de desenvolvimento da companhia.

17 set 2015

PRODUTIVIDADE: FAÇA ACONTECER!

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Você sente que nunca tem horas suficientes no seu dia para fazer tudo o que você precisa? A boa notícia é que você não é o único!

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Não sei você, mas eu tenho um monte de pepinos para resolver. Eu costumava ter e-mails brotando igual mato na minha caixa de entrada, uma lista de tarefas quilométrica e aquelas ideias de negócios, uma delas que eu estive pensando em começar por fora há quatro anos, implorando pela minha atenção…

Ok, esse último eu ainda não consegui resolver, mas pelo menos eu melhorei na parte de controlar o monstro de duas cabeças dos e-mails e do gerenciamento de tarefas. E é assim que você também pode se tornar um ninja da produtividade:

passo 1: mude sua mentalidade 

Esqueça a gestão do tempo e pense sobre o fluxo de trabalho (workflow) e gerenciamento de energia.

Temos 100 mil bilhões de neurônios, mas só podemos manter sete coisas na nossa cabeça ao mesmo tempo. Isso significa que você precisa tirar coisas da sua cabeça e colocá-las em um sistema. No Unreasonable Institute usamos o Asana, mas eu também adoro o Smartsheet para a gestão de projetos; também já usamos o Trello e até mesmo o velho e bom sistema de papel e caneta (apesar de eu achar que os perco mais facilmente). Escolha um sistema e fique com ele.

passo 2: lembre-se de que checar o e-mail não é o seu trabalho 

Pode ser tentador dar uma olhada no seu e-mail à procura de coisas mais fáceis ou interessantes para fazer, mas isso só suga o tempo que você deveria estar dedicando a outras prioridades. Além disso, geralmente isso produz muito pouco em termos de resultados concretos. Então trabalhe na implantação das seguintes estratégias de gestão de e-mail:

  • Desligue as notificações: Aquelas coisas que aparecem no canto da tela são mais viciantes que crack e tão distrativas quanto, para terminar de fazer as coisas.
  • Verifique se o seu e-mail 3 vezes ao dia: Limite o número de vezes que você checa a sua caixa de entrada, assim você vai ser mais eficiente na hora de responder aos e-mails. Eu verifico o meu às 9h, às 12h e às 16h todos os dias. 
  • Aqui está um desafio: tente reduzir isso a apenas uma vez por dia (isso ainda é ninja demais para mim, mas é aonde quero chegar!). E, a propósito, verificar seu e-mail constantemente é TOC (transtorno obsessivo compulsivo)!
  • Reduza sua caixa de entrada a zero todos os dias. O Email Game da Baydin é uma maneira divertida e rápida de fazer isso. Passe entre 15 e 30 minutos usando esse programa para garimpar os seus e-mails.
  • Avise as pessoas sobre os seus hábitos de e-mail. Por exemplo, adicione uma observação à sua assinatura dizendo: “Eu leio e-mails uma vez por dia. Se for urgente, me ligue!”
  • Só mande e-mails para quem realmente precisa vê-los, isso significa reduzir o número de Cópias e Cópias Ocultas que você manda. Afinal, da mesma forma, você não quer desperdiçar o tempo dos outros.
  • Use abreviaturas: Se você conseguir colocar toda a sua mensagem na linha de assunto, faça isso! E coloque EOM depois, o que significa end of message ou “fim da mensagem”. Se o e-mail só traz informações de que os destinatários precisam saber, coloque PSC no final do seu e-mail, geralmente no corpo. Isso significa “para seu conhecimento” e indica que a pessoa não precisa responder.
  • Leia newsletters uma vez por semana.Crie uma pasta separada contendo todas as newsletters que você assina e não a abra até que você tenha tempo para se sentar e ler tudo.
  • Não use sua caixa de entrada como uma lista de afazeres

Quando você recebe um e-mail, tem as seguintes opções:

  • Excluí-lo;
  • Delegá-lo, ou seja, encaminhá-lo para outra pessoa para que ela lide com ele;
  • Respondê-lo — se achar que isso levará menos de 2 minutos, faça-o imediatamente;
  • Adiá-lo, isto é, colocá-lo na sua agenda para resolver mais tarde ou usar o ferramentas como o boomerang para que o e-mail volte para a sua caixa de entrada mais tarde;
  • Ou colocá-lo no seu sistema de gerenciamento de tarefas.

PASSO 3: USE ESTES TRUQUES.  

Existem ainda mais alguns truques que podem torná-lo ninja da produtividade e fazê-lo resolver as tarefas de forma mais fácil:

Engula o sapo!

Isso significa fazer a coisa mais difícil primeiro. E também significa combinar o seu nível de energia com a demanda do trabalho. Eu sempre agendo minhas tarefas mais difíceis para os primeiros horários da manhã, pois é quando tenho energia suficiente para enfrentá-las, deixando as tarefas mais fáceis para a tarde.

Cronometre suas tarefas

lounge-empreendedor-gestão-de-tempoSe a tarefa é difícil, você tem duas opções:

  1. Ligue o cronômetro e trabalhe nela por um período específico de tempo;
  2. Identifique uma tarefa e trabalhe nela por 10 minutos e faça uma pausa de 2 minutos; em seguida, fique em uma outra tarefa por 10 minutos e fala outra pausa de 2 minutos — faça isso por cinco vezes e você terá começado cinco grandes projetos. Ou você pode fazer isso com um único projeto.

Reduza seu tempo cinza

Seu tempo pode ser definido como branco, preto ou cinza. O branco se refere ao tempo passado com amigos e família, quando você está fazendo as atividades que não são relacionadas ao trabalho. O preto refere-se ao tempo passado trabalhando e resolvendo suas tarefas. E, por último, o cinza se refere ao tempo gasto entre os dois, o que deve ser evitado — trabalhar no seu laptop enquanto assiste à TV definitivamente é tempo cinza. Sendo assim, escolha: você deve ou trabalhar ou assistir a TV — fazer os dois não é nem relaxante nem produtivo. Separe de forma clara o seu tempo e espaço entre vida profissional e a vida doméstica.

Configure os sistemas de comunicação

Isso é especialmente importante em um escritório aberto, porque é fácil ser interrompido ou interromper os outros. Para evitar que isso aconteça, definia limites sobre quando você está disponível e quando não está. Coloque os fones de ouvido ou invente uma maneira divertida de dizer “não perturbe” (por exemplo, usando um chapéu vermelho).

Trabalhe em etapas

Faça todos os seus calls, por exemplo, em conjunto, mesmo que estejam divididos entre projetos diferentes.

Agende uma “reunião para uma pessoa”

Reserve uma sala de reuniões para utilizar sozinho ou vá a um café e concentre-se no que você precisa fazer. Esse é seu tempo reservado para focar.

Organize as suas listas de tarefas pelo contexto delas

Por exemplo, suas listas podem ser divididas em: 1) Lista de calls; 2) lista de afazeres de casa; 3) lista de afazeres do trabalho; e 4) lista de e-mails para enviar.

Ligue o modo chefe

É tentador se sentir constantemente pressionado a “fazer”, mas, sendo da liderança, às vezes você precisa parar de fazer para pensar. Tire um tempo (eu faço isso no final do dia ou durante a manhã) para olhar para o dia ou a semana anterior, rever projetos e ações e quebrar os grandes projetos em tarefas gerenciáveis ​​(por exemplo: se você está saindo de férias, pesquise online, verifique os preços, reserve e pague).

Saiba que você sempre vai ter mais para fazer do que você consegue

Você sempre terá mais demanda do que tempo, e você sempre vai querer colocar as mãos em tudo. Mas você não consegue fazer isso — ninguém consegue, mesmo que algumas pessoas pareçam poder. Por isso, trabalhe de forma eficiente, descanse bastante e tire um tempo para curtir. Já dizia James Howell: ““Trabalho sem diversão faz de Jack um bobalhão”.

 

Verity Noble é VP de Operações do Unreasonable Institute

Leia mais em Endeavor 

Artigo originalmente publicado no blog do Unreasonable Institute

 

12 set 2015

AFINAL, O QUE A GERAÇÃO Y QUER?

No Comments Carreira, Comportamento, Economia, Empreendedorismo, Gestão de Pessoas, Liderança, Mercado, Relacionamento Interpessoal, Relações de Trabalho

Beirando os 30 anos, a Geração Y está com tudo. Conheça um pouco mais sobre o perfil dessa importante força de trabalho. 

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A Geração Y, desde que a nomenclatura foi criada, vem dando o que falar. Para quem não sabe exatamente, é o nome dado às pessoas nascidas entre os anos 80 e 90. Uma geração que já beira os 30 anos e já está com presença sólida no mercado de trabalho. Mas você já parou para pensar como eles se comportam no mundo dos negócios? Quais seus objetivos? Como reter e engajar esses talentos?

Diferente da Geração Z – aqueles nascidos a partir de meados dos anos 90, a Geração Y cresceu em meio as transformações que a internet causou no mundo. De uma infância sem acesso à rede para uma adolescência e começo da vida adulta impactada radicalmente pelas transformações que a sociedade viveu a partir dos anos 2000.

A GRANDE MARCA REGISTRADA DA GERAÇÃO Y TALVEZ SEJA O EMPREENDEDORISMO.

E talvez você mesmo seja um empreendedor dessa geração. Estamos falando de jovens com segurança para arriscar (o que é mais do que fundamental para quem quer empreender), de pessoas que deixaram de lado as carreiras tradicionais para criar seus próprios empregos e que buscam uma vida mais livre, com equilíbrio entre desenvolvimento pessoal e profissional, propósito em suas atividades e ter conquistas que estão muito além do dinheiro.

Afinal, o que a Geração Y quer?

Talvez você, empreendedor, deve ter se identificado com a descrição acima. Então, também deve estar vivendo na pele outro lado da moeda: como é ter um funcionário com “cabeça Y”? O que é preciso para reter e engajar esse funcionário? Quais suas motivações? Por que esse jovem talento optaria pela sua startup e não por qualquer outra?

Mais uma vez, estamos falando de uma força de trabalho que não busca apenas remuneração financeira. Eles querem ser reconhecidos, precisam se sentir livres e empoderados para tomar decisões, e buscam ambientes de trabalho onde possam confiar em seus colegas, crescer junto com a empresa e causar impacto genuíno.

Esta matéria da Exame apresenta um levantamento da consultoria Universum, realizado com jovens de sete áreas de estudo: administração de empresas, engenharia, tecnologia da informação, direito, saúde e medicina, ciências naturais, humanidades e educação, sobre o que eles buscam em suas carreiras. Foi possível perceber uma importante tendência: a busca por uma divisão equilibrada entre a vida pessoal e a carreira. Já a estabilidade no emprego é um objetivo que vem ganhando mais importância nos últimos dois anos. “O aumento da instabilidade econômica faz subir a preocupação com a segurança no emprego”, diz André Siqueira, gerente de operação da Universum no Brasil.

O site Knoll, especialista em estudar a relação de pessoas e seus ambientes de trabalho, separou uma lista com alguns dos valores da geração Y. Se liga:

  • Meritocracia: Essa geração acredita que alguém que tenha talento e trabalhe bem deve ser bem sucedida;
  • Camaradagem: O sucesso obtido em grupo é melhor do que obtido individualmente.
  • Fazer diferente: A geração Y não acredita em fazer algo só porque é o jeito como sempre foi feito. Preferem procurar uma maneira nova e melhor de executar uma tarefa.
  • Independência: Funcionários com cargos diferentes e tarefas diferentes devem ser tratados individualmente, não como uma coisa. Ou seja, quem faz a limpeza, não precisa chegar no mesmo horário de quem cuida da direção de arte, e por assim em diante.

A geração Y não está preparada para frustrações

Como nem tudo é perfeito, essa super força de trabalho, esse jovem criativo, inovador, fazedor e cheio de gás também não chega perfeito e pronto ao mercado de trabalho. Mas quem chega? De acordo com Sidnei Oliveira, especialista consultado pela Época Negócios, o jovem da Geração Y não sabe lidar com frustrações. “Nesses últimos 20 ou 30 anos, nós não preparamos o jovem para lidar com as perdas. De alguma maneira, a sociedade e a família mudaram o seu discurso e sua forma de lidar com os filhos, protegendo eles de frustrações o máximo que era possível. Ou dividindo essa carga, em uma espécie de companheirismo”.

Para o especialista, essa proteção fez com que os jovens se tornassem mais frágeis para o mercado de trabalho. “Ele entra nesse mundo qualificado em termos acadêmicos. Mas, não tem muita “casca”, cicatriz, que dê força para suportar a realidade da consequência. Mais do que isso, o jovem espera que o mundo corporativo trabalhe a favor dele. Ou que os gestores ajam como os pais, dividindo a responsabilidade, protegendo e dando benefícios antes das consequências. Só que a vida reaI funciona diferente”

Como lidar com o choque de gerações dentro de equipes?

Essa pergunta preocupa muitos empreendedores. Como compatibilizar aquela liderança de outra geração, que já sabe tudo sobre a empresa e o mercado; com esse jovem cheio de gás, energia para transformar, que não tem medo de dar sua opinião ou questionar lógicas pré-estabelecidas?

A revista Exame traz um breve depoimento da diretora da People+Strategy, Célia Foja, sobre como motivar um time Geração Y. Para ela, o encontro de gerações precisa ser pensado como uma oportunidade de crescimento e aprendizado entre todas as partes. Ela vai além e fala da importância da retroalimentação. “É uma geração que busca feedbacks. Aproveite essa oportunidade. Sente e discuta. Dê a ele os horizontes, a dimensão daquilo que ele faz bem e daquilo que ele precisa melhorar”

O que eles esperam de seus líderes? A resposta é: mais do que líderes, que eles sejam mentores

A matéria da revista Época Negócios mencionada anteriormente traz uma entrevista com Sidnei Oliveira, que é especialista em gerações e autor do livro Geração Y: o nascimento de uma nova versão de líderes (Editora Integrare). Sobre a importante questão: o que os jovens  geração Y esperam de seus líderes?”. ele afirma: “O jovem declara esperar uma coisa, mas eu acho que ele espera outras. Ele declara que espera do líder: compreensão, paciência, desafios, delegação e confiança. Mas, ele está esperando que o gestor passe uma procuração, para daí ele entrar no jogo e protagonizar. E isso é o que ele declara e o que mais a gente vê nas pesquisas. Olhando bem o jovem e tentando entender o que está por trás dessa declaração eu percebo que o que ele realmente espera dos líderes é uma condição de referência que ele não tem encontrado. Os líderes, no geral, estão muito ocupados executando as tarefas, controlando as equipes e eles não têm se preocupado em ser referências para os jovens. O que os jovens mais precisam nesse momento é de referência, de mentores. Hoje, a geração Y tem muita dificuldade de olhar para alguém mais velho e enxergá-lo como alguém de referência, como um mentor que de alguma maneira possa inspirá-lo a tomar uma decisão ou caminhar em uma direção. Não é aconselhar, é inspirar. É diferente de dar um conselho, ou um palpite”.

Outros dados que valem a pena serem analisados é uma pesquisa feita pelo Intelligence Group sobre o comportamento da Geração Y:

  • 64% deles dizem que querem um trabalho que ajude a fazer um mundo melhor;
  • 72% querem ser seus próprios chefes, mas se não conseguirem, querem um patrão que assuma a função de treinador ou mentor;
  • 88% preferem uma cultura de trabalho colaborativo ao invés de um ambiente competitivo;
  • 74% querem horários de trabalhos flexíveis;
  • 88% querem um melhor equilíbrio entre a vida e o trabalho.

Estamos falando de profissionais que querem focar no plano a longo prazo e não só no pagamento no fim do mês; de uma empresa que reconheça seus talentos e seu respectivo trabalho duro. Para eles, chega daquela simples divisão de cargos em funcionário, gerente e diretor. Já existem muitas camadas aí no meio e um bom trabalho deve ser reconhecido. Independente de crise ou não crise.

O grande segredo para reter um jovem talento geração Y é diálogo aberto.

Esse jovem quer fazer, quer transformar e realizar, cabe aos seus líderes, mentores e gestores criarem o campo ideal para que ele cresça e faça a empresa crescer junto com ele. Boa sorte!

Fonte: Endeavor 

09 set 2015

GAMIFICATION E RESULTADOS

No Comments Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Aprendizagem, Capacitação, Educação, Gestão de Pessoas, Trabalho em Equipe, Vendas

Como tornar a dinâmica de trabalho mais leve e engajar a equipe de campo no cumprimento de suas metas? 

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O Gamification é uma estratégia que consiste em oferecer incentivos a funcionários ou clientes por meio de mecânicas de jogos. Mais do que um modismo de gestão, o Gamification tem mostrado resultados sólidos e, ao longo dos últimos anos, sua adoção teve crescimento relevante nos mais diversos mercados.

Grandes empresas no mundo todo, como Coca-Cola, AOL, Dell, Nike, Nissan e Pepsi já colocaram essa estratégia em prática. De acordo com o relatório do Gartner, “Gamification 2020: What Is the Future of Gamification?”, algumas das aplicações mais comuns do Gamification estão nas áreas de desempenho de funcionários, gestão da inovação, aprendizado e educação, desenvolvimento pessoal e envolvimento do cliente.

O Gartner ainda projeta cenários em que o Gamification, combinado a outras tendências e tecnologias emergentes, pode promover mudanças significativas em diferentes áreas dos negócios, principalmente na melhora do desempenho dos times de vendas. O uso do Gamification facilita o engajamento para o cumprimento de atividades estratégicas para o crescimento do negócio.

Um dos casos de sucesso da aplicação do Gamification é seu uso como funcionalidade em aplicativos móveis para automação da força de vendas em campo, execução de varejo, logística e toda ferramenta que cobre o processo comercial de empresas de bens de consumo.

Nesses casos, os vendedores que trabalham em campo, a partir de seu dispositivo móvel, podem acompanhar o próprio desempenho em relação a seus pares no trabalho, além de poder conquistar prêmios específicos e até mesmo apoiar os colegas para alcançar os objetivos da equipe como um todo. É possível acompanhar sua posição no ranking de vendas da empresa e seguir outros indicadores, de acordo com o perfil do negócio e as necessidades específicas de cada posição na empresa.

Em paralelo, o gestor consegue visualizar o desempenho geral e o cumprimento detalhado das métricas de cada funcionário de seu time, além de propor novas recompensas de acordo com o desempenho mais apropriado para cada vendedor, desde aquele que alcançou o maior volume em vendas até o que vendeu o mix mais adequado de produtos. Essa visão geral do cumprimento das metas da equipe e a flexibilidade de ajustes durante o processo de vendas garantem melhores resultados aos negócios.

POR QUE VOCÊ DEVE ENTRAR NESSA?

  • Melhor Desempenho: A possibilidade de identificar como os melhores profissionais do time trabalham torna mais fácil entender o que eles fazem para se diferenciar dos demais. Essas estratégias individuais podem ser replicadas para todo o grupo, aumentando o desempenho geral.
  • Gestão em Tempo Real: A ferramenta de Gamification permite a gestão das métricas em tempo real, à medida que os dados dos funcionários são automaticamente compilados e analisados em relatórios e dashboards disponibilizados imediatamente ao gestor de equipe.
  • Visão Sistêmica: A visão geral da evolução das métricas das equipes de trabalho permite que o gestor tome rápidas decisões sobre possíveis mudanças estratégicas ou de processos, possibilitando posicionamento mais ágil e efetivo em relação à concorrência.
  • Turn over: Equipes que utilizam o Gamification têm o turn over reduzido em até 50%. Isso ocorre, porque a estratégia de premiação é transparente e baseada em resultados objetivos. Os vencedores são premiados e reconhecidos por seu esforço e dedicação, gerando um ambiente de competição saudável e sem desconfortos.
  • Engajamento: Com critérios objetivos e metas claras, a empresa concede ao time de campo as mesmas oportunidades, fazendo com que o processo seja meritocrático. Fica mais fácil conquistar o engajamento desses profissionais quando as métricas são claras.
  • Treinamento: Com a redução do turn over e o maior engajamento do time de vendas, as empresas conseguem reduzir o investimento inicial de treinamento para novos funcionários. O valor dessa redução pode ser investido em outras formas de recompensa que contribuam para a melhoria do desempenho das equipes.

 

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Se você se animou, para garantir a implantação bem-sucedida da estratégia de Gamification, é preciso que toda a cadeia produtiva da empresa e seus processos comerciais estejam mapeados, a fim de que as atividades-chave e suas métricas possam ser definidas de maneira a agregar o maior valor possível ao negócio. Esse é o segredo do sucesso.

Fonte: Sping Global 

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