13 ago 2013

6 ETAPAS E DESAFIOS DO CRESCIMENTO

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O principal sonho de um empreendedor, que é crescer o seu negócio, pode também ser o seu maior pesadelo.

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Sim, crescer não significa apenas conquistar novos mercados e vender mais, mas fundamentalmente transformar o seu negócio constantemente e velozmente.

Essa transformação, a cada etapa, demandará diferentes competências ao negócio e ao empreendedor. A busca dessas competências pessoais e de colaboradores poderá ser o diferencial entre viver e morrer.

Antever as características e necessidades de cada etapa dos ciclos de vida de uma organização poderá ser a grande ferramenta para vencer esse desafio.

Algumas dessas etapas de crescimento e seus desafios podem ser assim resumidas:

  • EXISTÊNCIA: a preocupação é sobreviver, a empresa é totalmente administrada pelo empreendedor, há poucos colaboradores, não existem controles formais e o negócio é confundido com o dono e dependente dele.
  • SOBREVIVÊNCIA: a estratégia é sobreviver. A empresa começa a se organizar, já há necessidade de alguns sistemas formais e gerentes. Surge uma das primeiras crises, que é a necessidade de liderança. A organização ainda confunde-se com o dono que terá que passar a delegar obrigações e poder.
  • SUCESSO: a estratégia é crescer, manter a rentabilidade e buscar recursos para financiar o crescimento. O empreendedor começa a ter a certeza de que não conseguirá suprir todas as competências necessárias para o crescimento, e que é cada vez menos dono do negócio. Ao mesmo tempo, já superada a crise da necessidade de delegar tarefas, passa a conviver com a crise de ter que lidar com uma grande quantidade de formalizações e busca por profissionais mais qualificados, principalmente os administrativos e financeiros.
  • DECOLAGEM: a ordem é crescer. Gerentes passam a tomar decisões estratégicas, a figura do empreendedor não é mais decisiva para o sucesso das operações e os sistemas devem ser mais robustos. A crise é o empreendedor saber lidar com o fato de que a sua criação cresceu e que tomará rumos nem sempre definidos por ele. O empreendedor não necessariamente tem o conhecimento de vários de seus colaboradores.
  • MATURIDADE: chega a maturidade. O fundamental é melhorar o retorno sobre os investimentos. O estilo de gerenciamento é baseado em equipes, o empreendedor provavelmente estará no conselho e chega a necessidade, que será o diferencial entre a empresa morrer ou sobreviver por gerações – da… REVITALIZAÇÃO

Gestores deverão lembrar qual foi o sonho do empreendedor, e fazer com que gerentes e colaboradores passem a viver esse sonho dentro da organização.

Portanto, empreendedor, saber em que fase a sua organização está e, mais importante, para onde está indo será fundamental para que você consiga antecipar as eventuais crises e buscar as competências necessárias para crescer de forma sustentável.

Mas lembre-se, como todo organismo vivo, as organizações têm as suas particularidades e, não necessariamente essas características serão tão claramente definidas, exigindo análises um pouco mais profundas.

Boa sorte!

Carlos Alberto Miranda é sócio-fundador da BR Opportunities, gestora de Private Equity com foco em empresas de rápido e alto crescimento.

01 ago 2013

EMPREENDER É UMA ESCALADA

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Não existem escaladas bem sucedidas sem um mínimo de planejamento e considerável risco. Por isso, não suba sozinho!

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*Texto de Marcos Hashimoto no Canal do Empreendedor

Daqui de Bariloche, Argentina, uma das principais referências para práticas de esportes de inverno na America do Sul, escrevo para a minha coluna no Canal do Empreendedor inspirado pela neve, chocolate quente, roupas quentes e, claro, mais brasileiros do que argentinos. Embora a maioria dos esportistas venha a Bariloche para esquiar, hoje encontrei alguns argentinos que também vem no verão para praticar alpinismo e desta conversa tiro algumas lições sobre empreendedorismo que compartilho com meus leitores.

Qualquer um que vai começar a escalar não vai direto para a montanha mais escarpada, pelo contrário, deve começar com atividades pequenas para depois se aventurar em desafios em que o grau de complexidade e dificuldade vai aumentando aos poucos. O empreendedor pode até vislumbrar um futuro em que se estará à frente de um grande negócio, mas seus primeiros passos são com um pequeno negócio tradicional, diretamente proporcional à sua atual capacidade, competência e recursos financeiros, mesmo que nem seja um negócio ainda, mas um projeto, como por exemplo, realizar um evento, montar uma exposição, organizar um mutirão para limpar a praça, são coisas pequenas que já vão testando o empreendedor e suas competências básicas de organização, administração de espaços, liderança, organização do tempo, gestão de recursos limitados, foco em resultados, superação de desafios e dificuldades e comunicação interpessoal.

Outra lição importante é: Não suba sozinho. Por mais que você se sinta preparado e seja autosuficiente. Os riscos são altíssimos e não dá para encará-los sozinho. Um sócio vai ajudá-lo naquilo que você não é muito bom. Vocês vão poder dividir decisões, discutir, debater e até brigar para saber que rumo tomar. Mesmo as brigas e pontos de vista diferentes são necessários para dar mais segurança a uma decisão em que todas possibilidades foram checadas. Um alpinista sempre precisa de alguém com quem contar, um apoio, um suporte de confiança, nem que seja só para emprestar o ombro para chorar se tudo der errado.

Não existem escaladas bem sucedidas sem um mínimo de planejamento. Montar uma boa base no pé da montanha, prever todas as circunstâncias possíveis para ir preparado, checar os equipamentos antes de sair, traçar a rota com antecedência, montar a equipe, verificar as condições climáticas, quanto mais informações houver, melhor será o controle sobre as incertezas, assim como a preparação antes de montar um negócio próprio.

Saber administrar muito bem os parcos recursos é outra habilidade importante. Você pode ter todo o dinheiro do mundo, mas na caminhada, vai estar a pé, com o que puder carregar apenas e com um recurso valiosíssimo, que é o ar, mais rarefeito na medida em que sobe a montanha. O empreendedor precisa saber tirar o máximo do mínimo. Para isso, precisa saber improvisar, saber restringir as despesas ao mínimo necessário e ter muita paciência para ir avançando aos poucos, um passo de cada vez, dentro do que é possível fazer com o que se tem nas mãos.

Por melhor que seja o planejamento, em alguns momentos, o risco pode ser tão alto que não compensa os ganhos. São famosas as histórias de alpinistas que, há poucos metros de atingir o cume, são obrigados a desistir por causa do mal tempo. O empreendedor precisa saber quando desistir, compreender que continuar tentando o que não está se mostrando viável pode ser prejudicial para ele e para se negócio. E a coisa nem precisa ser tão radical assim. Muitas vezes, é preciso compreender que um caminho pode estar dando indicações de que não vai levá-lo ao topo, seja pelo clima ou por obstáculos não previstos e a partir daí ter a coragem de voltar alguns bons metros para recomeçar novamente por outro caminho. Às vezes é preciso reconhecer que uma estratégia não deu certo e até mesmo abrir mão de um investimento feito em um mercado ou produto para tentar outra coisa diferente.

25 jul 2013

GERENCIANDO O CRESCIMENTO

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Como você idealiza o futuro da sua empresa? Como saber o momento adequado para um salto de crescimento? 

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Uma questão bastante delicada com relação ao futuro de qualquer empresa diz respeito ao crescimento e à expansão. Seja através da abertura de novas filiais ou de franquias, compra de concorrentes, fusão com outras empresas, parcerias ou mesmo abertura do capital na Bolsa de Valores, esse processo deve ser muito bem estudado e levar em consideração que a idéia de crescer deve estar sempre lastreada na busca do lucro e da sobrevivência da empresa. Não se deve jamais crescer “porque é a
evolução natural de um negócio”, sem estar suficientemente preparado.

Tudo bem que para todo empreendedor de alto impacto o desejo natural seja ver sua empresa ganhar competitividade e crescer. Entretanto, o crescimento pode vir carregado de uma bagagem de problemas. Infelizmente! Não existe crescimento sem dor.

Mauro Muratorio, que em seus 18 anos na Microsoft viveu intensamente o crescimento mundial da companhia, apresenta neste vídeo do Workshop Endeavor todos os fatores importantes para o crescimento de uma empresa e como o empreendedor deve gerenciá-los.

Sem dúvida, uma lição para quem deseja ser grande! 

Fonte: Endeavor Brasil

08 jun 2013

AUTONOMIA TAMBÉM É ESTRATÉGIA

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Não importa quem você é, a posição que ocupa ou o local onde trabalha; provavelmente tenha que se reportar a alguém. Mas o que fazer se você não for ouvido por muito tempo?
 

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Pois é… Se inevitavelmente, estamos sujeitos a nos reportar a alguém, mas se não temos oportunidades de fazer contribuições, com o tempo perdemos o interesse pelo trabalho. E neste caso, não é apenas o funcionário quem perde, mas também a organização. A empresa perde o que poderia ter ganho com a inteligência, a motivação e o pensamento inovador daquela pessoa que simplesmente resolveu partir. Será que vocês conhecem casos assim? Ou será que eles só acontecem na Argentina ou na França? …rs… 

Muitos líderes têm medo de dar autonomia por confundi-la com o poder. E muitos funcionários tem medo de assumi-la por medo de mais trabalho. A verdade é que autonomia faz bem para as duas pontas da gestão empresarial.

lounge-empreendedor-autonomia-tambem-eh-estrategiaSó a American Airlines economizou mais de US$ 2 milhões de gastos com combustíveis deixando que seus pilotos determinassem os modos mais rápidos e baratos de voar entre dois pontos. Na verdade, a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (NASA) estima que o setor de aviação, como um todo, poderia economizar bilhões se a mesma autonomia fosse estendida a todos os pilotos de todas as companhias aéreas.

É claro, que não estamos falando de vôos internacionais quando pensamos na papelaria, na churrascaria ou na oficina mecânica que fica no final da rua das nossas casas. O problema é que quase todas as empresas herdaram a antiga hierarquia, na qual posição se iguala a responsabilidade e isso não funciona mais no mundo de hoje. As boas ideias podem estar em qualquer lugar, em qualquer pessoa!

O aspecto mais excitante do movimento de autonomia é que ele dá aos funcionários a confiança necessária para fazer algo que altere as circunstâncias em que se encontram. Em vez de se sentirem miseráveis ou insatisfeitos no trabalho, eles transformam a mesma quantidade de trabalho em algo com significado e geração de valor pessoal.

Autonomia significa que as pessoas terão a liberdade de tomar decisões que beneficiarão toda a empresa e os clientes. Também significa, é claro, que as questões de responsabilidade e autoridade superior devem ser discutidas e buscadas um consenso.

Na verdade, autonomia é como uma estrada de mão-dupla. Os funcionários com autonomia se movem sem que esperem que o “chefe” lhes diga quais são as tarefas. O líder, por sua vez, está sempre por perto para dar as coordenadas estratégicas e deixar que a equipe segura quanto aos rumos que estão sendo tomados.

Quantas vezes, cheguei em empresas sem rumo cujos funcionários mal sabiam a quem se reportar. Como elas podem esperar resultados positivos? Impossível!

Para criar uma efetiva cultura de autonomia na sua empresa, alguns pontos são essenciais:

  • analise os aspectos que passam pelos comportamentos gerenciais (inclusive os seus, senhor super poderoso empreendedor);
  • faça um mapeamento das habilidades gerenciais;
  • verifique cultura da empresa;
  • pondere a capacidade que as pessoas têm de compartilhar informações;
  • de que forma ocorrem as interações;
  • qual o grau de diversidade;
  • qual é a sua estrutura;
  • considere a capacidade que as pessoas têm de trabalhar em equipe;
  • lounge-empreendedor-autonomia-tambem-eh-estrategiarealize uma descrição do trabalho, e;
  • a intensidade das parcerias estabelecida.

Essa pequena lista já dará bastante trabalho para que você prepare sua empresa e para que os funcionários façam aquilo que acreditam e sabem ser correto gerando melhor qualidade, serviço e produtividade. Lembre-se que sempre há espaço para melhorias e a motivação para isso deve ser contínua.

05 jun 2013

PEQUENO POR ENQUANTO, DESCONHECIDO NUNCA!

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Divulgar seus produtos e serviços e conseguir clientes sempre foi a coisa mais complicada para uma pequena empresa.

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Normalmente a palavra divulgação é associada a altos investimentos – e então deixa pra lá. Mas eu asseguro que hoje é possível para praticamente qualquer negócio se tornar conhecido e se transformar em uma máquina de vender, sem ter que (inicialmente) pagar uma propaganda no intervalo da novela das 8.

Quais os passos para fazer isso acontecer ? Eu nasci para estar do lado de dentro do balcão, e quem é como eu, quer ver o que foi feito na prática. 

Então vamos lá: o caminho obvio para o seu negócio virar uma máquina de vender é (A) ser encontrado por quem precisa do que você tem. Em seguida, você tem que (B) chamar a atenção no meio da multidão, e depois convencer o cliente para (C) ser o escolhido. Isso parece simples, desde que tenha um bom produto, mas não é – o produto, apesar de importante, é só uma parte da equação. Se o seu caso for parecido com o meu, você deve estar brigando em um mercado aparentemente comoditizado e saturado de concorrentes com bons produtos. Por isso, para tudo acontecer, antes do "A B C" acima você certamente terá que derrubar parte da casa (que já deve estar quase pronta) para refazer alguns alicerces. Isso aconteceu comigo e garanto que valeu a pena não ter dó. Para andar pra frente e crescer, é necessário ser impiedoso consigo mesmo.

Desconstruindo a casa: você pode ter o que a Apple e a Harley-Davdson tem.

Vamos supor que você quer uma motocicleta de excelente qualidade, com engenharia de ponta, ótima performance e concebida com tradição secular. Até aqui você poderia comprar qualquer moto japonesa. Basta comparar preços e recursos e escolher a sua, pois estamos apenas no campo do "O que" queremos. Ou então vamos supor que você quer comprar um notebook, com tecnologia de ponta, autonomia de bateria e um belo design. Tem no mínimo 3 marcas que oferecem estas características além da Apple, mas ela ainda é o sonho de consumo. O que torna essas empresas tão especiais, a ponto de as pessoas tatuarem seus logotipos pelo corpo? Analise friamente! Isso é bizarro, pois no fim do dia são logotipos comerciais, pertencentes a empresas privadas, e inda assim as pessoas simplesmente saem por aí tatuando-as no braço! Por que ninguém tatua Yamaha ou coloca um adesivo da Sony na traseira do carro? Ambas são excelentes empresas com ótimos produtos!

Dois autores falam magnificamente sobre este mistério: Simon Sinek (ótimo, inspirador) e John Jantasch (um dos maiores gurus do Marketing de pequenas empresas). 

O ingrediente secreto é ter muito claro o "Porque" você faz o que faz. "Como" e "O que" também são importantes, mas sem o "Porque" claramente definido e presente no seu dia a dia, você será só mais um. Olha só:

Se você é uma pessoa que acredita que pensa diferente da grande multidão, você não vai comprar um Toshiba. Você vai pagar 50% mais e ter orgulho em abrir seu notebook Apple no saguão do aeroporto, mesmo que você ainda não saiba operar o Mac direito, por que essa marca representa naquele momento o que você é. A Apple acredita que ela pensa diferente e desafia o status quo. Seus produtos tem um lindo design e são fáceis de operar simplesmente como uma fisicalização, uma prova, uma consequência dessa forma de pensar, e não o contrário.

Agora vamos supor que você acredita que, apesar de ser um profissional bem sucedido que fica enfiado num escritório ou consultório das 8 às 22, você tem um espírito rebelde que ama a liberdade. Pronto, não interessa mais o preço, você vai comprar uma Harley-Davidson. E veja bem, você vai pagar adiantado e entrar numa fila insana para receber a sua moto sabe lá quando. Enquanto isso, você poderia gastar metade do dinheiro em uma motocicleta equivalente de outra marca, que certamente é de boa qualidade, com recursos iguais ou superiores e a pronta entrega. Friamente falando, é sinistro. A Harley não produz motocicletas, ela representa a crença em um estilo de vida, pelo qual você é submetido a algo que qualquer um diria que é um péssimo serviço e ainda sairá feliz pagando o dobro do preço que valeria o metal.

O comportamento humano é realmente algo fascinante. O legal é que esse mecanismo pode ser entendido. Comece determinando o seu "Porque". Por que você faz o que faz ? Qual é a sua crença que faz com que as pessoas se apaixonem pelo seu business, e até aceitem ganhar menos só para trabalhar com você ? Sempre existe uma paixão por trás de qualquer negócio, que não é só dinheiro. 

Pra exemplificar, vamos ao meu caso prático: Sistemas de gestão empresarial sempre foram vistos como coisas complicadas, chatas e principalmente feias. Antigamente, na hora de vender, eu usaria a velha fórmula de listar as coisas que o produto faz e dizer que ele é simples e bonito, como todo mundo faz, quase sem excessão. Mas isso seria apenas o "O que" e o "Como". Vamos ver agora como ficou ao evidenciar o "Porque":

"Eu acredito ser possível romper com os antigos paradigmas da gestão empresarial. Eu acredito que sim, é possível  usar um ERP sem treinamento e sem conhecer regras de negócio. Eu acredito que um ERP deve ser bonito e que as pessoas devem gostar de usá-lo no seu dia a dia. Eu acredito que simples é diferente de simplório: simples é encapsular a complexidade e não deixá-la por conta do usuário. Simples é sofisticado. Simplório é despojado. Por isso, o Omie é simples, intuitivo e agradável. Por isso temos um design diferenciado e uma alta preocupação com a usabilidade. Por isso nosso sistema é completo, integrado e tem a lista de recursos que surpreende os nossos usuários"

Sacou a grande diferença na ordem das coisas ? Primeiro o "Porque". O resto é consequência, uma mera prova desse "Porque". Essa simples mudança de ponto de vista é talvez a maior diferença entre as empresas que fazem coisas e as que inspiram.

Pense: Por que você faz o que faz ? A resposta não deve ser "Por que o mercado…", "Por as coisas…", etc.. A resposta deve ser "Por que eu acredito nisto… Eu acredito naquilo… Eu acredito… Eu acredito…". Quando chegar lá, parabéns. Certamente você terá uma causa para defender. Faça essa causa ser a base da sua cultura empresarial, o seu mantra, o ideal compartilhado por todos que trabalham com você. Faça bem feito essa parte, com todo o carinho, pois ela será vital nos passos seguintes.

Marcelo Lombardo é empreendedor desde os 19 anos, é fundador da NewAge Software S/A, inventor da plataforma CoreBuilder e arquiteto dos softwares NewAge ERP e Omie.

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