31 mai 2011

UM EMPREENDEDOR DE SUCESSO

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Graças ao Facebook e seus reencontros inesperados, recentemente restabeleci contato com um amigo (acho que ainda posso chamá-lo assim, né Fernando?!?) muito querido que foi fundamental na minha chegada em Mogi das Cruzes.
Nos primeiros eventos ele sempre estava por perto, conversavamos muito e lembro de um dia em que, ainda um pouco surpreso, me disse “Ana, minha empresa está crescendo e eu preciso organizar a melhor forma para que isso aconteça”.
Ou a empresa cresceu demais ou a correria do dia-a-dia acabou nos distanciando… O fato é que fiquei muito feliz quando ele colocou no meu mural no Facebook um texto autorizado para que eu publicasse aqui no Lounge Empreendedor.
Medo, angústias, sonhos, auto-conhecimento, verdade, fé, realização pessoal…
Acredito que seus palavras valham de inspiração a muitos outros empreendedores que estejam na busca pelo “tal” sucesso. De empreendedor para empreendedor…

“O que faz um empreendedor de sucesso?
O que torna um empreendedor invencível às adversidades?
O que um empreendedor precisa para não sentir medo e não fracassar?
Faço-me essas perguntas todos os dias. Confesso.
Algumas vezes, quando estou indo para o trabalho, sinto uma angústia misturada a incertezas tão grandes por não saber se atingirei o sucesso profissional que desejo. Os motivos de eu sentir essa angústia eu poderia elencá-los aqui facilmente. Talvez o principal motivo desse sentimento aflorar é porque sou antes de tudo, um ser–humano, uma pessoa normal como todos, com medos, fraquezas, incertezas e acima de tudo, frágil. Penso que os medos e as dúvidas façam parte do nosso caminhar, portanto, devemos encará-los como parte inseparável e inevitável da nossa condição de existentes humanos.
O sonho de fazer da minha empresa um empreendimento de sucesso me faz encarar o meu eu profundamente. Faz-me ver quem eu realmente sou, quem eu quero me tornar e o que quero para os outros que me rodeiam. Que tamanha responsabilidade para conosco temos nós, empreendedores não é mesmo? Será que queremos o sucesso por vaidade, por grandeza ou realmente contribuir para o mundo? Lá no fundo dos nossos corações, o que realmente queremos?
A grande pergunta é: Que espécie de empreendedor eu sou?
Essas são perguntas que devemos responder para nós mesmos, sozinhos em nosso canto, com honestidade absoluta, com a alma clara e cristalina e acima de tudo, com verdade.
Tenho certeza que os grandes empreendedores, empresários de sucesso, perguntaram-se isso e em algum momento, responderam a si mesmos, a verdade absoluta e sem maquiagens corporativas disfarçadas de conceitos e vocabulários mercadológicos difíceis, burocratas e intelectualóides.
O que muito difere um empreendedor de um aventureiro administrativo é o “planejamento”.
“Fazejamento” é uma coisa… planejamento é outra coisa.
A pergunta é tão simples como o simples deve ser: Que empreendedor eu sou?
Me nego a acreditar que meus “Role-Models”, ou seja, meus exemplos de empreendedores chegaram “lá” apenas vivendo seus dias sem saberem o que são e o que verdadeiramente querem. Tenho certeza que o Sr. Júlio Simões (Proprietário do Grupo Julio Simões), por quem tenho profunda admiração e um respeito infinito, com quem já trabalhei inclusive, um dia também sentiu medo. Por várias vezes me peguei falando com uma foto do Sr. Júlio, publicada em um jornal ou revista qualquer pensando; Diga-me o seu segredo Sr. Júlio! Diga-me o que o fez vencer a vida? Qual o caminho que o Sr. percorreu. Fale-me o que fazer e eu o farei!
Henrique Borestein
Orgulho em Mogi das Cruzes

Outra pessoa que, agradavelmente, “me rouba o sono” tentando decifrar é o Sr. Henrique Borestein (Proprietário da Helbor Empreendimentos). Fico imaginando a força incomensurável que fez para atingir seus objetivos. Fico imaginando o que passa em sua cabeça quando compara o seu passado com o presente e trilha, em segundos, seu caminho resumindo 30 anos de alegrias, conquistas, desavenças, obstáculos vencidos, pormenores de gestão e sim, o medo.

Periodicamente encontro o Sr. Henrique Borestein e sorrateiro, discretamente, fico olhando para aquela “figura empreendedora” com meu pífio talento de Sherlock Holmes tentando adivinhar como “ele chegou lá”. Se ele é um ser humano como eu, se sente medos como eu os sinto e se vive no mesmo universo que eu, portanto e matematicamente, tenho as mesmas chances de atingir o sucesso como ele. O que nos difere é o tempo gasto nos objetivos somente.
Se eu pudesse, se a minha vida permitisse, gostaria de apenas ficar ouvindo conselhos de empresários de sucesso como eles. Gostaria de aos poucos, ir escrevendo uma cartilha, um manual de instrução onde pudesse chegar ao sucesso. Porém sei que isso é lirismo, é um sentimento lúdico e que a probabilidade de atingir o meu sucesso seria pequena, pois não haveria o viver, o sentir medo, o desafio.
Por fim, não haveria o aprendizado fundamental para o sucesso; a persistência e o trabalho árduo.
Tomo para mim a liberdade que não tenho para declarar aqui, a minha maior certeza: Como homens como o Sr. Júlio Simões e o Sr. Henrique Borestein chegaram lá? Só há uma resposta. Somente uma grande verdade. A fé!
Não estou me referindo à fé religiosa. Trata-se da fé em si mesmo. Da inabalável crença em seus potenciais, mesmo que o medo se faça presente. É a fé de que dias melhores virão e que tudo vai se estabilizar. É a fé nos colaboradores e que juntos, todos como um barco a remo, sincronizados, nos levarão a costa do mar em paz, calmo e sem ondas raivosas.
Não tive a ousadia de perguntar à eles, mas sei, tenho certeza, que o Sr. Henrique, durante todos os anos de sua vida empreendedora, nunca olhou para outro lado senão para frente enxergando apenas o seu objetivo, um único ponto, mesmo obscuro, mas um único e solitário objetivo. O seu “target”. A sua meta.
Pessoas como ele não se deixam abalar por medos. Sentem medos e milésimos de segundos após voltam à si para trilhar seu caminho em busca de suas realizações pessoais. Transformam o errado em instruções de não-fazer e aprendem que um dia a mais de vida vivida é um dia mais perto do sonho realizado. Tenho a certeza mais que absoluta e vou além, desafio, quem quer que seja a me convencer que esses senhores motivaram-se por dinheiro. Não, isso não.
Um empreendedor de sucesso busca realização pessoal. Ele busca o conforto e as realizações que o dinheiro possa trazer e não o próprio em espécie. Saber que estamos provendo realizações de outros através das nossas é a propulsão que nos move. Repousar um dia, em sono profundo e ter a consciência tranqüila de ter cumprido o melhor ao nosso redor.
Um empreendedor de sucesso é um amante inveterado da vida e a vive como se fosse sua única chance de vitória e na verdade, se pensarmos mais a fundo, realmente é.
Um empreendedor verdadeiro toma para si todas as responsabilidades de erros novamente cometidos e acalenta-se sob sua própria consciência já culpada e aprende que tudo depende de seus desejos e anseios.
O empreendedor deve, contrariamente a muitos que dizem o que fazer e como fazer, seguir seu próprio coração e sentir seus pés firmes no caminho que ele próprio decidiu trilhar; o caminho do sucesso. O caminho da sua realização pessoal.
Não se desviem de seus caminhos e nunca, nunca, nunca, desviem seu olhar daquele pontinho lá longe, solitário, quase imperceptível e que o medo nos dificulta a visão; A SUA REALIZAÇÃO PESSOAL.
Fernando Massaro

Convidem a si mesmos para tomar um café. Apresentem-se a si mesmos e perguntem quem é você e o que deseja para a sua vida. Olhem para dentro de si e vejam a força que torna tudo possível. Sejam amigos íntimos e sorriam para ambos.

O meu pontinho está lá, cada dia mais perto, por vezes tão longe, mas está lá. E sei que um dia estarei de frente ao meu pontinho, e que neste dia, tão esperado dia, eu possa olhar para o lado e dizer:
-Sr. Henrique, então era só isso? Era só não deixar de caminhar mesmo com medo? Bem, de qualquer maneira… eu o agradeço pela inspiração. Muito obrigado!”

Fernando S. Massaro Duque
Hoje sou eu quem agradeço, Fernando. Muito obrigada!

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Te espero por lá…
26 abr 2011

BRASIL TEM A MAIOR TAXA DE EMPREENDEDORISMO DOS ÚLTIMOS ANOS

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Boas notícias foram anunciadas aos apaixonados pela cultura empreendedora nacional durante a manhã desta terça-feira, 26 de abril.
Em 2010, o Brasil alcançou a maior taxa de empreendedorismo entre os países membros do G20 (grupo que integra as maiores economias do mundo) e do BRIC (grupo que reúne os emergentes Brasil, Rússia, Índia e China). O estudo mostra que no ano passado o País registrou o melhor resultado dos 11 anos em que participa da pesquisa GEM – Global Entrepreneurship Monitor, com a maior Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial (TEA): 17,5% da população adulta (18 a 64 anos). Esse percentual revela que, no mundo, 250 milhões de pessoas empreenderam no ano que passou, sendo que no Brasil esse número chegou a 21,1 milhões de brasileiros exercendo alguma atividade empreendedora em negócios com até três anos e meio de atividade.
A GEM é o maior estudo independente do mundo sobre a atividade empreendedora. O projeto que atualmente é coordenado pelo Global Entrepreneurship Research Association (organização composta e dirigida pela London Business School, na Inglaterra, pelo Babson College, dos Estados Unidos, e pela Universidad Del Desarrollo, do Chile, e por representantes dos países participantes do estudo) tem entre suas finalidades avaliar, divulgar e influenciar as políticas de incentivo ao empreendedorismo no Brasil e no mundo. Sessenta países participaram do estudo em 2010, número recorde desde a sua criação.
A amostra da pesquisa trabalha com três categorias de países, respeitando o seu desenvolvimento econômico, conforme critérios definidos pelo Fórum Econômico Mundial. O primeiro grupo é o dos países cujas economias são baseadas na extração e comercialização de recursos naturais, que são os menos desenvolvidos, como a Bolívia e Uganda. O Brasil faz parte dos países impulsionados pela eficiência – que reúne as economias norteadas para a eficiência e a produção industrial em escala, onde também estão Chile e China. Os demais são países impulsionados pela inovação, que são os mais ricos, como Estados Unidos e Itália.
Entre os 17 países membros do G20 que participaram da pesquisa em 2010, o Brasil é o que possui a maior TEA, ultrapassando a China, com 14,4%, a Argentina, com 14,2%, a Austrália, com 7,8%, e os Estados Unidos, com 7,6%. Entre as nações que formam o BRIC, o Brasil tem a população mais empreendedora, com 17,5% em estágio inicial – a China teve 14,4%, a Rússia, 3,9%, enquanto a Índia não participou da pesquisa nos últimos dois anos. Em 2008, a TEA da Índia havia sido de 11,5%. Em 2009 a TEA do Brasil havia sido de 15,3%, ocupando a segunda posição no grupo dos G20, abaixo da China com taxa de 18,8%.
Não há dúvidas de que estamos realmente sedimentando um caminho de sucesso para quem deseja empreender no Brasil: conquistamos melhorias com o SuperSimples, com a Lei Geral das MPEs e com o Empreendedor Individual, mas ainda precisamos de regulamentação tributária para que tais avanços sejam sustentáveis a longo prazo.
Não basta empreendermos mais.
Chegou a hora de empreendermos melhor!
Luiz Barreto, Presidente do SEBRAE
“O ambiente econômico atual do Brasil favorece o surgimento de novas oportunidades aos micro e pequenos empresários, que precisam se preparar para enfrentar os desafios que virão”, afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. “Neste cenário, o Sebrae terá papel fundamental para auxiliar os empreendedores na identificação de oportunidades e na preparação para enfrentar os desafios da concorrência, com foco principalmente na inovação”, completa.

Precisamos reforçar a idéia de sermos mais competitivos em termos globais estimulando, inclusive, uma maior participação das micro e pequenas empresas na balança das exportações nacionais. Para isso, é preciso uma gestão profissional do negócio como foco na inovação, na qualidade e na responsabilidade socio-ambiental.

Estimular nas escolas cada vez mais disciplinas voltadas ao empreendedorismo também é um importante mecanismo de fomento a uma nova cultura nacional. Um maior nível de escolaridade influencia na qualidade dos empreendimentos no Brasil. Quanto maior a escolaridade e a renda maior é também a  taxa do empreendedorismo por oportunidade.

Por que isso é importante?

Negócios abertos com foco nas oportunidades tendem a se sustentar mais no mercado. Durante anos, o empreendedor brasileiro abriu negócios com foco no atendimento de suas necessidades e não com olhos nas oportunidades. Se você quer entender um pouco mais sobre oportunidade e necessidade, leia o post “Oportunidade X Necessidade” de outubro de 2009.

Sem nenhuma surpresa com relação ao setor mais atrativo aos novos empreendedores, o comércio é aquele em que mais se investe. De cada 100 empresários que abrem negócios por oportunidade no país, 25% se tornam varejistas. As outras áreas mais demandadas são as de alimentação e hospedagem (15%), atividades imobiliárias (13%) e indústria de transformação (10%).

E você, leitor do Lounge Empreendedor, pode estar se perguntando: o que leva uma pessoa a fazer tais escolhas?
Entre os empresários que apontam a oportunidade como razão de terem entrado no mundo dos negócios, 43% o fizeram pela busca de maior independência na vida profissional, 35% pelo aumento da renda pessoal, 18% para manutenção de sua renda pessoal e o restante citou outros motivos.
Outro dado relevante apresentado no relatório da pesquisa é que a “guerra dos sexos” está ficando cada vez menos importante no universo empreendedor. Há espaço para todos! Dos empreendimentos em estágio inicial (com menos de 42 meses), 50,7% foram iniciados por homens e 49,3% por mulheres. Apenas em Gana, as mulheres empreenderam mais do que os homens.
Ficou curioso? Quer saber um pouco mais sobre esse celeiro de oportunidades empreendedoras que o Brasil vem se mostrando?
A pesquisa completa bem como seu sumário executivo está aqui.
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Te espero por lá…
25 abr 2011

PESQUISA SOBRE EMPREENDEDORISMO

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O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) divulga amanhã, 26 de abril, a última versão da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, a GEM 2010, que mede o nível de empreendedorismo no Brasil e no mundo. Nesta edição do estudo, foram analisados 60 países, a maior participação já registrada desde 1999, quando a pesquisa foi criada.
Esta é a 11ª participação consecutiva do Brasil na GEM, o que já possibilita uma análise histórica do comportamento do empreendedor brasileiro na primeira década do século 21. O estudo revela, entre vários aspectos, a taxa de empreendedorismo do Brasil, a participação dos jovens no universo empresarial e a motivação para empreender. Nesta edição, a GEM trará um tópico especial sobre a mulher empreendedora brasileira.
Para vários estudiosos do empreendedorismo, a pesquisa tem servido de base para a identificação dos fatores críticos que contribuem ou inibem a iniciativa empreendedora da população brasileira. Os resultados da última edição (GEM 2009, apresentada em abril de 2010) apresentaram o aumento na taxa de empreendedorismo, maior participação feminina no comando dos empreendimentos e o sexto lugar como um dos países mais empreendedores do mundo.
Quanto à Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial, TEA, o Brasil conquistou um percentual de 15,3%, equivalendo a um universo de 18,8 milhões de empreendedores. A TEA é composta pela proporção de pessoas com idade entre 18 e 64 anos envolvidas com empreendimentos em estágio inicial ou com menos de quarenta e dois meses de existência.
E das 18,8 milhões de pessoas à frente de empreendimentos em estágio inicial no Brasil, as mulheres superaram mais uma vez o desafio. Quando o tema é empreender com eficiência e competitividade, 53% dos novos empreendedores são mulheres contra 47% de homens.
Vamos aguardar e descobrir as novidades da nova edição. Os números serão divulgados pelo presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, durante coletiva de imprensa, em São Paulo.

Serviço
GEM 2010 – Global Entrepreneuship Monitor
Coletiva de Imprensa: 26/04/2010, terça-feira
Horário: 10h30
Local: Hotel Blue Tree. Av. Brigadeiro Faria Lima, 3989 – Vila Olímpia, São Paulo

Assessoria de imprensa:
Beth Matias (11) 9656 4582
Agência Sebrae de Notícias: (61) 3243-7851/ 3243-7852/ 8118-9821
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
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