10 set 2009

QUANDO SE VENCE O MEDO

No Comments Aprendizagem, Confiança, Cotidiano, Momentos de Vida, Otimismo, Superação, Viva Positivamente

Hoje resolvi compartilhar com vocês mais um texto que não é meu, mas que recebi de um amigo e que certamente assombra a vida de muitos de nós…

Se você é empreendedor, já teve medo de correr riscos maiores do que aqueles que calculou.

Se você é pai, já teve medo de deixar seu filho sair para a primeira excursão com a escola.

Se você é mãe, tem medo todos os dias… tenho certeza disso!

Enfim, se você vive, algum medo assombra seu dia e por vezes, te impede de um passo seguinte.

Mas cuidado… Criamos medos que muitas vezes não são nossos… Criamos medos de fantasmas que nem mesmo existem…

"O MEDO"

Ele era um ladrão profissional. Seu nome inspirava medo. Ele aterrorizou durante 13 anos as diligências de Wells Fargo, rugindo como um furacão e saindo da Sierra Nevada assombrando os mais rudes homens da fronteira. Nos jornais de São Francisco e Nova Iorque seu nome se tornou sinônimo de perigo na fronteira. Durante seu reino de terror, entre 1875 e 1883, ele roubou a bagagem e o fôlego de 29 diferentes tripulações de diligência. E fez tudo isso sem disparar um tiro sequer. Sua arma cobria seu rosto. Nenhuma vítima jamais o viu. Nenhum artista pôde fazer seu retrato. Nenhum delegado pôde seguir sua trilha. Ele nunca deu um tiro ou seqüestrou alguém. Ele não precisava fazê-lo. Sua presença era o bastante para paralisar as pessoas.

Black Bart… Um bandido encapuzado, equipado com uma arma mortal.

Ele me faz lembrar outro ladrão que ainda anda por ai…

Você o conhece, mas também nunca viu seu rosto. Você não pode descrever sua voz ou fazer seu retrato falado. Mas quando ele está por perto, você o sente por causa das batidas do seu coração. Se você já esteve num hospital, já sentiu o toque de sua mão áspera sobre a sua.

Se você já sentiu que alguém o estava seguindo, já sentiu sua respiração no pescoço.

Se você acordou tarde da noite num quarto estranho, foi seu terrível sussurro que roubou seu sono.

Você o conhece.

Ele é o ladrão que fez as palmas de sua mão suarem quando foi ser entrevistado para um emprego. E foi esse patife que segregou em seu ouvido ao deixar o cemitério: " Você pode ser o próximo!".

Ele é o Black Bart da alma.

Ele não quer o seu dinheiro. Ele não quer seus diamantes. Ele não está querendo seu carro. Ele quer algo muito mais importante. Ele quer a paz do seu espírito – sua alegria.

Seu nome? Medo

Enfrentemos a realidade. Todos nós sentimos medo. Nenhum ser humano está imune a essa emoção, que é uma das mais comuns. Na verdade, trata-se de uma emoção que compartilhamos com muitos membros do reino animal.

Entretanto, sendo diferente dos animais, que aparentemente só sentem medo de ameaças que jamais nos foram feitas, e até mesmo ameaças que nunca existirão. A missão do medo é roubar sua coragem e deixá-lo trêmulo e tímido. Seu "modus operandi" é manipular você com o misterioso, insultar você com o desconhecido.

Medo da morte, medo do fracasso, medo de Deus, medo do amanhã – seu repertório é muito vasto.

Seu objetivo? Criar almas covardes e sem alegria. Ele não quer que você faça a viagem para a montanha. Ele imagina que se puder sacudi-lo bastante, você acaba tirando os olhos das alturas e partindo para uma existência vã, monótona e sem alegria.

Uma lenda da índia conta a história de um rato que tinha pavor de gatos, até que um mágico concordou em transformá-lo em gato. Isso resolveu seu medo… até que ele encontrou um cachorro; então o mágico o transformou num cachorro. O rato-tornado-gato-tornado-cachorro ficou contente, até que encontrou um tigre; assim, mais uma vez, o mágico o transformou naquilo que ele mais temia. Mas, quando o tigre veio se queixar de ter encontrado um caçador, o mágico se recusou a ajudar. " Eu o transformarei num rato novamente, pois apesar de ter o corpo de um tigre ainda tem o coração de rato!".

O medo é provavelmente a causa principal do potencial perdido. Quantas pessoas, através da história, malograram na consecução de seus objetivos porque deram as costas a oportunidade: sentiram medo.

Meu exemplo pessoal e favorito de vitória sobre o medo é Madre Teresa de Calcutá, a simples freira natural da Iugoslávia, cujo coração foi suficientemente grande para abrigar pessoas de todas as classes, de todos os níveis intelectuais, culturais e religiosos. A vida dela foi uma parábola sobre o domínio do medo. Medo da pobreza, da doença, da ameaça a segurança, de ser mal compreendida.

E você, será que tem um corpo de tigre e ainda tem o coração de um rato? Para qual oportunidade você está dando as costas?

Não faltam oportunidades e desafios. Novos empreendimentos comerciais precisam ser estabelecidos. Escolas precisam ser fundadas. Livros precisam ser escritos. Leis precisam ser promulgadas. Vacinas precisam ser descobertas. A poluição precisa ser controlada.

Quem sabe se você não é a pessoa indicada para atender a uma destas necessidades, ou a alguma outra dentre milhares e milhares? A propósito, lembra-se do Black Bart?

Afinal, ele não era nada a temer. Quando o capuz caiu, não havia nada a temer. Quando finalmente as autoridades prenderam o ladrão, não encontraram o bandido sanguinário do Death Valley (vale da morte); encontraram um farmacêutico bem comportado de Decatur, Illinois. O homem que os jornais apontavam como alguém que galopava pelas montanhas sempre em alta velocidade, na realidade, tinha tanto medo de cavalos, que praticava seus assaltos viajando numa pequena carruagem. Ele era Charles E. Boles – o bandido que nunca deu um tiro, porque nem sequer carregava pistola!

Existem "falsos capuzes" no seu mundo???

Desmascare-os

Viva! Sonhe! Planeje! E sobretudo realize.

Quando se vence ao medo começa a sabedoria …

Bertrand Russell

Uma ótima história para refletir… não acham?
E um ótimo vídeo para você se inspirar…

 

31 jul 2009

CONFIE EM ALGUÉM ALÉM DE VOCÊ MESMO

No Comments Administração e Gestão, Confiança, Gestão de Pessoas, Gestão do Tempo, Liderança, Motivação, Qualidade de Vida, Relações de Trabalho

Esse foi um artigo publicado no início do ano. Um texto muito apropriado para aqueles momentos em que saimos de férias e deveríamos desligar da nossa atividade… Como estamos em julho e talvez, muitos de vocês ainda estejam em férias, achei que fosse interessante compartilhar.

 

Quantas vezes, no meio do seu dia de trabalho, você se pegou pensando: “só eu posso fazer isso. Ninguém conhece esse processo melhor do eu”.?!?

Crescemos inseridos em um processo de aprendizagem que nos ensina a ser importante, ser insubstituível. Depois as empresas crescem e vão ensinando uma pessoa a fazer o que duas faziam antes, depois três, vinte. É assim que um vendedor se torna uma força de vendas!

Você até pode fazer bem o seu trabalho, mas você pode impedir o crescimento da empresa se continuar fazendo tudo sozinho. É preciso sair da frente, deixar que mais alguém aprenda as coisas com você.

Para que você mesmo possa crescer e para que a sua empresa possa se desenvolver é preciso que “você prepare novos vocês”. Confie em seu par, em seu assistente, em toda a sua equipe.

Imagine que um dia você mereça férias! (Calma! É só uma idéia!)

A empresa não pode parar. As pessoas que você mesmo contratou não merecem sua confiança?

Pode ser que nesse período a empresa funcione de maneira diferente. Eles podem ler e-mails de tarde e não de manhã, retornar as ligações após o almoço e não ao final do dia como você, mas talvez essa nova rotina traga com ela, novos clientes, novos processos, novas formas de fazer certo aquilo que você sempre fez certo também.

Não é fácil abrir mão, delegar o que temos de funções mais importantes, especialmente quando você é muito bom naquilo que faz e quando a empresa vem apresentando resultados positivos. Mas comprometimento tem limite. Quantas vezes presenciamos fatos onde o profissional deixa sua vida pessoal em segundo, terceiro plano para atender a um chamado da empresa? Momentos assim eram fatos esporádicos, só que de uns tempos para cá as empresas imprimiram um novo ritmo, trabalhando muito no limite, trafegando acima da linha da normalidade e conduzindo os seus profissionais numa jornada estressante.

Profissionais competentes, equilibrados e dotados de bom senso, têm noção do seu real valor e da contribuição que trazem para a empresa e sabem muito bem quando chegou a hora de descansar, de assumir novos desafios ou até de partir para outra empresa.

Conviva com pessoas com talento. Se puder, traga-as para a sua equipe. Motive-as. Desafie-as. Faça-as progredir. O que elas ainda não sabem, vão aprender. Continue fazendo o seu trabalho ou tocando a sua empresa de forma competente, mas prepare também as pessoas libertando-se para fazer a empresa crescer, capacitando as pessoas para que um dia possam substituí-lo e deixando o caminho livre para uma promoção ou para você se dedicar às coisas mais rentáveis, ou talvez a abrir outro tipo de negócios para explorar no futuro.

É preciso confiar e acreditar que a empresa vive, sim… e pode até ser melhor quando você não estiver por lá!

 
Ana Maria Magni Coelho
Publicado no DAT em 24 de janeiro de 2009
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