12 out 2013

O PARADOXO DA COOPETIÇÃO

No Comments Competitividade, Comportamento, Comportamento Empreendedor, Cooperação, Gestão de Pessoas, Liderança, Trabalho em Equipe

Se você pensa que errei no título deste texto, páre e reflita sobre um novo jeito de "com-viver" no mundo dos dados abertos.

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As revoluções de maior impacto para a humanidade acontecem, num primeiro momento, sem que as pessoas se dêem conta de sua profundidade. Foi provavelmente assim com a descoberta do fogo, com a domesticação dos animais e com a entrada na era da agricultura. Foi assim na época das grandes navegações e nas duas fases da revolução industrial (primeiro com a máquina a vapor e depois com a eletricidade). Está sendo assim, novamente, com o que vários estudiosos denominam de revolução da informação, um termo que abrange o uso de computadores, a globalização, a hiperconcorrência, a desregulamentação e a proliferação de dados.

Nesse contexto onde a rivalidade parece aumentar todos os dias e impor desafios cada vez maiores a cada um de nós, é imperativo que busquemos caminhos que nos permitam viver de forma mais amena. Afinal, falamos de um mundo menos estável do que no passado, menos rígido, menos seguro e bem menos previsível.

As discussões subjacentes ao tema nos abrem as portas a este novo mundo. Um mundo que congrega propostas de crowdsourcing, crowdfunding, open source e dados cada vez mais abertos, onde criatividade e cooperação são ingredientes fundamentais à sobrevivência. Contudo, seria a criatividade um subproduto da cooperação ou ela tem mais força quando estimulada em um ambiente ancorado na competição?

Não podemos ignorar o fato de que mesmo estando em um mundo onde a cooperação é permitida, ainda vivemos uma realidade onde a concorrência nos é exigida. Trata-se do paradoxo da coopetição (cooperação + competição), um termo inventado pelo consultor americano James Moore em O Fim da Concorrência.

Buscar o equilíbrio entre cooperar e competir é fundamental para a construção de ambientes criativos. Ser competitivo na medida certa envolve, antes de tudo, cooperar e saber produzir em equipe, mas – ao mesmo tempo – deixar claro que você tem ambição e que deseja ter suas idéias reconhecidas e respeitadas. Não há poder em possuir um conhecimento se este não estiver à disposição para a solução de problemas comuns.

Ser melhor a cada dia, treinar, estudar, e se dedicar com afinco, só ofende aos medíocres. Ao alcançar grandes resultados agindo assim, você construirá a reputação de uma pessoa competitiva, mas também ética e colaborativa. Preparar-se para o futuro é preparar-se o máximo de possibilidades, sejam elas individuais ou coletivas.

Segundo Manuel Castells, sociólogo espanhol, a economia em rede tem um novo fundamento ético, um novo espírito: "É a cultura do efêmero, uma cultura onde cada decisão estratégica é uma colcha de retalhos de experiências e interesses, em vez de uma carta de direitos e obrigações". Sem dúvida, o melhor jeito de ampliar a criatividade e multiplicar o conhecimento é dividi-los. Que tal experimentar? 

10 out 2013

OS NEGÓCIOS E AS REDES SOCIAIS

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Como o uso das redes sociais em um país como o Brasil pode agregar valor aos negócios.

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Com 1,5 bilhão de usuários espalhados pelo mundo, as redes sociais são um divisor de águas para os negócios, pois estimulam e expõem novos comportamentos e aspirações que as empresas precisam conhecer e atender. Os empreendimentos devem ir muito além de criar presença nas plataformas sociais para aumentar a exposição das marcas, mas utilizá-las para o desenvolvimento de produtos, interação com clientes, atendimento ao consumidor, recrutamento e seleção, aumento da produtividade e colaboração de seus funcionários.

A penetração das redes sociais nas Pequenas e Médias Empresas nos EUA é de apenas 31%, de acordo com estudo da consultoria McKinsey. O relatório ainda aponta que 70% das empresas usam tecnologias sociais e 90% delas relatam benefícios para os negócios, mas a implementação de estratégias sociais em todo seu potencial agregaria valor adicional de US$ 900 bilhões a US$ 1,3 trilhão globalmente por ano.

Em um País de pioneiros na adoção de tecnologias sociais, existe uma grande oportunidade para que os empreendedores brasileiros ampliem o uso das plataformas sociais para agregar valor aos negócios.

Consumidor social

Mais do que angariar fãs, as plataformas sociais possibilitam a coleta de informações sobre comportamento, localização e preferência dos indivíduos de maneira mais rápida e barata. Com estes dados, as empresas podem entender os desejos e necessidades de seus consumidores para definir estratégias de negócio, marketing e desenvolvimento de produtos.

O uso de redes sociais permite, ainda, a interação instantânea e personalizada com clientes. A comunicação das empresas com usuários nestas plataformas passa a ser bidirecional, pois permitem o feedback da comunidade de consumidores sobre marcas, produtos, campanhas, etc.

lounge-empreendedor-os-negócios-e-as-redes-sociaisOs indivíduos usam as redes sociais para ouvir a opinião de outros usuários, encontrar informações relevantes, se conectar com marcas e produtos e cada vez mais se apoiam nas suas conexões sociais para decisões de compra. Para ter uma ideia do potencial destas plataformas, cerca de 30% dos gastos dos consumidores poderia ser influenciado por social shopping, de acordo com a McKinsey.

Colaboração em escala

A internet proporciona a utilização da inteligência e conhecimentos coletivos para resolver problemas e desenhar soluções (crowdsourcing). A colaboração também pode acontecer dentro das empresas por meio do fluxo livre de ideias e conteúdo. As redes sociais tornam as pessoas mais produtivas, pois reduzem as barreiras e permitem a interação de diversas áreas de negócio para solucionar problemas com inovação multidisciplinar, criando assim novos produtos e estratégias.

Um passo seguinte é abrir esta comunidade para clientes e parceiros, fomentando a colaboração inovadora. As tecnologias sociais, quando usadas nas empresas segundo a McKinsey, tem o potencial de aumentar a produtividade de trabalhadores qualificados de 20 a 25%.

Quando o assunto é redes sociais, inevitavelmente surgem preocupações nas empresas. Mas e a privacidade do consumidor e dos dados da empresa? As aplicações são seguras? Os funcionários não perdem tempo nestas plataformas? Os benefícios das redes sociais dependem de uma série de fatores, como o setor de atuação e perfil da empresa, assim como inovações gerenciais no seu uso, mas podem produzir ganhos de fato para os negócios. Estes pontos devem ser considerados, mas é importante que não impliquem na restrição dessas plataformas nas empresas.

As redes sociais se tornaram um fenômeno cultural, social e econômico, com a mudança de comportamentos, desde cotidianos a movimentos políticos. Para as empresas, trazem benefícios nas mais diversas áreas, desde a percepção e reconhecimento da marca pelos consumidores, até a distribuição digital de novos produtos e serviços. Os seus consumidores estão nas redes sociais. Como você está aproveitando esta oportunidade?

Antonio Gil é graduado em Engenharia de Produção pelo ITA, Presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), ligado à Presidência da República.

13 ago 2013

6 ETAPAS E DESAFIOS DO CRESCIMENTO

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O principal sonho de um empreendedor, que é crescer o seu negócio, pode também ser o seu maior pesadelo.

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Sim, crescer não significa apenas conquistar novos mercados e vender mais, mas fundamentalmente transformar o seu negócio constantemente e velozmente.

Essa transformação, a cada etapa, demandará diferentes competências ao negócio e ao empreendedor. A busca dessas competências pessoais e de colaboradores poderá ser o diferencial entre viver e morrer.

Antever as características e necessidades de cada etapa dos ciclos de vida de uma organização poderá ser a grande ferramenta para vencer esse desafio.

Algumas dessas etapas de crescimento e seus desafios podem ser assim resumidas:

  • EXISTÊNCIA: a preocupação é sobreviver, a empresa é totalmente administrada pelo empreendedor, há poucos colaboradores, não existem controles formais e o negócio é confundido com o dono e dependente dele.
  • SOBREVIVÊNCIA: a estratégia é sobreviver. A empresa começa a se organizar, já há necessidade de alguns sistemas formais e gerentes. Surge uma das primeiras crises, que é a necessidade de liderança. A organização ainda confunde-se com o dono que terá que passar a delegar obrigações e poder.
  • SUCESSO: a estratégia é crescer, manter a rentabilidade e buscar recursos para financiar o crescimento. O empreendedor começa a ter a certeza de que não conseguirá suprir todas as competências necessárias para o crescimento, e que é cada vez menos dono do negócio. Ao mesmo tempo, já superada a crise da necessidade de delegar tarefas, passa a conviver com a crise de ter que lidar com uma grande quantidade de formalizações e busca por profissionais mais qualificados, principalmente os administrativos e financeiros.
  • DECOLAGEM: a ordem é crescer. Gerentes passam a tomar decisões estratégicas, a figura do empreendedor não é mais decisiva para o sucesso das operações e os sistemas devem ser mais robustos. A crise é o empreendedor saber lidar com o fato de que a sua criação cresceu e que tomará rumos nem sempre definidos por ele. O empreendedor não necessariamente tem o conhecimento de vários de seus colaboradores.
  • MATURIDADE: chega a maturidade. O fundamental é melhorar o retorno sobre os investimentos. O estilo de gerenciamento é baseado em equipes, o empreendedor provavelmente estará no conselho e chega a necessidade, que será o diferencial entre a empresa morrer ou sobreviver por gerações – da… REVITALIZAÇÃO

Gestores deverão lembrar qual foi o sonho do empreendedor, e fazer com que gerentes e colaboradores passem a viver esse sonho dentro da organização.

Portanto, empreendedor, saber em que fase a sua organização está e, mais importante, para onde está indo será fundamental para que você consiga antecipar as eventuais crises e buscar as competências necessárias para crescer de forma sustentável.

Mas lembre-se, como todo organismo vivo, as organizações têm as suas particularidades e, não necessariamente essas características serão tão claramente definidas, exigindo análises um pouco mais profundas.

Boa sorte!

Carlos Alberto Miranda é sócio-fundador da BR Opportunities, gestora de Private Equity com foco em empresas de rápido e alto crescimento.

25 jul 2013

GERENCIANDO O CRESCIMENTO

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Como você idealiza o futuro da sua empresa? Como saber o momento adequado para um salto de crescimento? 

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Uma questão bastante delicada com relação ao futuro de qualquer empresa diz respeito ao crescimento e à expansão. Seja através da abertura de novas filiais ou de franquias, compra de concorrentes, fusão com outras empresas, parcerias ou mesmo abertura do capital na Bolsa de Valores, esse processo deve ser muito bem estudado e levar em consideração que a idéia de crescer deve estar sempre lastreada na busca do lucro e da sobrevivência da empresa. Não se deve jamais crescer “porque é a
evolução natural de um negócio”, sem estar suficientemente preparado.

Tudo bem que para todo empreendedor de alto impacto o desejo natural seja ver sua empresa ganhar competitividade e crescer. Entretanto, o crescimento pode vir carregado de uma bagagem de problemas. Infelizmente! Não existe crescimento sem dor.

Mauro Muratorio, que em seus 18 anos na Microsoft viveu intensamente o crescimento mundial da companhia, apresenta neste vídeo do Workshop Endeavor todos os fatores importantes para o crescimento de uma empresa e como o empreendedor deve gerenciá-los.

Sem dúvida, uma lição para quem deseja ser grande! 

Fonte: Endeavor Brasil

12 jun 2013

COMO NASCEM AS GRANDES EMPRESAS

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Elas não surgem essencialmente de grandes ideias, mas sim a partir de grandes pessoas que sabem o que querem.

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Diferentemente do que muitos possam imaginar, grandes empresas normalmente não se iniciam com grandes ideias, mas sim com pessoas de alto potencial que sabem o que precisa ser feito, como fazer e principalmente tem dedicação total para transformar um sonho em realidade, assim, o elemento mais importante para uma startup é o seu time.

Os fundadores devem ser complementares tanto em termos de conhecimentos e afinidades, quanto em perfil; genericamente enquanto um deve ter foco mais técnico, outro deve ter pelo lado administrativo/operacional e um terceiro voltado para negócios, marketing e comercial. Assim, tem-se um tripé que consegue não só se sustentar, mas também ao negócio como um todo. Além disto, este time precisará de um líder, que ao mesmo tempo os conduza na realização da visão do negócio e saiba delegar suas responsabilidades bem como ouvir e aprender com seu time, com os clientes e parceiros.

O segundo elemento fundamental para a criação de grandes negócios é o mercado e a oportunidade que ele possui naquele momento. Uma empresa existe para atender as necessidades de seus clientes e somente cresce e se torna perene se conseguir suprir as demandas e expectativas acima de qualquer outro concorrente no mercado. Neste sentido é fundamental, antes de sair executando a ideia, conhecer o mercado, conversar com potenciais consumidores, parceiros e fornecedores para entender a lógica do mesmo, a atuação dos concorrentes e as necessidades não atendidas.

Após tudo vem a ideia, ou melhor, de que forma esta necessidade será atendida, os produtos/serviços que serão ofertados, no que eles serão inovadores/diferenciados em relação aos concorrentes existentes. Aqui reside um detalhe muito importante: os concorrentes podem não ser aqueles iguais a você, mas sim os players dominantes que de alguma forma suprem a necessidade que irá atender. Um exemplo típico que sempre cito são os concorrentes de e-commerce não são só os outros sites de vendas, mas também as lojas físicas que ainda tem o maior market-share deste mercado.

Assim, a lógica da construção de grandes empresas deve ser sempre inversa ao que se imagina: antes de sair criando e tendo ideias, deve-se observar atentamente o mercado que se pretende atingir, entender quais são suas necessidades mal atendidas e se realmente há oportunidade de supri-las de forma diferente, montar o time certo e então desenhar seu modelo de negócio para então implementá-lo.

Cassio A. Spina foi empreendedor por 25 anos, sendo atualmente investidor-anjo. É o fundador da Anjos do Brasil e autor do livro “Investidor-Anjo – Guia Prático para Empreendedores e Investidores”

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