14 jun 2009

A RESPONSABILIDADE TAMBÉM É SUA!

No Comments Cidadania, Cooperação, Democracia, Desenvolvimento Sustentável, Políticas de Desenvolvimento, Protagonismo, Responsabilidade Pessoal, Sociedade e Política

No artigo dessa semana, não pude deixar de refletir sobre a participação popular nos processos de desenvolvimento local.

 

No SEBRAE-SP realizamos inúmeros eventos com foco no engajamento e envolvimento das lideranças em nossos projetos e nas inumeras possibilidade de construção conjunta, mas muitas vezes nos sentimos frustrados pelo baixo número de adesões.

Essa semana, vivemos uma rica experiência com apresentação dos indicadores socioeconômicos da região no nosso escritório. Sala cheia… Lideranças presentes… Novas propostas… Novos olhares para aquilo que sempre olhamos…

Esse é o caminho! Afinal, não podemos esperar que os outros tomem, sozinhos, decisões de afetarão as nossas vidas… É preciso assumir nosso papel de forma voluntária, com o desejo efetivo de contribuir com a região em que vivemos. Isso é cidadania! É ser protagonista da principal história que temos a viver: a nossa!

A RESPONSABILIDADE TAMBÉM É SUA

Acredito que em um futuro não muito remoto as pessoas serão o fator determinante aos processos de desenvolvimento estruturado e sustentável das regiões.

Pessoas como eu ou você, que com conhecimentos e experiências próprias auxiliarão a construção de novos modelos de gestão e de organização social. Precisaremos deixar de lado modelos antigos e ousar vivenciar o novo, assumindo um papel que nos inspire a construir essa nova realidade e construa uma efetiva rede de cooperação constituída por pessoas e organizações interessadas em contribuir para o desenvolvimento.

O medo do desconhecido pode fazer com que muitas pessoas deixem de participar ativamente, agindo como coadjuvantes que se acomodam frente a decisões de terceiros que impactam diretamente suas próprias vidas.

Há casos ainda mais graves: aqueles que se limitam a considerar apenas o seu diminuto espaço individual, ilhando-se em suas próprias fronteiras. Com isso, desperdiçam infinitas oportunidades de contribuição, concepção e implementação de mudanças.

Vivemos um momento importante no Alto Tietê: início de mandatos das administrações municipais, a concepção do consórcio intermunicipal, o desejo de consolidar a agência de desenvolvimento regional…

Fica evidente que novos modelos estão surgindo, com novos padrões organizacionais e novas formas de regulação das relações, criando um campo favorável ao cultivo de uma cultura colaborativa.

Será um caminho repleto de desafios… Enfrentaremos nosso próprio despreparo, a imaturidade e as diferenças presentes na governança, a dificuldade em identificar as necessidades regionais que possam despertar nossas reais vocações, a transição do paradigma da competição para a cooperação até a percepção da interdependência.

Mas não podemos desistir, devemos tratar as diferenças com maturidade. Esse é o caminho que nos colocará definitivamente no século XXI e permitirá que nossa região seja reconhecida com o destaque que merece.

É preciso participar! Cada um de nós deve ter a disposição para ser guiado pela generosidade, pela gentileza e pelo respeito ao outro entendendo que o crescimento de nossa região dependerá do esforço voluntário e integrado de lideranças empresariais e políticas, associações, sindicatos, universidades e toda a sociedade civil.

Afinal quem faz o desenvolvimento regional são as pessoas que assumem seu papel de sujeitos da própria história.

 

ANA MARIA MAGNI COELHO
Junho/2009
18 mai 2009

SERIA MESMO UMA REFORMA?

No Comments Cidadania, Democracia, Sociedade e Política

Não sei quanto a vocês, mas ultimamente eu tenho evitado conversar sobre política nas minhas rodas de amigos, na faculdade ou no boteco.

Mas na última semana não consegui ficar quieta… Um político causa um acidente e mata dois jovens que no mínimo teriam muitas coisas a realizar pelo nosso País ainda, outro grita a quem quiser ouvir: "não estou nem aí para a opinião pública".

Estou enganada ou essas pessoas a quem ele não está nem aí são as mesmas que o colocam no lugar onde ele está sentado?

Enfim, no último sábado (16 de maio) esse foi o artigo publicado no DAT.

SERIA UMA REFORMA?

 

Desde que eu me conheço por gente, escuto, leio e ouço falar que o Estado Brasileiro tem inúmeros problemas… Problemas financeiros, políticos e sociais, e recentemente problemas éticos têm ganhado destaque da mesma proporção.

Deputados donos de castelos, uso de verba indenizatória para inúmeros fins, quebra de decoro parlamentar e a credibilidade de nossos representantes cada vez mais abalada em sessões permanentes de escândalos inundando o Congresso Federal.

Recentemente, o governo apresentou uma proposta para reforma do sistema eleitoral e do financiamento das campanhas. Mas será que podemos verdadeiramente acreditar na proposta? Não seria esse um meio de desviar a atenção do nosso povo da rotina de abusos nas duas Casas Federais do Legislativo ou dos reais problemas que atrapalham o dia-a-dia de empresários e da população?

Inúmeras reformas são necessárias para que possamos efetivamente democratizar o nosso país e trazer melhores condições tributárias, trabalhistas, previdenciárias…

Os defensores da atual reforma política costumam descrevê-la como “a mãe de todas as reformas”, um pré-requisito para nossa modernização institucional.

O fato é que a política brasileira vive uma grande crise de imagem, de credibilidade e de respeitabilidade junto à opinião pública e iniciar as reflexões sobre a necessidade de revisão política é uma estratégia de resgate necessária às eleições de 2010.

De nada adianta ficar "remendando uma colcha" já super remendada, precisamos de mudanças significativas ao Estado Brasileiro, senão continuaremos tendo os mesmos problemas de sempre.

 

Ana Maria Magni Coelho
Maio/2009
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