24 jul 2013

EDUCAÇÃO E SUSTENTABILIDADE

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Programa de Reciclagem de Cartão de PVC chega às escolas e pretende atingir a marca de 10 escolas particulares de São Paulo. 

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‘Programa RC – reciclagem de cartão’, iniciativa da R. S. de Paula, empresa fabricante de cartões, está no ar há pouco mais de um ano e meio e já comemora o recolhimento de mais de 330 mil cartões de PVC, o que equivale a um total de uma tonelada e meia de resíduos que deixaram de ir para os aterros.

Esta é uma iniciativa inédita em todo o mundo e tem por objetivo dar um descarte correto e seguro aos cartões de PVC — de banco (débito e crédito), de lojas (fidelidade), seguro-saúde, cartões telefônicos, presentes, credenciais e assim por diante — que perderam a validade ou se danificaram. Aposto que você tem uma infinidade deles nas gavetas do escritório (ou na sua carteira).

A grande novidade é que o Programa RC firmou uma parceria inédita com o Guia Escolas. A expectativa é levar o Papa Cartão® a 10 instituições de ensino no formato itinerante, por tempo indeterminado, até o final do ano. A primeira a instalar o coletor é o colégio São Francisco de Assis, no bairro do Tatuapé. “Com isso, queremos atingir crianças e jovens para a importância da conscientização, uma vez que sustentabilidade e educação devem andar juntos”, acrescenta de Paula.

Para Simone Perez, do Colégio São Francisco de Assis, o programa presta um serviço importante à comunidade. “O projeto é um diferencial e nos deu a oportunidade de trabalhar a conscientização de alunos e pais. Os que têm contato com a ação sabem que quando precisarem desse serviço já saberão onde recorrer”, declara.

A parceria com o Guia Escolas nasceu da necessidade de ampliar o Programa com o objetivo de estimular a conscientização de todos os envolvidos pelo sistema de ensino, tais como pais, alunos, educadores, diretores, etc. “Nossa expectativa é levar a cultura da reciclagem às escolas, pois o descarte correto e seguro impacta diretamente em educação. O conceito do reaproveitamento estimula a imaginação e isto faz parte de um projeto pedagógico”, revela Paulo Abud, fundador do Guia Escolas. O anuário tem cadastrado mais de 500 instituições particulares do  litoral e capital de São Paulo e Rio de Janeiro.

Segurança garantida

Outra questão bastante importante abordada pelo programa é sobre o descarte seguro. Todo o processo é acompanhado pelo consumidor no momento do descarte. Além disso, no coletor Papa Cartão® é possível checar o cartão picado e verificar no contador a efetivação do procedimento. Este resíduo chega a empresa de reciclagem totalmente destruído e sem a possibilidade de ser reutilizado.

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O idealizador do programa, o empresário Renato Soares de Paula alerta para a importância da segurança compartilhada. “O Papa Cartão® corta os cartões em pontos estratégicos, inutilizando inclusive tarjas magnéticas e chips, porém é importante também que o consumidor já tenha avisado o emissor do cartão que não o quer mais e irá destruí-lo. Feito isso, a segurança do processo é aumentada, uma vez que os emissores bloqueiam o acesso daquele cartão. Esta ação do consumidor é de extrema importância e valoriza nossa iniciativa”, alerta de Paula.

Hoje, é possível picotar esses cartões em coletores e seu funcionamento é bem simples. Depois de encaixar o cartão no coletor, o consumidor gira uma manivela (não há utilização de energia elétrica o que favore a economia de energia e contribui para fácil instalação) e as lâminas cortam os cartões.

Todo material recolhido é triturado para garantir a perda total das informações. Deste resíduo, são produzidos materiais decorativos e funcionais que já estão sendo consumidos por algumas empresas que aderiram ao programa.  “Colocamos nossa imaginação e experiência em confeccionar brindes para funcionar. Criamos diversos produtos, tais como porta copos, capa de cadernos e agendas, jogos americanos, quadros, relógios, porta-celular, placas informativas, enfim uma infinidade de objetos. O PVC é um material altamente reciclado, podendo ser reutilizado diversas vezes. Pelo Programa RC hoje é perfeitamente viável reciclar 100% dos cartões”, revela de Paula ressaltando que a última novidade foi a implementação de um piso durante a Cards 2013. “Revestimos o assoalho do nosso estande inteirinho com placas dos cartões picotados. Com isso, é possível sim aplicar este material na construção civil, por exemplo, como item para revestimento e de decoração”, completa.

Pontos de Coletas

Além das escolas, a população pode ter acesso ao Papa Cartão® em seis pontos de passagem pela capital de São Paulo, são eles: estações Sé e Conceição, Paraíso e Consolação do Metrô/SP, hall do Conjunto Nacional e Continental Shopping.

Além disso, algumas empresas que já aderiam ao programa e instalaram uma coletora em suas sedes para o recolhimento dos cartões já vencidos de seus funcionários. São elas: Seguros Unimed, Central Nacional Unimed, Metrus (Instituto de Seguridade Social dos Metroviários) e Alelo.

19 jul 2013

EMPREENDEDORISMO E ACESSIBILIDADE

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Parceria incentiva o empreendedorismo e a contratação de pessoas com deficiência física nas Micro e Pequenas Empresas

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O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Sebrae-SP) em parceria com a Secretaria do Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, lançaram no início de julho, o Sebrae Mais Acessível. O projeto promove a empregabilidade e o empreendedorismo da pessoa com deficiência nas micro e pequenas empresas.

O diretor superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano, abriu o discurso pedindo atenção aos números alarmantes que comprovam que poucos profissionais com deficiência estão ativos no mercado de trabalho.

Segundo o Relatório Mundial sobre a Deficiência existem 1 bilhão de pessoas com deficiência no mundo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a parcela da população brasileira com alguma deficiência intelectual, motora, visual ou auditiva passou de 14% em 2000 para 24% em 2010, totalizando 45,6 milhões de pessoas.

De acordo com o Censo (2010), no Brasil, 18,5 milhões de pessoas com deficiência trabalham por conta própria e 39 milhões com carteira assinada. Em São Paulo são 3,6 milhões profissionais autônomos e quase 11,8 milhões formalizados.

“O objetivo do Sebrae Mais Acessível é estimular as pessoas com deficiência a empreenderem e também incentivar os pequenos negócios a contratarem, mesmo não se enquadrando na Lei de Cotas,  que obriga as empresas com 100 ou mais funcionários a preencherem de 2% a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência”, enfatiza Caetano.

A secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella, falou sobre a importância da conscientização nas Micro e Pequenas Empresas (MPEs). “Sabemos que a maior parte das empresas no país são pequenos negócios, então não podemos pensar na lei de cotas sem inclui-las. Só alcançaremos o nosso objetivo mostrando para essas empresas que vale a pena investir no profissional com deficiência”, ressalta.

“Esta parceria representa um marco histórico, ao promover, de forma inédita no país, a empregabilidade e o empreendedorismo da pessoa com deficiência na pequena empresa. Temos procurado criar mecanismos. Se por um lado, o mercado está convencido da importância de tratar dessa questão da diversidade humana de maneira séria, por outro, o governo do estado de São Paulo tem buscado soluções de capacitação para essas pessoas”, conta Linamara Rizzo Battistella.

Durante a apresentação do plano, Bruno Caetano também pediu atenção à relação com o cliente com deficiência. “Poucos são os empresários que valorizam esse consumidor e enxergam o seu grande potencial de consumo”, explica.

A Instituição, na preocupação de proporcionar um melhor atendimento, desenvolveu para os colaboradores, o Guia de Relacionamento com o cliente com deficiência que traz informações e procedimentos técnicos proporcionando um atendimento mais acessível ao cliente do Sebrae-SP.

lounge-empreendedor-empreendedorismo-e-acessibilidadeOutro recurso oferecido é o Projeto Libras. Ele disponibiliza intérprete de libras (língua brasileira de sinais) para o cliente com deficiência auditiva e/ou surda. O interessado em ter o serviço à disposição nos eventos presenciais deve solicitar a presença do profissional no ato da inscrição em um dos 33 escritórios regionais ou pelo 0800 570 0800. O benefício é gratuito e a única exigência é que o pedido seja feito com cinco dias úteis de antecedência.

Para Ana Paula Peguim, gestora do Projeto, o Sebrae Mais Acessível  reforça a autonomia, a valorização e os direitos das pessoas com deficiência. Ele também vai contribuir para uma sociedade mais justa, inclusiva e fortalece os pequenos negócios. Afinal, não é a deficiência que me impede alguém de abrir e manter uma empresa, mas a falta de informação

Outro momento importante no evento foi o depoimento do empresário Ricardo Shimosakai, da Turismo Adaptado.  Antes de ser empreendedor ele, que é cadeirante, teve muita dificuldade em manter-se contratado. “Não conseguia ser empregado. Muitos ambientes das empresas que eu passava não eram adaptados, então era mais fácil me descartarem do que se reciclarem”, relata.

O evento foi encerrado pelo palestrante Fernando Dolabela, criador e coordenador de programas de ensino de Empreendedorismo no Brasil. O especialista é referência sobre o tema e é autor do livro “O segredo de Luísa”.

“Estou surpreso com esse programa que acredito ser inédito mundialmente”. Dolabela também destacou a importância de empreender. “As restrições de emprego para a pessoa com deficiência são infinitamente maiores do que no empreendedorismo. O empreendedor sabe o que quer e articula para conseguir superar as suas limitações e chegar ao seu objetivo”. Para finalizar o palestrante disse que o fracasso só acontece quando a pessoa desiste. Eu não tenho a menor dúvida disso! 

22 jun 2013

QUAL É O SEU GRITO?

Comentários desativados em QUAL É O SEU GRITO? Ações Sociais, Cidadania, Confiança, Cooperação, Cotidiano, Democracia, Mudança, Protagonismo, Sociedade e Política, Transformação

Convicções, coerências e incoerências, altivez nos ideias e nos propósitos, voz… O povo brasileiro finalmente acordou!

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Há alguns dias o Brasil está vivendo sob inúmeras manifestações sociais. A princípio, imaginou-se que seu objetivo fosse, única e exclusivamente, o aumento “exagerado” na tarifa do transporte coletivo urbano, mas constatou-se que o horizonte dos objetivos dessas manifestações é bem mais extenso. 

Mais que um fenômeno conjuntural, as recentes mobilizações demonstram a gradativa retomada da capacidade de luta popular. Conseguimos resolver a questão dos “vinte centavos” sobre o transporte coletivo, mas existe muito a ser feito por uma transformação efetiva do nosso país. Os eventuais abusos e as soluções não pacíficas não podem efetivar um retrocesso democrático. Precisamos encontrar um caminho para canalizar as manifestações que continuam acontecendo para as mudanças necessárias ao país.

Não à PEC 37, que faria com que o poder de investigação fosse exclusivo da Polícia Federal e Civil, retirando a atribuição do Ministério Público e outros órgãos; a saída imediata de Renan Calheiros da presidência do Congresso Nacional; a imediata investigação e punição de irregularidades nas obras da Copa; a criação de uma lei que torne corrupção no Congresso crime hediondo; o fim do foro privilegiado…

As pautas são muitas, como também são as opiniões e visões presentes na sociedade. O que ninguém questiona é que tal grito de indignação faz bem a um povo historicamente excluído da vida política nacional e acostumado a enxergar a política como algo danoso à sociedade. Sinceramente, me orgulho ao ver meu filho adolescente defender um país é mais do que o país do futebol e acreditar que é possível construir um novo modelo político que nos organize enquanto Nação.

Protagonizadas por um amplo leque da juventude conectada através das redes sociais, as mobilizações tiraram as pessoas dos sofás e motivaram que as principais insatisfações sociais pudessem, finalmente, chegar a cartazes e ao som de gritos da população. Vi jovens, pais com filhos, senhores, artistas, diferentes sexualidades. Todos com o sentimento comum de insatisfação.

Acredito que a amplitude do acesso à informação oferecida pela internet libertou os ecos de uma juventude que percebeu a necessidade de enfrentar aqueles que impediam que o Brasil avançasse, seja no processo de democratização de sua riqueza ou no acesso a saúde, a educação, a terra, a cultura…

Se um novo modelo de política necessita ser construído, ele certamente não iria surgir a partir de fórmulas prontas ou de líderes já constituídos. Essa outra política vai surgir desse novo momento em que novas pessoas precisarão pensar as pautas democráticas de um Brasil mais conectado estimulando e respeitando a participação e a politização de seu povo revoltado com a corrupção e com os mandos e desmandos de seus atuais representantes políticos.

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13 jun 2013

É DA NOSSA CONTA

Comentários desativados em É DA NOSSA CONTA Ações Sociais, Cidadania, Comportamento, Cotidiano, Educação, Escolhas, Família, Protagonismo, Responsabilidade Social Empresarial, Social Good Brasil, Sociedade e Política, Valores

Em parceria com o UNICEF e a OIT, o projeto que mobilizou mais de 25 milhões de pessoas em 2012 inicia nova fase em 2013 para garantir os direitos das crianças e adolescentes

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Normalmente, as pessoas me perguntam porque me engajo em determinadas causas com o Lounge Empreendedor e a resposta é muito simples: eu acredito nelas! A Campanha Colaborativa É da Nossa Conta, pelo fim do trabalho infantil e pela garantia do trabalho adolescente protegido, é uma dessas causas.

Lembro da primeira vez em que conversei com a Samantha Shiraishi, a querida @Samegui, e logo pensei no quanto a pequena empresa sem querer acaba contribuindo para que os números desse tipo de trabalho aconteça sem que a gente nem mesmo perceba. Afinal, "se a empresa é mesmo familiar, que mal existe se meu filho passar o dia ajudando por lá?!?"

Se ele estiver fora da escola ou sendo impedido do seu direito de ser criança muito mal! Só por ser trabalho, uma criança que passa o dia todo dentro da empresa da família pode perder seu momento específico de vida para brincar, fantasiar e elaborar o mundo que a cerca à sua maneira. E a criança precisa de tempo e condições para fazer isso. Sempre penso na música da dupla Palavra Cantada "Criança não Trabalha, Criança dá Trabalho". É isso… #SimplesAssim.

lounge-empreendedor-é-da-nossa-conta-trabalho-infantilPor isso, admiro o trabalho que a Fundação Telefônica Vivo, em parceria com o UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e a OIT (Organização Internacional do Trabalho), fazem desde 2012 e cuja nova etapa será lançada hoje em Salvador.  A nova edição da campanha “É da Nossa Conta! Sem Trabalho Infantil e pelo Trabalho Adolescente Protegido” pretende mobilizar a sociedade para o enfrentamento do trabalho infantil e esclarecer as condições para a contratação legal de adolescentes para o mercado de trabalho.

Segundo dados do IBGE, no Brasil há 3,4 milhões de crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos trabalham. A situação é bastante crítica nas regiões Norte e Nordeste, onde vivem 1,4 milhão desses meninos e meninas. Para mobilizar a sociedade em torno do tema, a campanha pretende envolver diversos públicos, incluindo adolescentes, jovens, especialistas no assunto, comunicadores, operadores do sistema de garantia de direitos, pais e responsáveis.

A estratégia é propor aos cidadãos tornarem-se agentes multiplicadores, produzindo e compartilhando informações nas redes sociais. Os atores Lázaro Ramos, que também é embaixador do UNICEF, Priscila Fantin, Ângelo Paes Leme e Francisco Cuoco apoiam a causa e gravaram vídeos para a campanha. Atores sempre pegam bem pra mobilizar a população, né? 

Mas que tal você também ajudar?!? Além do evento no Teatro Vila Velha, que contará com a presença de autoridades e jovens, o assunto será debatido nas redes sociais, em um tuitaço com a hashtag #semtrabalhoinfantil, das 16h às 18h, e durante todo o dia em blogs parceiros e na página do Fundação Promenino no Facebook.

No lançamento serão apresentadas as 12 Propostas Jovens pelo fim do trabalho infantil e  pelo trabalho adolescente protegido, que foram escritas e discutidas em salas de aula, ONGs e redes sociais, durante o mês de maio, e contaram com o apoio de rappers, como KL Jay, do Racionais MC's, Rashid e do grupo Pentágono. A elaboração das propostas foi acompanhada por mais de meio milhão de pessoas em todo o Brasil.

lounge-empreendedor-é-da-nossa-conta-trabalho-infantil"Este ano direcionaremos os esforços para o Norte e o Nordeste, áreas historicamente com os maiores índices de trabalho infantil. Por isso, escolhemos como palco para o lançamento da campanha a cidade de Salvador” diz Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica Vivo. 

“Queremos mobilizar a sociedade quanto ao tema do trabalho infantil e garantir aos adolescentes um trabalho protegido, de forma que possam aprender uma profissão sem correr riscos ou prejudicar os estudos.” completa.

O mote “É da Nossa Conta”, lançado na edição passada da campanha, foi mantido pela grande identificação e associação do público para com o projeto, além de chamar a atenção para o aspecto da corresponsabilização da sociedade civil e do Estado. “Destacamos um problema que se tornou opaco e culturalmente aceito, mas que de fato atinge milhares de crianças. É da minha conta, da sua e da conta de todos os brasileiros.” completa Françoise.

“Essa campanha é muito importante e oportuna. Os governos e a sociedade precisam estar fortemente envolvidos no enfrentamento do trabalho infantil e percebê-lo como um obstáculo para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes, principalmente do direito à educação", diz Gary Stahl, representante do UNICEF no Brasil. "O trabalho infantil ainda é uma das causas que impedem a frequência escolar e a aprendizagem de milhares de meninas e meninos. Muitas crianças acabam deixando a escola para trabalhar e ajudar na renda familiar ou mesmo para cuidar dos serviços domésticos.” finaliza.

Estruturada a partir da Rede Promenino (portal de notícias e rede social da Fundação Telefônica ficado na discussão do tema do trabalho infantil e adolescente), por meio de seus perfis nas redes sociais, plataforma e site, a campanha tem a internet como principal  plataforma. No entanto, prevê ainda ações de mobilização presencial em 10 cidades do Norte e Nordeste até o final do ano. São elas: Salvador, Fortaleza, São Luís, Recife, Maceió, Aracaju, Rio Branco, Manaus, Porto Velho e Belém.

Reconheça, questione e participe desta campanha, afinal, a exploração do trabalho de crianças e adolescente É da Nossa Conta e nós queremos um Brasil  #semtrabalhoinfantil .

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Sobre o trabalho infantil e adolescente

De acordo com a legislação brasileira, trabalho infantil é qualquer trabalho exercido por crianças e adolescentes com menos de 14 anos e é proibido por lei. Entre 14 e 16 anos, o trabalho é permitido seguindo a Lei do Aprendiz, que estabelece que o trabalho deve ser  protegido e associado à aprendizagem. Já adolescentes entre 16 e 18 anos podem trabalhar com algumas restrições legais garantidoras de sua proteção. Por exemplo, o trabalho não pode ser executado em horário noturno ou em períodos que comprometam a frequência escolar, não pode ser perigoso, insalubre ou penoso e nem pode ser exercido em locais prejudiciais ao desenvolvimento físico, psíquico, moral e social. Poucas pessoas sabem, mas o trabalho doméstico é proibido por lei até os 18 anos, pois crianças e adolescentes nessas condições estão vulneráveis a acidentes, castigos, trabalho escravo e até mesmo à exploração sexual.

Sobre a Fundação Telefônica Vivo

Criada em 1999, a Fundação Telefônica incorporou os projetos do Instituto Vivo em 2011, em função da fusão entre a Vivo e a Telefônica. A Fundação Telefônica Vivo acredita que conectando pessoas e instituições é possível transformar o futuro, tornando-o mais generoso, inclusivo e justo. Utiliza tecnologias de forma inovadora para potencializar a aprendizagem e o conhecimento, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e social. Suas principais áreas de atuação são: Combate ao Trabalho Infantil, Educação e Aprendizagem, Inovação Social e Voluntariado. O Grupo Telefônica possui, ainda, fundações em 16 países.

Sobre o UNICEF

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) é uma agência ONU que tem como mandato assegurar que cada criança e cada adolescente tenham seus direitos integralmente cumpridos, respeitados e protegidos. Com presença em 191 países, é referência mundial em conhecimento e ações de desenvolvimento relacionados à infância e adolescência, credibilidade construída a partir do desenvolvimento e intercâmbio de boas práticas. No Brasil desde 1950, tem participado de importantes conquistas como a erradicação da pólio, a redução da mortalidade infantil, a distribuição da merenda escolar e a recente ampliação da obrigatoriedade do ensino dos 4 aos 17 anos.

Sobre a OIT

A Organização Internacional do Trabalho é uma agência especializada das Nações Unidas que tem por missão promover oportunidades para que homens e mulheres possam ter acesso a um Trabalho Decente. Fundada em 1919 com o objetivo de promover a justiça social como condição para a paz universal, a OIT é a única agência da ONU com uma estrutura tripartite, composta por representantes de governos e de organizações de empregadores e de trabalhadores. A OIT é responsável pela formulação e aplicação das Normas Internacionais do Trabalho e mantém representação no Brasil desde a década de 50, com programas e atividades que refletem os objetivos da Organização.
 
Rede Promenino 
Hashtag: #semtrabalhoinfantil
Site: www.fundacaotelefonica.org.br/promenino
Facebook: www.facebook.com/redepromenino
Twitter: twitter.com/Promenino
Youtube: www.youtube.com/promenino

10 jun 2013

O QUE ESPERAR DOS NOSSOS MEGAEVENTOS ESPORTIVOS?

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Mexendo com a autoestima e o brio de boa parte da população, sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas, mistura paixão, esporte e negócios. Por isso, é mais do que uma questão de legado! Devemos nos preparar para não sermos satisfeitos apenas com Pão & Circo.

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Para um país apaixonado pelo futebol, é muito difícil fugir do senso comum e apresentar uma leitura crítica sobre os reais impactos que sediar megaeventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 podem trazer para o país.

A cultura simbólica de que o Brasil é o país do futebol, é uma imagem afirmativa que tenta aliviar as expressões das desigualdades. Em nosso país, faz parte do cotidiano viver o futebol, seja nos campinhos dos bairros, nas ruas da periferia, nas quadras de futebol society ou simplesmente sentado no sofá todos os domingos torcendo pelo time do coração.

Por isso, nada mais significativo para o imaginário brasileiro do que ter mais uma Copa do Mundo no Brasil. Mas será que estamos realmente prontos? Que legado queremos deixar pelas terras brasileiras após eventos deste porte?

Neste sentido é importante deixar claro que não sou contrária à Copa do Mundo. Seria até hipocrisia, afinal sou são-paulina fanática e faço parte deste imaginário cultural. Porém, sou contra ao modelo que vem se estruturando em função dos megaeventos do ponto de vista de seu resultado enquanto planejamento e “espetáculo”. O próprio termo “megaevento” (algo que está muito acima das possibilidades do homem sem poder) tende a levar as discussões para o concreto e mensurável e tende a colocar as decisões nas mãos dos grandes agentes políticos e econômicos desprezando uma dinâmica social descentralizada que contemple as micro e pequenas empresas como integrantes da "partida".

Sabe-se que em períodos recentes, a estratégia de hospedagem de megaeventos desportivos tem sido estimulada como caminho para o crescimento econômico em determinadas localidades e regiões. Entretanto, para sediar tais eventos esportivos é preciso vários anos de preparo da proposta e enfrentar uma grande competição, a nível global. Assim, cada vez mais, os governos assumem os inúmeros e sérios riscos da disputa por esse tipo de visibilidade.

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Entretanto, os megaeventos colocam processos não apenas governamentais em movimento, envolvendo recursos significativos (é muita grana, mesmo &&&). A discussão do legado é um modo de tentar reduzir os riscos e aumentar os benefícios que esses eventos poderão resultar. A busca de articulação e a troca de experiências sobre eventos anteriores e futuros, com outras cidades e países, pode nos trazer boas ideias.

Barcelona (Olimpíadas de 1992), por exemplo, é o grande exemplo de regeneração urbana. Do total dos investimentos, 83% foram em melhorias urbanas – aquelas tangíveis e que permanecem para a população. O sistema metroviário foi ampliado, o aeroporto reprojetado, a ferrovia costeira redirecionada, os sistemas de telecomunicações modernizados e foram abertos 5 km de praias junto à costa. Mesmo assim, a criação de empregos ficou restrita a empregos temporários e com baixa remuneração. Ou seja, nem por lá, o mundo é perfeito!

Já a população de Montreal só terminou de pagar os custos das Olimpíadas de 1976 (ano em que eu estava nascendo) mais de 2 décadas depois: o déficit foi de US$ 1,2 bilhões. Isso ocorreu por “objetivos políticos confusos, gerenciamento financeiro e logístico deficiente e construções ambiciosas que geraram sérios déficits orçamentários” (Gold & Gold, 2008).[1]

lounge-empreendedor-megaeventos-esportivos-no-BrasilOu seja, o Brasil pode escolher o caminho que quiser!

Em 2007, quando o Rio sediou os XV Jogos Pan Americanos (PAN 2007) e os Jogos Parapan Americanos (PARAPAN 2007), o custo foi 10 vezes maior do que o orçamento inicial, sem contar que algumas intervenções foram consideradas problemáticas e são questionadas até hoje:

  • prometeram despoluir a Lagoa Rodrigo de Freitas e a Baía de Guanabara, mas nada mudou;
  • parte da vegetação na Marina da Glória/Parque do Flamengo foi destruída sem necessidade;
  • a construção da Vila Pan Americana foi feita em terreno inapropriado a construções daquele porte, foram utilizados recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador e pior: o que deveria ser moradia atualmente está completamente abandonado;
  • a transformação do Estádio de Remo da Lagoa (de 1954) só foi finalizada após o Pan 2007;
  • a remoção de comunidades de baixa renda do entorno dos estádios;
  • as promessas de ampliação das linhas de metrô da cidade não foram cumpridas, e;
  • o abandono do Centro Aquático que não serviu ao propósito divulgado para atender a crianças e adolescentes de escolas públicas.

Nesse sentido, as denúncias públicas tiveram um papel fundamental tanto na resistência desses projetos bem como em seu acompanhamento. O Comitê Social do PAN foi um grupo que teve foco central de suas denúncias o desrespeito aos princípios de justiça social em favor aos interesses particulares e foi fundamental para exercer o controle social do pré e pós evento. 

O que percebo, realmente, é que tanto o PAN 2007 quanto a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016 não se configuram como um projeto conjunto da sociedade brasileira (Sim! o projeto não é meu, nem seu e nem de toda a sociedade civil), ainda que sonhemos em ver a taça sendo erguida por nosso capitão em pelo Maracanã. Por isso, devemos estar atentos às propostas e implementações feitas em nome dos eventos esportivos e de nosso "amor" ao esporte. Não podemos nos deixar enganar!

Se ampliarmos o olhar sobre os impactos sociais e urbanísticos, as intervenções em razão da construção das arenas da Copa e no reordenamento urbano no entorno das cidades, estima-se que cerca de 170 mil pessoas estão sendo removidas de suas casas, o que significa a violação do direito à moradia e ao acesso a terra, demonstrando que a questão da cidadania pode estar camuflada em um processo de higienização e remoção dos pobres das cidades.

lounge-empreendedor-megaeventos-esportivos-no-BrasilNão é legal, mas infelizmente, temos de admitir que a elite brasileira não quer que os trabalhadores permaneçam na cidade. Durante o dia, eles podem oferecer sua mão-de-obra, mas depois é melhor que "desapareçam", porque não há recursos para cuidar da habitação e educação de suas famílias, nem do transporte que é uma situação caótica em qualquer cidade brasileira. Não adianta: ainda temos no Brasil uma desigualdade que é uma das maiores do mundo, mesmo em um contexto aparentemente positivo quando voltamos a ocupar a sexta posição do PIB do mundo.

As informações veiculadas até hoje na imprensa brasileira são superficiais e estão preocupadas com o percentual das obras executadas e se estão no prazo de conclusão previsto pela FIFA. Talvez não seja notícia informar o impacto das transformações ou seja melhor alimentar a ilusão de que o acesso às arenas por ocasião dos jogos será para todos nós. Sinceramente, ainda não sei o valor real dos ingressos, mas acredito que poucos dos brasileiros apaixonados por futebol terão reais condições para assistir a um jogo da Copa do Mundo ao vivo, por exemplo.

Penso que as avaliações dos legados da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 deveriam abranger questões como:

  • alterações no padrão de prática de esporte da população após o evento tornando a prática esportiva um caráter educativo e de transformação social;
  • impactos no marketing do país;
  • desenvolvimento do turismo (reduzindo o turismo sexual);
  • benefícios na área de transportes e telecomunicações;
  • melhorias na infraestrutura cultural;
  • relação entre o discurso ambientalista e a efetiva existência de sustentabilidade;
  • transformação da cidade em prol das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida;
  • uso da infraestrutura esportiva pós evento, e;
  • benefícios gerados para outras cidades do país.

lounge-empreendedor-megaeventos-esportivos-no-BrasilMegaeventos servem a vários propósitos e se revestem de características multidimensionais, para o Brasil o maior benefício virá da capacidade de tornar público e transparente o que é realizado por nossos governantes. Já que esse projeto nasceu de seu sonho "individual"; é bom que AGORA possamos torná-lo um sonho coletivo.

 

Texto produzido para a equipe do Women´s Forum Brazil já que esse ano a conferência vai cobrir assuntos relevantes focados na ascensão das mulheres que fazem a diferença na economia, na sociedade e na política, além de questões importantes para a trajetória de desenvolvimento do país.


[1] Gold, J.R.; Gold, M.M. (2008) Olympic cities: regeneration, city rebranding and changing urban agendas. Geography Compass 2/1; 300-318.

 

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