21 jun 2017

TEMPO VALE MUITO MAIS QUE DINHEIRO

No Comments Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Carreira, Clima Organizacional, Coaching, Competências, Comportamento, Cotidiano, Gestão do Tempo, Motivação, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Produtividade, Qualidade de Vida, Sucesso

Administrar o tempo não é uma questão de ficar contando os minutos dedicados a cada atividade: é uma questão de saber definir prioridades. Você tem feito isso com a sua vida?

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Tempo é hoje um dos bens mais preciosos e também é um nossos principais problemas. Em geral, até mesmo em uma conversa de bar nos queixamos da falta dele. São inúmeros os culpados: trabalho, faculdade, cursos, metrô, trânsito, aquele social com a família no final de semana, enfim, a lista pode ser interminável e personalizada individualmente. Afinal, o tempo é como uma nau, cada capitão que cuide da sua.

O tempo é distribuído entre as pessoas de forma bem mais democrática que muitos outros recursos de que nós dependemos (como por exemplo, a inteligência ou o dinheiro). Rico não recebe mais do que pobre, professor não recebe mais do que analfabeto, executivo não recebe mais do que operários. A diferença é que os primeiros percebem que o tempo, apesar de democraticamente distribuído, é um recurso altamente perecível. Um dia perdido hoje (no sentido do que não realizei o que precisava) não é recuperado depois: é perdido para sempre.

Costumo encerrar todas as minhas palestras, agradecendo aos participantes pelo tempo que se dedicaram a ficar comigo, afinal ele é um dos nossos maiores ativos, e uma vez perdido é irrecuperável – e por isso, é tão precioso. O problema é que, muitas vezes, perdemos tempo sem nem perceber. No universo corporativo, por exemplo, jogamos muito tempo fora com atividades desnecessárias.

Uma delas é a prática da multitarefa. Embora tenhamos a ilusão de que fazer várias coisas ao mesmo tempo é produtivo, estudos do Instituto de Psiquiatria da Universidade de Londres indicam que exercer mais de uma atividade ao mesmo tempo reduz a produtividade em até 40%. O número é chancelado pela pesquisa de David Strayer, diretor do laboratório de cognição aplicada da Universidade de Utah. Segundo o pesquisador, apenas 2% das pessoas tem capacidade de realizar múltiplas tarefas com qualidade. As outras 98% ao tencionar se dividir em ações justapostas irão desfocar completamente das atividades, não realizando nenhuma delas.

Evandro Mazuco, especialista em produtividade, comenta que isto ocorre, pois quando estamos tentando realizar várias coisas não temos um foco de atenção, mas vários de distração. O ideal, comenta ele é:  “ao invés de trabalhar em paralelo, trabalhar de forma sequencial, ou seja, iniciando uma atividade e a terminando”, pontua. Esta organização, aponta o profissional, além de ser benéfica à produtividade e ao gerenciamento de tempo, faz com que nos sintamos menos cansados, pois nos envolvemos com menos informações e mais satisfeitos, uma vez que ao final do dia haverá uma gama de atividades concluídas.

fazer mais com o mesmo tempo

Outro ponto a ser observado para um bom desempenho é descobrir qual é o seu período mais produtivo. Isto é: em que momento do dia você está mais disposto.  Eu, por exemplo, uso o comecinho das manhãs para as atividades que não exijam muito da minha capacidade intelectual, pois sei que meu organismo reage melhor depois das 10h00. Aí… Ninguém me segura. Aliás, não sei se vocês sabem, mas segundo estudos de produtividade, em geral as pessoas são mais produtivas pela manhã, quando ainda estamos físico e mentalmente tranquilos.

Se você é assim também, aproveite esse horário para realizar as tarefas prioritárias do seu dia. E cuidado, eu disse: do SEU dia. Se você usar seu momento mais produtivo, para abrir e-mails por exemplo, pode estar colocando tudo a perder, afinal quase tudo o que está na sua caixa de entrada são prioridades de outras pessoas. Ser produtivo não é equivalente a estar ocupado. Ser produtivo é, em primeiro lugar, saber administrar o tempo, ter sentido de direção, saber onde se vai.

Além destes pontos, trouxe aqui para o Lounge um vídeo do Evandro em entrevista à SocialBase em que ele aborda outras técnicas que, embora, pareçam salientes, não as vemos sendo praticadas com muita frequência. Assista quando sobre um tempo (Ops! Será que sobra algum?!?) e organize sua rotina para fazer o que é mais importante, seja na sua vida pessoal ou profissional.

Quem administra o tempo ganha vida, mesmo vivendo o mesmo tempo. Prolongar a duração de nossa vida não é algo sobre o qual tenhamos muito controle. Aumentar a nossa vida ganhando tempo dentro da duração que ela tem é algo, porém, que está ao alcance de todos. Basta um pouco de esforço e determinação.

16 jun 2017

FAÇA O QUE NÃO AMA

No Comments Ambiente de Trabalho, Aprendizagem, Carreira, Coaching, Comportamento, Cooperação, Cotidiano, Empatia, Inteligência Emocional, Liderança, Relações Humanas, Sucesso

Encarar os desafios e os medos não é fácil, mas, com algumas atitudes, é possível crescer e ir além do que você imagina.

Em geral, escrevo no Lounge Empreendedor sobre temas que possam ajudar meus clientes ou as pessoas que não podem se relacionar diretamente comigo na compreensão dos seus caminhos como empreendedores ou gestores. Desta vez, gostaria de me dirigir a eles diretamente, mas também a todos os que sofrem com as dinâmicas da adultescência, ou seja, o empreendimento de se tornar adulto após os 20 anos de idade. E faço isso, talvez pelo fato de ter tido inúmeras conversas recentes sobre o assunto com o meu filho, exatamente nessa fase… 

Quando chegam à vida adulta, muita gente advoga aos jovens pelo "faça aquilo que você ama"; e isso se tornou natural. Vivemos uma época de exaltação do individualismo (para não dizer egocentrismo) a despeito de nossos problemas, em sua maioria, se originarem de uma falta de senso de comunidade que tem reduzido nossa capacidade de empatia e solidariedade. Tudo é transitório e nos encontramos fundamentalmente sozinhos no mundo. Assim, o melhor mesmo é descobrir o que amamos, ir lá, fazer e pronto… Ao priorizarmos o nosso desenvolvimento, ainda que em detrimento dos outros, das empresas, das famílias e comunidades, parece que estamos isentos de pagar o preço de uma conta maior.

Será mesmo? 

Precisamos resgatar alguns dados de realidade que contradizem esse discurso. Vivemos nossa humanidade subjugados pela noção de escassez, pela qual a valoração do que apreciamos e a satisfação dos nossos desejos se relaciona com a frequência com que nos satisfazemos. Temos a percepção de que os recursos são limitados, indisponíveis ou de difícil obtenção. Neste mundo, é mais fácil vivermos juntos e articularmos desejos do que buscarmos sozinhos pelo prazer. Mas, em algum momento, nos contaram que essa tal de escassez não existia.

Parece-me que os jovens gostaram dessa ideia. E quem não gostaria? É bom pensar que não precisamos racionalizar nosso tempo, energia e outros recursos. É bom pensar que podemos fazer apenas o que gostamos e que seremos cada vez melhores fazendo apenas isso. Em outras palavras, é bom permanecer na zona de conforto, não é mesmo?

Mas não é o que esse mesmo jovem diz… O belo discurso institucional diz bom é aquele que busca desafios, que quer sair da zona de conforto, que busca aventura, que espera desenvolvimento e oportunidades para crescer. Oras… Espere aí. Se é isso que você quer, pequeno gafanhoto, preciso lhe contar uma coisa: VOCÊ NÃO VAI CONSEGUIR FAZENDO APENAS O QUE VOCÊ AMA PARA CRESCER. Você precisa necessariamente se debater com assuntos dos quais não gosta, desempenhar atividades que não são atraentes e ter sucesso em entregar resultados que você jamais imaginou. E pior: que foram difíceis de ser entregues. 

Talvez você não perceba no início, mas ficará claro que isso demandará que você peça ajuda, busque estudos, conheça novas pessoas e desenvolva habilidades. Você será testado, receberá duros feedbacks, precisará repensar, planejar, adaptar o discurso e refazer alguns dos seus trabalhos. Conquistará aliados por um lado, e aprenderá de quem não gosta também. Saberá mais de si.

E, no final do percurso, tenho segurança de que você terá crescido. E que saberá disso. E mais: terá aprendido que se você quiser crescer, precisará fazer o que não ama. E se você já saiu da sua adultescência, mas continua nessa busca, que tal perceber que assumir riscos e ousar é inevitável para atingir posições mais elevadas? E que seu sucesso só virá quando assumir a capacidade e a determinação de sair de sua zona de conforto e ampliar os seus limites constantemente? 

05 jun 2017

CAMINHO PARA O TOPO

No Comments Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Carreira, Coaching, Competências, Comportamento, Gestão de Pessoas, Liderança, Mercado de Trabalho, Relações de Trabalho, Sucesso

Em um ambiente de tantas mudanças, pensar em quais serão as habilidades dos executivos do futuro parece um desafio. Mas, deixar de pensar pode deixá-lo ainda mais distante de uma carreira de sucesso. 

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Pode parecer um exercício inútil fazer planos de carreira em meio à incerteza da economia, quando tudo parece pouco sólido. Mas um profissional não deve descuidar de suas ambições futuras por causa do cenário atual.

Todo mundo deve fazer como as empresas, que usam sua visão de longo prazo como um caminho a ser seguido e fazem ajustes durante o percurso. Para quem projeta ascensão profissional, isso significa olhar quais serão as competências mais importantes para alcançar o topo e desenvolvê-las com o tempo.

Um estudo da CTPartners, empresa de recrutamento executivo, feito com companhias de 24 países, inclusive o Brasil, mostra quais serão as habilidades mais importantes dos líderes em 2020. Trata-se de um prazo bom, não muito distante e improvável, nem tão próximo a ponto de ser inviá­vel. VOCÊ  S/A ouviu sete executivos brasileiros que ocupam hoje os principais cargos de suas empresas, e são eles que contam o que fazer para chegar lá.

Uma coisa é certa: o desafio é grande e é preciso estar em constante aprimoramento. O que antes levava 20 anos para mudar agora leva dois. “Os executivos fazem parte desse cenário e precisam evoluir com ele”, diz Sergio Rial, presidente do conselho do Santander, de São Paulo.

O principal desafio do profissional brasileiro é se inserir mais nos negócios globais. “O executivo nacional precisa se esforçar para atingir esse padrão internacional”, diz Magui Castro, sócia da CTPartners, de São Paulo.

Se você quer seguir rumo ao topo, fique esperto e desenvolva as seguintes competências nos próximos anos: 

se quer ser presidente, seja um bom ouvinte:  O presidente do futuro é um excelente comunicador e ouvinte. Sua liderança será baseada em conhecimento, intuição e conselhos de colegas. O resultado será um líder que transmite propósito e humildade. 

TRÊS COISAS QUE VOCÊ VAI PRECISAR FAZER:

1. Ser um cidadão global, transitar entre diversas culturas e cenários econômicos e adaptar-se a eles, calculando riscos, abraçando mudanças e questionando os modelos de negócios atuais.

2. Agir como um embaixador da companhia, sendo acessível e visível aos funcionários e personificando os valores e as qualidades da empresa e de seus produtos para os clientes.

3. Saber atrair, engajar e inspirar profissionais jovens. 

O PRIMEIRO PASSO PARA CHEGAR LÁ: Aprender a ter paciência e humildade para escutar todos os lados, mesmo que discorde deles. 


se quer ser presidente do conselho, esteja pronto a influenciar as pessoas: Essa função será a reponsável por garantir a diversidade de ideias e a transparência nas contas da empresa. Não será mais um cargo para executivos aposentados, né? 

TRÊS COISAS QUE VOCÊ VAI PRECISAR FAZER:

1. Estar conectado. Ele precisará saber o que de mais novo tem sido feito no mundo e os efeitos para a indústria em que atua.

2. Respeitar e incentivar o debate de ideias diferentes.

3. Ser transparente, ético e não ter nada a esconder. 

O PRIMEIRO PASSO PARA CHEGAR LÁ: Ter uma conduta perfeita. O presidente do conselho reflete o que é a companhia.


se quer uma diretoria de marketing, desenvolva a vidência:  Sim! Seja um vidente de vendas. A função de um diretor de marketing não estará mais restrita a fazer um produto atraente e a pensar em oferta e procura. Ele será o responsável também por usar dados dos consumidores e da marca para prever o que o cliente vai desejar amanhã.

TRÊS COISAS QUE VOCÊ VAI PRECISAR FAZER:

1. Identificar e atrair consumidores com experiências personalizadas usando informações coletadas dos clientes e dos canais digitais.

2. Entender e usar o big data para transformar os dados em vantagem competitiva, trabalhando cada vez mais próximo da área de tecnologia da informação.

3. Desenvolver uma narrativa autêntica para a empresa em que trabalha.

O PRIMEIRO PASSO PARA CHEGAR LÁ: O pessoal do marketing vai precisar entender e lidar com números e saber quais realmente importam.


se sua área é pessoas, desenvolva seu olhar estratégico:  O diretor de recursos humanos será o responsável por aconselhar não só o presidente, mas também todo o nível executivo sobre como atingir os objetivos da companhia usando o recurso mais poderoso: as pessoas.

TRÊS COISAS QUE VOCÊ VAI PRECISAR FAZER:

1. Aprender a utilizar análises e dados para criar recomendações estratégicas de seleção e gestão de talento voltadas para o alto desempenho.

2. Ter uma perspectiva global e multicultural para entender, atrair, cultivar e inspirar funcionários no mundo todo.

3. Construir um ambiente interno no qual possam ser identificados os mesmos valores, mas que também valorize as diferenças. 

O PRIMEIRO PASSO PARA CHEGAR LÁ: Aprenda a gostar de números. (e digo isso por mim!) O RH precisará ter boa capacidade analítica porque vai ter uma infinidade de dados para cruzar, de modo a extrair o melhor das pessoas.


se você é da área de ti, prepare-se para gerar vantagens:  O diretor de TI será o responsável por criar, por meio de base de dados, uma vantagem competitiva para a empresa. Também terá a missão de defender, antecipar, prevenir e responder ataques virtuais sofisticados e de alto risco para o negócio. 

TRÊS COISAS QUE VOCÊ VAI PRECISAR FAZER:

1. Liderar a compilação e a análise de informações, separando as que realmente interessam para cada área, conforme demandado.

2. Conhecer quais são os riscos operacionais dos sistemas e proteger os dados e a propriedade intelectual da companhia.

3. Entrar mais no negócio para entender quais são as demandas e entregar soluções personalizadas e direcionadas para cada área. 

O PRIMEIRO PASSO PARA CHEGAR LÁ: Conversar com outras áreas. O pessoal de tecnologia é, normalmente, mais fechado e focado. Mas eles só vão conseguir achar as soluções que as áreas precisam se souberem qual é o problema, certo? 


se pretende ser um diretor jurídico, esteja pronto para jogar em todas posições:  Esse executivo deve se preparar para defender os interesses da empresa e a gerenciar riscos entendeendo as regras do setor e dos países em que a empresa atua para conduzir a companhia dentro da lei.

TRÊS COISAS QUE VOCÊ VAI PRECISAR FAZER:

1. Traduzir o universo jurídico a favor do negócio, explicando cenários complexos e dando opções claras aos líderes.

2. Gerenciar não só o risco legal mas também a reputação da empresa, aproximando-se da mídia, do governo e dos acionistas.

3. Dirigir e criar novos processos, estruturas e sistemas para diminuir custos com despesas legais. 

O PRIMEIRO PASSO PARA CHEGAR LÁ: Entender os detalhes da indústria em que atua. Conhecendo todos os trâmites que estão envolvidos no negócio, o diretor jurídico conseguirá encontrar os caminhos mais rápidos dentro do emaranhado jurídico. 


agora, se você é o cara dos números, prepare-se para ser o escudo do presidente, da diretoria e do conselho.  O principal papel do diretor financeiro é ser o responsável pelas estratégias e práticas que aumentam o desempenho da empresa. Cuida de identificar e gerenciar riscos, de reduzir custos e zela pelos assuntos de governança.

TRÊS COISAS QUE VOCÊ VAI PRECISAR FAZER:

1. Liderar e gerenciar o time de finanças, contratando, escolhendo e preparando sucessores e mantendo o alto desempenho.

2. Conquistar a confiança de investidores, demonstrando integridade pessoal, agindo de maneira transparente e determinando padrões éticos altos.

3. Participar do crescimento da empresa, tanto nos resultados orgânicos como por meio de fusões e aquisições.

O PRIMEIRO PASSO PARA CHEGAR LÁ: Envolver-se no negócio. Arrume um tempo e vá conversar com vendas, marketing, pessoas e jurídico. Largue um pouco a calculadora e envolva-se com a empresa. 

E aí? Você está pronto para seguir seu caminho rumo ao topo? 

 

17 set 2015

PRODUTIVIDADE: FAÇA ACONTECER!

No Comments Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Boas Práticas, Empreendedorismo, Gestão de Pessoas, Gestão do Tempo, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Produtividade, Qualidade de Vida

Você sente que nunca tem horas suficientes no seu dia para fazer tudo o que você precisa? A boa notícia é que você não é o único!

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Não sei você, mas eu tenho um monte de pepinos para resolver. Eu costumava ter e-mails brotando igual mato na minha caixa de entrada, uma lista de tarefas quilométrica e aquelas ideias de negócios, uma delas que eu estive pensando em começar por fora há quatro anos, implorando pela minha atenção…

Ok, esse último eu ainda não consegui resolver, mas pelo menos eu melhorei na parte de controlar o monstro de duas cabeças dos e-mails e do gerenciamento de tarefas. E é assim que você também pode se tornar um ninja da produtividade:

passo 1: mude sua mentalidade 

Esqueça a gestão do tempo e pense sobre o fluxo de trabalho (workflow) e gerenciamento de energia.

Temos 100 mil bilhões de neurônios, mas só podemos manter sete coisas na nossa cabeça ao mesmo tempo. Isso significa que você precisa tirar coisas da sua cabeça e colocá-las em um sistema. No Unreasonable Institute usamos o Asana, mas eu também adoro o Smartsheet para a gestão de projetos; também já usamos o Trello e até mesmo o velho e bom sistema de papel e caneta (apesar de eu achar que os perco mais facilmente). Escolha um sistema e fique com ele.

passo 2: lembre-se de que checar o e-mail não é o seu trabalho 

Pode ser tentador dar uma olhada no seu e-mail à procura de coisas mais fáceis ou interessantes para fazer, mas isso só suga o tempo que você deveria estar dedicando a outras prioridades. Além disso, geralmente isso produz muito pouco em termos de resultados concretos. Então trabalhe na implantação das seguintes estratégias de gestão de e-mail:

  • Desligue as notificações: Aquelas coisas que aparecem no canto da tela são mais viciantes que crack e tão distrativas quanto, para terminar de fazer as coisas.
  • Verifique se o seu e-mail 3 vezes ao dia: Limite o número de vezes que você checa a sua caixa de entrada, assim você vai ser mais eficiente na hora de responder aos e-mails. Eu verifico o meu às 9h, às 12h e às 16h todos os dias. 
  • Aqui está um desafio: tente reduzir isso a apenas uma vez por dia (isso ainda é ninja demais para mim, mas é aonde quero chegar!). E, a propósito, verificar seu e-mail constantemente é TOC (transtorno obsessivo compulsivo)!
  • Reduza sua caixa de entrada a zero todos os dias. O Email Game da Baydin é uma maneira divertida e rápida de fazer isso. Passe entre 15 e 30 minutos usando esse programa para garimpar os seus e-mails.
  • Avise as pessoas sobre os seus hábitos de e-mail. Por exemplo, adicione uma observação à sua assinatura dizendo: “Eu leio e-mails uma vez por dia. Se for urgente, me ligue!”
  • Só mande e-mails para quem realmente precisa vê-los, isso significa reduzir o número de Cópias e Cópias Ocultas que você manda. Afinal, da mesma forma, você não quer desperdiçar o tempo dos outros.
  • Use abreviaturas: Se você conseguir colocar toda a sua mensagem na linha de assunto, faça isso! E coloque EOM depois, o que significa end of message ou “fim da mensagem”. Se o e-mail só traz informações de que os destinatários precisam saber, coloque PSC no final do seu e-mail, geralmente no corpo. Isso significa “para seu conhecimento” e indica que a pessoa não precisa responder.
  • Leia newsletters uma vez por semana.Crie uma pasta separada contendo todas as newsletters que você assina e não a abra até que você tenha tempo para se sentar e ler tudo.
  • Não use sua caixa de entrada como uma lista de afazeres

Quando você recebe um e-mail, tem as seguintes opções:

  • Excluí-lo;
  • Delegá-lo, ou seja, encaminhá-lo para outra pessoa para que ela lide com ele;
  • Respondê-lo — se achar que isso levará menos de 2 minutos, faça-o imediatamente;
  • Adiá-lo, isto é, colocá-lo na sua agenda para resolver mais tarde ou usar o ferramentas como o boomerang para que o e-mail volte para a sua caixa de entrada mais tarde;
  • Ou colocá-lo no seu sistema de gerenciamento de tarefas.

PASSO 3: USE ESTES TRUQUES.  

Existem ainda mais alguns truques que podem torná-lo ninja da produtividade e fazê-lo resolver as tarefas de forma mais fácil:

Engula o sapo!

Isso significa fazer a coisa mais difícil primeiro. E também significa combinar o seu nível de energia com a demanda do trabalho. Eu sempre agendo minhas tarefas mais difíceis para os primeiros horários da manhã, pois é quando tenho energia suficiente para enfrentá-las, deixando as tarefas mais fáceis para a tarde.

Cronometre suas tarefas

lounge-empreendedor-gestão-de-tempoSe a tarefa é difícil, você tem duas opções:

  1. Ligue o cronômetro e trabalhe nela por um período específico de tempo;
  2. Identifique uma tarefa e trabalhe nela por 10 minutos e faça uma pausa de 2 minutos; em seguida, fique em uma outra tarefa por 10 minutos e fala outra pausa de 2 minutos — faça isso por cinco vezes e você terá começado cinco grandes projetos. Ou você pode fazer isso com um único projeto.

Reduza seu tempo cinza

Seu tempo pode ser definido como branco, preto ou cinza. O branco se refere ao tempo passado com amigos e família, quando você está fazendo as atividades que não são relacionadas ao trabalho. O preto refere-se ao tempo passado trabalhando e resolvendo suas tarefas. E, por último, o cinza se refere ao tempo gasto entre os dois, o que deve ser evitado — trabalhar no seu laptop enquanto assiste à TV definitivamente é tempo cinza. Sendo assim, escolha: você deve ou trabalhar ou assistir a TV — fazer os dois não é nem relaxante nem produtivo. Separe de forma clara o seu tempo e espaço entre vida profissional e a vida doméstica.

Configure os sistemas de comunicação

Isso é especialmente importante em um escritório aberto, porque é fácil ser interrompido ou interromper os outros. Para evitar que isso aconteça, definia limites sobre quando você está disponível e quando não está. Coloque os fones de ouvido ou invente uma maneira divertida de dizer “não perturbe” (por exemplo, usando um chapéu vermelho).

Trabalhe em etapas

Faça todos os seus calls, por exemplo, em conjunto, mesmo que estejam divididos entre projetos diferentes.

Agende uma “reunião para uma pessoa”

Reserve uma sala de reuniões para utilizar sozinho ou vá a um café e concentre-se no que você precisa fazer. Esse é seu tempo reservado para focar.

Organize as suas listas de tarefas pelo contexto delas

Por exemplo, suas listas podem ser divididas em: 1) Lista de calls; 2) lista de afazeres de casa; 3) lista de afazeres do trabalho; e 4) lista de e-mails para enviar.

Ligue o modo chefe

É tentador se sentir constantemente pressionado a “fazer”, mas, sendo da liderança, às vezes você precisa parar de fazer para pensar. Tire um tempo (eu faço isso no final do dia ou durante a manhã) para olhar para o dia ou a semana anterior, rever projetos e ações e quebrar os grandes projetos em tarefas gerenciáveis ​​(por exemplo: se você está saindo de férias, pesquise online, verifique os preços, reserve e pague).

Saiba que você sempre vai ter mais para fazer do que você consegue

Você sempre terá mais demanda do que tempo, e você sempre vai querer colocar as mãos em tudo. Mas você não consegue fazer isso — ninguém consegue, mesmo que algumas pessoas pareçam poder. Por isso, trabalhe de forma eficiente, descanse bastante e tire um tempo para curtir. Já dizia James Howell: ““Trabalho sem diversão faz de Jack um bobalhão”.

 

Verity Noble é VP de Operações do Unreasonable Institute

Leia mais em Endeavor 

Artigo originalmente publicado no blog do Unreasonable Institute

 

09 set 2015

GAMIFICATION E RESULTADOS

No Comments Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Aprendizagem, Capacitação, Educação, Gestão de Pessoas, Trabalho em Equipe, Vendas

Como tornar a dinâmica de trabalho mais leve e engajar a equipe de campo no cumprimento de suas metas? 

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O Gamification é uma estratégia que consiste em oferecer incentivos a funcionários ou clientes por meio de mecânicas de jogos. Mais do que um modismo de gestão, o Gamification tem mostrado resultados sólidos e, ao longo dos últimos anos, sua adoção teve crescimento relevante nos mais diversos mercados.

Grandes empresas no mundo todo, como Coca-Cola, AOL, Dell, Nike, Nissan e Pepsi já colocaram essa estratégia em prática. De acordo com o relatório do Gartner, “Gamification 2020: What Is the Future of Gamification?”, algumas das aplicações mais comuns do Gamification estão nas áreas de desempenho de funcionários, gestão da inovação, aprendizado e educação, desenvolvimento pessoal e envolvimento do cliente.

O Gartner ainda projeta cenários em que o Gamification, combinado a outras tendências e tecnologias emergentes, pode promover mudanças significativas em diferentes áreas dos negócios, principalmente na melhora do desempenho dos times de vendas. O uso do Gamification facilita o engajamento para o cumprimento de atividades estratégicas para o crescimento do negócio.

Um dos casos de sucesso da aplicação do Gamification é seu uso como funcionalidade em aplicativos móveis para automação da força de vendas em campo, execução de varejo, logística e toda ferramenta que cobre o processo comercial de empresas de bens de consumo.

Nesses casos, os vendedores que trabalham em campo, a partir de seu dispositivo móvel, podem acompanhar o próprio desempenho em relação a seus pares no trabalho, além de poder conquistar prêmios específicos e até mesmo apoiar os colegas para alcançar os objetivos da equipe como um todo. É possível acompanhar sua posição no ranking de vendas da empresa e seguir outros indicadores, de acordo com o perfil do negócio e as necessidades específicas de cada posição na empresa.

Em paralelo, o gestor consegue visualizar o desempenho geral e o cumprimento detalhado das métricas de cada funcionário de seu time, além de propor novas recompensas de acordo com o desempenho mais apropriado para cada vendedor, desde aquele que alcançou o maior volume em vendas até o que vendeu o mix mais adequado de produtos. Essa visão geral do cumprimento das metas da equipe e a flexibilidade de ajustes durante o processo de vendas garantem melhores resultados aos negócios.

POR QUE VOCÊ DEVE ENTRAR NESSA?

  • Melhor Desempenho: A possibilidade de identificar como os melhores profissionais do time trabalham torna mais fácil entender o que eles fazem para se diferenciar dos demais. Essas estratégias individuais podem ser replicadas para todo o grupo, aumentando o desempenho geral.
  • Gestão em Tempo Real: A ferramenta de Gamification permite a gestão das métricas em tempo real, à medida que os dados dos funcionários são automaticamente compilados e analisados em relatórios e dashboards disponibilizados imediatamente ao gestor de equipe.
  • Visão Sistêmica: A visão geral da evolução das métricas das equipes de trabalho permite que o gestor tome rápidas decisões sobre possíveis mudanças estratégicas ou de processos, possibilitando posicionamento mais ágil e efetivo em relação à concorrência.
  • Turn over: Equipes que utilizam o Gamification têm o turn over reduzido em até 50%. Isso ocorre, porque a estratégia de premiação é transparente e baseada em resultados objetivos. Os vencedores são premiados e reconhecidos por seu esforço e dedicação, gerando um ambiente de competição saudável e sem desconfortos.
  • Engajamento: Com critérios objetivos e metas claras, a empresa concede ao time de campo as mesmas oportunidades, fazendo com que o processo seja meritocrático. Fica mais fácil conquistar o engajamento desses profissionais quando as métricas são claras.
  • Treinamento: Com a redução do turn over e o maior engajamento do time de vendas, as empresas conseguem reduzir o investimento inicial de treinamento para novos funcionários. O valor dessa redução pode ser investido em outras formas de recompensa que contribuam para a melhoria do desempenho das equipes.

 

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Se você se animou, para garantir a implantação bem-sucedida da estratégia de Gamification, é preciso que toda a cadeia produtiva da empresa e seus processos comerciais estejam mapeados, a fim de que as atividades-chave e suas métricas possam ser definidas de maneira a agregar o maior valor possível ao negócio. Esse é o segredo do sucesso.

Fonte: Sping Global 

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