Archive for Políticas de Desenvolvimento

25 mai 2015

COMEÇOU: PRÊMIO PREFEITO EMPREENDEDOR

No Comments Ambiente Legal, Desenvolvimento Sustentável, Empreendedorismo, Gestão Pública, Políticas de Desenvolvimento, Sociedade e Política

Iniciativa reconhece projetos de estímulo ao desenvolvimento das pequenas empresas

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Até 31 de julho, os gestores municipais podem se inscrever na 9ª edição do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor, que reconhece ações de estímulos ao desenvolvimento econômico e social por meio do incentivo aos negócios de pequeno porte. Realizada a cada dois anos, a premiação é concedida aos prefeitos de todo o Brasil e São Paulo de destaca pelo grande número de prefeitos que são reconhecidos com o selo em todas as edições. Mogi das Cruzes teve vaga garantida na últimas edições!

O prêmio tem o objetivo de incluir o empreendedorismo na agenda do desenvolvimento municipal assim como acontece com saúde e educação, que já integram os planos de governos. A premiação seleciona o melhor projeto e também as ações de destaque em categorias temáticas: Implementação e Institucionalização da Lei Geral, Compras Governamentais de Pequenos Negócios, Desburocratização e Formalização, Pequenos Negócios no Campo, Inovação e Sustentabilidade, e duas novas categorias: Municípios Integrantes do G100 e Inclusão Produtiva com Segurança Sanitária.

O prêmio representa uma importante parte da missão do SEBRAE-SP de disseminar boas práticas em políticas públicas que gerem o desenvolvimento sustentável.

"Queremos que essas iniciativas de sucesso se multipliquem pelos municípios. Para isso, é necessário que as prefeituras realmente apoiem o empreendedorismo e os pequenos negócios, simplificando procedimentos de registro e licenciamento, abrindo o mercado das compras públicas aos pequenos negócios, levando benefícios e garantindo o tratamento diferenciado ao setor" afirma o presidente do Sebrae-SP, Paulo Skaf.

Os projetos podem ter como foco empresas formais ou em processo de formalização, individuais ou organizadas em consórcios e associações, de qualquer setor e localizadas em áreas urbanas e rurais. Cada município pode inscrever até dois projetos desde que em categorias diferentes. Concorrem nacionalmente somente as propostas vencedoras nas respectivas categorias da etapa estadual.

"Queremos despertar nas lideranças locais o poder de transformação social e de desenvolvimento local que as micro e pequenas empresas possuem, uma vez que o setor é responsável por 99% das empresas abertas no país e importantíssimo gerador de emprego e renda" afirma Bruno Caetano, diretor-superintendente do Sebrae-SP.

Na última edição, 335 projetos inscritos de 265 prefeituras foram escritos em São Paulo. Os prefeitos que tiverem dúvidas sobre as inscrições podem contatar o escritório regional do Sebrae-SP mais próximo de sua cidade. Conheça as histórias vencedoras da última edição em http://sebr.ae/SP/livroppe

Mais informações em: http://prefeitoempreendedor.sebraesp.com.br/

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07 mar 2015

​SENHORAS DO DESTINO

No Comments Capital Humano, Carreira, Comportamento, Cotidiano, Datas Especiais, Desenvolvimento Sustentável, Empreendedorismo Feminino, Mercado de Trabalho, Políticas de Desenvolvimento, Qualidade de Vida

Todo mês de março é a mesma coisa: o empoderamento feminino vira assunto nacional. Entenda porque defendo essa causa sem datas e sem limites! 

 

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Ficou para trás o tempo em que lugar de mulher era dentro de casa. Depois de anos de luta em defesa da igualdade de direitos, acesso à educação, trabalho e liberdade de escolha, as mulheres estão ganhando seu espaço.

Mas nem tudo são flores! Apesar do progresso, dados do relatório de Desigualdade de Gênero, do Fórum Econômico Mundial de 2014, colocaram o Brasil na 71ª posição no ranking de equiparação caindo 9 posições em relação a 2013. Ou seja: SERÁ QUE ESTAMOS REALMENTE AVANÇANDO?

Levando em consideração que muitos empregadores ainda pensam como o deputado federal Jair Bolsonaro que afirmou que não é justo a mulher ganhar igual ao homem porque engravida, a resposta é NÃO! Não estamos avançando quanto gostaríamos.

No Brasil, as mulheres ocupam apenas 8% dos cargos de liderança e somente 6% em cargos de conselho. Se mantivermos este ritmo, sem nenhuma política inclusiva, levaremos mais de 100 anos para termos igualdade. Em cargos públicos, a sub-representação se repete: ocupamos míseros 5% das funções disponíveis.

Segundo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), as mulheres trabalham em média 5 horas semanais a mais do que os homens. Pois é… Trabalhamos mais e ganhamos menos! Em média, 25% menos que os homens ocupando mesmo cargo e mesma função.

Embora representem 52% da população mundial, existe 100 milhões, isto mesmo, 100 milhões de meninas, que não podem estudar por questões religiosas e muitas são assassinadas por esse mesmo motivo, exemplo desta barbárie é o caso da jovem Malala, paquistanesa ganhadora do prêmio Nobel.  

Além disso, mulheres ainda são espancadas e mortas por seus companheiros e sofrem em consequência de abortos mal feitos. Sem contar as mulheres e meninas são vendidas como escravas sexuais e são as maiores vítimas de tráfico humano no mundo. Aqui mesmono Brasil, as mulheres ainda são retratadas de forma pejorativa e preconceituosa na publicidade.

Quero acreditar que esta visão preconceituosa e dualista tende a perder espaço. Não apenas porque sou mulher, mas porque as competências dos gêneros se complementam e juntos podemos ser muito melhores do que individualmente. Eu poderia dizer que sem as mulheres não haveria novas gerações, homens, maridos, filhos… Mas não posso ser simplista desta forma.

Grandes corporações já perceberam a importância deste público que representa mais de 75% das decisões de compra de uma família e têm oferecido espaço para que nossas características superem desafios por ângulos diferentes oferecendo soluções que passariam despercebidas se olhadas apenas sob o prisma masculino.

A verdade é que não precisamos dominar o mundo! Queremos construí-lo em parceria, sendo respeitadas pelo melhor que podemos ser, sem que ninguém nos rotule ou defina nosso destino. Aí, sim, teremos o que comemorar!​

22 set 2013

UM MUTIRÃO DE IDÉIAS POR SÃO PAULO

No Comments Ações Sociais, Administração e Gestão, Cidadania, Cotidiano, Democracia, Desenvolvimento Sustentável, Economia Criativa, Políticas de Desenvolvimento, Protagonismo, Qualidade de Vida, Sociedade e Política

Plataforma digital Sampa CriAtiva nasce com o objetivo vital de discutir a cidade e sua interação com a comunidade

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Um dos maiores presentes da minha vida profissional foi ter a chance de estudar e me apaixonar pelos conceitos de Economia Criativa. Venho me aprofundando no assunto desde 2010 e sempre que tenho a chance de conhecer uma nova proposta ligada ao tema no Brasil, meu coração vibra. Principalmente, quando agrega os conceitos de cidade e desenvolvimento.

Na última terça-feira, 17 de setembro, a Fecomercio-SP, o Sesc-SP e o Senac-SP lançaram uma plataforma virtual colaborativa para dar visibilidade e incitar projetos, ideias e iniciativas da população para transformar São Paulo em uma cidade criativa, amigável e com mais qualidade de vida.

A cerimônia reuniu representantes da sociedade civil, entre diretores de ONGs e membros de movimentos sociais de diferentes cantos da cidade, artistas, como Tom Zé, e convidados das três instituições que se uniram para promover esta nova ação.

É claro que a querida Ana Carla Fonseca, economista, doutora em urbanismo, especialista em economia criativa e uma das responsáveis por essa minha paixão, não poderia estar de fora. “Queremos somar desejos e esperanças na forma de propostas no site”, afirmou Ana, curadora de conteúdo da plataforma digital.

O objetivo da plataforma, batizada de Sampa CriAtiva, é ampliar o protagonismo dos cidadãos da maior metrópole da América Latina. No portal (http://www.sampacriativa.org.br/), qualquer pessoa pode publicar uma proposta para a cidade ou documentar iniciativas que possam inspirar a gestão do município. Trata-se de um canal sem censura para que as pessoas possam interagir e gerar um processo de debate sobre o que se espera da maior metrópole brasileira.

Além de ser um caldeirão de ideias, o site também apresenta inovações dos mais diversos cantos do mundo, que contribuíram para a vida de cidades, seus moradores e visitantes. São exemplos bem-sucedidos que estimulam e inspiram as mudanças que queremos, com um olhar organizado em cinco eixos: governar juntos; negócios; inovações sociais; nas ruas; e diálogos.

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Segundo Abram Szajman, presidente da Fecomercio-SP, a plataforma é um meio que as entidades encontraram para colaborar de modo criativo com a cidade de São Paulo e reunir soluções inovadoras para o que esperamos.

Numa democracia, o cidadão não pode ser mero expectador e as pessoas que andam pela ruas e convivem com as dores e amores por São Paulo precisam ser ouvidas por aqueles que têm o poder de decidir.

“É necessário multiplicar os canais para que a população possa se comunicar. Estamos recriando as Ágoras de forma virtual onde os cidadãos podem interagir e trazer contribuições efetivas para uma SP melhor”, explicou Abram.  

Antônio Carlos Borges, diretor executivo da Fecomercio-SP, lembrou que dos 75 anos de existência da federação que iniciou suas ações em pleno Estado Novo com o intuito de ser um canal entre os interesses empresariais do comércio e as áreas de governo. Para ele, “a entidade que sempre esteve presente nos grandes debates sociais traz agora uma ferramenta para fomentar um mutirão de ideias por São Paulo”.

Luiz Francisco de A. Salgado, Diretor Regional do Senac São Paulo, ressaltou o incentivo à inovação e a postura cidadã estimulando a autonomia, a atitude empreendedora e a capacidade de enfrentar problemas gerados pelo site.

Não tenho dúvidas de que as soluções para a cidade de São Paulo (ou para qualquer outra cidade com as suas características) só podem ser identificadas quando as pessoas estiverem dispostas a ouvir umas às outras, com suas demandas, sonhos e problemas.

Danilo Santos de Miranda, Diretor Regional do Sesc, disse algo que efetivamente me sensibilizou durante o lançamento desta ação. “É a vida do cidadão que está em jogo. Por isso, precisamos do engajamento do maior número de pessoas. Criamos aqui um ato de amor por São Paulo”.

Eu sei que a iniciativa não está sozinha na “selva de pedra” paulistana, mas perceber que entidades do porte das três gigantes do Comércio estão preocupadas com a questão da coletividade para a solução dos problemas da cidade é transformador, afinal ninguém duvida da relação essencial do universo do comércio de bens, serviços e turismo, na promoção da qualidade de vida e da autonomia das pessoas.

Por mais que sejam elas as indutoras do processo, uma vez que a plataforma se abre na web, ela passa a ser de todos nós. Trata-se de um lançamento que traz como ideia o envolvimento e o uso da tecnologia para que a interação ocorra cumprindo a missão de ouvir e entender a sociedade da cidade mais generosa do Brasil, aquela que a todos acolhe.

“Para que possamos viver em uma cidade mais gentil, precisamos tratá-la com mais gentileza também.”, disse Ana Carla. “Por isso, queremos unir desejos, sentimentos e esperança para a cidade de SP”.

Se você mora em São Paulo, ou como eu é um paulistano que a vida levou para longe, mas que mantém sua paixão pela cidade, mande sua proposta para o Sampa CriAtiva e compartilhe o que o inspira.

As propostas mais relevantes, por impacto ou engajamento, poderão fazer parte de programas encabeçados pelos parceiros e semanalmente, haverá uma sistematização das ideias para serem encaminhadas ao legislativo e executivo da cidade de São Paulo.

lounge-empreendedor-um-mutirao-de-ideias-por-sao-pauloAproveite, engaje-se, participe à vontade. Conquistar o desenvolvimento que esperamos depende de todos e de cada um de nós! 

17 jul 2013

MINHA CASA MELHOR

No Comments Administração e Gestão, Dados sobre Empreendedorismo, Economia, Empreendedorismo, Mercado, Oportunidade de Negócio, Pequena Empresa, Políticas de Desenvolvimento, Vendas

Mais de 100 mil micro e pequenas empresas do estado de São Paulo têm perfil para integrar a rede credenciada da iniciativa que dará crédito para compra de móveis e eletrodomésticos.

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O Programa Minha Casa Minha Vida acaba de ser ampliado pelo Governo Federal. Todos os beneficiados pela iniciativa e em dia com as prestações de seu imóvel agora têm direito a uma linha de crédito de R$ 5 mil para compra de até dez móveis e eletrodomésticos. Batizado de Programa Minha Casa Melhor, a medida é uma ótima oportunidade de negócio para micro e pequenos varejistas já que o programa pretende montar uma rede de 13 mil lojas credenciadas e injetar R$ 17 bilhões na economia brasileira.

Se engana o empreendedor que pensa que esse dinheiro que beneficiará apenas as grandes redes. Micro e pequenos negócios podem e devem participar e um levantamento do Sebrae-SP apontou 105 mil micro e pequenas empresas no estado de São Paulo aptas a vender para o programa. A adesão do lojista é rápida e simples.

Para ser uma loja credenciada e receber o selo Programa Minha Casa Melhor, basta que o lojista procure a CAIXA e abra uma conta para sua empresa. Toda operação é feita por meio de cartão e o lojista precisa ser credenciado na REDECARD (com domínio MÓVEISCARD). A princípio, a parceria vale por 60 dias. Após esse período, se quiser continuar aceitando o cartão do programa basta ligar para o gerente da CAIXA e renovar o convênio.

“O Minha Casa Melhor é mais um grande diferencial no portfólio de produtos da Caixa, possibilitando aos varejistas do setor de móveis e eletrodomésticos o aumento das suas vendas e seu marketing share, também destaco a facilidade para os lojistas aderirem ao programa em todas as agências da rede Caixa”, disse Paulo José Galli, superintendente da regional Paulista da Caixa Econômica Federal.

O valor da compra é creditado na conta do lojista como em uma operação de venda com cartão de débito. Entretanto, para compras a vista com o cartão, o lojista participante é obrigado a oferecer desconto mínimo de 5% no valor da nota.

lounge-empreendedor-minha-casa-melhorSerá permitida a compra de dez itens: guarda-roupa (até R$ 380), cama de casal (até R$ 370), cama de solteiro (até R$ 320), mesa com cadeiras (até R$ 300), sofá (até R$ 375), refrigerador (até R$ 1.090), fogão (até R$ 599), lavadora de roupas (até R$ 850), TV digital (R$ 1.400) e computador ou notebook (até R$ 1.150). Se você tem uma pequena empresa do setor, sabe que a soma desses ítens pode fazer toda a diferença no seu fluxo de caixa, certo?

Se quer saber mais sobre como fazer parte, a CAIXA disponibilizou o telefone 0800 726 0104 para dúvida dos lojistas.

22 mai 2013

CAPITALISMO SUPERIOR

No Comments Cidadania, Consumo, Cotidiano, Desenvolvimento Sustentável, Economia, Liderança, Mudança, Políticas de Desenvolvimento, Responsabilidade Social Empresarial, Sociedade e Política, Sustentabilidade, Viva Positivamente

Uma mudança de cultura em escala mundial inaugura uma nova era econômica e pede novas práticas de gestão e ambientes de trabalho.
 

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“O capitalismo como o conhecíamos acabou em 15 de setembro de 2008.” Esta frase está em The Road From Ruin, livro de Matthew Bishop, editor de negócios da revista britânica The Economist nos Estados Unidos. “O que não sabemos ainda é o que vai substituí-lo e se essa nova versão será melhor que a anterior. As escolhas que fizermos agora nos colocarão na rota da prosperidade renovada ou da estagnação e mesmo da depressão”, adverte Bishop.

A crise financeira que se recusa a acabar é uma oportunidade para construir um capitalismo superior à versão falida em 2008 – embora pouco tenha sido feito para isso até o momento. Há um componente demográfico decisivo por trás do que parece ser um embrião de mudança cultural: o aumento da longevidade, e o consequente envelhecimento das populações.

Cem baby boomers chegam aos 60 anos a cada 13 minutos só nos Estados Unidos. “Quando a frente fria da demografia encontra a frente quente dos sonhos não realizados, o resultado é uma tempestade de propósito como o mundo nunca viu”, afirma Daniel Pink em seu livro, Drive.

Na outra ponta do espectro demográfico, a geração que está se tornando ativa hoje traz consigo questionamentos sobre o trabalho que devem deixar os pais boquiabertos. Ele é recompensador o bastante? Significativo o suficiente? Tão motivador quando eu gostaria?

Os adolescentes e jovens adultos americanos de hoje não parecem, por exemplo, tão interessados em comprar um carro nem em dirigir. Os jovens estão usando mais transporte público e solas de sapato. Há uma mudança cultural em curso.

Se estamos de acordo que o problema não é o capitalismo em si, mas os desvios de rota das últimas décadas, a questão é como reverter os excessos. Atenção: isto é problema nosso! O novo capitalismo terá como principais centros as economias emergentes. E a mesma expectativa existe em relação à transformação do modelo de gestão predominante.

Somos tidos como um dos países mais felizes do mundo. Passamos a ser notados por nossa capacidade de transformar o caos em bagunça organizada. Se é verdade que existe alguma coisa no Brasil que faz com que sejamos mais leves que outros povos, do ponto de vista comportamental, será possível criar práticas de gestão e ambientes de trabalho particulares, de modo a valorizar esse nosso traço cultural?

Se pudermos identificar e potencializar os traços “funcionais” da nossa cultura – ao mesmo tempo em que controlamos os nocivos –, teremos uma contribuição a dar para esta nova era econômica que parece estar se iniciando.

Alexandre Teixeira é jornalista de economia e negócios, autor do livro Felicidade S/A.

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