Archive for Ética

24 ago 2014

MAIS DIFÍCIL QUE O PERDÃO

No Comments Cooperação, Ética, Família, Inteligência Emocional, Relações Humanas, Valores, Viva Positivamente

Gratidão é um ato de reconhecimento e uma virtude que precisa ser cultivada e desenvolvida continuamente. Experimente! Quem ganha é você!

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A necessidade das pessoas em valorizar apenas o patrimônio, a posição profissional ou social faz com que muitos percam o sentido real de suas conquistas. Já escutei inúmeras vezes que no ambiente competitivo das organizações há muito mais pessoas ingratas do que gratas. Talvez seja verdade. E justamente por isso, a gratidão tem poderes incríveis.

Quando ela se expressa em gentileza, manifestações públicas de agradecimento e, acima de tudo, respeito, tem um efeito e um poder inigualáveis. Não significa ser subserviente ou submisso, mas sim dar o justo reconhecimento a interdependência e a consequência das outras pessoas sobre nossas conquistas. Quando as coisas estão muito ruins, pode ser fácil dizer "tudo é uma porcaria, não tenho nada a agradecer." Mas, se formos honestos, sabemos que não é verdade. Sempre há alguma coisa, não importa quão pequena, que está em sua vida para a qual você possa ser grato.

Quantas vezes você já parou para agradecer seus pais, professores, líderes ou colegas por ser o profissional e a pessoa que você é hoje? A ingratidão, sentimento muito próximo ao orgulho e a soberba, só faz perdedores. Nunca soube de alguém que tenha ganhado algo sendo ingrato. Empresas ingratas perdem seus colaboradores, seus clientes e veem seu mercado ruir. Pessoas ingratas terminam sós, amarguradas e sem o respeito de seus pares.

Gratidão requer coragem! Coragem para reconhecer que nem tudo o que as pessoas fazem por nós é apenas uma obrigação. Temos o péssimo hábito de corromper o sentido real das palavras a partir de nosso ponto de vista ou de nosso estado de espírito. Criamos uma infindável lista de atitudes equivocadas a partir de um conceito que, a priori, não deveria trazer nenhum prejuízo, como é a gratidão. Que tal se em vez de reclamar daquele cliente difícil de atender, você pensar que ele poderia ter escolhido outra empresa para negociar?

Se atender os seus clientes com gratidão, eles serão leais e indicarão você a novos clientes. Se olhar com gratidão para cada colega de trabalho, construirá um ambiente mais humano e solidário. Se levar sua empresa a demonstrar gratidão contribuindo em causas sociais e ambientais ampliará suas possibilidades de ter sua marca fixada no coração das pessoas. Parece simples, mas o exercício da gratidão requer vontade, ação e atitude.

Se ao iniciar a leitura desse texto, você acreditava que esse era apenas um tema leve e sem sentido a prática empreendedora, avalie suas próprias atitudes e passe a praticar a gratidão sem vergonha de se expor. Cultive esse novo hábito na sua organização, sua comunidade e sua casa. O senso comum nem sempre é uma prática comum. Muito obrigada pela leitura.

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02 nov 2013

CHEGA DE FIU-FIU

No Comments Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Comportamento, Empreendedorismo, Ética, Gestão de Pessoas, Relações de Trabalho

Pouco se discute sobre o tamanho e a natureza do problema do assédio nas empresas, mas nenhuma mulher deveria abrir mão da sua carreira simplesmente por ter nascido mulher.

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Recentemente, tive acesso a uma pesquisa que avalia o cenário de assédio às mulheres brasileiras, tanto em espaços públicos como no ambiente de trabalho. Pode parecer incrível, mas em todo o mundo, 52% das mulheres economicamente ativas já sofreram assédio sexual, segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho). Quando transformamos em coisa rotineira o fato da mulher não ter espaços privados – nem mesmo serem donas do seu próprio corpo -, incentivamos a violência. E isso NÃO é normal.

De uma troca de olhares mais demorada até um quadro de assédio sexual nem sempre há um longo percurso. Pequenos gestos, insinuações, contatos físicos forçados, convites impertinentes… Alguns homens chegam a acreditar que todas as mulheres gostam de ser assediadas e que não deveriam reclamar; afinal, “elogios” são apenas uma forma de valorizar os predicados de sua beleza. Pura ilusão!

Quando a conduta envolve um superior hierárquico que constrange alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, o elogio é crime previsto no artigo 216-A do Código Penal.

No momento em que a participação feminina no mercado de trabalho é cada vez maior, discutir maternidade e carreira ou o equilíbrio da vida pessoal e profissional parece irrelevante quando temas como assédio e agressão entram na pauta da relação de convivência entre os gêneros.

Em muitos casos, o assédio é considerado tão comum que nem é visto como problema nas organizações. Seja por chantagem ou por intimidação, deixar-se envolver nessa situação é constrangedor e pode prejudicar a saúde psíquica e laboral da vítima.

A tendência mais comum é a mulher deixar o emprego para se ver livre da situação, pois provar que é assediada ou que sua posição não lhe garanta o direito de negar às investidas ainda é legalmente muito difícil.

Se você está passando por uma situação semelhante, lembre-se que desistir pode trazer a sensação de frustração no futuro. Antes de abandonar seus sonhos e sua carreira, existem algumas atitudes que podem acabar com o incômodo do assédio.

Seja verdadeira consigo mesma, não aceite as investidas e tenha clareza de que realmente não deseja isto para si. Ceder trará a sensação de que você nunca mais conseguirá escapar.

Converse claramente com a pessoa que vem cometendo o assédio e informe seu descontentamento com a situação. Em alguns casos, o assédio é uma questão de interpretação. Não se intimide pela posição hierárquica ou pela situação.

Conheço algumas mulheres que chegam a se culpar e por isso, escondem os fatos dos colegas ou das pessoas mais próximas. Não faça isso! Fale sobre o que vem acontecendo e se a situação não melhorar, peça ajuda àqueles que tenham poder de agir com autoridade, como um diretor ou a área de recursos humanos da organização.

Se quem está assediando você é o próprio diretor ou uma pessoa muito influente dentro da empresa, reúna provas do assédio, como bilhetes, e-mails e presentes e procure auxílio jurídico. Infelizmente, em alguns casos, é preciso cortar o mal pela raiz!

Seja qual for sua decisão, busque uma alternativa em que você se sinta protegida, livre e desimpedida para seguir sua carreira com competência e respeito.

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13 jul 2013

LIBERDADE VIGIADA

No Comments Comportamento, Cotidiano, Economia Digital, Ética, Internet, Redes Sociais, Tecnologia, Web

Você consegue imaginar sua internet sem Google, YouTube, GMail, Facebook, Microsoft, Skype, Twitter ou Wikipédia? Pois é…

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Estamos quase que completamente nas mãos de empresas americanas quando o assunto é internet.  Por isso, a polêmica sobre a espionagem da internet brasileira pelos Estados Unidos está fervendo. A cada dia aparece uma novidade sobre o caso, desde instâncias do governo se mobilizando para contribuir com as investigações, até revelações de que o Brasil aceita este tipo de interferência desde 2001. É muita coisa para acompanhar!

Mas o que realmente importa é conseguir dar a proporção correta à notícia de que a Agência de Segurança Nacional dos EUA teria grampeado nossas comunicações.

Ok! Ninguém gosta de saber que as informações geradas em seus dispositivos tecnológicos podem estar sendo monitoradas, mas é preciso entender que o conteúdo das mensagens não estão contidos nos metadados que os tais programas de espionagem podem ter acesso. (Dá uma olhadinho no gráfico no final do texto)

Há algo que me preocupa muito mais do que saber o que o Obama pode estar fazendo com as minhas informações.

Deputados, senadores, ministros, secretários e oportunistas em geral estão em todos os cantos falando sobre soberania nacional, enquanto questões como corrupção, reforma política ou importação de médicos vão ficando de lado.

Pensar que empresas de telecomunicação brasileiras que nos cobram tão caro por um serviço tão precário participaram deste tipo de espionagem é repugnante. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, já admitiu que aquelas que têm convênios com companhias estrangeiras expõem dados porque passam por portões internacionais, via cabos submarinos e satélite ao custo de US$ 650 milhões por ano.

E existe uma ameaça ainda mais séria: no afã de oferecer respostas rápidas e enérgicas sobre o caso, a proposta do Marco Civil da Internet pode ser alterada e perder sua essência: a garantia da privacidade, liberdade de conteúdo e neutralidade na rede.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, disse que os deputados estão insatisfeitos “com um ou dois artigos” e que a votação não deverá acontecer agora. O Senado criou a CPI da Espionagem para apurar as denúncias de interceptação de dados de brasileiros pelos EUA, mas não ficou claro quem e o que pretendem investigar.

Sem contar que a resposta que a nossa presidente pretende oferecer para proteger a privacidade dos usuários brasileiros, restringindo dados à jurisdição do país, pode resultar em uma internet ainda mais lenta e com menor oferta de serviços para todos nós. É melhor a gente começar a cuidar do nosso jardim antes de olhar para o problema americano.

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06 jul 2013

CALEM-SE AS VOZES

No Comments Comunicação, Democracia, Ética, Gestão de Pessoas, Liderança, Relações Humanas

Se tem algo que me tira do sério é me sentir censurada em minhas opiniões. Estou disposta a dialogar sempre; mas me censurar… Ah, isso não! 

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A censura é tão antiga quanto a sociedade humana, sendo a Grécia antiga a primeira sociedade a elaborar uma justificativa ética para ela, com base no princípio de que o governo da Pólis (cidade-estado) constituía a expressão dos desejos dos cidadãos, e que, portanto, podia reprimir todo aquele que tentasse contestá-lo.  A idéia era criminalizar certas ações de comunicação, ou até mesmo a tentativa de exercer essa comunicação, controlando e impedindo a circulação de informação.

No sentido moderno, censura é algo mais sutil, mas tão perigosa como aquela perpetuada pelas ditaduras que marcaram a nossa História. Contudo, se uma se fazia às escuras, esta é mais elaborada e adaptada ao tempo e aos meios de comunicação.

Claro que compreendo que nem todos a sintam numa primeira instância, mas é legítimo pensar que há um novo poder opressor e multifacetado que regula e ordena as informações, opiniões e até nossa forma de expressão. Sim! Somos censurados por inúmeros padrões que nos são impostos sem que possamos argumentar.

Quando eu ouvia falar sobre liberdade de expressão e censura associava suas ações com componentes dos regimes democráticos ou dos regimes totalitários, respectivamente. Pressupunha que uma vez instaurada a democracia política num país, estaria definitiva e totalmente abolida a censura. Ah, que sonho…

Hoje, ouso afirmar que a democracia é o sistema que fomenta a censura da maneira mais maliciosa e assustadora. Informações noticiadas por grandes meios de comunicação tornam-se verdades absolutas pelo simples fato de terem sido noticiadas por um veículo de prestígio. Políticos definem o que pode ou não pode ser dito e monitorado. Agências de espionagem internacionais “grampeiam” a vida de pessoas que tentam desafiar o sistema vigente. Um poder maior define quem pode ou não obter asilo político.

Aquilo a que vulgarmente chamamos de “o fim da censura” não é senão a transformação de um estado de dominação. Ela permanece inteira e indestrutível em nosso dia-a-dia.  Talvez a única diferença entre a “censura antiga” e a “censura moderna” esteja no lápis ou no alto-falante.

A censura do lápis é o processo inerente à legitimação dos regimes despóticos e da tirania onde era cortada toda palavra que fugisse aos ditames do tirano. A censura do alto-falante – essa que vivemos agora – é bem mais perspicaz. É a censura que não cala, mas que nos disciplina sobre o que dizer, que escolhe os sentimentos e nos sujeita a suportar a tagarelice interminável dos meios de propaganda do poder.

lounge-empreendedor-censura-calem-se-as-vozesO mesmo poder que, hoje, vive do discurso mítico da plena liberdade de expressão e da pretensa transparência de seus processos, mas que poderia se resumir em uma frase: “Falem bem alto a mentira uma vez, que não se ouvirá a voz da verdade!”

24 jun 2013

IGUALDADE SIGNIFICA NEGÓCIOS

Comentários desativados em IGUALDADE SIGNIFICA NEGÓCIOS Ações Sociais, Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Carreira, Competências, Desenvolvimento Sustentável, Empreendedorismo Feminino, Empregabilidade, Ética, Família, Gestão de Pessoas, Inteligência Competetitiva, Liderança, Mercado, Mercado de Trabalho, Protagonismo, Relações Humanas, Responsabilidade Social Empresarial, Sociedade e Política

Estabelecer uma liderança corporativa que possibilite a igualdade de gênero e assegurar que as empresas ofereçam espaço para todos é o grande desafio para concretizar o empoderamento das mulheres.

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Na última semana, participei do Women´s Forum Brazil 2013, um encontro com grandes nomes nas áreas de governança, investimento social e direitos das mulheres com foco num melhor entendimento do nosso papel no desenvolvimento sustentável do nosso país. Não poderia deixar de trazer o assunto para o Lounge Empreendedor, uma vez que nossos encontros por aqui sempre focam em nossas carreiras e negócios, certo?

É claro que durante grande parte das discussões o dilema “maternidade e carreira” foi pautado como um dos principais entraves para que possamos seguir uma carreira executiva, mas os diálogos passaram por vários outros assuntos, como o compromisso que as empresas devem assumir para que mais mulheres façam parte dos conselhos de administração e comitês de gestão, a necessidade do empoderamento feminino por meio do empreendedorismo e as perspectivas brasileiras pela visão de palestrantes internacionais relacionadas às melhores práticas em seus países.

Foram dois dias de muita troca e reflexões para que possamos assumir uma posição diferente no mercado de trabalho, afinal há espaço para todo mundo quando falamos em competência e meritocracia.

lounge-empreendedor-igualdade-significa-negóciosConfesso que sempre tomei muito cuidado para não parecer feminista ao levantar causas de empoderamento das mulheres, mas cada vez mais sinto que igualdade significa um melhor ambiente de negócios para todos.

Dada a abundância de mulheres qualificadas no mercado, é alarmante que apenas 4% dos principais executivos entre as 250 maiores empresas brasileiras sejam do sexo feminino, vocês não acham?

Estamos particularmente sub-representadas em posições de gerência executiva, pré-requisito para promoções a níveis hierárquicos mais altos. Como apenas 14% desses cargos são ocupados por mulheres, não surpreende que, entre essas empresas, encontram-se somente nove CEOs do sexo feminino.

Além dos já conhecidos desafios associados à percepção de prioridades conflitantes entre trabalho e vida pessoal, o estilo das mulheres é diferente dos homens e menos valorizado no mercado de trabalho. Muitas empresas tendem a valorizar mais atributos tipicamente reconhecidos como masculinos (solucionar problemas, influenciar) do que aqueles mais identificados como femininos (apoiar e dar coaching, por exemplo).

Se, historicamente, o papel de cuidar da família sempre esteve muito mais ligado à mulher é hora de mostrarmos que isso não atrapalha em nada nossa capacidade de gerar bons resultados empresariais. Afinal, existe negócio mais complicado para administrar do que um lar?

O balanceamento entre família e carreira pode parecer muito difícil, mas fica bem mais complicado se o ambiente corporativo não facilitar o encontro de um equilíbrio. Isso levanta o imperativo das empresas demonstrarem que é possível construir novos modelos de gestão a fim de não perderem mulheres talentosas e competentes em seus quadros de colaboradores destruindo, também, a oportunidade de colher os frutos da diversidade em sua equipe de liderança no futuro.

Para isso, cinco iniciativas estiveram entre as mais citadas para assegurar a inclusão de talentos, habilidades e experiências femininas:

  1. Criação de modelos de trabalho que apoiem homens e mulheres em suas responsabilidades familiares, como horários flexíveis e o não incentivo ao perfil “workaholic”;
  2. Alta liderança da organização comprometida com a diversidade de gêneros de forma visível;
  3. Garantia de que os processos de seleção e promoção não sejam enviesados e que a tomada de decisão envolva um conjunto diverso de pessoas;
  4. Comunicação e internalização de valores, comportamentos e normas culturais atrelados à diversidade de gênero;
  5. Oferecer casos de sucesso de mulheres relacionados à liderança feminina como meio de contribuir para aumentar a autoconfiança de outras mulheres em relação ao seu potencial de crescimento profissional.

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Uma vez que as empresas são os principais atores da economia global, elas podem e devem desempenhar um papel vital para assegurar e proteger nossos direitos e impulsionar a capacidade produtiva das mulheres. E isso tem um resultado favorável: em 2006, o jornal The Economist estimou que, ao longo da última década, o trabalho das mulheres contribuiu mais para o crescimento global do que a China. Sim! Juntas, realmente fazemos a diferença! Basta que o setor privado se convença de que competência é a única moeda de diferenciação entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

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