Archive for Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo

27 mai 2009

MARKETING CONTEMPORÂNEO

1 Comment Administração e Gestão, Comportamento do Consumidor, Comunicação, Marketing, Mercado

A preocupação constante do empresário moderno é oferecer sempre produtos e serviços com altos índices de qualidade. Então, responda rapidamente: Vender é transformar esses produtos e serviços em dinheiro? Ou vender é atender a expectativa de seus clientes?

Se você optou por transformar em dinheiro sua mercadoria, você pratica o marketing tradicional. Sempre tem que descobrir clientes e quanto mais clientes você conquistar será melhor para sua empresa. Deve sentir que no mercado contemporâneo, não se vende mais como antigamente, e é cada vez mais difícil conquistar novos clientes, certo?

É preciso acreditar, então, em uma nova forma de marketing, em que seja possível gerenciar o relacionamento com os clientes e perceber suas mudanças fazendo os ajustes necessários ao negócio. Mas para que isso aconteça, sou obrigada a parafrasear o filósofo que pronunciou: "Conheça-te a ti mesmo".

Recomendo como primeiro mandamento para uma abordagem de marketing competitiva, uma profunda reflexão sobre sua própria empresa. Não é possível mudar se você não conhece seus pontos fortes e fracos ou as ameaças e oportunidades que o mercado configura para o seu segmento. Tire uma fotografia, ampliada, em todos os ângulos, analise suas cores, sua animação e o dinamismo real.

A partir daí, planeje! Estabeleça um processo que o leve a determinar, em termos de futuro, os objetivos e metas da sua empresa. Assim como, desenvolver padrões e políticas por meio das quais os objetivos serão alcançados e os clientes serão atendidos em suas necessidades e desejos. A pura essência do marketing!

Estou certa de que alguns dos velhos modelos do marketing ainda funcionam, mas tornaram-se tão básicos que pouco ajudam uma empresa a ganhar mercado.

O que é bom para o cliente hoje, amanhã já não pode ser bom. É necessário entender as razões, os valores, as expectativas, os hábitos, o momento. É o momento que determina qual é a melhor solução para seu cliente, e em conseqüência para seu negócio.

Para tornar essa frase muito simples, faço mais uma pergunta a você: quanto vale um guarda-chuva vendido por algum ambulante em uma ensolarada manhã?

Agora, quanto vale esse mesmo guarda-chuva sendo vendido em algum final de tarde para uma mulher que acabou de sair de seu cabeleireiro e se depara com uma chuva torrencial? Com certeza, não tem preço!

Durante muito tempo, o marketing confundiu-se com a atividade dos vendedores, a distribuição física dos produtos ou a sua promoção. A estas funções juntava-se a publicidade, cujo papel era apenas de apoiar o trabalho dos vendedores.

Hoje é necessário ir além… Os consumidores têm muitas opções e estão cada vez mais exigentes, querem produtos e serviços superiores, adaptados à suas necessidades, fornecidos com extrema rapidez e com o menor preço! Impossível???

Em cartaz: a complexidade humana.

Complexidade que merece uma abordagem focada na EXPERIÊNCIA DO CLIENTE. O marketing tradicional foca o racional; o marketing da experiência considera emoções. O consumidor tem que ter uma experiência diferente com você. É importante como você vende, não só o que vende.

Com o aumento da concorrência, não basta produzir ou disponibilizar produtos ou serviços de qualidade, é preciso torná-los conhecidos. E embora muitas vezes o custo da divulgação pareça proibitivo, existem formas de criar seu próprio esquema de comunicação:

  • Posicione-se corretamente no mercado, de acordo com o seu segmento e público-alvo ao invés de tentar atender o mercado inteiro;
  • Relacione-se: visite feiras, exposições e eventos;
  • Ao falar sobre o seu negócio, seja preciso, fale sempre a verdade, forneça detalhes e tenha sempre em mãos cartões de visita, folders e demonstrativos;
  • Estabeleça uma boa relação com a imprensa. Se possível tenha um assessor de comunicação responsável pela construção do relacionamento da sua marca com a mídia. Ao divulgar jornalisticamente a si próprio e sua marca, você reforça a reputação e imagem institucional, ampliando a atração que exerce sobre os melhores talentos do mercado, aprimorando inclusive seus recursos humanos;
  • Utilize diversos canais de promoção e propaganda de maneira transparente e honesta, preservando a sua credibilidade (revistas, jornais, boletins, web-sites, sites de vídeos, comunidades de relacionamento, comunicação celular, blogs, wikis e várias outras ferramentas sociais);
  • Invista em marketing pessoal. A melhor auto-propaganda é aquela explicitada no portfólio de trabalho, nos comentários da equipe sobre seu desempenho e sobre a história de parceria que foi construída com sua empresa. Nesse sentido, a importância do marketing pessoal reside justamente na forma como você contribui para o sucesso da equipe, do cliente e do negócio como um todo.

É preciso que as pessoas entendam que fazer marketing pessoal é nobre, muito bem-vindo e é uma obrigação humana nos dias de hoje. Você tem o compromisso de dizer quem é, o que sabe fazer de melhor e disponibilizar os seus conhecimentos e habilidades para a sociedade. Se você não se mostrar, como as pessoas poderão solicitar os seus serviços?

Portanto mãos à obra!

ANA MARIA MAGNI COELHO

Abril/2009

13 mai 2009

TINHA UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO

1 Comment Administração e Gestão, Competitividade, Cooperação, Empreendedorismo, Mercado
 
 
Quantas pedras estão ficando no seu caminho???
Até quando teremos medo dos nossos concorrentes, dos nossos clientes, dos nossos amigos?
Tire suas próprias pedras do caminho…
 
“Teu milho está maduro hoje. O meu estará amanhã. É vantajoso para nós dois que eu te ajude a colhê-lo hoje e que tu me ajudes amanhã.
Porém, não tenho amizade por ti e sei que também não tens por mim. Portanto, não farei nenhum esforço em teu favor. Sei que, se eu te ajudar, esperando alguma retribuição, certamente me decepcionarei, pois não poderei contar com a tua gratidão. Então, deixo de ajudar-te e tu me pagas na mesma moeda. As estações mudam. E nós perdemos parte de nossas colheitas por falta de confiança mútua.”
 
Esta parábola foi escrita no século XVIII pelo filósofo escocês David Hume. E por incrível que pareça, quase três séculos depois parece que as pessoas ainda não adquiriram o hábito de se associar para resolver problemas.
O associativismo surgiu nos primórdios da humanidade, quando o homem percebeu a necessidade de viver em grupos para caçar, se defender e cultivar. Na era industrial foi obrigado a se organizar para enfrentar as condições precárias de trabalho e na era atual, a era do conhecimento, é necessário buscar o desenvolvimento econômico e social através de grupos estruturados e preparados.
Descrença nas próprias forças, resistência a mudanças, falta de confiança nos outros e nas instituições, apego às relações verticais de poder, desapreço pela inovação e pelo conhecimento de outras pessoas muitas vezes impede que nos associemos a um concorrente para enfrentar e resolver uma série de questões de ordem jurídica, técnica, administrativa ou financeira.
O empreendedorismo, organizado por meio do associativismo é a mola propulsora para o desenvolvimento, trazendo para condições iguais ou similares as empresas de grande ou de menor porte. Os empreendedores precisam atuar em conjunto, em rede, unindo cada vez mais forças para a mudança e a conquista de um Brasil de resultados.
Tenho toda a certeza de que a cooperação tornou-se uma condição para a competição. Parece um contra-senso, mas não é. O caminho para os pequenos negócios é cada vez mais articularem-se, pois o principal problema de uma empresa não é ser pequena, mas sim, lutar sozinha para obtenção de melhores níveis de produtividade, acesso a novos mercados, redução da carga tributária ou busca de flexibilidade para enfrentar as turbulências do mundo globalizado.
Como se pode ver, a desconfiança e a falta de visão do coletivo é a grande pedra no caminho do desenvolvimento integrado e sustentável.
No SEBRAE-SP temos vivenciado boas experiências de empresários que superam as diferenças e lutam pelas semelhanças! Ou acabamos com a desconfiança ou a desconfiança acabará com as possibilidades de construção de um modelo de gestão mais equilibrado e justo em prol de um país de resultados.

 

Ana Maria Magni Coelho
março/2009
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