Archive for Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo

01 set 2015

FAMÍLIA E NEGÓCIOS

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O que fazer quando a família quer opinar no seu negócio?

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Todo empreendedor além de profissional é também pai, filho, neto, marido, e muitas vezes, sofre com a interferência da família no negócio.

Separar os assuntos de trabalho do relacionamento familiar é o grande desafio. Quando a família trabalha junto é quase impossível não levar para casa os problemas da empresa. Constantemente, pais e filhos ou marido e mulher que dividem o ambiente de trabalho discutem em casa o dia a dia da companhia, o que quase sempre transforma as conversas familiares em uma grande discussão de negócios.

O problema se torna ainda maior quando familiares que não atuam na atividade e não conhecem a rotina se sentem no direito de opinar sobre os rumos do negócio.

Talvez a solução mais simples seja a mais óbvia e ao mesmo tempo a mais difícil: não levar para casa os problemas do trabalho. Todos sabem que não é fácil, mas o empreendedor que consegue separar os dois ambientes tem mais chance de ter uma relação mais serena em ambos os lugares.

É preciso que ele leve em conta os números do negócio para tomar as decisões mais acertadas, e não agir com o coração e decidir com o que a maioria da família pensa.

À medida que você não discute esses assuntos em casa, menos provável que familiares interfiram na sua tomada de decisão.

Portanto, se você trabalha junto com um familiar, deixe para conversar sobre isso na empresa, ou, quando estiverem a sós. Dessa forma, a discussão tende a ser mais assertiva e, com certeza, trará melhores resultados.

Vitor Pedrosa é Sócio Fundador e Diretor de Franquias da Viva Eventos.
Fonte: Portal Exame

31 ago 2015

MARKETING OFFLINE PARA STARTUPS

No Comments Abertura de Empresa, Administração e Gestão, Economia Digital, Empreendedorismo, Marketing, Mercado, Modelo de Negócio, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Startup

Planejar e executar uma estratégia de marketing impecável é uma missão crítica, inclusive para quem vive no mundo digital.

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Ao dimensionar uma startup, normalmente os empreendedores direcionam tanto seu foco em conseguir novos clientes através de canais como marketing de busca, mídia social, exibição de publicidade, que bancar o advogado de uma estratégia de marketing offline pode parecer irrelevante ou antiquado.

Depois de alguns anos trabalhando no setor, ouso afirmar: "Não cometa o erro de muitos empreendedores e comerciantes de deixar a estratégia de offline fora de seu planejamento de marketing". Isso não apenas é mais relevante do que nunca, mas pode ser o complemento perfeito para sua estratégia online.

Leia a seguir 5 dicas elaboradas por Dena Enos que foram empregadas por algumas startups muito conhecidas e que são dignas de nota 10 e que devem ser levadas em consideração por quem está chegando agora.

1. OCUPE SEU ESPAÇO GEOGRÁFICO.

Muitas startups optam por se concentrar em cidades específicas como parte de sua estratégia de lançamento. Para fazer esse plano de publicidade funcionar, você precisa tornar sua marca e logotipo visíveis nesse espaço geográfico. Ocupar essas áreas com panfletos, cartões postais e folhetos descrevendo seus produtos e serviços ou então dando detalhes de uma oferta especial por tempo limitado é importante no esforço de aquisição de clientes.

Não se esqueça de incluir seu logotipo, informação de contato e endereço do negócio em uma posição que seja fácil de ser localizada em todos os materiais de marketing. Quando você saturar seu espaço geográfico com sua mensagem, provavelmente será mais notado, discutido e comentado!

2. TRANFORME SEUS CLIENTES EM ADVOGADOS DA MARCA.

Você já tem clientes satisfeitos? Maravilhoso! Transforme-os em parte não oficial de sua equipe. A cada transação, inclua adesivos personalizados com seu logotipo, endereço do site e slogan em lugar de destaque. Os clientes podem colocá-los em seus laptops, carros, cadernos, bicicletas etc. As etiquetas são extremamente versáteis também, uma vez que podem ser usadas nas embalagens e para endereçamento. Você também pode utilizá-las para fechar uma caixa contendo uma compra. Marcas amadas como Apple, Toms e Skechers têm empregado essa estratégia por anos e incluem uma grande etiqueta com seu logo em todo o produto que vendem. A cada vez que seu logotipo é visto, novos e potenciais clientes estão sendo engajados.

3. GANHE NA PRIMEIRA VEZ.

Associe-se com outros negócios. Use o formato do cartão de visita para criar uma estratégia de atração (ainda mais fácil que um cartaz na recepção) capaz de trazer novos clientes. Usuários de seus serviços, nos escritórios deles, podem incluir o logo de sua empresa, o endereço do site e uma breve explicação dos serviços nas costas de seus cartões de visita. Você pode reforçar sua marca e incluir uma oferta para novos clientes. É uma ótima maneira de introduzir um publico cativo para novos produtos e serviços altamente relevantes.

Dica bônus: se você incluir um código de cupom para resgatar a oferta, poderá facilmente saber quais locais deram mais resultado nessa estratégia de marketing offline.

4. TORNE SUA MARCA (E VALORES) VISÍVEIS.

Eu me lembro de um dia comum de trabalho em dezembro quando recebi uma pequena caixa de presente de uma startup local. Eu era uma cliente satisfeita há seis meses e fiquei emocionada ao ganhar um pequeno caderno de anotações com o logotipo da startup e uma caneta combinando. Desde então tenho usado esses acessórios em minha mesa. Eles servem como lembretes de que eu sou uma cliente valiosa e mantenho a marca dessa startup em minha mente.

Faça seu pequeno gesto de gratidão com seus principais clientes. Relembre-os de que você não estaria crescendo sem o apoio deles com uma camiseta, um caderno de anotações, uma caneta ou um boné bordado. Seu consumidor feliz ficará ainda mais satisfeito ao receber o presente e se sentir uma parte inicial do seu sucesso. Amplie o impacto ainda mais coordenando os esforços com uma campanha por e-mail.

5. IDENTIFIQUE ONDE SEU PRODUTO CAUSOU IMPACTO.

Adesivos de janela se tornaram ainda mais comuns graças a empresas como TripAdvisor, Yelp, Visa e Mastercard, por exemplo. Você não se sente melhor quando entra em um restaurante sabendo que ele foi bem avaliado em Trip Advisor? Eu certamente sim. E essa mesma lógica pode ser aplicada em outras categorias, especialmente na área do B2B. Eu já vi adesivos de janelas para pequenos negócios de automatização e não importa se eles orgulhosamente aceitam ou não American Express.

Pense na sua base atual de clientes. Se você oferecer um desconto, eles, de bom grado, poderão promover seus produtos e serviços com outros potenciais clientes. Existem muitas outras maneiras de marketing offline que podem ajudar a impulsionar sua startup.

Qual a melhor parte dessas estratégias em potencial? Sinceramente, não sei! Mas, você pode testar e aprender rapidamente a partir de todas elas.

feliz escalada! 

 

Dena Enos é Vice-presidente de Marketing da LogoMix, uma plataforma self service para pequenas empresas que oferece serviços de marketing e desenvolvimento da marca que permite a criação de cartão de visita profissional em minutos. Conta com mais de dez anos de experiência como líder sênior desde startups até em empresas de capital aberto.   

27 ago 2015

QUARTETO FANTÁSTICO

No Comments Administração e Gestão, Comunicação, Inteligência Competetitiva, Marketing, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Promoção de Vendas, Vendas

Comunicação, capacitação, imagem da marca e venda – quem cuida, não precisa de super heróis.

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Nas férias, a gente pensa que vai descansar e se desconectar do trabalho, mas quem se interessa por comunicação está o tempo todo exposto ao que mais salta aos olhos:pessoas em interação. Neste artigo, quero, primeiro, narrar uma situação idílica e praiana para então tratar do quarteto fantástico: comunicação, capacitação, imagem da marca e venda

Nas praias brasileiras, há vendedores de tudo o que se possa imaginar. Em meio a ofertas de queijo coalho, saídas de praia e protetor solar, chamou minha atenção a venda de chopp artesanal de uma cervejaria local. Num calor de 40 graus, não resisti e chamei o vendedor.

Ao se aproximar do guarda-sol, ele explicou, brevemente, com naturalidade e segurança, as características do produto, enquanto sacava um copo e servia o chopp com bastante precisão. O bom atendimento e, claro, a qualidade do produto fez com que eu virasse cliente.

Ao chamar um outro vendedor da mesma marca, notei uma grande diferença de abordagem. Sem saber que eu já havia provado o chopp, ele apenas encheu o copo, com um certo desperdício e me deu o troco. Antes de ele ir, perguntei como estavam as vendas e ele disse que era seu primeiro dia de trabalho.

Essas breves interações me fizeram refletir sobre alguns aspectos.

Todos nós sabemos que o primeiro dia de trabalho é repleto de novas experiências e pode estar sujeito a falhas e imprecisões. Mas e se meu primeiro contato com a marca tivesse sido com o vendedor novato, será que a minha percepção da marca teria sido a mesma? Será que eu teria comprado o segundo chopp? Pergunto isso porque, apesar de o chopp ser saboroso, eu não saberia os atributos do produto (ditos pelo primeiro vendedor) e não teria criado nenhuma identificação com a marca. Talvez, eu preferisse comprar uma lata de cerveja de uma marca conhecida, que seria mais barata e não demandaria um serviço diferenciado como é o de servir chopp.

Essas reflexões reforçam a importância de empreendedores ou gestores, ao contratarem um novo colaborador, oferecerem capacitação para que ele possa representar a marca de forma condizente com a imagem que pretende passar ao mercado. Isso é ainda mais crucial quando se trata da área comercial, uma vez que a falta de capacitação pode gerar mal-entendido, omissão ou falhas de informação e pode criar uma percepção de insegurança para o cliente, impactando diretamente as vendas.

O novo vendedor do caso relatado acima, por exemplo, poderia ter acompanhado ao menos três abordagens do primeiro e mais experiente vendedor, para observar como ele se comunicava com os clientes e que informações sobre o produto eram mais pertinentes para criar uma percepção positiva da marca. Essa seria uma forma de capacitação on the job, que levaria pouco tempo e poderia ser revertida em mais vendas. Outra forma seria uma capacitação formal, com um manual de atendimento ou treinamento antes do início das vendas.

Comunicar de forma clara e convincente requer tanto conhecimento do negócio quanto habilidade para falar sobre ele. Só se desenvolvem tais competências por meio de capacitação, que pode ocorrer via treinamento formal ou on the job, mentoria ou coaching. O resultado desse investimento de tempo, energia e dinheiro, é uma imagem positiva da marca e, consequentemente,maior potencial de venda do produto ou serviço. Essa narrativa e essas reflexões são úteis para lembrarmos desse quarteto fantástico para o sucesso de um negócio, independente do segmento de atuação. Não basta querer ter uma imagem positiva e vender muito, sem capacitação e boa comunicação, pois esses quatro elementos são totalmente interligados.

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Vivian Rio Stella é professora, pesquisadora e sócia-fundadora da VRS Cursos, Palestras e Coaching. A especialista é graduada, doutora e pós-doutora em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pós-doutoranda do grupo Atelier Linguagem e Trabalho, da PUC-SP.

26 ago 2015

FUNCIONÁRIOS INFELIZES

No Comments Ambiente de Trabalho, Clima Organizacional, Confiança, Empreendedorismo, Gestão de Pessoas, Liderança, Motivação, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Trabalho em Equipe

O que fazer quando seu funcionário está infeliz no trabalho?

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Pequenas e médias empresas precisam que seus quadros de funcionários sejam não somente enxutos, mas também que todos estejam focados no atendimento aos clientes e nos demais propósitos da empresa. Diante de tal situação, colaboradores motivados são uma necessidade. Se a companhia não percebe a insatisfação de seus funcionários, não irá lidar de maneira apropriada com eles. Isso pode ocasionar perda de desempenho, falta de estímulo e clima organizacional negativo.

A causa disso é que os gestores têm dificuldade de observar a insatisfação, que por vezes é velada, e não sabem ouvir as pessoas. Portanto, a solução passa, necessariamente, por um olhar atento aos funcionários e às suas demandas.

A melhor maneira de saber se as pessoas estão insatisfeitas é observar suas ações diariamente. Verificar o ritmo de trabalho e se os compromissos são cumpridos com rigor. Portanto, funcionários que estão sempre atrasados para o início das reuniões, e mesmo das tarefas cotidianas, podem estar insatisfeitos com a companhia. Assim como trabalhos feitos sem preocupação com a qualidade, ou mesmo negligenciados, também revelam que algo vai mal.

Ao identificar uma insatisfação, o próximo passo é criar maneiras de ouvir os funcionários. Nem sempre uma pergunta direta é a melhor forma de obter informações sobre o motivo da insatisfação. Por exemplo, dificilmente um funcionário irá reclamar para o diretor sobre o gerente. Por isso, é importante momentos informais, nos quais o diálogo permita identificar as mensagens nas entrelinhas, ou mesmo no modo como o funcionário se comporta longe de seus superiores imediatos e pares.

Já as insatisfações com o salário, instalações e benefícios são mais perceptíveis quanto maior for o interesse do empreendedor, ou do seu departamento de recursos humanos, de observar os concorrentes e o que eles oferecem a mais que a empresa.

Além disso, saber questionar os valores dos funcionários também é uma forma de descobrir os motivos de insatisfações e como lidar com elas. Um funcionário que se motiva por desafios e que está há muito tempo na mesma função provavelmente estará infeliz. Assim como, em um momento de crise, aqueles que têm no crescimento na carreira um valor importante não estarão muito motivados.

Os gerentes devem abrir canais de comunicação para saber o que motiva seus funcionários individualmente. Pois é improvável que todos da equipe tenham exatamente o mesmo fator de motivação. É com base nesse conhecimento que eles devem fazer alterações na empresa, de maneira a criar condições mais favoráveis para que a satisfação volte, o entusiasmo se instale e todos tenham foco no atendimento aos clientes, com excelência.

O importante é que as pessoas se sintam motivadas e satisfeitas com a companhia. E que possam colocar suas energias no atendimento aos clientes, e não nas reclamações. Vamos em frente!

Sílvio Celestino é sócio-fundador da Alliance Coaching.

Fonte: Portal Exame

25 ago 2015

COMO A POLÊMICA DO UBER PODE AJUDAR VOCÊ

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Inovação precisa fazer parte do cotidiano da administração da empresa e não apenas dos momentos de crise.

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Engana-se quem entende que a inovação deve ser feita somente com o produto final. A inovação pode e deve permear todos os processos de sua empresa e não apenas no que seu consumidor irá perceber diretamente. O tão comentado serviço de contratação de motoristas particulares tem nos dados algumas "aulas" sobre isso e por isso, inspirou o título do artigo de hoje.

Não vamos entrar aqui na legalidade do Uber e toda a sua controvérsia, mas sim analisar como ele e outros serviços estão desencadeando no mercado, que é a eliminação do atravessador ou intermediário através de uso massivo da internet.

Eliminar o atravessador sempre foi uma intenção dos negócios desde o início da internet, mas a interação ainda era limitada e o volume de pessoas e empresas realmente conectadas não criava uma massa crítica como a que temos hoje com os celulares. 

Estamos todos conectados e online.

Os sites de vendas de produtos, novos ou usados, já existiam há 15 anos atrás, mas agora, uma dúvida ou solicitação de um novo pedido é imediatamente recebida ao som de um 'blim' emitido pelo seu celular. Antes, a pessoa precisava estar na frente de um computador, o que tornava o processo mais moroso.

Para chamar um táxi, você tinha que ter um telefone do ponto e torcer para ter alguém disponível. Agora se gasta menos de 30 segundos para fazer o pedido, além de ser possível ver o táxi chegando até a sua residência e, para pagar, você não tem nem que tirar a carteira do bolso.

Não estou falando que a sua empresa precisa criar estes serviços, mas sim utilizá-los.

Seja no processo de vendas ou no processo de compras, onde estes exemplos podem ser utilizados em sua empresa? Que tipo de agilidade pode diminuir seus estoques sem comprometer a sua produção? Como obter matéria-prima mais barata?

Esta inovação não se limita aos processos físicos. A melhora da tecnologia também está facilitando a contratação de especialistas de forma remota, esteja ele onde estiver, pois não é mais necessário ir até a sua empresa para fazer seu trabalho.

A todo o momento, novos processos de negócio estão sendo criados e você deve estar antenado em como estes negócios podem influenciar a sua empresa, seja facilitando seus processos, seja ao criar produtos substitutos que podem se tornar seus concorrentes.
 

Fernando Angelieri é formado em Processamento de Dados pela FASP, com MBA em Gestão Estratégica de TI pela FIAP e em Administração pela FVG.

 

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