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14 set 2015

CROSS SELLING: VOCÊ SABE O QUE É ISSO?

No Comments Administração e Gestão, Boas Práticas, Empreendedorismo, Marketing, Mercado, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Promoção de Vendas, Vendas

O cross selling é uma estratégia de vendas que, se bem implementada, traz grandes resultados. Veja como.

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Caro empreendedor, vamos imaginar a seguinte situação: você tem um negócio de e-commerce de vestuário. Não seria ótimo se, sempre que você fosse vender algo a um cliente – por exemplo, uma calça –, ele acabasse levando outros itens complementares (cinto ou meia) à compra inicial? Tudo bem, não precisaria ser sempre. Mas, não seria incrível se você conseguisse implementar à sua força de vendas, uma estratégia que permitisse essa agregação de produtos com o intuito de satisfazer ainda mais as necessidades e os desejos dos consumidores? Pois é, justamente dessa estratégia – o cross selling – que falaremos agora.

O que é cross selling?

Também chamado de venda cruzada, o cross selling é a prática por meio da qual você oferece a clientes produtos ou serviços complementares àqueles que já foram ou estão sendo adquiridos. A ideia é enriquecer a experiência de compra dos consumidores, propondo a eles itens que tornarão a compra inicial mais completa.

É uma técnica de vendas que serve a empresas de qualquer porte, desde as multinacionais aos negócios de bairro

Além das sugestões dos vendedores, outras práticas são muito comuns: basta você visitar qualquer loja de uma rede varejista e aguardar na fila para ter contato com uma infinidade de “produtos complementares” das mais diversas naturezas. Todos são posicionados de forma estratégica, claro, para se agregarem aos produtos que você escolheu inicialmente.

E o cross selling no e-commerce?

Em lojas virtuais, o cross selling funciona de forma bastante semelhante à das lojas propriamente ditas. Voltemos ao exemplo lá de cima: a partir do momento em que seu consumidor escolheu aquela calça, o sistema que você utiliza deveria apresentar uma série de produtos complementares, como cintos, meias, cuecas, e mesmo sapatos ou camisas que combinassem.

Amazon é um exemplo excepcional de como as técnicas de cross selling funcionam no ambiente virtual. Por exemplo: se você realiza uma compra pela primeira vez no site – digamos, um livro, o sistema lhe indica que clientes que compraram o mesmo item também se interessaram por outros títulos “x” e “y”.

E se você já realiza compras na Amazon há um certo tempo, deve ter percebido que a oferta de produtos complementares ou similares realizada de acordo com o seu gosto é incrivelmente certeira. Tudo isso corresponde a uma sofisticada estratégia de cross selling – executada por meio de uma tecnologia formidável, claro.

Qual a diferença entre cross selling e up selling?

O up selling é uma estratégia por meio da qual se busca incrementar a versão final de um produto ou serviço que um consumidor pretende adquirir – enquanto o cross selling oferece, como vimos, produtos ou serviços complementares.

Geralmente, o up selling é proposto antes da realização da compra, enquanto o cross selling ocorre depois. No up selling, mediante um acréscimo no valor do produto ou serviço, o cliente adquire ou uma quantidade maior destes itens, ou uma versão melhor deles.

A imagem abaixo, relacionada às redes de fast food, ilustra bem a diferença entre cross e up selling:

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Imagem original aqui

Alguma dica para implementar o cross selling?

Sem dúvida. Este artigo do Portal Gestão traz uma série de sugestões úteis sobre cross selling. Embora todas se relacionem à prática no ambiente físico, acreditamos que vale a pena você conhecê-las:

  • Venda primeiro, ofereça depois: jamais tente realizar o cross selling antes que a primeira encomenda ou compra tenha sido efetuada. Se você tentar vender produtos/serviços adicionais cedo demais, pode colocar em perigo a compra inicial e afugentar os consumidores.
  • Respeite a regra dos 25: há uma regra velada no mercado que prega que o valor de qualquer item adicional não deve aumentar o valor da compra em mais de 25%.
  • Observe se há lucro: os itens complementares oferecidos devem proporcionar lucro suficiente para, pelo menos, cobrir o custo do tempo adicional que você gastou ao vendê-los. Isto deve ser calculado para um período de tempo mais longo.
  • Não empurre produtos indesejados: resista sempre à tentação de utilizar o cross selling como forma de se livrar do estoque de produtos que não têm mais serventia. Os clientes podem perceber, e isso seria péssimo para os negócios.
  • Relacione sempre: procure limitar os itens acrescentados àqueles que realmente se relacionem com a compra inicial. Se o cliente está adquirindo um casaco, por exemplo, não faz sentido nenhum sugerir um produto para o jardim.
  • Planeje, planeje e planeje de novo: o ideal é que você decida, antecipadamente, quais serão os itens adicionais que podem se relacionar a cada produto.
  • Instrua com cuidado seus vendedores: no momento de implementar o cross selling, certifique-se de que os vendedores compreendem exatamente os produtos/serviços que devem ser oferecidos. Procure testar a intuição deles, que é um fator muito importante neste momento.
  • Teste com o melhor e depois leve aos restantes: primeiro teste as técnicas de cross selling com os seus melhores vendedores, para depois replicá-las aos demais.

Estas são algumas sugestões que podem contribuir para a boa implementação do cross selling em seu negócio.

O importante é lembrar que, embora se trate de uma estratégia capaz de dar grandes frutos, sempre há riscos envolvidos

Caso role uma forçada de barra, por exemplo, a experiência de um cliente poderá ser muito negativa. Por isso, você deve utilizar essa técnica com sabedoria e cuidado, sempre atento às necessidades reais de seus consumidores.

Boas vendas!

Fonte: Portal Endeavor

09 set 2015

GAMIFICATION E RESULTADOS

No Comments Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Aprendizagem, Capacitação, Educação, Gestão de Pessoas, Trabalho em Equipe, Vendas

Como tornar a dinâmica de trabalho mais leve e engajar a equipe de campo no cumprimento de suas metas? 

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O Gamification é uma estratégia que consiste em oferecer incentivos a funcionários ou clientes por meio de mecânicas de jogos. Mais do que um modismo de gestão, o Gamification tem mostrado resultados sólidos e, ao longo dos últimos anos, sua adoção teve crescimento relevante nos mais diversos mercados.

Grandes empresas no mundo todo, como Coca-Cola, AOL, Dell, Nike, Nissan e Pepsi já colocaram essa estratégia em prática. De acordo com o relatório do Gartner, “Gamification 2020: What Is the Future of Gamification?”, algumas das aplicações mais comuns do Gamification estão nas áreas de desempenho de funcionários, gestão da inovação, aprendizado e educação, desenvolvimento pessoal e envolvimento do cliente.

O Gartner ainda projeta cenários em que o Gamification, combinado a outras tendências e tecnologias emergentes, pode promover mudanças significativas em diferentes áreas dos negócios, principalmente na melhora do desempenho dos times de vendas. O uso do Gamification facilita o engajamento para o cumprimento de atividades estratégicas para o crescimento do negócio.

Um dos casos de sucesso da aplicação do Gamification é seu uso como funcionalidade em aplicativos móveis para automação da força de vendas em campo, execução de varejo, logística e toda ferramenta que cobre o processo comercial de empresas de bens de consumo.

Nesses casos, os vendedores que trabalham em campo, a partir de seu dispositivo móvel, podem acompanhar o próprio desempenho em relação a seus pares no trabalho, além de poder conquistar prêmios específicos e até mesmo apoiar os colegas para alcançar os objetivos da equipe como um todo. É possível acompanhar sua posição no ranking de vendas da empresa e seguir outros indicadores, de acordo com o perfil do negócio e as necessidades específicas de cada posição na empresa.

Em paralelo, o gestor consegue visualizar o desempenho geral e o cumprimento detalhado das métricas de cada funcionário de seu time, além de propor novas recompensas de acordo com o desempenho mais apropriado para cada vendedor, desde aquele que alcançou o maior volume em vendas até o que vendeu o mix mais adequado de produtos. Essa visão geral do cumprimento das metas da equipe e a flexibilidade de ajustes durante o processo de vendas garantem melhores resultados aos negócios.

POR QUE VOCÊ DEVE ENTRAR NESSA?

  • Melhor Desempenho: A possibilidade de identificar como os melhores profissionais do time trabalham torna mais fácil entender o que eles fazem para se diferenciar dos demais. Essas estratégias individuais podem ser replicadas para todo o grupo, aumentando o desempenho geral.
  • Gestão em Tempo Real: A ferramenta de Gamification permite a gestão das métricas em tempo real, à medida que os dados dos funcionários são automaticamente compilados e analisados em relatórios e dashboards disponibilizados imediatamente ao gestor de equipe.
  • Visão Sistêmica: A visão geral da evolução das métricas das equipes de trabalho permite que o gestor tome rápidas decisões sobre possíveis mudanças estratégicas ou de processos, possibilitando posicionamento mais ágil e efetivo em relação à concorrência.
  • Turn over: Equipes que utilizam o Gamification têm o turn over reduzido em até 50%. Isso ocorre, porque a estratégia de premiação é transparente e baseada em resultados objetivos. Os vencedores são premiados e reconhecidos por seu esforço e dedicação, gerando um ambiente de competição saudável e sem desconfortos.
  • Engajamento: Com critérios objetivos e metas claras, a empresa concede ao time de campo as mesmas oportunidades, fazendo com que o processo seja meritocrático. Fica mais fácil conquistar o engajamento desses profissionais quando as métricas são claras.
  • Treinamento: Com a redução do turn over e o maior engajamento do time de vendas, as empresas conseguem reduzir o investimento inicial de treinamento para novos funcionários. O valor dessa redução pode ser investido em outras formas de recompensa que contribuam para a melhoria do desempenho das equipes.

 

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Se você se animou, para garantir a implantação bem-sucedida da estratégia de Gamification, é preciso que toda a cadeia produtiva da empresa e seus processos comerciais estejam mapeados, a fim de que as atividades-chave e suas métricas possam ser definidas de maneira a agregar o maior valor possível ao negócio. Esse é o segredo do sucesso.

Fonte: Sping Global 

08 set 2015

EMPREENDEDORISMO SOCIAL

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Veja oportunidades para quem quer empreender com impacto social. Você pode ter um papel fundamental na melhoria da saúde e educação no país.

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Saúde e educação estão entre as maiores preocupações dos brasileiros, conforme aponta pesquisa realizada antes das eleições presidenciais de 2014 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).  Como a oferta de serviços por parte do governo está longe de ser satisfatória nessas áreas, a iniciativa privada pode ajudar. E quem se preparar e estiver atento às necessidades do mercado e inovações tecnológicas tende a lucrar alto com atuação empreendedora com foco em impacto social.

Para a coordenadora do Centro de Empreendedorismo Social da USP, professora Graziella Comini, a iniciativa privada pode ter um papel fundamental na melhoria dos serviços de saúde e educação no país. “Em nenhum momento podemos descuidar do setor público e temos que cobrar que ele cumpra suas obrigações com qualidade. Tanto na saúde quanto na educação o governo pode sim fazer melhor. Mas também é muito cômodo criticar sem fazer nada. Vamos ter que trocar o pneu com carro andando. A iniciativa privada pode atuar em complementação ao poder público e existem diversas possibilidades de negócios nesse sentido, inclusive em parcerias com o governo”, afirma Graziella Comini.

Na área de saúde, Graziella lembra que a maioria da população de baixa renda é dependente do Sistema Único de Saúde (SUS), que se encontra nitidamente sobrecarregado. “As classes D e E, principalmente, ainda não têm acesso aos planos de saúde. O SUS é necessário, mas não consegue atender um país continental como o Brasil. Por isso, a possibilidade de negócios para essas classes é enorme, o que desafogaria o SUS”, explica.  

Já no setor de educação, o número de analfabetos (mais de 13 milhões segundo o IBGE) preocupa. “Não estamos formando pessoas que consigam crescer e se desenvolver profissionalmente.  Muitos só sabem ler o básico, mas não possuem uma autonomia de interpretação. Isso vai dificultar a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho. O número de analfabetos, sejam funcionais ou não, revela uma realidade que abre uma janela para batalhar pela melhoria da qualidade do ensino público e também abre a oportunidade de empreendimentos privados que possam cobrir essa lacuna”, ressalta Comini.

Diante dessa realidade e com a ajuda da especialista, procuramos listar três possíveis caminhos para quem quer empreender nos segmentos de saúde e educação:

  saúde  

1. Aproximar a população do atendimento

Chegar até um hospital ou unidade de saúde é uma aventura para muitos brasileiros. Iniciativas que possam levar os exames e os médicos (atendimento domiciliar) até essas pessoas tendem a evoluir nos próximos anos, o que ajuda a esvaziar os hospitais. Já existem ônibus e carretas que visitam comunidades distantes para realizar exames para diagnosticar doenças como câncer de mama e catarata. A evolução da tecnologia é fundamental, já que diminui o tamanho dos equipamentos e os torna cada vez mais portáteis.

2. Clínicas populares

Se a população de baixa renda não possui plano de saúde e conseguir uma consulta em hospital público pode parecer um milagre, surge espaço para clínicas com consultas a preços mais acessíveis. Elas já são realidade em algumas cidades brasileiras (Dr. Consulta, em São Paulo e Clínica Sim, em Fortaleza) e tendem a se multiplicar em outros centros urbanos.

3. Acesso à informação

O governo tem investido em ampliar seus canais de comunicação com a população. Agendamento de consultas online, localização dos postos de saúde e hospitais na cidade, informações sobre os médicos especialistas disponíveis, pesquisa de preços de medicamentos pela internet são exemplos de serviços que podem dinamizar o atendimento e deixar o cidadão mais informado, sempre com o auxílio do médico. Aí também se encaixam empresas como a Medicinia, uma plataforma que busca otimizar o fluxo de informações em clínicas e hospitais e evidencia como a tecnologia pode estar a serviço da saúde.

  educação  

1. Gestão e infraestrutura

Os responsáveis pelas escolas precisam ser mais profissionais quanto à gestão institucional, administrativa e financeira. Nesse sentido, aparecem oportunidades para sistemas que otimizem a compra de insumos (merenda, material de limpeza, etc.), que organizem o orçamento para reformas estruturais necessárias e que abasteçam as salas de aulas com a tecnologia necessária para as novas possibilidades de ensino (tablets, televisões, redes wi-fi, etc.)

2. Conteúdos e objetos educacionais

Se o ensino em sala de aula não anda dos melhores, surge a possibilidade de aperfeiçoa-lo com ferramentas online. Cursos (de línguas, por exemplo), atividades complementares de reforço (específicas para cada aluno), aplicativos que auxiliam estudantes com alguma deficiência, produção de games e sites temáticos são exemplos de conteúdos educacionais que complementariam o aprendizado.

3. Aperfeiçoamento da metodologia de ensino

A capacitação e atualização dos professores é fundamental nesse sentido. Eles precisam se preparar para salas de aula e alunos mais tecnológicos e adaptar o conteúdo a essa tendência. Ferramentas virtuais que possibilitem contato imediato com coordenadores pedagógicos, elaboração de plano de aula e compartilhamento de bibliografias ajudam. Assim, os educadores estariam ambientados com aulas outdoor (em parques e museus, por exemplo), atividades virtuais (simulados, provas, trabalhos) e oferecimento de conteúdo educacional em diversas plataformas.

Você curte a ideia de empreender e mudar o mundo?!? Que tal? 

Fonte: Na Prática 

04 set 2015

DICA DE LEITURA: TRANSFORMANDO VISÃO ESTRATÉGICA EM AÇÃO PROATIVA

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Já imaginou encontrar um guia prático para operacionalizar e desenvolver ações estratégicas em seu dia-a-dia?

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Talvez você não imagine, mas anualmente várias empresas ao redor do mundo gastam bilhões de dólares em consultoria de estratégia. Um número que poderia ser maravilhoso, se aproximadamente 90% das iniciativas estratégicas não fracassassem em proporcionar os resultados pretendidos. Sim! 90% do que as empresas se propõem a fazer acaba não acontecendo…

Embora em sua maioria elas se concentrem em revisitar, rever e remodelar suas estratégias, muitas acabam se esquecendo do próximo passo: assegurar que elas aconteçam.

Na verdade, eu ousaria dizer que existem muitas pessoas inteligentes desenvolvendo estratégias, mas poucas dispostas a realmente executá-las.

Assim, a lacuna que se cria entre estratégia e execução é enorme. Quase todos os meus alunos das aulas de Diagnóstico Empresarial relatam essa realidade.

lounge-empreendedor-transformando-visao-estrategica-em-acao-proativaNo livro “Transformando Visão Estratégica em Ação Proativa”, os especialistas em estratégia corporativa Liz Mellon e Simon Carter oferecem um guia prático repleto de ideias para levar a estratégia à execução.

Utilizando bons exemplos de pessoas e empresas que empreenderam mudanças bem-sucedidas, os autores dividem o processo de assegurar que a nova estratégia de sua empresa seja traduzida em lucros e crescimento mensuráveis em cinco passos importantes:

  1. Mobilizar a Aldeia: fazer seus executivos seniores abraçarem a nova estratégia e engajarem-se ativamente em sua execução.
  2. Reunir os Anciãos: formar um pequeno time com as pessoas mais importantes da corporação para liderar a mudança estratégica.
  3. Potencializar o emocional: não pense demais; confie em seu instinto tanto quanto em seu intelecto.
  4. Estimular as pessoas: criar uma cultura de comunicação, senso de posse e acompanhamento dos objetivos estratégicos.
  5. Criar resistência: estimular a resiliência individual e organizacional.

Confesso pra vocês que gostei muito dessa ideia de aldeia!

Se você deseja que sua aldeia seja povoada com boas ideias e que sua estratégia seja implementada adequadamente, que tal primeiro fazer a seguinte pergunta: “que ambiente organizacional você têm criado internamente para estimular nos funcionários os comportamentos necessários para dar suporte à estratégia escolhida?”

Lembre-se que sem o ambiente apropriado, até o peixe pula fora d´água.

SOBRE O AUTOR:  

LIZ MELLON passou os últimos 25 anos planejando, desenvolvendo e oferecendo programas de desenvolvimento de liderança, inicialmente como professora da London Business School e atualmente como diretora executiva da Duke CE, o provedor líder mundial em educação executiva. A classificação mais influente do universo de líderes em pensamento, Thinkers 50, listou Mellon em seu “Radar Gurus”.

SIMON CARTER, ex-CEO da Baxi Heating UK, foi tema de um programa da BBC por seu trabalho em liderar a transformação corporativa durante o desafiador período de domínio sindical na década de 1990. Desde que deixou sua posição de presidente, Carter atua como consultor das empresas do FTSE.

03 set 2015

MCWHOPPER: LIÇÕES DE BRANDING PARA SUA EMPRESA

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O Dia da Paz acabou travando um embate entre Burger King e McDonald’s. Há quem defenda um ou outro, mas o que você pode aprender?

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Nesses últimos dias, presenciamos nas redes sociais um fato bastante inusitado e curioso, e que começa a ser tornar cada vez mais frequente no universo das marcas. A rede de fast food Burger King, que recentemente também andou discutindo com a rede de frango KFC, se envolveu em outro embate discursivo. A proposta, em formato de um vídeo, partiu do Burger King em criar um sanduiche híbrido: juntar o Big Mac e Whopper em um só e criar o McWhopper.

A nobre intenção era fazer um dia especial e sem rivalidades, por conta do Peace One Day, que será no 21 de setembro – data deteminada pela ONU para promover o Dia Internacional da Paz. Além do vídeo, o Burger King endereçou uma carta ao McDonald’s e fizeram um site especial. Infelizmente, o McDonald’s não aceitou a proposta do McWhopper e publicou um texto de recusa, orginalmente em inglês, mas que logo foi compartilhado pela marca no Brasil.

Vamos aos fatos:

No texto, o McDonald’s tentou propor uma ação mais ampla em conjunto, falando que a paz por uma guerra de hambúrgueres não seria equivalente à proposta de paz vinda da ONU. E para agravar ainda mais, o McDonald’s provocou a concorrência nas entrelinhas dizendo que um simples telefonema seria o bastante para essa questão ser debatida, dando a entender que não aprovou a exposição protagonizada pelo Burger King.

Por fim, a página da marca genuinamente brasileira Giraffas percebeu uma deixa em todo esse caso e publicou que aceitaria a proposta do Burger King. Ainda por cima, sugeriu dois nomes para o sanduíche: BK Brutus e GiraWhopper.

O assunto meio que parou por aí, mas as repercussões explodiram nas redes sociais. Esse tipo de discussão digital entre marcas não é grande novidade. Vimos algo similar tempos atrás quando marcas de banco como Itaú, Bradesco e Santander disputaram a atenção de um consumidor no Facebook por meio de uma espécie de um jogo de palavras e rimas.

E se…?

O Burger King tem adotado com certa frequência posturas como essa, de provocar outras marcas pela via do humor, mas isso não nos leva a crer que tenha agido de má fé nesse episódio. Muito pelo contrário. O BK quis testar novos formatos discursivos da marca e quis apenas provocar e cutucar um pouco o McDonald’s, mas certamente já imaginando que eles não fossem entrar no jogo, que foi exatamente o que aconteceu.

ENTRAR EM UM JOGO DE PROVOCAÇÕES COMO ESSE PODE FERIR O COMPORTAMENTO PADRÃO DE UMA MARCA, VIS-À-VIS OUTRAS VÁRIAS PRESSÕES, CRÍTICAS E PROVOCAÇÕES.

O silêncio ou a resposta discreta, como foi o caso, pode fazer parte de uma estratégia da marca.

O que poderia acontecer se McDonald’s tivesse aceitado é muito difícil imaginar, pois isso iria “remixar” a proposta de valor do Big Mac, o principal hambúrguer da rede. E atenção aqui, ele é mais que um mero sanduiche: é símbolo de uma cultura norte-americana, é um lanche que simboliza índices econômicos pelo mundo. Preferiram deixar a marca Big Mac devidamente blindada.

Uma conversa entre gigantes

Podemos analisar toda essa situação sob diversos prismas. Primeiro que, ao mesmo tempo que vemos uma tendência clara de pessoas se tornarem marcas hoje em dia, vemos também marcas se comportando da mesma forma que pessoas. E por meio de astutas estratégias discursivas, evidenciamos hoje essa clara tendência de marcas se humanizando, agindo como se ela fosse realmente uma pessoa.

A própria Coca-Cola protagoniza ainda hoje uma ação muito bem feita, onde coloca nomes de pessoas nas suas latinhas. Outros negócios lucrativos, como Magazine Luiza, Bombril ou Sadia, se corporificam na figura de uma mascote para aproximar a marca ainda mais das pessoas. Burger King, McDonald’s e Giraffas, em todo esse debate, podiam ser vistas como verdadeiras pessoas em discussão, e não grandes corporações multinacionais, movidas a resultados, o que elas são, de fato.

Outro ponto de análise bastante pertinente que nos cabe refletir nesse momento é: esse tipo de estratégia de humanização, que Burger King e tantas outras utilizam, constrói relevância de marca? O quanto que uma postura arrojada dessa, ainda que muito inovadora, está alinhada com o posicionamento e demais pontos de contato da marca? Protagonizar cases bem humorados e polêmicos que viralizam constroem marca, e ajudam a reforçar um posicionamento? São questões candentes e que nos exigem reflexões.

SEJA QUAL FOR O TAMANHO DA EMPRESA, FAZER UM TRABALHO DE BRANDING É CONSTRUIR UM POSICIONAMENTO DE MARCA RELEVANTE NA VIDA DAS PESSOAS.

E não se trata de uma tarefa simples. Tudo isso deve ser feito de forma muito cuidadosa, responsável e, sobretudo, muito consistente e alinhando sempre todos os pontos de contato.

Moral da história

Sob a ótica de inovação, pensar coisas novas e ter coragem para executar novas formas discursivas de conectar marcas às pessoas, Burger King e McDonald’s merecem nota dez. Mas sob a ótica de construção consistente de relevância de marca na vida das pessoas, tenho minhas dúvidas.

Vivemos num mundo de excesso de marcas, saturação de mensagens publicitárias, nossas fraquezas cada vez mais expostas e um desafio cada vez maior de se chegar a diferenciais competitivos. Se não tivermos muita consistência em todos os pontos de contato, corremos o risco de não construir um posicionamento efetivo. Se adotarmos uma postura de marca no balcão da loja, outra postura na propaganda, outra junto a fornecedores, uma outra linguagem no Facebook, outro tom de marca no 0800 da empresa, corremos sério risco de sermos inconsistentes e pouco percebidos na vida dos consumidores. E infelizmente é isso que vemos na realidade de muitas dessas marcas hoje em dia.

Construção de relevância de marca é um desafio atípico, exige preparo e capacitação. Construir marca, hoje, é tocar a vida das pessoas – de forma criativa, com excelência na execução e harmonizando o nosso propósito em todos os pontos de contato. As pessoas virando marcas e as marcas virando pessoas. É complexo, é estranho, mas é o que evidenciamos hoje.

Ser relevante e dar uma razão para os consumidores nos desejarem é a melhor saída para ser diferente e construir marca de forma sólida, memorável e consistente. O Burger King tentou, o McDonald’s fincou os pés no chão e o Giraffas pegou carona. Os próximos capítulos dessa história, nós acompanhamos até dia 21 de setembro.

 

Créditos de imagem: Divulgação/Burger King
Fonte: Marcos Hiller – Portal Endeavor

 

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