Archive for Boas Práticas

17 set 2015

PRODUTIVIDADE: FAÇA ACONTECER!

No Comments Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Boas Práticas, Empreendedorismo, Gestão de Pessoas, Gestão do Tempo, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Produtividade, Qualidade de Vida

Você sente que nunca tem horas suficientes no seu dia para fazer tudo o que você precisa? A boa notícia é que você não é o único!

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Não sei você, mas eu tenho um monte de pepinos para resolver. Eu costumava ter e-mails brotando igual mato na minha caixa de entrada, uma lista de tarefas quilométrica e aquelas ideias de negócios, uma delas que eu estive pensando em começar por fora há quatro anos, implorando pela minha atenção…

Ok, esse último eu ainda não consegui resolver, mas pelo menos eu melhorei na parte de controlar o monstro de duas cabeças dos e-mails e do gerenciamento de tarefas. E é assim que você também pode se tornar um ninja da produtividade:

passo 1: mude sua mentalidade 

Esqueça a gestão do tempo e pense sobre o fluxo de trabalho (workflow) e gerenciamento de energia.

Temos 100 mil bilhões de neurônios, mas só podemos manter sete coisas na nossa cabeça ao mesmo tempo. Isso significa que você precisa tirar coisas da sua cabeça e colocá-las em um sistema. No Unreasonable Institute usamos o Asana, mas eu também adoro o Smartsheet para a gestão de projetos; também já usamos o Trello e até mesmo o velho e bom sistema de papel e caneta (apesar de eu achar que os perco mais facilmente). Escolha um sistema e fique com ele.

passo 2: lembre-se de que checar o e-mail não é o seu trabalho 

Pode ser tentador dar uma olhada no seu e-mail à procura de coisas mais fáceis ou interessantes para fazer, mas isso só suga o tempo que você deveria estar dedicando a outras prioridades. Além disso, geralmente isso produz muito pouco em termos de resultados concretos. Então trabalhe na implantação das seguintes estratégias de gestão de e-mail:

  • Desligue as notificações: Aquelas coisas que aparecem no canto da tela são mais viciantes que crack e tão distrativas quanto, para terminar de fazer as coisas.
  • Verifique se o seu e-mail 3 vezes ao dia: Limite o número de vezes que você checa a sua caixa de entrada, assim você vai ser mais eficiente na hora de responder aos e-mails. Eu verifico o meu às 9h, às 12h e às 16h todos os dias. 
  • Aqui está um desafio: tente reduzir isso a apenas uma vez por dia (isso ainda é ninja demais para mim, mas é aonde quero chegar!). E, a propósito, verificar seu e-mail constantemente é TOC (transtorno obsessivo compulsivo)!
  • Reduza sua caixa de entrada a zero todos os dias. O Email Game da Baydin é uma maneira divertida e rápida de fazer isso. Passe entre 15 e 30 minutos usando esse programa para garimpar os seus e-mails.
  • Avise as pessoas sobre os seus hábitos de e-mail. Por exemplo, adicione uma observação à sua assinatura dizendo: “Eu leio e-mails uma vez por dia. Se for urgente, me ligue!”
  • Só mande e-mails para quem realmente precisa vê-los, isso significa reduzir o número de Cópias e Cópias Ocultas que você manda. Afinal, da mesma forma, você não quer desperdiçar o tempo dos outros.
  • Use abreviaturas: Se você conseguir colocar toda a sua mensagem na linha de assunto, faça isso! E coloque EOM depois, o que significa end of message ou “fim da mensagem”. Se o e-mail só traz informações de que os destinatários precisam saber, coloque PSC no final do seu e-mail, geralmente no corpo. Isso significa “para seu conhecimento” e indica que a pessoa não precisa responder.
  • Leia newsletters uma vez por semana.Crie uma pasta separada contendo todas as newsletters que você assina e não a abra até que você tenha tempo para se sentar e ler tudo.
  • Não use sua caixa de entrada como uma lista de afazeres

Quando você recebe um e-mail, tem as seguintes opções:

  • Excluí-lo;
  • Delegá-lo, ou seja, encaminhá-lo para outra pessoa para que ela lide com ele;
  • Respondê-lo — se achar que isso levará menos de 2 minutos, faça-o imediatamente;
  • Adiá-lo, isto é, colocá-lo na sua agenda para resolver mais tarde ou usar o ferramentas como o boomerang para que o e-mail volte para a sua caixa de entrada mais tarde;
  • Ou colocá-lo no seu sistema de gerenciamento de tarefas.

PASSO 3: USE ESTES TRUQUES.  

Existem ainda mais alguns truques que podem torná-lo ninja da produtividade e fazê-lo resolver as tarefas de forma mais fácil:

Engula o sapo!

Isso significa fazer a coisa mais difícil primeiro. E também significa combinar o seu nível de energia com a demanda do trabalho. Eu sempre agendo minhas tarefas mais difíceis para os primeiros horários da manhã, pois é quando tenho energia suficiente para enfrentá-las, deixando as tarefas mais fáceis para a tarde.

Cronometre suas tarefas

lounge-empreendedor-gestão-de-tempoSe a tarefa é difícil, você tem duas opções:

  1. Ligue o cronômetro e trabalhe nela por um período específico de tempo;
  2. Identifique uma tarefa e trabalhe nela por 10 minutos e faça uma pausa de 2 minutos; em seguida, fique em uma outra tarefa por 10 minutos e fala outra pausa de 2 minutos — faça isso por cinco vezes e você terá começado cinco grandes projetos. Ou você pode fazer isso com um único projeto.

Reduza seu tempo cinza

Seu tempo pode ser definido como branco, preto ou cinza. O branco se refere ao tempo passado com amigos e família, quando você está fazendo as atividades que não são relacionadas ao trabalho. O preto refere-se ao tempo passado trabalhando e resolvendo suas tarefas. E, por último, o cinza se refere ao tempo gasto entre os dois, o que deve ser evitado — trabalhar no seu laptop enquanto assiste à TV definitivamente é tempo cinza. Sendo assim, escolha: você deve ou trabalhar ou assistir a TV — fazer os dois não é nem relaxante nem produtivo. Separe de forma clara o seu tempo e espaço entre vida profissional e a vida doméstica.

Configure os sistemas de comunicação

Isso é especialmente importante em um escritório aberto, porque é fácil ser interrompido ou interromper os outros. Para evitar que isso aconteça, definia limites sobre quando você está disponível e quando não está. Coloque os fones de ouvido ou invente uma maneira divertida de dizer “não perturbe” (por exemplo, usando um chapéu vermelho).

Trabalhe em etapas

Faça todos os seus calls, por exemplo, em conjunto, mesmo que estejam divididos entre projetos diferentes.

Agende uma “reunião para uma pessoa”

Reserve uma sala de reuniões para utilizar sozinho ou vá a um café e concentre-se no que você precisa fazer. Esse é seu tempo reservado para focar.

Organize as suas listas de tarefas pelo contexto delas

Por exemplo, suas listas podem ser divididas em: 1) Lista de calls; 2) lista de afazeres de casa; 3) lista de afazeres do trabalho; e 4) lista de e-mails para enviar.

Ligue o modo chefe

É tentador se sentir constantemente pressionado a “fazer”, mas, sendo da liderança, às vezes você precisa parar de fazer para pensar. Tire um tempo (eu faço isso no final do dia ou durante a manhã) para olhar para o dia ou a semana anterior, rever projetos e ações e quebrar os grandes projetos em tarefas gerenciáveis ​​(por exemplo: se você está saindo de férias, pesquise online, verifique os preços, reserve e pague).

Saiba que você sempre vai ter mais para fazer do que você consegue

Você sempre terá mais demanda do que tempo, e você sempre vai querer colocar as mãos em tudo. Mas você não consegue fazer isso — ninguém consegue, mesmo que algumas pessoas pareçam poder. Por isso, trabalhe de forma eficiente, descanse bastante e tire um tempo para curtir. Já dizia James Howell: ““Trabalho sem diversão faz de Jack um bobalhão”.

 

Verity Noble é VP de Operações do Unreasonable Institute

Leia mais em Endeavor 

Artigo originalmente publicado no blog do Unreasonable Institute

 

14 set 2015

CROSS SELLING: VOCÊ SABE O QUE É ISSO?

No Comments Administração e Gestão, Boas Práticas, Empreendedorismo, Marketing, Mercado, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Promoção de Vendas, Vendas

O cross selling é uma estratégia de vendas que, se bem implementada, traz grandes resultados. Veja como.

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Caro empreendedor, vamos imaginar a seguinte situação: você tem um negócio de e-commerce de vestuário. Não seria ótimo se, sempre que você fosse vender algo a um cliente – por exemplo, uma calça –, ele acabasse levando outros itens complementares (cinto ou meia) à compra inicial? Tudo bem, não precisaria ser sempre. Mas, não seria incrível se você conseguisse implementar à sua força de vendas, uma estratégia que permitisse essa agregação de produtos com o intuito de satisfazer ainda mais as necessidades e os desejos dos consumidores? Pois é, justamente dessa estratégia – o cross selling – que falaremos agora.

O que é cross selling?

Também chamado de venda cruzada, o cross selling é a prática por meio da qual você oferece a clientes produtos ou serviços complementares àqueles que já foram ou estão sendo adquiridos. A ideia é enriquecer a experiência de compra dos consumidores, propondo a eles itens que tornarão a compra inicial mais completa.

É uma técnica de vendas que serve a empresas de qualquer porte, desde as multinacionais aos negócios de bairro

Além das sugestões dos vendedores, outras práticas são muito comuns: basta você visitar qualquer loja de uma rede varejista e aguardar na fila para ter contato com uma infinidade de “produtos complementares” das mais diversas naturezas. Todos são posicionados de forma estratégica, claro, para se agregarem aos produtos que você escolheu inicialmente.

E o cross selling no e-commerce?

Em lojas virtuais, o cross selling funciona de forma bastante semelhante à das lojas propriamente ditas. Voltemos ao exemplo lá de cima: a partir do momento em que seu consumidor escolheu aquela calça, o sistema que você utiliza deveria apresentar uma série de produtos complementares, como cintos, meias, cuecas, e mesmo sapatos ou camisas que combinassem.

Amazon é um exemplo excepcional de como as técnicas de cross selling funcionam no ambiente virtual. Por exemplo: se você realiza uma compra pela primeira vez no site – digamos, um livro, o sistema lhe indica que clientes que compraram o mesmo item também se interessaram por outros títulos “x” e “y”.

E se você já realiza compras na Amazon há um certo tempo, deve ter percebido que a oferta de produtos complementares ou similares realizada de acordo com o seu gosto é incrivelmente certeira. Tudo isso corresponde a uma sofisticada estratégia de cross selling – executada por meio de uma tecnologia formidável, claro.

Qual a diferença entre cross selling e up selling?

O up selling é uma estratégia por meio da qual se busca incrementar a versão final de um produto ou serviço que um consumidor pretende adquirir – enquanto o cross selling oferece, como vimos, produtos ou serviços complementares.

Geralmente, o up selling é proposto antes da realização da compra, enquanto o cross selling ocorre depois. No up selling, mediante um acréscimo no valor do produto ou serviço, o cliente adquire ou uma quantidade maior destes itens, ou uma versão melhor deles.

A imagem abaixo, relacionada às redes de fast food, ilustra bem a diferença entre cross e up selling:

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Imagem original aqui

Alguma dica para implementar o cross selling?

Sem dúvida. Este artigo do Portal Gestão traz uma série de sugestões úteis sobre cross selling. Embora todas se relacionem à prática no ambiente físico, acreditamos que vale a pena você conhecê-las:

  • Venda primeiro, ofereça depois: jamais tente realizar o cross selling antes que a primeira encomenda ou compra tenha sido efetuada. Se você tentar vender produtos/serviços adicionais cedo demais, pode colocar em perigo a compra inicial e afugentar os consumidores.
  • Respeite a regra dos 25: há uma regra velada no mercado que prega que o valor de qualquer item adicional não deve aumentar o valor da compra em mais de 25%.
  • Observe se há lucro: os itens complementares oferecidos devem proporcionar lucro suficiente para, pelo menos, cobrir o custo do tempo adicional que você gastou ao vendê-los. Isto deve ser calculado para um período de tempo mais longo.
  • Não empurre produtos indesejados: resista sempre à tentação de utilizar o cross selling como forma de se livrar do estoque de produtos que não têm mais serventia. Os clientes podem perceber, e isso seria péssimo para os negócios.
  • Relacione sempre: procure limitar os itens acrescentados àqueles que realmente se relacionem com a compra inicial. Se o cliente está adquirindo um casaco, por exemplo, não faz sentido nenhum sugerir um produto para o jardim.
  • Planeje, planeje e planeje de novo: o ideal é que você decida, antecipadamente, quais serão os itens adicionais que podem se relacionar a cada produto.
  • Instrua com cuidado seus vendedores: no momento de implementar o cross selling, certifique-se de que os vendedores compreendem exatamente os produtos/serviços que devem ser oferecidos. Procure testar a intuição deles, que é um fator muito importante neste momento.
  • Teste com o melhor e depois leve aos restantes: primeiro teste as técnicas de cross selling com os seus melhores vendedores, para depois replicá-las aos demais.

Estas são algumas sugestões que podem contribuir para a boa implementação do cross selling em seu negócio.

O importante é lembrar que, embora se trate de uma estratégia capaz de dar grandes frutos, sempre há riscos envolvidos

Caso role uma forçada de barra, por exemplo, a experiência de um cliente poderá ser muito negativa. Por isso, você deve utilizar essa técnica com sabedoria e cuidado, sempre atento às necessidades reais de seus consumidores.

Boas vendas!

Fonte: Portal Endeavor

25 ago 2015

COMO A POLÊMICA DO UBER PODE AJUDAR VOCÊ

No Comments Boas Práticas, Competitividade, Empreendedorismo, Gestão, Inovação, Modelo de Negócio, Proposta de Valor

Inovação precisa fazer parte do cotidiano da administração da empresa e não apenas dos momentos de crise.

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Engana-se quem entende que a inovação deve ser feita somente com o produto final. A inovação pode e deve permear todos os processos de sua empresa e não apenas no que seu consumidor irá perceber diretamente. O tão comentado serviço de contratação de motoristas particulares tem nos dados algumas "aulas" sobre isso e por isso, inspirou o título do artigo de hoje.

Não vamos entrar aqui na legalidade do Uber e toda a sua controvérsia, mas sim analisar como ele e outros serviços estão desencadeando no mercado, que é a eliminação do atravessador ou intermediário através de uso massivo da internet.

Eliminar o atravessador sempre foi uma intenção dos negócios desde o início da internet, mas a interação ainda era limitada e o volume de pessoas e empresas realmente conectadas não criava uma massa crítica como a que temos hoje com os celulares. 

Estamos todos conectados e online.

Os sites de vendas de produtos, novos ou usados, já existiam há 15 anos atrás, mas agora, uma dúvida ou solicitação de um novo pedido é imediatamente recebida ao som de um 'blim' emitido pelo seu celular. Antes, a pessoa precisava estar na frente de um computador, o que tornava o processo mais moroso.

Para chamar um táxi, você tinha que ter um telefone do ponto e torcer para ter alguém disponível. Agora se gasta menos de 30 segundos para fazer o pedido, além de ser possível ver o táxi chegando até a sua residência e, para pagar, você não tem nem que tirar a carteira do bolso.

Não estou falando que a sua empresa precisa criar estes serviços, mas sim utilizá-los.

Seja no processo de vendas ou no processo de compras, onde estes exemplos podem ser utilizados em sua empresa? Que tipo de agilidade pode diminuir seus estoques sem comprometer a sua produção? Como obter matéria-prima mais barata?

Esta inovação não se limita aos processos físicos. A melhora da tecnologia também está facilitando a contratação de especialistas de forma remota, esteja ele onde estiver, pois não é mais necessário ir até a sua empresa para fazer seu trabalho.

A todo o momento, novos processos de negócio estão sendo criados e você deve estar antenado em como estes negócios podem influenciar a sua empresa, seja facilitando seus processos, seja ao criar produtos substitutos que podem se tornar seus concorrentes.
 

Fernando Angelieri é formado em Processamento de Dados pela FASP, com MBA em Gestão Estratégica de TI pela FIAP e em Administração pela FVG.

 

03 ago 2015

APROVEITE O DIA DOS PAIS

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Material do SEBRAE-SP concentra dicas detalhadas para ajudar você a prosperar no Dia dos Pais

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Para auxiliar no aumento das vendas em uma das mais importantes datas para o comércio varejista, o Sebrae-SP lançou a cartilha "Venda Melhor – Dia dos Pais".

Com orientações didáticas e bastante detalhadas, a cartilha traz orientações para o empreendedor com as melhores soluções para preparar a fachada da loja, confeccionar a vitrine, compor cores, além de variados kits para cada tipo de pai, e valiosas dicas para vender mais e melhor – inclusive no ambiente virtual.

"Eventos sazonais são ótimos momentos para o empreendedor divulgar seus produtos e serviços de forma mais incisiva. Assim como as outras datas, o Dia dos Pais traz desafios e oportunidades para o varejo", afirma o superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.

Para auxiliar o lojista a alcançar bons resultados, a cartilha concentra orientações para que o lojista tome alguns cuidados como: não estocar itens demais apenas com vistas a aproveitar descontos de fornecedores; equilibrar o estoque para não perder oportunidades de venda ou ficar com produtos encalhados, fazer um mix de produto e serviços, fazer promoções e oferecer sugestões por faixa de preços também estão entre as instruções de apoio ao comerciante.

O material ainda lembra sobre a importância de se investir no aperfeiçoamento do pessoal de atendimento e prepará-los para atender diferentes públicos. Normalmente, em datas especiais, quem compra não é quem usa. Diante disso, é necessário que o vendedor tenha argumentos de vendas diferentes e saiba dar explicações detalhadas quanto à forma de uso dos produtos.

Já com relação ao ponto de venda, a cartilha orienta o empresário para checar se há necessidade de instalar mais máquinas de cartões de crédito e débito, bem como linhas telefônicas. Outra sugestão é a criação do dia da troca: trata-se de uma ótima oportunidade para vender mais e cadastrar novos clientes.

lounge-empreendedor-aproveite-o-dia-dos-paisO material está disponível em
 http://sebr.ae/SP/vm_dpais2015 
(mas o conteúdo é exclusivo para pessoas jurídicas, viu?!?) e para ter acesso é preciso se cadastrar no site ou ir pessoalmente até um escritório do Sebrae-SP e retirar a versão impressa

Quer uma amostra sobre o que está por lá? O Lounge Empreendedor separou alguns passos para você vender mais e melhor: 

  • Abordagem ao cliente: A parte crítica da venda são os primeiros 30 segundos. O vendedor deve seguir três passos: O primeiro é se apresentar ao cliente e cumprimenta-lo pelo nome. O segundo é deixar o possível comprador à vontade e o terceiro é estar atento caso seja chamado para auxiliar na compra
  • Apresentar e demonstrar o produto: Neste ponto da venda, o importante é fazer o cliente participar da apresentação. Faça-o pegar o produto, manuseá-lo e experimentá-lo. É fundamental ir conquistando pequenas concordâncias do cliente. No final, com tantas concordâncias, ficará difícil para o cliente fugir do tão esperado sim.
  • Preço e valor: Os clientes buscam o menor preço, no entanto o vendedor nunca deve falar de valores no início da conversa. Antes de tudo é preciso apresentar os benefícios do produto.
  • Fechar uma venda: Algumas perguntas como: "Quando eu vou receber a mercadoria?" ou "Quando devo pagar?" são formas de compromissos. Quando isto acontecer, o vendedor deve fechar a venda rapidamente.
15 jun 2015

COMO CRIAR INDICADORES E METAS

No Comments Administração e Gestão, Boas Práticas, Desenvolvimento Sustentável, Estabelecimento de Metas, Gestão Ambiental, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Responsabilidade Social Empresarial

3 passos para estabelecer metas mais adequadas e melhorar os processos da sua empresa

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Colocar a sustentabilidade em prática nas áreas-chave do negócio pode torná-lo melhor e mais lucrativo, por meio da geração de novas receitas, da consolidação de uma cultura de desperdício zero, da motivação dos funcionários para um desempenho superior e também pela conquista da preferência de investidores e financiadores.

Mas se você acredita que para começar precisará da elaboração de grandes planos, saiba que é possível adequar sua empresa de uma forma bem mais simples: basta implantar indicadores inteligentes, que gerem possibilidades de melhorias reais nos processos, tendo em vista as necessidades dos clientes, funcionários, comunidade ou o meio ambiente.

Você já se deparou com indicadores bem-intencionados, mas que geram decisões inúteis ou até mesmo contrárias aos objetivos esperados? Infelizmente, isso acontece o tempo todo.

Queremos aumentar a leitura nas escolas públicas? Vamos aumentar o acervo de livros nas bibliotecas em 20%. A questão é a aprendizagem contínua dos funcionários? Então vamos medir as horas de treinamento. A busca é por ecoeficiência? 10% de redução no consumo de água em todas as unidades de negócio. As pessoas pedem por respeito ao consumidor? A lei determina que os SACs atendam as ligações em menos de um minuto.

Em todos esses exemplos, são feitos investimentos de tempo, dinheiro e foco, e os indicadores podem ser alcançados. Apesar disso, os resultados esperados não são atingidos. Os 20% adicionais de livros não atraem mais pessoas para a biblioteca, as horas de treinamento não são parâmetro para a sua qualidade, 10% de economia de água costuma ser muito em algumas unidades de negócio e pouco em outras. Se pensarmos no atendimento do SAC em um minuto, a questão fica ainda mais evidente. Quem já não teve que falar com três ou quatro atendentes sem ter a questão resolvida ou precisou ligar várias vezes e ainda teve a ligação bruscamente interrompida? Indicadores burros geram decisões equivocadas, com sistemas de incentivos que não beneficiam as reais necessidades dos clientes finais daquele processo.

Para chegar a indicadores inteligentes, é preciso:

1. Entender a necessidade do cliente, funcionário, comunidade ou meio ambiente

Esse é o ponto de partida. Quando falamos do cliente de serviços, por exemplo, a necessidade é ter seu problema resolvido no primeiro ponto de contato, de forma definitiva, no menor tempo possível. Para chegar à necessidade, é preciso perguntar de forma honesta e estar pronto para ouvir.

2. Identificar demandas por falha e demandas de valor

Para isso, é fundamental sair do escritório e observar as interações nos pontos de contato. Qual é o percentual de reclamações de clientes, erros de logística, problemas de qualidade ou retrabalho dos funcionários em relação ao total de tempo? Tudo isso são demandas por falha, em outras palavras, desperdícios. Demandas por falha chegam a gastar 50% do tempo e recursos de uma equipe.

3. Definir os novos processos e indicadores, sem estabelecer metas arbitrárias

Para eliminar as demandas por falha, é necessário olhar para o sistema como um todo. Afinal, a reclamação do cliente no SAC surgiu por algum erro em outro processo anterior, que precisa ser ajustado. Para definir os novos processos, é imprescindível a participação das pessoas que atuam neles. São elas que conhecem os problemas, que identificam soluções simples para resolvê-los e que serão responsáveis pelo sucesso dos novos processos.

Quando focamos na simples redução de custos, acabamos muitas vezes aumentando os custos no longo prazo. Quando, no lugar disto, focamos em gerar mais valor para o cliente final do processo, acabamos diminuindo os custos. Esta é uma verdade contraintuitiva, mas a analogia com processos não empresariais pode ajudar a compreendê-la. Quantas pessoas você já viu fazer uma dieta milagrosa, perder 5 kg em um mês para depois ganhar 8 kg ao longo dos 3 meses seguintes? A meta foi atingida, mas não de forma sustentável. Alternativamente, o foco deveria ter sido nos hábitos de alimentação, exercício e repouso, levando em conta as características de quem está fazendo a dieta. Foco na geração de valor para o cliente final é igual a diminuição de custos.

Transportando para a realidade empresarial, é preciso estar atento a dois pontos:

a) Autonomia na ponta gera redução de custos. Essa é outra verdade contraintuitiva. Infelizmente há insistência em achar que a redução da autonomia e implantação de mais processos de controle são sempre a resposta certa. Não são.

b) Metas arbitrárias a priori geram resultados menores do que o potencial de melhoria do sistema. Voltando ao exemplo da água, se fossem identificadas demandas por falha e por valor do sistema, é provável que houvesse oportunidade de reduzir em até 10 vezes o consumo de água no sistema. Infelizmente, esta abordagem analítica também é mais exceção do que regra.

Seguir estes passos gera algumas consequências negativas. A sua empresa poderá, por exemplo, ter menos horas de treinamento para os funcionários e ser prejudicada na avaliação do Guia das Melhores Empresas para Trabalhar. Entretanto, ela estará atendendo à necessidade real dos funcionários de aprendizagem contínua e, com isso, gerando mais satisfação, menos turnover e melhores resultados concretos para a própria empresa. Talvez seja isso que faça uma empresa ser um excelente lugar para se trabalhar.

Portanto, para melhorar a sua empresa no curto e no longo prazo, vale focar na geração de valor para o cliente final e definir indicadores inteligentes, que incentivam as decisões e os resultados desejados.

Gabriela Werner é sócia fundadora da Sustentabilidade na Empresa, consultoria que auxilia empresas a integrar sustentabilidade na estratégia do negócio de forma inteligente.

 

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