Archive for Mercado

20 abr 2016

PRA QUEM AMA CAFEZINHO

No Comments Administração e Gestão, Competitividade, Economia, Empreendedorismo, Marketing, Mercado, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo

O que um hábito aparentemente simples e tão brasileiro pode ensinar sobre empreender?

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Hábito de milhares de brasileiros, o cafezinho saiu de condição de bebida simples a assumiu ares de requinte, com diferentes máquinas, extrações e lugares para ser degustado. Quiosques estão abertos estrategicamente em shopping centers vendendo centenas deles todos os dias. Mas, por trás do (aparentemente) simples ato de vender uma xícara da bebida existem diversas lições úteis que qualquer empreendedor pode levar para seu negócio.

1 – Alta demanda, alta margem.

Não tenho números reais, mas é bastante provável que mais de metade das pessoas que vão a esses quiosques peçam por uma xícara de café. Com tão alta demanda, é natural que o preço seja elevado. Cobrado entre R$ 3,50 e R$ 5,00 – um valor nominalmente baixo – o cafezinho na verdade tem uma margem bastante alta.

Pensemos: que custos diretos estão envolvidos em sua produção (pensando que o processo produtivo é tão simplesmente o manejo de uma máquina de expresso)? Água, café em grão, açúcar, energia elétrica, impostos. Esses são os custos variáveis. Se não há venda, não há custo. Adicionemos os custos fixos: salários, aluguel da máquina, aluguel do espaço. Com tudo isso, a proposta de valor para o cafezinho é algo como “por R$ 3,50 (a R$ 5,00) você é servido de um cafezinho (uma bebida feita à base de água e grãos de café)”. Convenhamos, o valor é bastante elevado. Com tamanha demanda, nada mais lógico.

2 – baixa demanda, baixa margem.

Uma vez que petiscos não são a maior pedida do público, não é possível aplicar a mesma margem de um cafezinho a uma empadinha, por exemplo. Por algo ao redor de R$ 5,00 é possível comer, portanto, um produto cuja composição de custos é infinitamente mais complexa que a do café. Pensemos: água, farinha, sal, açúcar, frango, azeitonas, energia elétrica, salários, taxas sanitárias, impostos, etc, etc. O mesmo raciocínio vale para os docinhos. Ao final, note: o preço é apenas ligeiramente mais alto que o da xícara de café.

3- PRODUTOS COMPLEMENTARES E VENDA CRUZADA.

Com um café servido e uma vitrine repleta de salgadinhos e doces, os quiosques incitam o consumidor a combinar a bebida com algum petisco. Alguns fazem um trabalho ainda melhor, e ativamente estimulam o consumidor a “acompanhar o café com um salgado ou um doce”. Ou seja, o consumidor chega ao balcão para tomar um simples cafezinho, mas acaba recebendo uma oferta cruzada (ou seja, adicionada ao pedido original) de outro produto que combina com o primeiro.

4 – ANCORAGEM DE PREÇOS.

Se o consumidor atentar aos valores, ele ainda pode sair com a percepção de que o salgado ou o doce foram baratos. Pensemos: se uma xícara de café vale até R$ 5,00, o que dizer de uma empadinha que custa os mesmos R$ 5? Parece barato demais, não é?

conclusão.

Produtos de maior demanda têm margens mais altas e servem como oportunidade para venda de produtos adicionais.

Em uma análise meramente financeira, pareceria um contrassenso ter um produto à base de água e grãos precificado ao mesmo nível que um produto tão mais complexo como uma empadinha ou um quindim (alguns quiosques chegam a ter salgados e doces até mais baratos que uma xícara de espresso).

Como uma visão mais atenta, entretanto, aquilo que parece contraditório revela uma bela estratégia de marketing.

Max Guimer S. Toledo tem MBA em Marketing pela USP, pós graduado pela FGV e graduado em Economia pelo Mackenzie. 

18 set 2015

DICA DE LEITURA: A SOCIEDADE DO CUSTO MARGINAL ZERO

No Comments Administração e Gestão, Consumo, Economia, Economia Criativa, Economia Digital, Empreendedorismo, Liderança, Mercado, Novos Mercados, Sustentabilidade

Consegue imaginar um mundo em que as relações sociais prevaleçam sobre as relações financeiras? 

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As regras do jogo da economia estão mudando. E não estou falando das medidas de contenção e arrecadação do nosso governo, mas sim de transformações sociais que apontam megatendências que modificarão nosso jeito de viver e consumir.

A previsão provocativa é do americano Jeremy Rifkin, que acaba de publicar seu novo livro "The Zero Marginal Cost Society" ("A Sociedade do Custo Marginal Zero", em tradução livre).

lounge-empreendedor-sociedade-com-custo-marginal-zeroO título pode parecer grego para não economistas, mas o princípio é muito simples: à medida que penetramos na sociedade do conhecimento e na economia criativa, o eixo de análise econômica se desloca. O surgimento da Internet das Coisas – das Comunicações, da Energia e dos Transportes – está convergindo para a criação de uma rede global com estrutura inteligente e indissolúvel e tem acelerado a produtividade e reduzido o custo marginal de produzir e distribuir unidades adicionais de bens e serviços – descontados os custos fixos – a praticamente zero, tornando-os essencialmente gratuitos.

Como resultado, o lucro corporativo começa a secar, os direitos de propriedade perdem força e a noção convencional de escassez econômica dá lugar à possibilidade de abundância à medida que setores inteiros da economia ingressam na web com custo marginal zero.  Algo que André Gorz chama de economia imaterial em que o principal fator de produção, o conhecimento, uma vez produzido, pode ser difundido de forma ilimitada e gratuita por todo o planeta, com custo zero.

Isso inverte completamente o sentido do capitalismo: levar cada aspecto da vida humana para a área econômica, transformando em uma mercadoria que será negociada como um bem. Ao longo do tempo, quase nenhuma necessidade humana escapou dessa transformação. A comida que comemos, a água que bebemos, os artefatos que produzimos e usamos, as relações sociais em que nos envolvemos, as ideias que trazemos à luz, o tempo que gastamos… Tudo reorganizado, precificado e levado ao mercado de forma individualizada.

Para Rifkin, caminhamos para a criação de uma economia mundial híbrida onde um sistema colaborativo estará convivendo com um capitalismo cada vez menos importante. Mercados estão começando a dar lugar a redes, a posse está se tornando menos importante do que o acesso, a busca do interesse próprio está sendo moderada pela pressão de interesses colaborativos e o tradicional sonho de enriquecimento financeiro está sendo suplantado pelo sonho de uma qualidade de vida sustentável que impulsiona novos negócios e oportunidades de empreender.

o desafio atual é garantir a segurança dos dados e a proteção do sigilo pessoal em um mundo aberto, transparente e conectado globalmente.

Não se trata aqui apenas de compartilhar uma música com os amigos, ou de colocar um filme no Youtube. Rifkin nos traz centenas de exemplos na área das finanças, com inúmeras redes peer-to-peer (P2P) permitindo fluxos financeiros entre quem tem recursos parados e quem deles precisa, escapando aos juros e tarifas escorchantes dos intermediários financeiros.

Aliás, Rifkin disponibiliza o conteúdo do seu livro online. No plano mais amplo, ao difundir sua compreensão acerca dos mecanismos econômicos está contribuindo para o nível educacional da sociedade, e pontualmente também para o bem-estar de todos. Estará perdendo dinheiro? Na realidade amplia a sua visibilidade, e ganhará mais com os convites que recebe. No novo modelo de ciclo econômico baseado em conhecimento e com forma imaterial, precisamos equilibrar as tarefas remuneradas e as colaborativas, sabendo que à medida em que o conhecimento se torna o fator de produção mais importante do planeta, a dimensão não diretamente remunerada se amplia. São os novos equilíbrios em construção.

Por isso, a Internet das Coisas (IoT na sigla em inglês), permitirá conectar todos e tudo em um novo paradigma econômico que é muito mais complexo do que a Primeira e Segunda Revoluções Industriais, mas cuja arquitetura é distribuída em vez de centralizada. “Mais importante ainda, a nova economia irá otimizar o bem-estar geral por meio de redes integradas lateralmente na esfera dos bens comuns colaborativos (Collaborative Commons), em vez de empresas integradas verticalmente no mercado capitalista”.

Na visão de Rifkin, a rápida expansão desta nova economia leva a uma possibilidade de escaparmos do poder dos gigantes da intermediação e da filosofia da guerra econômica de todos contra todos, expandindo progressivamente os espaços de colaboração direta entre os agentes econômicos ao mesmo tempo produtores e consumidores, os famosos “prosumers”. A face mais óbvia do futuro descrito por Rifkin são hoje os sites de compartilhamento de carros e casas, como o Airbnb. Nesses novos tipos de transações, o acesso é mais importante que a posse e o capital social vale mais que o capital financeiro.

Entendo que isso pareça totalmente inverossímil para a maioria das pessoas, de tão condicionados que nos tornamos à crença de que o capitalismo é tão indispensável para nosso bem-estar quanto o ar que respiramos. Embora os indicadores da grande transformação para um novo sistema econômico ainda sejam suaves e, em grande parte, anedóticos, a economia de compartilhamento está em ascensão e, torço para que em 2050, tenha se estabelecido como principal árbitro da vida econômica mundial.

Otimismo exagerado?

Talvez, mas o que tiramos de muito útil do livro não é saber se o futuro será mais ou menos cor de rosa, mas uma compreensão muito aprofundada das oportunidades que surgem para uma economia mais humana. A realidade é que há uma outra economia/sociedade em construção, e entender os mecanismos, além de instrutivo, é profundamente agradável.

SOBRE O AUTOR:

JEREMY RIFKIN é um dos pensadores sociais mais populares da atualidade, é autor de 20 best-sellers traduzidos para 35 idiomas. Rifkin é consultor para a União Europeia e para chefes de estado ao redor do mundo, além de palestrante do programa de educação executiva da Wharton School da Universidade da Pensilvânia.

 

17 set 2015

BOLSA PARA MULHERES

No Comments Comportamento, Confiança, Economia, Empreendedorismo Feminino, Gestão Financeira, Mercado

Calma! Você não está no blog errado e esse não é um texto sobre moda. Siga a leitura e descubra segredos das mulheres na bolsa de valores.

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Não é novidade que o mercado financeiro no Brasil é um cenário extremamente masculino e pouco explorado pelas mulheres. Fazer um bom investimento nem sempre é tão fácil como investir na poupança, exige preparo, disciplina, estratégia e uma boa disposição ao risco. E as mulheres, na maioria das vezes, são mais cautelosas e conservadoras.

Mas, então, por que um texto sobre investimento de mulheres na bolsa de valores? Justamente por isso!

Uma pesquisa de 2012 publicada na Exame ressalta que, por serem mais cautelosas, as mulheres se preparam melhor quando o assunto é o seu dinheiro e sua saúde financeira e, por isso, também não se assustam no primeiro momento de crise. (Fonte Exame)

Elas, ao contrário da maioria dos homens, fazem um melhor planejamento antes de retirar seu dinheiro da segurança que uma caderneta de poupança oferece, e aplicá-lo em um investimento rentável com possibilidades agressivas e um pouco mais de risco.

Serem cautelosas e conservadoras, nesse caso, não é um problema e não impede que elas busquem lucros extraordinários, muito pelo contrário, essas características tornam-se um diferencial e um aliado na hora de buscar um investimento.

Coloque o cinto de segurança e voe mais alto!

Todos nós já ouvimos e vimos pesquisas que comprovam que as mulheres se envolvem menos do que os homens em acidentes graves de trânsito. Isso porque elas respeitam mais as leis e são mais cuidadosas, colocando a segurança em primeiro lugar.

No mercado financeiro também é assim. Para alçar vôo na bolsa de valores é preciso conhecer o mercado, traçar a melhor rota e ser paciente, mantendo a calma para reagir em um momento crítico.

Enquanto os homens se arriscam mais, as mulheres procuram estudar melhor as opções de investimento, fazer cursos e se aprofundar em conhecimentos bem fundamentados, antes de dar o primeiro passo e escolher a melhor maneira de investir de acordo com seus objetivos.

Dessa forma fica mais fácil elaborar uma estratégia de sucesso e segui-la, pois está baseada em informações precisas e não sujeitas aos conflitos de notícias e boatos sobre o momento econômico.

bolsa de valores: um caminho para conquistar sonhos.

Cada vez mais as mulheres buscam conquistar um espaço de independência, estabilidade e destaque. Elas não querem apenas um bom casamento ou um emprego, mas, sim, o sucesso da sua vida financeira e a conquista de sonhos.

Para isso, potencializar seus ganhos é fundamental e os investimentos na bolsa são uma ótima opção.

No atual momento em que vivemos, com a bolsa em queda, as incertezas do mercado se tornam oportunidades extraordinárias para ganhos significativos e, quem sabe, a construção de uma verdadeira história de riqueza.

Podemos observar inúmeras e sólidas empresas que estão hoje valendo menos do que o seu real valor e a tendência na bolsa de valores é que, em algum momento, essas empresas retornem a ele.

E essa é a oportunidade de ter ganhos espetaculares, comprando as ações mais baratas e vendendo quando as mesmas se valorizarem.

A maior dificuldade é, justamente, encontrar essas empresas e apostar na melhor opção.

Veja aqui como se preparar para este caminho, aprenda como investir na Bolsa.

mexa-se!

Para quem leu anteriormente o artigo “Tire seu dinheiro da zona de conforto” isso se torna ainda mais claro. (Se não leu é bom dar uma passadinha por lá…)

Dar o primeiro passo é o mais difícil. Mas, se aliarmos a natureza cautelosa das mulheres ao momento extraordinário do mercado de investimentos, temos uma excelente receita de sucesso. 

o momento é agora… 

Momento de cuidar melhor da sua saúde financeira, momento de poupar mais, de se preparar, sair da zona de conforto e buscar, disciplinadamente, uma nova forma de transformar suas finanças.

E isso, no mercado de investimentos, não é privilégio dos homens. Cabe apenas à você o poder e responsabilidade de encontrar meios que lhe atendam e iniciar, de forma segura, sua estratégia de investimentos.

Então, o que você está esperando…

Ficou com alguma dúvida? Deixe nos comentários abaixo.

Fonte: Equipe – Toro Radar (www.tororadar.com.br)

 

14 set 2015

CROSS SELLING: VOCÊ SABE O QUE É ISSO?

No Comments Administração e Gestão, Boas Práticas, Empreendedorismo, Marketing, Mercado, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Promoção de Vendas, Vendas

O cross selling é uma estratégia de vendas que, se bem implementada, traz grandes resultados. Veja como.

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Caro empreendedor, vamos imaginar a seguinte situação: você tem um negócio de e-commerce de vestuário. Não seria ótimo se, sempre que você fosse vender algo a um cliente – por exemplo, uma calça –, ele acabasse levando outros itens complementares (cinto ou meia) à compra inicial? Tudo bem, não precisaria ser sempre. Mas, não seria incrível se você conseguisse implementar à sua força de vendas, uma estratégia que permitisse essa agregação de produtos com o intuito de satisfazer ainda mais as necessidades e os desejos dos consumidores? Pois é, justamente dessa estratégia – o cross selling – que falaremos agora.

O que é cross selling?

Também chamado de venda cruzada, o cross selling é a prática por meio da qual você oferece a clientes produtos ou serviços complementares àqueles que já foram ou estão sendo adquiridos. A ideia é enriquecer a experiência de compra dos consumidores, propondo a eles itens que tornarão a compra inicial mais completa.

É uma técnica de vendas que serve a empresas de qualquer porte, desde as multinacionais aos negócios de bairro

Além das sugestões dos vendedores, outras práticas são muito comuns: basta você visitar qualquer loja de uma rede varejista e aguardar na fila para ter contato com uma infinidade de “produtos complementares” das mais diversas naturezas. Todos são posicionados de forma estratégica, claro, para se agregarem aos produtos que você escolheu inicialmente.

E o cross selling no e-commerce?

Em lojas virtuais, o cross selling funciona de forma bastante semelhante à das lojas propriamente ditas. Voltemos ao exemplo lá de cima: a partir do momento em que seu consumidor escolheu aquela calça, o sistema que você utiliza deveria apresentar uma série de produtos complementares, como cintos, meias, cuecas, e mesmo sapatos ou camisas que combinassem.

Amazon é um exemplo excepcional de como as técnicas de cross selling funcionam no ambiente virtual. Por exemplo: se você realiza uma compra pela primeira vez no site – digamos, um livro, o sistema lhe indica que clientes que compraram o mesmo item também se interessaram por outros títulos “x” e “y”.

E se você já realiza compras na Amazon há um certo tempo, deve ter percebido que a oferta de produtos complementares ou similares realizada de acordo com o seu gosto é incrivelmente certeira. Tudo isso corresponde a uma sofisticada estratégia de cross selling – executada por meio de uma tecnologia formidável, claro.

Qual a diferença entre cross selling e up selling?

O up selling é uma estratégia por meio da qual se busca incrementar a versão final de um produto ou serviço que um consumidor pretende adquirir – enquanto o cross selling oferece, como vimos, produtos ou serviços complementares.

Geralmente, o up selling é proposto antes da realização da compra, enquanto o cross selling ocorre depois. No up selling, mediante um acréscimo no valor do produto ou serviço, o cliente adquire ou uma quantidade maior destes itens, ou uma versão melhor deles.

A imagem abaixo, relacionada às redes de fast food, ilustra bem a diferença entre cross e up selling:

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Imagem original aqui

Alguma dica para implementar o cross selling?

Sem dúvida. Este artigo do Portal Gestão traz uma série de sugestões úteis sobre cross selling. Embora todas se relacionem à prática no ambiente físico, acreditamos que vale a pena você conhecê-las:

  • Venda primeiro, ofereça depois: jamais tente realizar o cross selling antes que a primeira encomenda ou compra tenha sido efetuada. Se você tentar vender produtos/serviços adicionais cedo demais, pode colocar em perigo a compra inicial e afugentar os consumidores.
  • Respeite a regra dos 25: há uma regra velada no mercado que prega que o valor de qualquer item adicional não deve aumentar o valor da compra em mais de 25%.
  • Observe se há lucro: os itens complementares oferecidos devem proporcionar lucro suficiente para, pelo menos, cobrir o custo do tempo adicional que você gastou ao vendê-los. Isto deve ser calculado para um período de tempo mais longo.
  • Não empurre produtos indesejados: resista sempre à tentação de utilizar o cross selling como forma de se livrar do estoque de produtos que não têm mais serventia. Os clientes podem perceber, e isso seria péssimo para os negócios.
  • Relacione sempre: procure limitar os itens acrescentados àqueles que realmente se relacionem com a compra inicial. Se o cliente está adquirindo um casaco, por exemplo, não faz sentido nenhum sugerir um produto para o jardim.
  • Planeje, planeje e planeje de novo: o ideal é que você decida, antecipadamente, quais serão os itens adicionais que podem se relacionar a cada produto.
  • Instrua com cuidado seus vendedores: no momento de implementar o cross selling, certifique-se de que os vendedores compreendem exatamente os produtos/serviços que devem ser oferecidos. Procure testar a intuição deles, que é um fator muito importante neste momento.
  • Teste com o melhor e depois leve aos restantes: primeiro teste as técnicas de cross selling com os seus melhores vendedores, para depois replicá-las aos demais.

Estas são algumas sugestões que podem contribuir para a boa implementação do cross selling em seu negócio.

O importante é lembrar que, embora se trate de uma estratégia capaz de dar grandes frutos, sempre há riscos envolvidos

Caso role uma forçada de barra, por exemplo, a experiência de um cliente poderá ser muito negativa. Por isso, você deve utilizar essa técnica com sabedoria e cuidado, sempre atento às necessidades reais de seus consumidores.

Boas vendas!

Fonte: Portal Endeavor

12 set 2015

AFINAL, O QUE A GERAÇÃO Y QUER?

No Comments Carreira, Comportamento, Economia, Empreendedorismo, Gestão de Pessoas, Liderança, Mercado, Relacionamento Interpessoal, Relações de Trabalho

Beirando os 30 anos, a Geração Y está com tudo. Conheça um pouco mais sobre o perfil dessa importante força de trabalho. 

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A Geração Y, desde que a nomenclatura foi criada, vem dando o que falar. Para quem não sabe exatamente, é o nome dado às pessoas nascidas entre os anos 80 e 90. Uma geração que já beira os 30 anos e já está com presença sólida no mercado de trabalho. Mas você já parou para pensar como eles se comportam no mundo dos negócios? Quais seus objetivos? Como reter e engajar esses talentos?

Diferente da Geração Z – aqueles nascidos a partir de meados dos anos 90, a Geração Y cresceu em meio as transformações que a internet causou no mundo. De uma infância sem acesso à rede para uma adolescência e começo da vida adulta impactada radicalmente pelas transformações que a sociedade viveu a partir dos anos 2000.

A GRANDE MARCA REGISTRADA DA GERAÇÃO Y TALVEZ SEJA O EMPREENDEDORISMO.

E talvez você mesmo seja um empreendedor dessa geração. Estamos falando de jovens com segurança para arriscar (o que é mais do que fundamental para quem quer empreender), de pessoas que deixaram de lado as carreiras tradicionais para criar seus próprios empregos e que buscam uma vida mais livre, com equilíbrio entre desenvolvimento pessoal e profissional, propósito em suas atividades e ter conquistas que estão muito além do dinheiro.

Afinal, o que a Geração Y quer?

Talvez você, empreendedor, deve ter se identificado com a descrição acima. Então, também deve estar vivendo na pele outro lado da moeda: como é ter um funcionário com “cabeça Y”? O que é preciso para reter e engajar esse funcionário? Quais suas motivações? Por que esse jovem talento optaria pela sua startup e não por qualquer outra?

Mais uma vez, estamos falando de uma força de trabalho que não busca apenas remuneração financeira. Eles querem ser reconhecidos, precisam se sentir livres e empoderados para tomar decisões, e buscam ambientes de trabalho onde possam confiar em seus colegas, crescer junto com a empresa e causar impacto genuíno.

Esta matéria da Exame apresenta um levantamento da consultoria Universum, realizado com jovens de sete áreas de estudo: administração de empresas, engenharia, tecnologia da informação, direito, saúde e medicina, ciências naturais, humanidades e educação, sobre o que eles buscam em suas carreiras. Foi possível perceber uma importante tendência: a busca por uma divisão equilibrada entre a vida pessoal e a carreira. Já a estabilidade no emprego é um objetivo que vem ganhando mais importância nos últimos dois anos. “O aumento da instabilidade econômica faz subir a preocupação com a segurança no emprego”, diz André Siqueira, gerente de operação da Universum no Brasil.

O site Knoll, especialista em estudar a relação de pessoas e seus ambientes de trabalho, separou uma lista com alguns dos valores da geração Y. Se liga:

  • Meritocracia: Essa geração acredita que alguém que tenha talento e trabalhe bem deve ser bem sucedida;
  • Camaradagem: O sucesso obtido em grupo é melhor do que obtido individualmente.
  • Fazer diferente: A geração Y não acredita em fazer algo só porque é o jeito como sempre foi feito. Preferem procurar uma maneira nova e melhor de executar uma tarefa.
  • Independência: Funcionários com cargos diferentes e tarefas diferentes devem ser tratados individualmente, não como uma coisa. Ou seja, quem faz a limpeza, não precisa chegar no mesmo horário de quem cuida da direção de arte, e por assim em diante.

A geração Y não está preparada para frustrações

Como nem tudo é perfeito, essa super força de trabalho, esse jovem criativo, inovador, fazedor e cheio de gás também não chega perfeito e pronto ao mercado de trabalho. Mas quem chega? De acordo com Sidnei Oliveira, especialista consultado pela Época Negócios, o jovem da Geração Y não sabe lidar com frustrações. “Nesses últimos 20 ou 30 anos, nós não preparamos o jovem para lidar com as perdas. De alguma maneira, a sociedade e a família mudaram o seu discurso e sua forma de lidar com os filhos, protegendo eles de frustrações o máximo que era possível. Ou dividindo essa carga, em uma espécie de companheirismo”.

Para o especialista, essa proteção fez com que os jovens se tornassem mais frágeis para o mercado de trabalho. “Ele entra nesse mundo qualificado em termos acadêmicos. Mas, não tem muita “casca”, cicatriz, que dê força para suportar a realidade da consequência. Mais do que isso, o jovem espera que o mundo corporativo trabalhe a favor dele. Ou que os gestores ajam como os pais, dividindo a responsabilidade, protegendo e dando benefícios antes das consequências. Só que a vida reaI funciona diferente”

Como lidar com o choque de gerações dentro de equipes?

Essa pergunta preocupa muitos empreendedores. Como compatibilizar aquela liderança de outra geração, que já sabe tudo sobre a empresa e o mercado; com esse jovem cheio de gás, energia para transformar, que não tem medo de dar sua opinião ou questionar lógicas pré-estabelecidas?

A revista Exame traz um breve depoimento da diretora da People+Strategy, Célia Foja, sobre como motivar um time Geração Y. Para ela, o encontro de gerações precisa ser pensado como uma oportunidade de crescimento e aprendizado entre todas as partes. Ela vai além e fala da importância da retroalimentação. “É uma geração que busca feedbacks. Aproveite essa oportunidade. Sente e discuta. Dê a ele os horizontes, a dimensão daquilo que ele faz bem e daquilo que ele precisa melhorar”

O que eles esperam de seus líderes? A resposta é: mais do que líderes, que eles sejam mentores

A matéria da revista Época Negócios mencionada anteriormente traz uma entrevista com Sidnei Oliveira, que é especialista em gerações e autor do livro Geração Y: o nascimento de uma nova versão de líderes (Editora Integrare). Sobre a importante questão: o que os jovens  geração Y esperam de seus líderes?”. ele afirma: “O jovem declara esperar uma coisa, mas eu acho que ele espera outras. Ele declara que espera do líder: compreensão, paciência, desafios, delegação e confiança. Mas, ele está esperando que o gestor passe uma procuração, para daí ele entrar no jogo e protagonizar. E isso é o que ele declara e o que mais a gente vê nas pesquisas. Olhando bem o jovem e tentando entender o que está por trás dessa declaração eu percebo que o que ele realmente espera dos líderes é uma condição de referência que ele não tem encontrado. Os líderes, no geral, estão muito ocupados executando as tarefas, controlando as equipes e eles não têm se preocupado em ser referências para os jovens. O que os jovens mais precisam nesse momento é de referência, de mentores. Hoje, a geração Y tem muita dificuldade de olhar para alguém mais velho e enxergá-lo como alguém de referência, como um mentor que de alguma maneira possa inspirá-lo a tomar uma decisão ou caminhar em uma direção. Não é aconselhar, é inspirar. É diferente de dar um conselho, ou um palpite”.

Outros dados que valem a pena serem analisados é uma pesquisa feita pelo Intelligence Group sobre o comportamento da Geração Y:

  • 64% deles dizem que querem um trabalho que ajude a fazer um mundo melhor;
  • 72% querem ser seus próprios chefes, mas se não conseguirem, querem um patrão que assuma a função de treinador ou mentor;
  • 88% preferem uma cultura de trabalho colaborativo ao invés de um ambiente competitivo;
  • 74% querem horários de trabalhos flexíveis;
  • 88% querem um melhor equilíbrio entre a vida e o trabalho.

Estamos falando de profissionais que querem focar no plano a longo prazo e não só no pagamento no fim do mês; de uma empresa que reconheça seus talentos e seu respectivo trabalho duro. Para eles, chega daquela simples divisão de cargos em funcionário, gerente e diretor. Já existem muitas camadas aí no meio e um bom trabalho deve ser reconhecido. Independente de crise ou não crise.

O grande segredo para reter um jovem talento geração Y é diálogo aberto.

Esse jovem quer fazer, quer transformar e realizar, cabe aos seus líderes, mentores e gestores criarem o campo ideal para que ele cresça e faça a empresa crescer junto com ele. Boa sorte!

Fonte: Endeavor 

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