Archive for Marketing

22 mai 2017

COMO VENDER MAIS NA CRISE

No Comments Administração e Gestão, Economia, Empreendedorismo, Marketing, Mercado, Negócios, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Vendas

Em tempos de crise, é preciso repensar as estratégias de vendas para não deixar sua empresa parar. Confira dicas práticas para não deixar de vender mesmo com a economia fraca.

Queda da atividade econômica, inflação elevada, aumento do desemprego, crédito restrito e endividamento recorde. Cada indicador divulgado recentemente traz uma nova notícia desanimadora. Pior para os pequenos empresários. São eles que costumam ser mais sensíveis à retração da economia. Mas não adianta lamentar, o cenário é desafiador para os empreendedores e vai se dar bem aquele que for criativo e souber cortar custos do negócio.

As vendas do comércio varejista, apenas em abril, caíram 3,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foi o maior recuo desde agosto de 2003, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período, as micro e pequenas empresas do Estado registraram queda de 13,6% no faturamento real, de acordo com o Sebrae-SP.

Por isso, na avaliação do professor da Escola de Economia de São Paulo (FGV/EESP), Clemens Nunes, 2015 e 2016 serão anos desafiadores. “Teremos possivelmente uma recuperação muito tímida, não suficiente para uma retomada sustentável do crescimento”, diz.

Isso significa que o empresário vai precisar se debruçar sobre os custos e as despesas. “A ideia é conseguir manter um nível de rentabilidade operacional capaz de levar o negócio a passar incólume por esse período. Se eu e meus concorrentes estivermos na piscina, eu quero ser o mais alto quando a água subir”, afirma Nunes.

Austeridade e criatividade são as duas palavras-chave em momentos de crise, segundo o consultor do Sebrae-SP, Gustavo Carrer. A recomendação é repensar cada real gasto com muito planejamento e buscar eficiência. Com as despesas controladas e pouca verba para investir, o jeito é recorrer a ações diferentes para vender mais. Um exemplo citado pelo consultor é usar o WhatsApp para divulgação do cardápio do dia no restaurante aos profissionais que trabalham na região.

Outra alternativa é dividir custos e buscar parcerias. Foi o que fez o dono da loja de artigos para decoração Formosinha, Marcos Guanha, com o franqueado do Café do Feirante, Cleder Domingues Lopes. A dupla de empresários de Marília pautou sua ação na observação dos consumidores. Segundo eles, os maridos que acompanham as mulheres nas compras costumam ficar irritados com a “tranqüilidade” com que elas realizam suas aquisições.

Por isso, o acompanhante da cliente ganha um “vale-café” para passar o tempo na cafeteria. “É um pequeno gesto que gera satisfação”, diz o proprietário da Formosinha. Ganha a loja de decoração com a consumidora livre para comprar e a cafeteria também lucra com o consumo adicional. “Mesmo que o cliente só consuma o café, ele conhece o local e acaba voltando depois”, conta Cleder Lopes.

Guanha passou, ainda, a oferecer água aromatizada com frutas. “Isso ajudou a cativar o cliente. Tenho um custo de R$ 7 a R$ 10 por semana e uma repercussão que vale a pena.” Guanha conta que começou a pensar em alternativas para baratear a operação no segundo semestre de 2014 “Começou a surgir um pessimismo muito grande na economia e não queria seguir esse caminho”, diz o empresário..

A recomendação do professor de administração da ESPM, Jose Amato Balian, para superar as dificuldades sem grandes investimentos, é fazer o básico bem feito: entregar o produto no prazo e com a qualidade prometida para o consumidor. E o empreendedor deve dar atenção especial para a área comercial do próprio negócio – é preciso avaliar com lupa o desempenho do negócio, o preço cobrado, as embalagens usadas, controlar o nível do estoque e, também, dar atenção especial ao treinamento dos vendedores.

Uma dica é rever o sistema de remuneração: produtos vendidos com mais facilidade podem ter margens menores e os mais difíceis, margens maiores. “É uma situação muito difícil, mas não tem milagre, e, sim, muito trabalho”, analisou.

números:

  • 1,45% é a retração prevista para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, segundo o Boletim Focus, do Banco Central. Para 2016, a mediana das projeções é de um crescimento de 0,7%.
  • 8,47% foi a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em maio, acumulada em 12 meses. Foi o maior índice desde 2003 e a principal pressão veio dos alimentos.
  • 46,3% é o total da renda das famílias que estava comprometida com dívidas em abril – maior índice desde janeiro de 2005. O rendimento médio do trabalhador caiu 2,9% em abril ante abril de 2014.

É hora de olhar custos e as despesas: Empreendedor vai precisar de criatividade e relacionamento para fazer parcerias para, assim, aumentar as vendas sem grandes investimentos no negócio

Finanças: Nas crises, a preocupação com a área financeira é maior. É quando as ineficiências ficam mais evidentes e o empresário precisa cortar custos.

Básico: A empresa, pelo menos, tem que fazer o básico bem feito. Entregar o produto no prazo e na qualidade prometida é fundamental.

Vendas: É hora de rever a distribuição dos revendedores, avaliar desempenho, margens, preços, se os estoques são compatíveis e investir em treinamento.

Criatividade: É preciso ter criatividade para pensar em ações baratas para atrair mais clientes e aumentar as vendas. Vale fazer parcerias para dividir custos.

Negociação: Pode ser uma oportunidade para negociar novos pontos ou compras com fornecedores em melhores condições.

Por Gisele Tamamar
Fonte: Estadão PME

20 abr 2016

PRA QUEM AMA CAFEZINHO

No Comments Administração e Gestão, Competitividade, Economia, Empreendedorismo, Marketing, Mercado, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo

O que um hábito aparentemente simples e tão brasileiro pode ensinar sobre empreender?

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Hábito de milhares de brasileiros, o cafezinho saiu de condição de bebida simples a assumiu ares de requinte, com diferentes máquinas, extrações e lugares para ser degustado. Quiosques estão abertos estrategicamente em shopping centers vendendo centenas deles todos os dias. Mas, por trás do (aparentemente) simples ato de vender uma xícara da bebida existem diversas lições úteis que qualquer empreendedor pode levar para seu negócio.

1 – Alta demanda, alta margem.

Não tenho números reais, mas é bastante provável que mais de metade das pessoas que vão a esses quiosques peçam por uma xícara de café. Com tão alta demanda, é natural que o preço seja elevado. Cobrado entre R$ 3,50 e R$ 5,00 – um valor nominalmente baixo – o cafezinho na verdade tem uma margem bastante alta.

Pensemos: que custos diretos estão envolvidos em sua produção (pensando que o processo produtivo é tão simplesmente o manejo de uma máquina de expresso)? Água, café em grão, açúcar, energia elétrica, impostos. Esses são os custos variáveis. Se não há venda, não há custo. Adicionemos os custos fixos: salários, aluguel da máquina, aluguel do espaço. Com tudo isso, a proposta de valor para o cafezinho é algo como “por R$ 3,50 (a R$ 5,00) você é servido de um cafezinho (uma bebida feita à base de água e grãos de café)”. Convenhamos, o valor é bastante elevado. Com tamanha demanda, nada mais lógico.

2 – baixa demanda, baixa margem.

Uma vez que petiscos não são a maior pedida do público, não é possível aplicar a mesma margem de um cafezinho a uma empadinha, por exemplo. Por algo ao redor de R$ 5,00 é possível comer, portanto, um produto cuja composição de custos é infinitamente mais complexa que a do café. Pensemos: água, farinha, sal, açúcar, frango, azeitonas, energia elétrica, salários, taxas sanitárias, impostos, etc, etc. O mesmo raciocínio vale para os docinhos. Ao final, note: o preço é apenas ligeiramente mais alto que o da xícara de café.

3- PRODUTOS COMPLEMENTARES E VENDA CRUZADA.

Com um café servido e uma vitrine repleta de salgadinhos e doces, os quiosques incitam o consumidor a combinar a bebida com algum petisco. Alguns fazem um trabalho ainda melhor, e ativamente estimulam o consumidor a “acompanhar o café com um salgado ou um doce”. Ou seja, o consumidor chega ao balcão para tomar um simples cafezinho, mas acaba recebendo uma oferta cruzada (ou seja, adicionada ao pedido original) de outro produto que combina com o primeiro.

4 – ANCORAGEM DE PREÇOS.

Se o consumidor atentar aos valores, ele ainda pode sair com a percepção de que o salgado ou o doce foram baratos. Pensemos: se uma xícara de café vale até R$ 5,00, o que dizer de uma empadinha que custa os mesmos R$ 5? Parece barato demais, não é?

conclusão.

Produtos de maior demanda têm margens mais altas e servem como oportunidade para venda de produtos adicionais.

Em uma análise meramente financeira, pareceria um contrassenso ter um produto à base de água e grãos precificado ao mesmo nível que um produto tão mais complexo como uma empadinha ou um quindim (alguns quiosques chegam a ter salgados e doces até mais baratos que uma xícara de espresso).

Como uma visão mais atenta, entretanto, aquilo que parece contraditório revela uma bela estratégia de marketing.

Max Guimer S. Toledo tem MBA em Marketing pela USP, pós graduado pela FGV e graduado em Economia pelo Mackenzie. 

14 set 2015

CROSS SELLING: VOCÊ SABE O QUE É ISSO?

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O cross selling é uma estratégia de vendas que, se bem implementada, traz grandes resultados. Veja como.

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Caro empreendedor, vamos imaginar a seguinte situação: você tem um negócio de e-commerce de vestuário. Não seria ótimo se, sempre que você fosse vender algo a um cliente – por exemplo, uma calça –, ele acabasse levando outros itens complementares (cinto ou meia) à compra inicial? Tudo bem, não precisaria ser sempre. Mas, não seria incrível se você conseguisse implementar à sua força de vendas, uma estratégia que permitisse essa agregação de produtos com o intuito de satisfazer ainda mais as necessidades e os desejos dos consumidores? Pois é, justamente dessa estratégia – o cross selling – que falaremos agora.

O que é cross selling?

Também chamado de venda cruzada, o cross selling é a prática por meio da qual você oferece a clientes produtos ou serviços complementares àqueles que já foram ou estão sendo adquiridos. A ideia é enriquecer a experiência de compra dos consumidores, propondo a eles itens que tornarão a compra inicial mais completa.

É uma técnica de vendas que serve a empresas de qualquer porte, desde as multinacionais aos negócios de bairro

Além das sugestões dos vendedores, outras práticas são muito comuns: basta você visitar qualquer loja de uma rede varejista e aguardar na fila para ter contato com uma infinidade de “produtos complementares” das mais diversas naturezas. Todos são posicionados de forma estratégica, claro, para se agregarem aos produtos que você escolheu inicialmente.

E o cross selling no e-commerce?

Em lojas virtuais, o cross selling funciona de forma bastante semelhante à das lojas propriamente ditas. Voltemos ao exemplo lá de cima: a partir do momento em que seu consumidor escolheu aquela calça, o sistema que você utiliza deveria apresentar uma série de produtos complementares, como cintos, meias, cuecas, e mesmo sapatos ou camisas que combinassem.

Amazon é um exemplo excepcional de como as técnicas de cross selling funcionam no ambiente virtual. Por exemplo: se você realiza uma compra pela primeira vez no site – digamos, um livro, o sistema lhe indica que clientes que compraram o mesmo item também se interessaram por outros títulos “x” e “y”.

E se você já realiza compras na Amazon há um certo tempo, deve ter percebido que a oferta de produtos complementares ou similares realizada de acordo com o seu gosto é incrivelmente certeira. Tudo isso corresponde a uma sofisticada estratégia de cross selling – executada por meio de uma tecnologia formidável, claro.

Qual a diferença entre cross selling e up selling?

O up selling é uma estratégia por meio da qual se busca incrementar a versão final de um produto ou serviço que um consumidor pretende adquirir – enquanto o cross selling oferece, como vimos, produtos ou serviços complementares.

Geralmente, o up selling é proposto antes da realização da compra, enquanto o cross selling ocorre depois. No up selling, mediante um acréscimo no valor do produto ou serviço, o cliente adquire ou uma quantidade maior destes itens, ou uma versão melhor deles.

A imagem abaixo, relacionada às redes de fast food, ilustra bem a diferença entre cross e up selling:

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Imagem original aqui

Alguma dica para implementar o cross selling?

Sem dúvida. Este artigo do Portal Gestão traz uma série de sugestões úteis sobre cross selling. Embora todas se relacionem à prática no ambiente físico, acreditamos que vale a pena você conhecê-las:

  • Venda primeiro, ofereça depois: jamais tente realizar o cross selling antes que a primeira encomenda ou compra tenha sido efetuada. Se você tentar vender produtos/serviços adicionais cedo demais, pode colocar em perigo a compra inicial e afugentar os consumidores.
  • Respeite a regra dos 25: há uma regra velada no mercado que prega que o valor de qualquer item adicional não deve aumentar o valor da compra em mais de 25%.
  • Observe se há lucro: os itens complementares oferecidos devem proporcionar lucro suficiente para, pelo menos, cobrir o custo do tempo adicional que você gastou ao vendê-los. Isto deve ser calculado para um período de tempo mais longo.
  • Não empurre produtos indesejados: resista sempre à tentação de utilizar o cross selling como forma de se livrar do estoque de produtos que não têm mais serventia. Os clientes podem perceber, e isso seria péssimo para os negócios.
  • Relacione sempre: procure limitar os itens acrescentados àqueles que realmente se relacionem com a compra inicial. Se o cliente está adquirindo um casaco, por exemplo, não faz sentido nenhum sugerir um produto para o jardim.
  • Planeje, planeje e planeje de novo: o ideal é que você decida, antecipadamente, quais serão os itens adicionais que podem se relacionar a cada produto.
  • Instrua com cuidado seus vendedores: no momento de implementar o cross selling, certifique-se de que os vendedores compreendem exatamente os produtos/serviços que devem ser oferecidos. Procure testar a intuição deles, que é um fator muito importante neste momento.
  • Teste com o melhor e depois leve aos restantes: primeiro teste as técnicas de cross selling com os seus melhores vendedores, para depois replicá-las aos demais.

Estas são algumas sugestões que podem contribuir para a boa implementação do cross selling em seu negócio.

O importante é lembrar que, embora se trate de uma estratégia capaz de dar grandes frutos, sempre há riscos envolvidos

Caso role uma forçada de barra, por exemplo, a experiência de um cliente poderá ser muito negativa. Por isso, você deve utilizar essa técnica com sabedoria e cuidado, sempre atento às necessidades reais de seus consumidores.

Boas vendas!

Fonte: Portal Endeavor

03 set 2015

MCWHOPPER: LIÇÕES DE BRANDING PARA SUA EMPRESA

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O Dia da Paz acabou travando um embate entre Burger King e McDonald’s. Há quem defenda um ou outro, mas o que você pode aprender?

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Nesses últimos dias, presenciamos nas redes sociais um fato bastante inusitado e curioso, e que começa a ser tornar cada vez mais frequente no universo das marcas. A rede de fast food Burger King, que recentemente também andou discutindo com a rede de frango KFC, se envolveu em outro embate discursivo. A proposta, em formato de um vídeo, partiu do Burger King em criar um sanduiche híbrido: juntar o Big Mac e Whopper em um só e criar o McWhopper.

A nobre intenção era fazer um dia especial e sem rivalidades, por conta do Peace One Day, que será no 21 de setembro – data deteminada pela ONU para promover o Dia Internacional da Paz. Além do vídeo, o Burger King endereçou uma carta ao McDonald’s e fizeram um site especial. Infelizmente, o McDonald’s não aceitou a proposta do McWhopper e publicou um texto de recusa, orginalmente em inglês, mas que logo foi compartilhado pela marca no Brasil.

Vamos aos fatos:

No texto, o McDonald’s tentou propor uma ação mais ampla em conjunto, falando que a paz por uma guerra de hambúrgueres não seria equivalente à proposta de paz vinda da ONU. E para agravar ainda mais, o McDonald’s provocou a concorrência nas entrelinhas dizendo que um simples telefonema seria o bastante para essa questão ser debatida, dando a entender que não aprovou a exposição protagonizada pelo Burger King.

Por fim, a página da marca genuinamente brasileira Giraffas percebeu uma deixa em todo esse caso e publicou que aceitaria a proposta do Burger King. Ainda por cima, sugeriu dois nomes para o sanduíche: BK Brutus e GiraWhopper.

O assunto meio que parou por aí, mas as repercussões explodiram nas redes sociais. Esse tipo de discussão digital entre marcas não é grande novidade. Vimos algo similar tempos atrás quando marcas de banco como Itaú, Bradesco e Santander disputaram a atenção de um consumidor no Facebook por meio de uma espécie de um jogo de palavras e rimas.

E se…?

O Burger King tem adotado com certa frequência posturas como essa, de provocar outras marcas pela via do humor, mas isso não nos leva a crer que tenha agido de má fé nesse episódio. Muito pelo contrário. O BK quis testar novos formatos discursivos da marca e quis apenas provocar e cutucar um pouco o McDonald’s, mas certamente já imaginando que eles não fossem entrar no jogo, que foi exatamente o que aconteceu.

ENTRAR EM UM JOGO DE PROVOCAÇÕES COMO ESSE PODE FERIR O COMPORTAMENTO PADRÃO DE UMA MARCA, VIS-À-VIS OUTRAS VÁRIAS PRESSÕES, CRÍTICAS E PROVOCAÇÕES.

O silêncio ou a resposta discreta, como foi o caso, pode fazer parte de uma estratégia da marca.

O que poderia acontecer se McDonald’s tivesse aceitado é muito difícil imaginar, pois isso iria “remixar” a proposta de valor do Big Mac, o principal hambúrguer da rede. E atenção aqui, ele é mais que um mero sanduiche: é símbolo de uma cultura norte-americana, é um lanche que simboliza índices econômicos pelo mundo. Preferiram deixar a marca Big Mac devidamente blindada.

Uma conversa entre gigantes

Podemos analisar toda essa situação sob diversos prismas. Primeiro que, ao mesmo tempo que vemos uma tendência clara de pessoas se tornarem marcas hoje em dia, vemos também marcas se comportando da mesma forma que pessoas. E por meio de astutas estratégias discursivas, evidenciamos hoje essa clara tendência de marcas se humanizando, agindo como se ela fosse realmente uma pessoa.

A própria Coca-Cola protagoniza ainda hoje uma ação muito bem feita, onde coloca nomes de pessoas nas suas latinhas. Outros negócios lucrativos, como Magazine Luiza, Bombril ou Sadia, se corporificam na figura de uma mascote para aproximar a marca ainda mais das pessoas. Burger King, McDonald’s e Giraffas, em todo esse debate, podiam ser vistas como verdadeiras pessoas em discussão, e não grandes corporações multinacionais, movidas a resultados, o que elas são, de fato.

Outro ponto de análise bastante pertinente que nos cabe refletir nesse momento é: esse tipo de estratégia de humanização, que Burger King e tantas outras utilizam, constrói relevância de marca? O quanto que uma postura arrojada dessa, ainda que muito inovadora, está alinhada com o posicionamento e demais pontos de contato da marca? Protagonizar cases bem humorados e polêmicos que viralizam constroem marca, e ajudam a reforçar um posicionamento? São questões candentes e que nos exigem reflexões.

SEJA QUAL FOR O TAMANHO DA EMPRESA, FAZER UM TRABALHO DE BRANDING É CONSTRUIR UM POSICIONAMENTO DE MARCA RELEVANTE NA VIDA DAS PESSOAS.

E não se trata de uma tarefa simples. Tudo isso deve ser feito de forma muito cuidadosa, responsável e, sobretudo, muito consistente e alinhando sempre todos os pontos de contato.

Moral da história

Sob a ótica de inovação, pensar coisas novas e ter coragem para executar novas formas discursivas de conectar marcas às pessoas, Burger King e McDonald’s merecem nota dez. Mas sob a ótica de construção consistente de relevância de marca na vida das pessoas, tenho minhas dúvidas.

Vivemos num mundo de excesso de marcas, saturação de mensagens publicitárias, nossas fraquezas cada vez mais expostas e um desafio cada vez maior de se chegar a diferenciais competitivos. Se não tivermos muita consistência em todos os pontos de contato, corremos o risco de não construir um posicionamento efetivo. Se adotarmos uma postura de marca no balcão da loja, outra postura na propaganda, outra junto a fornecedores, uma outra linguagem no Facebook, outro tom de marca no 0800 da empresa, corremos sério risco de sermos inconsistentes e pouco percebidos na vida dos consumidores. E infelizmente é isso que vemos na realidade de muitas dessas marcas hoje em dia.

Construção de relevância de marca é um desafio atípico, exige preparo e capacitação. Construir marca, hoje, é tocar a vida das pessoas – de forma criativa, com excelência na execução e harmonizando o nosso propósito em todos os pontos de contato. As pessoas virando marcas e as marcas virando pessoas. É complexo, é estranho, mas é o que evidenciamos hoje.

Ser relevante e dar uma razão para os consumidores nos desejarem é a melhor saída para ser diferente e construir marca de forma sólida, memorável e consistente. O Burger King tentou, o McDonald’s fincou os pés no chão e o Giraffas pegou carona. Os próximos capítulos dessa história, nós acompanhamos até dia 21 de setembro.

 

Créditos de imagem: Divulgação/Burger King
Fonte: Marcos Hiller – Portal Endeavor

 

31 ago 2015

MARKETING OFFLINE PARA STARTUPS

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Planejar e executar uma estratégia de marketing impecável é uma missão crítica, inclusive para quem vive no mundo digital.

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Ao dimensionar uma startup, normalmente os empreendedores direcionam tanto seu foco em conseguir novos clientes através de canais como marketing de busca, mídia social, exibição de publicidade, que bancar o advogado de uma estratégia de marketing offline pode parecer irrelevante ou antiquado.

Depois de alguns anos trabalhando no setor, ouso afirmar: "Não cometa o erro de muitos empreendedores e comerciantes de deixar a estratégia de offline fora de seu planejamento de marketing". Isso não apenas é mais relevante do que nunca, mas pode ser o complemento perfeito para sua estratégia online.

Leia a seguir 5 dicas elaboradas por Dena Enos que foram empregadas por algumas startups muito conhecidas e que são dignas de nota 10 e que devem ser levadas em consideração por quem está chegando agora.

1. OCUPE SEU ESPAÇO GEOGRÁFICO.

Muitas startups optam por se concentrar em cidades específicas como parte de sua estratégia de lançamento. Para fazer esse plano de publicidade funcionar, você precisa tornar sua marca e logotipo visíveis nesse espaço geográfico. Ocupar essas áreas com panfletos, cartões postais e folhetos descrevendo seus produtos e serviços ou então dando detalhes de uma oferta especial por tempo limitado é importante no esforço de aquisição de clientes.

Não se esqueça de incluir seu logotipo, informação de contato e endereço do negócio em uma posição que seja fácil de ser localizada em todos os materiais de marketing. Quando você saturar seu espaço geográfico com sua mensagem, provavelmente será mais notado, discutido e comentado!

2. TRANFORME SEUS CLIENTES EM ADVOGADOS DA MARCA.

Você já tem clientes satisfeitos? Maravilhoso! Transforme-os em parte não oficial de sua equipe. A cada transação, inclua adesivos personalizados com seu logotipo, endereço do site e slogan em lugar de destaque. Os clientes podem colocá-los em seus laptops, carros, cadernos, bicicletas etc. As etiquetas são extremamente versáteis também, uma vez que podem ser usadas nas embalagens e para endereçamento. Você também pode utilizá-las para fechar uma caixa contendo uma compra. Marcas amadas como Apple, Toms e Skechers têm empregado essa estratégia por anos e incluem uma grande etiqueta com seu logo em todo o produto que vendem. A cada vez que seu logotipo é visto, novos e potenciais clientes estão sendo engajados.

3. GANHE NA PRIMEIRA VEZ.

Associe-se com outros negócios. Use o formato do cartão de visita para criar uma estratégia de atração (ainda mais fácil que um cartaz na recepção) capaz de trazer novos clientes. Usuários de seus serviços, nos escritórios deles, podem incluir o logo de sua empresa, o endereço do site e uma breve explicação dos serviços nas costas de seus cartões de visita. Você pode reforçar sua marca e incluir uma oferta para novos clientes. É uma ótima maneira de introduzir um publico cativo para novos produtos e serviços altamente relevantes.

Dica bônus: se você incluir um código de cupom para resgatar a oferta, poderá facilmente saber quais locais deram mais resultado nessa estratégia de marketing offline.

4. TORNE SUA MARCA (E VALORES) VISÍVEIS.

Eu me lembro de um dia comum de trabalho em dezembro quando recebi uma pequena caixa de presente de uma startup local. Eu era uma cliente satisfeita há seis meses e fiquei emocionada ao ganhar um pequeno caderno de anotações com o logotipo da startup e uma caneta combinando. Desde então tenho usado esses acessórios em minha mesa. Eles servem como lembretes de que eu sou uma cliente valiosa e mantenho a marca dessa startup em minha mente.

Faça seu pequeno gesto de gratidão com seus principais clientes. Relembre-os de que você não estaria crescendo sem o apoio deles com uma camiseta, um caderno de anotações, uma caneta ou um boné bordado. Seu consumidor feliz ficará ainda mais satisfeito ao receber o presente e se sentir uma parte inicial do seu sucesso. Amplie o impacto ainda mais coordenando os esforços com uma campanha por e-mail.

5. IDENTIFIQUE ONDE SEU PRODUTO CAUSOU IMPACTO.

Adesivos de janela se tornaram ainda mais comuns graças a empresas como TripAdvisor, Yelp, Visa e Mastercard, por exemplo. Você não se sente melhor quando entra em um restaurante sabendo que ele foi bem avaliado em Trip Advisor? Eu certamente sim. E essa mesma lógica pode ser aplicada em outras categorias, especialmente na área do B2B. Eu já vi adesivos de janelas para pequenos negócios de automatização e não importa se eles orgulhosamente aceitam ou não American Express.

Pense na sua base atual de clientes. Se você oferecer um desconto, eles, de bom grado, poderão promover seus produtos e serviços com outros potenciais clientes. Existem muitas outras maneiras de marketing offline que podem ajudar a impulsionar sua startup.

Qual a melhor parte dessas estratégias em potencial? Sinceramente, não sei! Mas, você pode testar e aprender rapidamente a partir de todas elas.

feliz escalada! 

 

Dena Enos é Vice-presidente de Marketing da LogoMix, uma plataforma self service para pequenas empresas que oferece serviços de marketing e desenvolvimento da marca que permite a criação de cartão de visita profissional em minutos. Conta com mais de dez anos de experiência como líder sênior desde startups até em empresas de capital aberto.   

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