Archive for Pequena Empresa

14 set 2015

COMEÇA HOJE: SEMANA DO COMÉRCIO VAREJISTA

No Comments Administração e Gestão, Dados sobre Empreendedorismo, Economia, Empreendedorismo, Evento, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Pequena Empresa, SEBRAE, Vendas

Ação envolvendo os 33 escritórios do SEBRAE-SP no Estado oferece dicas para inovar, motivar equipes e melhorar controles financeiros no varejo.

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O comércio paulista enfrenta grandes desafios diante da queda do nível de emprego e renda, aumento da inflação e alta dos juros, que derrubaram o faturamento dos pequenos negócios do setor em 12,2% no primeiro semestre e esfriaram o ânimo dos comerciantes em investir e contratar. Para enfrentar este cenário, de 14 a 18 de setembro o Sebrae-SP promove a Semana do Comércio Varejista – uma grande ação de orientação em todo o Estado, envolvendo 37 produtos Sebrae para melhorar gestão e vendas, sendo sete soluções destinadas à inovação do segmento.

O objetivo da ação é levar de forma massiva aos clientes da instituição e também aqueles que ainda não conhecem seus serviços, soluções para os seus negócios em temas pertinentes ao comércio varejista como vendas, motivação de equipes, controles financeiros, vitrinismo, tendências de moda, entre outros. A expectativa é que 3,6 mil pessoas sejam atendidas no período, em oficinas, palestras, consultorias individuais e coletivas, boa parte delas, gratuitas.

No Estado de São Paulo existem mais de 870 mil micro e pequenas empresas do comércio, o que representa 39% do universo total de MPEs. Por segmento de atividade, destacam-se varejo do vestuário (10,6%), varejo de materiais de construção (6,9%), comércio de autopeças (5,9%), minimercados e mercearias (4,8%), manutenção e reparação de veículos (3,7%), padarias e varejo de laticínios e doces (3,0%).

Não seria exagero afirmar que o pequeno varejo é fundamental para geração de emprego e renda, e sofre com o desaquecimento da economia e das vendas no mercado doméstico. A Semana será uma experiência piloto, concentrando atividades voltadas especificamente ao apoio a esse segmento no estado de São Paulo.

Os interessados podem se inscrever desde já pelo 0800 570 0800, e terão ainda oportunidade de participar de cursos do programa Sebrae Inova que, em parceria com entidades como Senai e Senac, permitem maior aprofundamento em temas como Vitrinismo, Visual Merchandising, Técnicas de Exposição de Produtos, Planejamento de Produtos de Moda e Desenvolvimento de Coleção de Moda, entre outros.

Uma grade com diversos cursos online também estará disponível,  nas áreas de marketing, empreendedorismo, finanças, administração e recursos humanos. Mais informações podem ser obtidas diretamente nos escritórios do Sebrae-SP ou você pode clicar aqui: http://migre.me/rwTbl

Queda nas vendas

A pesquisa Indicadores do Sebrae-SP revela que as micro e pequenas empresas paulistas amargaram fortes perdas no primeiro semestre deste ano. O faturamento real (já descontada a inflação) recuou 11,9% frente a igual período de 2014, resultado pior do que o registrado no acumulado de janeiro a junho de 2009 (-10%), quando a economia sofria consequências da crise financeira internacional. A queda atingiu todos os setores: serviços recuaram 13%; indústria, – 8,6%, e o comércio, -12,2% frente a igual período de 2014.

Apesar do quadro de queda nas vendas, conforme pesquisa do Sebrae-SP, realizada em julho, 57% dos proprietários de micro e pequenas empresas esperam manter o faturamento da empresa nos próximos seis meses. Não é a toa que empreendedor é um mesmo um ser humano persistente, né?!?  

07 set 2015

PRECISAMOS ELIMINAR O MEDO

No Comments Abertura de Empresa, Ambiente Legal, Dados sobre Empreendedorismo, Economia, Empreendedorismo, Legalização de Empresa, MEI - Empreendedor Individual, Mercado, Pequena Empresa, Simples, Sociedade e Política

Em conversa exclusiva com a Endeavor, Guilherme Afif mostra sua visão sobre empreendedorismo e sobre as políticas públicas de incentivo ao crescimento das empresas.

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Oferecer melhores condições de desenvolvimento às empresas que têm mantido o crescimento positivo do emprego nos últimos anos é fundamental. Elas precisam crescer sem medo – e é nisso que acredita o Ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif. Não é por menos: no Brasil, menos de 1% das empresas conseguem crescer mais do que 20% ao ano, e são responsáveis por gerar mais de 60% dos novos postos de trabalho. Destas, 90% são pequenas e médias empresas.

Mesmo para elas, no entanto, o desafio ainda é imenso, embora o governo tenha dado passos importantes na criação de política públicas que incentivem um ambiente de negócios mais favorável no país. O Simples Nacional, por exemplo, já mostra resultados expressivos. Mas quais devem ser os próximos passos? Perguntamos a opinião de Afif nesta conversa exclusiva com a Endeavor.

Endeavor: Ministro, qual a sua visão sobre o empreendedorismo no Brasil? Quais são nossos maiores desafios para multiplicar o número e o impacto dos nossos empreendedores?

Guilherme Afif: No Brasil, o empreendedorismo assumiu uma importância enorme para a sociedade. O número de pessoas que pretendem empreender é o dobro daquelas que preferem ser empregados.

TRÊS EM CADA DEZ BRASILEIROS ADULTOS POSSUEM UMA EMPRESA OU ESTÃO ABRINDO UMA.

Isso tudo levou o país ao topo do ranking do empreendedorismo e aumentou muito a responsabilidade de aprimorar as políticas públicas de apoio e incentivo.

Esse panorama positivo possui relação direta com um ambiente de negócios mais adequado ao pequeno negócio, construído ao longo das últimas décadas, a partir da visão de que ele deve ter ônus burocrático e tributário menor: é o tratamento diferenciado e favorecido que está na Constituição e que foi concretizado por inúmeros instrumentos importantes no dia a dia da micro e pequena empresa, especialmente o Simples Nacional.

Hoje, são mais de 10 milhões de empresas no Simples Nacional e os pequenos negócios são responsáveis pela criação da maioria dos empregos brasileiros nos últimos anos. Sem contar que já respondem por 27% do PIB.

O desafio que se coloca é aprimorar ainda mais esse conjunto de políticas públicas que está na Lei Geral das MPEs, focando em instrumentos importantes que vêm sendo pouco explorados, como é o caso do acesso ao crédito, que precisa avançar.

Em julho, você esteve na Câmara dos Deputados para debater o projeto Crescer sem Medo. Você pode falar um pouco mais sobre ele?

O projeto busca eliminar o medo dos pequenos negócios de crescer. A proposta é criar rampas suaves para o aumento da tributação no Simples Nacional. Busca, ainda, a redução do número de tabelas e faixas, com a eliminação dos degraus nas mudanças de faixa, que caem das atuais 20 para 7. O projeto prevê também a criação de regime de transição para empresas com faturamento anual até R$ 7,2 milhões nos setores de comércio e serviços, e até R$ 14,4 milhões na indústria, visando a diminuir o abismo tributário para os pequenos negócios que deixam o Simples.

De acordo com o IBPT, 63% das empresas deixam de pagar seus impostos após 1 ano de seu desenquadramento do Simples Nacional. Como podemos permitir um “pouso suave” dos empreendedores que saem do Simples?

O estudo da Fundação Getúlio Vargas que fundamentou a elaboração do Projeto Crescer Sem Medo deixou clara essa realidade. As empresas do comércio que saem do Simples têm 54% de aumento na carga tributária. Na indústria esse aumento é de 40% e, no setor de serviços, de 35%. O efeito desse aumento cavalar nas cargas tributária e burocrática –  muito maior fora do Simples, que tenho chamado de “morte súbita” – é afastado pelo projeto, com a criação de faixas de saída com carga tributária de transição para o regime do Lucro Presumido. Substituímos degraus dentro do Simples e a muralha na saída dele por uma rampa suave de crescimento da tributação.

Aumentar o teto do Simples não é apenas uma forma de adiar o problema que os empreendedores poderão viver? Não seria melhor propor uma reforma tributária completa?

É um equívoco concluir que o projeto cuida de aumentar o teto do Simples. Ele fundamentalmente cria um regime de transição que aproxima a carga tributária da faixa final desse regime do patamar do regime do Lucro Presumido. Ou seja, não adia o problema e não mantém a morte súbita da empresa ao sair do Simples. Cria alternativa que assegura crescimento da carga compatível com o aumento da receita e incentiva a empresa a crescer, a não ter medo de quebrar. É a reforma tributária para os pequenos.

Menos de 1% das empresas brasileiras consegue crescer acima de 20% ao ano por 3 anos seguidos, mas são responsáveis pela criação de mais de 60% dos novos empregos, de acordo com o IBGE. Mais da metade dessas “scale ups” são pequenas empresas, com até 50 funcionários. O que mais pode ser feito pelo governo para facilitar a vida dos empreendedores que estão entregando resultado e gerando valor para o país?

O universo das MPEs é formado, predominantemente, pelos muito pequenos, muitíssimos pequenos. No Simples, por exemplo, 62% das empresas possuem receita de até R$ 180 mil anuais e 84,7% têm receita de até R$ 540 mil anuais. Para essa esmagadora maioria, o custo burocrático do sistema tributário é muitas vezes tão ou mais nefasto do que o próprio custo tributário, o que explica o sucesso do Simples Nacional e a necessidade de sua expansão.

Apesar disso, as empresas de elevado impacto também merecem atenção do projeto Crescer Sem Medo pela sua importância. Há proposta para remover barreiras para investimentos, por meio da dispensa da necessidade de utilização de sociedade por ações e garantia de permanência no Simples Nacional. Esse debate está aberto no Congresso Nacional e é importante contar com a participação da sociedade para avançar no apoio a esses empreendimentos.

No projeto também está prevista a criação da Empresa Simples de Crédito (ESC). Um dos grandes fatores de concentração de renda no Brasil é o sistema de crédito, pois capta de todos para emprestar apenas para alguns. A ESC poderá realizar operações de empréstimo, financiamento e desconto de títulos de crédito somente para pessoas jurídicas no âmbito local e não poderá captar recursos. Esse mecanismo pretende multiplicar a oferta e facilitar o acesso ao crédito para os pequenos negócios, podendo significar apoio significativo para os empreendimentos inovadores.

Num momento de aumento de impostos e aperto nas contas públicas, é possível acreditar que o Crescer Sem Medo é uma prioridade para o Governo como um todo? E para o Congresso?

Tenho dito frequentemente que o óbvio cria facilmente o consenso. É claro que o ajuste também se faz pelo lado do desenvolvimento econômico. Dotar a esmagadora maioria das empresas – as que têm mantido o crescimento positivo do emprego nos últimos anos e, ao mesmo tempo, são a mais importante alternativa ao emprego – de melhores condições de desenvolvimento, de crescer sem medo, é fundamental. Isso foi plenamente incorporado pela Câmara dos Deputados, que aprovou por unanimidade o relatório da comissão especial sobre o projeto no último dia 1º de julho. Tenho certeza de que não será diferente no plenário da Câmara e no Senado. A Frente Parlamentar da MPE é uma das maiores e mais ativas do Congresso e tem o projeto como pauta prioritária. É necessário, todavia, manter forte a mobilização da sociedade perante os parlamentares para aprovação do projeto.

Você já foi empreendedor e ainda convive com muitos empreendedores em seus círculos pessoais. Agora é o Ministro responsável por melhorar o dia-a-dia de mais de 90% dos donos de empresas do Brasil. Qual é o legado que você quer deixar?

Há 31 anos foi aprovado o primeiro Estatuto da Microempresa e, há 19 anos, a primeira Lei do Simples. Para chegar ao estatuto, meu trabalho começou em 1979 e foi concluído após os dois primeiros congressos nacionais das MPEs – o último foi dentro do Congresso Nacional. A primeira Lei do Simples, que resultou da inclusão do art. 179, de minha autoria, na Constituição, assegurando tratamento diferenciado e favorecido às MPEs, foi objeto de intensa articulação junto aos Poderes da República e de grande campanha institucional do SEBRAE na mídia pela facilitação da vida do pequeno negócio. Deu tão certo que começou como projeto de lei apresentado no Senado e foi concluída após a apresentação de medida provisória transformada em lei pelo Congresso Nacional.

Após tanto tempo de amadurecimento da política pública de tratamento favorecido e diferenciado para as MPEs, vimos avanços importantes: a inclusão do tema na Constituição (art. 179); a criação do Simples Federal, do Simples Nacional, do MEI e da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República; e uma verdadeira e nova revolução em 2014, com a edição da Lei Complementar 147.

Essa revolução engloba mais de 80 inovações, como a universalização do Simples Nacional, os instrumentos de garantia de tratamento favorecido e diferenciado, a facilitação para obtenção de licenciamento de atividade, a dispensa de certidão negativa de débitos em atos da vida empresarial, a ampliação da fiscalização orientadora, as inovações na recuperação judicial e na falência, entre outras.

Acabar com a discriminação injusta de alguns setores para usufruir do Simples foi uma luta de 18 anos, pois ela já existia na primeira Lei do Simples. Com a universalização, mais de 500 mil empresas foram beneficiadas e mais de 140 atividades puderam, a partir de 2015, optar pelo regime simplificado.

A IMPORTÂNCIA DESSE PASSO É GIGANTESCA PARA AUMENTAR O POTENCIAL DE GERAÇÃO DE TRABALHO E RENDA NA SOCIEDADE E INCENTIVAR O EMPREENDEDORISMO E A FORMALIZAÇÃO DOS NEGÓCIOS.

O sucesso dessa experiência importante com o Simples permitiu a sua transposição para outros campos de ação, marcando o início do Programa Bem Mais Simples Brasil, que está sendo desenvolvido com projetos importantes para a sociedade.

Há legados importantes que serão deixados. É o caso da implantação nacional do processo integrado de abertura, alteração e baixa de empresas, que reduzirá drasticamente as dificuldades para a formalização de negócios.

Em que pesem essas e outras ações, eu gostaria de ser lembrado como o ministro que colocou os pequenos negócios na agenda nacional, vinculando efetivamente todos os poderes e governos, a fim de pensarem primeiro nas pequenas empresas ao criarem novas obrigações e ao atuarem para o desenvolvimento econômico local e nacional, respeitando a necessidade do devido tratamento diferenciado e favorecido. É um caminho que ainda está sendo trilhado, mas com passos evolutivos firmes e fortes de concretização.

Por último, queríamos que você completasse a seguinte frase: “Empreender é…”

Empreender é assumir riscos. Além do empreendedor econômico, há também os empreendedores sociais e cívicos. Todos têm um traço comum: a coragem de assumir riscos. Sem essa coragem não há empreendedor.

*Foto: Renata Castello Branco
Fonte: Endeavor 

10 ago 2015

COMPRE DO PEQUENO

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Movimento estimula a população a concentrar o consumo no dia 5 de outubro em micro e pequenas empresas para fortalecer a economia

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Em uma iniciativa inédita, foi lançado em todo o país um movimento para estimular a sociedade a consumir produtos e serviços fornecidos por micro e pequenas empresas. A ação é liderada pelo Sebrae e pretende usar a força dos pequenos negócios – mais de 10 milhões de empresas no Brasil, que faturam no máximo R$ 3,6 milhões por ano – para fortalecer a economia.

“Há 42 anos, o Sebrae prepara o empreendedor para melhorar a gestão das empresas, para que elas se tornem mais eficientes e atendam melhor os consumidores. É a primeira vez que fazemos um movimento para a sociedade, para que as pessoas percebam que, ao comprar do pequeno, estão melhorando a sua cidade, gerando empregos e ajudando a economia”, destaca o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. As micro e pequenas empresas são mais de 95% do total de empresas brasileiras, respondem por 27% do PIB no Brasil e por 52% do total de empregos com carteira assinada – mais de 17 milhões de vagas.

O movimento Compre do Pequeno Negócio (#CompredoPequeno) estabeleceu o dia 5 de outubro como data oficial, por se tratar do dia em que foi instituído o Estatuto da Micro e Pequena Empresa. A ação inclui um hotsite (www.compredopequeno.com.br) que enumera cinco razões para comprar dessas empresas:

  1. É perto da sua casa
  2. É responsável por 52% dos empregos formais
  3. O dinheiro fica no seu bairro
  4. O pequeno negócio desenvolve a comunidade
  5. Comprar do pequeno negócio é um ato transformador

No hotsite, os empreendedores também poderão cadastrar suas empresas para que o consumidor encontre os produtos e serviços de que precisa, perto de sua casa ou trabalho. (Se você é empreendedor, é pequeno e quer entrar nessa, acesse agora www.compredopequeno.com.br

O Sebrae e instituições parceiras vão realizar uma semana de capacitação em todo o Brasil, de 21 a 26 de setembro, para preparar os empresários especialmente para esta data (05/10), com palestras, consultorias e orientações sobre controle de custos e atendimento ao cliente.

Para incentivar a participação no movimento Compre do Pequeno Negócio, haverá campanhas na mídia, nas redes sociais e a distribuição de kits para que as pequenas empresas sejam facilmente identificadas pelos consumidores. “A expectativa é de o 5 de outubro se torne uma data em que as pessoas preferencialmente comprem das micro e pequenas empresas e assim colaborem com o crescimento da economia brasileira”, ressalta Barretto.

Movimento Compre do Pequeno Negócio em São Paulo

As micro e pequenas empresas já passam de 2,7 milhões no Estado de São Paulo, e representam mais de 99% do total de CNPJs. Respondem por 27% do PIB e empregam 48% dos trabalhadores com carteira assinada – cerca de 5 milhões de pessoas.

Em todo o Estado, o Sebrae-SP preparou uma série de ações e campanhas para divulgar o Movimento e conscientizar a sociedade sobre a importância do pequeno negócio para o desenvolvimento da economia, em especial no seu bairro e na sua cidade.

De agosto até outubro, serão realizados em todo o Estado feirões de saldos para incentivar a geração de negócios e aumentar as possibilidades de venda no segmento de varejo junto ao consumidor final. Haverá também eventos de negócios, que permitirão a reunião de diversos empresários com foco na integração de soluções setoriais ou multissetoriais, por meio de transações entre microempreendedores individuais e microempresas.

Além disso, o Sebrae-SP promoverá uma grande ação junto aos órgãos públicos, como prefeituras e agentes de desenvolvimento, bem como articulação com parceiros, federações e associações.

“Estamos engajados neste grande movimento. Os mais de 150 pontos de atendimentos do Sebrae-SP no Estado, incluindo os carros do Sebrae Móvel, além dos mais de mil funcionários da entidade, estão preparados para fortalecer e divulgar as ações deste projeto. Não apenas para as milhões de pequenas empresas como para toda a sociedade, que é a grande consumidora dos pequenos negócios”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano. 

28 mar 2015

RESULTADO NEGATIVO PARA AS PEQUENAS EMPRESAS

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Faturamento das micro e pequenas empresas cai em 2014 e aumenta o pessimismo dos empresários em relação aos negócios e à economia brasileira 

 

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A estagnação da economia brasileira no ano passado e o nível mais fraco do consumo interno prejudicaram o desempenho das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas, que chegaram ao final de 2014 com queda de 0,6% no faturamento real (já descontada a inflação) em relação a 2013. O cenário negativo também deteriorou as expectativas dos donos de MPEs, fazendo com que o pessimismo deles quanto a economia do País e faturamento do negócio para os próximos seis meses atingisse níveis recordes, é o que apontou pesquisa mensal Indicadores realizada pelo SEBRAE-SP. 

A receita total das MPEs em 2014 foi de R$ 595,3 bilhões, R$ 3,9 bilhões a menos do que em 2013. Indústria e comércio amargaram resultados ruins, com queda no faturamento acumulado de janeiro a dezembro de 1,8% e 5,9%, respectivamente, em relação a um ano antes. Apenas o setor de serviços conseguiu registrar aumento – de 6,5% – na mesma comparação. O resultado dos serviços foi beneficiado pela melhora de receita do segmento de transportes e armazenagem, que não apresentava performance tão boa, mas contou com o movimento para a Copa do Mundo.

"Inflação relativamente alta, aumento de juros, desvalorização cambial, piora nas condições de crédito e na confiança de consumidores e de empresários seguraram o ritmo da atividade econômica", afirma o presidente do conselho deliberativo do Sebrae-SP, Paulo Skaf. "Os pequenos negócios sentiram os efeitos dessa conjuntura e, consequentemente, seus resultados pioraram no confronto com 2013."

Entre as regiões, o Grande ABC teve a queda mais acentuada de faturamento, de 4,6%, no acumulado de 2014 sobre 2013. A região, que tem presença forte de empresas do setor automotivo, sofreu com o desempenho fraco da indústria. Na mesma comparação, as MPEs do interior de São Paulo tiveram baixa de 1,6% no faturamento; já o município de São Paulo apresentou crescimento de 0,8% no indicador e a Região Metropolitana ficou praticamente estável (variação de +0,3%).

Na análise de dezembro de 2014 com igual mês de 2013, o faturamento das MPEs paulistas variou apenas +0,2%. Na comparação de dezembro de 2014 com novembro do mesmo ano, houve crescimento de 10,8% na receita das MPEs.

O pessoal ocupado (sócios-proprietários, familiares, empregados e terceirizados) nas MPEs do Estado de São Paulo aumentou 0,8% em 2014 ante 2013. A folha de salários cresceu 3% (já descontada a inflação) e o rendimento dos empregados aumentou 0,9% em igual período.

Pessimismo recorde

Quanto às expectativas dos donos de MPEs com o faturamento da empresa para os seis meses seguintes, chamam a atenção os 16% que disseram, em janeiro, esperar piora, maior porcentual desde maio de 2005, quando as expectativas foram introduzidas na pesquisa. Em janeiro de 2014 eles eram 9%. A maior parcela (55%), no entanto, acredita em estabilidade (eram 50% um ano antes) e 24% falam em melhora (31% em janeiro de 2014).

O pessimismo também é recorde quando se trata das expectativas dos empresários em relação à economia. Em janeiro, 32% afirmaram crer em piora, o dobro de janeiro de 2014, quando 16% dos entrevistados manifestaram esse sentimento. Os que preveem estabilidade são 46% em janeiro de 2015 ante 51% de um ano antes. Já os que acreditam em melhora são 15% agora; eram 25% em janeiro do ano passado.

"Com relação ao ambiente interno, 2015 será um ano de ajustes promovidos pelo governo, que poderão ter efeito restritivo sobre a atividade econômica", afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano. "Como os pequenos negócios têm forte dependência do mercado interno, um consumo em nível menor tende a tornar a vida das micro e pequenas empresas mais difícil neste ano."

O presidente do conselho deliberativo do Sebrae-SP reforça que o planejamento torna-se ainda mais importante nesse cenário. "Cada ação do empreendedor deve ser bem estudada para que, diante de um quadro adverso, possa aproveitar ao máximo as oportunidades e correr menos riscos", diz Skaf.

Como sempre conversamos aqui no Lounge Empreendedor, a idéia de empreender não é panacéia! É preciso planejamento e cuidado para que o sucesso chegue até você! 

 

01 mai 2014

TRABALHANDO COM O INIMIGO

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Você sabia que seu ambiente de trabalho pode ser tão traiçoeiro quanto o pátio do presídio Bangu 1? Aprenda a lidar com alguns tipos bem comuns.

 

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No início da década de 90, Julia Roberts estrelou um filme de suspense chamado Dormindo com o Inimigo. Baseado no romance da escritora Nancy Price, o filme conta a história de uma mulher que escapa de seu marido obsessivo e abusivo. 

Neste contexto, analisando a história de muitas empresas que acompanho, entendo que há infelizes coincidências. Diante disso, me proponho a denunciar alguns inimigos que estão dentro das corporações o tempo todo e que passam despercebidos por seus gestores.

Inimigo 1 – Sócio em desigualdade de propósito

Sociedade é como um casamento! Em alguns casos, a relação entre sócios de uma empresa é até mais intensa do que a relação conjugal, uma vez que, se gasta muito mais tempo trabalhando junto ao sócio do que em casa junto ao cônjuge e raramente alguém se lembra disso no momento da constituição da sociedade.

Enquanto as ideias e os propósitos são parecidos, tudo vai bem, mas quando os interesses e finalidades começam a divergir essa relação pode se tornar infernal.

Da mesma forma que quando um casamento não vai bem as maiores vítimas são os filhos, no caso de desentendimentos entre sócios, o maior prejudicado é a empresa, refletindo em seus resultados e fluxo de caixa.

Em situações assim a melhor solução é tentar compor e se for impossível, o remédio é a dissolução da sociedade, onde um sócio pode comprar a parte do outro, ainda que haja alguma perda. O pior caminho é continuar a guerra fria, fazendo com que a empresa continue sofrendo as consequências da falta de acordo entre os sócios.

Inimigo 2 – Funcionário desmotivado

Um funcionário desmotivado pode ser como um câncer silencioso que se espalha pelo organismo.

Costumo dizer que a principal função de um líder é liberar o liderado a ser feliz com o que faz, seja dentro ou fora da empresa. Se um funcionário não está feliz, certamente ele está trabalhando com meia carga, falando mal da empresa, contaminando os outros, atendendo mal aos clientes, enfim, causando uma desordem. A melhor coisa a se fazer é liberar esse funcionário para ser feliz em outro lugar e deixar de trazer prejuízos à empresa.

Inimigo 3 – Concorrente desleal

Quem não tem um concorrente desleal? Esse inimigo todo mundo sabe quem é, portanto, ele não passa despercebido. A questão fundamental aqui não é percebê-lo, mas como combatê-lo.

Muitos empresários querem pagar na mesma moeda e esta estratégia de defesa muitas vezes é fatal, principalmente se a opção for brigar abaixando o preço.

Situações como essa requerem tática e inteligência pra combater o inimigo sem sair fatalmente ferido. Vença o concorrente desleal, atendendo melhor ao cliente, criando diferenciais no atendimento, na qualidade e nos produtos. Se não quiser morrer, nunca brigue abaixando o preço.

Inimigo 4 – Cliente assassino

Ao contrário do concorrente desleal, esse inimigo quase sempre passa despercebido, afinal, muito já se disse que o cliente sempre tem razão e é ai que mora o perigo.

O cliente sempre foi e será muito importante para qualquer empresa, mas existem muitos sem nenhum compromisso ético, que pouco se importam se o seu fornecedor está ou não tendo lucro na relação comercial.

Esse tipo de inimigo sempre evoca os benefícios da parceria, da amizade, dos volumes negociados e pra que ele fique contente, a relação tem que ser perde-ganha, onde ele sempre ganha e o fornecedor sempre perde.

Clientes assim precisam ser enviados com um laço vermelho para o concorrente, sem nenhum remorso, pois se permanecerem agindo da mesma forma serão muito mais lucrativos longe do que perto.

Inimigo 5 – Produto jurado de morte

Quem nasceu na década de 70 como eu, provavelmente fez um curso de datilografia e, nessa época, jamais poderia imaginar que uma empresa como a Olivetti deixaria de existir.

Só pra contextualizar os mais jovens, a Olivetti era uma grande fabricante de máquinas de escrever e eu poderia mencionar muitas outras empresas que morreram junto com os produtos que comercializavam.

O mundo muda todo o tempo e com ele os hábitos e costumes da sociedade. A ciência e as inovações tecnológicas tem o poder sobre a vida e a morte de produtos, portanto, pra empresa não morrer junto com eles, precisa desenvolver o comportamento obstinado de inovar constantemente.

Inimigo 6 – Mediocridade institucionalizada

O termo medíocre significa estar dentro da média e acontece algo interessante com esse conceito: ouvir a afirmação de que algo é medíocre é alarmante e até ofensivo. Contudo, geralmente não causa nenhuma reação.

Estar dentro da média é ser medíocre! Significa que não oferecemos nada além daquilo que se é esperado, ou nada superior à nota mínima de corte, ou ainda nada melhor do que o que todos fazem.

Esse inimigo é terrível, pois ele se instala na empresa e na vida das pessoas e as tornam irrelevantes, sem que elas percebam.

A arma mais poderosa contra esse inimigo é a visão que gera a inquietação, tão comum na cultura japonesa que, inclusive, tem uma palavra em seu idioma que significa melhoria contínua: Kaizen.

Quem desenvolve esse comportamento sempre quer melhorar tudo ao seu redor e liquida a mediocridade institucionalizada.

Voltando ao filme, a protagonista consegue se libertar do inimigo que ela convivia e não conhecia. Espero que todos aqueles que identificaram algum dos inimigos denunciados aqui também consigam livrar-se dele e viver um final feliz em seus negócios.

 

*Renato Maggieri é palestrante e consultor de negócios, apaixonado por empreendedorismo e decidiu aplicar seus conhecimentos em comportamento voltados para resultados em benefício dos empreendedores, ajudando-os a potencializarem seus lucros. 

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