Archive for Empreendedorismo

13 mai 2009

TINHA UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO

1 Comment Administração e Gestão, Competitividade, Cooperação, Empreendedorismo, Mercado
 
 
Quantas pedras estão ficando no seu caminho???
Até quando teremos medo dos nossos concorrentes, dos nossos clientes, dos nossos amigos?
Tire suas próprias pedras do caminho…
 
“Teu milho está maduro hoje. O meu estará amanhã. É vantajoso para nós dois que eu te ajude a colhê-lo hoje e que tu me ajudes amanhã.
Porém, não tenho amizade por ti e sei que também não tens por mim. Portanto, não farei nenhum esforço em teu favor. Sei que, se eu te ajudar, esperando alguma retribuição, certamente me decepcionarei, pois não poderei contar com a tua gratidão. Então, deixo de ajudar-te e tu me pagas na mesma moeda. As estações mudam. E nós perdemos parte de nossas colheitas por falta de confiança mútua.”
 
Esta parábola foi escrita no século XVIII pelo filósofo escocês David Hume. E por incrível que pareça, quase três séculos depois parece que as pessoas ainda não adquiriram o hábito de se associar para resolver problemas.
O associativismo surgiu nos primórdios da humanidade, quando o homem percebeu a necessidade de viver em grupos para caçar, se defender e cultivar. Na era industrial foi obrigado a se organizar para enfrentar as condições precárias de trabalho e na era atual, a era do conhecimento, é necessário buscar o desenvolvimento econômico e social através de grupos estruturados e preparados.
Descrença nas próprias forças, resistência a mudanças, falta de confiança nos outros e nas instituições, apego às relações verticais de poder, desapreço pela inovação e pelo conhecimento de outras pessoas muitas vezes impede que nos associemos a um concorrente para enfrentar e resolver uma série de questões de ordem jurídica, técnica, administrativa ou financeira.
O empreendedorismo, organizado por meio do associativismo é a mola propulsora para o desenvolvimento, trazendo para condições iguais ou similares as empresas de grande ou de menor porte. Os empreendedores precisam atuar em conjunto, em rede, unindo cada vez mais forças para a mudança e a conquista de um Brasil de resultados.
Tenho toda a certeza de que a cooperação tornou-se uma condição para a competição. Parece um contra-senso, mas não é. O caminho para os pequenos negócios é cada vez mais articularem-se, pois o principal problema de uma empresa não é ser pequena, mas sim, lutar sozinha para obtenção de melhores níveis de produtividade, acesso a novos mercados, redução da carga tributária ou busca de flexibilidade para enfrentar as turbulências do mundo globalizado.
Como se pode ver, a desconfiança e a falta de visão do coletivo é a grande pedra no caminho do desenvolvimento integrado e sustentável.
No SEBRAE-SP temos vivenciado boas experiências de empresários que superam as diferenças e lutam pelas semelhanças! Ou acabamos com a desconfiança ou a desconfiança acabará com as possibilidades de construção de um modelo de gestão mais equilibrado e justo em prol de um país de resultados.

 

Ana Maria Magni Coelho
março/2009
11 mai 2009

A MULHER DO TERCEIRO MILÊNIO

No Comments Ambiente de Trabalho, Carreira, Empreendedorismo Feminino, Liderança, Mercado, Relações de Trabalho

Esse foi o primeiro artigo publicado por mim em um veículo de comunicação de Mogi das Cruzes. Cidade que eu adotei e pela qual assumi um amor e carinho enormes!

 

É aqui que desejo evoluir profissionalmente e onde desejo ver os meus filhos transformarem-se em homens.
Não adianta… Nós, mulheres do terceiro milênio, viveremos sempre essa dualidade de papéis. Você se incomoda?!? Eu preciso confessar que A-D-O-R-O.
Escrever o artigo foi um imenso desafio, pois não é fácil não parecer feminista ou não dar a impressão de "levantar uma bandeira" da igualdade a qualquer preço.
 

lounge-empreendedor-mulher-terceiro-milenio

A MULHER DO TERCEIRO MILÊNIO

Mulher Brasileira Agrega Valor ao Universo Empreendedor e prova que competência independe do gênero.

 
O século XX foi, com certeza, o século da emergência da liderança feminina e de nossa visibilidade no cenário internacional. As centenas de processos locais, regionais e mundiais que conduziram a este resultado trouxeram à luz a necessidade de rever todas as formas de convívio humano e de organização social, com o intuito de assegurar para mulheres e homens relações de equilíbrio e harmonia e, para as organizações, formas menos autoritárias e verticais de existir. Na realidade, nenhuma organização escapa desta necessária revisão de paradigma, desde a organização familiar até as organizações multinacionais, passando pelas micro e pequenas empresas.
As mulheres vêm aumentando sua atuação em posições de liderança nas empresas e conquistando mais terreno no espaço público. Hoje, somos mais da metade do mercado de trabalho, a maioria nas Universidades, temos as melhores notas e ainda assim é baixa a proporção de mulheres em cargos de decisão nos diversos segmentos, já que ocupam apenas 1 a 2% dos cargos de direção e ganham pelo menos 30% menos que um colega masculino do mesmo nível.
Já no ambiente das micro e pequenas empresas brasileiras é muito relevante a presença das empresas criadas e lideradas por mulheres, que dessa maneira, não só constroem para si uma alternativa de inclusão ou de permanência no mercado de trabalho, mas também geram empregos e promovem inovação e riqueza, contribuindo para o desenvolvimento socio-econômico dos municípios onde se instalam e conseqüentemente de todo o país.
A participação da mulher brasileira no universo empreendedor cresce a cada dia. De acordo com pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o empreendedorismo feminino do Brasil é o sexto mais atuante do mundo, com taxa de 10,8%. Fica abaixo apenas dos índices da Venezuela (23,86%), Tailândia (19,33 %), Jamaica (15,69 %), Nova Zelândia (13,75 %) e China (11,6%). Em números absolutos, as mulheres brasileiras que lideram empreendimentos em estágio inicial (com até três anos e meio de existência) ocupam o terceiro lugar (estimado em 6,3 milhões de mulheres). Ficam atrás apenas das norte-americanas (8,9 milhões) e das chinesas (44,8 milhões).
O que isso pode significar?
Que a multiplicidade de papéis embora seja considerada uma característica do universo feminino, pode levar ao reconhecimento de um talento nas mulheres para fazer e pensar várias coisas simultaneamente. Quando bate realmente a necessidade, as mulheres vão à luta e acreditam na sua capacidade de empreender. No entanto, o acúmulo de tarefas – públicas e privadas – rotulado de "dupla jornada" é, freqüentemente, considerado causa ou origem de conflitos e desgastes.
Mas podemos pensar diferente… Quebrar este mito.
A experiência de ser empreendedora proporciona satisfação às mulheres, pois é mediadora de um forte sentimento de auto-realização, que se reflete, é claro, em nossa própria auto-estima. Por outro lado, a grande satisfação decorre do fato de que o negócio próprio é algo com que se identificam, ao qual se dedicam com paixão e que lhes possibilita criar e afirmar seus próprios valores, na medida em que há autonomia, independência e liberdade para ter iniciativa e desenvolver idéias. Complementarmente, as empreendedoras derivam sua própria satisfação da satisfação dos clientes e do reconhecimento manifestado pelo mercado.
Com um estilo próprio de liderar, guiado pela intuição, a mulher conquistou a forma de liderar valorizada pelo terceiro milênio e pela era do conhecimento. A mulher rejeita o gerenciamento autoritário em prol de uma postura que concede autoridade às pessoas, aumentando, assim, a produtividade e os lucros da empresa. Estimula a participação, divide o poder e a informação. Aprendemos a utilizar habilidades internas e externas, fazendo uma combinação harmoniosa entre a lógica e a intuição, entre a emoção e a inteligência.
Até mesmo pela vivência familiar, a liderança feminina também tem um comportamento que aglutina as pessoas. Tem disposição para ser interrompida e, em vez de avaliar esse fato como um entrave, considera-o uma oportunidade de ensinar e interagir. Tolerar ambigüidades e fazer várias coisas ao mesmo tempo nos habilita à polivalência, tão necessária e tão desejada nos dias de hoje.
E você, homem, que encontrou um tempo para ler esse artigo, não se sinta menosprezado. Basta que todos nós passemos a considerar o lado humano no gerenciamento de um negócio como uma imensa colcha de retalhos. Liderar pessoas e conduzir um time pelo caminho de sucesso envolve uma combinação de intangíveis que inclui abordagens motivacionais, gerenciamento de conflitos, habilidades de comunicação oral e escrita e formas particulares de tomada de decisão. Abrange sutilezas culturais, estratégias de negociação e técnicas de interface. Inclui o lado comportamental de planejamento e o papel especial de considerar-se gerenciando pessoas.
E pessoas são o recurso mais valioso de qualquer empresa!

 

ANA MARIA MAGNI COELHO
março/2007.
 
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