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07 set 2015

PRECISAMOS ELIMINAR O MEDO

No Comments Abertura de Empresa, Ambiente Legal, Dados sobre Empreendedorismo, Economia, Empreendedorismo, Legalização de Empresa, MEI - Empreendedor Individual, Mercado, Pequena Empresa, Simples, Sociedade e Política

Em conversa exclusiva com a Endeavor, Guilherme Afif mostra sua visão sobre empreendedorismo e sobre as políticas públicas de incentivo ao crescimento das empresas.

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Oferecer melhores condições de desenvolvimento às empresas que têm mantido o crescimento positivo do emprego nos últimos anos é fundamental. Elas precisam crescer sem medo – e é nisso que acredita o Ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif. Não é por menos: no Brasil, menos de 1% das empresas conseguem crescer mais do que 20% ao ano, e são responsáveis por gerar mais de 60% dos novos postos de trabalho. Destas, 90% são pequenas e médias empresas.

Mesmo para elas, no entanto, o desafio ainda é imenso, embora o governo tenha dado passos importantes na criação de política públicas que incentivem um ambiente de negócios mais favorável no país. O Simples Nacional, por exemplo, já mostra resultados expressivos. Mas quais devem ser os próximos passos? Perguntamos a opinião de Afif nesta conversa exclusiva com a Endeavor.

Endeavor: Ministro, qual a sua visão sobre o empreendedorismo no Brasil? Quais são nossos maiores desafios para multiplicar o número e o impacto dos nossos empreendedores?

Guilherme Afif: No Brasil, o empreendedorismo assumiu uma importância enorme para a sociedade. O número de pessoas que pretendem empreender é o dobro daquelas que preferem ser empregados.

TRÊS EM CADA DEZ BRASILEIROS ADULTOS POSSUEM UMA EMPRESA OU ESTÃO ABRINDO UMA.

Isso tudo levou o país ao topo do ranking do empreendedorismo e aumentou muito a responsabilidade de aprimorar as políticas públicas de apoio e incentivo.

Esse panorama positivo possui relação direta com um ambiente de negócios mais adequado ao pequeno negócio, construído ao longo das últimas décadas, a partir da visão de que ele deve ter ônus burocrático e tributário menor: é o tratamento diferenciado e favorecido que está na Constituição e que foi concretizado por inúmeros instrumentos importantes no dia a dia da micro e pequena empresa, especialmente o Simples Nacional.

Hoje, são mais de 10 milhões de empresas no Simples Nacional e os pequenos negócios são responsáveis pela criação da maioria dos empregos brasileiros nos últimos anos. Sem contar que já respondem por 27% do PIB.

O desafio que se coloca é aprimorar ainda mais esse conjunto de políticas públicas que está na Lei Geral das MPEs, focando em instrumentos importantes que vêm sendo pouco explorados, como é o caso do acesso ao crédito, que precisa avançar.

Em julho, você esteve na Câmara dos Deputados para debater o projeto Crescer sem Medo. Você pode falar um pouco mais sobre ele?

O projeto busca eliminar o medo dos pequenos negócios de crescer. A proposta é criar rampas suaves para o aumento da tributação no Simples Nacional. Busca, ainda, a redução do número de tabelas e faixas, com a eliminação dos degraus nas mudanças de faixa, que caem das atuais 20 para 7. O projeto prevê também a criação de regime de transição para empresas com faturamento anual até R$ 7,2 milhões nos setores de comércio e serviços, e até R$ 14,4 milhões na indústria, visando a diminuir o abismo tributário para os pequenos negócios que deixam o Simples.

De acordo com o IBPT, 63% das empresas deixam de pagar seus impostos após 1 ano de seu desenquadramento do Simples Nacional. Como podemos permitir um “pouso suave” dos empreendedores que saem do Simples?

O estudo da Fundação Getúlio Vargas que fundamentou a elaboração do Projeto Crescer Sem Medo deixou clara essa realidade. As empresas do comércio que saem do Simples têm 54% de aumento na carga tributária. Na indústria esse aumento é de 40% e, no setor de serviços, de 35%. O efeito desse aumento cavalar nas cargas tributária e burocrática –  muito maior fora do Simples, que tenho chamado de “morte súbita” – é afastado pelo projeto, com a criação de faixas de saída com carga tributária de transição para o regime do Lucro Presumido. Substituímos degraus dentro do Simples e a muralha na saída dele por uma rampa suave de crescimento da tributação.

Aumentar o teto do Simples não é apenas uma forma de adiar o problema que os empreendedores poderão viver? Não seria melhor propor uma reforma tributária completa?

É um equívoco concluir que o projeto cuida de aumentar o teto do Simples. Ele fundamentalmente cria um regime de transição que aproxima a carga tributária da faixa final desse regime do patamar do regime do Lucro Presumido. Ou seja, não adia o problema e não mantém a morte súbita da empresa ao sair do Simples. Cria alternativa que assegura crescimento da carga compatível com o aumento da receita e incentiva a empresa a crescer, a não ter medo de quebrar. É a reforma tributária para os pequenos.

Menos de 1% das empresas brasileiras consegue crescer acima de 20% ao ano por 3 anos seguidos, mas são responsáveis pela criação de mais de 60% dos novos empregos, de acordo com o IBGE. Mais da metade dessas “scale ups” são pequenas empresas, com até 50 funcionários. O que mais pode ser feito pelo governo para facilitar a vida dos empreendedores que estão entregando resultado e gerando valor para o país?

O universo das MPEs é formado, predominantemente, pelos muito pequenos, muitíssimos pequenos. No Simples, por exemplo, 62% das empresas possuem receita de até R$ 180 mil anuais e 84,7% têm receita de até R$ 540 mil anuais. Para essa esmagadora maioria, o custo burocrático do sistema tributário é muitas vezes tão ou mais nefasto do que o próprio custo tributário, o que explica o sucesso do Simples Nacional e a necessidade de sua expansão.

Apesar disso, as empresas de elevado impacto também merecem atenção do projeto Crescer Sem Medo pela sua importância. Há proposta para remover barreiras para investimentos, por meio da dispensa da necessidade de utilização de sociedade por ações e garantia de permanência no Simples Nacional. Esse debate está aberto no Congresso Nacional e é importante contar com a participação da sociedade para avançar no apoio a esses empreendimentos.

No projeto também está prevista a criação da Empresa Simples de Crédito (ESC). Um dos grandes fatores de concentração de renda no Brasil é o sistema de crédito, pois capta de todos para emprestar apenas para alguns. A ESC poderá realizar operações de empréstimo, financiamento e desconto de títulos de crédito somente para pessoas jurídicas no âmbito local e não poderá captar recursos. Esse mecanismo pretende multiplicar a oferta e facilitar o acesso ao crédito para os pequenos negócios, podendo significar apoio significativo para os empreendimentos inovadores.

Num momento de aumento de impostos e aperto nas contas públicas, é possível acreditar que o Crescer Sem Medo é uma prioridade para o Governo como um todo? E para o Congresso?

Tenho dito frequentemente que o óbvio cria facilmente o consenso. É claro que o ajuste também se faz pelo lado do desenvolvimento econômico. Dotar a esmagadora maioria das empresas – as que têm mantido o crescimento positivo do emprego nos últimos anos e, ao mesmo tempo, são a mais importante alternativa ao emprego – de melhores condições de desenvolvimento, de crescer sem medo, é fundamental. Isso foi plenamente incorporado pela Câmara dos Deputados, que aprovou por unanimidade o relatório da comissão especial sobre o projeto no último dia 1º de julho. Tenho certeza de que não será diferente no plenário da Câmara e no Senado. A Frente Parlamentar da MPE é uma das maiores e mais ativas do Congresso e tem o projeto como pauta prioritária. É necessário, todavia, manter forte a mobilização da sociedade perante os parlamentares para aprovação do projeto.

Você já foi empreendedor e ainda convive com muitos empreendedores em seus círculos pessoais. Agora é o Ministro responsável por melhorar o dia-a-dia de mais de 90% dos donos de empresas do Brasil. Qual é o legado que você quer deixar?

Há 31 anos foi aprovado o primeiro Estatuto da Microempresa e, há 19 anos, a primeira Lei do Simples. Para chegar ao estatuto, meu trabalho começou em 1979 e foi concluído após os dois primeiros congressos nacionais das MPEs – o último foi dentro do Congresso Nacional. A primeira Lei do Simples, que resultou da inclusão do art. 179, de minha autoria, na Constituição, assegurando tratamento diferenciado e favorecido às MPEs, foi objeto de intensa articulação junto aos Poderes da República e de grande campanha institucional do SEBRAE na mídia pela facilitação da vida do pequeno negócio. Deu tão certo que começou como projeto de lei apresentado no Senado e foi concluída após a apresentação de medida provisória transformada em lei pelo Congresso Nacional.

Após tanto tempo de amadurecimento da política pública de tratamento favorecido e diferenciado para as MPEs, vimos avanços importantes: a inclusão do tema na Constituição (art. 179); a criação do Simples Federal, do Simples Nacional, do MEI e da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República; e uma verdadeira e nova revolução em 2014, com a edição da Lei Complementar 147.

Essa revolução engloba mais de 80 inovações, como a universalização do Simples Nacional, os instrumentos de garantia de tratamento favorecido e diferenciado, a facilitação para obtenção de licenciamento de atividade, a dispensa de certidão negativa de débitos em atos da vida empresarial, a ampliação da fiscalização orientadora, as inovações na recuperação judicial e na falência, entre outras.

Acabar com a discriminação injusta de alguns setores para usufruir do Simples foi uma luta de 18 anos, pois ela já existia na primeira Lei do Simples. Com a universalização, mais de 500 mil empresas foram beneficiadas e mais de 140 atividades puderam, a partir de 2015, optar pelo regime simplificado.

A IMPORTÂNCIA DESSE PASSO É GIGANTESCA PARA AUMENTAR O POTENCIAL DE GERAÇÃO DE TRABALHO E RENDA NA SOCIEDADE E INCENTIVAR O EMPREENDEDORISMO E A FORMALIZAÇÃO DOS NEGÓCIOS.

O sucesso dessa experiência importante com o Simples permitiu a sua transposição para outros campos de ação, marcando o início do Programa Bem Mais Simples Brasil, que está sendo desenvolvido com projetos importantes para a sociedade.

Há legados importantes que serão deixados. É o caso da implantação nacional do processo integrado de abertura, alteração e baixa de empresas, que reduzirá drasticamente as dificuldades para a formalização de negócios.

Em que pesem essas e outras ações, eu gostaria de ser lembrado como o ministro que colocou os pequenos negócios na agenda nacional, vinculando efetivamente todos os poderes e governos, a fim de pensarem primeiro nas pequenas empresas ao criarem novas obrigações e ao atuarem para o desenvolvimento econômico local e nacional, respeitando a necessidade do devido tratamento diferenciado e favorecido. É um caminho que ainda está sendo trilhado, mas com passos evolutivos firmes e fortes de concretização.

Por último, queríamos que você completasse a seguinte frase: “Empreender é…”

Empreender é assumir riscos. Além do empreendedor econômico, há também os empreendedores sociais e cívicos. Todos têm um traço comum: a coragem de assumir riscos. Sem essa coragem não há empreendedor.

*Foto: Renata Castello Branco
Fonte: Endeavor 

03 set 2015

MCWHOPPER: LIÇÕES DE BRANDING PARA SUA EMPRESA

No Comments Administração e Gestão, Economia, Empreendedorismo, Inteligência Competetitiva, Marketing, Mercado, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Promoção de Vendas, Proposta de Valor

O Dia da Paz acabou travando um embate entre Burger King e McDonald’s. Há quem defenda um ou outro, mas o que você pode aprender?

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Nesses últimos dias, presenciamos nas redes sociais um fato bastante inusitado e curioso, e que começa a ser tornar cada vez mais frequente no universo das marcas. A rede de fast food Burger King, que recentemente também andou discutindo com a rede de frango KFC, se envolveu em outro embate discursivo. A proposta, em formato de um vídeo, partiu do Burger King em criar um sanduiche híbrido: juntar o Big Mac e Whopper em um só e criar o McWhopper.

A nobre intenção era fazer um dia especial e sem rivalidades, por conta do Peace One Day, que será no 21 de setembro – data deteminada pela ONU para promover o Dia Internacional da Paz. Além do vídeo, o Burger King endereçou uma carta ao McDonald’s e fizeram um site especial. Infelizmente, o McDonald’s não aceitou a proposta do McWhopper e publicou um texto de recusa, orginalmente em inglês, mas que logo foi compartilhado pela marca no Brasil.

Vamos aos fatos:

No texto, o McDonald’s tentou propor uma ação mais ampla em conjunto, falando que a paz por uma guerra de hambúrgueres não seria equivalente à proposta de paz vinda da ONU. E para agravar ainda mais, o McDonald’s provocou a concorrência nas entrelinhas dizendo que um simples telefonema seria o bastante para essa questão ser debatida, dando a entender que não aprovou a exposição protagonizada pelo Burger King.

Por fim, a página da marca genuinamente brasileira Giraffas percebeu uma deixa em todo esse caso e publicou que aceitaria a proposta do Burger King. Ainda por cima, sugeriu dois nomes para o sanduíche: BK Brutus e GiraWhopper.

O assunto meio que parou por aí, mas as repercussões explodiram nas redes sociais. Esse tipo de discussão digital entre marcas não é grande novidade. Vimos algo similar tempos atrás quando marcas de banco como Itaú, Bradesco e Santander disputaram a atenção de um consumidor no Facebook por meio de uma espécie de um jogo de palavras e rimas.

E se…?

O Burger King tem adotado com certa frequência posturas como essa, de provocar outras marcas pela via do humor, mas isso não nos leva a crer que tenha agido de má fé nesse episódio. Muito pelo contrário. O BK quis testar novos formatos discursivos da marca e quis apenas provocar e cutucar um pouco o McDonald’s, mas certamente já imaginando que eles não fossem entrar no jogo, que foi exatamente o que aconteceu.

ENTRAR EM UM JOGO DE PROVOCAÇÕES COMO ESSE PODE FERIR O COMPORTAMENTO PADRÃO DE UMA MARCA, VIS-À-VIS OUTRAS VÁRIAS PRESSÕES, CRÍTICAS E PROVOCAÇÕES.

O silêncio ou a resposta discreta, como foi o caso, pode fazer parte de uma estratégia da marca.

O que poderia acontecer se McDonald’s tivesse aceitado é muito difícil imaginar, pois isso iria “remixar” a proposta de valor do Big Mac, o principal hambúrguer da rede. E atenção aqui, ele é mais que um mero sanduiche: é símbolo de uma cultura norte-americana, é um lanche que simboliza índices econômicos pelo mundo. Preferiram deixar a marca Big Mac devidamente blindada.

Uma conversa entre gigantes

Podemos analisar toda essa situação sob diversos prismas. Primeiro que, ao mesmo tempo que vemos uma tendência clara de pessoas se tornarem marcas hoje em dia, vemos também marcas se comportando da mesma forma que pessoas. E por meio de astutas estratégias discursivas, evidenciamos hoje essa clara tendência de marcas se humanizando, agindo como se ela fosse realmente uma pessoa.

A própria Coca-Cola protagoniza ainda hoje uma ação muito bem feita, onde coloca nomes de pessoas nas suas latinhas. Outros negócios lucrativos, como Magazine Luiza, Bombril ou Sadia, se corporificam na figura de uma mascote para aproximar a marca ainda mais das pessoas. Burger King, McDonald’s e Giraffas, em todo esse debate, podiam ser vistas como verdadeiras pessoas em discussão, e não grandes corporações multinacionais, movidas a resultados, o que elas são, de fato.

Outro ponto de análise bastante pertinente que nos cabe refletir nesse momento é: esse tipo de estratégia de humanização, que Burger King e tantas outras utilizam, constrói relevância de marca? O quanto que uma postura arrojada dessa, ainda que muito inovadora, está alinhada com o posicionamento e demais pontos de contato da marca? Protagonizar cases bem humorados e polêmicos que viralizam constroem marca, e ajudam a reforçar um posicionamento? São questões candentes e que nos exigem reflexões.

SEJA QUAL FOR O TAMANHO DA EMPRESA, FAZER UM TRABALHO DE BRANDING É CONSTRUIR UM POSICIONAMENTO DE MARCA RELEVANTE NA VIDA DAS PESSOAS.

E não se trata de uma tarefa simples. Tudo isso deve ser feito de forma muito cuidadosa, responsável e, sobretudo, muito consistente e alinhando sempre todos os pontos de contato.

Moral da história

Sob a ótica de inovação, pensar coisas novas e ter coragem para executar novas formas discursivas de conectar marcas às pessoas, Burger King e McDonald’s merecem nota dez. Mas sob a ótica de construção consistente de relevância de marca na vida das pessoas, tenho minhas dúvidas.

Vivemos num mundo de excesso de marcas, saturação de mensagens publicitárias, nossas fraquezas cada vez mais expostas e um desafio cada vez maior de se chegar a diferenciais competitivos. Se não tivermos muita consistência em todos os pontos de contato, corremos o risco de não construir um posicionamento efetivo. Se adotarmos uma postura de marca no balcão da loja, outra postura na propaganda, outra junto a fornecedores, uma outra linguagem no Facebook, outro tom de marca no 0800 da empresa, corremos sério risco de sermos inconsistentes e pouco percebidos na vida dos consumidores. E infelizmente é isso que vemos na realidade de muitas dessas marcas hoje em dia.

Construção de relevância de marca é um desafio atípico, exige preparo e capacitação. Construir marca, hoje, é tocar a vida das pessoas – de forma criativa, com excelência na execução e harmonizando o nosso propósito em todos os pontos de contato. As pessoas virando marcas e as marcas virando pessoas. É complexo, é estranho, mas é o que evidenciamos hoje.

Ser relevante e dar uma razão para os consumidores nos desejarem é a melhor saída para ser diferente e construir marca de forma sólida, memorável e consistente. O Burger King tentou, o McDonald’s fincou os pés no chão e o Giraffas pegou carona. Os próximos capítulos dessa história, nós acompanhamos até dia 21 de setembro.

 

Créditos de imagem: Divulgação/Burger King
Fonte: Marcos Hiller – Portal Endeavor

 

02 set 2015

EMPREENDEDORISMO UNIVERSITÁRIO [INFOGRÁFICO]

No Comments Carreira, Dados sobre Empreendedorismo, Economia, Educação, Empreendedorismo, Mercado, Mercado de Trabalho, SEBRAE

Como a educação, a inovação e os sonhos grandes podem andar juntos? 

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6 em cada 10 universitários brasileiros pensam em empreender.  Apesar dessa boa notícia, ainda há um longo caminho para transformar os sonhos desses jovens em grandes negócios.

O empreendedorismo está cada vez mais presente na vida dos universitários brasileiros: 60% deles pensam em empreender e um em cada quatro já possui alguma experiência empreendedora. Porém, a Pesquisa Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras mostra que uma minoria deles pensa em inovar e ter grandes negócios. Confira no infográfico abaixo!

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Os dados presentes nessse infográfico são da edição 2014 da Pesquisa Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras, lançada esse ano pela Endeavor e pelo Sebrae. Você pode baixar a pesquisa completa clicando no infográfico ou neste link.

 

31 ago 2015

MARKETING OFFLINE PARA STARTUPS

No Comments Abertura de Empresa, Administração e Gestão, Economia Digital, Empreendedorismo, Marketing, Mercado, Modelo de Negócio, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Startup

Planejar e executar uma estratégia de marketing impecável é uma missão crítica, inclusive para quem vive no mundo digital.

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Ao dimensionar uma startup, normalmente os empreendedores direcionam tanto seu foco em conseguir novos clientes através de canais como marketing de busca, mídia social, exibição de publicidade, que bancar o advogado de uma estratégia de marketing offline pode parecer irrelevante ou antiquado.

Depois de alguns anos trabalhando no setor, ouso afirmar: "Não cometa o erro de muitos empreendedores e comerciantes de deixar a estratégia de offline fora de seu planejamento de marketing". Isso não apenas é mais relevante do que nunca, mas pode ser o complemento perfeito para sua estratégia online.

Leia a seguir 5 dicas elaboradas por Dena Enos que foram empregadas por algumas startups muito conhecidas e que são dignas de nota 10 e que devem ser levadas em consideração por quem está chegando agora.

1. OCUPE SEU ESPAÇO GEOGRÁFICO.

Muitas startups optam por se concentrar em cidades específicas como parte de sua estratégia de lançamento. Para fazer esse plano de publicidade funcionar, você precisa tornar sua marca e logotipo visíveis nesse espaço geográfico. Ocupar essas áreas com panfletos, cartões postais e folhetos descrevendo seus produtos e serviços ou então dando detalhes de uma oferta especial por tempo limitado é importante no esforço de aquisição de clientes.

Não se esqueça de incluir seu logotipo, informação de contato e endereço do negócio em uma posição que seja fácil de ser localizada em todos os materiais de marketing. Quando você saturar seu espaço geográfico com sua mensagem, provavelmente será mais notado, discutido e comentado!

2. TRANFORME SEUS CLIENTES EM ADVOGADOS DA MARCA.

Você já tem clientes satisfeitos? Maravilhoso! Transforme-os em parte não oficial de sua equipe. A cada transação, inclua adesivos personalizados com seu logotipo, endereço do site e slogan em lugar de destaque. Os clientes podem colocá-los em seus laptops, carros, cadernos, bicicletas etc. As etiquetas são extremamente versáteis também, uma vez que podem ser usadas nas embalagens e para endereçamento. Você também pode utilizá-las para fechar uma caixa contendo uma compra. Marcas amadas como Apple, Toms e Skechers têm empregado essa estratégia por anos e incluem uma grande etiqueta com seu logo em todo o produto que vendem. A cada vez que seu logotipo é visto, novos e potenciais clientes estão sendo engajados.

3. GANHE NA PRIMEIRA VEZ.

Associe-se com outros negócios. Use o formato do cartão de visita para criar uma estratégia de atração (ainda mais fácil que um cartaz na recepção) capaz de trazer novos clientes. Usuários de seus serviços, nos escritórios deles, podem incluir o logo de sua empresa, o endereço do site e uma breve explicação dos serviços nas costas de seus cartões de visita. Você pode reforçar sua marca e incluir uma oferta para novos clientes. É uma ótima maneira de introduzir um publico cativo para novos produtos e serviços altamente relevantes.

Dica bônus: se você incluir um código de cupom para resgatar a oferta, poderá facilmente saber quais locais deram mais resultado nessa estratégia de marketing offline.

4. TORNE SUA MARCA (E VALORES) VISÍVEIS.

Eu me lembro de um dia comum de trabalho em dezembro quando recebi uma pequena caixa de presente de uma startup local. Eu era uma cliente satisfeita há seis meses e fiquei emocionada ao ganhar um pequeno caderno de anotações com o logotipo da startup e uma caneta combinando. Desde então tenho usado esses acessórios em minha mesa. Eles servem como lembretes de que eu sou uma cliente valiosa e mantenho a marca dessa startup em minha mente.

Faça seu pequeno gesto de gratidão com seus principais clientes. Relembre-os de que você não estaria crescendo sem o apoio deles com uma camiseta, um caderno de anotações, uma caneta ou um boné bordado. Seu consumidor feliz ficará ainda mais satisfeito ao receber o presente e se sentir uma parte inicial do seu sucesso. Amplie o impacto ainda mais coordenando os esforços com uma campanha por e-mail.

5. IDENTIFIQUE ONDE SEU PRODUTO CAUSOU IMPACTO.

Adesivos de janela se tornaram ainda mais comuns graças a empresas como TripAdvisor, Yelp, Visa e Mastercard, por exemplo. Você não se sente melhor quando entra em um restaurante sabendo que ele foi bem avaliado em Trip Advisor? Eu certamente sim. E essa mesma lógica pode ser aplicada em outras categorias, especialmente na área do B2B. Eu já vi adesivos de janelas para pequenos negócios de automatização e não importa se eles orgulhosamente aceitam ou não American Express.

Pense na sua base atual de clientes. Se você oferecer um desconto, eles, de bom grado, poderão promover seus produtos e serviços com outros potenciais clientes. Existem muitas outras maneiras de marketing offline que podem ajudar a impulsionar sua startup.

Qual a melhor parte dessas estratégias em potencial? Sinceramente, não sei! Mas, você pode testar e aprender rapidamente a partir de todas elas.

feliz escalada! 

 

Dena Enos é Vice-presidente de Marketing da LogoMix, uma plataforma self service para pequenas empresas que oferece serviços de marketing e desenvolvimento da marca que permite a criação de cartão de visita profissional em minutos. Conta com mais de dez anos de experiência como líder sênior desde startups até em empresas de capital aberto.   

13 ago 2015

LIÇÕES DE STEVE JOBS PARA O EMPREENDEDORISMO

No Comments Carreira, Comportamento, Comportamento Empreendedor, Economia Digital, Empreendedorismo, Inovação, Mercado, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo

Além de produtos visionários, Steve Jobs deixou um legado de liderança e inspiração que todo empreendedor deveria conhecer. 

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Em 2011, o jornalista Walter Isaacson publicou Steve Jobs – A biografia, que seria um best-seller sem precedentes. Tanto mais porque o livro saiu pouco depois da morte do inventor visionário, do empresário apaixonado, do líder inspirador, do criador insatisfeito… enfim, acumulam-se os epítetos daquele que é o principal nome da revolução tecnológica que há tempos vivemos; o respeito e a admiração pelas façanhas de Jobs já transcenderam em muito os círculos mais próximos de sua atuação, como geeks, designers, fãs de informática, empresários e gestores em geral. Hoje, o co-fundador da Apple ocupa os pensamentos das mais diversas pessoas como alguém cujo poder de inspiração e realização era inigualável; suas fotos preenchem paredes tanto de casas como de quaisquer estabelecimentos comerciais em um verdadeiro culto, com o qual a biografia escrita por Isaacson contribuiu um bocado.

lounge-empreendedor-steve-jobsA obra foi lançada no Brasil pela Companhia das Letras, parceira Endeavor. E a leitura é obrigatória para que você, empreendedor, entenda não apenas a dimensão da importância de Steve Jobs para o atual contexto econômico e social atual, mas também para que possa se inspirar por este que foi um dos maiores líderes de que se tem notícia.

E para abrir seu apetite, elaboramos aqui uma pequena síntese do texto de Isaacson, com algumas daquelas que o autor chamou de “As verdadeiras lições de liderança”. São, como você perceberá, nada menos do que isso – lições de gestão, de desenvolvimento de produtos e de inspiração de equipes, cuja aplicação a imensa lista de façanhas de Steve Jobs comprovou ser absurdamente eficaz. São, afinal, lições deixadas por ninguém menos do que o criador do Macintosh, do iMac, do iPod, do iPhone, do iPad e de tantos outros produtos que revolucionaram sete indústrias, da computação pessoal à música.

Ensinamentos que, ainda que você não concorde com os duros métodos de gestão aplicados por Steve Jobs, deve conhecer. Ao menos se também acredita que “se quiser, pode voar. Só precisa confiar muito em si mesmo”.

Vamos a eles:

Mantenha o foco

Após retornar à Apple em 1997, Steve Jobs encontrou-a à beira da falência. Produzindo uma coleção inconsistente de computadores e aparelhos periféricos, a empresa perdeu o foco, e perdia rapidamente a relevância.

Então, após semanas de reuniões desgastantes, Jobs emitiu um sonoro “basta!”, pegou um pincel atômico, caminhou descalço até um quadro branco e lá desenhou uma tabela com quatro quadrados. Dentro de cada um, escreveu “consumidor”, “pro”, “desktop” e “portátil”. Afirmou que era apenas daquilo que precisavam, e as equipes deveriam se dedicar àqueles quatro grandes produtos.

Claro que a ideia foi recebida com muita apreensão pelos executivos da Apple. Mas, ao focar na produção de apenas quatro computadores – e a essa tarefa, sim, dedicar toda atenção e talento disponíveis -, Jobs salvou a empresa. Este seu pensamento é resumido pela famosa frase:

DECIDIR O QUE NÃO FAZER É TÃO IMPORTANTE QUANTO DECIDIR O QUE FAZER.

Simplifique

O primeiro folheto promocional da Apple declarava que “a simplicidade é a máxima sofisticação”. E para que você entenda o que isso significa, é só comparar qualquer software da empresa de Steve Jobs com qualquer outro; tanto a interface como a usabilidade são tremendamente mais simples, mais intuitivos, mais… minimalistas, para ficarmos em um termo da moda.

Esse princípio acompanhou Jobs por toda sua vida. Desde quando resolveu desenvolver um mouse com apenas um botão, enquanto todos os outros tinham dois ou três, até a concepção de um desktop que consistia apenas no monitor, sem a “torre” dos outros modelos.

MAS STEVE JOBS SEMPRE BUSCOU A SIMPLICIDADE QUE VEM DA CONQUISTA DA COMPLEXIDADE, E NÃO DO SEU DESCONHECIMENTO.

É um processo árduo, muito trabalhoso. “Para ser verdadeiramente simples, é preciso ir muito fundo”, afirma Johnathan Ive, designer industrial e alma gêmea de Jobs na busca pela simplicidade. Foi assim com todos os produtos que desenvolveu: no caso do iPod, Steve Jobs e sua equipe quebraram as cabeças para que o usuário conseguisse o que quisesse com apenas três cliques.

E foi assim em todas as indústrias que “perturbou”. Jobs sempre se perguntava quais dessas indústrias estava lançando produtos mais complicados do que o necessário; e, ao identificá-las, para elas dirigia toda a sua concentração, toda a sua intuição para descomplicá-los.

Quando ficar para trás, pule por cima

O que distingue uma empresa inovadora não é só propor novas ideias antes das concorrentes. Ela também precisa saber como dar um salto quando percebe que ficou para trás.

Isso aconteceu com a Apple na ocasião em que a empresa desenvolveu o iMac original: Jobs empenhou-se para tornar o dispositivo o melhor no que dizia respeito à edição de fotos e vídeos, mas foi rapidamente ultrapassado na questão de como o usuário lidava com a música (o iMac não gravava CDs).

Então, em vez de simplesmente aprimorar o equipamento para alcançar os outros, Steve Jobs resolveu dar o salto: criou um sistema integrado que permitia aos ususários comprar, armazenar, administrar e tocar música do que qualquer outro: o resultado foi o surgimento do iTunes, da iTunes Store e do iPod.

Ponha sempre os produtos na frente do lucro

Desde os primórdios, quando Steve Jobs e sua pequena equipe desenvolveram o MacIntosh original no começo dos anos 80, a premissa era: “fazer algo absurdamente bom”. Jamais mencionou-se “maximização dos lucros” ou decisões para “majorar o custo-benefício”. Como se sabe, Jobs sempre se dedicou, acima de tudo, a desenvolver bons produtos; os lucros seriam consequências.

Ele acreditava firmemente que, quando uma empresa começa fazendo ótimos produtos e depois “o pessoal do marketing e das vendas toma conta”, ela estará fadada a se declinar, pois a prioridade se torna o lucro. O desenvolvimento de produtos perde importância, e isso pode ser fatal.

Incentive a perfeição

Dentre as características de Steve Jobs, uma das mais admiradas e temidas era o seu perfeccionismo. Era sua busca pela perfeição que o fazia ser um líder sobretudo duro e intransigente, obrigando suas equipes a recomeçarem processos já quase concluídos por conta de detalhes.

Aconteceu com o filme Toy Story que, já em fase final avançada de produção, acabou sendo reescrito por Jobs e o diretor, John Lasseter, por conta da instatisfação destes com o resultado até então. E aconteceu com o design inicial do iPhone, do qual Jobs se deu conta não gostar nem um pouco. Então, de volta à prancheta.

E, a julgar pelo estrondoso sucesso destes dois exemplos, dá para entender como podemos sempre aprimorar algo que já parece perfeito. Sempre há uma nova perspectiva a ser abordada, uma nova pergunta a ser feita.

E todo esse pensamento é traduzido por aquela máxima que talvez melhor descreva o espírito profundamente revolucionário de Steve Jobs; que talvez seja sua grande contribuição para empreendedores e para, afinal, qualquer ser humano que busque fazer a diferença, que procure “deixar uma marca no universo”:

STAY HUNGRY, STAY FOOLISH (EM PORTUGUÊS: “CONTINUEM FAMINTOS, CONTINUEM TOLOS”)

Se você quer saber um pouco mais, esta interessante matéria da Época traz os nove livros que Steve Jobs acreditava que toda pessoa deveria ler.

E abaixo, o famoso e imensamente inspirador discurso que ele fez aos graduandos de Stanford. (Eu não me canso de assistir!) 

Fonte: Portal Endeavor

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