Archive for Economia

18 set 2015

DICA DE LEITURA: A SOCIEDADE DO CUSTO MARGINAL ZERO

No Comments Administração e Gestão, Consumo, Economia, Economia Criativa, Economia Digital, Empreendedorismo, Liderança, Mercado, Novos Mercados, Sustentabilidade

Consegue imaginar um mundo em que as relações sociais prevaleçam sobre as relações financeiras? 

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As regras do jogo da economia estão mudando. E não estou falando das medidas de contenção e arrecadação do nosso governo, mas sim de transformações sociais que apontam megatendências que modificarão nosso jeito de viver e consumir.

A previsão provocativa é do americano Jeremy Rifkin, que acaba de publicar seu novo livro "The Zero Marginal Cost Society" ("A Sociedade do Custo Marginal Zero", em tradução livre).

lounge-empreendedor-sociedade-com-custo-marginal-zeroO título pode parecer grego para não economistas, mas o princípio é muito simples: à medida que penetramos na sociedade do conhecimento e na economia criativa, o eixo de análise econômica se desloca. O surgimento da Internet das Coisas – das Comunicações, da Energia e dos Transportes – está convergindo para a criação de uma rede global com estrutura inteligente e indissolúvel e tem acelerado a produtividade e reduzido o custo marginal de produzir e distribuir unidades adicionais de bens e serviços – descontados os custos fixos – a praticamente zero, tornando-os essencialmente gratuitos.

Como resultado, o lucro corporativo começa a secar, os direitos de propriedade perdem força e a noção convencional de escassez econômica dá lugar à possibilidade de abundância à medida que setores inteiros da economia ingressam na web com custo marginal zero.  Algo que André Gorz chama de economia imaterial em que o principal fator de produção, o conhecimento, uma vez produzido, pode ser difundido de forma ilimitada e gratuita por todo o planeta, com custo zero.

Isso inverte completamente o sentido do capitalismo: levar cada aspecto da vida humana para a área econômica, transformando em uma mercadoria que será negociada como um bem. Ao longo do tempo, quase nenhuma necessidade humana escapou dessa transformação. A comida que comemos, a água que bebemos, os artefatos que produzimos e usamos, as relações sociais em que nos envolvemos, as ideias que trazemos à luz, o tempo que gastamos… Tudo reorganizado, precificado e levado ao mercado de forma individualizada.

Para Rifkin, caminhamos para a criação de uma economia mundial híbrida onde um sistema colaborativo estará convivendo com um capitalismo cada vez menos importante. Mercados estão começando a dar lugar a redes, a posse está se tornando menos importante do que o acesso, a busca do interesse próprio está sendo moderada pela pressão de interesses colaborativos e o tradicional sonho de enriquecimento financeiro está sendo suplantado pelo sonho de uma qualidade de vida sustentável que impulsiona novos negócios e oportunidades de empreender.

o desafio atual é garantir a segurança dos dados e a proteção do sigilo pessoal em um mundo aberto, transparente e conectado globalmente.

Não se trata aqui apenas de compartilhar uma música com os amigos, ou de colocar um filme no Youtube. Rifkin nos traz centenas de exemplos na área das finanças, com inúmeras redes peer-to-peer (P2P) permitindo fluxos financeiros entre quem tem recursos parados e quem deles precisa, escapando aos juros e tarifas escorchantes dos intermediários financeiros.

Aliás, Rifkin disponibiliza o conteúdo do seu livro online. No plano mais amplo, ao difundir sua compreensão acerca dos mecanismos econômicos está contribuindo para o nível educacional da sociedade, e pontualmente também para o bem-estar de todos. Estará perdendo dinheiro? Na realidade amplia a sua visibilidade, e ganhará mais com os convites que recebe. No novo modelo de ciclo econômico baseado em conhecimento e com forma imaterial, precisamos equilibrar as tarefas remuneradas e as colaborativas, sabendo que à medida em que o conhecimento se torna o fator de produção mais importante do planeta, a dimensão não diretamente remunerada se amplia. São os novos equilíbrios em construção.

Por isso, a Internet das Coisas (IoT na sigla em inglês), permitirá conectar todos e tudo em um novo paradigma econômico que é muito mais complexo do que a Primeira e Segunda Revoluções Industriais, mas cuja arquitetura é distribuída em vez de centralizada. “Mais importante ainda, a nova economia irá otimizar o bem-estar geral por meio de redes integradas lateralmente na esfera dos bens comuns colaborativos (Collaborative Commons), em vez de empresas integradas verticalmente no mercado capitalista”.

Na visão de Rifkin, a rápida expansão desta nova economia leva a uma possibilidade de escaparmos do poder dos gigantes da intermediação e da filosofia da guerra econômica de todos contra todos, expandindo progressivamente os espaços de colaboração direta entre os agentes econômicos ao mesmo tempo produtores e consumidores, os famosos “prosumers”. A face mais óbvia do futuro descrito por Rifkin são hoje os sites de compartilhamento de carros e casas, como o Airbnb. Nesses novos tipos de transações, o acesso é mais importante que a posse e o capital social vale mais que o capital financeiro.

Entendo que isso pareça totalmente inverossímil para a maioria das pessoas, de tão condicionados que nos tornamos à crença de que o capitalismo é tão indispensável para nosso bem-estar quanto o ar que respiramos. Embora os indicadores da grande transformação para um novo sistema econômico ainda sejam suaves e, em grande parte, anedóticos, a economia de compartilhamento está em ascensão e, torço para que em 2050, tenha se estabelecido como principal árbitro da vida econômica mundial.

Otimismo exagerado?

Talvez, mas o que tiramos de muito útil do livro não é saber se o futuro será mais ou menos cor de rosa, mas uma compreensão muito aprofundada das oportunidades que surgem para uma economia mais humana. A realidade é que há uma outra economia/sociedade em construção, e entender os mecanismos, além de instrutivo, é profundamente agradável.

SOBRE O AUTOR:

JEREMY RIFKIN é um dos pensadores sociais mais populares da atualidade, é autor de 20 best-sellers traduzidos para 35 idiomas. Rifkin é consultor para a União Europeia e para chefes de estado ao redor do mundo, além de palestrante do programa de educação executiva da Wharton School da Universidade da Pensilvânia.

 

17 set 2015

BOLSA PARA MULHERES

No Comments Comportamento, Confiança, Economia, Empreendedorismo Feminino, Gestão Financeira, Mercado

Calma! Você não está no blog errado e esse não é um texto sobre moda. Siga a leitura e descubra segredos das mulheres na bolsa de valores.

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Não é novidade que o mercado financeiro no Brasil é um cenário extremamente masculino e pouco explorado pelas mulheres. Fazer um bom investimento nem sempre é tão fácil como investir na poupança, exige preparo, disciplina, estratégia e uma boa disposição ao risco. E as mulheres, na maioria das vezes, são mais cautelosas e conservadoras.

Mas, então, por que um texto sobre investimento de mulheres na bolsa de valores? Justamente por isso!

Uma pesquisa de 2012 publicada na Exame ressalta que, por serem mais cautelosas, as mulheres se preparam melhor quando o assunto é o seu dinheiro e sua saúde financeira e, por isso, também não se assustam no primeiro momento de crise. (Fonte Exame)

Elas, ao contrário da maioria dos homens, fazem um melhor planejamento antes de retirar seu dinheiro da segurança que uma caderneta de poupança oferece, e aplicá-lo em um investimento rentável com possibilidades agressivas e um pouco mais de risco.

Serem cautelosas e conservadoras, nesse caso, não é um problema e não impede que elas busquem lucros extraordinários, muito pelo contrário, essas características tornam-se um diferencial e um aliado na hora de buscar um investimento.

Coloque o cinto de segurança e voe mais alto!

Todos nós já ouvimos e vimos pesquisas que comprovam que as mulheres se envolvem menos do que os homens em acidentes graves de trânsito. Isso porque elas respeitam mais as leis e são mais cuidadosas, colocando a segurança em primeiro lugar.

No mercado financeiro também é assim. Para alçar vôo na bolsa de valores é preciso conhecer o mercado, traçar a melhor rota e ser paciente, mantendo a calma para reagir em um momento crítico.

Enquanto os homens se arriscam mais, as mulheres procuram estudar melhor as opções de investimento, fazer cursos e se aprofundar em conhecimentos bem fundamentados, antes de dar o primeiro passo e escolher a melhor maneira de investir de acordo com seus objetivos.

Dessa forma fica mais fácil elaborar uma estratégia de sucesso e segui-la, pois está baseada em informações precisas e não sujeitas aos conflitos de notícias e boatos sobre o momento econômico.

bolsa de valores: um caminho para conquistar sonhos.

Cada vez mais as mulheres buscam conquistar um espaço de independência, estabilidade e destaque. Elas não querem apenas um bom casamento ou um emprego, mas, sim, o sucesso da sua vida financeira e a conquista de sonhos.

Para isso, potencializar seus ganhos é fundamental e os investimentos na bolsa são uma ótima opção.

No atual momento em que vivemos, com a bolsa em queda, as incertezas do mercado se tornam oportunidades extraordinárias para ganhos significativos e, quem sabe, a construção de uma verdadeira história de riqueza.

Podemos observar inúmeras e sólidas empresas que estão hoje valendo menos do que o seu real valor e a tendência na bolsa de valores é que, em algum momento, essas empresas retornem a ele.

E essa é a oportunidade de ter ganhos espetaculares, comprando as ações mais baratas e vendendo quando as mesmas se valorizarem.

A maior dificuldade é, justamente, encontrar essas empresas e apostar na melhor opção.

Veja aqui como se preparar para este caminho, aprenda como investir na Bolsa.

mexa-se!

Para quem leu anteriormente o artigo “Tire seu dinheiro da zona de conforto” isso se torna ainda mais claro. (Se não leu é bom dar uma passadinha por lá…)

Dar o primeiro passo é o mais difícil. Mas, se aliarmos a natureza cautelosa das mulheres ao momento extraordinário do mercado de investimentos, temos uma excelente receita de sucesso. 

o momento é agora… 

Momento de cuidar melhor da sua saúde financeira, momento de poupar mais, de se preparar, sair da zona de conforto e buscar, disciplinadamente, uma nova forma de transformar suas finanças.

E isso, no mercado de investimentos, não é privilégio dos homens. Cabe apenas à você o poder e responsabilidade de encontrar meios que lhe atendam e iniciar, de forma segura, sua estratégia de investimentos.

Então, o que você está esperando…

Ficou com alguma dúvida? Deixe nos comentários abaixo.

Fonte: Equipe – Toro Radar (www.tororadar.com.br)

 

14 set 2015

COMEÇA HOJE: SEMANA DO COMÉRCIO VAREJISTA

No Comments Administração e Gestão, Dados sobre Empreendedorismo, Economia, Empreendedorismo, Evento, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Pequena Empresa, SEBRAE, Vendas

Ação envolvendo os 33 escritórios do SEBRAE-SP no Estado oferece dicas para inovar, motivar equipes e melhorar controles financeiros no varejo.

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O comércio paulista enfrenta grandes desafios diante da queda do nível de emprego e renda, aumento da inflação e alta dos juros, que derrubaram o faturamento dos pequenos negócios do setor em 12,2% no primeiro semestre e esfriaram o ânimo dos comerciantes em investir e contratar. Para enfrentar este cenário, de 14 a 18 de setembro o Sebrae-SP promove a Semana do Comércio Varejista – uma grande ação de orientação em todo o Estado, envolvendo 37 produtos Sebrae para melhorar gestão e vendas, sendo sete soluções destinadas à inovação do segmento.

O objetivo da ação é levar de forma massiva aos clientes da instituição e também aqueles que ainda não conhecem seus serviços, soluções para os seus negócios em temas pertinentes ao comércio varejista como vendas, motivação de equipes, controles financeiros, vitrinismo, tendências de moda, entre outros. A expectativa é que 3,6 mil pessoas sejam atendidas no período, em oficinas, palestras, consultorias individuais e coletivas, boa parte delas, gratuitas.

No Estado de São Paulo existem mais de 870 mil micro e pequenas empresas do comércio, o que representa 39% do universo total de MPEs. Por segmento de atividade, destacam-se varejo do vestuário (10,6%), varejo de materiais de construção (6,9%), comércio de autopeças (5,9%), minimercados e mercearias (4,8%), manutenção e reparação de veículos (3,7%), padarias e varejo de laticínios e doces (3,0%).

Não seria exagero afirmar que o pequeno varejo é fundamental para geração de emprego e renda, e sofre com o desaquecimento da economia e das vendas no mercado doméstico. A Semana será uma experiência piloto, concentrando atividades voltadas especificamente ao apoio a esse segmento no estado de São Paulo.

Os interessados podem se inscrever desde já pelo 0800 570 0800, e terão ainda oportunidade de participar de cursos do programa Sebrae Inova que, em parceria com entidades como Senai e Senac, permitem maior aprofundamento em temas como Vitrinismo, Visual Merchandising, Técnicas de Exposição de Produtos, Planejamento de Produtos de Moda e Desenvolvimento de Coleção de Moda, entre outros.

Uma grade com diversos cursos online também estará disponível,  nas áreas de marketing, empreendedorismo, finanças, administração e recursos humanos. Mais informações podem ser obtidas diretamente nos escritórios do Sebrae-SP ou você pode clicar aqui: http://migre.me/rwTbl

Queda nas vendas

A pesquisa Indicadores do Sebrae-SP revela que as micro e pequenas empresas paulistas amargaram fortes perdas no primeiro semestre deste ano. O faturamento real (já descontada a inflação) recuou 11,9% frente a igual período de 2014, resultado pior do que o registrado no acumulado de janeiro a junho de 2009 (-10%), quando a economia sofria consequências da crise financeira internacional. A queda atingiu todos os setores: serviços recuaram 13%; indústria, – 8,6%, e o comércio, -12,2% frente a igual período de 2014.

Apesar do quadro de queda nas vendas, conforme pesquisa do Sebrae-SP, realizada em julho, 57% dos proprietários de micro e pequenas empresas esperam manter o faturamento da empresa nos próximos seis meses. Não é a toa que empreendedor é um mesmo um ser humano persistente, né?!?  

12 set 2015

AFINAL, O QUE A GERAÇÃO Y QUER?

No Comments Carreira, Comportamento, Economia, Empreendedorismo, Gestão de Pessoas, Liderança, Mercado, Relacionamento Interpessoal, Relações de Trabalho

Beirando os 30 anos, a Geração Y está com tudo. Conheça um pouco mais sobre o perfil dessa importante força de trabalho. 

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A Geração Y, desde que a nomenclatura foi criada, vem dando o que falar. Para quem não sabe exatamente, é o nome dado às pessoas nascidas entre os anos 80 e 90. Uma geração que já beira os 30 anos e já está com presença sólida no mercado de trabalho. Mas você já parou para pensar como eles se comportam no mundo dos negócios? Quais seus objetivos? Como reter e engajar esses talentos?

Diferente da Geração Z – aqueles nascidos a partir de meados dos anos 90, a Geração Y cresceu em meio as transformações que a internet causou no mundo. De uma infância sem acesso à rede para uma adolescência e começo da vida adulta impactada radicalmente pelas transformações que a sociedade viveu a partir dos anos 2000.

A GRANDE MARCA REGISTRADA DA GERAÇÃO Y TALVEZ SEJA O EMPREENDEDORISMO.

E talvez você mesmo seja um empreendedor dessa geração. Estamos falando de jovens com segurança para arriscar (o que é mais do que fundamental para quem quer empreender), de pessoas que deixaram de lado as carreiras tradicionais para criar seus próprios empregos e que buscam uma vida mais livre, com equilíbrio entre desenvolvimento pessoal e profissional, propósito em suas atividades e ter conquistas que estão muito além do dinheiro.

Afinal, o que a Geração Y quer?

Talvez você, empreendedor, deve ter se identificado com a descrição acima. Então, também deve estar vivendo na pele outro lado da moeda: como é ter um funcionário com “cabeça Y”? O que é preciso para reter e engajar esse funcionário? Quais suas motivações? Por que esse jovem talento optaria pela sua startup e não por qualquer outra?

Mais uma vez, estamos falando de uma força de trabalho que não busca apenas remuneração financeira. Eles querem ser reconhecidos, precisam se sentir livres e empoderados para tomar decisões, e buscam ambientes de trabalho onde possam confiar em seus colegas, crescer junto com a empresa e causar impacto genuíno.

Esta matéria da Exame apresenta um levantamento da consultoria Universum, realizado com jovens de sete áreas de estudo: administração de empresas, engenharia, tecnologia da informação, direito, saúde e medicina, ciências naturais, humanidades e educação, sobre o que eles buscam em suas carreiras. Foi possível perceber uma importante tendência: a busca por uma divisão equilibrada entre a vida pessoal e a carreira. Já a estabilidade no emprego é um objetivo que vem ganhando mais importância nos últimos dois anos. “O aumento da instabilidade econômica faz subir a preocupação com a segurança no emprego”, diz André Siqueira, gerente de operação da Universum no Brasil.

O site Knoll, especialista em estudar a relação de pessoas e seus ambientes de trabalho, separou uma lista com alguns dos valores da geração Y. Se liga:

  • Meritocracia: Essa geração acredita que alguém que tenha talento e trabalhe bem deve ser bem sucedida;
  • Camaradagem: O sucesso obtido em grupo é melhor do que obtido individualmente.
  • Fazer diferente: A geração Y não acredita em fazer algo só porque é o jeito como sempre foi feito. Preferem procurar uma maneira nova e melhor de executar uma tarefa.
  • Independência: Funcionários com cargos diferentes e tarefas diferentes devem ser tratados individualmente, não como uma coisa. Ou seja, quem faz a limpeza, não precisa chegar no mesmo horário de quem cuida da direção de arte, e por assim em diante.

A geração Y não está preparada para frustrações

Como nem tudo é perfeito, essa super força de trabalho, esse jovem criativo, inovador, fazedor e cheio de gás também não chega perfeito e pronto ao mercado de trabalho. Mas quem chega? De acordo com Sidnei Oliveira, especialista consultado pela Época Negócios, o jovem da Geração Y não sabe lidar com frustrações. “Nesses últimos 20 ou 30 anos, nós não preparamos o jovem para lidar com as perdas. De alguma maneira, a sociedade e a família mudaram o seu discurso e sua forma de lidar com os filhos, protegendo eles de frustrações o máximo que era possível. Ou dividindo essa carga, em uma espécie de companheirismo”.

Para o especialista, essa proteção fez com que os jovens se tornassem mais frágeis para o mercado de trabalho. “Ele entra nesse mundo qualificado em termos acadêmicos. Mas, não tem muita “casca”, cicatriz, que dê força para suportar a realidade da consequência. Mais do que isso, o jovem espera que o mundo corporativo trabalhe a favor dele. Ou que os gestores ajam como os pais, dividindo a responsabilidade, protegendo e dando benefícios antes das consequências. Só que a vida reaI funciona diferente”

Como lidar com o choque de gerações dentro de equipes?

Essa pergunta preocupa muitos empreendedores. Como compatibilizar aquela liderança de outra geração, que já sabe tudo sobre a empresa e o mercado; com esse jovem cheio de gás, energia para transformar, que não tem medo de dar sua opinião ou questionar lógicas pré-estabelecidas?

A revista Exame traz um breve depoimento da diretora da People+Strategy, Célia Foja, sobre como motivar um time Geração Y. Para ela, o encontro de gerações precisa ser pensado como uma oportunidade de crescimento e aprendizado entre todas as partes. Ela vai além e fala da importância da retroalimentação. “É uma geração que busca feedbacks. Aproveite essa oportunidade. Sente e discuta. Dê a ele os horizontes, a dimensão daquilo que ele faz bem e daquilo que ele precisa melhorar”

O que eles esperam de seus líderes? A resposta é: mais do que líderes, que eles sejam mentores

A matéria da revista Época Negócios mencionada anteriormente traz uma entrevista com Sidnei Oliveira, que é especialista em gerações e autor do livro Geração Y: o nascimento de uma nova versão de líderes (Editora Integrare). Sobre a importante questão: o que os jovens  geração Y esperam de seus líderes?”. ele afirma: “O jovem declara esperar uma coisa, mas eu acho que ele espera outras. Ele declara que espera do líder: compreensão, paciência, desafios, delegação e confiança. Mas, ele está esperando que o gestor passe uma procuração, para daí ele entrar no jogo e protagonizar. E isso é o que ele declara e o que mais a gente vê nas pesquisas. Olhando bem o jovem e tentando entender o que está por trás dessa declaração eu percebo que o que ele realmente espera dos líderes é uma condição de referência que ele não tem encontrado. Os líderes, no geral, estão muito ocupados executando as tarefas, controlando as equipes e eles não têm se preocupado em ser referências para os jovens. O que os jovens mais precisam nesse momento é de referência, de mentores. Hoje, a geração Y tem muita dificuldade de olhar para alguém mais velho e enxergá-lo como alguém de referência, como um mentor que de alguma maneira possa inspirá-lo a tomar uma decisão ou caminhar em uma direção. Não é aconselhar, é inspirar. É diferente de dar um conselho, ou um palpite”.

Outros dados que valem a pena serem analisados é uma pesquisa feita pelo Intelligence Group sobre o comportamento da Geração Y:

  • 64% deles dizem que querem um trabalho que ajude a fazer um mundo melhor;
  • 72% querem ser seus próprios chefes, mas se não conseguirem, querem um patrão que assuma a função de treinador ou mentor;
  • 88% preferem uma cultura de trabalho colaborativo ao invés de um ambiente competitivo;
  • 74% querem horários de trabalhos flexíveis;
  • 88% querem um melhor equilíbrio entre a vida e o trabalho.

Estamos falando de profissionais que querem focar no plano a longo prazo e não só no pagamento no fim do mês; de uma empresa que reconheça seus talentos e seu respectivo trabalho duro. Para eles, chega daquela simples divisão de cargos em funcionário, gerente e diretor. Já existem muitas camadas aí no meio e um bom trabalho deve ser reconhecido. Independente de crise ou não crise.

O grande segredo para reter um jovem talento geração Y é diálogo aberto.

Esse jovem quer fazer, quer transformar e realizar, cabe aos seus líderes, mentores e gestores criarem o campo ideal para que ele cresça e faça a empresa crescer junto com ele. Boa sorte!

Fonte: Endeavor 

08 set 2015

EMPREENDEDORISMO SOCIAL

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Veja oportunidades para quem quer empreender com impacto social. Você pode ter um papel fundamental na melhoria da saúde e educação no país.

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Saúde e educação estão entre as maiores preocupações dos brasileiros, conforme aponta pesquisa realizada antes das eleições presidenciais de 2014 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).  Como a oferta de serviços por parte do governo está longe de ser satisfatória nessas áreas, a iniciativa privada pode ajudar. E quem se preparar e estiver atento às necessidades do mercado e inovações tecnológicas tende a lucrar alto com atuação empreendedora com foco em impacto social.

Para a coordenadora do Centro de Empreendedorismo Social da USP, professora Graziella Comini, a iniciativa privada pode ter um papel fundamental na melhoria dos serviços de saúde e educação no país. “Em nenhum momento podemos descuidar do setor público e temos que cobrar que ele cumpra suas obrigações com qualidade. Tanto na saúde quanto na educação o governo pode sim fazer melhor. Mas também é muito cômodo criticar sem fazer nada. Vamos ter que trocar o pneu com carro andando. A iniciativa privada pode atuar em complementação ao poder público e existem diversas possibilidades de negócios nesse sentido, inclusive em parcerias com o governo”, afirma Graziella Comini.

Na área de saúde, Graziella lembra que a maioria da população de baixa renda é dependente do Sistema Único de Saúde (SUS), que se encontra nitidamente sobrecarregado. “As classes D e E, principalmente, ainda não têm acesso aos planos de saúde. O SUS é necessário, mas não consegue atender um país continental como o Brasil. Por isso, a possibilidade de negócios para essas classes é enorme, o que desafogaria o SUS”, explica.  

Já no setor de educação, o número de analfabetos (mais de 13 milhões segundo o IBGE) preocupa. “Não estamos formando pessoas que consigam crescer e se desenvolver profissionalmente.  Muitos só sabem ler o básico, mas não possuem uma autonomia de interpretação. Isso vai dificultar a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho. O número de analfabetos, sejam funcionais ou não, revela uma realidade que abre uma janela para batalhar pela melhoria da qualidade do ensino público e também abre a oportunidade de empreendimentos privados que possam cobrir essa lacuna”, ressalta Comini.

Diante dessa realidade e com a ajuda da especialista, procuramos listar três possíveis caminhos para quem quer empreender nos segmentos de saúde e educação:

  saúde  

1. Aproximar a população do atendimento

Chegar até um hospital ou unidade de saúde é uma aventura para muitos brasileiros. Iniciativas que possam levar os exames e os médicos (atendimento domiciliar) até essas pessoas tendem a evoluir nos próximos anos, o que ajuda a esvaziar os hospitais. Já existem ônibus e carretas que visitam comunidades distantes para realizar exames para diagnosticar doenças como câncer de mama e catarata. A evolução da tecnologia é fundamental, já que diminui o tamanho dos equipamentos e os torna cada vez mais portáteis.

2. Clínicas populares

Se a população de baixa renda não possui plano de saúde e conseguir uma consulta em hospital público pode parecer um milagre, surge espaço para clínicas com consultas a preços mais acessíveis. Elas já são realidade em algumas cidades brasileiras (Dr. Consulta, em São Paulo e Clínica Sim, em Fortaleza) e tendem a se multiplicar em outros centros urbanos.

3. Acesso à informação

O governo tem investido em ampliar seus canais de comunicação com a população. Agendamento de consultas online, localização dos postos de saúde e hospitais na cidade, informações sobre os médicos especialistas disponíveis, pesquisa de preços de medicamentos pela internet são exemplos de serviços que podem dinamizar o atendimento e deixar o cidadão mais informado, sempre com o auxílio do médico. Aí também se encaixam empresas como a Medicinia, uma plataforma que busca otimizar o fluxo de informações em clínicas e hospitais e evidencia como a tecnologia pode estar a serviço da saúde.

  educação  

1. Gestão e infraestrutura

Os responsáveis pelas escolas precisam ser mais profissionais quanto à gestão institucional, administrativa e financeira. Nesse sentido, aparecem oportunidades para sistemas que otimizem a compra de insumos (merenda, material de limpeza, etc.), que organizem o orçamento para reformas estruturais necessárias e que abasteçam as salas de aulas com a tecnologia necessária para as novas possibilidades de ensino (tablets, televisões, redes wi-fi, etc.)

2. Conteúdos e objetos educacionais

Se o ensino em sala de aula não anda dos melhores, surge a possibilidade de aperfeiçoa-lo com ferramentas online. Cursos (de línguas, por exemplo), atividades complementares de reforço (específicas para cada aluno), aplicativos que auxiliam estudantes com alguma deficiência, produção de games e sites temáticos são exemplos de conteúdos educacionais que complementariam o aprendizado.

3. Aperfeiçoamento da metodologia de ensino

A capacitação e atualização dos professores é fundamental nesse sentido. Eles precisam se preparar para salas de aula e alunos mais tecnológicos e adaptar o conteúdo a essa tendência. Ferramentas virtuais que possibilitem contato imediato com coordenadores pedagógicos, elaboração de plano de aula e compartilhamento de bibliografias ajudam. Assim, os educadores estariam ambientados com aulas outdoor (em parques e museus, por exemplo), atividades virtuais (simulados, provas, trabalhos) e oferecimento de conteúdo educacional em diversas plataformas.

Você curte a ideia de empreender e mudar o mundo?!? Que tal? 

Fonte: Na Prática 

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