Archive for Consumo

18 set 2015

DICA DE LEITURA: A SOCIEDADE DO CUSTO MARGINAL ZERO

No Comments Administração e Gestão, Consumo, Economia, Economia Criativa, Economia Digital, Empreendedorismo, Liderança, Mercado, Novos Mercados, Sustentabilidade

Consegue imaginar um mundo em que as relações sociais prevaleçam sobre as relações financeiras? 

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As regras do jogo da economia estão mudando. E não estou falando das medidas de contenção e arrecadação do nosso governo, mas sim de transformações sociais que apontam megatendências que modificarão nosso jeito de viver e consumir.

A previsão provocativa é do americano Jeremy Rifkin, que acaba de publicar seu novo livro "The Zero Marginal Cost Society" ("A Sociedade do Custo Marginal Zero", em tradução livre).

lounge-empreendedor-sociedade-com-custo-marginal-zeroO título pode parecer grego para não economistas, mas o princípio é muito simples: à medida que penetramos na sociedade do conhecimento e na economia criativa, o eixo de análise econômica se desloca. O surgimento da Internet das Coisas – das Comunicações, da Energia e dos Transportes – está convergindo para a criação de uma rede global com estrutura inteligente e indissolúvel e tem acelerado a produtividade e reduzido o custo marginal de produzir e distribuir unidades adicionais de bens e serviços – descontados os custos fixos – a praticamente zero, tornando-os essencialmente gratuitos.

Como resultado, o lucro corporativo começa a secar, os direitos de propriedade perdem força e a noção convencional de escassez econômica dá lugar à possibilidade de abundância à medida que setores inteiros da economia ingressam na web com custo marginal zero.  Algo que André Gorz chama de economia imaterial em que o principal fator de produção, o conhecimento, uma vez produzido, pode ser difundido de forma ilimitada e gratuita por todo o planeta, com custo zero.

Isso inverte completamente o sentido do capitalismo: levar cada aspecto da vida humana para a área econômica, transformando em uma mercadoria que será negociada como um bem. Ao longo do tempo, quase nenhuma necessidade humana escapou dessa transformação. A comida que comemos, a água que bebemos, os artefatos que produzimos e usamos, as relações sociais em que nos envolvemos, as ideias que trazemos à luz, o tempo que gastamos… Tudo reorganizado, precificado e levado ao mercado de forma individualizada.

Para Rifkin, caminhamos para a criação de uma economia mundial híbrida onde um sistema colaborativo estará convivendo com um capitalismo cada vez menos importante. Mercados estão começando a dar lugar a redes, a posse está se tornando menos importante do que o acesso, a busca do interesse próprio está sendo moderada pela pressão de interesses colaborativos e o tradicional sonho de enriquecimento financeiro está sendo suplantado pelo sonho de uma qualidade de vida sustentável que impulsiona novos negócios e oportunidades de empreender.

o desafio atual é garantir a segurança dos dados e a proteção do sigilo pessoal em um mundo aberto, transparente e conectado globalmente.

Não se trata aqui apenas de compartilhar uma música com os amigos, ou de colocar um filme no Youtube. Rifkin nos traz centenas de exemplos na área das finanças, com inúmeras redes peer-to-peer (P2P) permitindo fluxos financeiros entre quem tem recursos parados e quem deles precisa, escapando aos juros e tarifas escorchantes dos intermediários financeiros.

Aliás, Rifkin disponibiliza o conteúdo do seu livro online. No plano mais amplo, ao difundir sua compreensão acerca dos mecanismos econômicos está contribuindo para o nível educacional da sociedade, e pontualmente também para o bem-estar de todos. Estará perdendo dinheiro? Na realidade amplia a sua visibilidade, e ganhará mais com os convites que recebe. No novo modelo de ciclo econômico baseado em conhecimento e com forma imaterial, precisamos equilibrar as tarefas remuneradas e as colaborativas, sabendo que à medida em que o conhecimento se torna o fator de produção mais importante do planeta, a dimensão não diretamente remunerada se amplia. São os novos equilíbrios em construção.

Por isso, a Internet das Coisas (IoT na sigla em inglês), permitirá conectar todos e tudo em um novo paradigma econômico que é muito mais complexo do que a Primeira e Segunda Revoluções Industriais, mas cuja arquitetura é distribuída em vez de centralizada. “Mais importante ainda, a nova economia irá otimizar o bem-estar geral por meio de redes integradas lateralmente na esfera dos bens comuns colaborativos (Collaborative Commons), em vez de empresas integradas verticalmente no mercado capitalista”.

Na visão de Rifkin, a rápida expansão desta nova economia leva a uma possibilidade de escaparmos do poder dos gigantes da intermediação e da filosofia da guerra econômica de todos contra todos, expandindo progressivamente os espaços de colaboração direta entre os agentes econômicos ao mesmo tempo produtores e consumidores, os famosos “prosumers”. A face mais óbvia do futuro descrito por Rifkin são hoje os sites de compartilhamento de carros e casas, como o Airbnb. Nesses novos tipos de transações, o acesso é mais importante que a posse e o capital social vale mais que o capital financeiro.

Entendo que isso pareça totalmente inverossímil para a maioria das pessoas, de tão condicionados que nos tornamos à crença de que o capitalismo é tão indispensável para nosso bem-estar quanto o ar que respiramos. Embora os indicadores da grande transformação para um novo sistema econômico ainda sejam suaves e, em grande parte, anedóticos, a economia de compartilhamento está em ascensão e, torço para que em 2050, tenha se estabelecido como principal árbitro da vida econômica mundial.

Otimismo exagerado?

Talvez, mas o que tiramos de muito útil do livro não é saber se o futuro será mais ou menos cor de rosa, mas uma compreensão muito aprofundada das oportunidades que surgem para uma economia mais humana. A realidade é que há uma outra economia/sociedade em construção, e entender os mecanismos, além de instrutivo, é profundamente agradável.

SOBRE O AUTOR:

JEREMY RIFKIN é um dos pensadores sociais mais populares da atualidade, é autor de 20 best-sellers traduzidos para 35 idiomas. Rifkin é consultor para a União Europeia e para chefes de estado ao redor do mundo, além de palestrante do programa de educação executiva da Wharton School da Universidade da Pensilvânia.

 

10 ago 2015

COMPRE DO PEQUENO

No Comments Consumo, Empreendedorismo, Evento, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Pequena Empresa, SEBRAE, Vendas

Movimento estimula a população a concentrar o consumo no dia 5 de outubro em micro e pequenas empresas para fortalecer a economia

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Em uma iniciativa inédita, foi lançado em todo o país um movimento para estimular a sociedade a consumir produtos e serviços fornecidos por micro e pequenas empresas. A ação é liderada pelo Sebrae e pretende usar a força dos pequenos negócios – mais de 10 milhões de empresas no Brasil, que faturam no máximo R$ 3,6 milhões por ano – para fortalecer a economia.

“Há 42 anos, o Sebrae prepara o empreendedor para melhorar a gestão das empresas, para que elas se tornem mais eficientes e atendam melhor os consumidores. É a primeira vez que fazemos um movimento para a sociedade, para que as pessoas percebam que, ao comprar do pequeno, estão melhorando a sua cidade, gerando empregos e ajudando a economia”, destaca o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. As micro e pequenas empresas são mais de 95% do total de empresas brasileiras, respondem por 27% do PIB no Brasil e por 52% do total de empregos com carteira assinada – mais de 17 milhões de vagas.

O movimento Compre do Pequeno Negócio (#CompredoPequeno) estabeleceu o dia 5 de outubro como data oficial, por se tratar do dia em que foi instituído o Estatuto da Micro e Pequena Empresa. A ação inclui um hotsite (www.compredopequeno.com.br) que enumera cinco razões para comprar dessas empresas:

  1. É perto da sua casa
  2. É responsável por 52% dos empregos formais
  3. O dinheiro fica no seu bairro
  4. O pequeno negócio desenvolve a comunidade
  5. Comprar do pequeno negócio é um ato transformador

No hotsite, os empreendedores também poderão cadastrar suas empresas para que o consumidor encontre os produtos e serviços de que precisa, perto de sua casa ou trabalho. (Se você é empreendedor, é pequeno e quer entrar nessa, acesse agora www.compredopequeno.com.br

O Sebrae e instituições parceiras vão realizar uma semana de capacitação em todo o Brasil, de 21 a 26 de setembro, para preparar os empresários especialmente para esta data (05/10), com palestras, consultorias e orientações sobre controle de custos e atendimento ao cliente.

Para incentivar a participação no movimento Compre do Pequeno Negócio, haverá campanhas na mídia, nas redes sociais e a distribuição de kits para que as pequenas empresas sejam facilmente identificadas pelos consumidores. “A expectativa é de o 5 de outubro se torne uma data em que as pessoas preferencialmente comprem das micro e pequenas empresas e assim colaborem com o crescimento da economia brasileira”, ressalta Barretto.

Movimento Compre do Pequeno Negócio em São Paulo

As micro e pequenas empresas já passam de 2,7 milhões no Estado de São Paulo, e representam mais de 99% do total de CNPJs. Respondem por 27% do PIB e empregam 48% dos trabalhadores com carteira assinada – cerca de 5 milhões de pessoas.

Em todo o Estado, o Sebrae-SP preparou uma série de ações e campanhas para divulgar o Movimento e conscientizar a sociedade sobre a importância do pequeno negócio para o desenvolvimento da economia, em especial no seu bairro e na sua cidade.

De agosto até outubro, serão realizados em todo o Estado feirões de saldos para incentivar a geração de negócios e aumentar as possibilidades de venda no segmento de varejo junto ao consumidor final. Haverá também eventos de negócios, que permitirão a reunião de diversos empresários com foco na integração de soluções setoriais ou multissetoriais, por meio de transações entre microempreendedores individuais e microempresas.

Além disso, o Sebrae-SP promoverá uma grande ação junto aos órgãos públicos, como prefeituras e agentes de desenvolvimento, bem como articulação com parceiros, federações e associações.

“Estamos engajados neste grande movimento. Os mais de 150 pontos de atendimentos do Sebrae-SP no Estado, incluindo os carros do Sebrae Móvel, além dos mais de mil funcionários da entidade, estão preparados para fortalecer e divulgar as ações deste projeto. Não apenas para as milhões de pequenas empresas como para toda a sociedade, que é a grande consumidora dos pequenos negócios”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano. 

22 set 2013

ECONOMIA CRIATIVA E DESIGN EXPERIENCE

No Comments Administração e Gestão, Consumo, Cultura, Economia Criativa, Empreendedorismo, Inteligência Competetitiva, Mercado, Modelo de Negócio, Proposta de Valor

O Design e a Economia da Experiência são novos termos de gestão que você precisa ficar atento se quiser sucesso no mercado

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Sempre falo em minhas palestras ou orientações empresarias que empresas que oferecem mais do mesmo ao mercado estão fadadas a integrar a pesquisa de mortalidade realizada pelas instituições de fomento ao empreendedorismo em todo o país. Ok! Isso não é nenhuma novidade… Mas a questão que acompanha essa afirmação é como, então, encontrar o seu ponto de diferenciação?

O atendimento ao consumidor está vivendo um novo modelo de negócios e gestão, no qual as empresas trabalham em um processo de fidelização da marca e em práticas que englobem sentimentos e valores aos produtos e serviços oferecidos.

Os conceitos têm por base proporcionar ao consumidor mais do que a compra de um produto, mas também a vivência de uma experiência e envolvimento com a loja e a marca. O segredo está na EXPERIÊNCIA.

Desde que nascemos, nossa vida está completamente ligada aos sentidos, à percepção psicológica indireta e ao significado do que nos é simbólico. Mas as empresas ainda não aprenderam a aproveitar todo o potencial da experiência.

lounge-empreendedor-economia-criativa-e-design-experienceSe você conseguir abrir mão da briga por preço, receita ou market share e buscar observar o consumidor e interagir com ele até que ele se sinta extasiado em ser seu cliente, você perceberá que seus resultados serão mais perenes e até, mais altos na perspectiva financeira.

Esse foi o tema do encontro realizado com especialistas de mercado pelo Conselho de Criatividade e Inovação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) no último dia 20 de setembro em São Paulo: Design Experience: a revolução nos serviços.

Para eles, o modelo antigo de negócio – aquele que cria a demanda e não percebe as necessidades do cliente – se esgotou com o advento da internet e com a evolução do perfil do consumidor, cada dia mais exigente. “O comando das vendas passou do empresário para o consumidor com a era digital. Precisamos entender como conviver com isso e ter diferenciais para atender”, disse o presidente do Conselho de Criatividade e Inovação da FecomercioSP, Adolfo Melito. Segundo ele, o varejo vai precisar passar por uma mudança de cultura, observando a interação do consumidor com seu produto e sua marca: “Muitas vezes é necessário trabalhar com valores intangíveis, como a emoção e os sentidos, para liderar nessa tendência”.

Grandes empresas pelo mundo já têm mudado sua forma de relacionamento com os consumidores aproximando os clientes dos processos de criação de produtos e serviços. Chamado de cocriação, o processo ainda não é realidade em terras brasileiras da forma como o potencial humano brasileiro poderia exercê-lo, pois muitas empresas ainda se recusam a perder o poder para o seu consumido e mantêm o “departamento de criação”, composto por 10 ou 15 pessoas, como berço dos “únicos criativos” que interessam. A constatação foi do publicitário e sócio da agência A Ponte Estratégia, André Torretta.

Para o publicitário, a cocriação é a grande inovação do futuro. “A inteligência coletiva é mais poderosa do que a individual. Agora quem decide é o consumidor e quem não mudar, vai perecer. O modelo que deu certo no passado não vai mais funcionar”, completou.

Precisamos urgentemente pensar no redesign dos serviços brasileiros. Nem saberia dizer quantas vezes já falei aqui no Lounge Empreendedor que a inovação não é um processo apenas para as grandes empresas ou para aqueles cheios de dinheiro. Ela é um processo possível (e necessário) para todos. Como disse, André Torretta, o Brasil não é o país da FGV ou do paulistano que “toma café na padoca”. O cliente que precisamos conhecer é aquele que acorda correndo, joga um toddynho, uma trakinas e uma maçã na bolsa e vai tomar o seu café da manhã no trem e no metrô, pois precisa chegar pontualmente ao trabalho.

Para o professor e responsável pela empresa Trade Marketing, Francisco J. S. M. Alvarez, o crucial é atender ao cliente da maneira como ele quiser, independentemente do canal de venda. “A experiência de compra agora é sensorial. É uma interação lúdica, indo além do ato da compra. O varejo precisa despertar e entender que o ‘como se compra’ impacta mais na satisfação do cliente do que ‘o que se compra’, afirmou.

As estratégias de venda devem ser montadas com base em um estudo sobre a experiência do consumidor, com foco exclusivo na necessidade real do cliente. De acordo com Lincoln Seragini, presidente da Seragini Design de Ideias, as empresas precisam aprender rápido a lição e implementar os conceitos de branding e experiência. “É muito difícil hoje se diferenciar e competir com produtos e serviços. Temos de investir na busca de ideias e de novas demandas. A experiência faz diferença e cada marca tem seu apelo próprio, como Disney e Apple”, disse.

Toda empresa existe para vender produtos, serviços, a promessa da marca (a mística do intangível) ou uma experiência. Erram aquelas que focam sua entrega apenas nos dois primeiros, pois produtos e serviços podem ser facilmente copiados, mas não se copia a mística de uma marca e a experiência que um cliente possui com o seu negócio. Vivemos em um grau de competição que não admite mais falhas e sua empresa não conseguirá sobreviver focada apenas na competição pelo preço. A palavra de ordem é VALOR!

lounge-empreendedor-economia-criativa-e-design-experiencO professor Lincoln Seragini apresentou várias situações em que a associação do fator sensorial e da percepção do cliente fizeram a diferença em negócios atualmente no mercado. Veja a foto da embalagem de um amaciante associada ao cuidado da gestação. Não é linda? 

O objetivo da aplicação do conceito de Economia da Experiência nos negócios é atrair novos clientes a partir da oferta de acontecimentos exclusivos e memoráveis que jamais deixem sua memória. A Sociedade dos Sonhos, cunhada em 1999 por Rolf Jensen, significa uma mudança fundamental no paradigma da produção e consumo; é um fenômeno comportamental que anuncia novas tendências de mercado nas quais o componente emocional assume uma posição central na lógica do consumo.

O seu cliente espera transformar sonhos e desejos em realidade e você, como um bom empreendedor de sucesso, precisa se esmerar para surpreender, emocionar e encantar sempre. Para isso, busque o inusitado, ofereça situações aos cinco sentidos e entenda o perfil desse consumidor diferenciado. Lembre-se que as pessoas estão dispostas a pagar mais por experiências que lhe satisfaçam. “Quando uma pessoa compra uma experiência, ela está disposta a pagar pelo intangível e por aquilo que ele significa”, afirmou Daniela Bitencourt do Instituto Marca Brasil.

Para fomentar ideias com essa proposta e empreendedores que busquem melhorar a percepção do consumidor, durante o evento na FecomercioSP foi feito o lançamento oficial da Creative Business Cup Brasil, competição internacional para empreendedores ligados à economia criativa. A iniciativa, liderada pela Endeavor em parceria com a Projecthub, surgiu na Dinamarca em 2010 e, neste ano, contará com 45 países participantes. Os empreendedores criativos interessados em participar têm até 20 de outubro para se inscrever pelo site da competição:
http://www.creativebusinesscupbrasil.com.br/.

Finalizando o evento, foi muito legal conhecer o secretário recém-empossado de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Marcos André Carvalho, e tomar conhecimento das iniciativas do governo federal para incentivar projetos e negócios criativos. “Estamos discutindo um novo comportamento da sociedade, que é baseado no conhecimento e valor agregado. Precisamos de projetos práticos que potencializem e ajudem a acelerar o desenvolvimento da economia criativa no Brasil. Precisamos vencer a dificuldade que o empreendedor cultural tem para incorporar a questões de gestão e superar seu vício em editais e leis de incentivo”.  Segundo ele, a secretaria está com vários projetos, incluindo inaugurar 13 incubadoras em 2014 no País por meio do projeto Brasil Criativo. Além disso, ainda estão em estudo a criação de um selo Brasil Criativo, oito observatórios de economia criativa, bolsas de pesquisa no CNPq para pesquisadores de economia criativa, proposta de novos marcos legais, linhas de financiamento e crédito e programas de educação.

O mundo é apaixonado pela cultura brasileira. Precisamos deixar de vê-la como a “cereja do bolo” e transformá-la em ingrediente principal de uma nova receita de desenvolvimento.  Quando, finalmente, percebermos sua centralidade como eixo de desenvolvimento estratégico, talvez consigamos atingir novos patamares (e experiências!) empresariais e sociais. Eu acredito MUITO nesse momento!

05 ago 2013

APROVEITE O DIA DOS PAIS E BOAS VENDAS

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Chegamos à semana que antecede o Dia dos Pais (o tempo voa mesmo, né?) e essa é uma excelente oportunidade para quem tem um comércio aumentar suas vendas.

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Embora não seja uma das principais datas no calendário do comércio varejista, o Dia dos Pais deste ano, comemorado dia 11 de agosto, deve alcançar boas vendas. A expectativa dos comerciantes, principalmente do setor de vestuário, calçados e presentes, é de que haja um aumento nas vendas entre 10% a 20% em comparação ao mesmo período do ano passado.

O motivo de tanto otimismo (nos últimos anos as vendas cresciam em torno de 5% nesta época do ano) é a queda de temperatura nas últimas semanas, o que estimula a busca maior por artigos de inverno como blusas, jaquetas, moletons, meias e sapatos.

A maior demanda de clientes é esperada justamente agora, após o 5º dia útil (pagamento de salários) e às vésperas da data. Por isso, é hora de aproveitar. Qualquer evento sazonal pode ser um ótimo momento para que empreendedores divulguem seus produtos e serviços de forma mais incisiva. No Dia dos Pais, você pode, por exemplo, montar kits temáticos para variados tipos de pai – do clássico ao fanático por futebol –, e aproveitar para colocar os produtos do seu cotidiano para trabalhar em prol do aumento no seu faturamento nessa semana.

Para atingir esse objetivo, comece pensando em seu estoque: não acumule muitos itens apenas para aproveitar descontos de fornecedores; mas garanta uma boa quantidade de produtos para não perder oportunidades de venda. Crie um mix de produtos e serviços com foco no “papai”, gere promoções, dê motivos para que o cliente consuma com você e ofereça sugestões por faixa de preços, pois quem procura por um presente, normalmente já tem um valor previamente reservado para a compra.

No quesito equipe, lembre-se sobre a importância de investir no aperfeiçoamento constante do pessoal de atendimento. Se um novo cliente for bem atendido em um evento sazonal, ele pode voltar em outras ocasiões.

Se você possui uma estrutura física para atendimento, tome algumas medidas com relação ao ponto de venda: ações como exposição correta dos produtos na vitrine, visando facilitar a escolha do cliente, e bom gosto na decoração e no visual interno da loja figuram entre os principais cuidados. Caso seu negócio esteja na internet, crie um layout personalizado, utilize banners customizados e promova sua página em mecanismos de busca. Você tem uma semana inteira para aproveitar!

  1. Defina seu público-alvo: em datas comemorativas, o público que vai frequentar sua loja pode não ser o seu público-alvo atual. Preste atenção e aproveite o novo cliente.
  2. Atenção aos cuidados essenciais: consulte sempre seus vendedores antes de realizar pedidos de compra. Ninguém sabe melhor do que eles aquilo que seu cliente deseja e procura.
  3. Faça um mix de produtos/serviços: pense em pacotes de serviços, vales-presente e explique as condições de troca. Isso evita problemas futuros para as duas partes.
  4. Treine seus funcionários: como estamos falando de uma data especial, sua equipe de vendas deverá utilizar argumentos de vendas diferentes e saber passar informações detalhadas sobre os produtos e serviços que você oferece.
  5. Faça promoções: lembre-se que promoção é vender algo e não somente baixar preço. Inove, invente, você é quem define o que promover, mas o cliente é que irá escolher o que comprar. Capriche!
  6. Adapte o ponto de venda: crie uma rotina de vendas para que o caixa seja rápido no fechamento da venda. Ninguém quer ficar em filas por muito tempo, mesmo quem deixou as comprar para a última hora.
  7. Divulgue sua loja: faça propaganda em jornal, revista, rádio, TV, faixas, carro de som, banner, etc. Cada cidade tem leis específicas sobre isso, mas veja aquilo que melhor se adéqua a você.
  8. Atenda bem seu cliente: conheça bem seu cliente e mantenha um diálogo constante com ele. A relação que começa agora pode durar por vários outros eventos comemorativos, afinal vem aí o Dia das Crianças, Natal, etc.

Dicas extraídas da cartilha Venda Melhor – Dia dos Pais do SEBRAE-SP

29 jul 2013

RESÍDUOS SÓLIDOS

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Saiba o que o empresário do comércio e serviços precisa saber sobre a destinação correta dos resíduos.

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Numa sociedade com preocupações intensamente voltadas para a saúde do meio ambiente, o lixo urbano se estabelece como um dos maiores problemas da atualidade. A legislação – que é, na teoria, um espelho dos anseios da população – não poderia ficar inerte diante desses novos cenários. Assim, a preocupação ambiental tem estado presente nas Casas Legislativas Brasileiras, que recentemente aprovaram diversas leis para tentar solucionar as questões relacionadas aos resíduos sólidos produzidos pelo País.

Além da Política Nacional de Resíduos Sólidos, alguns Estados e municípios também vêm desenvolvendo documentos legislativos próprios – são diversas leis, decretos e resoluções que passaram a ocupar-se do problema do lixo. Em meio a tantas regras sobre o tema, é perfeitamente normal que o empreendedor se sinta perdido.

Por isso, resolvi compartilhar com vocês um material muito legal elaborado pela FecomercioSP. A instituição desenvolveu um documento explicando de forma simples e pontual o que é preciso entender sobre as novas leis de descarte de resíduos sólidos. Assim, contribui para a aplicação das regras por parte do empresaria­do brasileiro, e para que o papel do setor privado no cenário de mudanças positivas em prol do desenvolvi­mento sustentável seja efetivamente cumprido.

Veja aqui algumas dicas simples se você quer começar:

  • lounge-empreendedor-resíduos-sólidosReduza seus resíduos, recicle e ainda contribua com o meio ambiente: uma iniciativa bastante simples para lidar com os resíduos gerados é reduzi-los e, naturalmente, reciclar (ou destinar para a reciclagem). O objetivo principal é fazer com que os resíduos transformem-se novamente em matéria prima, poupando recursos naturais. No caso do papel, esse processo pode ser repetido por até 10 vezes. Você sabia que 50kgs de papel usado e posteriormente reciclado poupa o corte de uma árvore?
  • Tenha um cadastro do lixo eletrônico: com intuito de contribuir com o retorno do resíduo eletrônico ao comércio, as empresas podem oferecer serviços de georeferenciamento, indicando pontos de coleta destes materiais por localidade, tal como o www.e-lixo.org ou a ABIPET.  É importante que empresas de pequeno porte façam parcerias com outras empresas ou, até mesmo, com associações como a ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) para não comprometer seu orçamento.
  • Aumente a oferta de pontos para coleta seletiva: para não arcar com os custos individualmente, os lojistas devem associar-se aos demais empresários para que a oferta a este tipo de serviço seja bastante abrangente para os consumidores.
  • Propicie um segundo uso a resíduos que podem ser reaproveitados: quando se trata de lixo eletrônico, a rápida obsolescência das mercadorias faz com que o descarte aconteça antes mesmo do fim da vida útil dos equipamentos. Estes equipamentos podem contribuir com programas de inclusão digital, sendo possível, inclusive, contar com o auxílio dos consumidores na indicação de instituições que têm este tipo de demanda. De qualquer forma, é importante também orientar os destinatários destes produtos para que o descarte, após uso, seja feito de forma correta. 
  • Invista em pesquisa e desenvolvimento: um processo produtivo verde contempla o uso dos próprios resíduos produzidos para derivar em novos produtos. Cria-se valor de mercado para o resíduo, pois este se torna matéria prima. Isso só é possível por meio de desenvolvimento tecnológico e muita pesquisa. Há muitas linhas de financiamento no mercado específicas para esta modalidade.
  • lounge-empreendedor-resíduos-sólidosConscientize seus clientes: por estar mais próximo do consumidor, o comércio pode realizar constantes campanhas de conscientização com seus clientes. A propriedade do bem passa a ser do consumidor no ato da compra e a destinação correta dos resíduos é uma responsabilidade coletiva, de todos envolvidos na cadeia. Estabelecimentos comerciais têm metas a serem cumpridas e isso só será possível com o auxílio dos consumidores.
  • Fique atento ao que está acontecendo em outros países: já ouviu falar em Design para Desmontagem ou Design for Disassembly? É o nome usado para dar condições necessárias à viabilidade econômica da reciclagem. Isso significa que algumas empresas já pensam em suas embalagens desde a concepção, focando 
    na simplificação da desmontagem do mesmo – para facilitar a reciclagem. Um dos consensos desta metodologia é a diminuição da diversidade de materiais na composição da embalagem. Quanto menor a quantidade de materiais, mais fácil e viável será a reciclagem.

Se você quer saber mais, faça o download do Guia – Resíduos sólidos da FecomercioSP.

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