Archive for Desenvolvimento Sustentável

18 set 2015

DICA DE LEITURA: A SOCIEDADE DO CUSTO MARGINAL ZERO

No Comments Administração e Gestão, Consumo, Economia, Economia Criativa, Economia Digital, Empreendedorismo, Liderança, Mercado, Novos Mercados, Sustentabilidade

Consegue imaginar um mundo em que as relações sociais prevaleçam sobre as relações financeiras? 

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As regras do jogo da economia estão mudando. E não estou falando das medidas de contenção e arrecadação do nosso governo, mas sim de transformações sociais que apontam megatendências que modificarão nosso jeito de viver e consumir.

A previsão provocativa é do americano Jeremy Rifkin, que acaba de publicar seu novo livro "The Zero Marginal Cost Society" ("A Sociedade do Custo Marginal Zero", em tradução livre).

lounge-empreendedor-sociedade-com-custo-marginal-zeroO título pode parecer grego para não economistas, mas o princípio é muito simples: à medida que penetramos na sociedade do conhecimento e na economia criativa, o eixo de análise econômica se desloca. O surgimento da Internet das Coisas – das Comunicações, da Energia e dos Transportes – está convergindo para a criação de uma rede global com estrutura inteligente e indissolúvel e tem acelerado a produtividade e reduzido o custo marginal de produzir e distribuir unidades adicionais de bens e serviços – descontados os custos fixos – a praticamente zero, tornando-os essencialmente gratuitos.

Como resultado, o lucro corporativo começa a secar, os direitos de propriedade perdem força e a noção convencional de escassez econômica dá lugar à possibilidade de abundância à medida que setores inteiros da economia ingressam na web com custo marginal zero.  Algo que André Gorz chama de economia imaterial em que o principal fator de produção, o conhecimento, uma vez produzido, pode ser difundido de forma ilimitada e gratuita por todo o planeta, com custo zero.

Isso inverte completamente o sentido do capitalismo: levar cada aspecto da vida humana para a área econômica, transformando em uma mercadoria que será negociada como um bem. Ao longo do tempo, quase nenhuma necessidade humana escapou dessa transformação. A comida que comemos, a água que bebemos, os artefatos que produzimos e usamos, as relações sociais em que nos envolvemos, as ideias que trazemos à luz, o tempo que gastamos… Tudo reorganizado, precificado e levado ao mercado de forma individualizada.

Para Rifkin, caminhamos para a criação de uma economia mundial híbrida onde um sistema colaborativo estará convivendo com um capitalismo cada vez menos importante. Mercados estão começando a dar lugar a redes, a posse está se tornando menos importante do que o acesso, a busca do interesse próprio está sendo moderada pela pressão de interesses colaborativos e o tradicional sonho de enriquecimento financeiro está sendo suplantado pelo sonho de uma qualidade de vida sustentável que impulsiona novos negócios e oportunidades de empreender.

o desafio atual é garantir a segurança dos dados e a proteção do sigilo pessoal em um mundo aberto, transparente e conectado globalmente.

Não se trata aqui apenas de compartilhar uma música com os amigos, ou de colocar um filme no Youtube. Rifkin nos traz centenas de exemplos na área das finanças, com inúmeras redes peer-to-peer (P2P) permitindo fluxos financeiros entre quem tem recursos parados e quem deles precisa, escapando aos juros e tarifas escorchantes dos intermediários financeiros.

Aliás, Rifkin disponibiliza o conteúdo do seu livro online. No plano mais amplo, ao difundir sua compreensão acerca dos mecanismos econômicos está contribuindo para o nível educacional da sociedade, e pontualmente também para o bem-estar de todos. Estará perdendo dinheiro? Na realidade amplia a sua visibilidade, e ganhará mais com os convites que recebe. No novo modelo de ciclo econômico baseado em conhecimento e com forma imaterial, precisamos equilibrar as tarefas remuneradas e as colaborativas, sabendo que à medida em que o conhecimento se torna o fator de produção mais importante do planeta, a dimensão não diretamente remunerada se amplia. São os novos equilíbrios em construção.

Por isso, a Internet das Coisas (IoT na sigla em inglês), permitirá conectar todos e tudo em um novo paradigma econômico que é muito mais complexo do que a Primeira e Segunda Revoluções Industriais, mas cuja arquitetura é distribuída em vez de centralizada. “Mais importante ainda, a nova economia irá otimizar o bem-estar geral por meio de redes integradas lateralmente na esfera dos bens comuns colaborativos (Collaborative Commons), em vez de empresas integradas verticalmente no mercado capitalista”.

Na visão de Rifkin, a rápida expansão desta nova economia leva a uma possibilidade de escaparmos do poder dos gigantes da intermediação e da filosofia da guerra econômica de todos contra todos, expandindo progressivamente os espaços de colaboração direta entre os agentes econômicos ao mesmo tempo produtores e consumidores, os famosos “prosumers”. A face mais óbvia do futuro descrito por Rifkin são hoje os sites de compartilhamento de carros e casas, como o Airbnb. Nesses novos tipos de transações, o acesso é mais importante que a posse e o capital social vale mais que o capital financeiro.

Entendo que isso pareça totalmente inverossímil para a maioria das pessoas, de tão condicionados que nos tornamos à crença de que o capitalismo é tão indispensável para nosso bem-estar quanto o ar que respiramos. Embora os indicadores da grande transformação para um novo sistema econômico ainda sejam suaves e, em grande parte, anedóticos, a economia de compartilhamento está em ascensão e, torço para que em 2050, tenha se estabelecido como principal árbitro da vida econômica mundial.

Otimismo exagerado?

Talvez, mas o que tiramos de muito útil do livro não é saber se o futuro será mais ou menos cor de rosa, mas uma compreensão muito aprofundada das oportunidades que surgem para uma economia mais humana. A realidade é que há uma outra economia/sociedade em construção, e entender os mecanismos, além de instrutivo, é profundamente agradável.

SOBRE O AUTOR:

JEREMY RIFKIN é um dos pensadores sociais mais populares da atualidade, é autor de 20 best-sellers traduzidos para 35 idiomas. Rifkin é consultor para a União Europeia e para chefes de estado ao redor do mundo, além de palestrante do programa de educação executiva da Wharton School da Universidade da Pensilvânia.

 

15 set 2015

THE VENTURE – CHIVAS REGAL

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Iniciativa premiará com um curso na Singularity University, da NASA, os empreendedores sociais com ideias mais promissoras

 

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Você deve estar se perguntando porque o Lounge Empreendedor está falando de whisky… Estresse? Válvula de escape? Que nada… Chivas Regal, o primeiro whisky de luxo do mundo, abriu inscrições para a segunda edição de “The Venture”, até o dia 25 de outubro. A iniciativa busca encontrar os empreendedores sociais mais promissores do país, aqueles com empresas e ideias inovadoras que tem como objetivo novas formas de desenvolver o bem-estar coletivo.

O finalista será escolhido por um júri especializado composto por nomes como Lucas Foster, Guilherme Lichand, Maria Prata e uma referência internacional de empreendedorismo social e será premiado com um curso na Singularity University, da NASA, que tem como missão educar, inspirar e capacitar líderes para aplicar tecnologias na solução dos grandes desafios da humanidade. O vencedor da etapa nacional ainda participará de um workshop de uma semana no Vale do Silício, na Califórnia, além de concorrer, com os finalistas dos demais países participantes, ao prêmio final de US $1 milhão.

“O empreendedorismo está forjado no DNA de Chivas, quando os criadores da marca James e John Chivas se uniram para fundar a Chivas Brothers e deram início a uma das mais importantes marcas de whisky do mundo, os irmãos se preocupavam em ajudar o seu entorno, dividindo seus ganhos e ajudando os agricultores da região a vender seus produtos. Por isso, acreditamos que negócios e economia podem transformar problemas em oportunidades. Acreditamos, principalmente, num futuro melhor construído por empreendedores sociais que buscam fazer a diferença. Por isso, é importante que existam iniciativas como o “The Venture”, para impulsionar ideias que contribuam para que os negócios sejam usados como uma grande força do bem”, diz Rafael Souza, Grouper das marcas Brown Spirits da Pernod Ricard Brasil.

“The Venture” é uma premiação criada por Chivas, em 2014, com o intuito de apoiar propostas de negócios que buscam o sucesso enquanto geram um impacto social positivo, fornecendo orientação e US$ 1 milhão em assistência financeira. Foram 20 empreendedores sociais de todo o mundo que receberam um treinamento de uma semana no Vale do Silício, na Califórnia. Esses finalistas tiveram a oportunidade de conhecer empresas líderes em tecnologia, serem orientados por especialistas. O prêmio final foi dividido e US$ 250 mil foram alocados aos participantes de acordo com uma votação popular no site theventure.com. Os US$ 750 mil restantes foram entregues a 5 projetos que provaram todo seu potencial de transformação social.

Em 2014, o Brasil foi representado na competição global pelo projeto MGov, de Guilherme Lichand. A MGov é uma consultoria que oferece soluções baseadas em celulares populares para avaliar ações de impacto social. Para chegar à maioria da população, Guilherme foi na contramão dos aplicativos para smartphones, que não tem grande penetração Nordeste e nas zonas rurais do país. Desta maneira, a MGov coleta dados de celular de tecnologia analógica, analisando e entendendo as demandas por serviços e informando caso algum programa social ou privado atrase.

A premiação faz parte da plataforma global “Vença do Jeito Certo” que tem como objetivo inspirar as novas gerações a empreender e desenvolver seus projetos, além de inspirar outras pessoas a fazer parte do movimento.

Até o dia 25 de outubro, os candidatos poderão se inscrever para a etapa nacional do projeto no portal www.theventure.com

Divulguem! Passem adiante! Quem sabe o novo vencedor não seja alguém que você conhece… 

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08 set 2015

EMPREENDEDORISMO SOCIAL

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Veja oportunidades para quem quer empreender com impacto social. Você pode ter um papel fundamental na melhoria da saúde e educação no país.

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Saúde e educação estão entre as maiores preocupações dos brasileiros, conforme aponta pesquisa realizada antes das eleições presidenciais de 2014 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).  Como a oferta de serviços por parte do governo está longe de ser satisfatória nessas áreas, a iniciativa privada pode ajudar. E quem se preparar e estiver atento às necessidades do mercado e inovações tecnológicas tende a lucrar alto com atuação empreendedora com foco em impacto social.

Para a coordenadora do Centro de Empreendedorismo Social da USP, professora Graziella Comini, a iniciativa privada pode ter um papel fundamental na melhoria dos serviços de saúde e educação no país. “Em nenhum momento podemos descuidar do setor público e temos que cobrar que ele cumpra suas obrigações com qualidade. Tanto na saúde quanto na educação o governo pode sim fazer melhor. Mas também é muito cômodo criticar sem fazer nada. Vamos ter que trocar o pneu com carro andando. A iniciativa privada pode atuar em complementação ao poder público e existem diversas possibilidades de negócios nesse sentido, inclusive em parcerias com o governo”, afirma Graziella Comini.

Na área de saúde, Graziella lembra que a maioria da população de baixa renda é dependente do Sistema Único de Saúde (SUS), que se encontra nitidamente sobrecarregado. “As classes D e E, principalmente, ainda não têm acesso aos planos de saúde. O SUS é necessário, mas não consegue atender um país continental como o Brasil. Por isso, a possibilidade de negócios para essas classes é enorme, o que desafogaria o SUS”, explica.  

Já no setor de educação, o número de analfabetos (mais de 13 milhões segundo o IBGE) preocupa. “Não estamos formando pessoas que consigam crescer e se desenvolver profissionalmente.  Muitos só sabem ler o básico, mas não possuem uma autonomia de interpretação. Isso vai dificultar a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho. O número de analfabetos, sejam funcionais ou não, revela uma realidade que abre uma janela para batalhar pela melhoria da qualidade do ensino público e também abre a oportunidade de empreendimentos privados que possam cobrir essa lacuna”, ressalta Comini.

Diante dessa realidade e com a ajuda da especialista, procuramos listar três possíveis caminhos para quem quer empreender nos segmentos de saúde e educação:

  saúde  

1. Aproximar a população do atendimento

Chegar até um hospital ou unidade de saúde é uma aventura para muitos brasileiros. Iniciativas que possam levar os exames e os médicos (atendimento domiciliar) até essas pessoas tendem a evoluir nos próximos anos, o que ajuda a esvaziar os hospitais. Já existem ônibus e carretas que visitam comunidades distantes para realizar exames para diagnosticar doenças como câncer de mama e catarata. A evolução da tecnologia é fundamental, já que diminui o tamanho dos equipamentos e os torna cada vez mais portáteis.

2. Clínicas populares

Se a população de baixa renda não possui plano de saúde e conseguir uma consulta em hospital público pode parecer um milagre, surge espaço para clínicas com consultas a preços mais acessíveis. Elas já são realidade em algumas cidades brasileiras (Dr. Consulta, em São Paulo e Clínica Sim, em Fortaleza) e tendem a se multiplicar em outros centros urbanos.

3. Acesso à informação

O governo tem investido em ampliar seus canais de comunicação com a população. Agendamento de consultas online, localização dos postos de saúde e hospitais na cidade, informações sobre os médicos especialistas disponíveis, pesquisa de preços de medicamentos pela internet são exemplos de serviços que podem dinamizar o atendimento e deixar o cidadão mais informado, sempre com o auxílio do médico. Aí também se encaixam empresas como a Medicinia, uma plataforma que busca otimizar o fluxo de informações em clínicas e hospitais e evidencia como a tecnologia pode estar a serviço da saúde.

  educação  

1. Gestão e infraestrutura

Os responsáveis pelas escolas precisam ser mais profissionais quanto à gestão institucional, administrativa e financeira. Nesse sentido, aparecem oportunidades para sistemas que otimizem a compra de insumos (merenda, material de limpeza, etc.), que organizem o orçamento para reformas estruturais necessárias e que abasteçam as salas de aulas com a tecnologia necessária para as novas possibilidades de ensino (tablets, televisões, redes wi-fi, etc.)

2. Conteúdos e objetos educacionais

Se o ensino em sala de aula não anda dos melhores, surge a possibilidade de aperfeiçoa-lo com ferramentas online. Cursos (de línguas, por exemplo), atividades complementares de reforço (específicas para cada aluno), aplicativos que auxiliam estudantes com alguma deficiência, produção de games e sites temáticos são exemplos de conteúdos educacionais que complementariam o aprendizado.

3. Aperfeiçoamento da metodologia de ensino

A capacitação e atualização dos professores é fundamental nesse sentido. Eles precisam se preparar para salas de aula e alunos mais tecnológicos e adaptar o conteúdo a essa tendência. Ferramentas virtuais que possibilitem contato imediato com coordenadores pedagógicos, elaboração de plano de aula e compartilhamento de bibliografias ajudam. Assim, os educadores estariam ambientados com aulas outdoor (em parques e museus, por exemplo), atividades virtuais (simulados, provas, trabalhos) e oferecimento de conteúdo educacional em diversas plataformas.

Você curte a ideia de empreender e mudar o mundo?!? Que tal? 

Fonte: Na Prática 

24 ago 2015

TERCEIRIZAÇÃO COM RESPONSABILIDADE

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Atenção! Você sabe qual é a sua responsabilidade com o trabalhador terceirizado?

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Muito se fala a respeito da responsabilidade social das empresas no que se refere aos direitos dos trabalhadores terceirizados. Atualmente, este grupo não está protegido por nenhuma legislação específica, o que aumenta as irregularidades da área e prejudica trabalhadores que tem seus postos de trabalho precarizados.

O trabalho terceirizado foi incentivado no Brasil a partir da Súmula 331, do TST, em 1993 e, segundo o entendimento jurídico, consiste na prestação de um serviço oferecido de uma empresa para outra. Atualmente é permitido apenas a terceirização das atividades-meio (limpeza, portaria, vigilância, telecomunicações e trabalhos temporários por menos de três meses). No entanto a PL 4.330, atualmente em tramitação no Senado Federal, visa regulamentar a área e permitir que todas as atividades de uma empresa sejam realizadas por trabalhadores terceirizados, incluindo as atividades-fim.

O trabalho terceirizado

O tema gera um debate intenso, segundo pesquisa realizada pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) o trabalhador terceirizado ganha um salário 25% menor do que os funcionários diretos e trabalham até 3 horas a mais por semana. Essas diferenças fazem com que muitas pessoas vejam o projeto de lei como um meio de precarização do trabalho e fragilização do trabalhador no geral.

A lei garante que a empresa contratada tenha autonomia para exercer suas funções, pois caso os prestadores de serviços sejam subordinados a empresa contratante, podem exigir, com o auxílio de um advogado trabalhista se necessário, o registro direto na empresa, com acesso aos benefícios oferecidos aos demais funcionários.

Advogados da área do trabalho concordam que a terceirização em si não é uma prática ilegal, no entanto muitas empresas se utilizam desse mecanismo para o mero fornecimento de trabalhadores, visando ter menos gastos com a mão-de-obra e indo contra direitos assegurados na legislação trabalhista.

Uma das dificuldades é assegurar o cumprimento das contrapartidas da empresa. Não é incomum que companhias de prestação de serviços terceirizadas demitam funcionários antes dos 12 meses de contrato para não ter que pagar férias. Nesses casos, o profissional deve procurar um escritório de advocacia para tentar garantir o acesso aos direitos trabalhistas.

Responsabilidade da empresa

É importante que, tanto a empresa fornecedora do serviço quanto a empresa contratante, se comprometam com o cumprimento dos direitos do trabalhador e não pratiquem a terceirização apenas como uma forma de reduzir custos com funcionários, limitando o acesso destes aos benefícios trabalhistas.

Pensando nisso, as empresas podem se comprometer de outras formas com seus funcionários. Algumas companhias elaboram projetos de terceirização que garantem, a partir de negociação coletiva, que os trabalhadores terceirizados tenham os mesmos benefícios contratuais que tem acesso os demais empregados da contratante. Esta prática deve ser incentivada visto que é uma das formas de garantir mais direitos aos trabalhadores terceirizados.

 

GRR Advogados é um escritório especializado nas áreas trabalhista, inclusive ações trabalhista de bancários, cível e família. Prestam, ainda, assessoria jurídica para empresas orientando, defendendo e realizando todo o acompanhamento do cliente durante um processo judicial. 

20 ago 2015

NÃO LAMENTE O DESEMPREGO

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Muhammad Yunus é um empreendedor social, quem sabe um dos pioneiros. Conheça mais sobre essa figura inspiradora e o que ele pode te ensinar

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A recente passagem do prêmio Nobel da paz pelo Brasil, o bengalês de 76 anos, Muhammad Yunus, levou ainda mais visibilidade para o campo dos negócios sociais e do empreendedorismo social. Yunus é um empreendedor social nato, e o prêmio Nobel que recebeu foi resultado de sua experiência pioneira de fornecer microcredito para pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social.

Para quem não está familiarizado com o termo, negócio social é uma empresa cuja atividade, além de gerar lucro, também funciona como uma solução para algum problema social. Como se o core do negócio fosse a responsabilidade social. Pode-se dizer que Muhammad Yunus foi um dos grandes responsáveis por apresentar ao mundo e propagar o conceito. E, ainda hoje, ele ministra palestras de incentivo para disseminar o conceito, iniciativas de sucesso e inspirar jovens a empreender.

O empreendedor é conhecido internacionalmente, tendo sido considerado pelo jornal “Financial Times” como um dos seis maiores pioneiros de finanças de todos os tempos.

Negócios sociais de Muhammad Yunus

O flerte (e futuro casamento, pode-se dizer) do empreendedor social com os negócios sociais começou nos anos 70, quando Yunus, economista de formação, trabalhava como professor universitário em Bangladesh. A universidade onde ministrava suas aulas era vizinha a uma grande favela, e o economista conta que sempre sentiu um enorme abismo entre a teoria que ensinava aos seus alunos em sala de aula e a realidade para além dos muros da universidade.

A solução que encontrou para ajudar as pessoas da comunidade vizinha à universidade passa pelo empreendedorismo: por meio de empréstimos de pequenas quantias (e os R$ 15 mil de microcrédito que o BNDES disponibiliza à empreendedores como você são uma fortuna perto do que ele emprestou) como 15 dólares, por exemplo, ele começou a ajudar mulheres a encontrar formas de obter sustento e escapar das garras de um perverso e exploratório sistema de agiotagem. Livres das dívidas e ameaças, essas mulheres passaram a desenvolver atividades como costura e artesanato para sustento próprio. Hoje, o Grameen Bank é um negócio social reconhecido, que já ajudou centenas de pessoas a saírem da miséria.

O conceito de negócio social é bastante amplo. A ideia propagada por Muhammad Yunus para definir negócio social tem algumas diferenças de outras iniciativas praticadas. A maior delas é que o empreendedor defende que um negópcio social, apesar de ser uma empresa lucrativa, não deve distribuir dividendos para os acionistas, e que todo o lucro deve ser reinvestido na própria empresa, para aumentar o alcance da iniciativa. Para o empreededor, essa medida -de não distribuir lucro – é importante para que o propósito do negócio não seja comprometido por outros interesses.

Yunus desenvolveu 7 princípios básicos para caracterizar negócios sociais:

  1. O objetivo do negócio será redução da pobreza ou mais problemas (como educação, saúde, acesso a tecnologia e meio ambiente) que ameaçam as pessoas e a socidedade; não a maximização dos lucros.
  2. Financeira e economicamente sustentável
  3. Investidores recebem de volta somente o valor investido. Nenhum dividendo é pago além do dinheiro investido.
  4. Depois que o investimento for devolvido, o lucro da empresa fica na empresa para ampliação e melhorias.
  5. Ambientalmente consciente.
  6. Colaboradores recebem valor de mercado com melhores condições de trabalho.
  7. … fazer tudo isso com alegria.

Grameen Danone: uma joint venture para salvar crianças dos efeitos da pobreza

A Grameen Danone, um case até bastante conhecido no mercado, uma joint venture desenvolvida entre a Danone e o Grameen Bank que funciona da maneira proposta por Yunus. A empresa foi criada com o propósito de alimentar crianças em situaçnao de pobreza, fornecendo um iogurte enriquecido com vitaminas para garantir o pleno desenvolvimento cerebral da criança.

Apesar de haver iniciativas de sucesso como essa, um do grandes desafios desse tipo de modelo de negócio ainda é conseguir captar investimento. Nesse sentido, outras empresas, também chamadas de negócios sociais, estão ganhando a cena, sendo empresas que, sim, resolvem problemas sociais, mas que também geram lucro com a possibilidade de distribuir dividendos para acionistas.

Uma grande inspiração para o empreendedor

Independente de qual modelo de negócio social você acredita ser o mais interessante, fato é que Muhammad Yunus em sua trajetória empreendedora tem quebrado muitos paradigmas e inspirado centenas de pessoas ao redor do mundo a buscarem soluções criativas para problemas sociais e as colocarem em prática por meio da criação de empresas. Sim, esse empreendedor tem muito a ensinar e também a inspirar você também.

“‘NÃO CHORE POR ESTAR DESEMPREGADO, CRIE SEU EMPREGO”

Essa é a grande mensagem que Yunus deixou para a juventude brasileira em sua última passagem pelo Brasil. Durante palestra para empreendedores e acadêmicos, o empreendedor conclamou todos a saírem de suas zonas de conforto para buscar soluções criativas contra a miséria e também para criar postos de trabalho numa economia em crise.

“Temos que incentivar os jovens na universidade a serem criativos. É esse o caminho para surgimento de empreendedores sociais,” diz. Yunus enfatiza ser importante ter em mente não apenas a possibilidade de procurar trabalho, mas a de criar oportunidades de trabalho. “Não chore por estar desempregado. Crie seu próprio mundo. Assim chegaremos a zero de desemprego”.

Muhammad Yunus no Brasil

Yunus, há cerca de 2 anos, fundou no Brail a Yunus Negócios Sociais Brasil. Trata-se de um negócio social cujo objetivo é fomentar o empreendedorismo social no país, incubando e acelerando negócios que resolvam problemas sociais daqui. A empresa, além da incubadora e da aceleradora, também conta com um fundo de investimento para investir, justamente, em negócios dessa natureza.

A empresa de Muhammad Yunus também está com uma atuação forte em parceria com diversas universidades brasileira soara difundir o conceito e incentivar jovens a empreenderem suas dietas para solucionar problemas sociais.

Fonte: Portal Endeavor – Leia mais em https://endeavor.org.br/muhammad-yunus/

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