Archive for Transformação

25 abr 2015

SEJA SEU HERÓI

No Comments Carreira, Coaching, Comportamento, Desenvolvimento Humano, Escolhas, Motivação, Mudança, Transformação

Ainda não conseguiu enxergar os lados positivos de uma mudança? Que tal tentar? Sua vida merece novas chances.

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De tempos em tempos, todos nós precisamos de perspectivas renovadas. Talvez a proximidade do meu aniversário seja a razão pela qual esse tema apareceu aqui no blog, mas a verdade é que me sinto justamente assim: em busca de esperanças renovadas. Contudo, acompanhando alguns clientes, percebo o quanto é difícil ver a vida sob uma nova luz se estamos tateando no escuro para encontrar o interruptor.

Coisas incríveis só poderão acontecer quando você decidir identificar novas oportunidades e lançar luz sobre novas situações. Parece complicado, mas basta reconhecer seus talentos e agir como autor de sua própria história – uma história que só você pode mudar permanentemente.

lounge-empreendedor-seja-seu-heroiMuita gente que me encontra por aí me pergunta: “Ana, como você fez para descobrir um novo caminho para sua carreira?” ou “Ana, como você mudou seus hábitos e sua rotina?”. (Para quem não sabe: no último ano virei uma "atleta compulsiva"… Dá uma olhadinha no meu instagram @aninhacoelhoPois bem, meu querido leitor, decidi não esperar por ninguém para fazer as coisas por mim.

Talvez você ainda deseje aguardar por uma oportunidade melhor, fazer um bom casamento, herdar um bom dinheiro ou ver seu chefe se aposentar – ou quicá morrer! – para transformar a sua vida, mas acredito que podemos ser heróis de nossas próprias histórias. E não estou falando de heróis como pessoas extraordinárias com habilidades quase mágicas, capas ou superpoderes. Refiro-me a heróis convencionais, daqueles que agem enfrentando seus medos e perseguindo suas aspirações para desfrutar uma vida melhor. Por isso, a menos que desista e passe o poder para outra pessoa, cabe a você decidir.

Quando fazemos escolhas que correspondem aos nossos desejos, geralmente nos sentimos bem e somos invadidos por uma onda de energia positiva e comprometimento que ampliam nossa própria disposição em assumir a responsabilidades. Não significa que estaremos livres das situações ruins ou dos dias difíceis, mas sim que termos maiores chances de sermos fiéis às nossas esperanças.

Afinal, sua história atual não pode ser uma armadura que lhe prende, mas um trampolim para novos caminhos, novos sonhos e novas conquistas. As evidências mostram que qualquer um pode mudar permanentemente, mas precisamos estar dispostos e abertos a outras possibilidades. Cada um de nós é um ponto de partida.

Nesse momento, talvez, você esteja pensando: “Belo texto. Fácil escrever isso tudo num blog, mas essa mulher e ninguém além de mim entende o quão limitante é minha situação e as concessões que preciso fazer. Gostaria de explorar essas ideias, mas como torno isso concreto?”.

Então, vou lhes dizer como fazer… Comece por escrever duas listas em papéis separados, uma intitulada “Benefícios em manter Minha História Atual” e outra nomeada “Benefícios que prevejo em criar uma Nova História”. Coloque-se como protagonista e não se engane. Quando terminar, leia as listas em voz alta várias vezes. Então, escolha qual história quer para si e guarde esse papel em algum lugar que possa rever algumas vezes. Jogue o outro fora.

Por ora, talvez, você desenvolva uma visão geral e pouco específica dos próximos passos, mas certamente sua história pela qual você se identificou irá orientar suas ações para concretizar seus sonhos, aprender, crescer e se desenvolver.​ Sem culpados além de você mesmo! 

08 mai 2014

ELIMINE AS CONTRADIÇÕES

No Comments Administração e Gestão, Competitividade, Comportamento Empreendedor, Empreendedorismo, Inovação, Inteligência Competetitiva, Oportunidade de Negócio, Tecnologia, Transformação

Aprenda a gerar inovação olhando para os problemas sob a ótica das contradições.

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O processo parece simples: encontre um problema existente, desenhe uma solução inovadora, crie um protótipo e teste rapidamente a ideia para saber se ela é viável ou não. Para quem considera que a parte mais difícil é encontrar um problema a ser resolvido, não se preocupe, basta aplicar um método chamado Innovatrix. O método é uma extensão do Triz, desenvolvido pelo cientista russo Geinrich Altshuller, cujo eixo central é a eliminação do que ele chamou de contradição.

Para entender o que significa eliminar uma contradição, vale analisar o modelo de négocio da startup Dress & Go, que acaba de receber um aporte de capital da A5 Internet Investments no valor de R$ 1 milhão. O modelo dela é o aluguel de vestidos de grifes conhecidas, a um preço médio entre 20 e 30% do valor original. Contradição resolvida: Como as mulheres podem manter-se sempre na moda, com uma grande variedade de vestidos de famosos estilistas nacionais e internacionais, sem no entanto gastar uma fortuna?

Outro exemplo é realizar uma promoção direcionada ao consumidor no momento e no lugar em que ele está propenso a consumir o produto, sem recorrer à tradicional distribuição de panfletos, dispendiosa e de impacto pouco mensurável. Esta contradição foi resolvida pela empresa Guiato, que também faz parte do portfólio de investimentos da A5 Internet Investments. A empresa oferece um aplicativo para os dispositivos móveis, que recebe os tradicionais panfletos de promoções, geralmente distribuídos porta a porta ou nos encartes de jornais. Como a solução está baseada na geolocalização, o consumidor pode ver pelo celular ou tablet as ofertas mais próximas de onde ele está.

É certo que o avanço tecnológico e a crescente popularização do acesso à internet criam um campo fértil para a solução de contradições. Ao que parece a empresa alemã de venture capital Project A Ventures acredita neste cenário, pois recentemente anunciou que pretende direcionar parte de um fundo global de 50 milhões de euros para o desenvolvimento dos negócios de internet e mobile no Brasil. A empresa investe em projetos nas áreas de e-commerce, serviços online, adtech e mobile, que estejam em estágios de incubação ou aceleração.

Uma vez ajustada a nossa mente para enxergar oportunidades sob a ótica das contradições, não adianta apenas deparar-se com centenas delas todos os dias. É preciso partir para a execução dos protótipos das possíveis soluções encontradas.

 

Wagner Rodrigues é responsável pelo mercado brasieliro na área de Research and Business Intelligence do TTR – Transactional Track Record

22 mar 2014

FAZER O BEM E OLHAR A QUEM!

No Comments Ações Sociais, Economia, Modelo de Negócio, Proposta de Valor, Protagonismo, Responsabilidade Social Empresarial, Startup, Transformação, Viva Positivamente

Repensar o modelo de financiamento de novas empresas e seu papel social é sempre um desafio delicioso. Topam vir comigo? 

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Depois de uma manhã de pura inspiração no 8º Congresso GIFE – Por um investimento social transformador a convite da Sam Shiraishi, aceitei o convite à reflexão e trouxe algumas delas para o nosso papo por aqui. Seriam as empresas mocinhas ou bandidas no processo de criação de uma nova sociedade? Quais as características de empresas numa sociedade sustentável? Como o investimento social pode apoiar o desenvolvimento de empresas com novos valores? De que forma os negócios de impacto se relacionam e complementam as ações de investimento social? 

Uau… Quantas perguntas… Quanta reflexão!

A amplitude do atual contexto econômico e político, a organização da sociedade civil e a capacidade da geração de valor pelas empresas trazem para as perspectivas de responsabilidade social empresarial e de investimento social privado o desafio de romper com o isolamento e pensar em novas estratégias que fortaleçam a competitividade empresarial, a atuação social, e por que não, a contribuição às políticas públicas.

Se antes entendia-se que com o pagamento de impostos, salários de funcionários em dia e campanhas de doações uma vez ao ano a empresa cumpria seu papel social, atualmente esperamos que uma boa gestão contemple a análise dos impactos de suas atividades e a forma pró-ativa de suas ações na reversão e na prevenção desses impactos. Quando uma empresa produz bens e serviços de forma socialmente responsável, diz-se que ela possui mecanismos de gestão de responsabilidade social empresarial. Já quando decide investir em ações sociais de outras empresas, ou em organizações não governamentais, seus esforços são focalizados por meio de investimento social privado. Melhor? Pior? Filantropia?

A filantropia empresarial é uma atividade pontual que não visa a sustentabilidade dos negócios. Ela normalmente está ligada ao desejo do empreendedor em atuar sobre alguma “mazela social”, sendo que a responsabilidade da empresa se encerra no ato de doar e não há grande preocupação sobre os impactos e a aplicação de seus recursos privados para ações de interesse público.

“O investimento social não deve ser compreendido como um campo isolado, como um setor fechado em si mesmo, mas como um conjunto diverso de estratégias que estão ligadas a outros setores e organizações, público e privados. Nesse contexto, ganham relevância e sentido as conexões em rede, capazes de potencializar, qualificar e avaliar o próprio investimento social” (Beatriz Gerdau, Presidente do Conselho GIFE).

Por isso, costumo dizer que é o jeito que as empresa tem de fazer o bem, mas de olhar muito bem a quem. Com a intenção de afirmar sua singularidade e se dissociar de práticas exclusivamente assistencialistas, o investimento social deve acontecer de forma planejada, monitorada e sistemática, com a promessa de gerar impactos efetivos e de longo prazo na sociedade.

E IMPACTO talvez seja a nova palavra de ordem no universo empreendedor! Desde que as startups tomaram conta de parte do cenário de abertura de novos negócios, negócios de impacto têm sido financiados por fundos de investimento, que criaram uma nova lógica de retorno financeiro: retornos não tão pequeno e em prazo não tão longos quanto os dos negócios tradicionais. Será que esse mecanismo de investimento funcionaria também para investimentos em negócios sociais?

Empreendimentos que aportem ganhos sociais merecem o reconhecimento dos agentes financeiros. Princípios como inovação, novos modelos e soluções que beneficiem a população de baixa renda não podem caminhar sozinhos. Se o setor é novo, ele precisa ser estruturado sobre novos paradigmas.

Essa foi a discussão do painel “Quando negócios de impacto e o investimento social se complementam?” que contou com a mediação de Vivianne Naigeborin, assessora estratégica da Potencia Ventures e a participação de Anna Penido, diretora do Instituto Inspirare, Valdemar de Oliveira Neto, o Maneto da Fundação Avina, e Claudio Sassaki, empreendedor responsável pela startup Geekie.

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Se ainda não temos uma ampla regulação sobre os investimentos sociais ou sobre empresas filantrópicas – aquelas que abordam questões globais como pobreza ou fome como suas estratégias centrais – podemos lamentar ou aproveitar. Afinal, onde não há regras, não existem também limites e podemos, então, criar a nossa própria forma de estreitar os laços entre os negócios de alto impacto e o investimento social.

O empreendedor Claudio Sassaki que atuou por dez anos no mercado financeiro decidiu deixar o cargo de vice-presidente em um banco de investimento em 2011 para fundar a Geekie, uma startup que atua com tecnologia de ensino adaptativa e que recentemente foi adotada como plataforma oficial de apoio para estudantes que fazem ENEM. Ele escalou o negócio com recursos próprios e hoje, a Geekie recebe investimentos do Fundo Virtuose e da Fundação Lemann para que exercesse seu papel social: dar acesso gratuito e adequado ao perfil de cada tipo de aluno do ensino público. Seria sua startup uma empresa social? Não! Sassaki tem uma empresa privada de interesse social e é assim que a vida é! Híbrida. Complexa. Complementar.

Ao empreendedor, cabe o desafio de desenvolver o produto ou serviço, errar e corrigir antes que o dinheiro acabe! Em qualquer startup é assim!

Às empresas financiadoras, compete fazer boas escolhas que gerem impacto, escala e que possam, ao mesmo tempo, influenciar políticas públicas e incrementar mecanismos de mercado orquestrando um novo ecossistema de negócios onde será preciso saber se os recursos que estão sendo gastos trazem ou não um retorno efetivo para a sociedade.

27 jul 2013

MOBILE É COMPORTAMENTO

No Comments Administração e Gestão, Comportamento, E-Commerce, Economia Digital, Empreendedorismo, Inovação, Internet, Marketing, Mídias Sociais, Mudança, Novos Mercados, Redes Sociais, Relações Humanas, Tecnologia, Transformação, Web

A explosão mobile no Brasil deixou de ser expectativa para virar realidade. Como você faz uso desta tecnologia no seu contexto de vida e empresarial?

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Uma verdadeira revolução digital está em curso. Embora muitas pessoas afirmem que essa transformação é tecnológica, prefiro me pautar em uma mudança de comportamento. A forma como interagimos uns com os outros, a maneira como consumimos conteúdo, tudo mudou radicalmente. Nosso comportamento é mobile.

Não há mais tempo para ter medo e insegurança. A realidade digital na qual fomos inseridos com a chegada da internet há 15 anos foi completamente absorvida e inserida no contexto de nossas vidas.  Fique um tempo na sala de embarque de um aeroporto ou na praça de alimentação de qualquer shopping e você verá que a revolução mobile já aconteceu. Não há como escapar.

Pare e pense em como começa o seu dia, a partir do momento em que você acorda: você desperta com o alarme do celular, já aproveita e verifica sua agenda, estuda a previsão do tempo, olha os e-mails que chegaram durante a noite e talvez, já faça sua primeira postagem em alguma rede social. Tudo sem sair debaixo das cobertas!

Isso sem contar as inúmeras vezes em que usa seu tablet ou celular para curtir fotos e comentários de amigos, registrar os melhores (e piores) momentos do seu dia e fazer check-in em seus lugares favoritos. Ah, claro, existem ainda as mensagens SMS que você troca com familiares, amigos e colegas de trabalho.

Está aí a grande mudança: mal falamos ao celular, usamos sua tecnologia para um novo comportamento no qual a ferramenta é apenas um canal que viabiliza a nossa interação com o mundo.  Um mundo na ponta dos nossos dedos!

As grandes empresas já perceberam essa realidade e têm realizado iniciativas mobile reconhecendo e utilizando a presença móvel de sua marca para conversão de melhores resultados. Outras tateiam o mercado com ações digitais ineficazes privilegiando tecnologias e não o comportamento do usuário.  Ou seja: há muito espaço a ser explorado.

Uma pesquisa realizada em junho de 2011 pela Mowa sobre a presença mobile das 500 maiores empresas e do setor bancário do país apontou que apenas 17% possuíam site móvel, 21%  possuíam aplicativo e 29% haviam experimentado ações SMS junto a seus clientes. Se entre as maiores empresas do país a presença móvel ainda é tão tímida, imagine o oceano azul a ser explorado na cauda longa.

Hoje, a alta complexidade e os custos elevados no desenvolvimento de projetos de mobilidade são as maiores barreiras à entrada no mercado de um número maior de empresas nesse universo. Faltam alternativas que tragam competitividade e, principalmente, democratização ao universo mobile.

lounge-empreendedor-mobile-eh-comportamentoContudo, cedo ou tarde, se dará a primavera dos que não possuem robustos orçamentos, mas já reconhecem o valor e importância de um canal móvel. Possuir uma estratégia mobile pode ser uma experiência transformadora, envolvente e cativante para sua empresa atingir uma boa comunicação e engajamento com o seu consumidor. Um consumidor que não está apenas à frente das marcas, mas “anos-luz” distantes de sua atual presença digital. 

22 jun 2013

QUAL É O SEU GRITO?

Comentários desativados em QUAL É O SEU GRITO? Ações Sociais, Cidadania, Confiança, Cooperação, Cotidiano, Democracia, Mudança, Protagonismo, Sociedade e Política, Transformação

Convicções, coerências e incoerências, altivez nos ideias e nos propósitos, voz… O povo brasileiro finalmente acordou!

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Há alguns dias o Brasil está vivendo sob inúmeras manifestações sociais. A princípio, imaginou-se que seu objetivo fosse, única e exclusivamente, o aumento “exagerado” na tarifa do transporte coletivo urbano, mas constatou-se que o horizonte dos objetivos dessas manifestações é bem mais extenso. 

Mais que um fenômeno conjuntural, as recentes mobilizações demonstram a gradativa retomada da capacidade de luta popular. Conseguimos resolver a questão dos “vinte centavos” sobre o transporte coletivo, mas existe muito a ser feito por uma transformação efetiva do nosso país. Os eventuais abusos e as soluções não pacíficas não podem efetivar um retrocesso democrático. Precisamos encontrar um caminho para canalizar as manifestações que continuam acontecendo para as mudanças necessárias ao país.

Não à PEC 37, que faria com que o poder de investigação fosse exclusivo da Polícia Federal e Civil, retirando a atribuição do Ministério Público e outros órgãos; a saída imediata de Renan Calheiros da presidência do Congresso Nacional; a imediata investigação e punição de irregularidades nas obras da Copa; a criação de uma lei que torne corrupção no Congresso crime hediondo; o fim do foro privilegiado…

As pautas são muitas, como também são as opiniões e visões presentes na sociedade. O que ninguém questiona é que tal grito de indignação faz bem a um povo historicamente excluído da vida política nacional e acostumado a enxergar a política como algo danoso à sociedade. Sinceramente, me orgulho ao ver meu filho adolescente defender um país é mais do que o país do futebol e acreditar que é possível construir um novo modelo político que nos organize enquanto Nação.

Protagonizadas por um amplo leque da juventude conectada através das redes sociais, as mobilizações tiraram as pessoas dos sofás e motivaram que as principais insatisfações sociais pudessem, finalmente, chegar a cartazes e ao som de gritos da população. Vi jovens, pais com filhos, senhores, artistas, diferentes sexualidades. Todos com o sentimento comum de insatisfação.

Acredito que a amplitude do acesso à informação oferecida pela internet libertou os ecos de uma juventude que percebeu a necessidade de enfrentar aqueles que impediam que o Brasil avançasse, seja no processo de democratização de sua riqueza ou no acesso a saúde, a educação, a terra, a cultura…

Se um novo modelo de política necessita ser construído, ele certamente não iria surgir a partir de fórmulas prontas ou de líderes já constituídos. Essa outra política vai surgir desse novo momento em que novas pessoas precisarão pensar as pautas democráticas de um Brasil mais conectado estimulando e respeitando a participação e a politização de seu povo revoltado com a corrupção e com os mandos e desmandos de seus atuais representantes políticos.

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