Archive for Responsabilidade

25 out 2014

RESPEITO É BOM, E EU GOSTO.

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Com a popularização das redes sociais e seu poder de alcance, tem gente que usa a internet para tentar curar suas mágoas, atacar e magoar sem critério. Tem dias que eu canso! #prontofalei

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O período eleitoral, a fase final do campeonato brasileiro de futebol, a intolerância religiosa e sexual e tantas outras situações recentes que tenho acompanhado na internet e fora dela me mostram que, sem dúvida, precisamos de mais educação, bom senso e respeito nas interações virtuais.

No mundo off-line, costumamos ser mais polidos e seletivos na demonstração de nossas opiniões e argumentos. Já na internet o hábito de defendermos nossa liberdade de expressão sem respeitar a do outro é muito mais frequente.

Muitos agem como se a internet ainda fosse “terra de ninguém”. É como se criassem seu próprio limite, agindo com intolerância e extravasando uma raiva desmedida que destoa, inclusive, daquilo que são “na vida real”.

O anonimato, as facilidades do acesso e/ou a possibilidade de dizer o que quiser e depois simplesmente “bloquear” uma resposta parecem criar uma internet personalizada, onde não exista nada além do que gostam ou concordem. Tenho visto adultos agindo como crianças caprichosas sem razão em situações das mais banais.

Debater, discordar, defender pontos de vista e crenças é positivo desde que você entenda que para ser construtivo e útil isso deve ser feito com educação e respeito. Tenho certeza que você já passou por alguma situação em que pensou: “mesmo sendo uma causa nobre, é inútil discutir com fulano”.

Nossa indignação virtual está exagerada! Precisamos levar para a internet o bom e sábio ditado de fazermos ao outro o que desejamos para nós mesmos. Vamos escolher melhor nossas batalhas! Apesar de simples, essa conduta poderosa que poderia literalmente mudar o mundo, não é colocada em prática por força do ego, da necessidade de autoafirmação e da irracionalidade.

Discorda de algo que alguém escreveu? Exponha seu ponto de vista com educação, dê oportunidade ao outro se expor, apresente propostas de forma civilizada e mesmo que cada um permaneça com suas ideias e convicções intactas, a mensagem que ficará ao final é de entendimento e tolerância.

Se num primeiro contato, você perceber que o outro não aceita bem seus argumentos, pense se vale a pena revidar e entrar num “ringue” de batalha de virtual. Sinceramente, eu prefiro procurar alguém mais inteligente para conversar!

Leve adiante apenas aquelas conversas com quem você poderá aprender ou que realmente venham a agregar algo sobre temas que valham a pena e mantenham a sua classe e elegância. Não haja como um animal enfurecido, pois assim até seus argumentos perdem a credibilidade.

Toda interação construída com respeito e educação tende a dar bons frutos. Aquelas baseadas na imposição, agressividade e medo geralmente não trazem nada além de desgaste e frustração. E como dizia Clarice Lispector: “se me achar esquisita, respeite, pois até eu aprendi a me respeitar!”.

21 dez 2013

RODA VIVA

No Comments Carreira, Coaching, Comportamento, Cotidiano, Escolhas, Gestão do Tempo, Responsabilidade, Valores

Páre e pense no ritmo e relevância que você impõe à sua vida. A consequência de seus atos é decorrente de suas próprias escolhas.

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As festas estão chegando. E com elas, o turbilhão de contingências de dezembro vem a tiracolo: comprar presentes e fazer uma ceia inesquecível; visitar amigos e parentes; driblar o caos nas estradas e aeroportos; sorrir e ser feliz. 

Por mais contraditório que possa parecer, no meio a tantas responsabilidades e acontecimentos típicos de fim de ano, a ordem para fugir do estresse é desacelerar, dar vazão às nossas subjetividades e, sobretudo, relativizar as frustrações perante aquilo que não pudemos realizar no ano que vai chegando ao fim. Lamentar não nos leva a nada.

Talvez Chico Buarque e sua Roda Viva representem bem a sensação que sentimos na correria do final de ano. “Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu. A gente estancou de repente ou foi o mundo, então, que cresceu? A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a roda-viva e carrega o destino pra lá.”

O mundo rodou! Universos particulares giraram, barcos atracaram e partiram e munidos de alguma serenidade, devemos projetar cenários mais verossímeis para as expectativas que alimentamos em relação ao Ano Novo. Caso contrário, parte dessas pretensões será vertida nas frustrações que iremos lamentar no final de 2014 nas voltas de um coração.

Tentar desesperadamente sanar pendências do ano que termina e transferir o que ficou insolúvel para a lista do seguinte é algo para lá de comum. Sabe aquela coisa de não deu certo em 2010, 2011, 2012, 2013… Mas vai dar em 2014? Pois é… Como a gente gosta de se iludir, né?

Além disso, nesse período, muitos de nós também estamos suscetíveis a experimentar certa melancolia, já perceberam? Seja pela ausência de alguém ou algo que perdemos ou pela “ditadura” da felicidade imposta nesta época do ano, parece que bate um sentimento de "e agora, José?"

A boa nova é que a saída para nos livrarmos de tamanha pressão e carga emocional está dentro de nós mesmos. Que tal revalidar os valores tradicionais desse período? 

Pode parecer meio maluco, mas é no simbólico que vive toda a fundamentação e consistência do nosso aparelho psíquico. Precisamos de alguma vivência subjetiva e de interioridade para aliviar a carga de tensão que a contemporaneidade parece nos impor. A sensação de aceleração do tempo vem da nossa necessidade de viver continuamente em “tempo real” sem espaço para valorizar fatos corriqueiros e transformá-los em representações simbólicas de nossas próprias crenças e cultura. Simplificando: a gente precisa de fantasia para viver bem o mundo real!

Para seguir em frente, precisamos dar alguns passos para trás e recuperar valores como a simplicidade, a amizade e a solidariedade. Necessitamos nos auto-organizar, de forma consistente, para minimizar os efeitos desse tempo de altíssima intensidade, caótico e acelerado. Em meio a toda correria, devemos criar referências, dar consistência à nossas vivências e principalmente, entender as conseqüências. É isso: referência, consistência e conseqüência! Que tal estabelecer essa mantra para sua vida? Dessa forma, na virada de 2015 você terá a sensação de um excelente 2014. Experimente.

 

24 jul 2013

EDUCAÇÃO E SUSTENTABILIDADE

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Programa de Reciclagem de Cartão de PVC chega às escolas e pretende atingir a marca de 10 escolas particulares de São Paulo. 

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‘Programa RC – reciclagem de cartão’, iniciativa da R. S. de Paula, empresa fabricante de cartões, está no ar há pouco mais de um ano e meio e já comemora o recolhimento de mais de 330 mil cartões de PVC, o que equivale a um total de uma tonelada e meia de resíduos que deixaram de ir para os aterros.

Esta é uma iniciativa inédita em todo o mundo e tem por objetivo dar um descarte correto e seguro aos cartões de PVC — de banco (débito e crédito), de lojas (fidelidade), seguro-saúde, cartões telefônicos, presentes, credenciais e assim por diante — que perderam a validade ou se danificaram. Aposto que você tem uma infinidade deles nas gavetas do escritório (ou na sua carteira).

A grande novidade é que o Programa RC firmou uma parceria inédita com o Guia Escolas. A expectativa é levar o Papa Cartão® a 10 instituições de ensino no formato itinerante, por tempo indeterminado, até o final do ano. A primeira a instalar o coletor é o colégio São Francisco de Assis, no bairro do Tatuapé. “Com isso, queremos atingir crianças e jovens para a importância da conscientização, uma vez que sustentabilidade e educação devem andar juntos”, acrescenta de Paula.

Para Simone Perez, do Colégio São Francisco de Assis, o programa presta um serviço importante à comunidade. “O projeto é um diferencial e nos deu a oportunidade de trabalhar a conscientização de alunos e pais. Os que têm contato com a ação sabem que quando precisarem desse serviço já saberão onde recorrer”, declara.

A parceria com o Guia Escolas nasceu da necessidade de ampliar o Programa com o objetivo de estimular a conscientização de todos os envolvidos pelo sistema de ensino, tais como pais, alunos, educadores, diretores, etc. “Nossa expectativa é levar a cultura da reciclagem às escolas, pois o descarte correto e seguro impacta diretamente em educação. O conceito do reaproveitamento estimula a imaginação e isto faz parte de um projeto pedagógico”, revela Paulo Abud, fundador do Guia Escolas. O anuário tem cadastrado mais de 500 instituições particulares do  litoral e capital de São Paulo e Rio de Janeiro.

Segurança garantida

Outra questão bastante importante abordada pelo programa é sobre o descarte seguro. Todo o processo é acompanhado pelo consumidor no momento do descarte. Além disso, no coletor Papa Cartão® é possível checar o cartão picado e verificar no contador a efetivação do procedimento. Este resíduo chega a empresa de reciclagem totalmente destruído e sem a possibilidade de ser reutilizado.

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O idealizador do programa, o empresário Renato Soares de Paula alerta para a importância da segurança compartilhada. “O Papa Cartão® corta os cartões em pontos estratégicos, inutilizando inclusive tarjas magnéticas e chips, porém é importante também que o consumidor já tenha avisado o emissor do cartão que não o quer mais e irá destruí-lo. Feito isso, a segurança do processo é aumentada, uma vez que os emissores bloqueiam o acesso daquele cartão. Esta ação do consumidor é de extrema importância e valoriza nossa iniciativa”, alerta de Paula.

Hoje, é possível picotar esses cartões em coletores e seu funcionamento é bem simples. Depois de encaixar o cartão no coletor, o consumidor gira uma manivela (não há utilização de energia elétrica o que favore a economia de energia e contribui para fácil instalação) e as lâminas cortam os cartões.

Todo material recolhido é triturado para garantir a perda total das informações. Deste resíduo, são produzidos materiais decorativos e funcionais que já estão sendo consumidos por algumas empresas que aderiram ao programa.  “Colocamos nossa imaginação e experiência em confeccionar brindes para funcionar. Criamos diversos produtos, tais como porta copos, capa de cadernos e agendas, jogos americanos, quadros, relógios, porta-celular, placas informativas, enfim uma infinidade de objetos. O PVC é um material altamente reciclado, podendo ser reutilizado diversas vezes. Pelo Programa RC hoje é perfeitamente viável reciclar 100% dos cartões”, revela de Paula ressaltando que a última novidade foi a implementação de um piso durante a Cards 2013. “Revestimos o assoalho do nosso estande inteirinho com placas dos cartões picotados. Com isso, é possível sim aplicar este material na construção civil, por exemplo, como item para revestimento e de decoração”, completa.

Pontos de Coletas

Além das escolas, a população pode ter acesso ao Papa Cartão® em seis pontos de passagem pela capital de São Paulo, são eles: estações Sé e Conceição, Paraíso e Consolação do Metrô/SP, hall do Conjunto Nacional e Continental Shopping.

Além disso, algumas empresas que já aderiam ao programa e instalaram uma coletora em suas sedes para o recolhimento dos cartões já vencidos de seus funcionários. São elas: Seguros Unimed, Central Nacional Unimed, Metrus (Instituto de Seguridade Social dos Metroviários) e Alelo.

10 jun 2013

O QUE ESPERAR DOS NOSSOS MEGAEVENTOS ESPORTIVOS?

Comentários desativados em O QUE ESPERAR DOS NOSSOS MEGAEVENTOS ESPORTIVOS? Ambiente Legal, Cidadania, Comportamento, Consumo, Cotidiano, Datas Especiais, Desenvolvimento Sustentável, Economia, Educação, Ética, Evento, Meio Ambiente, Mercado, Novos Mercados, Otimismo, Protagonismo, Responsabilidade, Sociedade e Política, Sonhos, Sustentabilidade, Viva Positivamente

Mexendo com a autoestima e o brio de boa parte da população, sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas, mistura paixão, esporte e negócios. Por isso, é mais do que uma questão de legado! Devemos nos preparar para não sermos satisfeitos apenas com Pão & Circo.

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Para um país apaixonado pelo futebol, é muito difícil fugir do senso comum e apresentar uma leitura crítica sobre os reais impactos que sediar megaeventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 podem trazer para o país.

A cultura simbólica de que o Brasil é o país do futebol, é uma imagem afirmativa que tenta aliviar as expressões das desigualdades. Em nosso país, faz parte do cotidiano viver o futebol, seja nos campinhos dos bairros, nas ruas da periferia, nas quadras de futebol society ou simplesmente sentado no sofá todos os domingos torcendo pelo time do coração.

Por isso, nada mais significativo para o imaginário brasileiro do que ter mais uma Copa do Mundo no Brasil. Mas será que estamos realmente prontos? Que legado queremos deixar pelas terras brasileiras após eventos deste porte?

Neste sentido é importante deixar claro que não sou contrária à Copa do Mundo. Seria até hipocrisia, afinal sou são-paulina fanática e faço parte deste imaginário cultural. Porém, sou contra ao modelo que vem se estruturando em função dos megaeventos do ponto de vista de seu resultado enquanto planejamento e “espetáculo”. O próprio termo “megaevento” (algo que está muito acima das possibilidades do homem sem poder) tende a levar as discussões para o concreto e mensurável e tende a colocar as decisões nas mãos dos grandes agentes políticos e econômicos desprezando uma dinâmica social descentralizada que contemple as micro e pequenas empresas como integrantes da "partida".

Sabe-se que em períodos recentes, a estratégia de hospedagem de megaeventos desportivos tem sido estimulada como caminho para o crescimento econômico em determinadas localidades e regiões. Entretanto, para sediar tais eventos esportivos é preciso vários anos de preparo da proposta e enfrentar uma grande competição, a nível global. Assim, cada vez mais, os governos assumem os inúmeros e sérios riscos da disputa por esse tipo de visibilidade.

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Entretanto, os megaeventos colocam processos não apenas governamentais em movimento, envolvendo recursos significativos (é muita grana, mesmo &&&). A discussão do legado é um modo de tentar reduzir os riscos e aumentar os benefícios que esses eventos poderão resultar. A busca de articulação e a troca de experiências sobre eventos anteriores e futuros, com outras cidades e países, pode nos trazer boas ideias.

Barcelona (Olimpíadas de 1992), por exemplo, é o grande exemplo de regeneração urbana. Do total dos investimentos, 83% foram em melhorias urbanas – aquelas tangíveis e que permanecem para a população. O sistema metroviário foi ampliado, o aeroporto reprojetado, a ferrovia costeira redirecionada, os sistemas de telecomunicações modernizados e foram abertos 5 km de praias junto à costa. Mesmo assim, a criação de empregos ficou restrita a empregos temporários e com baixa remuneração. Ou seja, nem por lá, o mundo é perfeito!

Já a população de Montreal só terminou de pagar os custos das Olimpíadas de 1976 (ano em que eu estava nascendo) mais de 2 décadas depois: o déficit foi de US$ 1,2 bilhões. Isso ocorreu por “objetivos políticos confusos, gerenciamento financeiro e logístico deficiente e construções ambiciosas que geraram sérios déficits orçamentários” (Gold & Gold, 2008).[1]

lounge-empreendedor-megaeventos-esportivos-no-BrasilOu seja, o Brasil pode escolher o caminho que quiser!

Em 2007, quando o Rio sediou os XV Jogos Pan Americanos (PAN 2007) e os Jogos Parapan Americanos (PARAPAN 2007), o custo foi 10 vezes maior do que o orçamento inicial, sem contar que algumas intervenções foram consideradas problemáticas e são questionadas até hoje:

  • prometeram despoluir a Lagoa Rodrigo de Freitas e a Baía de Guanabara, mas nada mudou;
  • parte da vegetação na Marina da Glória/Parque do Flamengo foi destruída sem necessidade;
  • a construção da Vila Pan Americana foi feita em terreno inapropriado a construções daquele porte, foram utilizados recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador e pior: o que deveria ser moradia atualmente está completamente abandonado;
  • a transformação do Estádio de Remo da Lagoa (de 1954) só foi finalizada após o Pan 2007;
  • a remoção de comunidades de baixa renda do entorno dos estádios;
  • as promessas de ampliação das linhas de metrô da cidade não foram cumpridas, e;
  • o abandono do Centro Aquático que não serviu ao propósito divulgado para atender a crianças e adolescentes de escolas públicas.

Nesse sentido, as denúncias públicas tiveram um papel fundamental tanto na resistência desses projetos bem como em seu acompanhamento. O Comitê Social do PAN foi um grupo que teve foco central de suas denúncias o desrespeito aos princípios de justiça social em favor aos interesses particulares e foi fundamental para exercer o controle social do pré e pós evento. 

O que percebo, realmente, é que tanto o PAN 2007 quanto a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016 não se configuram como um projeto conjunto da sociedade brasileira (Sim! o projeto não é meu, nem seu e nem de toda a sociedade civil), ainda que sonhemos em ver a taça sendo erguida por nosso capitão em pelo Maracanã. Por isso, devemos estar atentos às propostas e implementações feitas em nome dos eventos esportivos e de nosso "amor" ao esporte. Não podemos nos deixar enganar!

Se ampliarmos o olhar sobre os impactos sociais e urbanísticos, as intervenções em razão da construção das arenas da Copa e no reordenamento urbano no entorno das cidades, estima-se que cerca de 170 mil pessoas estão sendo removidas de suas casas, o que significa a violação do direito à moradia e ao acesso a terra, demonstrando que a questão da cidadania pode estar camuflada em um processo de higienização e remoção dos pobres das cidades.

lounge-empreendedor-megaeventos-esportivos-no-BrasilNão é legal, mas infelizmente, temos de admitir que a elite brasileira não quer que os trabalhadores permaneçam na cidade. Durante o dia, eles podem oferecer sua mão-de-obra, mas depois é melhor que "desapareçam", porque não há recursos para cuidar da habitação e educação de suas famílias, nem do transporte que é uma situação caótica em qualquer cidade brasileira. Não adianta: ainda temos no Brasil uma desigualdade que é uma das maiores do mundo, mesmo em um contexto aparentemente positivo quando voltamos a ocupar a sexta posição do PIB do mundo.

As informações veiculadas até hoje na imprensa brasileira são superficiais e estão preocupadas com o percentual das obras executadas e se estão no prazo de conclusão previsto pela FIFA. Talvez não seja notícia informar o impacto das transformações ou seja melhor alimentar a ilusão de que o acesso às arenas por ocasião dos jogos será para todos nós. Sinceramente, ainda não sei o valor real dos ingressos, mas acredito que poucos dos brasileiros apaixonados por futebol terão reais condições para assistir a um jogo da Copa do Mundo ao vivo, por exemplo.

Penso que as avaliações dos legados da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 deveriam abranger questões como:

  • alterações no padrão de prática de esporte da população após o evento tornando a prática esportiva um caráter educativo e de transformação social;
  • impactos no marketing do país;
  • desenvolvimento do turismo (reduzindo o turismo sexual);
  • benefícios na área de transportes e telecomunicações;
  • melhorias na infraestrutura cultural;
  • relação entre o discurso ambientalista e a efetiva existência de sustentabilidade;
  • transformação da cidade em prol das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida;
  • uso da infraestrutura esportiva pós evento, e;
  • benefícios gerados para outras cidades do país.

lounge-empreendedor-megaeventos-esportivos-no-BrasilMegaeventos servem a vários propósitos e se revestem de características multidimensionais, para o Brasil o maior benefício virá da capacidade de tornar público e transparente o que é realizado por nossos governantes. Já que esse projeto nasceu de seu sonho "individual"; é bom que AGORA possamos torná-lo um sonho coletivo.

 

Texto produzido para a equipe do Women´s Forum Brazil já que esse ano a conferência vai cobrir assuntos relevantes focados na ascensão das mulheres que fazem a diferença na economia, na sociedade e na política, além de questões importantes para a trajetória de desenvolvimento do país.


[1] Gold, J.R.; Gold, M.M. (2008) Olympic cities: regeneration, city rebranding and changing urban agendas. Geography Compass 2/1; 300-318.

 

28 jan 2012

PARADA PELA VIDA

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O Ministério das Cidades e o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) estão veiculando novas peças publicitárias da campanha Parada Pela Vida, que tem o objetivo de estimular a atitude responsável de motociclistas e motoristas com o crescimento da frota de motos no País. A ação faz parte do Pacto Nacional pela Redução de Acidentes (Parada) que conta com o apoio e a participação de entidades, empresas, governo e sociedade.

O mercado nacional cresceu 705% nas vendas de motocicletas em 16 anos. De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Similares (Abraciclo), enquanto em 1994 foram comercializadas 127.395 unidades, esse número, em 2011, chegou a 1,94 milhão.

O aumento no número de acidentes de trânsito acompanhou o aumento da frota. Segundo o Sistema de Informação de Mortalidade do Ministério da Saúde, entre 2002 e 2010 o número total de óbitos por acidentes com transporte terrestre cresceu 24%: passou de 32.753 para 40.610 mortes. Do total de vítimas fatais neste ano, 25% delas envolveram-se em ocorrências com motocicletas.

De 2002 a 2010, a quantidade de óbitos ocasionados por acidentes com motos quase triplicou no País, saltando de 3.744 para 10.134 mortes. Casos de invalidez permanente entre motociclistas se multiplicam, passando de 31 mil para 166 mil, entre 2005 e setembro de 2011. Segundo informações do Seguro DPVAT (seguro obrigatório pago pelos proprietários de automóveis), nos nove primeiros meses de 2011, mais de 70% dos acidentados eram motociclistas e em idade economicamente ativa (entre 18 e 44 anos).

Campanha

Com o mote "Moto. É preciso saber usar. É preciso respeitar.", a campanha do Ministério das Cidades busca incentivar um comportamento pacífico e responsável dos motociclistas e motoristas no trânsito. A segurança destes condutores depende, principalmente, do respeito às leis de trânsito, do uso de equipamentos de segurança e de ações responsáveis para que todos tenham seu espaço no trânsito.

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