Archive for Responsabilidade Pessoal

16 mai 2017

TEMPO DE CONSTRUIR

No Comments Carreira, Coaching, Comportamento, Confiança, Cotidiano, Desenvolvimento Humano, Empreendedorismo, Escolhas, Inteligência Emocional, Protagonismo, Relações Humanas, Responsabilidade Pessoal, Sucesso

Nenhum projeto é viável se não se começa a construí-lo desde já: o futuro será o que começamos a fazer dele no presente. 

Construir o futuro é uma coisa meio maluca e a passagem recente do meu aniversário me fez pensar nessa questão de uma forma mais estruturada, como num guia para planejar nossa “jornada do futuro”. Foi então que lembrei do modelo de aprendizado contínuo desenvolvido por Peter Senge.

Precisamos aprender a sair da nossa realidade, deixar velhos hábitos de lado e rever conceitos e métodos para criarmos algo realmente inovador. Afinal, nem tudo o que deu certo no passado está dando certo hoje, certo? E da mesma forma, nem tudo o que já deu errado nunca dará certo no futuro… A vida é assim… 

Quem trabalha em áreas como música, fotografia ou informática sabe do que estou falando e o quanto o mercado muda dinamicamente. O medo de não acompanhá-lo é um dos grandes motivos para nos repensarmos, mas o melhor incentivo é querer estar melhor a cada dia. Querer causar novos “UAU’s”, pois se você não quiser, alguém vai querer e vai fazer.

Então, para construir seu futuro faça uma boa análise do presente. O que incomoda você hoje e que você poderia e gostaria muito de mudar? Quais oportunidades você vê que poderia aproveitar e não faz? Adicione ao seu presente as coisas boas que você imagina que pode conseguir. Desafie-se!

Walt Disney dizia que se você é capaz de sonhar, você é capaz de realizar. O “imageneering”, traduzido, fica algo como engenharia da imaginação; foi o que ele usou para construir o império que tanto sucesso faz até hoje. Passe a perguntar, a tudo e a todos, "POR QUE NÃO?" ao invés de “por que?”. Encoraje seus amigos, sua família, sua equipe a lhe dar ideias. Nem todas poderão ser aproveitadas, mas todas virão do fundo do coração de alguém em quem você confia e merecem atenção.

No início, talvez você enfrente um pouco de medo para pensar diferente ou para reconhecer a necessidade de mudar. O medo é inerente ao ser humano, mas não deixe que ele imobilize ou enfraqueça você. O importante é transformar esse medo em oportunidade, em ação. Comece a trabalhar já. Peça ajuda, pergunte opiniões, ouça sugestões e lembre-se de colocar em prática o que achar válido. Só experimentando você terá a real noção do que vale a pena fazer ou não nos próximos anos da sua vida.

Obstine-se por si mesmo!

Quando escolher o melhor caminho a seguir, planeje os recursos necessários para fazer com tudo aconteça e alcance o resultado esperado. Esta é a aplicação do conceito caórdico de Dee Hock, o inventor do sistema Visa, que nos traz a compreensão de que todas as coisas, até mesmo a vida, são uma combinação homogênea de caos e ordem. Tudo aplicado na hora certa.

Se construir o futuro num mundo tão incerto não é fácil, adquira um pensamento otimista para que toda premonição paradoxal seja superada por um desejo incontestável de viver dias ainda melhores. Deixe que seus sonhos virem realidade, um após o outro. Dificuldades irão aparecer, mas somos capazes de superá-las com muita luta, persistência e criatividade. No seu próximo aniversário, você mesmo irá agradecer.

04 out 2014

O SILÊNCIO DOS BONS

No Comments Ações Sociais, Cidadania, Comportamento, Datas Especiais, Democracia, Economia, Escolhas, Mercado, Mudança, Protagonismo, Responsabilidade Pessoal, Sociedade e Política

Amanhã viveremos um dia importante para a democracia brasileira. Você já fez suas escolhas?

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Toda campanha eleitoral é a mesma coisa: políticos que a gente mal conhece aparecem prometendo mundos e fundos para abocanhar o voto da população. Dessa vez, quem está diferente é o eleitor, que chegou ao limite de sua paciência e não se empolga mais tão facilmente com as opções disponíveis.

Ouso dizer que “a ficha está caindo”, mas, infelizmente, isso ainda não produz uma mudança profunda no cenário que nos cerca. É comum ouvir muita gente reclamando dos políticos e da corrupção, mas quem os coloca lá?

Foi você, fui eu. Chega de tapar o sol com a peneira, chega de fugir do problema. Somos todos responsáveis pelos rumos da nação quando apertamos as teclas da urna eletrônica e confirmamos nossa escolha.

E amanhã, 5 de outubro, teremos a chance de fazer isso mais uma vez. Você está preparado? Pesquisou os candidatos que mais chamaram a sua atenção? Quem são eles, de onde são, qual o histórico político e pessoal, que bandeiras defendem?

Ou você é daqueles que, a caminho da zona eleitoral na qual vota, pega qualquer papelzinho no chão e crava o número na urna. E pensa orgulhoso: “Cumpri meu dever cívico”. Ledo engano, ser cidadão é mais do que simplesmente votar. É saber em quem se está votando e por qual motivo.

E tão nocivo quanto votar em qualquer um é não votar. Se eximir desta responsabilidade não vai tornar o País melhor, mas pode piorá-lo um pouquinho mais, por nossa negligência e comodidade é que a corrupção reina em todas as esferas e se enraíza sem cerimônia.

Você quer mais saúde, educação e segurança pública? Então chegou a hora de parar de reclamar e de fazer aquele discurso pronto e reagir. Esta é a poderosa hora de protestar, não sabotando o processo, votando em qualquer um, me branco ou nulo, mas votando com sabedoria, dando oportunidade a pessoas sérias, comprometidas e trabalhadoras.

Defendo o voto distrital, pois ele estimula a escolha de candidatos da nossa cidade e região que vivem e conhecem a nossa realidade: comendo nos mesmos restaurantes, frequentando o mesmo shopping, enfim, vivendo a nossa vida!

E mesmo sem o sistema estar legalmente em vigor, você já pode agir assim. Escolha representantes que sejam realmente seus representantes.

Saber escolher bem é necessário para que possamos resgatar o prestígio político de outrora, quando tínhamos cinco deputados. Hoje, nosso município tem um representante na Assembleia Legislativa e outro na Câmara Federal. É preciso dizer algo mais?

Amanhã, o poder estará em suas mãos, eleitor. Para alguns um transtorno para outros a oportunidade de intervir nos rumos da nação. Em qual grupo você está? Pense nisso! Já dizia Martin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas sim o silêncio dos bons”.

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27 jul 2013

DICA DE LEITURA: O VALOR DO AMANHÃ

No Comments Administração e Gestão, Coaching, Comportamento, Comportamento Empreendedor, Empreendedorismo, Escolhas, Protagonismo, Responsabilidade Pessoal

Apesar de não sabermos por quanto tempo viveremos, pensar no futuro é uma necessidade humana. Escolhas têm de ser e são feitas todos os dias. O resultado?!? 

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Ao lançar, em 2005, o livro “O Valor do Amanhã”, o economista e filósofo Eduardo Giannetti não se dirigiu ao leitor habitual de sua área, alertando no prefácio tratar-se de uma obra destinada a leigos. A ideia que o animava era bastante simples: ele falaria de juros, sim, mas não da maneira árida como se espera de um economista.

O sucesso do livro foi tanto que inspirou uma série de dez programas de curta duração inseridos no Fantástico. A série mostrou como a vida do brasileiro, em particular, é afetada pela falta de planejamento, como se fôssemos exterminadores do futuro.

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Giannetti parte do princípio que todo ser humano, independentemente de sua conta bancária, é um economista intuitivo. Só que pode estar alocando recursos em lugar errado. Ele não trata, no livro, de juros como uma instituição inventada por banqueiros gananciosos que querem explorar os outros; mas sim como uma coisa natural. As indagações principais são: viver o dia e simplesmente não se preocupar com o amanhã ou viver cada dia pensando no amanhã? Abrir mão de algo no presente pensando no futuro ou usar todo o disponível no presente da melhor forma possível? Viver agora e pagar depois ou pagar agora e viver depois?

Afinal, todos os dias fazemos escolhas. Desde o que comer ou como cuidar da saúde até decisões mais complexas, como, por exemplo, empreender em um negócio próprio.

Essas são atitudes que definem se sua postura com relação à vida é credora (quem sacrifica o hoje para ter benefícios amanhã), ou devedora (quem quer benefícios hoje e sacrifica o amanhã).

Eduardo Gianetti apresenta neste workshop da Endeavor Brasil as principais idéias do seu livro 'O Valor do Amanhã – O impacto de nossas decisões'.

 

10 mai 2013

O QUE É (E O QUE NÃO É) SUSTENTABILIDADE

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Preocupações legítimas geraram distorções no significado de “sustentabilidade”, que passou a ser associada apenas a questões ambientais. Não é só isso.

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Embora em voga nos mais variados meios, o conceito de “sustentabilidade” ainda é pouco compreendido tanto por quem fala sobre ele quanto por quem ouve. Nos últimos anos intensificou-se a discussão a respeito do aquecimento global e do esgotamento dos recursos naturais. Preocupações legítimas e inquestionáveis, mas que geraram distorção no significado de sustentabilidade, já que esta passou a ser associada tão somente às questões ambientais.

Não é só isso. A sustentabilidade está diretamente associada aos processos que podem manter-se e melhorar ao longo do tempo. A insustentabilidade comanda processos que se esgotam, não se mantêm e tendem a morrer. E isto depende não apenas das questões ambientais. São igualmente fundamentais os aspectos sociais, econômicos, políticos e culturais.

Entretanto, mais do que definir o conceito, sustentabilidade e insustentabilidade se tornam claras quando traduzidas em situações práticas.

Esgotar recursos naturais não é sustentável. Reciclar e evitar desperdícios são sustentáveis. Corrupção é insustentável. Ética é sustentável. Violência é insustentável. Paz é sustentável.

Desigualdade é insustentável. Justiça social é sustentável. Baixos indicadores educacionais são insustentáveis. Educação de qualidade para todos é sustentável.

Ditadura e autoritarismo são insustentáveis. Democracia é sustentável.

Trabalho escravo e desemprego são insustentáveis. Trabalho decente para todos é sustentável.

Poluição é insustentável. Ar e águas limpos são sustentáveis. Encher as cidades de carros é insustentável. Transporte coletivo e de bicicletas é sustentável.

Solidariedade é sustentável. Individualismo é insustentável.

Cidade comandada pela especulação imobiliária é insustentável. Cidade planejada para que cada habitante tenha moradia digna, trabalho, serviços e equipamentos públicos por perto é sustentável.

Sociedade que maltrata crianças, idosos e deficientes não é sustentável. Sociedade que cuida de todos é sustentável.

Evidências e dados científicos mostram que o atual modelo de desenvolvimento é insustentável, ameaçando inclusive a própria sobrevivência da espécie humana.

Provas não faltam:

  • Destruímos quase a metade das grandes florestas do planeta, que são os pulmões do mundo;
  • Liberamos imensa quantidade de dióxido de carbono e outros gases causadores de efeito estufa, num ciclo de aquecimento global e instabilidades climáticas;
  • Temos solapado a fertilidade do solo e sua capacidade de sustentar a vida: 65% da terra cultivada foram perdidos e 15% estão em processo de desertificação;
  • Cerca de 50 mil espécies de plantas e animais desaparecem todos os anos, em sua maior parte em decorrência de atividades humanas;
  • Produzimos uma sociedade planetária escandalosa e crescentemente desigual: 1.195 bilionários valem, juntos, US$ 4,4 trilhões, ou seja, quase o dobro da renda anual dos 50% mais pobres. O 1% de mais ricos da humanidade recebe o mesmo que os 57% mais pobres;
  • Os gastos militares somam US$ 1,464 trilhões por ano (e crescem a cada ano), o equivalente a 66% da renda anual dos 50% mais pobres.

Este cenário pouco animador mostra a necessidade de um modelo de desenvolvimento sustentável. Cabe a nós torná-lo possível e viável.

lounge-empreendedor-o-que-e-sustentabilidade-oded-grajew* Oded Grajew é presidente emérito do Instituto Ethos e coordenador-geral da Secretaria Executiva da Rede Nossa São Paulo.

Artigo publicado originalmente no jornal Folha de S.Paulo, em 7 de maio de 2013.

11 out 2011

PREVENÇÃO PARA A DENGUE

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Dengue já matou 44 pessoas este ano em São Paulo. Fique atento e cuide do ambiente da sua empresa. 


Este ano, 44 pessoas morreram entre janeiro e junho no Estado de São Paulo por causa da dengue. Ribeirão Preto é o município com maior número de mortes: 7. Do total de casos de dengue, 19,3% estão concentrados na cidade, que notificou 15.743 ocorrências no período. No total, foram registrados 81.248 casos autóctones (com transmissão) dentro do Estado. O balanço é da secretaria de Saúde. Outras 14 cidades registraram mais de mil casos da doença. São elas:

  • São Paulo – 4.298
  • Bauru – 4.387
  • Taubaté – 3.969
  • Campinas – 2.736
  • Araraquara – 2.566
  • Limeira – 2.352
  • Lorena – 2.269
  • São José dos Campos – 1.895
  • Rio Claro – 1.772
  • Sorocaba – 1.453
  • Mogi Mirim – 1.389
  • Caraguatatuba – 1.177
  • Sertãozinho – 1.149
  • – Sumaré – 1.113
  • – Barretos – 1.004

Este ano, São Paulo terá hospitais de campanha para atender municípios que registrarem alto número de casos de dengue no verão. Na semana passada, a secretaria de Saúde lançou um plano de intensificação das ações de vigilância e controle da doença para a temporada 2011/2012. De acordo com a secretaria, além dos hospitais de campanha, outra novidade é o treinamento que será dado aos agentes de saúde, no próprio local de trabalho, com duração de 15 minutos. Ele vai acontecer em 67 municípios considerados prioritários.

O treinamento é uma estratégia para abranger o maior número de profissionais que lidam com casos suspeitos de dengue. Segundo a secretária, quando os treinamentos eram dados em auditórios fora do local de trabalho, muitos médicos acabavam não comparecendo. O plano quer priorizar o atendimento e identificação de pessoas com dengue para evitar o agravamento dos casos ou mortes. Ainda segundo a secretaria, os hospitais de campanha serão instalados sempre que um município fizer a solicitação. O objetivo é desafogar os hospitais e as unidades de saúde.

O plano conta ainda com gestores municipais para combate aos criadouros do Aedes aegypti e tratamento dos infectados. Também haverá a participação de 700 profissionais da Superintendência do Controle de Endemias (Sucen) visitando casas e em conjunto com agentes municipais. A secretaria promete também aumento da monitoração viral em municípios considerados prioritários. O objetivo é identificar o tipo de vírus que está circulando, principalmente o tipo 4, que foi identificado pela primeira vez este ano. Por enquanto, o vírus está restrito a três municípios da região de São José do Rio Preto.

Um levantamento da secretaria, mostrou que 283 cidades (43% dos municípios paulistas) apresentam risco alto ou muito alto para a ocorrência de dengue no próximo verão.

Por isso, cuide-se!

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