Archive for Resistência a Mudança

17 ago 2015

​MENTIRAS SOBRE A VERDADE

No Comments Ambiente de Trabalho, Coaching, Comportamento, Comunicação, Empreendedorismo, Relações Humanas, Resistência a Mudança

A verdade dói e nem todos estão prontos para lidar com ela. Você já pensou nisso?

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Embora muita gente diga preferir uma dura verdade a uma doce ilusão, a realidade não é tão simples. Verdades expõem nossas limitações, nossos defeitos e características que, por vezes, gostaríamos que ninguém visse ou pensasse a nosso respeito. Não é raro ouvirmos algo que nos incomoda e logo darmos um jeito de encontrar uma justificativa transformando a verdade dita em algo que nos pareça mais agradável ou para que simplesmente possamos seguir em frente ignorando aquilo que precisa ser mudado.

Duvida? Pois vamos às situações simples do nosso dia-a-dia: seu parceiro diz que não te ama e logo você pensa: “Ah, ele me ama sim, mas ainda não sabe” ou “É só uma fase, precisa de tempo e logo vai aprender a me amar”.

Não quer falar de amor, pois – afinal – esse é um blog de empreendedorimo?

Pois falemos, então, de trabalho: seu chefe diz que um trabalho foi mal feito e a reação imediata é ficar indignado. “Mas que absurdo. Não tenho as ferramentas necessárias para um bom trabalho e me matei para fazer isso! Ele que não reconhece minha dedicação”. Ou então, um amigo lhe diz que sua ideia inovadora de um novo negócio não é assim tão inovadora e que você dificilmente terá clientes dispostos a pagar por ela e você logo argumenta: "Imagine! Você não conhece o mercado."

Dificilmente refletimos sobre o que as pessoas nos dizem e sobre a necessidade de revisarmos nossos próprios conceitos e atitudes. A verdade requer maturidade, autoconhecimento e autoestima para que possamos discernir entre uma crítica maldosa, injusta ou um argumento que pode realmente nos auxiliar a ser uma pessoa melhor.

Assim como existem verdades que nos machucam, existem aquelas que são ditas com o intuito de nos auxiliar e nos mostrar nossas qualidades. Quantas vezes elogiamos alguém e a pessoa não acredita? Muitas! Aliás, somos julgados também por elogiar. O que prova que realmente não somos preparados para lidar com a franqueza e a sinceridade. Temos receio de magoar, nos meter em confusão ou causar reações descontroladas e acabamos optando por omissões e mentiras.

Claro que para o bom convívio social, a verdade “nua e crua” nem sempre é conveniente por questões de necessidade ou respeito. Uma boa dose de bom senso é a escolha mais acertada para não exagerar em nenhum dos lados. Quando somos francos e utilizamos a verdade com amor, saímos da famosa zona de conforto e descobrimos novos caminhos para velhos problemas.

Mas cuidado! Há uma cilada ainda maior nesse jogo de verdades e mentiras:

NÃO MINTA PARA SI MESMO.

De nada adianta dizer que espera viver apenas na verdade, se você não estiver aberto para reconhecê-la e aceitá-la sem melindres para seu próprio crescimento e evolução.

Por isso, comece por você! É preciso ser objetivo e prático para não iludir a si mesmo e não aceitar como verdade apenas aquilo que gostaria de ouvir. Explore sua humildade, autoconfiança e esteja centrado para buscar a utilidade de todas as verdades. Até porque há um provérbio chinês que nos ensina “todos os fatos têm sempre três versões: a sua, a minha e a verdade”.

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02 ago 2014

SEM MEDO

No Comments Administração e Gestão, Carreira, Coaching, Escolhas, Mercado de Trabalho, Recolocação Profissional, Resistência a Mudança

Se você fez planos que não deram certo, se tudo mudou de repente ou simplesmente uma nova oportunidade apareceu, comece de novo. Sem medo!

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“Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar”. Muito sábia a colocação do poeta e dramaturgo William Shakespeare. É muito comum o medo nos paralisar, impedindo que possamos abrir novas portas, viver novas experiências e crescer, pessoal e profissionalmente.

Quem se arrisca a mudar de carreira após os 40, 50 anos? É mais fácil continuar infeliz e acomodado, do que “chutar o balde” e buscar novos desafios. Tem gente que nem aceita ser promovido porque “gosta do que faz” e morre fazendo só aquilo, perdendo a oportunidade de aprender algo novo, descobrir uma nova paixão, uma nova habilidade e até ganhar mais.

Os riscos de mudar são grandes mesmo, a empreitada pode não dar certo, você pode não se adaptar como imaginava, pode perder o padrão de vida; mas também pode dar muito certo e você ainda pode recuperar aquele fôlego de começo de carreira, se sentir feliz e realizado e ainda abrir outras portas, antes inimagináveis.

É claro que tudo isso envolve trabalho e dedicação. Não existe mágica, é preciso se qualificar, buscar informações sobre a área desejada.

E, neste processo, você acaba agregando novos conhecimentos e se tornando um profissional mais completo ou, no mínimo, com uma visão mais ampla do mercado.

Sempre teremos dúvidas sobre qualquer aspecto da nossa vida. Estudo nesta ou naquela escola, caso ou não caso, compro este modelo de carro ou o outro, me dedico a esta ou àquela carreira, mudo de cidade ou não, será que existe um vestido ou sapato mais bonito que este, pego este ônibus ou o próximo?

A todo instante fazemos escolhas. Algumas são mais simples que outras, mas a verdade é que tudo o que decidimos vai definindo quem somos e para onde vamos. Não há certezas na vida, apenas a morte, como todo mundo sabe.

Então não tem jeito. “Quem está na chuva é para se molhar”, diz o velho ditado. Mas repito: a mudança não deve ser feita de qualquer jeito, sem planejamento, sem uma perspectiva de futuro, sem uma qualificação. Agora, o que não pode é ter as oportunidades e ir deixando-as passar por medo de tentar, de arriscar pelo simples fato de ser algo novo.

Na medida em que ousamos e olhamos de forma diferente para o que fazemos, podemos perceber que o problema não está em nossa carreira, mas na forma em que atuamos dentro dela.

O mercado é concorrido e as oportunidades estão aí. As mudanças nos impulsionam, nos enriquecem e nos permitem progredir. Aprendemos com os acertos e com os erros também e, aí, reside a beleza da vida, pois é justamente essa incerteza que nos leva a evoluir. São nossas escolhas que nos fazem caminhar, crescer. Escolha não ter medo e boa sorte!

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08 fev 2014

MUDANÇA E INOVAÇÃO

No Comments Administração e Gestão, Criatividade, Empreendedorismo, Inovação, Inteligência Competetitiva, Mudança, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Resistência a Mudança

Pessoas, estruturas, processos, estratégias… Que tal assumir uma postura pró-ativa para algo que é inevitável acontecer na sua empresa? As coisas irão mudar! 

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A mudança é um processo natural na existência das organizações. Muitas são as empresas que querem sinceramente mudar, mas que ainda não encontraram seu caminho. Inovar é quase uma condenação no mercado atual e alcançar mudanças na dinâmica de funcionamento, nos produtos ou nos processos é o principal fator de competitividade e diferenciação para serem mais ágeis, mais adaptativas e… mais inovadoras.

Nesse contexto, uma das principais dificuldades é vencer a si mesmo! Sim! As pessoas são os principais entraves aos processos de inovação. Quando percebem que para mudar é necessário alterar a forma como se percebem, se organizam e se comportam, elas retrocedem. Parece melhor mudar apenas os softwares, sem mexer no hardware. Mas, isso é impossível. Novos softwares não rodam bem em velhas "máquinas". Se você não permitir que novos caminhos se construam, os fluxos de renovação não se consolidam e o desejo de mudar será apenas uma ilusão.

O tradicional funcionamento baseado no conceito de comando-e-controle nos acostumou a projetar os resultados que almejamos alcançar nas empresas. Estabelecemos metas. Definimos planos de ação. Cobramos resultados. Ótimo! Isso funciona quando queremos reproduzir a mesma coisa: o mesmo processo, o mesmo modelo, o mesmo produto, o mesmo serviço. Mas não funciona quando se trata de inovação.

Inovação é sempre um resultado inesperado; senão seria repetição. Como dizia Heráclito de Éfeso: "Espere o inesperado, ou você não o encontrará". Se as empresas já podem saber (de antemão) o que vão obter, então não precisam fazer qualquer esforço adicional para inovar. A questão é que elas não sabem. Quando se trata de inovação, ninguém sabe. É inútil tentar controlar seus processos.

Qualquer mudança organizacional não pode vir acompanhada de perguntas como "Mas como será depois? O que colocaremos no lugar de…?"  Ora, a única resposta que faz sentido é: Não sabemos como será, será o que será. E não podemos colocar nada no lugar de… antes de ser o que será, porque senão não será o que será". 

Inovar implica em admitir um movimento de transição. Não tratamos de destinos últimos e sim de trajetórias diversas de adaptação, reconstrução e acomodação. Quem está vivendo esse movimento, em geral, não percebe o sentido positivo da transição, mas apenas os problemas, as confusões e os efeitos colaterais do desafio. A dificuldade assusta; o estado pretérito parece bem mais confortável; é um esforço inútil entar evitar.

Por isso, deixe a mudança acontecer. Fuja de empresas estáticas e fechadas, onde as coisas não mudam. O importante na transição é permitir-se iniciar, não terminar: "O fim é o começo, e o começo é o primeiro passo, e o primeiro passo é o único passo". Acredite e comece a caminhar! 

14 jun 2013

CULTURA EMPRESARIAL: É POSSÍVEL MUDAR!

Comentários desativados em CULTURA EMPRESARIAL: É POSSÍVEL MUDAR! Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Clima Organizacional, Cooperação, Gestão de Pessoas, Inteligência Competetitiva, Liderança, Mudança, Propósito, Resistência a Mudança, Trabalho em Equipe

O único jeito de ser invulnerável é se posicionando contra mudanças – sem melhorias, sem nada novo ou diferente. Mas será que assim você consegue se manter no mercado?

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Se você decidir se posicionar contra o novo, significa que não estará disposto a fazer nada diferente. Pois diferente significa risco. E risco significa chance de falha. E quem falha, é vulnerável.

Uma gestão que penaliza os erros duramente ou onde o nível de confiança é baixo acaba criando armadilhas para si mesma, pois aciona os mecanismos de defesa da equipe, que deixa de ser um time de profissionais para virar um bando de burocratas jogando “cover your ass”.

Chegamos, então, no ponto onde é necessário se executar uma das mais difíceis manobras da gestão empresarial, do tipo que não se ensina nas escolas: mudar uma cultura estabelecida.

E para mudar o jogo, precisamos ter três coisas bem claras: o que é o problema, do que se alimenta e como matá-lo.

O que é o problema:

Simples e direto: o problema é líder. E isso é uma má notícia. Cultura é algo que se dissemina de cima para baixo nas organizações. Como costumo dizer, se a cultura da empresa é nociva, há grandes chances de que ela possua uma diretoria nociva ou até um dono nocivo.

Outra coisa que ajuda na disseminação de uma cultura ruim é o turnover. Uma vez que se abre uma vaga, ela tende a ser preenchida com alguém de perfil semelhante ao do contratante. Burocratas contratam burocratas. Bandidos contratam bandidos. Inovadores contratam inovadores. Porque contratantes e contratados compartilham e falam o mesmo código secreto. E se por acaso esta regra falhar, se um burocrata contratar um inovador, por exemplo, o risco de que o novo profissional clone o comportamento dos que estão em volta é alto.

Mas enfim, mudar a cultura mantendo-se o mesmo líder é algo muito, muito difícil.

Do que o problema se alimenta:

O profissional que administra na base da porrada e da burocracia se alimenta da falta de confiança que gera entre os membros da equipe. Quanto maior a desconfiança entre as pessoas, mais elas vão precisar da burocracia e mais indignadas vão ficar em ver alguém em dificuldades para fazer a sua parte do trabalho. E naturalmente vão dar porrada ao invés de ajudá-la, espelhando o comportamento do chefe…

lounge-empreendedor-cultura-empresarialConfiança é o bem mais escasso hoje em dia no mundo corporativo e no mercado. Isso por que ela é fruto de anos ou momentos intensos de convivência, onde o conceito pregado se materializa nas ações executadas. É estar junto, é criar espírito de time vencedor, é errar junto e assumir responsabilidade. Isso tudo constrói confiança.

Mas se a qualquer momento o profissional se esquivar, desviando-se da responsabilidade, mesmo que de leve, ele ficará irrecuperavelmente carimbado como traidor – porque construir a confiança, como todos sabem, requer muita dedicação e tempo investido… Mas, destruí-la pode ser questão de minutos. E sim, confiança é irrecuperável mesmo.

Como matar o problema

Cultura acontece de cima para baixo, certo? Então novamente, simples e direto: se o profissional que dita as regras não muda, mude-o de lugar. Demita-o, ao invés de demitir a equipe (ok, pode ser que 100% da equipe esteja errada, mas as chances são pequenas…).

A equipe é sempre o espelho do seu líder, e a imagem da empresa no mercado é a imagem da sua equipe. Sempre.

Se o profissional que dita as regras só se preocupa com o bem estar dos clientes fechando os olhos para a parte financeira, a equipe mais cedo ou mais tarde segue seus valores – e a empresa quebra.

Se o profissional que dita as regras é paternalista, as deficiências acabam sendo empurradas para baixo do tapete.

Se o profissional que dita as regras administra a equipe “na porrada”, adivinha como a equipe tratará os clientes? Ah, e pobre do cliente da empresa cujo líder  trai a confiança da equipe…

Agora, se por outro lado o profissional que dita as regras gera um ambiente de confiança, adivinha o que se propaga da porta para fora da empresa?

E como seria o profissional ideal para ditar as regras?

Já cansei de ouvir que isto depende do momento na história da empresa.

Se ela está em recuperação (turnaround) precisa de um ditador, se a equipe está descontente, de um democrata, e assim por diante até chegar no liberal e no paternalista. Veja bem, isso não passa de bullshit (pura besteira). O profissional ideal precisa saber assumir a posição de qualquer um desses modelos dependendo das circunstâncias, sem abrir mão dos seus valores e do foco na equipe e no cliente – afinal, são as pessoas que fazem o número acontecer e não o contrário.

E a condição sine qua nom para poder agir com naturalidade nas diversas circunstâncias corporativas às quais estamos sujeitos é conquistar a confiança de nossas equipes.

E como fazer isto? Entre várias dicas, destaco algumas:

  • Crie um senso de propósito, um bem maior, uma missão que toque as equipes – o comprometimento é que gera a grana e não a grana que gera o comprometimento (esta só gera mercenários).
  • Lembre-se que discurso e prática precisam ser idênticos, não semelhantes. A coerência ou falta de é facilmente percebida.
  • Assuma os erros de sua equipe para si, em especial diante de seus superiores, sejam eles acionistas ou clientes. Mais tarde, oriente o profissional que errou com as portas fechadas – isto vai reforçar ainda mais a confiança entre vocês e entre você e seus superiores, que vão ver em você a prática da responsabilidade .
  • Dê o exemplo. Eu sei que essa é batida, mas é fundamental.
  • Faça com que os que lideram outros abaixo de você pensem como você.

Portanto…

  • Até quando você vai trocar os profissionais da equipe sem antes reavaliar o profissional que dita as regras?
  • Até quando você vai administrar com uma cenoura (seja na frente ou atrás) ao invés de com um propósito?
  • Até quando você vai trabalhar aí nessa empresa apenas pelo salário, sem acreditar em quem dita as regras?
  • Até quando você vai varrer a “sujeira para baixo do tapete”, sem encarar o problema de frente?

lounge-empreendedor-cultura-empresarialMudar uma cultura não é um trabalho rápido nem fácil, muito menos imediato. Mas tem que começar alguma hora, e cada minuto que passa é uma oportunidade perdida. Acorda!

Marcelo Lombardo é empreendedor desde os 19 anos, é fundador da NewAge Software S/A, inventor da plataforma CoreBuilder e arquiteto dos softwares NewAge ERP e Omie.

01 jun 2013

A SÍNDROME DO SAPO FERVIDO

No Comments Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Aprendizagem, Comportamento, Liderança, Mercado de Trabalho, Mudança, Resiliência, Resistência a Mudança

Quando o ritmo de mudança dentro da empresa é ultrapassado pelo ritmo fora dela, é preciso ficar atento. Já dizia Darwin, que "não é o mais forte da espécie que sobrevive, nem o mais inteligente, é o que melhor se adapta à mudança".

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É inegável a velocidade e a intensidade das transformações sociais, políticas e econômicas em todo o mundo e, particularmente, no nosso Brasil, face à nova ordem política e econômica que envolve os arranjos para as eleições de 2014, os megaeventos e todo o contexto que isso envolve. É fácil, para o leitor, concordar com esta colocação ainda que seja um simples observador deste nosso cenário. Mas o que tem sido feito, pelas suas empresas, para acompanhar estas mudanças turbulentas? Que respostas têm sido dadas às pressões do ambiente externo? Estamos mudando a organização, sistemas de informação, sistema de trabalho e, principalmente o comportamento das pessoas para enfrentar e vender este desafio do mundo globalizado da competitividade, de funcionários mais maduros e conscientes?

É aqui que entra a Síndrome do “Sapo Fervido”, que li num artigo de Charley Gill. (Talvez alguns leitores do Lounge Empreendedor também conheçam essa história…)  Vários estudos biológicos provam que um sapo colocado num recipiente, com água de sua lagoa, fica estático durante todo o tempo em que a água se aquece até que ela ferva. O sapo não reage ao gradual aumento da temperatura (mudanças do ambiente) e morre quando a água ferve. Inchadinho e feliz! Por outro lado, outro sapo que seja jogado neste recipiente já com água fervendo salta imediatamente para fora. Meio chamuscado, porém vivo!

Alguns de nossos empresários e executivos têm um comportamento similar ao do “Sapo Fervido”. Não percebem as mudanças, acham que tudo vai bem, que vai passar, que é só dar um tempo. E “quebram”, “morrendo” inchadinhos e felizes, sem dar conta das mudanças. Outros, graças a Deus, ao serem confrontados com as transformações, pulam, saltam e acatam a nova situação realizando as mudanças necessárias à sua sobrevivência no novo contexto. Não esperam para ver o que vai acontecer…

lounge-empreendedor-sindrome-do-sapo-fervidoMas, como tenho visto sapos fervidos por aí… Prestes a morrer, boiando estáveis e impávidos na água que se aquece a cada minuto. Sapos fervidos que não perceberam que o conceito de administrar mudou. O antigo “administrar é obter resultados através das pessoas” foi gradualmente substituído por “administrar é fazer as pessoas crescerem através do seu trabalho, atingindo os objetivos da empresa e satisfazendo suas próprias necessidades”.

Os Sapos Fervidos não perceberam também que seus gerentes, além de serem eficientes (fazer certo as coisas), precisam ser eficazes (fazer as coisas certas). E que, para isso, o clima interno tem que ser favorável ao crescimento profissional com espaço para o diálogo, para a comunicação clara, para o compartilhamento, para o planejamento e para uma relação adulta. O desafio ainda maior está na humildade de atuar de forma coletiva, que é a essência da eficácia, como resposta. Tomar as ações coletivas exige, fundamentalmente, muita competência interpessoal para o desenvolvimento e o espírito de equipe; exige saber partilhar o poder, delegar, acreditar no potencial das pessoas e saber ouvir. Os Sapos Fervidos, que ainda acreditam que o fundamental é a obediência e não a competência; que, manda quem pode e obedece quem tem juízo, “boiarão” no mundo da produtividade, da qualidade e do livre mercado.

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