Archive for Criatividade

15 set 2015

LIÇÕES DE INOVAÇÃO

No Comments Administração e Gestão, Criatividade, Empreendedorismo, Inovação, Inteligência Competetitiva, Modelo de Negócio, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo

Confira 10 lições que podemos aprender com os maiores inovadores da nossa era para alavancar os negócios.

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Grandes empreendedores são inspiração para buscarmos novos desafios e seguir seus passos. Independente se você é funcionário ou dono de uma empresa, há muito que aprender com eles. Recentemente, estudei a vida e obra de grandes inovadores como Mark Zuckerberg (Facebook), Jeff Bezos (Amazon), Steve Jobs (Apple), Larry Page (Google) e Sergey Brin (Google), que serviram de inspiração para escrever um livro. Pude descobrir uma série de lições em comum que eles utilizaram ao longo de suas trajetórias e que compartilho aqui com vocês.

1. não tenha medo de correr riscos.

Para uma empresa como o Google, que valoriza muito a análise de dados em larga escala, pode parecer estranho correr riscos e aceitar incertezas nos projetos. Os dados são importantes para verificação da demanda e validação dos projetos piloto, mas nada disso impede que novos produtos inovadores sejam gerados e lançados, mesmo que tenha grandes níveis de incertezas. Essa abordagem já rendeu grandes fracassos para a empresa, mas também grandes sucessos.

2. a inovação não precisa estar somente nos produtos. 

Os grandes inovadores pensam a abordagem de modo sistêmico, vislumbrando oportunidades em diferentes partes do negócio. Quanto mais tipos de inovações conseguirmos incorporar, maior a proteção e robustez do modelo de negócios criado. Uma ferramenta importante para fazer essa avaliação pode ser o Innovation Storming.

3. conecte os pontos.

De acordo com pesquisa realizada pelos professores Clay Christensen, Hal Gregersen e Jeff Dyer, uma das principais características que separam uma pessoa criativa das outras é a habilidade de associação entre diferentes situações, problemas e ideias de campos até mesmo não relacionados. Essa busca por combinar experiências e visões de campos distintos colaborou bastante na capacidade de inovar de Jobs, por exemplo, e ele fala exatamente disso neste discurso.

4. FORME EQUIPES DE ALTO NÍVEL. 

O impacto das contratações iniciais em uma startup é muito grande no futuro do negócio, especialmente na cultura organizacional que está se formando. Contratar as pessoas erradas no começo pode impactar negativamente nos valores desejados pelos empreendedores. Bezos dizia que se você contratasse tubarões, não se podia esperar que eles agissem como golfinhos. O processo de recrutamento para montar uma estrutura organizacional coerente com a cultura era fundamental. Era preferível entrevistar 50 pessoas e não contratar ninguém do que contratar a pessoa com o perfil errado.

5. facilite a colaboração e o trabalho em equipe. 

Apesar do senso comum acreditar que as inovações da Apple eram fruto do trabalho solitário de Steve Jobs, sendo ele responsável sozinho por os desenvolvimentos, na realidade os grandes projetos foram fruto de um grande trabalho em equipe, em que ele atuava direcionando as pessoas com sua visão e, em alguns momentos, se envolvendo até nos pequenos detalhes.

6. FOmente uma cultura incomparável. 

A concorrência não consegue copiar a cultura – esse é um dos mantras gerenciais de Bezos. Para ele, a cultura organizacional é um ativo importantíssimo para garantir liderança nos mercados em que atua, replicando o “jeito Amazon” de fazer negócios. Alguns elementos importantes dessa cultura única estão na obsessão pelos clientes, a frugalidade na operação e a constante busca por inovações de todas as naturezas.

7. coloque as pessoas certas para fazer as coisas certas. 

Com o crescimento do Facebook, Zuckerberg, com apenas 23 anos, teve que buscar uma pessoa que pudesse fazer melhor que ele algumas atividades importantes. Para ele, “alguém que é excepcional em sua função não é apenas um pouco melhor do que alguém que é muito bom. Ele é 100 vezes melhor”. Sandberg na época era vice-presidente de vendas online globais e operação no Google e foi pescado porque tinha a experiência necessária para transformar o negócio de publicidade do Facebook em algo realmente grande.

8. mantenha o motor da inovação ligado.

 Jeff Bezos dizia que: ”minha visão é que não há momento ruim para inovar. Você deve inovar nos bons e maus momentos – e você deve fazer isso em coisas que o seu cliente valorize”. Essa é a postura dos inovadores: a busca constante por inovações para manter o negócio atualizado.

9. tenha senso de urgência e execução. 

 A “mentalidade hacker”, termo que Zuckerberg utilizou na carta aos acionistas no lançamento das ações, é um mantra da forma como ele as outras pessoas trabalham no Facebook. Mover-se rápido, com alta produtividade, e “quebrar” coisas resume a prática de trabalho desejada e tem sido fundamental para o sucesso da empresa.

10. comunique a inovação. 

Normalmente, em suas apresentações de lançamento de novos produtos, Jobs escolhia um vilão para mostrar aos presentes que suas inovações eram os mocinhos. No iPhone, foram os smartphones com teclados fixos. No lançamento do iPad, o papel ficou por conta dos netbooks. Em cima das fragilidades dos concorrentes, ele apresentava seus diferenciais. Havia um cuidado muito grande para mostrar tudo de novo que os produtos e serviços traziam e fazer isso chegar aos ouvidos dos clientes o mais rapidamente possível.

Quem tiver interesse em conhecer mais, pode baixar gratuitamente o 1º capítulo do livro O Time dos Sonhos da Inovação nesse link.

Felipe Scherer, Sócio fundador da Innoscience Consultoria em Gestão da Inovação. Autor dos livros Gestão da Inovação na Prática (vencedor do Troféu Cultura Econômica 2011 – melhor livro de Administração), Práticas dos Inovadores publicados pela Editora Atlas e O Time dos Sonhos da Inovação recentemente publicado pela Alta Books.

Fonte: Portal Endeavor 

01 mar 2014

O SAMBA DA ECONOMIA

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Carnaval não é apenas festa ou descanso. O período gera emprego e renda para diferentes regiões do Brasil e a cadeia produtiva envolve diferentes setores da economia.

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Além dos feriados e datas comemorativas que tradicionalmente movimentam a economia, como o Natal ou Dia das Mães, o Carnaval esquenta cada vez mais o ritmo de atividades das pequenas empresas brasileiras.

O momento valoriza a singularidade, o simbólico e aquilo que é mais intangível: a criatividade. Incomodo-me quando ouço afirmações que tratam do carnaval como apenas a economia do jogo do bicho, da lavagem de dinheiro ou do tráfico de drogas. Carnaval é bem mais do que isso! Cidades criativas, indústrias criativas, economia criativa. Você já ouviu falar sobre coisas assim? Não há empresa, nos dias de hoje, que não coloque a criatividade entre os seus fatores de competitividade.

Entre modismo, ingenuidade ou ações reais, o que vale é perceber o impacto da inovação nos vários segmentos da economia. Os desafios da construção de novos modelos de negócios e de uma sociedade mais sustentável trazem para a economia criativa uma nova frente de empreendedorismo e oportunidades.

Fatores competitivos intrínsecos, como redução no custo ou avanços específicos na tecnologia da informação, somente podem ser superados pela inteligência de novos processos e novas tecnologias. Este é o caminho a ser trilhado tanto por países desenvolvidos, quanto por países em desenvolvimento.

O Carnaval paulistano, por exemplo, gera mais de 4,3 mil empregos diretos e indiretos e movimenta aproximadamente R$ 90 milhões ao ano, segundo o Censo do Samba. Símbolo do carnaval brasileiro, o tradicional desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro movimentou, em 2010, cerca de R$ 1,2 bilhão e gerou mais de duzentos mil empregos. Quem assiste ao espetáculo de quatro dias muitas vezes não supõe que a sua realização envolve desde o trabalho de soldadores no barracão das agremiações ao de executivos da indústria fonográfica, passando por bordadeiras, motoristas de ônibus e pilotos de companhias aéreas, técnicos vindos de Parintins (AM) e especialistas na fabricação de instrumentos musicais, entre muitos outros.

Apenas a produção de bordados para fantasias rendeu ao município de Barra Mansa, a cem quilômetros da capital fluminense, R$ 53,4 milhões em 2006, o equivalente a aproximadamente 4,5% do PIB local. Os números (que constam do estudo “Cadeia Produtiva da Economia do Carnaval”) revelam a necessidade de encarar o carnaval não somente dos pontos de vista histórico e antropológico, mas também sob o enfoque dos negócios.

O modelo é o mesmo: as escolas escolhem o enredo, definem o samba, desenham carros alegóricos e fantasias e, em menos de um ano, colocam tudo isso na avenida com a emoção e o comprometimento de toda a comunidade. Se as chuvas ou o fogo destroem tudo, não há porque desanimar. Existe uma causa que norteia as decisões do grupo e faz com que todos arregacem as mangas para recomeçar.

Quem tem mais sucesso? Aquele que conseguir ser mais criativo.

Intuitivamente, o Carnaval leva empreendedores a desenvolver sua capacidade não só de criar o novo, mas de reinventar, diluir paradigmas tradicionais, unir pontos aparentemente desconexos e, com isso, equacionar soluções para novos e velhos problemas.

A "concorrência" entre vários atores criativos, em vez de saturar o mercado, atrai e estimula a atuação de empresas, poder público e sociedade. Juntos, todos torcem pelo sucesso da maior festa onde contextos culturais, econômicos e sociais diferentes se misturam e tornam-se um.

Entre o universo simbólico do Carnaval e o mundo concreto da economia, a criatividade é o catalisador do valor capaz de gerar desenvolvimento. Fortalecer espaços de economia criativa é uma oportunidade de resgatar o cidadão e o consumidor através daquilo que os faz comum e que emana de suas próprias raízes. 

08 fev 2014

MUDANÇA E INOVAÇÃO

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Pessoas, estruturas, processos, estratégias… Que tal assumir uma postura pró-ativa para algo que é inevitável acontecer na sua empresa? As coisas irão mudar! 

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A mudança é um processo natural na existência das organizações. Muitas são as empresas que querem sinceramente mudar, mas que ainda não encontraram seu caminho. Inovar é quase uma condenação no mercado atual e alcançar mudanças na dinâmica de funcionamento, nos produtos ou nos processos é o principal fator de competitividade e diferenciação para serem mais ágeis, mais adaptativas e… mais inovadoras.

Nesse contexto, uma das principais dificuldades é vencer a si mesmo! Sim! As pessoas são os principais entraves aos processos de inovação. Quando percebem que para mudar é necessário alterar a forma como se percebem, se organizam e se comportam, elas retrocedem. Parece melhor mudar apenas os softwares, sem mexer no hardware. Mas, isso é impossível. Novos softwares não rodam bem em velhas "máquinas". Se você não permitir que novos caminhos se construam, os fluxos de renovação não se consolidam e o desejo de mudar será apenas uma ilusão.

O tradicional funcionamento baseado no conceito de comando-e-controle nos acostumou a projetar os resultados que almejamos alcançar nas empresas. Estabelecemos metas. Definimos planos de ação. Cobramos resultados. Ótimo! Isso funciona quando queremos reproduzir a mesma coisa: o mesmo processo, o mesmo modelo, o mesmo produto, o mesmo serviço. Mas não funciona quando se trata de inovação.

Inovação é sempre um resultado inesperado; senão seria repetição. Como dizia Heráclito de Éfeso: "Espere o inesperado, ou você não o encontrará". Se as empresas já podem saber (de antemão) o que vão obter, então não precisam fazer qualquer esforço adicional para inovar. A questão é que elas não sabem. Quando se trata de inovação, ninguém sabe. É inútil tentar controlar seus processos.

Qualquer mudança organizacional não pode vir acompanhada de perguntas como "Mas como será depois? O que colocaremos no lugar de…?"  Ora, a única resposta que faz sentido é: Não sabemos como será, será o que será. E não podemos colocar nada no lugar de… antes de ser o que será, porque senão não será o que será". 

Inovar implica em admitir um movimento de transição. Não tratamos de destinos últimos e sim de trajetórias diversas de adaptação, reconstrução e acomodação. Quem está vivendo esse movimento, em geral, não percebe o sentido positivo da transição, mas apenas os problemas, as confusões e os efeitos colaterais do desafio. A dificuldade assusta; o estado pretérito parece bem mais confortável; é um esforço inútil entar evitar.

Por isso, deixe a mudança acontecer. Fuja de empresas estáticas e fechadas, onde as coisas não mudam. O importante na transição é permitir-se iniciar, não terminar: "O fim é o começo, e o começo é o primeiro passo, e o primeiro passo é o único passo". Acredite e comece a caminhar! 

25 out 2013

A FORÇA DA CRIATIVIDADE NA INDÚSTRIA TÊXTIL

No Comments Criatividade, Economia Criativa, Empreendedorismo, Inovação, Mercado, SEBRAE, Tecnologia

Sebrae e Senai firmam acordo para que pequenos negócios incorporem a criatividade no processo produtivo

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Adoro trazer boa notícias para o Lounge Empreendedor… No último mês, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Sebrae assinaram um convênio voltado para o setor têxtil. O objetivo é que as micro e pequenas empresas, além dos microempreendedores individuais (MEI), incorporem criatividade na elaboração de seus produtos, tornando-os mais competitivos. O convênio no valor de R$ 32 milhões, divididos entre as duas instituições, terá atividades até dezembro de 2017.

“A ideia é capacitar as empresas utilizando a capilaridade do Sebrae e a competência técnica do Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (Cetiqt) para atender à indústria têxtil de todo o Brasil”, afirmou o diretor do Senai, Rafael Lucchesi. É o Cetiqt, unidade criada pelo Senai no Rio de Janeiro, em 1949, que ficará responsável pela execução das atividades. Para ele, essa será uma das saídas para a indústria nacional enfrentar a concorrência dos países asiáticos, principalmente a China.

Nos próximos quatro anos e meio, está prevista a realização de 243 cursos, de 1,7 mil palestras e nove missões técnicas. No total, devem ser beneficiadas mais de 120 mil pessoas dos segmentos têxtil e confecção, couro e calçados e gemas e joias. Além disso, haverá ações para apoiar diretamente o desenvolvimento de produtos, como a realização de pesquisas de referência e o desenvolvimento dekits modelagem.

Conforme explica Flavio Sabra, gestor do Cetiqt, esse kit trará moldes de peças para confecção de roupas. “Associado isso à valorização do fazer local, os empreendedores podem elaborar produtos adequados a seu público”, comentou. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, que assinou o convênio junto com o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, lembrou que as dificuldades pelas quais o setor passa não são recentes. “De toda forma, há um consenso. Se houver solução, ela passa necessariamente pela moda. A criatividade, a qualidade dos produtos e o aproveitamento de recursos podem fazer a indústria têxtil ressurgir”, disse. Barretto destacou o setor como importante empregador em diversas regiões do país e o potencial que o convênio tem para propiciar inovação e integrar os elos da cadeia de produção.

Na primeira semana de setembro, equipes técnicas no Senai Cetiqt e do Sebrae se reúnem no Rio de Janeiro para detalhar as ações, definir prazos e o passo a passo do convênio. A previsão é que ainda este semestre comecem atividades como palestras e cursos. Yes!!! É a força da Economia Criativa apontando para a transversalidade de sua proposta em todos os setores da economia.

21 out 2013

DILEMAS DA CRIATIVIDADE

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Criatividade é um caminho repleto de encruzilhadas que percorremos para descobrir novas relações entre as coisas. 

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Depois de uma semana inteira me dedicando a estudar conceitos de economia criativa e criatividade, pensei que seria legal conversarmos sobre o assunto aqui no Lounge Empreendedor; afinal existem muitos mitos envolvendo o tema da criatividade.

Será que as pessoas criativas são sempre extrovertidas? Seriam todas rebeldes ou gênios malucos? Todos podemos encontrar soluções criativas para os desafios com os quais nos deparamos? Como diria Shakespeare:  “Ser ou não ser… eis a questão!”

Ouso dizer que, a cada dia, mais e mais empreendedores têm se tornado artistas e que artistas de todos os tipos estão aprendendo a ser empresários. Sim! Arte, ciência, música, tecnologia, cultura, espiritualidade e negócios são tendências cada vez mais convergentes.

Para todas elas, a criatividade é tema comum. Contudo, as pessoas criativas são muitas vezes paradoxais. Como negócios e cultura, água e vinho, cão e gato…

O professor de psicologia e gestão Mihaly Csikszentmihalyi, que dedicou vários anos estudando o jeito de viver e trabalhar de pessoas criativas diz que se pudesse “expressar em uma palavra o que faz com que suas personalidades seja diferente dos outros é a complexidade. Eles mostram tendências de pensamento e de ação que na maioria das pessoas são segregadas. Eles contêm extremos contraditórios, em vez de ser um indivíduo, cada um deles é uma multidão".

lounge-empreendedor-mihaly-csikszentmihalyiPor conta desse seu envolvimento com uma das Forças do Caráter, a Criatividade, Mihalyi tem sido um dos grandes colaboradores da Psicologia Positiva. Sua grande contribuição para os estudos sobre a felicidade se dá no campo da investigação da experiência de Fluxo (Flow) e da Personalidade Autotélica. Um dos resultados mais interessantes das pesquisas de Mihalyi no campo da criatividade é sobre o perfil das pessoas criativas.

Csikszentmihalyi utiliza três categorias para definir a expressão da criatividade no âmbito pessoal:

  • a pessoa brilhante: é iluminada e expressa pensamentos inusitados, interessantes e estimulantes;
  • a personalidade criativa: refere-se às pessoas de percepção tranqüila e cheias de insight;
  • as pessoas criativas: são aquelas cujos trabalhos têm definição pública. Ou seja, cujas realizações causam  impacto social e transformam os parâmetros culturais.

Mihaly descreve dez características, aparentemente contraditórias na natureza, mas que são freqüentemente presentes em pessoas criativas. Que tal conhecê-las?!? Talvez você também seja uma pequena multidão…

  1. Pessoas criativas têm uma grande quantidade de energia física, mas também gostam de ambientes que permitam a concentração e tranqüilidade. Eles trabalham longas horas em estado de concentração, mas sabem que as atividades seguidas por preguiça, ócio ou reflexão são importantes para o sucesso do trabalho.
  2. Pessoas criativas tendem a ser inteligentes e aparentemente ingênuas ao mesmo tempo. Isso lhes dá fluência, flexibilidade e originalidade para associações incomuns de idéias.
  3. Pessoas criativas podem aliar o lúdico e a disciplina. Apesar do ar despreocupado que as pessoas criativas transparecem, a maioria delas trabalha até tarde da noite e persiste quando outras pessoas não.
  4. Pessoas criativas alternam entre imaginação e fantasia e um sentimento enraizado da realidade. Errar é apenas um caminho de aprendizado.
  5. Pessoas criativas tendem a ser extrovertidos e introvertidos. Parece loucura, pois somos normalmente um ou outro, mas os indivíduos criativos, por outro lado, exibem ambos os comportamentos simultaneamente.  Disponibilizar-se para o contato com outros pode ser muito bom para a troca de idéias e a renovação das emoções. Mas há momentos em que o recolhimento e a solidão são essenciais para o amadurecimento das idéias e a organização das emoções.
  6. (Mais uma bem antagônica:) Pessoas criativas são humildes e orgulhosas, ambiciosos e altruístas, competitivos e cooperadores ao mesmo tempo. Geralmente eles abnegam do conforto pessoal em prol do sucesso do projeto, mas muitos oscilam entre a arrogância, a auto-depreciação e a timidez em pouquíssimo tempo.
  7. Pessoas criativas, em certa medida, escapam do rígido estereótipo dos gêneros. Quando os testes de masculinidade e feminilidade são dados aos jovens, mais e mais se descobre que meninas criativas e talentosas são mais dominantes e resistente do que as outras meninas, e meninos criativos são mais sensíveis e menos agressivos do que seus pares masculinos.
  8. As pessoas criativas mesclam rebeldia e conservadorismo. É impossível ser criativo sem ter internalizado primeiro uma base de cultura. Por isso, é difícil encontrar uma pessoa que consiga ser criativa sem ser tradicional e conservador e, ao mesmo tempo, rebelde e iconoclasta. As grandes conquistas humanas, as inovações e os saltos criativos, dependem daqueles que respeitam o passado, mas se recusam a fazer tudo como sempre foi feito e que, além disso, acreditam que podem fazer diferente, mesmo que os outros não concordem ou aceitem.
  9. A maioria das pessoas criativas são muito apaixonados pelo seu trabalho, mas podem ser extremamente críticas sobre ele também. Sem a paixão , logo perdem o interesse em uma tarefa difícil. No entanto, sem ser críticas e objetivas sobre ele, o resultado não é muito bom e não tem credibilidade.
  10. A abertura e sensibilidade das pessoas criativas muitas vezes as expõe a sofrimento e dor, mas também a uma grande quantidade de prazer. Esse é um dos pontos essenciais de contato entre a Criatividade e a Felicidade. Apesar do que muitos acreditam, a felicidade não é a ausência de sentimentos negativos. Ser feliz é, antes de tudo, aprender a valorizar os sentimentos e as experiências positivas independentemente dos momentos ruins. 

Paradoxal ou não, o que eu aprendi é que não existe uma fórmula para a criação individual. Equilibrar corpo e mente, razão e emoção, é fundamental para se vivenciar os processos criativos. Como Mihay diz: "as pessoas criativas são notáveis ​​por sua capacidade de se adaptar a qualquer situação e não se contentar com o que estiver à mão para alcançar seus objetivos."

Sinceramente, eu acredito que vale a pena. E aí, você vai ter coragem para ser criativo? 

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