Archive for Competências

21 out 2013

DILEMAS DA CRIATIVIDADE

No Comments Aprendizagem, Carreira, Coaching, Competências, Comportamento, Criatividade, Desenvolvimento Humano, Inteligência Competetitiva

Criatividade é um caminho repleto de encruzilhadas que percorremos para descobrir novas relações entre as coisas. 

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Depois de uma semana inteira me dedicando a estudar conceitos de economia criativa e criatividade, pensei que seria legal conversarmos sobre o assunto aqui no Lounge Empreendedor; afinal existem muitos mitos envolvendo o tema da criatividade.

Será que as pessoas criativas são sempre extrovertidas? Seriam todas rebeldes ou gênios malucos? Todos podemos encontrar soluções criativas para os desafios com os quais nos deparamos? Como diria Shakespeare:  “Ser ou não ser… eis a questão!”

Ouso dizer que, a cada dia, mais e mais empreendedores têm se tornado artistas e que artistas de todos os tipos estão aprendendo a ser empresários. Sim! Arte, ciência, música, tecnologia, cultura, espiritualidade e negócios são tendências cada vez mais convergentes.

Para todas elas, a criatividade é tema comum. Contudo, as pessoas criativas são muitas vezes paradoxais. Como negócios e cultura, água e vinho, cão e gato…

O professor de psicologia e gestão Mihaly Csikszentmihalyi, que dedicou vários anos estudando o jeito de viver e trabalhar de pessoas criativas diz que se pudesse “expressar em uma palavra o que faz com que suas personalidades seja diferente dos outros é a complexidade. Eles mostram tendências de pensamento e de ação que na maioria das pessoas são segregadas. Eles contêm extremos contraditórios, em vez de ser um indivíduo, cada um deles é uma multidão".

lounge-empreendedor-mihaly-csikszentmihalyiPor conta desse seu envolvimento com uma das Forças do Caráter, a Criatividade, Mihalyi tem sido um dos grandes colaboradores da Psicologia Positiva. Sua grande contribuição para os estudos sobre a felicidade se dá no campo da investigação da experiência de Fluxo (Flow) e da Personalidade Autotélica. Um dos resultados mais interessantes das pesquisas de Mihalyi no campo da criatividade é sobre o perfil das pessoas criativas.

Csikszentmihalyi utiliza três categorias para definir a expressão da criatividade no âmbito pessoal:

  • a pessoa brilhante: é iluminada e expressa pensamentos inusitados, interessantes e estimulantes;
  • a personalidade criativa: refere-se às pessoas de percepção tranqüila e cheias de insight;
  • as pessoas criativas: são aquelas cujos trabalhos têm definição pública. Ou seja, cujas realizações causam  impacto social e transformam os parâmetros culturais.

Mihaly descreve dez características, aparentemente contraditórias na natureza, mas que são freqüentemente presentes em pessoas criativas. Que tal conhecê-las?!? Talvez você também seja uma pequena multidão…

  1. Pessoas criativas têm uma grande quantidade de energia física, mas também gostam de ambientes que permitam a concentração e tranqüilidade. Eles trabalham longas horas em estado de concentração, mas sabem que as atividades seguidas por preguiça, ócio ou reflexão são importantes para o sucesso do trabalho.
  2. Pessoas criativas tendem a ser inteligentes e aparentemente ingênuas ao mesmo tempo. Isso lhes dá fluência, flexibilidade e originalidade para associações incomuns de idéias.
  3. Pessoas criativas podem aliar o lúdico e a disciplina. Apesar do ar despreocupado que as pessoas criativas transparecem, a maioria delas trabalha até tarde da noite e persiste quando outras pessoas não.
  4. Pessoas criativas alternam entre imaginação e fantasia e um sentimento enraizado da realidade. Errar é apenas um caminho de aprendizado.
  5. Pessoas criativas tendem a ser extrovertidos e introvertidos. Parece loucura, pois somos normalmente um ou outro, mas os indivíduos criativos, por outro lado, exibem ambos os comportamentos simultaneamente.  Disponibilizar-se para o contato com outros pode ser muito bom para a troca de idéias e a renovação das emoções. Mas há momentos em que o recolhimento e a solidão são essenciais para o amadurecimento das idéias e a organização das emoções.
  6. (Mais uma bem antagônica:) Pessoas criativas são humildes e orgulhosas, ambiciosos e altruístas, competitivos e cooperadores ao mesmo tempo. Geralmente eles abnegam do conforto pessoal em prol do sucesso do projeto, mas muitos oscilam entre a arrogância, a auto-depreciação e a timidez em pouquíssimo tempo.
  7. Pessoas criativas, em certa medida, escapam do rígido estereótipo dos gêneros. Quando os testes de masculinidade e feminilidade são dados aos jovens, mais e mais se descobre que meninas criativas e talentosas são mais dominantes e resistente do que as outras meninas, e meninos criativos são mais sensíveis e menos agressivos do que seus pares masculinos.
  8. As pessoas criativas mesclam rebeldia e conservadorismo. É impossível ser criativo sem ter internalizado primeiro uma base de cultura. Por isso, é difícil encontrar uma pessoa que consiga ser criativa sem ser tradicional e conservador e, ao mesmo tempo, rebelde e iconoclasta. As grandes conquistas humanas, as inovações e os saltos criativos, dependem daqueles que respeitam o passado, mas se recusam a fazer tudo como sempre foi feito e que, além disso, acreditam que podem fazer diferente, mesmo que os outros não concordem ou aceitem.
  9. A maioria das pessoas criativas são muito apaixonados pelo seu trabalho, mas podem ser extremamente críticas sobre ele também. Sem a paixão , logo perdem o interesse em uma tarefa difícil. No entanto, sem ser críticas e objetivas sobre ele, o resultado não é muito bom e não tem credibilidade.
  10. A abertura e sensibilidade das pessoas criativas muitas vezes as expõe a sofrimento e dor, mas também a uma grande quantidade de prazer. Esse é um dos pontos essenciais de contato entre a Criatividade e a Felicidade. Apesar do que muitos acreditam, a felicidade não é a ausência de sentimentos negativos. Ser feliz é, antes de tudo, aprender a valorizar os sentimentos e as experiências positivas independentemente dos momentos ruins. 

Paradoxal ou não, o que eu aprendi é que não existe uma fórmula para a criação individual. Equilibrar corpo e mente, razão e emoção, é fundamental para se vivenciar os processos criativos. Como Mihay diz: "as pessoas criativas são notáveis ​​por sua capacidade de se adaptar a qualquer situação e não se contentar com o que estiver à mão para alcançar seus objetivos."

Sinceramente, eu acredito que vale a pena. E aí, você vai ter coragem para ser criativo? 

26 ago 2013

COMO SE CRIAM JOVENS EMPREENDEDORES

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Vivemos em uma sociedade que não estimula a criação de empreendedores enquanto o emprego fica cada vez mais escasso. Você já parou para pensar como pode ajudar a mudar esse cenário? 

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Não sei como é a vida de vocês, mas eu vivo me desdobrando entre a carreira, palestras, maternidade e mais mil e uma utilidades. Nunca tive dúvidas das minhas escolhas e do legado que estou deixando aos meus filhos. Um vive querendo vender suco de limão na garagem, o outro está às voltas com o vestibular, e eu – no meio desse universo paralelo -, achei que poderia elaborar uma boa conversa aqui no Lounge Empreendedor. Adoraria saber como vocês convivem com essas questões e que dicas dariam para a educação de crianças empreendedoras.

Afinal, mesmo que você não seja mãe, tenho certeza que convive com alguma criança ou adolescentes com ideias para empreender ou até que já sejam donos de uma empresa. As histórias de jovens empreendedores têm um fator em comum: eles enxergaram uma oportunidade de negócio e acreditaram no seu sonho.

Como pais, tios, avós, professores, padrinhos ou seja lá qual for a sua relação com uma criança, você pode ser fundamental para obtenção de confiança para que ela tenha um comportamento empreendedor.

Hoje decidi enumerar algumas formas que podemos influenciar para sempre suas vidas:

  • Inicie seu próprio negócio: Nada melhor do que o exemplo! Filhos de pais empreendedores costumam seguir o seu caminho. É importante para eles poder seguir os passos dos pais, seus conselhos e suas informações.
  • Rede de relacionamento: Ensine o seu filho a conhecer e se relacionar com muitas pessoas através de boas parcerias e da construção de relacionamentos colaborativos. Ao desenvolver uma visão de longo prazo e de cooperação, você vai cultivar uma característica empreendedora importante.
  • Desenvolva o poder de síntese: Como a maioria das facetas do mundo dos negócios, há normas que, se compreendidas, podem aumentar a atratividade do negócio. Saber quais são os elementos mais importantes sobre uma ideia será fundamental e se o seu filho conseguir entender desde cedo quais são os elementos importantes de determinadas situações isso pode fazer toda a diferença lá na frente.
  • Coloque-o na rede: Se o seu filho é uma criança ávida por iniciar um negócio, ele (ou ela) deve ser mais capaz de navegar na web para encontrar toda a orientação disponível on-line desde mercado até fontes de financiamento. Permita que ele investigue o máximo que puder e a internet é o perfeito de ponto de partida para buscar novos conhecimentos!
  • Codificação sempre conta: Por mais maluco que possa parecer, estamos mesmo vivendo uma nova era. Ouvi recentemente de um professor de idade bem avançada que nas próximas gerações todo mundo deverá ser um pouco programador, e acho que ele tem razão. Permita que seu filho aprenda o básico e até mesmo o avançado de codificação. (Gostaria de saber mais sobre isso!) Seu filho não precisa se tornar um desenvolvedor no Vale do Silício, mas é importante entender como se comunicar com os desenvolvedores.
  • Olhe além do dinheiro: A melhor habilidade que seu filho pode aprender é como resolver criativamente os problemas que surgem sem deixar uma desculpa como dinheiro detê-lo. Ensine-o a fazer sempre tudo bem feito, a planejar tudo o que faz e a cumprir seus compromissos.
  • Empodere: No Brasil, não temos a tradição de bazares na garagem e por mais difícil que seja deixar seu filho vender suco para os vizinhos por vergonha “do que os outros irão pensar”, pense você no que pode estar retirando de direito ao seu “pequeno empreendedor”. Deixá-los falar para os amigos ou qualquer outra pessoa que pode acreditar em seu negócio pode levá-los a planejar melhor, identificar oportunidades, calcular os riscos e rever etapas frente ao jogo a longo prazo.
  • Ajude, mas não faça o trabalho: O truque aqui é estar sempre por perto, mas não fazer todo o trabalho. Pais podem fornecer a experiência útil que falta aos jovens empreendedores para que eles desenvolvam sua autoconfiança e persistência. Devemos apenas apontar na direção certa. É difícil, eu sei… Mas é assim que se criam jovens empreendedores!

Aproveite a nossa conversa e resgate o bebê que existe em você. Que tal?

26 jul 2013

BRASILEIROS APROVAM COACHING

No Comments Capital Humano, Carreira, Coaching, Competências, Empreendedorismo, Inteligência Emocional

Maioria dos profissionais aponta que processo é eficiente, com impactos positivos

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Uma pesquisa realizada pela Robert Half revela que 77% dos profissionais no Brasil acreditam que a realização de coaching por seu chefe é realmente eficiente, contra 55% do resto dos países. Processo com início, meio e fim, o coaching apoia a busca pela realização de metas de curto, médio e longo prazo. Diferentemente da maior parte dos outros métodos, no coaching o cliente é convidado a fazer diversas reflexões sobre seu comportamento em certas situações. A decisão sobre os rumos para o seu processo de desenvolvimento não é imposta nem muito menos "milagrosa", é fruto de um processo reflexivo profundo.

O coach atua encorajando e/ou motivando o seu cliente, procurando transmitir-lhe capacidades ou técnicas que melhorem as suas capacidades profissionais ou pessoais e a duração do processo depende do caso e da resposta de cada indivíduo, o que se mostra eficiente já que outro dado importante da pesquisa é o impacto positivo do desenvolvimento, que para os brasileiros, representam 88%.

Aliás, se você é empreendedor e se sente sozinho ou inseguro quando necessita tomar algumas decisões, o coaching também pode ajudá-lo demais. Não se esqueça de que seu desenvolvimento deve ser uma constante e investir nos seus talentos para que eles continuem a gerar resultado é uma ótima forma de aumentar o desempenho do seu próprio negócio. 

Muitas vezes, o terrível de ser empreendedor é que, na verdade, você nunca se sabe detalhadamente os riscos que serão enfrentados. Certamente, Bill Gates não tinha idéia do que aconteceria quando ele desistiu de Harvard para iniciar a Microsoft. Foi um sucesso!

Para ser empreeendedor é preciso tolerância ao risco e preparo emocional. A chave para o equilíbrio está no autoconhecimento e na capacidade de fazer avaliações de forma apropriada. O processo de coaching pode ajudá-lo a refletir sobre o posicionamento do seu negócio no mercado, a identificação do seu mercado, o seu alinhamento pessoal com o do negócio e se os resultados que você obtém hoje são condizentes com os que você tinha planeado.

Todos os processos de coaching começam com uma sessão de alinhamento (duração estimada de 1 hora)  que é gratuita!

Solicite hoje mesmo a sua!
contato@loungeempreendedor.com.br 

24 jun 2013

IGUALDADE SIGNIFICA NEGÓCIOS

Comentários desativados em IGUALDADE SIGNIFICA NEGÓCIOS Ações Sociais, Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Carreira, Competências, Desenvolvimento Sustentável, Empreendedorismo Feminino, Empregabilidade, Ética, Família, Gestão de Pessoas, Inteligência Competetitiva, Liderança, Mercado, Mercado de Trabalho, Protagonismo, Relações Humanas, Responsabilidade Social Empresarial, Sociedade e Política

Estabelecer uma liderança corporativa que possibilite a igualdade de gênero e assegurar que as empresas ofereçam espaço para todos é o grande desafio para concretizar o empoderamento das mulheres.

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Na última semana, participei do Women´s Forum Brazil 2013, um encontro com grandes nomes nas áreas de governança, investimento social e direitos das mulheres com foco num melhor entendimento do nosso papel no desenvolvimento sustentável do nosso país. Não poderia deixar de trazer o assunto para o Lounge Empreendedor, uma vez que nossos encontros por aqui sempre focam em nossas carreiras e negócios, certo?

É claro que durante grande parte das discussões o dilema “maternidade e carreira” foi pautado como um dos principais entraves para que possamos seguir uma carreira executiva, mas os diálogos passaram por vários outros assuntos, como o compromisso que as empresas devem assumir para que mais mulheres façam parte dos conselhos de administração e comitês de gestão, a necessidade do empoderamento feminino por meio do empreendedorismo e as perspectivas brasileiras pela visão de palestrantes internacionais relacionadas às melhores práticas em seus países.

Foram dois dias de muita troca e reflexões para que possamos assumir uma posição diferente no mercado de trabalho, afinal há espaço para todo mundo quando falamos em competência e meritocracia.

lounge-empreendedor-igualdade-significa-negóciosConfesso que sempre tomei muito cuidado para não parecer feminista ao levantar causas de empoderamento das mulheres, mas cada vez mais sinto que igualdade significa um melhor ambiente de negócios para todos.

Dada a abundância de mulheres qualificadas no mercado, é alarmante que apenas 4% dos principais executivos entre as 250 maiores empresas brasileiras sejam do sexo feminino, vocês não acham?

Estamos particularmente sub-representadas em posições de gerência executiva, pré-requisito para promoções a níveis hierárquicos mais altos. Como apenas 14% desses cargos são ocupados por mulheres, não surpreende que, entre essas empresas, encontram-se somente nove CEOs do sexo feminino.

Além dos já conhecidos desafios associados à percepção de prioridades conflitantes entre trabalho e vida pessoal, o estilo das mulheres é diferente dos homens e menos valorizado no mercado de trabalho. Muitas empresas tendem a valorizar mais atributos tipicamente reconhecidos como masculinos (solucionar problemas, influenciar) do que aqueles mais identificados como femininos (apoiar e dar coaching, por exemplo).

Se, historicamente, o papel de cuidar da família sempre esteve muito mais ligado à mulher é hora de mostrarmos que isso não atrapalha em nada nossa capacidade de gerar bons resultados empresariais. Afinal, existe negócio mais complicado para administrar do que um lar?

O balanceamento entre família e carreira pode parecer muito difícil, mas fica bem mais complicado se o ambiente corporativo não facilitar o encontro de um equilíbrio. Isso levanta o imperativo das empresas demonstrarem que é possível construir novos modelos de gestão a fim de não perderem mulheres talentosas e competentes em seus quadros de colaboradores destruindo, também, a oportunidade de colher os frutos da diversidade em sua equipe de liderança no futuro.

Para isso, cinco iniciativas estiveram entre as mais citadas para assegurar a inclusão de talentos, habilidades e experiências femininas:

  1. Criação de modelos de trabalho que apoiem homens e mulheres em suas responsabilidades familiares, como horários flexíveis e o não incentivo ao perfil “workaholic”;
  2. Alta liderança da organização comprometida com a diversidade de gêneros de forma visível;
  3. Garantia de que os processos de seleção e promoção não sejam enviesados e que a tomada de decisão envolva um conjunto diverso de pessoas;
  4. Comunicação e internalização de valores, comportamentos e normas culturais atrelados à diversidade de gênero;
  5. Oferecer casos de sucesso de mulheres relacionados à liderança feminina como meio de contribuir para aumentar a autoconfiança de outras mulheres em relação ao seu potencial de crescimento profissional.

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Uma vez que as empresas são os principais atores da economia global, elas podem e devem desempenhar um papel vital para assegurar e proteger nossos direitos e impulsionar a capacidade produtiva das mulheres. E isso tem um resultado favorável: em 2006, o jornal The Economist estimou que, ao longo da última década, o trabalho das mulheres contribuiu mais para o crescimento global do que a China. Sim! Juntas, realmente fazemos a diferença! Basta que o setor privado se convença de que competência é a única moeda de diferenciação entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

25 mai 2013

O PODER DA PERSISTÊNCIA

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(s.f.) Ação ou efeito de persistir; qualidade do que dura; que persiste ou como disse Charles Chaplin, "o menor caminho para o êxito".
 

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A persistência é uma daquelas competências que precisamos recorrentemente exercitar. É como se vivêssemos em um belo campo com vistas montanhosas onde as corridas seriam ganhas não apenas pelos mais velozes, mas – principalmente – por aqueles que podem sempre permanecer caminhando.

Essa analogia é ótima para nos manter firmes na busca por nossos objetivos e sonhos. Quando somos persistentes, agimos com convicção e atraímos boas energias e vibrações para as pessoas e eventos que ajudam nossos caminhos. Parece que o universo conspira mesmo a nosso favor. Mesmo quando as coisas não acontecem exatamente como queremos ou achamos que devem ser ou, se encontrarmos obstáculos e barreiras ao longo do caminho, é a persistente busca de nossos objetivos que acabará por torná-los realidade.

E isso vale para as corridas em belos campos, mas também para os nossos objetivos de carreira.

Um grande exemplo disso aconteceu com dois profissionais que atendo em processos de coaching que estavam buscando oportunidades de promoção dentro de suas empresas. Vou chamá-los de João e Francisco. Na verdade, ambos tinham o mesmo objetivo: alcançar a posição de vendas de mais alto nível dentro de suas organizações (diferentes).

João estabeleceu como meta cerca de dois anos para atingir a vaga tão desejada. Quando não viu os resultados que procurava, decidiu perseguir um objetivo diferente: deixou seu emprego para iniciar sua própria consultoria de marketing.

Outros dois anos depois, sua empresa de consultoria ainda não tinha crescido ao nível que João desejava e então, ele a abandonou voltando ao seu objetivo original de buscar uma posição de vendas de alto nível dentro de alguma grande corporação. Há 18 meses, João foi recolocado no mercado, mas recentemente descobri que, mais uma vez, não vendo seu movimento ascendente acontecer rápido o suficiente, ele já está começando a estudar possibilidades e alternativas.

Por outro lado, desde que definiu seu objetivo “original” de alcançar a posição de vendas de mais alto nível em sua companhia, Francisco tem exercido vários papéis diferentes em sua empresa (todos relacionados às vendas). Ele continua a ampliar seu conhecimento sobre os setores da empresa e passou a conhecer quase todos os seus clientes. O que está diretamente relacionado à busca de seu objetivo final.

Francisco teve alguns tropeços e deu – inclusive – alguns passos para trás para atingir seu objetivo, mas não desanimou. Alguns de seus maiores aprendizados vieram dos momentos em que precisou recuar para continuar a caminhar. Ele sabe que quanto mais ele persevera e quanto mais ele melhora em suas atribuições atuais, quanto mais perto ele chega ao seu objetivo final.

Pois, então… Francisco chegou ao cargo de Diretor de Vendas, que é um cargo de vários níveis acima de onde ele estava, quando começou a perseguir conscientemente seu objetivo. A progressão positiva contínua ao longo de sua carreira mostra que mesmo eventos que pareciam obstáculos ou que pareciam "retardá-lo ou levá-lo para baixo" não foram capazes de desestimular ou inviabilizar Francisco de continuar. Ele conhece todas as atribuições e reconhece que as novas aprendizagens foram pontos-chave para prepará-lo para a posição de vendas de mais alto nível na empresa.

E o mais legal: Francisco acredita que, mesmo querendo muito chegar a essa posição, se isso não acontecesse onde está trabalhando atualmente, aconteceria em outro lugar, pois ele não perderia de vista o seu fundamental desejo. Ele continuaria persistindo e perseguindo porque ele sabe que, ao final da corrida, só teria essa linha de chegada.

Gosto muito da história de sua dedicação e persistência, pois é um lembrete para nunca perdermos de vista para onde queremos ir e nunca deixarmos de perseverar.

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Se estamos comprometidos, persistentes e abertos à variedade de possibilidades e caminhos que nos levarão ao nosso “lugar desejado”, um dia vamos acordar e perceber que chegamos lá… Por quê? Porque continuamos a caminhar.

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