Archive for Capital Humano

28 jul 2015

RIO 2016: QUAL O PROPÓSITO DISSO TUDO?

No Comments Capital Humano, Coaching, Datas Especiais, Economia Criativa, Empreendedorismo, Inovação, Mercado, Olimpíadas, Sociedade e Política

Legado ou aprendizado? Como podemos aprender com as Olimpíadas?

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Como ex-atleta de natação que gravava as competições para ficar horas analisando a técnica dos grandes nadadores, pensando em como eu poderia melhorar, fico ansioso só de imaginar a grande migração de pessoas para um único lugar e todos envolvidos no espírito olímpico: Citius, Altius, Fortius (mais rápido, mais alto e mais forte). Competir com honra, respeito e determinação. Foi esse espírito e pensamento que me tornou um apaixonado pelo desenvolvimento humano. O esporte é um palco em que podemos aprender muito e levar isso para nossa vida. 

Os Jogos Olímpicos, se não for o maior, com certeza é um dos maiores eventos do mundo e faltam menos de 400 dias para a abertura oficial. Serão mais de 10 mil atletas de 205 países, que disputarão 306 medalhas durante 17 dias, sendo 136 provas femininas, 161 masculinas e 9 mistas. As competições serão disputadas em 33 locais de provas, a organização contará com 45 mil voluntários, 85 mil funcionários terceirizados e 8 mil funcionários, ou seja, não só os atletas se preparam, a cidade sede e toda nação brasileira também, e é esse tema que vamos explorar.

Em relação aos gastos, uma das principais preocupações dos brasileiros, segundo o portal Rio 2016 foram investidos R$ 7.4 bilhões até agora. Desse valor são provenientes: 40% de patrocinadores locais, 25% contribuição do COI, 16% da venda de ingressos, 12% de patrocinadores internacionais e 7% de licenciamentos e receitas diversas. Esse valor foi e será investido em despesas operacionais do evento (credenciamento, alimentação, seleção e treinamento, despesas médicas), tecnologia (resultados oficiais através de sistemas e softwares, 7 mil pontos Wi-Fi, infraestrutura para transmissão, telecomunicações, servidores, segurança dos sistemas, telões), competições e cerimônias (1 milhão de equipamentos esportivos, 832 eventos olímpicos e paraolímpicos, 4 grandes cerimônias), acomodações (34 mil quartos), transportes (deslocamentos com 5 mil veículos, 2 mil ônibus, 4500 motoristas, 26 milhões de km rodados).

Mas e o legado urbanístico de desenvolvimento para a cidade? Isso foi e continua sendo muito falado e explorado por políticos e cartolas do esporte. Recentemente Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, disse que o Rio deixará Barcelona no chinelo. A cidade é referência no assunto de legado esportivo em Jogos Olímpicos. Mais de duas décadas após a Olimpíada de Barcelona, hoje a cidade é irreconhecível para aqueles que a conheciam antes. A principal modificação foi na área portuária, antes praticamente esquecida e hoje é o metro quadrado mais disputado da cidade. Os quatro núcleos que concentraram as instalações esportivas dos Jogos foram conectados por quase 50 Km de novas vias que durante os Jogos facilitaram a circulação das pessoas e após aliviou o tráfego. Barcelona se tornou pólo de negócios, um dos destinos mais cobiçados por turistas (o número de visitantes mais que dobrou na década seguinte), o aeroporto se modernizou e cresceu, além de outros benefícios difíceis de serem mensurados como influência, diversidade e charme.

Londres em 2012 também teve um legado importante. A área industrial foi revitalizada começando pela descontaminação do solo, um trabalho de quatro anos a um custo de R$ 230 milhões, que levou a limpeza de 2 milhões de toneladas de solo descontaminado dos resíduos tóxicos. Um detalhe interessante: algumas instalações esportivas de Londres foram feitas para serem totalmente transportadas para outros lugares, não se tornando um elefante branco na cidade e tendo seu valor justificado pelo uso completo da estrutura. O que não aconteceu com algumas instalações de Barcelona, por exemplo o parque aquático e o estádio, que estão obsoletos e mal cuidados. Em parte, pela crise econômica, e o que os espanhóis juram que será revertido assim que a situação melhorar.

E o que o coaching tem a ver com tudo isso? Vivemos em um mundo sistêmico onde o bater das asas de uma borboleta aqui pode causar um furacão no Japão (efeito borboleta). Mas parando para pensar no que isso reflete em nós. Quantas vezes aguardamos um evento, um fato, uma situação que venha mudar nossas vidas? Dizemos coisas como: quando eu tiver um cargo de liderança, quando eu casar, quando eu tiver um salário melhor, quando eu me mudar para tal lugar. E às vezes quando essas coisas chegam não temos o ímpeto ou a força necessária para implementar a mudança real.

Será que o Rio conseguirá melhorar o trânsito? Revitalizar áreas degradadas? Limpar a Baía de Guanabara? Analisando esse processo pela perspectiva do coaching podemos perceber que falta muito planejamento, cumprimento dos prazos estabelecidos (ou falta de coerência ao se os estabelecer), não há um objetivo claro e bem definido (apenas dizer que haverá um legado é pouco específico, que tipo de legado queremos deixar?). Talvez vale a reflexão: qual o propósito disso tudo?

*Alexandre Nakandakari – É sócio da Questão de Coaching, com formação em Educação Física com especialização em Treinamento Desportivo, Practitioner PNL e analista de Assessment DISC. 

 
 
 
 
07 mar 2015

​SENHORAS DO DESTINO

No Comments Capital Humano, Carreira, Comportamento, Cotidiano, Datas Especiais, Desenvolvimento Sustentável, Empreendedorismo Feminino, Mercado de Trabalho, Políticas de Desenvolvimento, Qualidade de Vida

Todo mês de março é a mesma coisa: o empoderamento feminino vira assunto nacional. Entenda porque defendo essa causa sem datas e sem limites! 

 

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Ficou para trás o tempo em que lugar de mulher era dentro de casa. Depois de anos de luta em defesa da igualdade de direitos, acesso à educação, trabalho e liberdade de escolha, as mulheres estão ganhando seu espaço.

Mas nem tudo são flores! Apesar do progresso, dados do relatório de Desigualdade de Gênero, do Fórum Econômico Mundial de 2014, colocaram o Brasil na 71ª posição no ranking de equiparação caindo 9 posições em relação a 2013. Ou seja: SERÁ QUE ESTAMOS REALMENTE AVANÇANDO?

Levando em consideração que muitos empregadores ainda pensam como o deputado federal Jair Bolsonaro que afirmou que não é justo a mulher ganhar igual ao homem porque engravida, a resposta é NÃO! Não estamos avançando quanto gostaríamos.

No Brasil, as mulheres ocupam apenas 8% dos cargos de liderança e somente 6% em cargos de conselho. Se mantivermos este ritmo, sem nenhuma política inclusiva, levaremos mais de 100 anos para termos igualdade. Em cargos públicos, a sub-representação se repete: ocupamos míseros 5% das funções disponíveis.

Segundo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), as mulheres trabalham em média 5 horas semanais a mais do que os homens. Pois é… Trabalhamos mais e ganhamos menos! Em média, 25% menos que os homens ocupando mesmo cargo e mesma função.

Embora representem 52% da população mundial, existe 100 milhões, isto mesmo, 100 milhões de meninas, que não podem estudar por questões religiosas e muitas são assassinadas por esse mesmo motivo, exemplo desta barbárie é o caso da jovem Malala, paquistanesa ganhadora do prêmio Nobel.  

Além disso, mulheres ainda são espancadas e mortas por seus companheiros e sofrem em consequência de abortos mal feitos. Sem contar as mulheres e meninas são vendidas como escravas sexuais e são as maiores vítimas de tráfico humano no mundo. Aqui mesmono Brasil, as mulheres ainda são retratadas de forma pejorativa e preconceituosa na publicidade.

Quero acreditar que esta visão preconceituosa e dualista tende a perder espaço. Não apenas porque sou mulher, mas porque as competências dos gêneros se complementam e juntos podemos ser muito melhores do que individualmente. Eu poderia dizer que sem as mulheres não haveria novas gerações, homens, maridos, filhos… Mas não posso ser simplista desta forma.

Grandes corporações já perceberam a importância deste público que representa mais de 75% das decisões de compra de uma família e têm oferecido espaço para que nossas características superem desafios por ângulos diferentes oferecendo soluções que passariam despercebidas se olhadas apenas sob o prisma masculino.

A verdade é que não precisamos dominar o mundo! Queremos construí-lo em parceria, sendo respeitadas pelo melhor que podemos ser, sem que ninguém nos rotule ou defina nosso destino. Aí, sim, teremos o que comemorar!​

01 nov 2014

HONESTIDADE EMOCIONAL

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Seja sempre algo que você ama e entende. Esqueça o resto, pois tudo o que você preciso está em si mesmo! Todo o resto é ilusão. 

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Um dos principa​is fatores que diferencia os relacionamentos extremamente significativos daqueles meramente bons é a profundidade da intimidade emocional que construímos. É claro que existem outros fatores: autenticidade, vulnerabilidade, entrega e quiçá, um pouco de coragem!

Coragem para enfrentar o exercício constante do equilíbrio entre a razão e com a emoção – duas partes aparentemente antagônicas de nós que quando conhecidas e bem geridas se completam elevando nossa sabedoria e crescimento.

Ao sermos confrontados com as nossas emoções, precisamos aprender a senti-las e a perceber o que elas nos transmitem, o que nos dizem acerca das nossas vontades, necessidades, valores, medos… No fundo, o que nos dizem acerca de nós e da nossa relação com os outros. Negá-las ou reprimi-las pode conduzir-nos a um sem número de caminhos confusos, desonestos e superficiais.

Ser emocionalmente honesto significa expressar sentimentos verdadeiros e desenvolver o que no mundo de negócios tem feito toda a diferença: a inteligência emocional. É a nossa inteligência emocional (autocontrole, empatia, motivação, consciência, habilidades interpessoais) combinada com a capacidade de identificar com precisão os nossos sentimentos, que nos permite ser emocionalmente honestos.

Ao fazermos isso conosco, ampliamos nosso autoconhecimento e damos um passo no caminho da auto aceitação e de escolhas mais acertadas frente aos nossos próprios desejos e metas. Quando nossa atitude é emocionalmente honesta com os outros, certamente aumentamos a probabilidade de nossos filhos, cônjuges, chefes ou amigos nos espelharem.

O grande problema é que a maioria das pessoas acredita que os outros não vão tolerar sua honestidade, e assim preferem viver as aparências e a superficialidade, alegando que desta forma não ferem ninguém, racionalizam a falsidade em nobreza e contentam-se com relacionamentos rasos.

Se você quer uma vida próspera ao invés de uma vida insalubre e sem significado, prepare-se a enfrentar alguns de seus medos e talvez, não ser aceito por todas as pessoas. “Jogar pelo seguro” e esconder seus reais sentimentos é uma forma de sabotagem e manipulação que realizamos num esforço para controlar as respostas que receberemos dos outros, na esperança de ganhar sua aprovação ou minimizar as chances deles sentirem-se magoados, irritados, ou descontentes conosco.

As melhores relações não são as que têm poucos conflitos, mas sim aquelas que estão dispostas a agir de forma honesta e sensível. Com este tipo de atitude, promovemos e desenvolvemos as habilidades de comunicação e aprendemos a lidar respeitosamente com as diferenças. Como diria Daniel Goleman, só assim seremos “emocionalmente inteligentes”.

16 abr 2014

FORMAÇÃO PROFISSIONAL

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Qualificação profissional é um processo contínuo para quem busca o sucesso empresarial.

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O conhecimento é hoje mais do que nunca uma questão de sobrevivência para as organizações. O maior patrimônio das organizações – de qualquer porte – e o grande gerador de riquezas são os talentos humanos que a compõe, desde o empreendedor até o seu funcionário de menor cargo. Com o advento tecnológico, as distâncias deixaram de ser um um problema para a educação e desenvolvimento das pessoas. Só não estuda, quem não quer e as empresas que têm visão de futuro estão se valendo de projetos de e-learning para preparar e aprimorar o seu quadro de colaboradores buscando obter vantagem competitiva.

Para quem trabalha, mas precisa fazer cursos de atualização, ou para as pessoas que procuram por emprego nas metrópoles do nosso país, como Rio de Janeiro, São Paulo ou Recife e tantas outras onde o trânsito é cada vez mais caótico, a alternativa mais viável é contar com cursos de educação à distância.

Essa modalidade de formação profissional vem sendo oferecida por muitas escolas e já faz parte da vida de milhares de pessoas no Brasil e no Mundo, afinal quem quer manter a empregabilidade em alta sabe que não pode ficar “parado” no mercado de trabalho.

Com o e-learning, muitas pessoas encontraram saída para realizar cursos de atualização, MBA, cursos técnicos. Existem muitas possibilidades de diferentes cursos, basta escolher o mais adequado para as suas necessidades. A principal vantagem do e-learning é a independência na hora de estudar. Você pode decidir quando e onde estudar, sem ter que perder tempo com a locomoção de um lado ao outro. Até mesmo algumas empresas decidem por e-learning na hora de requalificar os próprios funcionários, evitando desperdício de tempo.

Uma das novidades que chegou ao Brasil em setembro do ano passado, são os cursos do Coursera. O site oferece cursos completamente grátis, onde você recebe as mesmas lições das grandes Universidades americanas, e muitas outras do mundo inteiro. Ainda existem poucos cursos traduzidos para o português, mas com certeza isso vai mudar. Se você compreende e fala inglês, existem muitas opções de cursos, e no final do curso você recebe um diploma de conclusão emitido pelo Coursera, e não pela Universidade, mas de qualquer forma é sempre um extra para ser incluído no currículo.

As aulas são traduzidas por voluntários, através de uma parceria da Fundação Lemann e Coursera. A expectativa é que sempre mais cursos de grandes universidades brasileiras possam ser disponibilizados online. Para participar, basta possuir acesso a internet e ter muito empenho para não perder lições.

E na vida empreendedora, empenho é algo que não nos falta, certo? Não me canso de defender aqui no Lounge Empreendedor a diferenciação que toda capacitação pode trazer à criação de negócios de sucesso. Em nenhum momento da vida profissional, podemos esquecer o quanto a formação, qualificação e renovação são importantes. Estudar à distância pode ser de grande ajuda (e se for de graça – melhor ainda, né?) para quem busca liberdade de escolha no horário e ainda, comodidade e conforto em sua casa ou escritório.

Lembre-se apenas que ao optar pelo e-learning, você precisará de um senso de organização maior, além de assumir a responsabilidade pelos seus resultados e decisões durante todo o percurso didático. Mas isso não é problema para quem assume os riscos de um pequena empresa, certo? 

Portanto, prepare o mouse e assuma a continuidade de seu processo de formação.

10 abr 2014

GENTE É TUDO

No Comments Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Capital Humano, Comportamento Empreendedor, Empreendedorismo, Gestão de Pessoas, Relações Humanas

A verdadeira habilidade do empreendedor de sucesso está em atrair e reter gente competente.

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"Gente é tudo". Habitualmente ouvimos essa frase de muitos executivos e empreendedores. Independente do contexto há uma crença generalizada entre os maiores líderes empresariais do país de que um negócio consegue ser tão bom quanto às pessoas que o formam. Ou seja, quanto mais competentes e alinhadas (em termos de cultura e estratégia) forem as pessoas, maior a propensão de sucesso do negócio. Gente e cultura organizacional são as verdadeiras vantagens competitivas em um mundo cada vez mais sem barreiras de mercado e de conhecimento.

Nessa linha, a verdadeira habilidade do empreendedor de sucesso está na dedicação para atrair e reter gente muito competente, do melhor caráter e mais alinhada com o sonho da companhia. Não existe segredo! Um bom time encontrará as respostas necessárias para o crescimento saudável e consistente do negócio, não o contrário.

O empreendedor Tiago Mendonça, da empresa ABC da Construção, é um exemplo disso. O negócio atua no varejo, oferecendo materiais para acabamento de obras na construção civil. Tem sede em Juiz de Fora e possui cerca de 30 lojas espalhadas pelo interior de Minas Gerais. Pensando em ganhar musculatura, o empreendedor montou um time com cinco executivos de mercado vindos das melhores consultorias e grandes empresas ligadas ao ramo em que atua.

Todos jovens, entre 25 e 35 anos, com boa formação e experiência anterior, mas ainda com "sede" de realizar muita coisa. Como resultado, já no primeiro ano o negócio cresceu aproximadamente 50% sem abrir uma única loja nova e, em seguida, chamou a atenção da Conedi Participações, fundo de investimento do Rubens Menin, dono da MRV Engenharia, uma das maiores construtoras do país. Hoje, acompanhados de um dos maiores especialistas em habitação, o sonho do Tiago é chegar a 90 lojas e alcançar 500 milhões de reais de faturamento em 2016.

Afinal, o que possibilitou tamanho crescimento? Gente boa! Que acaba por atrair ainda mais gente boa. Basta olhar a nova geração de talentos sendo formada na companhia e a entrada de um sócio tão estratégico quanto o Rubens. A provocação que gostaria de fazer é: quanto tempo e energia você têm dedicado a formar as melhores pessoas?

Juliano Seabra é diretor geral da Endeavor Brasil.

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