Archive for Recolocação Profissional

02 ago 2014

SEM MEDO

No Comments Administração e Gestão, Carreira, Coaching, Escolhas, Mercado de Trabalho, Recolocação Profissional, Resistência a Mudança

Se você fez planos que não deram certo, se tudo mudou de repente ou simplesmente uma nova oportunidade apareceu, comece de novo. Sem medo!

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“Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar”. Muito sábia a colocação do poeta e dramaturgo William Shakespeare. É muito comum o medo nos paralisar, impedindo que possamos abrir novas portas, viver novas experiências e crescer, pessoal e profissionalmente.

Quem se arrisca a mudar de carreira após os 40, 50 anos? É mais fácil continuar infeliz e acomodado, do que “chutar o balde” e buscar novos desafios. Tem gente que nem aceita ser promovido porque “gosta do que faz” e morre fazendo só aquilo, perdendo a oportunidade de aprender algo novo, descobrir uma nova paixão, uma nova habilidade e até ganhar mais.

Os riscos de mudar são grandes mesmo, a empreitada pode não dar certo, você pode não se adaptar como imaginava, pode perder o padrão de vida; mas também pode dar muito certo e você ainda pode recuperar aquele fôlego de começo de carreira, se sentir feliz e realizado e ainda abrir outras portas, antes inimagináveis.

É claro que tudo isso envolve trabalho e dedicação. Não existe mágica, é preciso se qualificar, buscar informações sobre a área desejada.

E, neste processo, você acaba agregando novos conhecimentos e se tornando um profissional mais completo ou, no mínimo, com uma visão mais ampla do mercado.

Sempre teremos dúvidas sobre qualquer aspecto da nossa vida. Estudo nesta ou naquela escola, caso ou não caso, compro este modelo de carro ou o outro, me dedico a esta ou àquela carreira, mudo de cidade ou não, será que existe um vestido ou sapato mais bonito que este, pego este ônibus ou o próximo?

A todo instante fazemos escolhas. Algumas são mais simples que outras, mas a verdade é que tudo o que decidimos vai definindo quem somos e para onde vamos. Não há certezas na vida, apenas a morte, como todo mundo sabe.

Então não tem jeito. “Quem está na chuva é para se molhar”, diz o velho ditado. Mas repito: a mudança não deve ser feita de qualquer jeito, sem planejamento, sem uma perspectiva de futuro, sem uma qualificação. Agora, o que não pode é ter as oportunidades e ir deixando-as passar por medo de tentar, de arriscar pelo simples fato de ser algo novo.

Na medida em que ousamos e olhamos de forma diferente para o que fazemos, podemos perceber que o problema não está em nossa carreira, mas na forma em que atuamos dentro dela.

O mercado é concorrido e as oportunidades estão aí. As mudanças nos impulsionam, nos enriquecem e nos permitem progredir. Aprendemos com os acertos e com os erros também e, aí, reside a beleza da vida, pois é justamente essa incerteza que nos leva a evoluir. São nossas escolhas que nos fazem caminhar, crescer. Escolha não ter medo e boa sorte!

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15 jan 2014

SEU HOBBY EM AÇÃO

No Comments Abertura de Empresa, Carreira, Coaching, Empreendedorismo, Novos Mercados, Oportunidade de Negócio, Qualidade de Vida, Recolocação Profissional

Tenho certeza que você conhece alguém que "ganha a vida" à partir de um hobby. O que essas pessoas têm diferente de você que também gosta de fazer tantas coisas?

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Transformar um hobby em negócio é uma prática muito comum nos dias de hoje. Cada vez mais, as pessoas buscam conciliar atividades que transmitam retorno financeiro, mas também retorno emocional e social em suas vidas. Por isso, a idéia de trazer esse assunto para o Lounge Empreendedor. 

Como entender a hora de mudar? O que fazer quando o hobby ocupa um espaço maior, tanto em tempo quanto em emoção, que o trabalho realizado em nossa agenda? 

Essas são perguntas recorrentes entre os meus clientes de coaching. Esta transição de carreira acontece quando os profissionais percebem maior sentido em suas vidas atuando profissionalmente no que, até então, era considerado um hobby do que no "escritório", no "consultório" ou onde quer que seja. A mistura de insatisfação com a carreira e decepção com os ganhos tem sido um estopim para que muitas pessoas tomem essa decisão.

Um hobby pode virar negócio quando envolver visão de mercado, possibilidade de lucro e uma boa determinação empreendedora.  Muitos hobbies, por mais interessantes que sejam, jamais se transformam em negócios lucrativos simplesmente por não existir um mercado para eles ou por não serem capazes de gerar escala.

Por exemplo, uma colecionadora de bonecas antigas pode ser tão focada na legitimidade de sua coleção que jamais pensará em fabricar réplicas. Ela pode até conseguir criar um negócio de compra, restauração e venda de bonecas antigas, mas jamais conseguirá a escala que conseguiria caso se propusesse a fabricar réplicas ou miniaturas de suas preciosas bonecas. O mesmo raciocínio se aplica aos colecionadores de rádios, carros, telefones e outras antiguidades.

Por outro lado, na área da gastronomia é muito comum nos depararmos com mestres da culinária que começaram de forma despretensiosa, cozinhando por hobby, atingirem o sucesso. Faziam suas receitas caseiras vendendo inicialmente à família e amigos, e pelo sabor, atenção, dedicação, exclusividade e cuidados na elaboração tiveram tanta aceitação que o êxito ampliou a receita familiar e possibilitou que abrissem uma empresa.

Os hobbies revelam, na verdade, interesses e motivações profissionais bastante enraizados. Mas quem pensa que só o amor e um certo talento para a coisa é combustível para o sucesso, está enganado. Procure estruturar um modelo de negócio com foco na transformação do hobby em “um negócio que tenha futuro”. Se você imagina ter sossego e lucro em curto prazo pode se decepcionar, viu? Empreendedorismo é para os fortes!

O tempo que você irá se dedicar às atividades e a forma como se realizam profissionalmente podem sofrer algumas alterações e é preciso ter cuidado para que um sonho não acabe em frustração. Simplificando, a dedicação com o hobby ultrapassará “as horas vagas” e você deve estar pronto para cumprir prazos e dominar aspectos técnicos que os clientes passarão a lhe exigir.

Um erro muito comum nesse tipo de negócio é gostar tanto do que faz que não se consegue valorar o próprio trabalho. Os apaixonados por suas atividades, ou superestimam esse valor ou, muitas vezes, nem conseguem cobrar por isso. Entender o hobby como fonte de renda é fundamental.

Faça cálculos preliminares de quanto de cada produto você está pensando em vender e quanto custará mensalmente toda essa estrutura. Muitas vezes, com estes cálculos, você já poderá perceber se é vantajoso ou não montar o seu negócio.

Lembre-se que um bom planejamento é o melhor mapa para quem deseja encontrar novos mundos! Divirta-se!

09 jun 2013

CRESCEM EMPREGOS FORMAIS NAS PEQUENAS EMPRESAS

Comentários desativados em CRESCEM EMPREGOS FORMAIS NAS PEQUENAS EMPRESAS Carreira, Dados sobre Empreendedorismo, Economia, Empreendedorismo, Mercado de Trabalho, Recolocação Profissional, SEBRAE

Com destaque para o setor de Serviços, segmento contratou 140 mil trabalhadores em abril
 

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Os pequenos negócios foram os principais empregadores no país em abril. Por isso, pare com o sonho de conseguir seu primeiro emprego naquela empresa gigante que acabou de se instalar na sua cidade e olhe com carinho para essa quantidade de pequenas empresas que podem estar bem na sua rua. Mais de 140 mil pessoas ingressaram no mercado formal de trabalho gerado pelas empresas de micro e pequeno porte, resultando em um aumento expressivo de 120% na oferta de vagas, frente ao mês de março. O saldo positivo equivale à geração de mais de 4,6 mil vagas por dia. Com esses resultados, os pequenos negócios responderam por 71% dos empregos criados em abril.

No período, as empresas de Serviços foram as que mais contrataram, totalizando 59,5 mil novos postos de trabalho. Os segmentos de comercialização e administração de imóveis, que responderam por 18,4 mil vagas, e os empreendimentos de transportes e comunicações, que geraram 17,3 mil empregos, somaram as maiores contratações em abril.

“O crescimento do emprego no setor de Serviços é diretamente impulsionado pela alta do consumo, principalmente da classe C, que demanda cada vez mais serviços diferenciados e de qualidade”, analisa o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. “Também verificamos contratações expressivas na construção civil e na indústria de transformação, reflexo dos investimentos promovidos pelo governo e das medidas de estímulo à produção industrial, como a desoneração da folha de pagamento e a redução da tarifa de energia”, acrescenta.

lounge-empreendedor-empregos-crescem-nas-pequenas-empresasOs pequenos negócios da Construção Civil registraram o segundo maior saldo na geração de empregos, com quase 32 mil postos ocupados. As micro e pequenas indústrias de transformação contrataram mais de 20 mil trabalhadores formais, com destaque para a indústria têxtil, com 3.642 vagas preenchidas. A análise do Caged também mostrou, em abril, contratação na indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico, com a geração de 2,9 mil novos postos de trabalho, e na indústria mecânica, que contratou 2,4 empregados.

O saldo total de empregos gerados em abril – incluindo os postos ocupados nas micro e pequenas, médias e grandes empresas e na administração pública – somou 196.913 vagas. Enquanto nos empreendimentos de micro e pequeno porte o aumento na ocupação de vagas foi de 120%, as empresas médias e grandes registraram um aumento de 25,4%. Entre os pequenos negócios, São Paulo foi o estado que mais contratou, com o ingresso de 43.298 pessoas no mercado formal.

Dono da Multitec Construções, pequena empresa especializada em reformas e manutenção industriais, o engenheiro Ronaldo Guandalin aumentou em 12% o quadro de funcionários no mês de abril. O negócio, que atua em 12 obras no estado de São Paulo, está hoje com 40 empregados. “Tivemos um acréscimo na demanda por serviços e precisamos reforçar o número de funcionários”, conta o empresário.

O estudo do Sebrae é promovido mensalmente com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (TEM).

Você pode ter mais informações diretamente com a assessoria de imprensa da instituição:
(61) 2107-9300
(61) 2104-2770/2769/2766
(61) 3243-7851   

Ronaldo Guandalin (11) 7743-2304
Multitec: Rua Marcos Arruda número 55 – Bairro Belenzinho – SP

28 mai 2013

CUIDE DA SUA REDE DE RELACIONAMENTO

No Comments Empatia, Empreendedorismo, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Networking, Recolocação Profissional, Relacionamento, Relacionamento Interpessoal

Quanto do seu tempo você usa para fazer novos contatos e fortalecer relacionamentos? Saiba como investir nessa atitude pode ajudar a resolver os seus problemas e o que o Iluminismo tem a ensinar sobre isso.

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O Iluminismo foi um movimento global, filosófico, político, social, econômico e cultural, que defendia o uso da razão como o melhor caminho para se alcançar a liberdade, a autonomia e a emancipação. O centro das ideias dos pensadores iluministas era Paris. Este movimento surgiu como reação ao absolutismo europeu, que tinha como características as estruturas feudais, a influência cultural da Igreja Católica, o monopólio comercial e a censura das “ideias perigosas”. O nome Iluminismo fazia alusão ao período vivido até então, desde a Idade Média, período das trevas, na qual o poder e o controle da Igreja regravam a cultura e a sociedade.

Muito bem, o que este breve preâmbulo tem a ver com o tema central deste texto? O movimento iluminista surgiu nos bares e cafés parisienses, onde os intelectuais se encontravam para debater ideias, angústias e inquietudes da época. Nestes momentos de “hora-bar”, brotavam as novas ideias em meio aos diálogos de vários pensadores. Esses encontros eram regulares e aconteciam em horários e locais distintos, não somente em bares. Passaram-se mais de 300 anos, as épocas são outras, mas as angústias e inquietudes dos homens de negócios apenas mudaram de nome: mercados, concorrência, carreira, lideranças, ameaças, oportunidades etc.

Hoje, atribuo a mais de 60% dos meus problemas a qualidade de inéditos. Eu nunca havia enfrentado nada igual na minha vida e não há literatura sobre a sua resolução. A melhor forma que tenho encontrado para solucioná-los é recorrer à minha rede de relacionamentos, que venho construindo ao longo da minha carreira e que se potencializou muito com advento das redes sociais. Recorrentemente, questiono os meus alunos sobre os meios que eles utilizam para se atualizar e a resposta da grande maioria é a internet, as revistas e a televisão. Em raríssimos casos, citam os bons contatos. Na lista interminável de meios que uso para me manter atualizado, disparado e a minha principal fonte tem sido a “hora-bar”, que acontece durante almoços, cafés, eventos, seminários, aulas, telefonemas, às vezes também nos bares. Aprendi com o Iluminismo que boas conversas e discussões podem gerar grandes ideias e fortalecer relacionamentos com pessoas interessantes.

No mundo competitivo e complexo dos negócios, o mais importante é o que você sabe versus quem você conhece. O extenuante dia-a-dia não pode se apoderar das nossas carreiras e negócios, temos que nos disciplinar para fazer de forma sistemática a construção de uma boa rede de relacionamentos, que requer um grande esforço, pois na rede ora você é ponta ora você é centro, ou seja, ora você ajuda ora você é ajudado, e é muito comum as pessoas recorrerem aos outros somente no momento da dor.

Você construirá uma potente rede se for um grande acolhedor de solicitações alheias. Gosto muito de recitar uma frase do Carlos Drummond de Andrade que diz: “Entre a raiz e o fruto há o tempo”. Hoje, as redes sociais nos permitem manter sempre os bons relacionamentos, azeitados com atitudes muitos simples, como dar um “curtir” em um comentário relevante, mandar uma mensagem de aniversário dependendo do grau de intimidade no inbox e não no timeline, compartilhar um feito de destaque, etc. Esses pequenos gestos que demandam poucos minutos do seu valioso tempo estão no que considero momentos de “hora bar” e ajudam a construir uma importante rede de relacionamentos, ativo indispensável para qualquer empreendedor e carreirista no dinâmico e caótico mundo dos negócios.

Romeo Deon Busarello é diretor de marketing e ambientes digitais da Tecnisa e professor dos cursos de MBA e pós-graduação da ESPM e do Insper.

23 mai 2013

PRODUTIVIDADE

No Comments Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Comportamento, Gestão de Pessoas, Liderança, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Produtividade, Recolocação Profissional, Relações de Trabalho, Trabalho em Equipe

Estudo realizado pela McKinsey mostrou que 91 por cento dos executivos sabem que desperdiçam tempo no trabalho. E a resposta para isso está na produtividade.

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Arrisco dizer que estamos vivendo um dos períodos de maior escassez de mão de obra qualificada no Brasil. Com a taxa geral de desemprego atualmente na faixa de 5,5%, vivemos uma economia de “pleno-emprego”. Para as empresas em crescimento, isso se materializa na dificuldade de contratar pessoas para novos cargos. E a situação é crítica nas áreas que demandam alta qualificação.

Muitas empresas lidam com o problema intensificando seu esforço de recrutamento e aumentando o valor das suas propostas. Mas essa solução pode trazer consequências adversas. É comum que a contratação de ‘gente de fora’ com salários acima do padrão gere uma onda generalizada de pedidos de aumento e equiparações por toda a estrutura da empresa. Se atendidas, há a erosão da margem de lucratividade. E, se não atendidas, há o risco da desmotivação e do aumento do turnover – jogando a empresa em uma dinâmica perigosa.

Mas, então, o que fazer? Uma resposta é: fazer mais com menos. Vou tomar a liberdade de citar dois estudos distintos realizados pela consultoria norte-americana McKinsey para embasar este raciocínio.

O primeiro, realizado com uma amostra de 1.500 executivos, traz a alarmante constatação de que apenas 9% deles estão ‘muito satisfeitos” com a maneira como o seu tempo é alocado. Isso mesmo. Em outras palavras, 91% sabem que desperdiçam tempo em alguma medida. Ou mesmo de forma generalizada.

O segundo, realizado a partir de estudos em profundidade em cinco setores da economia, apontou que o uso de ferramentas de colaboração no ambiente de trabalho aumenta a produtividade de trabalhadores altamente qualificados entre 20 e 25%. O número impressiona.

Na prática, ele significa que, se você está pensando em contratar uma nova pessoa para a sua equipe de quatro colaboradores, talvez haja um outro caminho. Melhorando a alocação dos indivíduos em tarefas realmente prioritárias e trazendo mais facilidade e transparência para a comunicação entre as áreas da empresa, você pode ter um ganho de produtividade que eliminaria a necessidade da contratação adicional. Ou seja, neste exemplo, o quinto elemento é a PRODUTIVIDADE.

lounge-empreendedor-produtividade-em-equipeVocê já pensou nisso? É possível que haja grandes ganhos a serem capturados pelo aumento da produtividade aí mesmo, na sua própria equipe.


Antonio Carlos Soares é co-fundador do Runrun.it e trabalha há mais de 20 anos na gestão de empresas de alto crescimento.

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