Archive for Carreira

10 ago 2009

DAS PISCINAS AOS NEGÓCIOS

3 Comments Administração e Gestão, Comportamento Empreendedor, Olimpíadas, Propósito, Sucesso, Superação

Na última semana o Brasil parou para assistir o surgimento de um novo ídolo: César Cielo.

Era praticamente impossível deixar de acompanhar o andamento dos jogos mundiais e não torcer pelo maior nadador da nossa história.

De forma geral, não me canso de admirar a performance dos atletas. Parecem seres para os quais a lei da gravidade deixou de existir, tal é a velocidade, a leveza e a desenvoltura com que fazem suas evoluções, seja na água, no solo, nas quadras. Para nós, comuns mortais, fica a impressão de que são seres sobre-humanos.

Contudo, não há mistérios por trás de tanta excelência. O que há é um treinamento duro, implacável, onde a busca pela perfeição atinge as raias da extrema obsessão. E a trajetória desses obstinados, para chegar ao ponto onde estão, é marcada por sacrifícios, dedicação espartana e também por uma boa dose de sofrimento e decepções.

César Cielo, por exemplo, concebeu uma série de pequenos gestos e truques: imprime frases motivacionais em folhas que são coladas no quarto, estabelece tempos que quer atingir e os coloca ao alcance da vista, dá tapas no próprio corpo pouco antes de competir…

Será que você, pequeno empresário, já não pensou na mesma coisa? No quanto a administração de uma empresa exige essa dedicação?

Ao tomar a decisão de montar seu próprio negócio, muitos não imaginam a quantidade de obstáculos que ainda precisarão vencer. Não basta ter um CNPJ para se credenciar como empresário. É preciso avaliar o mercado (clientes, concorrentes e fornecedores), implantar controles – estoque, venda, contas a pagar/receber, clientes, custos, fluxo de caixa; escolher funcionários e sempre inovar para desenvolver produtos ou serviços que atendam às necessidades do mercado. Assim como nossos atletas, é buscar superar-se a cada dia e almejar a excelência em cada atividade.

Competindo no dia a dia com os melhores do planeta, passando por provas de resistência mental e física constantes, colocado sob um stress específico. É assim que Cielo tornou-se o que é. Um atleta que se estapeia antes de entrar na piscina, mantém o foco, assume a responsabilidade, ensa somente em superar a si mesmo e tem toda a confiança de um legítimo campeão. Que mesmo vencendo, não se contenta.

Um legítimo atleta empreendedor que deixa a lição que o que importa, seja qual for o seu negócio, é buscar ser sempre o melhor!

Não importa se o seu cliente é novo ou antigo, se a tarefa tem que ser repetida exaustivamente, se o negócio acaba deixando você mais tempo longe de compromissos pessoais, o foco deve estar a sua conquista, em transformar as ações do dia-a-dia em novidade e buscar o que cada atleta deseja também: novos recordes, medalhas e ainda mais prestígio.

“Não há mágica, não. É trabalho duro, dedicação e acreditar no que se está fazendo.” – Cesar Cielo
 
ANA MARIA MAGNI COELHO
Agosto/2009
 
22 jul 2009

EMPREENDA SUA VIDA!

2 Comments Carreira, Comportamento, Comportamento Empreendedor, Empreendedorismo, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Responsabilidade Pessoal

A vida de qualquer empreendedor – e quiçá qualquer pessoa – tem dias da mais pura angústia em que perguntas do tipo “o que fazer, pra onde ir, o que mudar, com o que persistir, quais são as principais estratégias” ocorrem nas horas mais impróprias e acompanham as mentes até que as decisões sejam tomadas.

Pode acontecer no carro ou no happy hour descontraído quando uma informação ouvida no rádio ou uma simples piada de um amigo liga a “antena” e traz a sensação de felicidade – se for uma boa idéia – ou de angústia, se for algo que sugira problemas e coisas para resolver.

Empreendedores, por sua própria natureza e pela experiência em se aventurar na abertura de um negócio, talvez se sintam obrigados a pensar em suas próprias vidas e para onde querem ir com uma freqüência um pouco maior, mas será que essa não é uma pergunta que todos deveriam se fazer habitualmente?

Quando entrevisto algumas pessoas em busca de emprego ou recebo um candidato a empreendedor, normalmente eles dizem que estão em busca de novos desafios. Parece até que falar em desafio é algo que dá credibilidade hoje em dia. Mas quando o desafio bate realmente à porta, algumas pessoas deixam de lado aquilo que queriam tanto e passam a reclamar que agora o trabalho está puxado demais ou que o trabalho é demais e o dinheiro é pouco… Parece um vício: o lugar em que estamos e o habitual jeito de fazer é o conforto que esperamos ter!

Por isso, admiro os empreendedores. Para eles, não há conforto, mas sim sonhos. São pessoas que parecem ter mais projetos e ideais e por isso, parecem menos frustrados. Por se defrontarem com tantas incertezas acabam sendo obrigados a colocar uma alta dose de energia em suas decisões e os obriga a uma dose de confiança e independência mais alta.

O poder da visão dessas pessoas que transformaram idéias em realidade e são efetivamente capazes de se responsabilizar pelos seus próprios sucessos e fracassos é o que me causa grande respeito.

E vale destacar que essas pessoas não são seres iluminados ou qualquer coisa assim… Todo mundo tem o “vírus” do espírito empreendedor. Em alguns ele está desperto, ativo, em outros está dormente, mas todos podem despertá-lo.

Para isso, estabeleça um prazo para assumir seus próprios desafios. Não se sinta uma vítima do destino, pois tudo aquilo que você vive hoje, o seu trabalho atual, ajuda a criar a estrutura para lançar você para onde deseje estar. Aproveite cada pergunta que surgir nos momentos daquela mais pura angústia para construir suas metas de futuro.

Por mais árdua que seja a construção desse caminho, melhor será o sabor da chegada. A diferença entre os muitos sonhadores e os poucos vencedores está na atitude à frente dos desafios. Empreenda sua vida!

 
Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 18 de julho de 2009
13 jul 2009

SEUS ÍDOLOS AINDA SÃO OS MESMOS?

5 Comments Carreira, Empatia, Liderança, Relações Humanas

O misto de show e funeral em homenagem a Michael Jackson, que foi acompanhado por milhões de pessoas na última terça feira, aponta para um mundo em que a necessidade de ídolos humanos aumenta a cada geração. As pessoas buscam referências, modelos que sirvam como parâmetros para seus comportamentos ou que justifiquem seu próprio modo de ser. Mesmo que tais parâmetros não sejam os melhores no que diz respeito à qualidade de vida, fortalecimento dos laços familiares ou espiritualidade.

Não desejo polemizar sobre a contribuição de Michael para o cenário musical, mas sim refletir sobre quando, realmente, nossos ídolos começam a morrer. Quando você começa a se perguntar se ele realmente merece toda a devoção ou passa a duvidar da possibilidade de que ele seja tão perfeito. Pronto! É aí que ele começa a morrer.

Alguns irão atrás de novos ícones, novas pessoas que fundamentem seus sonhos e aspirações, e para os quais devotarão boa parte de seu tempo, recursos e capacidade intelectual.

Tenho buscado me lembrar de alguém que admirava na infância e continuo admirando até hoje, mas percebi que não sou uma pessoa de ter ídolos. Entretanto, reconheço minha capacidade de aprender e trazer pra minha vida características de pessoas que admiro: minha mãe, meu avô, alguns professores e alguns líderes dos vários papéis que já desempenhei. Sempre tive muito respeito pelas pessoas capazes de me ensinar e que me ajudassem a descobrir o melhor pra mim. Pessoas que trazem coisas boas pra nossas vidas deveriam ser os nossos verdadeiros ídolos!

Por isso, prefiro líderes à ídolos. Uma liderança carismática, capaz de influenciar por sua empatia e de realizar conexões entre si e seus liderados sem manipulação. O líder é perene, prioriza as pessoas, inova, inspira confiança e desenvolve. Já o ídolo prioriza seus próprios sistemas, é inconstante, controla, mantêm suas estruturas e se fundamenta em imagens poucas vezes reais sobre si e o sobre o mundo. Líderes estão para servir, enquanto ídolos querem ser servidos.

Por vezes, o ídolo é apresentado ao público como alguém que tem um dom individual: tudo decorre de um mérito e de uma competência que lhes são únicos, como se uma disposição genética permitisse que apenas as pessoas dotadas de um atributo especial pudessem marcar suas gerações.

Eu aprendi com pessoas comuns, líderes pessoais e empresariais, a sempre valorizar meus colegas, buscar falar na hora certa, escutar mais do que falar, ser honesto e nunca ser desleal, ter objetivos, não lamentar as derrotas e ser esforçado e alegre. São legados assim que devemos procurar e não sonhos passageiros, transitórios e efêmeros.

Pergunto então: a quem você vem seguindo, ídolos ou líderes?
 
ANA MARIA MAGNI COELHO
Julho/2009
13 mai 2009

EMPRESAS DE TITÃS

No Comments Ambiente de Trabalho, Aprendizagem, Carreira, Clima Organizacional, Coaching, Liderança, Motivação

Você é uma dessas pessoas que acredita que a aprendizagem pode acontecer por meio de diferentes formas de comunicação e em diversos lugares? Um dos exemplos que tem me feito refletir é o cinema.

A “sétima arte” mostra que saídas para grandes problemas podem estar bem perto de nós e permite abrir perspectivas e facilitar processos de aprendizagem de uma maneira profunda, envolvente, bem humorada, inteligente e capaz de penetrar em todas as áreas da vida das pessoas.

Durante essa semana, assisti “Duelo de Titãs”, um filme baseado num fato real ocorrido em 1971 que narra a luta quase insana de dois técnicos de um mesmo time de futebol americano, um negro (Denzel Washington) e um branco (Will Patton), que juntos precisam viabilizar a perigosa idéia (para a época!) de treinar um time inter-racial. O projeto parece absurdo num momento histórico em que uma sociedade reacionária lutava para que negros e brancos não frequentassem sequer a mesma escola. Que dizer do mesmo time de futebol!

Embora eu não entenda muito sobre as regras do futebol americano, não pude deixar de pensar sobre os processos de liderança e os desafios que esses treinadores enfrentaram diariamente.

Quais serão as relações entre eles e você?

Nas organizações de vanguarda, não basta mais ser líder. É preciso também ser “coach”. A palavra é inglesa (coach = treinador, técnico, ensinar, treinar, preparar) e refere-se àquele que conduz ou que está na direção. Alguém que tem a responsabilidade pelo desenvolvimento de talentos e pela criação de uma nova geração de profissionais.

Sua participação à frente de sua equipe, de suas metas e dos resultados organizacionais tem sido de um coach?

Líderes só são líderes em função de sua participação ativa nas comunidades em que atuam e pelo seu desempenho. É muito mais uma questão de comportamento do que de cargos ou nomenclaturas hierárquicas.

Certamente é alguém com nível diferenciado de motivação, de percepção e de compreensão das pessoas e de si mesmo. É uma inspiração! Alguém que encontra no interior das pessoas e equipes, a energia que as impulsiona numa determinada direção que contribuirá para o bem comum e para os resultados da comunidade ou da organização.

Foi exatamente isso que assisti em “Duelo de Titãs”. Um filme que mexe com valores “fora de moda” como lealdade, dignidade e amizade, emociona, expõe o ridículo do preconceito racial e não tem medo de ser piegas. Com mensagens edificantes e música eloqüente mostra que saber lidar com as diferenças individuais pode representar a chave do sucesso na condução de um time.

É um filme sobre os mais profundos sentimentos humanos. E isso não tem nacionalidade nem regras de futebol que nos impeçam de entender.

Deixe o preconceito de lado e experimente a arte da liderança.


 

Ana Maria Magni Coelho

Abril/2009

 
11 mai 2009

A MULHER DO TERCEIRO MILÊNIO

No Comments Ambiente de Trabalho, Carreira, Empreendedorismo Feminino, Liderança, Mercado, Relações de Trabalho

Esse foi o primeiro artigo publicado por mim em um veículo de comunicação de Mogi das Cruzes. Cidade que eu adotei e pela qual assumi um amor e carinho enormes!

 

É aqui que desejo evoluir profissionalmente e onde desejo ver os meus filhos transformarem-se em homens.
Não adianta… Nós, mulheres do terceiro milênio, viveremos sempre essa dualidade de papéis. Você se incomoda?!? Eu preciso confessar que A-D-O-R-O.
Escrever o artigo foi um imenso desafio, pois não é fácil não parecer feminista ou não dar a impressão de "levantar uma bandeira" da igualdade a qualquer preço.
 

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A MULHER DO TERCEIRO MILÊNIO

Mulher Brasileira Agrega Valor ao Universo Empreendedor e prova que competência independe do gênero.

 
O século XX foi, com certeza, o século da emergência da liderança feminina e de nossa visibilidade no cenário internacional. As centenas de processos locais, regionais e mundiais que conduziram a este resultado trouxeram à luz a necessidade de rever todas as formas de convívio humano e de organização social, com o intuito de assegurar para mulheres e homens relações de equilíbrio e harmonia e, para as organizações, formas menos autoritárias e verticais de existir. Na realidade, nenhuma organização escapa desta necessária revisão de paradigma, desde a organização familiar até as organizações multinacionais, passando pelas micro e pequenas empresas.
As mulheres vêm aumentando sua atuação em posições de liderança nas empresas e conquistando mais terreno no espaço público. Hoje, somos mais da metade do mercado de trabalho, a maioria nas Universidades, temos as melhores notas e ainda assim é baixa a proporção de mulheres em cargos de decisão nos diversos segmentos, já que ocupam apenas 1 a 2% dos cargos de direção e ganham pelo menos 30% menos que um colega masculino do mesmo nível.
Já no ambiente das micro e pequenas empresas brasileiras é muito relevante a presença das empresas criadas e lideradas por mulheres, que dessa maneira, não só constroem para si uma alternativa de inclusão ou de permanência no mercado de trabalho, mas também geram empregos e promovem inovação e riqueza, contribuindo para o desenvolvimento socio-econômico dos municípios onde se instalam e conseqüentemente de todo o país.
A participação da mulher brasileira no universo empreendedor cresce a cada dia. De acordo com pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o empreendedorismo feminino do Brasil é o sexto mais atuante do mundo, com taxa de 10,8%. Fica abaixo apenas dos índices da Venezuela (23,86%), Tailândia (19,33 %), Jamaica (15,69 %), Nova Zelândia (13,75 %) e China (11,6%). Em números absolutos, as mulheres brasileiras que lideram empreendimentos em estágio inicial (com até três anos e meio de existência) ocupam o terceiro lugar (estimado em 6,3 milhões de mulheres). Ficam atrás apenas das norte-americanas (8,9 milhões) e das chinesas (44,8 milhões).
O que isso pode significar?
Que a multiplicidade de papéis embora seja considerada uma característica do universo feminino, pode levar ao reconhecimento de um talento nas mulheres para fazer e pensar várias coisas simultaneamente. Quando bate realmente a necessidade, as mulheres vão à luta e acreditam na sua capacidade de empreender. No entanto, o acúmulo de tarefas – públicas e privadas – rotulado de "dupla jornada" é, freqüentemente, considerado causa ou origem de conflitos e desgastes.
Mas podemos pensar diferente… Quebrar este mito.
A experiência de ser empreendedora proporciona satisfação às mulheres, pois é mediadora de um forte sentimento de auto-realização, que se reflete, é claro, em nossa própria auto-estima. Por outro lado, a grande satisfação decorre do fato de que o negócio próprio é algo com que se identificam, ao qual se dedicam com paixão e que lhes possibilita criar e afirmar seus próprios valores, na medida em que há autonomia, independência e liberdade para ter iniciativa e desenvolver idéias. Complementarmente, as empreendedoras derivam sua própria satisfação da satisfação dos clientes e do reconhecimento manifestado pelo mercado.
Com um estilo próprio de liderar, guiado pela intuição, a mulher conquistou a forma de liderar valorizada pelo terceiro milênio e pela era do conhecimento. A mulher rejeita o gerenciamento autoritário em prol de uma postura que concede autoridade às pessoas, aumentando, assim, a produtividade e os lucros da empresa. Estimula a participação, divide o poder e a informação. Aprendemos a utilizar habilidades internas e externas, fazendo uma combinação harmoniosa entre a lógica e a intuição, entre a emoção e a inteligência.
Até mesmo pela vivência familiar, a liderança feminina também tem um comportamento que aglutina as pessoas. Tem disposição para ser interrompida e, em vez de avaliar esse fato como um entrave, considera-o uma oportunidade de ensinar e interagir. Tolerar ambigüidades e fazer várias coisas ao mesmo tempo nos habilita à polivalência, tão necessária e tão desejada nos dias de hoje.
E você, homem, que encontrou um tempo para ler esse artigo, não se sinta menosprezado. Basta que todos nós passemos a considerar o lado humano no gerenciamento de um negócio como uma imensa colcha de retalhos. Liderar pessoas e conduzir um time pelo caminho de sucesso envolve uma combinação de intangíveis que inclui abordagens motivacionais, gerenciamento de conflitos, habilidades de comunicação oral e escrita e formas particulares de tomada de decisão. Abrange sutilezas culturais, estratégias de negociação e técnicas de interface. Inclui o lado comportamental de planejamento e o papel especial de considerar-se gerenciando pessoas.
E pessoas são o recurso mais valioso de qualquer empresa!

 

ANA MARIA MAGNI COELHO
março/2007.
 
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