Archive for Carreira

21 ago 2015

DICA DE LEITURA: EXPERTISE EM APRENDER

No Comments Aprendizagem, Capacitação, Carreira, Coaching, Conhecimento, Desenvolvimento Humano

Conheça os segredos dos melhores profissionais que sabem aprender e fazem carreiras mais dinâmicas, ricas e muito mais prazerosas.

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A língua francesa começou, no século XIV, a usar o vocábulo expert (do particípio passado do verbo latino experiri) como sinônimo de profissional perito, capaz, hábil. O que talvez você não saiba é que, de fato, experiri significa fazer experiências, vivenciar situações, provar circuntancias; significa portanto escapar de abstrações e conhecimentos banais. Essa condição é que faz a completa diferença entre os profissionais de destaque positivo e o restante.

lounge-empreendedor-expertise-em-aprenderO livro "Expertise em Aprender" de Fernando Jucá (Editora Papirus 7 Mares) lista os hábitos das pessoas que têm o aprendizado como uma competência sustentável, dá só uma olhada e comece a refletir como você tem se comportado com relação a eles:

  1. Humildade e objetivos: Saber identificar as oportunidades de aprendizado e traçar objetivos de desenvolvimento pessoal.
  2. Procura por novas experiências. Ser aberto e proativo em relação a diferentes tipos de experiências.
  3. Pensamento crítico. Capacidade de interagir com o aprendizado, fazer as perguntas certas.
  4. Mudança de comportamento. Traduzir em ação o resultado dos outros três hábitos.

O livro tem como mote central a construção de trilhas que cheguem até a mudança de atitudes e condutas e nos ajuda a percorrer meios e entremeios de um novo “modo de ação” explicando com detalhes sua aplicabilidade em diversas conjunturas do cotidiano organizacional.

Com várias citações, gráficos e destaques, a leitura é deliciosa e, em poucas horas, é bem capaz de você devorar todo o conteúdo.

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Se você se interessou, confira um detalhamento destes hábitos na matéria publicada na Exame.com

http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/os-habitos-das-pessoas-que-aprendem-mais-rapido

SOBRE O AUTOR DO LIVRO:

FERNANDO JUCÁ possui mais de 20 anos de experiência nas áreas de treinamento e mudança comportamental. Doutor pela FGV e professor em cursos de pós-graduação desta instituição. Para projetos diversos de mudança comportamental nas maiores empresas brasileiras, já conduziu centenas de workshops e entrevistas individuais com diferentes públicos corporativos.É autor ou co-autor de 6 livros, incluindo: 'O executivo que gostava de ler', um paralelo entre 50 das maiores obras de literatura de todos os tempos e práticas corporativas eficazes; e o livro 'Academia de Liderança'.

 

 

18 ago 2015

APRENDA COMO ESCREVER E-MAILS

No Comments Ambiente de Trabalho, Carreira, Empreendedorismo, Mercado, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo

Confira diversos exemplos para que seus e-mails sejam cada vez mais eficazes!

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E-mails são como nós nos comunicamos uns com os outros atualmente. Assim, escrevê-los bem pode ser a diferença entre construir ou não relacionamentos bem-sucedidos dentro do ambiente de trabalho ou fora. Este post inclui links com exemplos de e-mails sobre como marcar reuniões, pedir apresentações aos investidores, aprender a falar não, e muito mais!  [Nota: as páginas linkadas estão em inglês e alguns subtítulo podem te direcionar para elas]

E-mails são estranhamente incômodos. Eles nos dão a capacidade de começar uma conversa com qualquer pessoa no mundo, sem os clássicos sinais de uma interação pessoal.

NÓS FAZEMOS COISAS POR E-MAIL QUE NÓS NUNCA FARÍAMOS NA VIDA REAL.

Você consegue se imaginar indo até alguém em um jantar, dando um documento enorme que diz: “Olá Steve, é um prazer te conhecer! Eu já ouvi muito sobre você e queria saber se você pode me dar feedback sobre meu plano de negócios?”. Por incrível que pareça, eu recebo e-mails deste tipo. Um monte de gente recebe e-mails assim.

Portanto, esse artigo vai mostrar o que eu acredito quais são as sete das mais importantes formas para a construção de relacionamentos. Reuni artigos e exemplos para cada um dos e-mails abaixo e espero que isso o ajude a começar os relacionamentos-chave que você precisa para produzir resultados extraordinários!

1. Como conseguir que pessoas ocupadas respondam seus e-mails

Quer entrar em contato com Eric Schmidt, ex-CEO da Google? Adam Grant, aclamado autor do best-seller “Give and Take” (que aliás, é um dos meus livros favoritos de negócios, de todos os tempos), estabelece seis etapas fundamentais para levar pessoas importantes a responder a seus e-mails neste artigo. Ele inclui uma história de como uma graduando de Princeton enviou um e-mail que conseguiu uma resposta do então CEO do Google, Eric Schmidt! Este é um ótimo post!

2. Como pedir uma apresentação

Este post de Scott Britton, cuja empresa SinglePlatform, saiu por U$ 100 milhões, inclui a análise de um e-mail pedindo uma apresentação. Os pontos críticos incluem:

  • Uma pergunta explícita;
  • Um contexto convincente sobre por que você está pedindo a apresentação;
  • Um exemplo de tração ou parcerias que aumente a credibilidade;
  • Agradecimento;
  • Uma padronização que garanta que o destinatário pode encaminhá-lo para a pessoa de seu interesse.

Outro grande exemplo: Tim Ferriss oferece este exemplo excepcional de como alguém pediu ajuda para conexões com os investidores anjo.

3. Como apresentar duas pessoas

O fundador do LinkedIn, Reid Hoffman, e o duas vezes autor e empreendedor, Ben Casnocha, explica que existem três maneiras de apresentar as pessoas por e-mail. O melhor dos três envolve:

  • Verificar com ambas as partes para ter certeza de que eles querem a apresentação;
  • Fazer a apresentação com uma breve explicação de quem é cada pessoa mencionada e por que elas deveriam se conectar;
  • Deixar claro quem vai dar o próximo passo (por exemplo, quem dará sequência primeiro).

Isso pode ser mais trabalhoso do que colocar endereços de e-mail de duas pessoas no campo CC e falar: “Jason e Brad, considerem-se conectados!”. Porém, é muito mais eficaz no sentido de garantir o seu verdadeiro resultado: que as duas pessoas que estão se apresentando se conectem de forma relevante e construam um relacionamento produtivo para ambas.

4. Como pedir feedback

O Fundador da TechStars, David Cohen, recebe 50 pedidos frios de feedback por e-mail a cada dia. No post linkado acima, ele explica por que o e-mail se destacou de forma brilhante, conquistou sua atenção e mereceu o feedback dedicado dele. Os elementos essenciais incluem:

  • Conhecer a pessoa que você está enviando o e-mail, mostrando-lhes isso (ecoando o post de Adam Grant); e
  • Fazer um pedido específico e fácil de ser respondido por ele.

Leia o post para ver como ele é feito de forma concreta!

5. Como pedir uma reunião

Os elementos de Scott Britton de um bom pedido de reunião incluem:

  • Oferecer valor para o destinatário;
  • Explicar de forma clara o contexto da reunião (se possível, incluindo uma breve agenda);
  • Pedir uma quantidade pequena e discreta de tempo (como de 25 minutos);
  • Tornar conveniente para eles (se oferecendo para estar onde for melhor para eles); e
  • Reconhecer que eles estão cedendo seu tempo.

Você está conseguindo perceber alguns padrões aqui? Um pouco de consideração extra pode encurtar um longo caminho na conquista do sim às suas solicitações. Leia o post para ver um exemplo!

6. Como ser educadamente persistente em conseguir uma resposta de alguém

Eu parto do pressuposto de que as pessoas que eu me aproximo de forma fria (e até mesmo pessoas para as quais eu fui apresentado) não vão responder ao meu e-mail de primeira. Essas respostas muitas vezes levam 2 ou 3 e-mails para chegar. O Co-fundador da Impact Hub Boulder, Greg Berry, me ensinou a melhor técnica que eu já vi para ter respostas de pessoas que não me retornaram. Trata-se de enviar um outro e-mail mais ou menos uma semana depois, dizendo:

“[Nome], espero que seu dia esteja bom! Perdoe-me por este novo e-mail, mas eu só queria reforçar o e-mail abaixo e ver o que você acha. Não considere isso como nada além de um cutucada amigável! “

Este e-mail de “cutucada” tem sido surpreendentemente eficaz, por reconhecer que o destinatário provavelmente está ocupado (e que o meu e-mail não é a sua primeira prioridade), por usar a palavra “amigável” (que promove aproximação), além de ser curto. Se ainda assim não funcionar, eu escreverei novamente talvez duas semanas depois:

“Espero que me desculpe por escrever mais um e-mail, mas aqui no Unreasonable Institute, acreditamos na persistência em um nível quase irracional. Se [pedido/oportunidade], não está no seu alcance, entenderei. Eu simplesmente não queria perder esta chance de [oportunidade – como ‘convidá-lo para ser um mentor no Unreasonable Institute’ ou ‘conectá-lo a uma oportunidade de investimento que tem o seu perfil’]. Independente de ajustes, eu ficaria realmente grato pela sua análise do pedido”.

Eu escrevi centenas de e-mails como esse e recebi apenas uma resposta claramente negativa (que disse: “Pare com isso. Você está me irritando”). Curiosamente, essa foi o único e-mail onde eu deixei de fora a frase “cutucada amigável” e não coloquei “me desculpe por escrever mais um e-mail”. Mas, em outros casos, conquistei um investidor de US$ 1 milhão (o que levou vários e-mails durante 6 meses), e o autor de best-seller aclamado pelo New York Times, Chip Heath, para servir como um mentor no Unreasonable Institute (o que levou mais de quinze e-mails ao longo de quatro anos).

7. Como dizer não elegantemente

Nas palavras de Warren Buffet, “A diferença entre pessoas bem-sucedidas e as pessoas muito bem-sucedidas é que as pessoas muito bem-sucedidas dizem ‘não’ a ​​quase tudo”. As probabilidades são de que milhões de oportunidades apareçam em seu caminho: convites para falar em conferências, pedidos de conselhos, sugestões para abrir operações em novas localizações… Você pode estar animado com muitos deles, mas quando alguns vêm junto aqueles em que você não está interessado, aqui estão dois exemplos de como dizer não.

O primeiro é um exemplo bem-humorado do autor E.B. Whiteo, que encontrei neste post por Greg McKeown. Lê-se:

“Caro Sr. Adams, Obrigado pelo convite para participar do comitê das Artes e das Ciências de Eisenhower. Devo recusar, por razões secretas. Atenciosamente, E.B. Whiteo “

O segundo exemplo vem de um e-mail que eu enviei recentemente:

“Muito obrigado pelo contato, [nome]. Eu agradeço o que você está tentando fazer. Um dos nossos principais valores é a transparência militante, então eu vou ser totalmente honesto. No momento, eu quero me dedicar inteiramente às nossas prioridades fundamentais, o que inclui colocar nossos novos Institutos em funcionamento, ampliar nossa equipe e levantar capital. Isso significa que eu estou optando por não ter várias conversas que eu gostaria de ter em outras condições; por isso não vou ser capaz de priorizar o telefonema com você.

Se tiver alguma coisa rápida na qual possa ajudá-lo ou se você tiver alguma pergunta específica, por favor me mande um e-mail a respeito e eu ficarei feliz em te responder!

Atenciosamente, Teju”

Conclusão: Saber como fazer perguntas por e-mail, tendo bastante consideração com as pessoas que você está abordando, ajudará na construção dos relacionamentos que você deseja ter. E a boa notícia é que você já pode começar a praticar agora mesmo com todos a quem você envia e-mails! Se quiser, sinta-se livre para me enviar um e-mail (em inglês) a qualquer momento para praticar: teju@unreasonableinstitute.org.

 

Teju Ravilochan é co-fundador e CEO do Unreasonable Institute.

Artigo originalmente publicado no blog do Unreasonable Institute

13 ago 2015

LIÇÕES DE STEVE JOBS PARA O EMPREENDEDORISMO

No Comments Carreira, Comportamento, Comportamento Empreendedor, Economia Digital, Empreendedorismo, Inovação, Mercado, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo

Além de produtos visionários, Steve Jobs deixou um legado de liderança e inspiração que todo empreendedor deveria conhecer. 

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Em 2011, o jornalista Walter Isaacson publicou Steve Jobs – A biografia, que seria um best-seller sem precedentes. Tanto mais porque o livro saiu pouco depois da morte do inventor visionário, do empresário apaixonado, do líder inspirador, do criador insatisfeito… enfim, acumulam-se os epítetos daquele que é o principal nome da revolução tecnológica que há tempos vivemos; o respeito e a admiração pelas façanhas de Jobs já transcenderam em muito os círculos mais próximos de sua atuação, como geeks, designers, fãs de informática, empresários e gestores em geral. Hoje, o co-fundador da Apple ocupa os pensamentos das mais diversas pessoas como alguém cujo poder de inspiração e realização era inigualável; suas fotos preenchem paredes tanto de casas como de quaisquer estabelecimentos comerciais em um verdadeiro culto, com o qual a biografia escrita por Isaacson contribuiu um bocado.

lounge-empreendedor-steve-jobsA obra foi lançada no Brasil pela Companhia das Letras, parceira Endeavor. E a leitura é obrigatória para que você, empreendedor, entenda não apenas a dimensão da importância de Steve Jobs para o atual contexto econômico e social atual, mas também para que possa se inspirar por este que foi um dos maiores líderes de que se tem notícia.

E para abrir seu apetite, elaboramos aqui uma pequena síntese do texto de Isaacson, com algumas daquelas que o autor chamou de “As verdadeiras lições de liderança”. São, como você perceberá, nada menos do que isso – lições de gestão, de desenvolvimento de produtos e de inspiração de equipes, cuja aplicação a imensa lista de façanhas de Steve Jobs comprovou ser absurdamente eficaz. São, afinal, lições deixadas por ninguém menos do que o criador do Macintosh, do iMac, do iPod, do iPhone, do iPad e de tantos outros produtos que revolucionaram sete indústrias, da computação pessoal à música.

Ensinamentos que, ainda que você não concorde com os duros métodos de gestão aplicados por Steve Jobs, deve conhecer. Ao menos se também acredita que “se quiser, pode voar. Só precisa confiar muito em si mesmo”.

Vamos a eles:

Mantenha o foco

Após retornar à Apple em 1997, Steve Jobs encontrou-a à beira da falência. Produzindo uma coleção inconsistente de computadores e aparelhos periféricos, a empresa perdeu o foco, e perdia rapidamente a relevância.

Então, após semanas de reuniões desgastantes, Jobs emitiu um sonoro “basta!”, pegou um pincel atômico, caminhou descalço até um quadro branco e lá desenhou uma tabela com quatro quadrados. Dentro de cada um, escreveu “consumidor”, “pro”, “desktop” e “portátil”. Afirmou que era apenas daquilo que precisavam, e as equipes deveriam se dedicar àqueles quatro grandes produtos.

Claro que a ideia foi recebida com muita apreensão pelos executivos da Apple. Mas, ao focar na produção de apenas quatro computadores – e a essa tarefa, sim, dedicar toda atenção e talento disponíveis -, Jobs salvou a empresa. Este seu pensamento é resumido pela famosa frase:

DECIDIR O QUE NÃO FAZER É TÃO IMPORTANTE QUANTO DECIDIR O QUE FAZER.

Simplifique

O primeiro folheto promocional da Apple declarava que “a simplicidade é a máxima sofisticação”. E para que você entenda o que isso significa, é só comparar qualquer software da empresa de Steve Jobs com qualquer outro; tanto a interface como a usabilidade são tremendamente mais simples, mais intuitivos, mais… minimalistas, para ficarmos em um termo da moda.

Esse princípio acompanhou Jobs por toda sua vida. Desde quando resolveu desenvolver um mouse com apenas um botão, enquanto todos os outros tinham dois ou três, até a concepção de um desktop que consistia apenas no monitor, sem a “torre” dos outros modelos.

MAS STEVE JOBS SEMPRE BUSCOU A SIMPLICIDADE QUE VEM DA CONQUISTA DA COMPLEXIDADE, E NÃO DO SEU DESCONHECIMENTO.

É um processo árduo, muito trabalhoso. “Para ser verdadeiramente simples, é preciso ir muito fundo”, afirma Johnathan Ive, designer industrial e alma gêmea de Jobs na busca pela simplicidade. Foi assim com todos os produtos que desenvolveu: no caso do iPod, Steve Jobs e sua equipe quebraram as cabeças para que o usuário conseguisse o que quisesse com apenas três cliques.

E foi assim em todas as indústrias que “perturbou”. Jobs sempre se perguntava quais dessas indústrias estava lançando produtos mais complicados do que o necessário; e, ao identificá-las, para elas dirigia toda a sua concentração, toda a sua intuição para descomplicá-los.

Quando ficar para trás, pule por cima

O que distingue uma empresa inovadora não é só propor novas ideias antes das concorrentes. Ela também precisa saber como dar um salto quando percebe que ficou para trás.

Isso aconteceu com a Apple na ocasião em que a empresa desenvolveu o iMac original: Jobs empenhou-se para tornar o dispositivo o melhor no que dizia respeito à edição de fotos e vídeos, mas foi rapidamente ultrapassado na questão de como o usuário lidava com a música (o iMac não gravava CDs).

Então, em vez de simplesmente aprimorar o equipamento para alcançar os outros, Steve Jobs resolveu dar o salto: criou um sistema integrado que permitia aos ususários comprar, armazenar, administrar e tocar música do que qualquer outro: o resultado foi o surgimento do iTunes, da iTunes Store e do iPod.

Ponha sempre os produtos na frente do lucro

Desde os primórdios, quando Steve Jobs e sua pequena equipe desenvolveram o MacIntosh original no começo dos anos 80, a premissa era: “fazer algo absurdamente bom”. Jamais mencionou-se “maximização dos lucros” ou decisões para “majorar o custo-benefício”. Como se sabe, Jobs sempre se dedicou, acima de tudo, a desenvolver bons produtos; os lucros seriam consequências.

Ele acreditava firmemente que, quando uma empresa começa fazendo ótimos produtos e depois “o pessoal do marketing e das vendas toma conta”, ela estará fadada a se declinar, pois a prioridade se torna o lucro. O desenvolvimento de produtos perde importância, e isso pode ser fatal.

Incentive a perfeição

Dentre as características de Steve Jobs, uma das mais admiradas e temidas era o seu perfeccionismo. Era sua busca pela perfeição que o fazia ser um líder sobretudo duro e intransigente, obrigando suas equipes a recomeçarem processos já quase concluídos por conta de detalhes.

Aconteceu com o filme Toy Story que, já em fase final avançada de produção, acabou sendo reescrito por Jobs e o diretor, John Lasseter, por conta da instatisfação destes com o resultado até então. E aconteceu com o design inicial do iPhone, do qual Jobs se deu conta não gostar nem um pouco. Então, de volta à prancheta.

E, a julgar pelo estrondoso sucesso destes dois exemplos, dá para entender como podemos sempre aprimorar algo que já parece perfeito. Sempre há uma nova perspectiva a ser abordada, uma nova pergunta a ser feita.

E todo esse pensamento é traduzido por aquela máxima que talvez melhor descreva o espírito profundamente revolucionário de Steve Jobs; que talvez seja sua grande contribuição para empreendedores e para, afinal, qualquer ser humano que busque fazer a diferença, que procure “deixar uma marca no universo”:

STAY HUNGRY, STAY FOOLISH (EM PORTUGUÊS: “CONTINUEM FAMINTOS, CONTINUEM TOLOS”)

Se você quer saber um pouco mais, esta interessante matéria da Época traz os nove livros que Steve Jobs acreditava que toda pessoa deveria ler.

E abaixo, o famoso e imensamente inspirador discurso que ele fez aos graduandos de Stanford. (Eu não me canso de assistir!) 

Fonte: Portal Endeavor

08 ago 2015

MITOS SOBRE A LIDERANÇA

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Assim como há uma infinidade de livros sobre liderança, muitos mitos sobre essa habilidade também se espalham por aí. Conheça alguns agora.

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A EXAME.com reuniu oito afirmações sobre liderança difundidas por aí que são, na verdade, mentiras. Como muitas pessoas entram em contato comigo querendo segredos sobre o assunto, resolvi compartilhá-las com vocês. Confiram: 

1. Líder nasce líder

"Fulano é um líder nato". Talvez esta seja uma das frases mais ouvidas quando se trata de liderança. Mas, acredite, não passa de um mito. Segundo o especialista em gestão de pessoas e professor do Insper José Valério Macucci, ninguém nasce predisposto a influenciar pessoas e algumas características básicas da liderança podem ser aprimoradas ou até mesmo aprendidas com o tempo. 

"A organização e a disciplina, por exemplo, são pontos que podem ser trabalhados". Por outro lado, o respeito às pessoas é um valor que é adquirido na primeira infância – ou seja nos primeiros anos de vida de uma criança. "Mas não é uma questão de genética. É um valor repassado pelos pais", afirma o professor. Fernando Jucá, sócio da consultoria Atingire, concorda: "todos podem ser líderes, mas alguns não querem, porque não é fácil". 

2. O líder sempre ocupa cargos no alto escalão de uma empresa

Ao contrário do que se pensa, a liderança não é exercida "de cima para baixo" dentro de uma organização. Ela acontece em todos os níveis, porque é um processo de influência. Segundo Jucá, qualquer pessoa se torna um líder quando impulsiona a performance dos demais, ajuda a construir o futuro da organização e promove o engajamento e o desenvolvimento de uma equipe.

"A liderança não pode ser instituída com um cargo porque ela não é imposta. O liderado precisa aceitar", diz Renato Ferreira, coordenador dos cursos de especialização da FGV-EASP, a escola de administração da Fundação Getúlio Vargas. Por esse mesmo motivo, segundo ele, nem todos os que ocupam cargos altos em uma determinada empresa são de fato líderes. "Aquele chefe que é respeitado por obediência, e não por influência, na verdade não é um líder".

3. O líder é uma pessoa extrovertida

Muita gente confunde exercício de liderança com carisma pessoal. "Muitas vezes as pessoas tímidas e intorvertidas são muito mais atentas aos detalhes e muito mais dedicadas. O que interessa, na verdade, é a profundidade técnica. É isso que diferencia um líder de um animador de auditório", defende Macucci. Porém, isso não significa que os mais falantes não possam ser bons líderes, tudo depende do conteúdo, segundo ele. 

4. O líder tem que saber "falar bem"

Mais do que saber falar, alguém só é mesmo líder quando sabe ouvir, segundo o professor Renato Ferreira. "A liderança é um processo de conexão que vai além da relação formal estabalecida por modelos hierárquicos. Por isso, o líder precisa conhecer as necessidades das pessoas com quem ele interage". 

5. O bom líder elogia em público e corrige em particular

De acordo com o professor Macucci, o feedback possitivo em público pode, às vezes, cruzar a fronteira da "bajulação". Da mesma forma, ele diz que, em determinadas situações, o erro de uma pessoa deve ser exposto ao grupo para gerar aprendizado. "Mas isso precisa ser feito sem procurar culpados, para não gerar conflito". 

6. O líder é aquele que tem servidores

A imagem do líder que tem vários subordinados e tem o poder de delegar muitas tarefas pode estar no imaginário de muita gente. Porém, "a relação é justamente inversa, líder é aquele que serve as outras pessoas", afirma Fernando Jucá, sócio da consultoria Atingire.

7. O líder deve ser amigo dos colaboradores

Não basta proteger e ser amigo. Um líder precisa influenciar e contribuir para o crescimento de quem ele comanda. "Aqueles que nos fazem ser melhores do que achávamos que podíamos ser é que marcam a nossa vida", diz Jucá. 

8. Existe uma receita para a liderança efetiva

Estudar inúmeros livros com dicas sobre como se tornar um líder efetivo, não fará o menor sentido caso a pessoa em questão não conheça bem o time que ela pretende liderar. Segundo Ferreira, "para poder exercer influência sobre alguém, é preciso entender as suas características". Segundo ele, a liderança varia de acordo com as pessoas e as situações. 

07 ago 2015

DICA DE LEITURA: LIDERANÇA ESTRATÉGICA

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Na pressa para alcançar o sucesso, como podemos ajudar a nossa mente a se renovar para melhor influenciar as pessoas?

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Umas das coisas que sempre me preocupou foi o conceito de liderança. Dou aulas sobre o assunto, coordeno equipes e ainda assim me pergunto se as minhas próprias atitudes como líder são as corretas.

Com o tempo percebi que os conceitos variam de acordo com a situação e que duas competências sempre me marcaram muito: "legado e estratégia". Tenho certeza que você já leu textos sobre isso aqui mesmo no Lounge Empreendedor.

Acredito firmemente que se líderes pensassem no "legado" que iriam deixar, tomariam decisões mais sensatas. Temos visto situações tanto na economia, quanto na política em que se os líderes que tivessem pensado no "legado" talvez não tivessem cometido ou tomado decisões que tomaram.

Somado a isso, a visão estratégica é fundamental.  Às vezes, os métodos e modelos usados para explicá-la são mais complicados do que o conceito e do que a própria prática da liderança estratégica. Nem sempre podemos defini-la ou descrevê-la em todas as minúcias, mas a reconhecemos quando age.

lounge-empreendedor-lideranca-estrategicaEsse tipo de liderança envolve percepções microscópicas e expectativas macroscópicas que são muito bem abordadas no livro “Liderança Estratégia – O princípio da Pausa” lançado pela Editora M. Books.

Por mais paradoxal que possa parecer, mesmo com todas as atividades e incertezas que a rotina da gestão possa nos impor, o autor Kevin Cashman afirma que o sucesso virá para aqueles que souberem realizar pausas profundas e reflexivas para entender o que estão enfrentando dentro e fora de si mesmos.

Acredito realmente que a essência da liderança passa por uma profunda consciência de nós mesmo e de novas perspectivas que nos coloquem um passo a frente nesse mercado dinâmico e global. Talvez, por isso, tenha gostado tanto do livro.

Sem contar que o autor nos oferece vários recursos práticos para fazer mudanças no gerenciamento, fortalecer a liderança, desenvolver outras pessoas e promover a cultura da inovação seguindo sete práticas (bem pragmáticas) da pausa:

  1. Persistir no propósito
  2. Perguntar e ouvir
  3. Arriscar a experimentação
  4. Refletir e sintetizar
  5. Considerar dinâmicas de dentro para fora e de fora para dentro
  6. Estimular a generatividade (energia e entusiasmo para ajudar os outros)
  7. Ser autêntico.

Então vamos lá: respire fundo, estabeleça momentos para parar, recuar, buscar novas informações, reavaliar tudo o que está a sua volta e, então, agir sem medo. Que tal começar agora?

SOBRE O AUTOR:

KEVIN CASHMAN é sócio, CEO e executivo de desenvolvimento da Korn/Ferry International. É também o fundador do Chief Executive Institute, integrante sênior da Caux Roundtable, membro do conselho de administração do Center for Ethical Business Cultures, e autor do Best-seller Liderança Autêntica – de dentro de si para fora, publicado pela M.Books. Foi classificado entre os Top Ten Thought Leader pela revista Leadership Excellence. 

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