Archive for Relações Humanas

19 jun 2015

LICENÇA PARA MATAR

No Comments Coaching, Comportamento, Cotidiano, Inteligência Emocional, Relacionamento Interpessoal, Relações Humanas, Viva Positivamente

Nossos problemas não são credencias para atirar crueldades por aí… Você se sente mal e por isso, acredita que pode fazer o mal também? 

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Não. Você não tem licença pra machucar. Não importa se o seu dia foi difícil, se riscaram seu carro, se você discutiu com alguém, se a comida no restaurante estava péssima. Não importa também se você levou uma fechada no trânsito e muito menos se (apenas) pegou muito trânsito (Afinal, se você mora no Rio ou em São Paulo, isso não é privilégio de ninguém!). Não interessa ainda se suas contas entraram no vermelho, se você está gripado, se seus planos deverão ser refeitos. Seus traumas de vida não justificam ataques gratuitos às pessoas. Menos ainda àquelas que te querem bem.

Todos nós temos momentos complicados e enfrentamos oscilações de humor, mas rompantes de grosseria e mudanças drásticas de atitudes só pioram as coisas e impedem os outros de saberem como agir, como agradar, como chegar perto, como compreender nossos sentimentos. Não há dúvidas de que é emocionalmente desgastante lidar com quem sempre acha um jeito de se sentir ofendido, que não dá a mínima para o quanto ofende ou que não percebe que muitas das reações das quais é alvo estão diretamente ligadas às suas próprias ações.

O mais triste é que, quase sempre, a fantasia de se achar no direito de humilhar é voltada justamente contra as pessoas que mais querem seu bem e felicidade. São familiares, amigos, parceiros dispostos a suportar situações desagradáveis porque, por amor e carinho, focam no que a pessoa tem de melhor. Sim! As pessoas podem te amar com todos seus defeitos e qualidades e não adianta, de repente, de novo, mais uma vez, tornar-se a surpresa obscura de seus dias com palavras agressivas para depois pedir desculpas. Uma hora colocar panos quentes na ferida aberta deixa de funcionar. Essa história de bate e assopra, um dia, pode cansar!

Certa vez, li uma crônica jornalista Martha Medeiros que resume bem o que estou lhes dizendo. Ela dizia: “Não canse quem te quer bem. Se não consegue resistir a dar uma chateada, seja mala com pessoas que não te conhecem. Só esses poderão se afastar, cortar o assunto, te dar um chega pra lá. Quem te quer bem vai te ouvir até o fim e ainda vai fazer de conta que está se divertindo. Coitado. Prive-o desse infortúnio. Ele não tem culpa de gostar de você!”

Por isso, trate bem a quem te quer bem, antes que seja tarde. Tratar bem de verdade, é bom lembrar, nada tem a ver com coisas materiais. Mas com gestos, tantas vezes simples. É um carinho na mão durante o café da manhã preparado com o que o outro mais gosta. Uma mensagem de boa sorte no primeiro dia no emprego novo. É um bilhete na mesa do colega de trabalho. É respeitar. É não constranger. É conversar pra compreender. É, principalmente, dar valor e preservar. É olhar com honestidade para suas próprias limitações e não permitir que elas levem pra longe de você pessoas e relações que são preciosidades. Não fuja de si mesmo e deixe claro, enquanto pode, quem é mesmo importante na sua vida fazendo cada minuto valer à pena. Afinal, não sabemos por quanto tempo eles ainda estarão por lá!​

28 mar 2015

QUAL É TUA OBRA?

No Comments Coaching, Gestão de Pessoas, Liderança, Protagonismo, Relações Humanas

Um dia o seu legado será também a sua história. Assim, até que esse dia chegue, você tem feito tudo o que está ao seu alcance para deixar atrás de você um bonita história?

 

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As transformações recentes no conjunto da vida social que envolve o trabalho, a família, a relação entre as gerações e até mesmo a escola parece ter despertado uma nova busca pela realização e pela construção de um significado maior de vida. Legado passou a ser a palavra da vez!

Legados são parte de um processo continuo que nos procede, nos envolve, sobreviverá a nós e, por fim, dará lugar a outros legados. Um grande erro que cometemos é deixar para pensar em nosso legado somente no fim de nossa permanência em uma empresa ou quando estamos prestes a nos aposentar. Não há porque esperarmos por uma doença grave, assumir o negócio de família ou qualquer outro momento inusitado para refletirmos sobre quem queremos ser quando crescer.

No contexto familiar, uma boa pergunta a se fazer é: que legado deixarei para meus filhos e netos? Claro que, nesse sentido, não esperamos uma resposta relacionada à herança de bens e posses, mas às heranças morais, como caráter, ética, honra e honestidade. Algo que, no futuro, venha representar para nossos descendentes um referencial positivo de atitude, um modelo comportamental a ser admirado e seguido.

E se você se preocupa com essa questão, acho válido fazer o mesmo auto-questionamento no contexto organizacional. Que tipo de ações e atitudes fazem a diferença na vida das pessoas com quem você se relaciona? De que forma você pode se tornar uma pessoa inesquecível, muito mais do que lugares, produtos e coisas?

O verdadeiro legado se faz não pelos títulos, cargos e posições que acumulou e exerceu, mas pela pessoa que você foi ao longo do tempo, pelas ações e relações de cada dia, pela generosidade e justiça no seu próprio exercício de viver.

Um bom método para você construir a sua declaração de legado é continuar a frase: “gostaria de ser lembrado como alguém que…”

Você não precisa espalhar publicamente suas aspirações. Não precisa publica-las no jornal da empresa e ninguém está pedindo que você se abra de uma maneira que o torne desagradável publicamente. Contudo, se elas forem verdadeiras, os outros a reconhecerão.

E cuidado: construir um legado é algo trabalhoso, leva tempo, porém, às vezes basta um único deslize para que ele desmorone completamente. Existe um pensamento ultrapassado que, infelizmente, ainda é muito presente em nosso mercado que nos faz acreditar que tem mais valor aquele que consegue resultados a qualquer preço.

Acredito, porém, que mais que dos resultados, as empresas necessitam das pessoas. E são sobre elas que deixaremos nossas melhores marcas, pois quando você não tiver mais forças para seguir sua missão, alguém poderá continuar sua jornada. Somente ajudando os outros a semear seus próprios legados é que nossa influencia positiva pode atingir todo seu potencial.

14 fev 2015

JOGO DA VIDA

No Comments Ambiente de Trabalho, Aprendizagem, Coaching, Comportamento, Confiança, Escolhas, Relações Humanas

Para tirar o melhor proveito até das oportunidades mais complicadas é preciso coragem!

 

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A vida é uma sucessão de pequenos e grandes problemas e a boa notícia é que eles não duram para sempre. É inerente convivermos com tensões, decisões e estresse, e só fará a diferença aquele que souber tomar ATITUDE em relação ao que acontece e transformar em aprendizado todo resultado obtido.

Parece um pouco complicado quando estamos no "olho do furacão", mas é possível… 

A primeira coisa a fazer é definir claramente o problema ou dúvida que se tem. Com o que exatamente você está preocupado? O que esta tirando seu sono? Mapeie detalhadamente sua situação. Podem ser problemas financeiros, problemas de saúde, problemas na vontade, problemas nas ambições, nos ideais, na reputação, nos afetos… O que for!

Na sequência, faça um exercício de imaginar o pior cenário possível sobre seu problema. Pergunte-se: Qual é a pior coisa que pode acontecer nesta situação? Não se trata de ser pessimista, mas seja franco e honesto com você mesmo. Você pode perder dinheiro, seu relacionamento, clientes ou alguma coisa que realmente importa para você. Se tudo já se desfez, o que é a pior coisa que ainda poderia acontecer?

Olhe seus problemas “de cima” como se estivesse olhando um “tabuleiro de xadrez” e você um mestre na arte deste jogo e não uma das peças. Concentre-se no futuro, não culpe o destino ou arrume culpados e pense sem desespero sobre a questão central da situação.

Feito isso, é hora de entender, aceitar e enfrentar. Com o resultado e as consequências do pior cenário em mente, você pode se preparar para o limite da situação e focar nas soluções. Afinal, se isso é o pior, todo o resto é alegria. Arrisque todos os seus recursos mentais para criar saídas que minimizem o impacto do problema ou resolvam definitivamente a dificuldade: O que eu vou fazer agora? Como posso minimizar as consequências? Qual é o primeiro passo que posso tomar? E o segundo passo? E o terceiro passo? Assim por diante.

Perceba que É PRECISO CORAGEM PARA AGIR. Conheço muita gente que pensa, pensa e pensa, mas que na hora de seguir em frente, paralisa. Só você pode tomar a atitude da sua vida por mais longa e dolorosa que seja a decisão e recuperação. Você até pode dar dois passos pra trás para pegar impulso ou, para os mais corajosos, avançar quatro passos imediatamente, mas o fato é que é preciso agir!

O segredo é ser realista, se preparar com antecedência e não deixar para decidir apenas na hora em que não tiver mais saída! E lembre-se: assim como em um desfile de carnaval, que você ensaia e prepara todos os passos na avenida, de vez em quando um carro tem problemas e o tempo pode estourar. Mas o desfile não pode parar!

Mantenha seus pensamentos para onde você está indo ou pode ir e não sobre onde já esteve. Fixe seus olhos nos próximos objetivos, seja disciplinado e não importa o problema, seja resiliente e tome uma atitude.​

23 set 2014

O PERIGO DA VAIDADE

No Comments Coaching, Comportamento, Liderança, Relações Humanas, Valores, Viva Positivamente

A vaidade está nas ruas, na mídia, no trabalho, nas atualizações de status nas redes sociais, nas fotos, nas famílias, nas relações amorosas…

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A vaidade é o pano de fundo do nosso cotidiano. Olhe à sua volta. Se você ainda não leu “O Retrato de Dorian Gray” de Oscar Wilde recomendo que faça a leitura e entenda sobre o lado mais obscuro da vaidade e sobre como podemos ser levados à completa decadência por ceder aos seus caprichos. O livro fala de um jovem e belo rapaz que perde sua inocência e valores seduzido pelo impacto que sua aparência lhe causa frente à perfeição impossível, as convenções dispensáveis e a mortalidade inevitável.

Ao proclamar-se um Deus, Dorian acredita que poderia cometer os atos mais terríveis sem manchar sua aparência e até mesmo quando quer mudar o rumo da sua vida ou ajudar alguém, fazia isso por egoísmo e sem o real interesse pelo bem estar alheio. Resultado? Oras, leiam o livro!

Vivemos em uma sociedade onde somos estimulados desde cedo a alcançar posições de destaque e sermos belos e poderosos. Quando moderada, a vaidade pode servir de motivação para uma condição melhor, mas quando nos deixamos seduzir por ela, corremos o risco de perder o senso sobre a realidade e nos fecharmos para novos aprendizados e para os argumentos alheios. Queremos ganhar qualquer discussão, não pela razão, mas pela sensação de poder que a última palavra nos dá.

O vaidoso perde o discernimento para perceber que não é tão virtuoso quanto imagina. É incapaz de admitir seus erros, menospreza o mal que causa com suas atitudes e tem dificuldades em aceitar quando discordam se sua opinião. Para ele, tudo em sua própria vida é mais valoroso e é difícil aceitar que qualquer outra pessoa possa conquistar algo senão através de sua ajuda, afinal considera absurdo que pessoas “inferiores” a ele alcancem o sucesso.

Nesta busca cada vez maior pela admiração, o vaidoso perde o bom senso, afunda-se em futilidades e esquece que para seguir adiante é preciso ser também humano.  Uma pessoa vaidosa demais tem uma imagem ilusória de si mesma e das relações; prefere a falsidade de ser cercado por aparências do que a solidão da verdade.

Mas, não a saia por aí apontando o dedo ao seu filho, marido ou chefe. Somos, de fato, todos vaidosos! O limite está em mantermos sempre os pés no chão e a consciência do nosso real valor. Questione-se: será que minhas atitudes são naturais, construtivas e tem o propósito real de contribuir para um algo relevante ou são apenas uma forma de ser admirado ou “respeitado”?

Se chegar à segunda conclusão é hora de tomar as rédeas, ser mais humilde, enxergar a real importância das pessoas, aprender com os erros e domar sua vaidade.  Lembre-se que “o que a arte realmente espelha é o espectador, não a vida” (Oscar Wilde).

20 set 2014

FALE MAL, MAS NÃO FALE DE MIM!

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Falar mal dos outros é um hábito infeliz, que vem se banalizando. Acontece todo o dia, a troco de nada e cabe a cada um de nós escolher fazer parte ou não!

Infelizmente o mundo não é cor de rosa e o país das maravilhas é um mundo que só existe nos contos de fadas. Precisamos ter a consciência de que nem todos falam apenas a verdade sobre os outros, sem distorcer os fatos ao seu bel prazer.

A diversidade do caráter humano nos obriga a ser analíticos e racionais diante de todo tipo de colocação, principalmente quando a maledicência está envolvida. Minha mãe já me dizia que se alguém está disposto a falar mal de alguém para você, certamente estará disposto a falar mal de você a outro alguém.

Temos o péssimo hábito de não questionar o que ouvimos ou lemos, talvez pela inocência de acreditarmos que todos são pessoas boas, incapazes de mentir ou manipular sentimentos e ações. Ah! Que bom seria se fôssemos mesmo assim…

Já tive o desprazer de lidar com pessoas que criam sua própria realidade e que, por mais que tentemos lhes explicar que ela não existe ou que estão erradas, não adianta: continuam cegas para qualquer argumento ou até mesmo prova de que estão equivocadas. E pior, expõe suas fantasias com tal convicção que muitos desavisados acabam acreditando.

Outro grande problema é que um simples comentário maldoso pode se alastrar mais do que qualquer rastilho de pólvora. Difamar alguém é fácil, criar mentiras também, mas espalhar boatos pode destruir a vida de alguém. #pensenisso

O maledicente parece viver em atraso moral e emocional, não se dá conta de que este prazer de massacrar a reputação alheia é algo ilusório, mesquinho e ainda mais danoso para si mesmo, pois em sua grande maioria pessoas assim são solitárias e infelizes em sua própria realidade.

Quando estamos realmente satisfeitos com nossas conquistas e com a vida que levamos temos pouco tempo para cuidar da vida dos outros e mais: não compactuamos com a maledicência alheia. Se temos paz interior, não precisamos destruir os outros para sermos aquilo que desejamos ser.

Certa vez, ouvi que o ser humano tem a tendência de enxergar nos outros aquilo que existe em abundância em seu intimo (e eu concordo um pouco com isso!). Por isso, as pessoas de bom coração têm mais dificuldade em ver a maldade ou a fartura de defeitos e sordidez que os maledicentes trazem consigo.

É lógico que temos o direito de errar! Caminhamos lentamente rumo à evolução e vez ou outra, podemos "escorregar", mas o caminho é aprender. Faz parte da natureza humana, falar sobre as pessoas, seja por inveja, insegurança ou necessidade de aceitação, mas temos também a capacidade de modificar nosso comportamento e crescer.

Não tenha receio de ser firme com o maledicente, cortando o mal pela raiz e mais: não tenha vergonha ao constatar que já caiu nessa armadilha. Caso sinta o impulso de passar uma informação adiante, pense nos três crivos de Sócrates: será que o que você está dizendo é Verdade, traduz a Bondade ou tem alguma Utilidade?

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