Archive for Relações de Trabalho

13 jun 2013

SÓCIO: TER OU NÃO TER?

No Comments Administração e Gestão, Comportamento, Confiança, Empreendedorismo, Gestão de Risco, Legalização de Empresa, Liderança, Mercado, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Relações de Trabalho, Sociedade e Política, Sucessão Empresarial, Tomada de Decisão

Trazer um novo sócio que injete capital para o crescimento ou recuperação de uma empresa é uma idéia frequentemente adotada pelo empreendedor no Brasil e no mundo. Como fazer isso de forma segura?

lounge-empreendedor-sociedade-vai-vender-parte-da-sua-empresa

Os muitos e muitos casos que eu já acompanhei me ensinaram o seguinte: uma vez tomado esse caminho, acontece uma de duas coisas: ou você acerta no sócio ou erra. Se você erra, sinto muito, certamente será bem complicado sair dessa, e não vou falar sobre isso hoje. Vou falar sobre as vezes em que se acerta na escolha do sócio.

Mas antes de tudo vamos definir o que é acertar na escolha. Acertar o sócio correto é conseguir no mínimo 3 das 3 coisas abaixo. Isso quer dizer que nenhuma delas pode ser descartada, e que certamente existem mais outras coisas:

  1. Ter alinhamento de propósitos. Obviamente para isso você precisa ter um propósito claro e por escrito. Propósito é o porque você acorda e vai trabalhar todo o dia, é a razão da existência de seu negócio. O propósito é a razão pela qual se cria uma organização com missão visão e valores. Cuidado, pois dinheiro é uma consequência e nunca o propósito de uma empresa.
  2. Ter complementaridade. Você tem uma idéia e seu sócio o capital para executar. Ou você o dinheiro e ele os meios para fazer acontecer. Ou ainda vocês dois tem dinheiro ou negócios complementares. Só dinheiro ou só competência sozinhos raramente fazem chover.
  3. Ter empatia. Vocês vão conviver e passar por problemas juntos. Então é melhor terem uma boa empatia que facilite a comunicação, a menos que você esteja lidando com um Venture Capital desalmado que só enxerga números. Nada de errado com isso, se você souber exatamente aonde está entrando. Por outro lado, se um cara desses lhe fez uma proposta, parabéns! Isso quer dizer que seu negócio deve ser muito bom, pois eles recebem centenas de oportunidades e investem em apenas uma ou outra, sendo bastante seletivos.

Uma vez tendo encontrado o sócio ideal, vem a hora de negociar… A negociação costuma ser algo bem complexo, principalmente na fase do "quanto por quanto". Compradores tendem a depreciar para comprar mais barato, e ele estará falando do seu "baby". Dica de ouro: sempre colocar alguém para fazer isso em seu lugar que não tenha vínculos emocionais com o negócio, pois isso ajuda a preservar a boa relação. Acredite em mim: você não quer ter mágoas de uma negociação difícil assombrando o seu dia a dia.

Agora que você conseguiu um novo sócio, precisa aprender a conviver. Primeiro, você deve lembrar que agora você não é mais  o dono. A postura muda radicalmente. Eu passei por isso e sei como é complicado deixar de ser dono onipotente para uma posição de executivo, onde tem que prestar contas e decidir em conjunto. Tenha muita paciência e compreensão neste momento, pois só depois que você vivencia isso é que percebe que na verdade a mudança acaba fazendo bem para você e para a sua empresa, caso você tenha o bom senso de resolver isso super bem resolvido no seu íntimo.

Excelente, até agora você já conseguiu um bom sócio e sacou que deve trabalhar em conjunto. Em seguida, se você quer ter uma sociedade sadia, precisa urgentemente acabar qualquer amadorismo. Você precisa ter organização e gestão. Tudo aquilo que ficava meio solto porque você era o único dono, agora não pode mais. Precisa ter gestão bem feita e manter a formalidade em cada centavo. Não entenda isso nunca como falta de confiança. Na verdade, é o mínimo necessário para que seu sócio mantenha a confiança que ele já tem em você.

Meu intuito com este artigo não foi o de assustar ninguém, mas se assim aconteceu, ótimo. As vezes, em um pequeno negócio, quanto menos sócios o empreendedor puder ter, melhor. Hoje existem linhas de crédito e muitas outras opções para você não precisar dividir o comando da sua empresa "no susto" com ninguém.

Uma excessão disso é destinar uma pequena parte das ações para reter talentos, amarrado a performance, competência e tempo de casa. Lembre-se da regra geral: nunca ofereça sociedade a alguém que tem alguma coisa que você pode contratar no mercado, seja isso talento ou capital, pois a probabilidade de errar é grande e a separação sempre vai custar muito mais caro no futuro.

Marcelo Lombardo é empreendedor desde os 19 anos, é fundador da NewAge Software S/A, inventor da plataforma CoreBuilder e arquiteto dos softwares NewAge ERP e Omie.

 

 

28 mai 2013

EMPREENDENDO COM VALORES

No Comments Abertura de Empresa, Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Carreira, Comportamento Empreendedor, Empreendedorismo, Inteligência Competetitiva, Liderança, Propósito, Proposta de Valor, Relações de Trabalho, Responsabilidade Social Empresarial

Saiba quem são os irmãos que empreenderam com base em valores.
 

Criados em um ambiente de amor e empreendedorismo, amparados pelo exemplo do avô e do pai, Alexandre e Marcus Hadade uniram-se para garantir a evolução da Arizona – empresa de serviços e soluções de produção crossmedia e tecnologia para comunicação e marketing – nos últimos 14 anos.

"As pessoas estão sempre sonhando um sonho diferente do delas. Você está em uma empresa enquanto sonha abrir um barzinho. Não está lá de corpo e alma", observa Alexandre. "A gente queria fazer uma empresa na qual as pessoas estivessem de corpo e alma, sonhassem o sonho daquela empresa".
 
Para eles, o limite do crescimento são os valores: "Vamos crescer até onde a gente consiga exercer nossos valores com plenitude: inovação, alegria, excelência, servir e integridade".
26 mai 2013

APRENDIZAGEM E EMPREENDEDORISMO

No Comments Administração e Gestão, Aprendizagem, Capacitação, Carreira, Educação, Empreendedorismo, Liderança, Relações de Trabalho

Ter Abílio Diniz como referência no meio empreendedor não é surpresa pra ninguém, mas imagine tê-lo como seu professor. Veja como foi sua participação no Congresso de Empreendedorismo da Endeavor Brasil

"A chave está na aprendizagem", disse Abílio Diniz, em palestra durante o Congresso Global do Empreendedorismo (GEC), realizado pela Endeavor no Rio de Janeiro, revelando ainda a sua intenção inicial em se tornar professor universitário.

Para ele, o crescimento está ligado a essa busca por aprender sempre. "Eu quero ser hoje melhor do que fui ontem, e isso envolve crescimento. Não é o mesmo que nunca se contentar com aquilo que tem, mas saber amar aquilo que tem e não aquilo que deseja".
 
Entre outros temas, ele fala também sobre o processo de construção da maior rede de supermercados do país, a necessidade do desenvolvimento de lideranças, a falta de referências dos jovens, seus valores, a saudade do pai – "um tremendo companheiro" – e a admiração profunda por Jorge Paulo Lemann, por seu comprometimento com a sociedade.
23 mai 2013

COLOQUE FELICIDADE NA SUA AGENDA

No Comments Ambiente de Trabalho, Carreira, Clima Organizacional, Empregabilidade, Equilíbrio, Liderança, Mercado, Mercado de Trabalho, Propósito, Qualidade de Vida, Relações de Trabalho, Viva Positivamente

Não seja orientado no trabalho exclusivamente pela receita e pelo lucro. Abra espaço também para a satisfação. Significado é a nova moeda.
 

lounge-empreendedor-coloque-felicidade-na-sua-agenda

Colocar a busca da felicidade no trabalho na agenda dos homens e das mulheres de negócios do Brasil é um importante desafio. Sobretudo na sua agenda de empreendedor. Ela já está lotada, eu sei. Mas, Alexandre Teixeira* tem se dedicado a  convencer qualquer um de nós de que vale a pena abrir espaço para a satisfação. Eu acredito nisso!

A tese central de seu livro é a redução, em termos relativos, do papel do dinheiro em nossa relação com o trabalho. O ponto a enfatizar é a decadência da monocultura financeira. Não podemos mais aceitar a "prisão" de um trabalho que não gere satisfação apenas por questões financeiras. De que adianta dinheiro sem qualidade de vida e o equilíbrio? 

A corrida para comprar felicidade, pela via do consumo, está na origem da epidemia de infelicidade dos últimos anos. O Gallup estima o custo da crise de desengajamento em US$ 300 bilhões anuais, só nos Estados Unidos, devido à perda de produtividade. Por trás do baixo engajamento, há uma crise de propósito.

Tamara Erickson, uma professora da escola de negócios de Harvard, apontou um caminho quando escreveu que o significado é a nova moeda. O desafio, em parte, é reverter a tendência, radicalizada nas últimas décadas, de transformar toda tarefa interessante em algo que se faz por dinheiro. Há até um nome técnico para esse fenômeno: Efeito Superjustificativa.

Metas e bônus estão na berlinda. “Frequentemente tratamos nossos funcionários como ‘cachorros de Pavlov’: se lhes dermos incentivos financeiros adequados, podemos conseguir que façam qualquer coisa”, disse recentemente o consultor em inovação Gary Hamel. Sinceramente, não faço parte dessa turma de "cachorrinhos". Sou feliz em fazer as minhas escolhas.

Está em curso nos Estados Unidos uma disputa que vai reverberar com força por aqui: Wall Street versus Startups. Wall Street, que por décadas atraiu os melhores e mais brilhantes jovens profissionais, enfrenta hoje uma crise de recrutamento. Uma enquete de 2011 com 6,7 mil jovens profissionais listou Google, Apple e Facebook como os locais de trabalho mais cobiçados. O banco mais bem colocado no ranking, JP Morgan Chase, ficou em 41º lugar. Em 2008, 28% dos formandos de Harvard optaram por um emprego em finanças. Três anos depois, esse número já havia caído para 17%.

Jovens ambiciosos e bem formados ainda querem – e continuarão querendo – ser bem remunerados por seu trabalho. Na policultura organizacional contemporânea, porém, querem também um propósito para o que fazem. E, no sentido mais amplo da expressão, a sensação de que podem mudar o mundo. Eu posso! Talvez, a principal mensagem que deixo hoje no Lounge Empreendedor é: use recompensas financeiras e bônus, sim – mas com moderação.

Alexandre Teixeira é jornalista de economia e negócios.
Passou pelas redações de Época Negócios, IstoÉ Dinheiro, Valor Econômico e Jornal da Tarde.

23 mai 2013

PRODUTIVIDADE

No Comments Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Comportamento, Gestão de Pessoas, Liderança, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Produtividade, Recolocação Profissional, Relações de Trabalho, Trabalho em Equipe

Estudo realizado pela McKinsey mostrou que 91 por cento dos executivos sabem que desperdiçam tempo no trabalho. E a resposta para isso está na produtividade.

lounge-empreendedor-produtividade

Arrisco dizer que estamos vivendo um dos períodos de maior escassez de mão de obra qualificada no Brasil. Com a taxa geral de desemprego atualmente na faixa de 5,5%, vivemos uma economia de “pleno-emprego”. Para as empresas em crescimento, isso se materializa na dificuldade de contratar pessoas para novos cargos. E a situação é crítica nas áreas que demandam alta qualificação.

Muitas empresas lidam com o problema intensificando seu esforço de recrutamento e aumentando o valor das suas propostas. Mas essa solução pode trazer consequências adversas. É comum que a contratação de ‘gente de fora’ com salários acima do padrão gere uma onda generalizada de pedidos de aumento e equiparações por toda a estrutura da empresa. Se atendidas, há a erosão da margem de lucratividade. E, se não atendidas, há o risco da desmotivação e do aumento do turnover – jogando a empresa em uma dinâmica perigosa.

Mas, então, o que fazer? Uma resposta é: fazer mais com menos. Vou tomar a liberdade de citar dois estudos distintos realizados pela consultoria norte-americana McKinsey para embasar este raciocínio.

O primeiro, realizado com uma amostra de 1.500 executivos, traz a alarmante constatação de que apenas 9% deles estão ‘muito satisfeitos” com a maneira como o seu tempo é alocado. Isso mesmo. Em outras palavras, 91% sabem que desperdiçam tempo em alguma medida. Ou mesmo de forma generalizada.

O segundo, realizado a partir de estudos em profundidade em cinco setores da economia, apontou que o uso de ferramentas de colaboração no ambiente de trabalho aumenta a produtividade de trabalhadores altamente qualificados entre 20 e 25%. O número impressiona.

Na prática, ele significa que, se você está pensando em contratar uma nova pessoa para a sua equipe de quatro colaboradores, talvez haja um outro caminho. Melhorando a alocação dos indivíduos em tarefas realmente prioritárias e trazendo mais facilidade e transparência para a comunicação entre as áreas da empresa, você pode ter um ganho de produtividade que eliminaria a necessidade da contratação adicional. Ou seja, neste exemplo, o quinto elemento é a PRODUTIVIDADE.

lounge-empreendedor-produtividade-em-equipeVocê já pensou nisso? É possível que haja grandes ganhos a serem capturados pelo aumento da produtividade aí mesmo, na sua própria equipe.


Antonio Carlos Soares é co-fundador do Runrun.it e trabalha há mais de 20 anos na gestão de empresas de alto crescimento.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...