Archive for Ambiente de Trabalho

25 mai 2009

QUAL É A SUA?!?

No Comments Comportamento, Cooperação, Economia Digital, Internet, Redes Sociais, Relações Humanas, Web

Muitas pessoas vivem se lamentando da falta de contatos, do pouco relacionamento ou do emprego em que estão. Mas não aproveitam as alternativas que o mundo conectado lhes traz…


Hoje a interconectividade proporcionada pela internet, está deixando para trás as pessoas que não se envolvem ou não compartilham seus conhecimentos através das inúmeras ferramentas da rede: blogs, wikis, perfis compartilhados, twitter…

Nessa semana, escrevi um pouquinho sobre isso aqui na região e compartilho com vocês.

A QUAL WEB VOCÊ PERTENCE?

A evolução do mundo digital é muito rápida, basta um piscar de olhos para perder uma fração do processo e ter a nítida sensação de que houve uma revolução.

Hoje, você pode perder uma excelente oportunidade de negócio ou a chance de uma nova colocação profissional se ainda não possuir um perfil disponível em sites de relacionamento ou se possuir um blog para compartilhar seu conhecimento e discutir suas percepções sobre o mundo.

Chame como quiser! Pode ser WEB 2.0: a rede social, da colaboração; WEB 3.0: a rede semântica, Web 4.0: a rede móvel, ou se você preferir, WEBFlex – aquela que você a usa como quiser!

Na verdade, vivemos a substituição da Era da Informação pela Era da Participação, feita por pessoas para pessoas. Gente como você.

Acredito que seja uma evolução natural centrada nos usuários que descobriram que o principal elemento da rede não são os criadores dos sites, mas sim os conteúdos ali relacionados e a forma de utilização dos mesmos.

E você, pequeno empresário, deve ficar atento a tudo isso. A informatização já é realidade não apenas para as grandes empresas, mas também para as pequenas. Seguir o caminho do desenvolvimento tecnológico é importante e contribui para o aumento da eficiência e produtividade.

Jean-Paul Sartre dizia que “as pessoas lêem porque um dia desejam escrever"; Sócrates pregava a união dos povos, mobilizando pessoas em prol de uma determinada região; a comunidade científica inteira busca descobrir junta a cura da AIDS…

Essa é a web que eu vivo, a web em que a sabedoria está nas multidões. E você??? Quando vai acordar para ela?

 

ANA MARIA MAGNI COELHO

23 de maio de 2009

13 mai 2009

CONHECIMENTO: UMA QUESTÃO DE COMPETITIVIDADE

3 Comments Aprendizagem, Clima Organizacional, Conhecimento, Gestão, Gestão do Conhecimento, Inteligência Competetitiva, Liderança, Relações Humanas

Esse foi um artigo publicado por mim em dezembro de 2008… Período de férias!

Período de dedicação integral à minha grande paixão profissional: GESTÃO DO CONHECIMENTO.

Um desafio, um novo modelo, uma quebra de paradigmas que construímos em nossas mentes sobre gestão…

Tenho prazer em compartilhar com vocês!

Conhecimento: Uma questão de competitividade

 

O conhecimento, nestas últimas décadas, tornou-se o capital principal, o centro de custo e o recurso crucial da economia, e segundo Peter Drucker, famoso e tradicional teórico da Ciência da Administração, “o único recurso marcado pela escassez”. Se isso é mesmo verdade, não podemos deixar de considerá-lo como um importante fator competitivo para as empresas. Seu potencial de transformação e mudança exige que estejamos prontos a novos posicionamentos e novos modelos.

Afinal este é o cenário: a economia aparentemente abalada, grandes organizações dominando o mercado, empresas demitindo colaboradores, novas empresas sendo formalizadas, muitas terras novas a serem desbravadas e caminhos inadequados repletos de conceitos que precisam ser mudados. E, para nossa esperança maior: o conhecimento como solução de excelência no meio de toda a crise!

Precisamos aprimorar nossas competências de gestão e entender a necessidade do uso intensivo do conhecimento nas organizações, não somente pela complexidade dos atuais modelos econômicos e sociais, mas principalmente por uma necessidade de competitividade.

Precisamos ensinar os nossos funcionários a pedir ajuda, a explicar melhor sobre o que necessitam, a compartilhar problemas, a identificar e localizar peritos em conhecimentos específicos, a detalhar o tipo de ajuda que precisam, a solicitar sugestões, a compartilhar com os outros o que aprendeu – mesmo que seja a partir de erros, a se apresentar sempre à disposição para aprender e ensinar algo, a valorizar os que sabem e os que pedem ajuda. E se você é colaborador de alguma empresa ou está à procura de uma nova colocação no mercado de trabalho, assuma essa postura.

É de senso comum o significado das palavras gestão e conhecimento, mas sempre que se junta as duas, no sentindo de uma disciplina, de um departamento nas organizações ou de um conjunto de ações, as pessoas não sabem do que se trata.

Talvez a principal dificuldade esteja relacionada a aparente incompatibilidade das duas palavras. Gestão sempre foi uma atividade humana baseada no domínio sobre algo tangível ou que de alguma forma pudesse ter uma representação baseada na valorização de algo que pode ser medido, como lucro, produtividade ou custos. Como gerir aquilo que não tem limites? O que é tão intangível: o conhecimento!

O desenvolvimento da Gestão do Conhecimento precisa ter em seu foco central o próprio desenvolvimento do ser humano, não somente no ambiente em que este é útil como um trabalhador da Era do Conhecimento, mas em sua dimensão total, como parte e beneficiário do processo.

Goethe afirmava não existir nada mais triste do que a ignorância em ação. Embora importante, a pró-atividade desacompanhada de conhecimentos quase sempre depõem contra a organização. Isso porque só a atitude não basta. O que as organizações precisam não são apenas pessoas com habilidades e competências. Elas precisam de pessoas que se desenvolvam através da educação para o trabalho.

Enfim, não há dicotomia: a gestão do conhecimento é o que há de mais humano na gestão.

 
Ana Maria Magni Coelho
Dezembro/2008
13 mai 2009

EMPRESAS DE TITÃS

No Comments Ambiente de Trabalho, Aprendizagem, Carreira, Clima Organizacional, Coaching, Liderança, Motivação

Você é uma dessas pessoas que acredita que a aprendizagem pode acontecer por meio de diferentes formas de comunicação e em diversos lugares? Um dos exemplos que tem me feito refletir é o cinema.

A “sétima arte” mostra que saídas para grandes problemas podem estar bem perto de nós e permite abrir perspectivas e facilitar processos de aprendizagem de uma maneira profunda, envolvente, bem humorada, inteligente e capaz de penetrar em todas as áreas da vida das pessoas.

Durante essa semana, assisti “Duelo de Titãs”, um filme baseado num fato real ocorrido em 1971 que narra a luta quase insana de dois técnicos de um mesmo time de futebol americano, um negro (Denzel Washington) e um branco (Will Patton), que juntos precisam viabilizar a perigosa idéia (para a época!) de treinar um time inter-racial. O projeto parece absurdo num momento histórico em que uma sociedade reacionária lutava para que negros e brancos não frequentassem sequer a mesma escola. Que dizer do mesmo time de futebol!

Embora eu não entenda muito sobre as regras do futebol americano, não pude deixar de pensar sobre os processos de liderança e os desafios que esses treinadores enfrentaram diariamente.

Quais serão as relações entre eles e você?

Nas organizações de vanguarda, não basta mais ser líder. É preciso também ser “coach”. A palavra é inglesa (coach = treinador, técnico, ensinar, treinar, preparar) e refere-se àquele que conduz ou que está na direção. Alguém que tem a responsabilidade pelo desenvolvimento de talentos e pela criação de uma nova geração de profissionais.

Sua participação à frente de sua equipe, de suas metas e dos resultados organizacionais tem sido de um coach?

Líderes só são líderes em função de sua participação ativa nas comunidades em que atuam e pelo seu desempenho. É muito mais uma questão de comportamento do que de cargos ou nomenclaturas hierárquicas.

Certamente é alguém com nível diferenciado de motivação, de percepção e de compreensão das pessoas e de si mesmo. É uma inspiração! Alguém que encontra no interior das pessoas e equipes, a energia que as impulsiona numa determinada direção que contribuirá para o bem comum e para os resultados da comunidade ou da organização.

Foi exatamente isso que assisti em “Duelo de Titãs”. Um filme que mexe com valores “fora de moda” como lealdade, dignidade e amizade, emociona, expõe o ridículo do preconceito racial e não tem medo de ser piegas. Com mensagens edificantes e música eloqüente mostra que saber lidar com as diferenças individuais pode representar a chave do sucesso na condução de um time.

É um filme sobre os mais profundos sentimentos humanos. E isso não tem nacionalidade nem regras de futebol que nos impeçam de entender.

Deixe o preconceito de lado e experimente a arte da liderança.


 

Ana Maria Magni Coelho

Abril/2009

 
11 mai 2009

A MULHER DO TERCEIRO MILÊNIO

No Comments Ambiente de Trabalho, Carreira, Empreendedorismo Feminino, Liderança, Mercado, Relações de Trabalho

Esse foi o primeiro artigo publicado por mim em um veículo de comunicação de Mogi das Cruzes. Cidade que eu adotei e pela qual assumi um amor e carinho enormes!

 

É aqui que desejo evoluir profissionalmente e onde desejo ver os meus filhos transformarem-se em homens.
Não adianta… Nós, mulheres do terceiro milênio, viveremos sempre essa dualidade de papéis. Você se incomoda?!? Eu preciso confessar que A-D-O-R-O.
Escrever o artigo foi um imenso desafio, pois não é fácil não parecer feminista ou não dar a impressão de "levantar uma bandeira" da igualdade a qualquer preço.
 

lounge-empreendedor-mulher-terceiro-milenio

A MULHER DO TERCEIRO MILÊNIO

Mulher Brasileira Agrega Valor ao Universo Empreendedor e prova que competência independe do gênero.

 
O século XX foi, com certeza, o século da emergência da liderança feminina e de nossa visibilidade no cenário internacional. As centenas de processos locais, regionais e mundiais que conduziram a este resultado trouxeram à luz a necessidade de rever todas as formas de convívio humano e de organização social, com o intuito de assegurar para mulheres e homens relações de equilíbrio e harmonia e, para as organizações, formas menos autoritárias e verticais de existir. Na realidade, nenhuma organização escapa desta necessária revisão de paradigma, desde a organização familiar até as organizações multinacionais, passando pelas micro e pequenas empresas.
As mulheres vêm aumentando sua atuação em posições de liderança nas empresas e conquistando mais terreno no espaço público. Hoje, somos mais da metade do mercado de trabalho, a maioria nas Universidades, temos as melhores notas e ainda assim é baixa a proporção de mulheres em cargos de decisão nos diversos segmentos, já que ocupam apenas 1 a 2% dos cargos de direção e ganham pelo menos 30% menos que um colega masculino do mesmo nível.
Já no ambiente das micro e pequenas empresas brasileiras é muito relevante a presença das empresas criadas e lideradas por mulheres, que dessa maneira, não só constroem para si uma alternativa de inclusão ou de permanência no mercado de trabalho, mas também geram empregos e promovem inovação e riqueza, contribuindo para o desenvolvimento socio-econômico dos municípios onde se instalam e conseqüentemente de todo o país.
A participação da mulher brasileira no universo empreendedor cresce a cada dia. De acordo com pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o empreendedorismo feminino do Brasil é o sexto mais atuante do mundo, com taxa de 10,8%. Fica abaixo apenas dos índices da Venezuela (23,86%), Tailândia (19,33 %), Jamaica (15,69 %), Nova Zelândia (13,75 %) e China (11,6%). Em números absolutos, as mulheres brasileiras que lideram empreendimentos em estágio inicial (com até três anos e meio de existência) ocupam o terceiro lugar (estimado em 6,3 milhões de mulheres). Ficam atrás apenas das norte-americanas (8,9 milhões) e das chinesas (44,8 milhões).
O que isso pode significar?
Que a multiplicidade de papéis embora seja considerada uma característica do universo feminino, pode levar ao reconhecimento de um talento nas mulheres para fazer e pensar várias coisas simultaneamente. Quando bate realmente a necessidade, as mulheres vão à luta e acreditam na sua capacidade de empreender. No entanto, o acúmulo de tarefas – públicas e privadas – rotulado de "dupla jornada" é, freqüentemente, considerado causa ou origem de conflitos e desgastes.
Mas podemos pensar diferente… Quebrar este mito.
A experiência de ser empreendedora proporciona satisfação às mulheres, pois é mediadora de um forte sentimento de auto-realização, que se reflete, é claro, em nossa própria auto-estima. Por outro lado, a grande satisfação decorre do fato de que o negócio próprio é algo com que se identificam, ao qual se dedicam com paixão e que lhes possibilita criar e afirmar seus próprios valores, na medida em que há autonomia, independência e liberdade para ter iniciativa e desenvolver idéias. Complementarmente, as empreendedoras derivam sua própria satisfação da satisfação dos clientes e do reconhecimento manifestado pelo mercado.
Com um estilo próprio de liderar, guiado pela intuição, a mulher conquistou a forma de liderar valorizada pelo terceiro milênio e pela era do conhecimento. A mulher rejeita o gerenciamento autoritário em prol de uma postura que concede autoridade às pessoas, aumentando, assim, a produtividade e os lucros da empresa. Estimula a participação, divide o poder e a informação. Aprendemos a utilizar habilidades internas e externas, fazendo uma combinação harmoniosa entre a lógica e a intuição, entre a emoção e a inteligência.
Até mesmo pela vivência familiar, a liderança feminina também tem um comportamento que aglutina as pessoas. Tem disposição para ser interrompida e, em vez de avaliar esse fato como um entrave, considera-o uma oportunidade de ensinar e interagir. Tolerar ambigüidades e fazer várias coisas ao mesmo tempo nos habilita à polivalência, tão necessária e tão desejada nos dias de hoje.
E você, homem, que encontrou um tempo para ler esse artigo, não se sinta menosprezado. Basta que todos nós passemos a considerar o lado humano no gerenciamento de um negócio como uma imensa colcha de retalhos. Liderar pessoas e conduzir um time pelo caminho de sucesso envolve uma combinação de intangíveis que inclui abordagens motivacionais, gerenciamento de conflitos, habilidades de comunicação oral e escrita e formas particulares de tomada de decisão. Abrange sutilezas culturais, estratégias de negociação e técnicas de interface. Inclui o lado comportamental de planejamento e o papel especial de considerar-se gerenciando pessoas.
E pessoas são o recurso mais valioso de qualquer empresa!

 

ANA MARIA MAGNI COELHO
março/2007.
 
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