Archive for Ambiente de Trabalho

19 abr 2016

NÃO SE DISCUTE

No Comments Cidadania, Comportamento, Democracia, Relacionamento Interpessoal, Relações Humanas, Sociedade e Política

Ensina a sabedoria popular que “política, futebol e religião não se discutem”. Você concorda?

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Sinceramente, considero o ditado de que "política, futebol e religião não se discutem" batido, surrado e mentiroso. Somos adultos, certo?!? Mais do que nunca, deveríamos nos unir para conversar sobre estas três dimensões que se tornaram o palco dos grandes problemas do mundo. Basta um pequeno olhar à nossa volta: impeachment, retorno da CPMF para cobrir gastos do governo, alta do dólar, transferências milionárias de jogadores entre times, presença do Papa em Cuba, guerras em nome da paz…

Claro, que no passado tal afirmação trazia consigo o medo de que a paixão – ou talvez o fanatismo – por time A ou B, religião C ou D, partido X ou Y, não nos permitisse o diálogo. Mas é preciso reinventar o dito com tolerância, abertura, aceitação ao outro e autoconhecimento.

Muitas pessoas se inflamam tanto ao defender suas ideias, colocam tanta paixão em seus discursos que há a impressão de que querem brigar. Alguns querem, de fato, convencer de que sua opinião é a mais acertada e deixam os ânimos se acirrar. Entrar em uma discussão com uma atitude mental de "eu ganho", "você perde", "eu tenho razão", "você está errado", "eu falo" e "você fica calado", claramente, não ajuda a desenvolver boas relações. Será que você quando se vê contrariado em seu ponto de vista, sente-se rejeitado e age dessa forma?

Devemos aprender a lidar com a diversidade, dispostos a recuar quando temos nossas convicções feridas e tentar olhar de outra perspectiva. No caso do futebol, parece ser mais fácil. Brinca-se muito, um desqualifica o time do outro para na semana seguinte ser a vez do colega cujo time ganhou a partida brincar com a ineficiência do time do amigo. Dificilmente, vemos um caso de amizade que se desfaz porque as pessoas torcem por times diferentes, embora ainda existam casos extremos em que torcidas matem umas às outras nos estádios.

Já sobre a política, estamos nos tornando um povo mais antenado e consciente, que vem adquirindo uma visão mais macro de mundo. Saímos do silêncio da ditadura, passamos por uma fase de transição e com o amadurecimento da democracia conquistamos um nível de politização importante que nos faz cidadãos mais atuantes e preocupados com os problemas do país. Mas, eis aí um perigo: se não avançarmos no entendimento sobre as questões que envolvem as políticas públicas, suas reformas e consequências, estaríamos mesmo discutindo ideias ou apenas pessoas? Reclamar de um congresso oportunista não altera nossa posição de responsáveis pelo o que elegemos.

Agora se futebol e política parecem complicados pra você, religião está numa categoria ainda mais delicada. O tabu é tamanho que a ausência de debate se observa numa espécie de proteção ao crente: questioná-lo corresponde a um gesto de ofensa. Pautada por questões não mensuráveis, a escolha da religião dá-se pela fé e por uma convicção que fala diretamente à alma e às crenças aprendidas e aceitas. Mas isso não a torna intocável, afinal não é preciso concordar com uma opinião diferente da sua nem é preciso abrir mão de suas convicções para conviver.

Por isso, acredito que chegou a hora de substituirmos o velho ditado pelas lições de economia e administração sobre Ponto de Equilíbrio e encontrarmos tais pontos comuns para o verdadeiro exercício de civilidade, generosidade e aceitação.

17 set 2015

PRODUTIVIDADE: FAÇA ACONTECER!

No Comments Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Boas Práticas, Empreendedorismo, Gestão de Pessoas, Gestão do Tempo, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Produtividade, Qualidade de Vida

Você sente que nunca tem horas suficientes no seu dia para fazer tudo o que você precisa? A boa notícia é que você não é o único!

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Não sei você, mas eu tenho um monte de pepinos para resolver. Eu costumava ter e-mails brotando igual mato na minha caixa de entrada, uma lista de tarefas quilométrica e aquelas ideias de negócios, uma delas que eu estive pensando em começar por fora há quatro anos, implorando pela minha atenção…

Ok, esse último eu ainda não consegui resolver, mas pelo menos eu melhorei na parte de controlar o monstro de duas cabeças dos e-mails e do gerenciamento de tarefas. E é assim que você também pode se tornar um ninja da produtividade:

passo 1: mude sua mentalidade 

Esqueça a gestão do tempo e pense sobre o fluxo de trabalho (workflow) e gerenciamento de energia.

Temos 100 mil bilhões de neurônios, mas só podemos manter sete coisas na nossa cabeça ao mesmo tempo. Isso significa que você precisa tirar coisas da sua cabeça e colocá-las em um sistema. No Unreasonable Institute usamos o Asana, mas eu também adoro o Smartsheet para a gestão de projetos; também já usamos o Trello e até mesmo o velho e bom sistema de papel e caneta (apesar de eu achar que os perco mais facilmente). Escolha um sistema e fique com ele.

passo 2: lembre-se de que checar o e-mail não é o seu trabalho 

Pode ser tentador dar uma olhada no seu e-mail à procura de coisas mais fáceis ou interessantes para fazer, mas isso só suga o tempo que você deveria estar dedicando a outras prioridades. Além disso, geralmente isso produz muito pouco em termos de resultados concretos. Então trabalhe na implantação das seguintes estratégias de gestão de e-mail:

  • Desligue as notificações: Aquelas coisas que aparecem no canto da tela são mais viciantes que crack e tão distrativas quanto, para terminar de fazer as coisas.
  • Verifique se o seu e-mail 3 vezes ao dia: Limite o número de vezes que você checa a sua caixa de entrada, assim você vai ser mais eficiente na hora de responder aos e-mails. Eu verifico o meu às 9h, às 12h e às 16h todos os dias. 
  • Aqui está um desafio: tente reduzir isso a apenas uma vez por dia (isso ainda é ninja demais para mim, mas é aonde quero chegar!). E, a propósito, verificar seu e-mail constantemente é TOC (transtorno obsessivo compulsivo)!
  • Reduza sua caixa de entrada a zero todos os dias. O Email Game da Baydin é uma maneira divertida e rápida de fazer isso. Passe entre 15 e 30 minutos usando esse programa para garimpar os seus e-mails.
  • Avise as pessoas sobre os seus hábitos de e-mail. Por exemplo, adicione uma observação à sua assinatura dizendo: “Eu leio e-mails uma vez por dia. Se for urgente, me ligue!”
  • Só mande e-mails para quem realmente precisa vê-los, isso significa reduzir o número de Cópias e Cópias Ocultas que você manda. Afinal, da mesma forma, você não quer desperdiçar o tempo dos outros.
  • Use abreviaturas: Se você conseguir colocar toda a sua mensagem na linha de assunto, faça isso! E coloque EOM depois, o que significa end of message ou “fim da mensagem”. Se o e-mail só traz informações de que os destinatários precisam saber, coloque PSC no final do seu e-mail, geralmente no corpo. Isso significa “para seu conhecimento” e indica que a pessoa não precisa responder.
  • Leia newsletters uma vez por semana.Crie uma pasta separada contendo todas as newsletters que você assina e não a abra até que você tenha tempo para se sentar e ler tudo.
  • Não use sua caixa de entrada como uma lista de afazeres

Quando você recebe um e-mail, tem as seguintes opções:

  • Excluí-lo;
  • Delegá-lo, ou seja, encaminhá-lo para outra pessoa para que ela lide com ele;
  • Respondê-lo — se achar que isso levará menos de 2 minutos, faça-o imediatamente;
  • Adiá-lo, isto é, colocá-lo na sua agenda para resolver mais tarde ou usar o ferramentas como o boomerang para que o e-mail volte para a sua caixa de entrada mais tarde;
  • Ou colocá-lo no seu sistema de gerenciamento de tarefas.

PASSO 3: USE ESTES TRUQUES.  

Existem ainda mais alguns truques que podem torná-lo ninja da produtividade e fazê-lo resolver as tarefas de forma mais fácil:

Engula o sapo!

Isso significa fazer a coisa mais difícil primeiro. E também significa combinar o seu nível de energia com a demanda do trabalho. Eu sempre agendo minhas tarefas mais difíceis para os primeiros horários da manhã, pois é quando tenho energia suficiente para enfrentá-las, deixando as tarefas mais fáceis para a tarde.

Cronometre suas tarefas

lounge-empreendedor-gestão-de-tempoSe a tarefa é difícil, você tem duas opções:

  1. Ligue o cronômetro e trabalhe nela por um período específico de tempo;
  2. Identifique uma tarefa e trabalhe nela por 10 minutos e faça uma pausa de 2 minutos; em seguida, fique em uma outra tarefa por 10 minutos e fala outra pausa de 2 minutos — faça isso por cinco vezes e você terá começado cinco grandes projetos. Ou você pode fazer isso com um único projeto.

Reduza seu tempo cinza

Seu tempo pode ser definido como branco, preto ou cinza. O branco se refere ao tempo passado com amigos e família, quando você está fazendo as atividades que não são relacionadas ao trabalho. O preto refere-se ao tempo passado trabalhando e resolvendo suas tarefas. E, por último, o cinza se refere ao tempo gasto entre os dois, o que deve ser evitado — trabalhar no seu laptop enquanto assiste à TV definitivamente é tempo cinza. Sendo assim, escolha: você deve ou trabalhar ou assistir a TV — fazer os dois não é nem relaxante nem produtivo. Separe de forma clara o seu tempo e espaço entre vida profissional e a vida doméstica.

Configure os sistemas de comunicação

Isso é especialmente importante em um escritório aberto, porque é fácil ser interrompido ou interromper os outros. Para evitar que isso aconteça, definia limites sobre quando você está disponível e quando não está. Coloque os fones de ouvido ou invente uma maneira divertida de dizer “não perturbe” (por exemplo, usando um chapéu vermelho).

Trabalhe em etapas

Faça todos os seus calls, por exemplo, em conjunto, mesmo que estejam divididos entre projetos diferentes.

Agende uma “reunião para uma pessoa”

Reserve uma sala de reuniões para utilizar sozinho ou vá a um café e concentre-se no que você precisa fazer. Esse é seu tempo reservado para focar.

Organize as suas listas de tarefas pelo contexto delas

Por exemplo, suas listas podem ser divididas em: 1) Lista de calls; 2) lista de afazeres de casa; 3) lista de afazeres do trabalho; e 4) lista de e-mails para enviar.

Ligue o modo chefe

É tentador se sentir constantemente pressionado a “fazer”, mas, sendo da liderança, às vezes você precisa parar de fazer para pensar. Tire um tempo (eu faço isso no final do dia ou durante a manhã) para olhar para o dia ou a semana anterior, rever projetos e ações e quebrar os grandes projetos em tarefas gerenciáveis ​​(por exemplo: se você está saindo de férias, pesquise online, verifique os preços, reserve e pague).

Saiba que você sempre vai ter mais para fazer do que você consegue

Você sempre terá mais demanda do que tempo, e você sempre vai querer colocar as mãos em tudo. Mas você não consegue fazer isso — ninguém consegue, mesmo que algumas pessoas pareçam poder. Por isso, trabalhe de forma eficiente, descanse bastante e tire um tempo para curtir. Já dizia James Howell: ““Trabalho sem diversão faz de Jack um bobalhão”.

 

Verity Noble é VP de Operações do Unreasonable Institute

Leia mais em Endeavor 

Artigo originalmente publicado no blog do Unreasonable Institute

 

12 set 2015

AFINAL, O QUE A GERAÇÃO Y QUER?

No Comments Carreira, Comportamento, Economia, Empreendedorismo, Gestão de Pessoas, Liderança, Mercado, Relacionamento Interpessoal, Relações de Trabalho

Beirando os 30 anos, a Geração Y está com tudo. Conheça um pouco mais sobre o perfil dessa importante força de trabalho. 

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A Geração Y, desde que a nomenclatura foi criada, vem dando o que falar. Para quem não sabe exatamente, é o nome dado às pessoas nascidas entre os anos 80 e 90. Uma geração que já beira os 30 anos e já está com presença sólida no mercado de trabalho. Mas você já parou para pensar como eles se comportam no mundo dos negócios? Quais seus objetivos? Como reter e engajar esses talentos?

Diferente da Geração Z – aqueles nascidos a partir de meados dos anos 90, a Geração Y cresceu em meio as transformações que a internet causou no mundo. De uma infância sem acesso à rede para uma adolescência e começo da vida adulta impactada radicalmente pelas transformações que a sociedade viveu a partir dos anos 2000.

A GRANDE MARCA REGISTRADA DA GERAÇÃO Y TALVEZ SEJA O EMPREENDEDORISMO.

E talvez você mesmo seja um empreendedor dessa geração. Estamos falando de jovens com segurança para arriscar (o que é mais do que fundamental para quem quer empreender), de pessoas que deixaram de lado as carreiras tradicionais para criar seus próprios empregos e que buscam uma vida mais livre, com equilíbrio entre desenvolvimento pessoal e profissional, propósito em suas atividades e ter conquistas que estão muito além do dinheiro.

Afinal, o que a Geração Y quer?

Talvez você, empreendedor, deve ter se identificado com a descrição acima. Então, também deve estar vivendo na pele outro lado da moeda: como é ter um funcionário com “cabeça Y”? O que é preciso para reter e engajar esse funcionário? Quais suas motivações? Por que esse jovem talento optaria pela sua startup e não por qualquer outra?

Mais uma vez, estamos falando de uma força de trabalho que não busca apenas remuneração financeira. Eles querem ser reconhecidos, precisam se sentir livres e empoderados para tomar decisões, e buscam ambientes de trabalho onde possam confiar em seus colegas, crescer junto com a empresa e causar impacto genuíno.

Esta matéria da Exame apresenta um levantamento da consultoria Universum, realizado com jovens de sete áreas de estudo: administração de empresas, engenharia, tecnologia da informação, direito, saúde e medicina, ciências naturais, humanidades e educação, sobre o que eles buscam em suas carreiras. Foi possível perceber uma importante tendência: a busca por uma divisão equilibrada entre a vida pessoal e a carreira. Já a estabilidade no emprego é um objetivo que vem ganhando mais importância nos últimos dois anos. “O aumento da instabilidade econômica faz subir a preocupação com a segurança no emprego”, diz André Siqueira, gerente de operação da Universum no Brasil.

O site Knoll, especialista em estudar a relação de pessoas e seus ambientes de trabalho, separou uma lista com alguns dos valores da geração Y. Se liga:

  • Meritocracia: Essa geração acredita que alguém que tenha talento e trabalhe bem deve ser bem sucedida;
  • Camaradagem: O sucesso obtido em grupo é melhor do que obtido individualmente.
  • Fazer diferente: A geração Y não acredita em fazer algo só porque é o jeito como sempre foi feito. Preferem procurar uma maneira nova e melhor de executar uma tarefa.
  • Independência: Funcionários com cargos diferentes e tarefas diferentes devem ser tratados individualmente, não como uma coisa. Ou seja, quem faz a limpeza, não precisa chegar no mesmo horário de quem cuida da direção de arte, e por assim em diante.

A geração Y não está preparada para frustrações

Como nem tudo é perfeito, essa super força de trabalho, esse jovem criativo, inovador, fazedor e cheio de gás também não chega perfeito e pronto ao mercado de trabalho. Mas quem chega? De acordo com Sidnei Oliveira, especialista consultado pela Época Negócios, o jovem da Geração Y não sabe lidar com frustrações. “Nesses últimos 20 ou 30 anos, nós não preparamos o jovem para lidar com as perdas. De alguma maneira, a sociedade e a família mudaram o seu discurso e sua forma de lidar com os filhos, protegendo eles de frustrações o máximo que era possível. Ou dividindo essa carga, em uma espécie de companheirismo”.

Para o especialista, essa proteção fez com que os jovens se tornassem mais frágeis para o mercado de trabalho. “Ele entra nesse mundo qualificado em termos acadêmicos. Mas, não tem muita “casca”, cicatriz, que dê força para suportar a realidade da consequência. Mais do que isso, o jovem espera que o mundo corporativo trabalhe a favor dele. Ou que os gestores ajam como os pais, dividindo a responsabilidade, protegendo e dando benefícios antes das consequências. Só que a vida reaI funciona diferente”

Como lidar com o choque de gerações dentro de equipes?

Essa pergunta preocupa muitos empreendedores. Como compatibilizar aquela liderança de outra geração, que já sabe tudo sobre a empresa e o mercado; com esse jovem cheio de gás, energia para transformar, que não tem medo de dar sua opinião ou questionar lógicas pré-estabelecidas?

A revista Exame traz um breve depoimento da diretora da People+Strategy, Célia Foja, sobre como motivar um time Geração Y. Para ela, o encontro de gerações precisa ser pensado como uma oportunidade de crescimento e aprendizado entre todas as partes. Ela vai além e fala da importância da retroalimentação. “É uma geração que busca feedbacks. Aproveite essa oportunidade. Sente e discuta. Dê a ele os horizontes, a dimensão daquilo que ele faz bem e daquilo que ele precisa melhorar”

O que eles esperam de seus líderes? A resposta é: mais do que líderes, que eles sejam mentores

A matéria da revista Época Negócios mencionada anteriormente traz uma entrevista com Sidnei Oliveira, que é especialista em gerações e autor do livro Geração Y: o nascimento de uma nova versão de líderes (Editora Integrare). Sobre a importante questão: o que os jovens  geração Y esperam de seus líderes?”. ele afirma: “O jovem declara esperar uma coisa, mas eu acho que ele espera outras. Ele declara que espera do líder: compreensão, paciência, desafios, delegação e confiança. Mas, ele está esperando que o gestor passe uma procuração, para daí ele entrar no jogo e protagonizar. E isso é o que ele declara e o que mais a gente vê nas pesquisas. Olhando bem o jovem e tentando entender o que está por trás dessa declaração eu percebo que o que ele realmente espera dos líderes é uma condição de referência que ele não tem encontrado. Os líderes, no geral, estão muito ocupados executando as tarefas, controlando as equipes e eles não têm se preocupado em ser referências para os jovens. O que os jovens mais precisam nesse momento é de referência, de mentores. Hoje, a geração Y tem muita dificuldade de olhar para alguém mais velho e enxergá-lo como alguém de referência, como um mentor que de alguma maneira possa inspirá-lo a tomar uma decisão ou caminhar em uma direção. Não é aconselhar, é inspirar. É diferente de dar um conselho, ou um palpite”.

Outros dados que valem a pena serem analisados é uma pesquisa feita pelo Intelligence Group sobre o comportamento da Geração Y:

  • 64% deles dizem que querem um trabalho que ajude a fazer um mundo melhor;
  • 72% querem ser seus próprios chefes, mas se não conseguirem, querem um patrão que assuma a função de treinador ou mentor;
  • 88% preferem uma cultura de trabalho colaborativo ao invés de um ambiente competitivo;
  • 74% querem horários de trabalhos flexíveis;
  • 88% querem um melhor equilíbrio entre a vida e o trabalho.

Estamos falando de profissionais que querem focar no plano a longo prazo e não só no pagamento no fim do mês; de uma empresa que reconheça seus talentos e seu respectivo trabalho duro. Para eles, chega daquela simples divisão de cargos em funcionário, gerente e diretor. Já existem muitas camadas aí no meio e um bom trabalho deve ser reconhecido. Independente de crise ou não crise.

O grande segredo para reter um jovem talento geração Y é diálogo aberto.

Esse jovem quer fazer, quer transformar e realizar, cabe aos seus líderes, mentores e gestores criarem o campo ideal para que ele cresça e faça a empresa crescer junto com ele. Boa sorte!

Fonte: Endeavor 

10 set 2015

SEU CORPO FALA

No Comments Coaching, Comportamento, Liderança, Relações Humanas

A linguagem corporal também faz parte do processo de comunicação. Fique ligado! Seu corpo pode falar o oposto daquilo que você diz.

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“O corpo fala”, provavelmente você já ouviu isso por aí, não é mesmo? Ou então, já viveu na pele. Sabe quando um amigo está com a cara amarrada, parecendo tenso e você sabe que há algo errado, mas a pessoa insiste em dizer que não? É a postura da pessoa que entrega a forma como ela está se sentindo, que transmite ao outro tensão, alegria, relaxamento, medo ou qualquer outra emoção. Isso se chama linguagem corporal.

Como empreendedor, a linguagem corporal é um aspecto muito importante, e que você deve trabalhar. E se você precisar convencer um investidor a fazer um aporte no seu negócio, mas transparecer insegurança? E se um cliente for muito chato e ele perceber que você está pensando isso sobre ele? E se você precisar motivar e inspirar sua equipe – e enquanto líder você precisará – e eles perceberem a tensão e preocupação por trás das suas palavras?

É MUITO IMPORTANTE TRABALHAR A LINGUAGEM CORPORAL, EM PRIMEIRO LUGAR, PARA QUE SEU CORPO NÃO TE DENUNCIE. EM SEGUNDO PARA QUE VOCÊ SAIBA COMO USÁ-LO A SEU FAVOR: TRANSMITINDO FIRMEZA, SEGURANÇA E CONFIABILIDADE.

Este artigo traz dicas para uma negociação matadora. Entre elas, está a tal da linguagem corporal. “É muito importante demonstrar confiança e se apresentar como uma pessoa amigável. Devemos evitar a todo custo demonstrar insegurança e nervosismo, já que isso pode ser interpretado pela outra pessoa como uma fragilidade e uma oportunidade para avançar as questões de seu interesse. Já que nenhuma dessas questões são objeto da conversa em si, temos que procurar demonstrá-las com a sutileza da linguagem corporal.”

Use o tom da sua voz, gestos e expressões a seu favor. Entusiasmo, contato visual e estar posicionado em direção ao seu interlocutor são técnicas utilizadas por pessoas persuasivas. Uma linguagem corporal positiva fará com que as pessoas acreditem o que você está dizendo como válido. O jeito como você fala é tão importante quanto o que você diz.

A seguir confira algumas dicas valiosas para trabalhar a sua linguagem corporal:

  • Cuidado com as diferenças culturais: este texto da Associação Brasileira de Coaching traz um panorama interessante sobre o assunto. O artigo frisa a importância de prestar atenção às regras culturais de cada local. Pode ser que um gesto que parece muito normal no Brasil seja ofensivo para uma pessoa de outra nacionalidade. “Esse aspecto é extremamente influenciado por fatores culturais, sociais e psicológicos. O ambiente no qual o indivíduo está inserido irá determinar a forma como ele irá se comunicar. Gestos e expressões não verbais são interpretados de maneiras diversas em um país, região ou até mesmo em uma empresa. Por isso, é fundamental observar e se adequar aos locais onde precisará se fazer entender da melhor possível”.
  • Autoconhecimento: o primeiro passo, sempre, é se conhecer:  Outro ponto que o artigo traz com destaque diz respeito ao autoconhecimento. Bom, já falamos bastante aqui sobre a importância de se conhecer muito bem. Quando um empreendedor sabe de suas competências e limitações, ele consegue focar no seu desenvolvimento. O mesmo vale para sua linguagem corporal. Somente tendo consciência de como você se mexe e se expressa é possível trabalhar isso. “Ter consciência dos sinais que você emite é importante para saber o tipo de informação que se deseja partilhar. Para isso, também é preciso identificar qual postura é a mais ideal para cada situação. Estudos sobre a expressão corporal estão sendo intensificados nos últimos anos por profissionais das áreas de psicologia e sociologia, para identificar os sentimentos e expressões não comunicados por palavras”, traz o texto.

Quer uma dica? Comece a se gravar quando for falar em público, ou até mesmo em reuniões e depois se assista. não tenha vergonha. Esse exercício pode te trazer muitos insights sobre a forma como você se posiciona em uma conversa.

O que a ciência diz…

Esta matéria da revista Galileu traz algumas dicas (todas embasadas cientificamente) de linguagem corporal. Em primeiro lugar, você deve investir na sua postura. “Ter uma boa postura não é bom só pelo jeito que os outros te enxergam. Isso também muda a forma como você lida com as coisas ao seu redor. Estudos já comprovaram que pessoas que sentam de forma correta recebem mais elogios ligados a profissão”, aponta a matéria.

Outra dica é cumprimentar as pessoas antes e depois de fechar negócio. De acordo com o texto, um simples cumprimento transmite a sensação de animação e cooperação. Pessoas que dão as mãos antes e depois de uma negociação fazem propostas mais justas do que pessoas que vão direto pro assunto. Além disso, um aperto de mão firme passa a confiança necessária para um acordo ser estabelecido.

Além disso, a matéria traz a informação de que um estudo da Universidade de Duke descobriu que 125 Hz é a frequência ideal para um som agradável e que pessoas que falam mais baixo têm mais autoridade em um grupo. Os pesquisadores analisaram 792 chefes executivos americanos. O resultado foi impressionante: uma diminuição de 22 Hz em nossa frequência vocal pode implicar em aumentos reais de salários.

Por fim, vale lembrar do bom e velho tapinha nas costas. De acordo com estudo realizado pela Universidade de Cornell, o toque nas costas pode transformar as pessoas. Os pesquisadores analisaram clientes de um comércio americano e apenas 12% dos que não foram tocados deixaram gorjetas. O número aumenta para 14%, com os que receberam tapinhas nas costas, e para 17% os que receberam toques e apertos de mãos. Além disso, os tapinhas transmitem cumplicidade, o que faz com que os clientes passem mais tempo em seu comércio jogando conversa fora.

Bom, agora você já conhece um pouco mais sobre linguagem corporal. A mensagem que fica é:

VOCÊ SEMPRE PODE APRENDER ALGO NOVO E MELHORAR SUA POSTURA ENQUANTO LÍDER E EMPREENDEDOR. 

Boa sorte!

Fonte: Endeavor 

09 set 2015

GAMIFICATION E RESULTADOS

No Comments Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Aprendizagem, Capacitação, Educação, Gestão de Pessoas, Trabalho em Equipe, Vendas

Como tornar a dinâmica de trabalho mais leve e engajar a equipe de campo no cumprimento de suas metas? 

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O Gamification é uma estratégia que consiste em oferecer incentivos a funcionários ou clientes por meio de mecânicas de jogos. Mais do que um modismo de gestão, o Gamification tem mostrado resultados sólidos e, ao longo dos últimos anos, sua adoção teve crescimento relevante nos mais diversos mercados.

Grandes empresas no mundo todo, como Coca-Cola, AOL, Dell, Nike, Nissan e Pepsi já colocaram essa estratégia em prática. De acordo com o relatório do Gartner, “Gamification 2020: What Is the Future of Gamification?”, algumas das aplicações mais comuns do Gamification estão nas áreas de desempenho de funcionários, gestão da inovação, aprendizado e educação, desenvolvimento pessoal e envolvimento do cliente.

O Gartner ainda projeta cenários em que o Gamification, combinado a outras tendências e tecnologias emergentes, pode promover mudanças significativas em diferentes áreas dos negócios, principalmente na melhora do desempenho dos times de vendas. O uso do Gamification facilita o engajamento para o cumprimento de atividades estratégicas para o crescimento do negócio.

Um dos casos de sucesso da aplicação do Gamification é seu uso como funcionalidade em aplicativos móveis para automação da força de vendas em campo, execução de varejo, logística e toda ferramenta que cobre o processo comercial de empresas de bens de consumo.

Nesses casos, os vendedores que trabalham em campo, a partir de seu dispositivo móvel, podem acompanhar o próprio desempenho em relação a seus pares no trabalho, além de poder conquistar prêmios específicos e até mesmo apoiar os colegas para alcançar os objetivos da equipe como um todo. É possível acompanhar sua posição no ranking de vendas da empresa e seguir outros indicadores, de acordo com o perfil do negócio e as necessidades específicas de cada posição na empresa.

Em paralelo, o gestor consegue visualizar o desempenho geral e o cumprimento detalhado das métricas de cada funcionário de seu time, além de propor novas recompensas de acordo com o desempenho mais apropriado para cada vendedor, desde aquele que alcançou o maior volume em vendas até o que vendeu o mix mais adequado de produtos. Essa visão geral do cumprimento das metas da equipe e a flexibilidade de ajustes durante o processo de vendas garantem melhores resultados aos negócios.

POR QUE VOCÊ DEVE ENTRAR NESSA?

  • Melhor Desempenho: A possibilidade de identificar como os melhores profissionais do time trabalham torna mais fácil entender o que eles fazem para se diferenciar dos demais. Essas estratégias individuais podem ser replicadas para todo o grupo, aumentando o desempenho geral.
  • Gestão em Tempo Real: A ferramenta de Gamification permite a gestão das métricas em tempo real, à medida que os dados dos funcionários são automaticamente compilados e analisados em relatórios e dashboards disponibilizados imediatamente ao gestor de equipe.
  • Visão Sistêmica: A visão geral da evolução das métricas das equipes de trabalho permite que o gestor tome rápidas decisões sobre possíveis mudanças estratégicas ou de processos, possibilitando posicionamento mais ágil e efetivo em relação à concorrência.
  • Turn over: Equipes que utilizam o Gamification têm o turn over reduzido em até 50%. Isso ocorre, porque a estratégia de premiação é transparente e baseada em resultados objetivos. Os vencedores são premiados e reconhecidos por seu esforço e dedicação, gerando um ambiente de competição saudável e sem desconfortos.
  • Engajamento: Com critérios objetivos e metas claras, a empresa concede ao time de campo as mesmas oportunidades, fazendo com que o processo seja meritocrático. Fica mais fácil conquistar o engajamento desses profissionais quando as métricas são claras.
  • Treinamento: Com a redução do turn over e o maior engajamento do time de vendas, as empresas conseguem reduzir o investimento inicial de treinamento para novos funcionários. O valor dessa redução pode ser investido em outras formas de recompensa que contribuam para a melhoria do desempenho das equipes.

 

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Se você se animou, para garantir a implantação bem-sucedida da estratégia de Gamification, é preciso que toda a cadeia produtiva da empresa e seus processos comerciais estejam mapeados, a fim de que as atividades-chave e suas métricas possam ser definidas de maneira a agregar o maior valor possível ao negócio. Esse é o segredo do sucesso.

Fonte: Sping Global 

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