Archive for Negócios

14 dez 2011

VENDAS DE FINAL DE ANO

No Comments Administração e Gestão, Economia, Natal, Negócios, Vendas

De maneira geral, os empresários brasileiros estão confiantes nas vendas para as festas de final de ano, apesar de admitirem cautela por conta dos reflexos da crise econômica mundial.

A consultora da Fecomercio São Paulo, Fernanda Della Rosa, disse à Agência Sebrae de Notícias que o crescimento econômico no Brasil segue positivo, mas que o cenário mundial é de preocupação com a crise financeira e até mesmo de retração da economia. Mas para ela, mesmo que o Natal de 2011 não seja igual ao de 2010, considerado o melhor da última década – com crescimento de 7,6% em relação a 2009 -, as perspectivas para este ano são boas.

Com aumento nas vendas, ou apostando no crescimento, os donos de micro e pequenas empresas costumam investir na contração de funcionários. A estimativa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) é de que sejam criados cerca de 160 mil empregos temporários – 70% deles no comércio -, para o período de Natal e Ano Novo no País.

12 dez 2011

SIMPLES NACIONAL

1 Comment Negócios, SEBRAE
Desde que foi implantado o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições – Simples Nacional, em 2007, a União, os estados e os municípios arrecadaram R$ 130 bilhões pelo sistema. A informação, segundo o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, mostra a importância das iniciativas em prol das MPEs. 
Barretto comentou ainda que o Simples aumentou o recolhimento de impostos no País, ao ampliar a base de arrecadação. “No início, em 2007, a arrecadação da União, dos estados e dos municípios era de R$ 8,3 bilhões. Em 2011, até o mês de outubro, já foram recolhidos R$ 34 bilhões. É um regime em que todos ganham: as empresas, a sociedade e o governo. Aumenta a formalidade e a base de arrecadação”, analisou Barretto. 

Mas, uma maior arrecadação apenas não basta! É preciso que as instituições de apoio aos pequenos negócios promovam outras articulações políticas que favoreçam a redução da carga tributária como, por exemplo, o fim da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) por meio da substituição tributária ou a entrada de novas categorias econômicas no Simples Nacional, especialmente do setor de serviços.

A substituição tributária ocorre quando uma empresa, normalmente uma indústria ou um atacadista, recolhe o imposto devido pelos demais integrantes da cadeia produtiva. No caso do ICMS, o governo de cada estado determina qual a empresa e os produtos sujeitos a esse regime de tributação. O problema se complica bastante quanto a empresa é optante do Simples Nacional.
Um levantamento realizado pelo Sebrae e pela Fundação Getúlio Vargas, em 2010, mostra que, dependendo do local e do produto, o aumento entre o imposto pago no Simples Nacional e o cobrado via substituição tributária se aproxima de 700%, o que acaba minimizando uma série de efeitos positivos obtidos pela Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.
Entre 26 e 30 de março de 2012, acontecerá um seminário nacional em Brasília para ampliar o diálogo com os municípios em torno das possibilidades de promover o desenvolvimento municipal a partir do incentivo às micro e pequenas empresas. É possível que o poder público municipal ofereça tratamento diferenciado ao Empreendedor Individual (EI), principalmente nas licenças para funcionamento das atividades, favorecendo a formalização e ampliando o acesso a novos mercados por tais empreendedores. Outro aspecto possível (e para o qual já vi resultados bem interessante em Mogi das Cruzes) é o acesso de micro e pequenos negócios às compras municipais.
Fique de olho e prepare-se!
Cada um de nós pode articular um novo (e maior) espaço para concretização de seus negócios!
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10 nov 2011

REAJUSTE DO SIMPLES

No Comments Empreendedorismo, Negócios, Pequena Empresa
“País rico é país sem pobreza. E país sem pobreza é um país com classe média forte”
(Dilma Rousseff)

A presidente Dilma Rousseff sancionou hoje o projeto de lei que altera o Simples Nacional e o Empreendedor Individual. A cerimônia, marcada para as 11 horas, no salão nobre do Palácio do Planalto, contou com a presença de ministros, parlamentares, empresários e integrantes de instituições de apoio aos micro e pequenos negócios, como o Sebrae.
O projeto é de iniciativa do Executivo e depois de enviado ao Congresso no dia 9 de agosto, foi aprovado por unanimidade na Câmara (31 de agosto) e no Senado (5 de outubro). A medida reajusta em 50% os limites de enquadramento e o teto da receita bruta anual das empresas do Simples Nacional. O da microempresa passa de R$ 240 mil para R$ 360 mil e o da pequena sobe de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões. O teto do Empreendedor Individual (EI), categoria jurídica em vigor desde julho de 2009, aumenta de R$ 36 mil para R$ 60 mil por ano.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB/RR), participou do evento e classificou a mudança do Supersimples como fundamental para ampliar o número de beneficiados. “A burocracia diminuiu para fechar vários negócios e será mais fácil o pequeno empresário exportar, pois os tributos diminuíram. Além disso, foi autorizado o parcelamento das dívidas tributárias em até 60 meses.”
A mudança atinge diretamente as mais de 5,6 milhões de empresas, incluindo 1,7 milhão de empreendedores individuais que integram o regime especial de tributação em atividades como cabeleireiras, manicures, costureiras, carpinteiros, borracheiros, eletricistas e encanadores.
O EI também passa a alterar e fechar o negócio pela internet e a qualquer momento. O projeto prevê ainda outras simplificações, como a declaração única, feita via Portal do Empreendedor, no qual também poderá prestar informações sobre obrigações trabalhistas e imprimir os respectivos boletos de pagamento.
Com a sanção da lei, esses ajustes passam a valer no dia 1º de janeiro de 2012. O Simples Nacional reúne seis impostos federais – IRPJ, IPI, PIS/PASEP, Cofins, CSLL e INSS patronal, mais o ICMS recolhido pelos estados e o ISS cobrado pelos municípios.
Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, “a pequena empresa é a base da economia brasileira, por isso é importante o seu fortalecimento. A aprovação é um grande passo no fortalecimento da pequena empresa brasileira e do microempreendedor individual. A partir de agora, a pequena empresa vai poder aumentar seu faturamento pagando menos tributo e exportar em condições mais favoráveis de competição”.
Você pode estar se perguntando: “De que forma isso vai acontecer?”
A nova lei autoriza que as empresas exportadoras optantes pelo Simples tenham o limite de receita bruta anual duplicado. Isso mesmo: d.u.p.l.i.c.a.d.o, ou seja, suas vendas para o mercado externo poderão chegar ao mesmo valor do faturamento bruto anual no mercado interno.
Sem contar que as empresas do Simples que tenham débitos tributários, poderão resolver sua situação através do parcelamento em até 60 meses, o que até agora não era permitido. Atualmente, mais de 500 mil empresas do sistema têm dívidas com os fiscos federal, estadual e municipal e por isso, seriam retiradas do sistema em janeiro de 2012.
O pacote de medidas passa a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2012 e chega em um momento importantíssimo para a economia mundial. “Enquanto outros países discutem as dificuldades financeiras, o Brasil tem outra pauta: de crescimento do mercado interno e do emprego”.
Obrigada, presidenta Dilma Rousseff!
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01 set 2011

NEGÓCIOS MESH E CONSUMO COLABORATIVO

No Comments Negócios, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Viva Positivamente
 
NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO
 
O antigo compartilhamento, escambo, empréstimo, troca ou aluguel de coisas entre as pessoas vem ganhando força e uma forma capaz de transformar os negócios e o modo como consumimos e vivemos. O consumo colaborativo, turbinado e disseminado pelas redes sociais, dispositivos móveis e tecnologias que permitem qualquer pessoa encontrar locais, produtos ou serviços disponíveis e compartilháveis ao redor do mundo criou um novo modelo de negócios.

Conhecidos como “Negócios Mesh”, em função do livro de Lisa Gansky, a idéia principal da proposta é a criação de negócios baseados no compartilhamento em substituição à posse de produtos e serviços.

Se voltarmos no tempo, podemos facilmente nos lembrar de artesãos, comerciantes ou produtores agrícolas trocando produtos entre si sem a necessidade de dinheiro. Perdidas no tempo após o advento do capitalismo, do dinheiro e do paradigma da acumulação de bens, essas práticas podem reduzir a produção desnecessária de novos itens e embalagens, incentivar o reuso e reduzir o impacto sobre o meio-ambiente.

Você já parou para pensar se precisa TER um carro ou se precisa SER transportado?

Ainda que pareça uma loucura, avalie o quanto você precisa realmente possuir as coisas e quais seriam as vantagens de usufruir seus benefícios sob uma perspectiva de compartilhamento e sem os aborrecimentos da propriedade. Se você mora em um apartamento de 50 e poucos m2 sabe que ter um kit completo de ferramentas é um “sonho” praticamente inviável e talvez, por isso, você já tenha emprestado do seu simpático vizinho a furadeira ou a máquina de lavar carros.

A idéia do consumo colaborativo transforma em negócio essa filosofia e sólidos empreendimentos já foram criados em torno de uma economia que substitui as palavras “consumo” e “compra” por “compartilhamento” e “troca”. Uma loja virtual que vende roupas infantis e brinquedos enviados pelos próprios clientes, agências que oferecem carros ou bicicletas para aluguel nos grandes centros urbanos, um site que permite alugar quartos para hospedagem em casas de moradores de vários países, escritórios de coworking ocupados por diferentes pessoas e empresas. Esses são apenas alguns exemplos dessa nova tendência.

Além de criatividade, conectividade e colaboração, negócios mesh devem ter outras características comuns: oferecem produtos e serviços cujo benefício possa ser desfrutado sem a necessidade de possuí-los rompendo o conceito tradicional da propriedade privada individual; contam com serviços ou plataformas que permitem e encorajam o compartilhamento; alavancam os ativos físicos através da redistribuição de produtos usados ou novos que já não são mais necessários e constroem um eco-sistema sustentável em torno de toda a cadeia de consumo.
Consumo que a cada escolha deve se tornar mais consciente. Cidades compactas e com menores espaços domésticos, relações humanas mediadas por mídias digitais, escassez dos recursos naturais e diversos outros fatores nos obrigam a repensar nosso relacionamento com o consumo alinhando valor ao custo real de nossas escolhas.

É inegável que pessoas com interesses semelhantes se unem facilmente para partilhar e trocar ativos menos tangíveis, tais como espaço, conhecimentos e habilidades. A mudança fundamental se dará quando tal compartilhamento chegar também ao nosso relacionamento com as coisas e com as coisas em nossas próprias vidas. Ter não significará ter para sempre!

É claro que as pessoas sempre desejarão possuir coisas, mas a filosofia do consumo colaborativo pode ampliar nossas próprias possibilidades de acesso. Ninguém precisa abandonar seus sonhos ou seu modo de vida. Serviços mesh devem ser convenientes e contribuir para que mais pessoas tenham acesso a bens e serviços de forma mais barata e sustentável do que os possuindo perpetuamente. Já existem, inclusive, clubes de consumo colaborativo para veículos terrestres, aéreos e marítimos na classe AAA (e mais um A apenas para reforçar): Ferrari na segunda, Maserati na quarta, helicópteros na sextas e uma bela lancha aos sábados e domingos. Basta desembolsar adesão e mensalidades para a empresa For Private Motorinvest e tudo estará a sua disposição.

Na verdade, o que importa não é o valor, mas a capacidade de mudança que essa tendência sinaliza. Para serem sustentáveis, negócios mesh devem oferecer ao consumidor acesso a coisas que antes eles não teriam como usufruir, aumentando sua felicidade e reduzindo seu estresse. Uma mesma comunidade poderá compartilhar uma bicicleta ou uma ferramenta com o vizinho e, ao mesmo tempo, não aceitar um serviço de troca de roupas ou alugar o carro nos momentos em que ele fica parado no estacionamento do seu trabalho. A mudança será gradativa, sem nenhuma conotação de filantropia, mas sim, de consciência.



 

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05 jul 2011

UMA BOA CHANCE PARA AGRICULTURA FAMILIAR

No Comments Administração e Gestão, Cidadania, Desenvolvimento Sustentável, Economia, Empreendedorismo, Mercado, Mercado de Trabalho, Negócios
 
Associações e cooperativas da agricultura familiar de todo País já podem procurar uma Superintendência Regional da Companhia Nacional de Abastecimento (Sureg/Conab) de seu estado para entregar proposta de participação no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) colocou à disposição das organizações da agricultura familiar, em 2011, mais de R$ 34 milhões. A liberação do recurso foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última terça-feira (28).
Este recurso permite que várias organizações adquiram a produção dos agricultores familiares, o que certamente contribui para a ampliação de mercado e aumento da renda. O objetivo é que as cooperativas e associações formem seus próprios estoques para comercialização em condições mais favoráveis, seja pelo beneficiamento e agregação de valor ao produto, ou por sua oferta em momentos mais oportunos, em que o preço de mercado esteja mais atrativo para a cooperativa/associação.
O acesso ao recurso se dará por meio da modalidade de Apoio à Formação de Estoques pela Agricultura Familiar (CPR/Estoque), executada pelo MDA, em parceria com a Conab. Em 2010, o MDA disponibilizou cerca de R$ 57 milhões e foram beneficiados cerca de 11 mil agricultores familiares. Nada mal, certo?!?
A meta agora é atender mais de dez mil agricultores familiares. Esta modalidade permite que cada cooperativa e associação da agricultura familiar acesse, anualmente, recursos até o limite de R$ 1,5 milhão. O limite por agricultor familiar associado é de até R$ 8 mil por ano.
As cooperativas e associações que se interessarem, devem encaminhar a proposta de participação para a Sureg no estado em que estão sediadas. Veja aqui o e-mail e telefone da Superintendência Regional do seu Estado.
 

Alimentação Escolar

 
O Apoio à Formação de Estoques dialoga diretamente com a lei nº 11.947/09, que regulamenta o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). As cooperativas e associações, ao formarem seus estoques, conseguem atender com segurança e regularidade a entrega dos produtos diretamente às escolas das redes públicas de ensino municipal e estadual.
Ao acessar o recurso, as organizações podem estocar e beneficiar os produtos para vendê-los para o Pnae. À medida que o produto é entregue às escolas ocorre a garantia do pagamento permitindo que a cooperativa e associação realize, após 12 meses, a quitação do recurso financiado junto ao MDA. O agricultor familiar pode acessar os dois programas, pois são direcionados para mercados distintos.
Na sexta-feira (1º), o PAA completou oito anos de existência. Uma das principais ações de apoio à produção e de melhoria da segurança alimentar, o programa já movimentou mais de R$ 3,5 bilhões na aquisição de 3,1 milhões de toneladas de alimentos de cerca de 160 mil agricultores por ano. Os produtos abastecem anualmente 25 mil entidades. Para 2011, o orçamento do programa é de R$ 640 milhões.
Criado em 2003, o programa tem como objetivo garantir o acesso a alimentos em quantidade e regularidade necessárias às populações em situação de insegurança alimentar e nutricional. Visa também contribuir para formação de estoques estratégicos e permitir aos agricultores familiares que armazenem seus produtos para que sejam comercializados a preços mais justos, além de promover a inclusão social no campo. É executado pelo MDA e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
 

Mogi das Cruzes

 
Em 2010, a merenda escolar de Mogi das Cruzes foi considerada pela ONG Ação Fome Zero como a melhor do Estado de São Paulo. A cerimônia de premiação foi realizada em Brasília sob o comando do, então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos pontos principais que resultaram na premiação da cidade foi a inclusão de produtos agrícolas cultivados na cidade na alimentação das crianças. Produtos como caqui, cogumelos, alface e outras hortaliças foram inseridos no cardápio, proporcionando um ganho significativo na qualidade da alimentação oferecida aos alunos, além de criar um novo canal de escoamento da produção agrícola local, melhorando a geração de renda no campo. Por dia, são preparadas 90 mil refeições nas escolas e creches municipais e conveniadas, sem contar lanches e cafés da manhã e da tarde. Esse é um exemplo!

 

Fonte: SECOM
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