Archive for Inteligência Competetitiva

15 set 2015

LIÇÕES DE INOVAÇÃO

No Comments Administração e Gestão, Criatividade, Empreendedorismo, Inovação, Inteligência Competetitiva, Modelo de Negócio, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo

Confira 10 lições que podemos aprender com os maiores inovadores da nossa era para alavancar os negócios.

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Grandes empreendedores são inspiração para buscarmos novos desafios e seguir seus passos. Independente se você é funcionário ou dono de uma empresa, há muito que aprender com eles. Recentemente, estudei a vida e obra de grandes inovadores como Mark Zuckerberg (Facebook), Jeff Bezos (Amazon), Steve Jobs (Apple), Larry Page (Google) e Sergey Brin (Google), que serviram de inspiração para escrever um livro. Pude descobrir uma série de lições em comum que eles utilizaram ao longo de suas trajetórias e que compartilho aqui com vocês.

1. não tenha medo de correr riscos.

Para uma empresa como o Google, que valoriza muito a análise de dados em larga escala, pode parecer estranho correr riscos e aceitar incertezas nos projetos. Os dados são importantes para verificação da demanda e validação dos projetos piloto, mas nada disso impede que novos produtos inovadores sejam gerados e lançados, mesmo que tenha grandes níveis de incertezas. Essa abordagem já rendeu grandes fracassos para a empresa, mas também grandes sucessos.

2. a inovação não precisa estar somente nos produtos. 

Os grandes inovadores pensam a abordagem de modo sistêmico, vislumbrando oportunidades em diferentes partes do negócio. Quanto mais tipos de inovações conseguirmos incorporar, maior a proteção e robustez do modelo de negócios criado. Uma ferramenta importante para fazer essa avaliação pode ser o Innovation Storming.

3. conecte os pontos.

De acordo com pesquisa realizada pelos professores Clay Christensen, Hal Gregersen e Jeff Dyer, uma das principais características que separam uma pessoa criativa das outras é a habilidade de associação entre diferentes situações, problemas e ideias de campos até mesmo não relacionados. Essa busca por combinar experiências e visões de campos distintos colaborou bastante na capacidade de inovar de Jobs, por exemplo, e ele fala exatamente disso neste discurso.

4. FORME EQUIPES DE ALTO NÍVEL. 

O impacto das contratações iniciais em uma startup é muito grande no futuro do negócio, especialmente na cultura organizacional que está se formando. Contratar as pessoas erradas no começo pode impactar negativamente nos valores desejados pelos empreendedores. Bezos dizia que se você contratasse tubarões, não se podia esperar que eles agissem como golfinhos. O processo de recrutamento para montar uma estrutura organizacional coerente com a cultura era fundamental. Era preferível entrevistar 50 pessoas e não contratar ninguém do que contratar a pessoa com o perfil errado.

5. facilite a colaboração e o trabalho em equipe. 

Apesar do senso comum acreditar que as inovações da Apple eram fruto do trabalho solitário de Steve Jobs, sendo ele responsável sozinho por os desenvolvimentos, na realidade os grandes projetos foram fruto de um grande trabalho em equipe, em que ele atuava direcionando as pessoas com sua visão e, em alguns momentos, se envolvendo até nos pequenos detalhes.

6. FOmente uma cultura incomparável. 

A concorrência não consegue copiar a cultura – esse é um dos mantras gerenciais de Bezos. Para ele, a cultura organizacional é um ativo importantíssimo para garantir liderança nos mercados em que atua, replicando o “jeito Amazon” de fazer negócios. Alguns elementos importantes dessa cultura única estão na obsessão pelos clientes, a frugalidade na operação e a constante busca por inovações de todas as naturezas.

7. coloque as pessoas certas para fazer as coisas certas. 

Com o crescimento do Facebook, Zuckerberg, com apenas 23 anos, teve que buscar uma pessoa que pudesse fazer melhor que ele algumas atividades importantes. Para ele, “alguém que é excepcional em sua função não é apenas um pouco melhor do que alguém que é muito bom. Ele é 100 vezes melhor”. Sandberg na época era vice-presidente de vendas online globais e operação no Google e foi pescado porque tinha a experiência necessária para transformar o negócio de publicidade do Facebook em algo realmente grande.

8. mantenha o motor da inovação ligado.

 Jeff Bezos dizia que: ”minha visão é que não há momento ruim para inovar. Você deve inovar nos bons e maus momentos – e você deve fazer isso em coisas que o seu cliente valorize”. Essa é a postura dos inovadores: a busca constante por inovações para manter o negócio atualizado.

9. tenha senso de urgência e execução. 

 A “mentalidade hacker”, termo que Zuckerberg utilizou na carta aos acionistas no lançamento das ações, é um mantra da forma como ele as outras pessoas trabalham no Facebook. Mover-se rápido, com alta produtividade, e “quebrar” coisas resume a prática de trabalho desejada e tem sido fundamental para o sucesso da empresa.

10. comunique a inovação. 

Normalmente, em suas apresentações de lançamento de novos produtos, Jobs escolhia um vilão para mostrar aos presentes que suas inovações eram os mocinhos. No iPhone, foram os smartphones com teclados fixos. No lançamento do iPad, o papel ficou por conta dos netbooks. Em cima das fragilidades dos concorrentes, ele apresentava seus diferenciais. Havia um cuidado muito grande para mostrar tudo de novo que os produtos e serviços traziam e fazer isso chegar aos ouvidos dos clientes o mais rapidamente possível.

Quem tiver interesse em conhecer mais, pode baixar gratuitamente o 1º capítulo do livro O Time dos Sonhos da Inovação nesse link.

Felipe Scherer, Sócio fundador da Innoscience Consultoria em Gestão da Inovação. Autor dos livros Gestão da Inovação na Prática (vencedor do Troféu Cultura Econômica 2011 – melhor livro de Administração), Práticas dos Inovadores publicados pela Editora Atlas e O Time dos Sonhos da Inovação recentemente publicado pela Alta Books.

Fonte: Portal Endeavor 

04 set 2015

DICA DE LEITURA: TRANSFORMANDO VISÃO ESTRATÉGICA EM AÇÃO PROATIVA

No Comments Administração e Gestão, Estratégia, Inteligência Competetitiva, Mercado, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo

Já imaginou encontrar um guia prático para operacionalizar e desenvolver ações estratégicas em seu dia-a-dia?

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Talvez você não imagine, mas anualmente várias empresas ao redor do mundo gastam bilhões de dólares em consultoria de estratégia. Um número que poderia ser maravilhoso, se aproximadamente 90% das iniciativas estratégicas não fracassassem em proporcionar os resultados pretendidos. Sim! 90% do que as empresas se propõem a fazer acaba não acontecendo…

Embora em sua maioria elas se concentrem em revisitar, rever e remodelar suas estratégias, muitas acabam se esquecendo do próximo passo: assegurar que elas aconteçam.

Na verdade, eu ousaria dizer que existem muitas pessoas inteligentes desenvolvendo estratégias, mas poucas dispostas a realmente executá-las.

Assim, a lacuna que se cria entre estratégia e execução é enorme. Quase todos os meus alunos das aulas de Diagnóstico Empresarial relatam essa realidade.

lounge-empreendedor-transformando-visao-estrategica-em-acao-proativaNo livro “Transformando Visão Estratégica em Ação Proativa”, os especialistas em estratégia corporativa Liz Mellon e Simon Carter oferecem um guia prático repleto de ideias para levar a estratégia à execução.

Utilizando bons exemplos de pessoas e empresas que empreenderam mudanças bem-sucedidas, os autores dividem o processo de assegurar que a nova estratégia de sua empresa seja traduzida em lucros e crescimento mensuráveis em cinco passos importantes:

  1. Mobilizar a Aldeia: fazer seus executivos seniores abraçarem a nova estratégia e engajarem-se ativamente em sua execução.
  2. Reunir os Anciãos: formar um pequeno time com as pessoas mais importantes da corporação para liderar a mudança estratégica.
  3. Potencializar o emocional: não pense demais; confie em seu instinto tanto quanto em seu intelecto.
  4. Estimular as pessoas: criar uma cultura de comunicação, senso de posse e acompanhamento dos objetivos estratégicos.
  5. Criar resistência: estimular a resiliência individual e organizacional.

Confesso pra vocês que gostei muito dessa ideia de aldeia!

Se você deseja que sua aldeia seja povoada com boas ideias e que sua estratégia seja implementada adequadamente, que tal primeiro fazer a seguinte pergunta: “que ambiente organizacional você têm criado internamente para estimular nos funcionários os comportamentos necessários para dar suporte à estratégia escolhida?”

Lembre-se que sem o ambiente apropriado, até o peixe pula fora d´água.

SOBRE O AUTOR:  

LIZ MELLON passou os últimos 25 anos planejando, desenvolvendo e oferecendo programas de desenvolvimento de liderança, inicialmente como professora da London Business School e atualmente como diretora executiva da Duke CE, o provedor líder mundial em educação executiva. A classificação mais influente do universo de líderes em pensamento, Thinkers 50, listou Mellon em seu “Radar Gurus”.

SIMON CARTER, ex-CEO da Baxi Heating UK, foi tema de um programa da BBC por seu trabalho em liderar a transformação corporativa durante o desafiador período de domínio sindical na década de 1990. Desde que deixou sua posição de presidente, Carter atua como consultor das empresas do FTSE.

03 set 2015

MCWHOPPER: LIÇÕES DE BRANDING PARA SUA EMPRESA

No Comments Administração e Gestão, Economia, Empreendedorismo, Inteligência Competetitiva, Marketing, Mercado, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Promoção de Vendas, Proposta de Valor

O Dia da Paz acabou travando um embate entre Burger King e McDonald’s. Há quem defenda um ou outro, mas o que você pode aprender?

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Nesses últimos dias, presenciamos nas redes sociais um fato bastante inusitado e curioso, e que começa a ser tornar cada vez mais frequente no universo das marcas. A rede de fast food Burger King, que recentemente também andou discutindo com a rede de frango KFC, se envolveu em outro embate discursivo. A proposta, em formato de um vídeo, partiu do Burger King em criar um sanduiche híbrido: juntar o Big Mac e Whopper em um só e criar o McWhopper.

A nobre intenção era fazer um dia especial e sem rivalidades, por conta do Peace One Day, que será no 21 de setembro – data deteminada pela ONU para promover o Dia Internacional da Paz. Além do vídeo, o Burger King endereçou uma carta ao McDonald’s e fizeram um site especial. Infelizmente, o McDonald’s não aceitou a proposta do McWhopper e publicou um texto de recusa, orginalmente em inglês, mas que logo foi compartilhado pela marca no Brasil.

Vamos aos fatos:

No texto, o McDonald’s tentou propor uma ação mais ampla em conjunto, falando que a paz por uma guerra de hambúrgueres não seria equivalente à proposta de paz vinda da ONU. E para agravar ainda mais, o McDonald’s provocou a concorrência nas entrelinhas dizendo que um simples telefonema seria o bastante para essa questão ser debatida, dando a entender que não aprovou a exposição protagonizada pelo Burger King.

Por fim, a página da marca genuinamente brasileira Giraffas percebeu uma deixa em todo esse caso e publicou que aceitaria a proposta do Burger King. Ainda por cima, sugeriu dois nomes para o sanduíche: BK Brutus e GiraWhopper.

O assunto meio que parou por aí, mas as repercussões explodiram nas redes sociais. Esse tipo de discussão digital entre marcas não é grande novidade. Vimos algo similar tempos atrás quando marcas de banco como Itaú, Bradesco e Santander disputaram a atenção de um consumidor no Facebook por meio de uma espécie de um jogo de palavras e rimas.

E se…?

O Burger King tem adotado com certa frequência posturas como essa, de provocar outras marcas pela via do humor, mas isso não nos leva a crer que tenha agido de má fé nesse episódio. Muito pelo contrário. O BK quis testar novos formatos discursivos da marca e quis apenas provocar e cutucar um pouco o McDonald’s, mas certamente já imaginando que eles não fossem entrar no jogo, que foi exatamente o que aconteceu.

ENTRAR EM UM JOGO DE PROVOCAÇÕES COMO ESSE PODE FERIR O COMPORTAMENTO PADRÃO DE UMA MARCA, VIS-À-VIS OUTRAS VÁRIAS PRESSÕES, CRÍTICAS E PROVOCAÇÕES.

O silêncio ou a resposta discreta, como foi o caso, pode fazer parte de uma estratégia da marca.

O que poderia acontecer se McDonald’s tivesse aceitado é muito difícil imaginar, pois isso iria “remixar” a proposta de valor do Big Mac, o principal hambúrguer da rede. E atenção aqui, ele é mais que um mero sanduiche: é símbolo de uma cultura norte-americana, é um lanche que simboliza índices econômicos pelo mundo. Preferiram deixar a marca Big Mac devidamente blindada.

Uma conversa entre gigantes

Podemos analisar toda essa situação sob diversos prismas. Primeiro que, ao mesmo tempo que vemos uma tendência clara de pessoas se tornarem marcas hoje em dia, vemos também marcas se comportando da mesma forma que pessoas. E por meio de astutas estratégias discursivas, evidenciamos hoje essa clara tendência de marcas se humanizando, agindo como se ela fosse realmente uma pessoa.

A própria Coca-Cola protagoniza ainda hoje uma ação muito bem feita, onde coloca nomes de pessoas nas suas latinhas. Outros negócios lucrativos, como Magazine Luiza, Bombril ou Sadia, se corporificam na figura de uma mascote para aproximar a marca ainda mais das pessoas. Burger King, McDonald’s e Giraffas, em todo esse debate, podiam ser vistas como verdadeiras pessoas em discussão, e não grandes corporações multinacionais, movidas a resultados, o que elas são, de fato.

Outro ponto de análise bastante pertinente que nos cabe refletir nesse momento é: esse tipo de estratégia de humanização, que Burger King e tantas outras utilizam, constrói relevância de marca? O quanto que uma postura arrojada dessa, ainda que muito inovadora, está alinhada com o posicionamento e demais pontos de contato da marca? Protagonizar cases bem humorados e polêmicos que viralizam constroem marca, e ajudam a reforçar um posicionamento? São questões candentes e que nos exigem reflexões.

SEJA QUAL FOR O TAMANHO DA EMPRESA, FAZER UM TRABALHO DE BRANDING É CONSTRUIR UM POSICIONAMENTO DE MARCA RELEVANTE NA VIDA DAS PESSOAS.

E não se trata de uma tarefa simples. Tudo isso deve ser feito de forma muito cuidadosa, responsável e, sobretudo, muito consistente e alinhando sempre todos os pontos de contato.

Moral da história

Sob a ótica de inovação, pensar coisas novas e ter coragem para executar novas formas discursivas de conectar marcas às pessoas, Burger King e McDonald’s merecem nota dez. Mas sob a ótica de construção consistente de relevância de marca na vida das pessoas, tenho minhas dúvidas.

Vivemos num mundo de excesso de marcas, saturação de mensagens publicitárias, nossas fraquezas cada vez mais expostas e um desafio cada vez maior de se chegar a diferenciais competitivos. Se não tivermos muita consistência em todos os pontos de contato, corremos o risco de não construir um posicionamento efetivo. Se adotarmos uma postura de marca no balcão da loja, outra postura na propaganda, outra junto a fornecedores, uma outra linguagem no Facebook, outro tom de marca no 0800 da empresa, corremos sério risco de sermos inconsistentes e pouco percebidos na vida dos consumidores. E infelizmente é isso que vemos na realidade de muitas dessas marcas hoje em dia.

Construção de relevância de marca é um desafio atípico, exige preparo e capacitação. Construir marca, hoje, é tocar a vida das pessoas – de forma criativa, com excelência na execução e harmonizando o nosso propósito em todos os pontos de contato. As pessoas virando marcas e as marcas virando pessoas. É complexo, é estranho, mas é o que evidenciamos hoje.

Ser relevante e dar uma razão para os consumidores nos desejarem é a melhor saída para ser diferente e construir marca de forma sólida, memorável e consistente. O Burger King tentou, o McDonald’s fincou os pés no chão e o Giraffas pegou carona. Os próximos capítulos dessa história, nós acompanhamos até dia 21 de setembro.

 

Créditos de imagem: Divulgação/Burger King
Fonte: Marcos Hiller – Portal Endeavor

 

27 ago 2015

QUARTETO FANTÁSTICO

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Comunicação, capacitação, imagem da marca e venda – quem cuida, não precisa de super heróis.

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Nas férias, a gente pensa que vai descansar e se desconectar do trabalho, mas quem se interessa por comunicação está o tempo todo exposto ao que mais salta aos olhos:pessoas em interação. Neste artigo, quero, primeiro, narrar uma situação idílica e praiana para então tratar do quarteto fantástico: comunicação, capacitação, imagem da marca e venda

Nas praias brasileiras, há vendedores de tudo o que se possa imaginar. Em meio a ofertas de queijo coalho, saídas de praia e protetor solar, chamou minha atenção a venda de chopp artesanal de uma cervejaria local. Num calor de 40 graus, não resisti e chamei o vendedor.

Ao se aproximar do guarda-sol, ele explicou, brevemente, com naturalidade e segurança, as características do produto, enquanto sacava um copo e servia o chopp com bastante precisão. O bom atendimento e, claro, a qualidade do produto fez com que eu virasse cliente.

Ao chamar um outro vendedor da mesma marca, notei uma grande diferença de abordagem. Sem saber que eu já havia provado o chopp, ele apenas encheu o copo, com um certo desperdício e me deu o troco. Antes de ele ir, perguntei como estavam as vendas e ele disse que era seu primeiro dia de trabalho.

Essas breves interações me fizeram refletir sobre alguns aspectos.

Todos nós sabemos que o primeiro dia de trabalho é repleto de novas experiências e pode estar sujeito a falhas e imprecisões. Mas e se meu primeiro contato com a marca tivesse sido com o vendedor novato, será que a minha percepção da marca teria sido a mesma? Será que eu teria comprado o segundo chopp? Pergunto isso porque, apesar de o chopp ser saboroso, eu não saberia os atributos do produto (ditos pelo primeiro vendedor) e não teria criado nenhuma identificação com a marca. Talvez, eu preferisse comprar uma lata de cerveja de uma marca conhecida, que seria mais barata e não demandaria um serviço diferenciado como é o de servir chopp.

Essas reflexões reforçam a importância de empreendedores ou gestores, ao contratarem um novo colaborador, oferecerem capacitação para que ele possa representar a marca de forma condizente com a imagem que pretende passar ao mercado. Isso é ainda mais crucial quando se trata da área comercial, uma vez que a falta de capacitação pode gerar mal-entendido, omissão ou falhas de informação e pode criar uma percepção de insegurança para o cliente, impactando diretamente as vendas.

O novo vendedor do caso relatado acima, por exemplo, poderia ter acompanhado ao menos três abordagens do primeiro e mais experiente vendedor, para observar como ele se comunicava com os clientes e que informações sobre o produto eram mais pertinentes para criar uma percepção positiva da marca. Essa seria uma forma de capacitação on the job, que levaria pouco tempo e poderia ser revertida em mais vendas. Outra forma seria uma capacitação formal, com um manual de atendimento ou treinamento antes do início das vendas.

Comunicar de forma clara e convincente requer tanto conhecimento do negócio quanto habilidade para falar sobre ele. Só se desenvolvem tais competências por meio de capacitação, que pode ocorrer via treinamento formal ou on the job, mentoria ou coaching. O resultado desse investimento de tempo, energia e dinheiro, é uma imagem positiva da marca e, consequentemente,maior potencial de venda do produto ou serviço. Essa narrativa e essas reflexões são úteis para lembrarmos desse quarteto fantástico para o sucesso de um negócio, independente do segmento de atuação. Não basta querer ter uma imagem positiva e vender muito, sem capacitação e boa comunicação, pois esses quatro elementos são totalmente interligados.

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Vivian Rio Stella é professora, pesquisadora e sócia-fundadora da VRS Cursos, Palestras e Coaching. A especialista é graduada, doutora e pós-doutora em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pós-doutoranda do grupo Atelier Linguagem e Trabalho, da PUC-SP.

14 ago 2015

DICA DE LEITURA: BRANDING PARA EMPREENDEDORES

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Conheça algumas ferramentas práticas para criar sua marca e potencializar o sucesso do seu negócio    

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Sempre digo que empreender não é panacéia, mas sim uma atividade complicada e de alto risco. No Brasil, estes riscos são ainda maiores. Por aqui, é fácil se perder nos processos burocráticos necessários para abrir e manter um negócio e deixar de lado um aspecto essencial para a conquista de clientes e consumidores: a criação da marca.

Uma marca forte ajuda o empreendedor a se fazer presente no mercado, a mostrar que ele oferece algo único e valioso, e a criar um vínculo duradouro com seus consumidores. É uma das tarefas mais estratégicas que um empresário deve fazer. No entanto, não é uma tarefa simples. Ela demanda cuidado e foco.

lounge-empreendedor-branding-para-empreendedoresAlguns empreendedores conseguem criar suas marcas de maneira intuitiva, mas a grande maioria precisa de algumas orientações para que consiga extrair todo o potencial de seus negócios na criação da marca. O livro “Branding para Empreendedores” lançado recentemente pela editora M. Books é um pequeno manual para você errar menos quando o assunto é criar, posicionar e estabelecer uma identidade de marca que potencialize seus resultados.

Em meio a teorias essenciais, exemplos e práticas sobre o branding formam um passo a passo essencial e descomplicado – incluindo alguns templates (modelos/quadros que devem ser preenchidos conforme cada caso) – para que você possa ter uma base sólida para construir (ou reposicionar) sua marca no mercado e crescer.

O autor Marcos Bedendo enfatiza a importância das marcas no contexto mercadológico e como elas são estratégicas para o sucesso – tanto no momento inicial de pensar e estruturar um novo empreendimento como em um reposicionamento.

Vale destacar que em momento algum o livro substitui a necessidade de um profissional de marketing, mas sim abrir seus olhos para investir nessa área e construir, reavaliar ou mesmo acompanhar o processo de desenvolvimento do produto, da comunicação e todos os pontos de contato que a empresa terá com o consumidor.

Trouxemos para o Lounge Empreendedor algumas dicas que estão contidas com maior profundidade no livro:

  1. Acredite no seu potencial. Muitas vezes, depois que o negócio começa a sair do papel, ficamos presos aos problemas e dificuldades operacionais e esquecemos da ideia original que nos fez empreender. Isso é muito perigoso e leva ao desenvolvimento de marcas sem paixão, que pouco excitam os consumidores. Se quiser ter sucesso, acredite no seu potencial e crie maneiras de deixar isso claro para os consumidores.
  2. Seja ousado ao escolher o diferencial do seu negócio. Todo novo negócio deve conquistar consumidores que hoje estão sendo servidos por outros concorrentes. Por isso, é necessário mostrar claramente porque o seu negócio é diferente dos outros, e porque os consumidores devem trocar a opção atual por você. Escolha um benefício que mostre claramente o quanto melhor o seu negócio é e faça disso o seu diferencial – a razão pela qual as pessoas irão comprar de você, e não de seus concorrentes. E seja ousado! A ousadia é uma prerrogativa que as marcas novas podem usar melhor do que as já estabelecidas.
  3. Comunique o que a marca é para os seus colaboradores. Não basta apenas o empreendedor saber o que quer para sua marca. É preciso que ele consiga transmitir o que a marca é para os seus colaboradores, para que eles também possam se tornar porta-vozes. Criar marcas é um esforço conjunto de todos dentro de uma empresa, especialmente aquelas que estão iniciando. E se seus colaboradores não estiverem ao seu lado nesta empreitada, eles estarão contra você.
  4. Não perca chance de divulgar sua marca. Qualquer momento de contato entre a sua marca e potenciais consumidores deve ser aproveitado para passar a imagem da marca, e o diferencial de negócios. Como empreendimentos novos possuem normalmente verbas muito restritas, cada momento deve ser aproveitado ao máximo para criar um encantamento do consumidor ou cliente. Isso vale para materiais de comunicação, como sites de internet, páginas em redes sociais, panfletos e anúncios, mas também vale para as instalações físicas, que devem transparecer a identidade da marca, e também para os colaboradores, que devem ter atitudes e discursos alinhados com os objetivos da marca.
  5. Tenha perseverança: Criar marcas é uma atividade de longo prazo. As coisas não acontecem da noite para o dia. Há de se escolher um caminho, acreditar nele e investir tempo e recursos para persegui-lo. Fuja de atalhos que parecem ser caminhos fáceis para a construção de marcas – eles não existem. Não caia na tentação de embarcar na “nova onda do momento”, abandonando sua estratégia inicial. A marca demora para romper a barreira do desconhecimento, necessita de investimentos constantes e de consistência de ações e comunicação. Não se desespere e mantenha-se perseverante.

Seguir estas dicas, ou quaisquer outras, não significa que você terá automaticamente sucesso na criação da sua marca. A adoção de uma marca pelos consumidores sempre tem algo de incontrolável. Mas quanto mais você estudar o seu próprio negócio, maior a possibilidade de você conseguir mostrar para as pessoas o que a sua marca significa. Por isso o livro vai valer à pena.

A linguagem é bem fácil e fluída, quando vê você já devorou o livro todo. Para o empreendedor que está começando, para startups, estudantes ou profissionais de marketing que desejam ter um primeiro contato com o Branding numa linguagem simples e didática, o livro é um bom começo para um longo trabalho que não pode ser interrompido.

Afinal, marca é um ativo estratégico vital para qualquer empresa e fundamental para ajudar empreendedores na difícil missão de gerar empregos e crescimento para o nosso país.

SOBRE O AUTOR DO LIVRO:

MARCOS BEDENDO é um especialista em marcas, tanto do ponto de vista acadêmico como profissional. Por mais de dez anos foi gestor de marcas e marketing em empresas como Whirlpool, Unilever e Bauducco. Possui mestrado em Estratégias de Marketing pela FGV-EAESP, onde estudou a maneira como os discursos de marcas são construídos. É professor de marketing e branding, lecionando em instituições como ESPM, Insper, FIA e FAAP. Realiza também cursos livres na Casa do Saber e possui o blog 'Branding, consumo e negócios' na Exame.com. É sócio-consultor da Brandwagon, consultoria especializada em branding e inovação. 

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