Archive for Gestão de Pessoas

07 ago 2015

DICA DE LEITURA: LIDERANÇA ESTRATÉGICA

No Comments Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Características Pessoais, Carreira, Gestão de Pessoas, Liderança, Marketing Pessoal, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Relações Humanas

Na pressa para alcançar o sucesso, como podemos ajudar a nossa mente a se renovar para melhor influenciar as pessoas?

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Umas das coisas que sempre me preocupou foi o conceito de liderança. Dou aulas sobre o assunto, coordeno equipes e ainda assim me pergunto se as minhas próprias atitudes como líder são as corretas.

Com o tempo percebi que os conceitos variam de acordo com a situação e que duas competências sempre me marcaram muito: "legado e estratégia". Tenho certeza que você já leu textos sobre isso aqui mesmo no Lounge Empreendedor.

Acredito firmemente que se líderes pensassem no "legado" que iriam deixar, tomariam decisões mais sensatas. Temos visto situações tanto na economia, quanto na política em que se os líderes que tivessem pensado no "legado" talvez não tivessem cometido ou tomado decisões que tomaram.

Somado a isso, a visão estratégica é fundamental.  Às vezes, os métodos e modelos usados para explicá-la são mais complicados do que o conceito e do que a própria prática da liderança estratégica. Nem sempre podemos defini-la ou descrevê-la em todas as minúcias, mas a reconhecemos quando age.

lounge-empreendedor-lideranca-estrategicaEsse tipo de liderança envolve percepções microscópicas e expectativas macroscópicas que são muito bem abordadas no livro “Liderança Estratégia – O princípio da Pausa” lançado pela Editora M. Books.

Por mais paradoxal que possa parecer, mesmo com todas as atividades e incertezas que a rotina da gestão possa nos impor, o autor Kevin Cashman afirma que o sucesso virá para aqueles que souberem realizar pausas profundas e reflexivas para entender o que estão enfrentando dentro e fora de si mesmos.

Acredito realmente que a essência da liderança passa por uma profunda consciência de nós mesmo e de novas perspectivas que nos coloquem um passo a frente nesse mercado dinâmico e global. Talvez, por isso, tenha gostado tanto do livro.

Sem contar que o autor nos oferece vários recursos práticos para fazer mudanças no gerenciamento, fortalecer a liderança, desenvolver outras pessoas e promover a cultura da inovação seguindo sete práticas (bem pragmáticas) da pausa:

  1. Persistir no propósito
  2. Perguntar e ouvir
  3. Arriscar a experimentação
  4. Refletir e sintetizar
  5. Considerar dinâmicas de dentro para fora e de fora para dentro
  6. Estimular a generatividade (energia e entusiasmo para ajudar os outros)
  7. Ser autêntico.

Então vamos lá: respire fundo, estabeleça momentos para parar, recuar, buscar novas informações, reavaliar tudo o que está a sua volta e, então, agir sem medo. Que tal começar agora?

SOBRE O AUTOR:

KEVIN CASHMAN é sócio, CEO e executivo de desenvolvimento da Korn/Ferry International. É também o fundador do Chief Executive Institute, integrante sênior da Caux Roundtable, membro do conselho de administração do Center for Ethical Business Cultures, e autor do Best-seller Liderança Autêntica – de dentro de si para fora, publicado pela M.Books. Foi classificado entre os Top Ten Thought Leader pela revista Leadership Excellence. 

28 mar 2015

QUAL É TUA OBRA?

No Comments Coaching, Gestão de Pessoas, Liderança, Protagonismo, Relações Humanas

Um dia o seu legado será também a sua história. Assim, até que esse dia chegue, você tem feito tudo o que está ao seu alcance para deixar atrás de você um bonita história?

 

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As transformações recentes no conjunto da vida social que envolve o trabalho, a família, a relação entre as gerações e até mesmo a escola parece ter despertado uma nova busca pela realização e pela construção de um significado maior de vida. Legado passou a ser a palavra da vez!

Legados são parte de um processo continuo que nos procede, nos envolve, sobreviverá a nós e, por fim, dará lugar a outros legados. Um grande erro que cometemos é deixar para pensar em nosso legado somente no fim de nossa permanência em uma empresa ou quando estamos prestes a nos aposentar. Não há porque esperarmos por uma doença grave, assumir o negócio de família ou qualquer outro momento inusitado para refletirmos sobre quem queremos ser quando crescer.

No contexto familiar, uma boa pergunta a se fazer é: que legado deixarei para meus filhos e netos? Claro que, nesse sentido, não esperamos uma resposta relacionada à herança de bens e posses, mas às heranças morais, como caráter, ética, honra e honestidade. Algo que, no futuro, venha representar para nossos descendentes um referencial positivo de atitude, um modelo comportamental a ser admirado e seguido.

E se você se preocupa com essa questão, acho válido fazer o mesmo auto-questionamento no contexto organizacional. Que tipo de ações e atitudes fazem a diferença na vida das pessoas com quem você se relaciona? De que forma você pode se tornar uma pessoa inesquecível, muito mais do que lugares, produtos e coisas?

O verdadeiro legado se faz não pelos títulos, cargos e posições que acumulou e exerceu, mas pela pessoa que você foi ao longo do tempo, pelas ações e relações de cada dia, pela generosidade e justiça no seu próprio exercício de viver.

Um bom método para você construir a sua declaração de legado é continuar a frase: “gostaria de ser lembrado como alguém que…”

Você não precisa espalhar publicamente suas aspirações. Não precisa publica-las no jornal da empresa e ninguém está pedindo que você se abra de uma maneira que o torne desagradável publicamente. Contudo, se elas forem verdadeiras, os outros a reconhecerão.

E cuidado: construir um legado é algo trabalhoso, leva tempo, porém, às vezes basta um único deslize para que ele desmorone completamente. Existe um pensamento ultrapassado que, infelizmente, ainda é muito presente em nosso mercado que nos faz acreditar que tem mais valor aquele que consegue resultados a qualquer preço.

Acredito, porém, que mais que dos resultados, as empresas necessitam das pessoas. E são sobre elas que deixaremos nossas melhores marcas, pois quando você não tiver mais forças para seguir sua missão, alguém poderá continuar sua jornada. Somente ajudando os outros a semear seus próprios legados é que nossa influencia positiva pode atingir todo seu potencial.

14 mar 2015

SEU OLIMPO É AQUI

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Você é do tipo que sempre quer mais do que possui? Ou que acha que o jardim do vizinho é sempre mais verde que o seu? Pois, então, leia esse texto!

 

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Não é de hoje que o ser humano aspira a momentos perfeitos: o amor perfeito, o filho perfeito, o emprego perfeito, a vida perfeita! Antigamente, religiosos devotados travavam duras lutas interiores buscando alcançar o Olimpo, atingir o nirvana ou vivenciar o paraíso na terra.

E hoje não é diferente! Parece que vivemos uma vida tantalizante! Sim: a palavra é essa mesmo! Um nome inspirado pelo mito grego de Tântalo. Muitas vezes, sacrificamos o que temos em função de sonhos desmedidos e desejos do nosso ego, arriscando a perder tudo o que já conquistamos, para só então darmos valor a tudo o que tivemos algum dia. E pior: ainda podemos estender aos nossos descendentes a irresponsabilidade pelos nossos atos no presente.

O mito grego do rei Tântalo desvela a ambição de um mortal que, não satisfeito em ser notoriamente o "predileto dos deuses", almejava transmutar-se num "deus" propriamente, incorrendo num erro brutal de oferecer seu próprio filho em banquete, sendo por isso, condenado ao suplício da fome e sede eternas. Mergulhado em águas até ao pescoço, quando ele se debruçava para bebê-la, a água se afastava tornando impossível matar sua sede. Por cima de sua cabeça, pendiam ramos de árvores com frutos saborosos, porém o vento retirava do seu alcance sempre que tentava apanhá-los.

As histórias da nossa vida, da nossa busca da verdade, da busca do sentido de estarmos vivos são bem parecidas. Quantas vezes vivemos na busca de coisas que parecem estar tão perto e ainda assim, tão longe?

Talvez esse seja o pior sofrimento daquele que sempre busca o inalcançável e tem nos olhos a visão de que o jardim do vizinho é sempre mais bonito. Certa vez li em algum lugar que um amigo de Olavo Bilac o procurou e pediu que redigisse um anúncio para que ele pudesse vender o seu sítio. Olavo pegou o papel e escreveu: “Vende-se uma encantadora propriedade, onde canta os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalina água de um ribeirão. A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranquila das tardes na varanda”. Meses depois, o poeta encontrou o amigo e perguntou-lhe se havia vendido o sítio. Ele respondeu: “Nem penso mais nisso, quando li o anúncio que você escreveu eu pude perceber a maravilha que eu tinha”.

Parece incrível que precisemos que outras pessoas também achem que o nosso jardim é mais florido do que o delas para que possamos enxergar isso. Às vezes, a felicidade bate à nossa porta e não percebemos porque estamos tão preocupados em olhar a vida dos outros que não conseguimos enxergar nossa própria felicidade.

Ainda que tenhamos condições de conquistar muito mais do que temos, não podemos nos esquecer da nossa condição, dos nossos princípios e de nossos limites. Não há como responsabilizar nem aos outros e nem aos deuses! 

01 nov 2014

HONESTIDADE EMOCIONAL

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Seja sempre algo que você ama e entende. Esqueça o resto, pois tudo o que você preciso está em si mesmo! Todo o resto é ilusão. 

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Um dos principa​is fatores que diferencia os relacionamentos extremamente significativos daqueles meramente bons é a profundidade da intimidade emocional que construímos. É claro que existem outros fatores: autenticidade, vulnerabilidade, entrega e quiçá, um pouco de coragem!

Coragem para enfrentar o exercício constante do equilíbrio entre a razão e com a emoção – duas partes aparentemente antagônicas de nós que quando conhecidas e bem geridas se completam elevando nossa sabedoria e crescimento.

Ao sermos confrontados com as nossas emoções, precisamos aprender a senti-las e a perceber o que elas nos transmitem, o que nos dizem acerca das nossas vontades, necessidades, valores, medos… No fundo, o que nos dizem acerca de nós e da nossa relação com os outros. Negá-las ou reprimi-las pode conduzir-nos a um sem número de caminhos confusos, desonestos e superficiais.

Ser emocionalmente honesto significa expressar sentimentos verdadeiros e desenvolver o que no mundo de negócios tem feito toda a diferença: a inteligência emocional. É a nossa inteligência emocional (autocontrole, empatia, motivação, consciência, habilidades interpessoais) combinada com a capacidade de identificar com precisão os nossos sentimentos, que nos permite ser emocionalmente honestos.

Ao fazermos isso conosco, ampliamos nosso autoconhecimento e damos um passo no caminho da auto aceitação e de escolhas mais acertadas frente aos nossos próprios desejos e metas. Quando nossa atitude é emocionalmente honesta com os outros, certamente aumentamos a probabilidade de nossos filhos, cônjuges, chefes ou amigos nos espelharem.

O grande problema é que a maioria das pessoas acredita que os outros não vão tolerar sua honestidade, e assim preferem viver as aparências e a superficialidade, alegando que desta forma não ferem ninguém, racionalizam a falsidade em nobreza e contentam-se com relacionamentos rasos.

Se você quer uma vida próspera ao invés de uma vida insalubre e sem significado, prepare-se a enfrentar alguns de seus medos e talvez, não ser aceito por todas as pessoas. “Jogar pelo seguro” e esconder seus reais sentimentos é uma forma de sabotagem e manipulação que realizamos num esforço para controlar as respostas que receberemos dos outros, na esperança de ganhar sua aprovação ou minimizar as chances deles sentirem-se magoados, irritados, ou descontentes conosco.

As melhores relações não são as que têm poucos conflitos, mas sim aquelas que estão dispostas a agir de forma honesta e sensível. Com este tipo de atitude, promovemos e desenvolvemos as habilidades de comunicação e aprendemos a lidar respeitosamente com as diferenças. Como diria Daniel Goleman, só assim seremos “emocionalmente inteligentes”.

27 set 2014

SAIA DA VALETA

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Você faz a diferença? Na vida podemos ser escultor ou escultura. Qual é a sua escolha? 

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Na última terça-feira, durante o quadro “Carreiras & Negócios” que conduzo junto à Marilei Schiavi e Fadua Sleimann na Radio Metropolitana AM 1070 ouvi uma frase do presidente do Sincomércio de Mogi das Cruzes, Airton Nogueira, que me fez pensar durante toda a semana: “Se você quer fazer a diferença, você tem que sair da valeta!”.

Existe um espaço comum a qualquer um de nós – a tal valeta – que pode ser preenchido por um bom currículo, uma boa faculdade ou uma experiência comprovada no mercado de trabalho, mas para sair da valeta é preciso mais!

Refletir sobre este tema é algo que inevitavelmente nos coloca num estado de auto-investigação. É um convite ao exercício da introspecção onde confrontamos nossas ações e seus respectivos resultados. Entretanto, tenho observado que muitas pessoas ao se questionarem a esse respeito acabam encontrando um certo desconforto interno ou uma ansiedade desmedida pela percepção equivocada que têm sobre o assunto.

É muito comum, a ideia central do “fazer a diferença” remeter nossas expectativas mentais a construção de grandes obras e realizações. Automaticamente fazemos correlações com as pessoas que temos como modelo de conduta e de sucesso. Assim, muitos passam a acreditar que fazer a diferença pode exigir um esforço tamanho que preferem desistir, afinal, erradicar a fome do mundo, descobrir a cura do câncer ou ganhar um prêmio Nobel são tarefas que exigem tamanha dedicação e entrega que preferimos deixar esta ideia de fazer a diferença para os diferenciados… Puro engano, grande equívoco!

Talvez você já tenha lido que Mahatma Gandhi pronunciou a seguinte frase para os seus seguidores: “Você deve ser a mudança que deseja ver no mundo”. Pois é… 

O que determina se conseguiremos sair ou não da valeta permitida a todos e a qualquer um não é tanto o que fazemos, e sim como fazemos. Por isso, encontre formas de surpreender positivamente as pessoas, fazendo "algo” além do que era esperado, e de alguma forma que supere as expectativas. Fazer a diferença significa "encantar" as pessoas, criando aquele ambiente mágico em que as pessoas podem dizer: "para mim, naquele momento, naquele local, você fez a diferença!".

Esteja 100% focado no que você estiver realizando. Nosso potencial de transformação e de criação encontra-se somente no momento presente! Não comprometa seus resultados por estar disperso entre o passado (arrependimentos, culpas) e o futuro (preocupações, medos).

Para fazer a diferença, é preciso que adotemos uma postura de respeitabilidade quanto à diversidade humana. Deixe o outro ser diferente de você. Cada encontro é sagrado e podemos aprender profundas e enriquecedoras lições com todas as pessoas que cruzam nosso caminho.

O poder pessoal significa num primeiro momento aceitarmos as coisas como elas são (e não ficar brigando contra), e imediatamente agir em cima disso. Por exemplo: seu chefe no trabalho é um pequeno ditador? Aceitar significa não ficar desejando que ele seja diferente, mas sim reconhecer que ele é assim. A questão que se coloca é o que você deve e pode fazer com isso? Só assim você poderá lidar com a situação e mostrar sua maestria pessoal e profissional que lhe diferencia na valeta.

Fazer a diferença é uma atitude, é um estado de espírito e decorre de uma decisão pessoal: eu quero fazer uma positiva diferença para mim mesmo e para as pessoas.

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